CURAS FÍSICAS E ESPIRITUAIS

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AS CURAS ESPIRITUAIS À LUZ DO ESPIRITISMO

Reginaldo Hiraoka

Qual é a base epistemológica das ocorrências de curas no Espiritismo?
Podem existir algumas abordagens na dinâmica das curas, sejam elas de crença científica, filosófica ou religiosa. Na primeira, o processo é ascendente; na segunda é descendente. Por cura ascendente quero dizer que a crença está ligada ao pressuposto que é de fora para dentro, ou seja, do corpo para a alma. Por meio descendente, a cura pode aparecer da alma para o corpo.
A ciência oficial acredita, e dá provas para seus paradigmas, que essa abordagem ascendente é verdadeira. Boa parte dos conhecimentos científicos estão construídos dessa maneira. E não há nada de errado nessa maneira de se construir a verdade. Mas poderão existir outras maneiras que não a científica? Sim, sabemos que há outras formas: a religiosa, pela fé; a filosófica, pela razão; e a crença popular, pelo senso comum.
Para abordar as curas de origem espírita, acredito que a forma mais apropriada desse saber possa ser entendida com a segunda base epistemológica. A de que a cura se dá da alma para o corpo. A Doutrina Espírita está embasada numa forma dualista de entendimento da natureza humana, em que ela ora pode aparecer num corpo (matéria), ora em um espírito (energia psi). Logo as doenças têm origem no campo da alma e depois aparecem no corpo.
Poderíamos avançar para apresentar várias “provas” científicas, avançando em outra forma de verdade, mas fiquemos na religiosa. Por as doenças, na concepção espírita, terem origens na alma, sua etiologia está no caráter humano. Dessa forma ela começa a aparecer enquanto Doutrina, trazendo valores humanos, oriundos do Cristianismo.
O conceito de reencarnação (a alma pode retornar com outra personalidade, em outra época e lugar) também está envolvido na Doutrina Espírita, como uma forma de se crescer através dos aprendizados, visto que nenhuma alma está completa, enquanto humana.
O caráter vai aparecendo enquanto ele vive em harmonia e desarmonia. Quando a pessoa está na harmonia, aprende com a felicidade; quando em desarmonia, aprende com a doença. Geralmente é na doença que se vai em busca de um saber novo, pois a alma está em crise. Quando alguém busca essa Doutrina para a cura, está buscando a lembrança de seus verdadeiros valores, que podem ser despertados através dos Ensinamentos Espíritas.
Dessa forma, enquanto ela busca os alimentos da alma, que são os valores, ela vai se curando através da alma para o corpo, provocando a cura descendente. A doença é entendida como a única forma a que a pessoa dá atenção e resgata o cuidado de si.
MEDICINA DO ALÉM

AS CURAS ESPIRITUAIS

O pensamento atua sobre a energia e as ligações espirituais, e sua fonte de energia curativa ou destrutiva deve ser mais estudada por todos os que assumem a responsabilidade de atender e consolar as pessoas que procuram os centros espíritas.
Wilson Garcia
Matéria publicada no site Portal do Espírito

OS MÉTODOS DE CURA

Além do passe, que é o mais conhecido, a cura pode ser obtida pelos seguintes meios: pela prece, pelo receituário mediúnico, em reuniões de desobsessão, através de operações sem instrumental cirúrgico, por meio de operações com uso de instrumental cirúrgico, pelo tratamento a distância e, acrescentemos, por outros meios espirituais desconhecidos. Afinal, apesar de seu avanço, o Espiritismo não é uma doutrina completa, a ponto de informar sobre tudo.
Basta dizer que às vezes somos surpreendidos por acontecimentos que fogem completamente aos conhecimentos que possuímos, doutrinariamente. De qualquer maneira, é o Espiritismo que nos dá as melhores e mais firmes indicações sobre o mecanismo das curas e os meios de obtê-las. Dá-nos ele, inclusive, a possibilidade de interpretar inúmeros casos em que as curas acontecem, fora do ambiente doutrinário e sob condições bastante interessantes. O próprio estudo dos processos de cura oferece-nos material para interpretar e compreender outros casos. É o que relembraremos rapidamente a seguir.

curas espirituais

A PRECE

A prece é um dos meios pelos quais a cura de um mal pode ser alcançada. Mas é, também, um meio dos mais difíceis, haja vista a pequena capacidade que grande parte dos seres humanos tem para orar. Isto porque a oração não é um ato mecânico, que se realiza pelos lábios. Não. A prece é algo que depende enormemente do pensamento e da vontade, pois sem estes ela se transforma em algo sem maior expressão. Quando os homens aprendem verdadeiramente a orar, indubitavelmente conseguem sucesso em muitas coisas, inclusive na solução de seus problemas de saúde.
A confirmação de que se pode obter cura através da prece pode advir do conhecimento (que vimos atrás) da ação do pensamento sobre os fluidos, que nos esclarece como a coisa acontece. Mas pode advir também da informação do “Livro dos Espíritos”: – “Podemos obter curas só pela prece?” indaga Kardec, ao que os espíritos respondem: “Sim, às vezes Deus nos permite; mas talvez o bem do doente seja o de sofrer ainda e então vocês pensam que a prece não foi ouvida”.
Esta resposta enseja, além da confirmação do poder da prece na cura, uma reflexão sobre o fato de nem todo doente poder ser curado. Isto está explícito na resposta dos espíritos, que afirmam ser a doença, muitas vezes, “o bem do doente”. Todos sabemos que isto acontece em vários níveis, ou seja, sempre que o doente é possuidor de compromissos denominados cármicos, que devem se prolongar para além do momento em que está recebendo o tratamento, a cura deixa de acontecer. Um indivíduo de grande força de vontade e orando com sinceridade, pode ainda assim não alcançar o que deseja se isto for o melhor para ele.
Aliás, André Luiz nos mostra um exemplo que ilustra bem esse fato: havendo desencarnado, a mãe de um jovem prossegue no mundo espiritual sofrendo com a doença do seu filho encarnado, preso ao leito. De tanto implorar aos espíritos mais esclarecidos o alívio das dores do seu filho, ela recebe a informação de que será atendida. Tão logo os espíritos realizam a cura, o jovem retoma uma vida perdulária, acabando por voltar ao vício do alcoolismo, que havia motivado a sua doença. Com isto, também retorna a doença e o jovem volta ao leito. A mãe, embora com muito sofrimento, acaba por compreender que a dor é “o bem do doente”.
Como a questão da cura total é extremamente complexa, uma vez que os resultados variam de caso para caso, é bom estar prevenido. Pode o indivíduo não estar em condições de obter a cura total, seja porque o seu estado físico está comprometido irremediavelmente, seja porque o seu processo cármico o recomenda. Mas, entre a cura total e a cura parcial muita coisa pode ocorrer, ou seja, há pessoas que, depois determinado tratamento, alcançam resultados parciais, que diminuem em parte o seu sofrimento, sem extingui-lo definitivamente. Quando isto acontece, de duas uma: ou a pessoa compreende e assume sua situação, ou ela não aceita o pequeno resultado, e continua descrente de tudo.
Isto pode ocorrer com dirigentes mal preparados. Estes poderão entrar em um processo de descrença ante a doutrina pelo simples fato de não conseguir resultados positivos para todos aqueles que os procuram. A maneira de enfrentar essa situação, que será inevitável nas casas espíritas dedicadas à prática da cura espiritual, é fortalecer o conhecimento, a fim de compreender que na maioria das vezes a cura total ou parcial não depende exclusivamente dele, mas de um conjunto de fatores nos quais entram o pensamento, os fluidos, os intermediários, os espíritos e o próprio paciente.
Retornemos à prece. Apesar do estágio em que nos encontramos atualmente, somos ainda muito deficientes na hora de realizarmos uma oração. Esta deficiência é que nos impede de obter bons resultados em nossos propósitos. A prece deveria se constituir em matéria de constante estudo nos centros espíritas, mas estudo verdadeiro e não se tornar objeto de considerações puramente místicas, que impedem alcançar a sua essência.

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RECEITUÁRIO  MEDIÚNICO

A mediunidade receitista foi tratada por Kardec de maneira objetiva. Diz ele em “O Livro dos Médiuns” que a especialidade dos médiuns receitistas “é a de servir mais facilmente de intérpretes aos espíritos para prescrições médicas. Não devemos confundi-los com os médiuns curadores, porque eles não fazem absolutamente mais do que transmitir o pensamento do espírito e não têm, por si próprios, nenhuma influência”.
Com a popularização do Espiritismo, este tipo de mediunidade foi tomada de muitas preocupações, criando-se em torno dos médiuns receitistas uma aura de medo. Espalhou-se a preocupação de que as receitas espirituais pudessem, pelo menos no Brasil, contrariar as leis e trazer para a Doutrina alguns prejuízos. Surgiu então a orientação de que as receitas dadas por médiuns deveriam passar pelo crivo dos médicos, passando estes a responsabilizarem-se por elas.
Se, em algum momento, esta preocupação teve sua razão de ser, a verdade é que a presença do médico ao lado do médium receitista passou a ser encarada em muitos centros espíritas como uma necessidade inadiável, a ponto de inibir o trabalho mediúnico.
Ainda hoje, certas instituições de peso no movimento espírita divulgam a necessidade da presença desse médico de plantão e se não fosse o bom senso de muitos deles, nós não veríamos chegar às mãos dos pacientes as receitas. Simplesmente porque muitas delas, como um dia avisou Herculano Pires, contrariam as orientações dos médicos encarnados. Isso sem falar dos centros espíritas que, tomados de verdadeiro pânico, deixaram de abrigar em seu recinto o médium receitista, chegando alguns a proibir a sua presença. Era preciso não contrariar as orientações vindas de cima.
O que serviu para um certo momento já não tem mais valor hoje. Ao invés de divulgar esse tipo de orientação absurda, precisamos na verdade é valorizar o trabalho dos médiuns receitistas, dando-lhes apoio, sem perder de vista, é claro, o controle que todo e qualquer tipo de mediunidade deve ter, para não se transformar em arma contra a Doutrina e os homens.
A mediunidade receitista é, no processo de cura, muito importante e às vezes complementar do tratamento espiritual. Os espíritos que atuam neste setor, normalmente ex-médicos encarnados, se utilizam de conhecimentos adquiridos em vidas passadas e aprimorados na Espiritualidade. Suas receitas chocam muitas vezes os profissionais da medicina, uma vez que a combinação de remédios nem sempre segue o comportamento tradicional. Há espíritos que combinam diversos tipos de remédios, misturando alopatia e homeopatia, enquanto outros seguem uma dessas linhas apenas.
Os resultados do receituário mediúnico via de regra, seguem o mesmo padrão dos demais tipos de tratamento espiritual, ou seja, a cura total, parcial ou nenhum resultado efetivo ficam na dependência do encarnado e dos seus compromissos cármicos. Como os médiuns receitistas, segundo Kardec, não exercem nenhuma influência no receituário, é de se crer que a ação de seu pensamento não tenha influência no resultado da cura, ao contrário do passe onde a influência é quase total. De qualquer maneira, os médiuns estão sempre submetidos aos interesses dos espíritos, isto é, são os espíritos que determinam o que receitar.

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OPERAÇÕES ESPIRITUAIS

A cura através do que se convencionou chamar operações espirituais parece ser recente, especialmente aquelas em que os médiuns utilizam instrumental cirúrgico. Não há registros de fatos dessa natureza do século passado. Allan Kardec não as menciona, embora, na Revista Espírita ele se refira à mediunidade nos médicos, chegando inclusive a apontá-la como de grande interesse para o futuro.
As operações espirituais, que se popularizaram entre nós com o aparecimento do “médium da faca enferrujada”, José Arigó, formam objeto de muita discussão no movimento espírita, havendo aqueles que não as aceitam e outros que chegam até a combatê-las. Ao tempo de Arigó, as discussões se tornaram intensas, a ponto daquela mediunidade escandalizar conhecidos trabalhadores do movimento espírita, que temeram pelo futuro. Após sua morte, o clima serenou, voltando a ficar tenso com o aparecimento do agora médico Edson Queiroz (que desencarnou no dia 5 de outubro de 1991, assassinado).
Eis aí uma mediunidade que poderíamos chamar de “risco”, uma vez que exige muita determinação por parte do médium e coragem do paciente em se submeter à cirurgia. O “risco” é menor quando a operação é realizada sem instrumentos cirúrgicos, como acontece com determinados médiuns, que se utilizam apenas das mãos. Mas quando os espíritos solicitam o bisturi, a situação se modifica e deixa muitas pessoas desnorteadas, já que a maioria absoluta das cirurgias neste caso é feita em condições precárias sob o ponto de vista médico, normalmente sem o uso de anestesia e assepsia, com a agravante do espírito operador fazer uso de recursos como sujar propositadamente o local da incisão, chegando até a mandar cuspir nos cortes.
É aí talvez que o escândalo aumenta. Muitos médicos e alguns deles bons espíritas não conseguem ver sentido nesse ato, acabando por se opor a esse tipo de tratamento. Com Arigó o escândalo chegou até ao receituário mediúnico que ele às vezes fornecia aos pacientes, contendo todas as evidências de uma verdadeira contradição. No entanto, até o presente momento, não há registro de pacientes que tenham se utilizado aquelas receitas e tido sua condição agravada. Pelo contrário, centenas de casos estudados demonstraram, quando pouco, uma acentuada melhoria do estado geral do paciente.
A mediunidade, de modo geral, traz em si mesma o perigo da má aplicação. A cura através das operações espirituais se presta muito ao charlatanismo e ao enriquecimento ilícito. Mas esse tipo de coisa existe na sociedade como um todo, de modo que não podemos condenar o processo apenas por existirem pessoas de comportamento condenável. Isto é uma outra questão.
Tivemos a felicidade de acompanhar de perto os dois tipos de mediunidade de cura: através do uso de instrumental e sem o uso dele. Conhecemos alguns médiuns que se utilizam apenas das mãos para realizar a intervenção e cujos resultados demonstraram um grande número de acertos. O curioso de um destes médiuns é que, após a cirurgia, que se dava sem nenhum tipo de corte, o local da incisão era protegido por gases e esparadrapos como se o corte tivesse sido feito. Exames posteriores, através do raio X, apontavam no local da incisão um corte interno, próprio de uma cirurgia. O paciente, após o ato operatório, era aconselhado a seguir um procedimento típico de uma cirurgia pelos processos conhecidos.
Em casos dessa natureza, em que o paciente não apresenta nenhum sinal exterior, a intervenção dos espíritos é a única maneira de explicar a cirurgia. De qualquer modo, a participação do médium aparece como importante; caso contrário, a cirurgia teria sido feita de maneira diferente. Se concluirmos que o médium tem uma participação importante em casos como esse, deveremos concluir que também o seu comportamento mental tem implicações positivas no caso – talvez possamos dizer mais, que os fluidos manipulados pelos espíritos operadores contem com a participação do médium. É importante estudar o caso, porque quase nunca nos lembramos da participação do intermediário, que é o médium.
As cirurgias feitas através de instrumental cirúrgico ficaram populares entre nós, após Arigó, e mais recentemente por Edson Queiroz. Em nosso livreto Médicos-médiuns tivemos ocasião de analisar o fato. Edson seria a repetição em gênero e grau de Arigó, não fossem duas únicas questões: Edson é médico e vem de berço espírita. Ademais, no presente instante estamos como que impossibilitados de analisar o seu como sendo um caso da atualidade espírita, uma vez que ele se enquadra em pelo menos duas classificações dadas por Kardec em O Livro dos Médiuns: “Médiuns mercenários – os que exploram a sua faculdade”. “Médiuns ambiciosos – os que, sem porem preços em sua faculdade, esperam tirar alguma vantagem dela”.
Porém, ao tempo em que ele merecia do movimento espírita o apoio e a atenção, sua faculdade foi comprovadamente verdadeira. Acompanhamo-lo em diversas atividades, tanto em São Paulo, como em Recife, em Montevidéu e Salvador, enfim, um sem número de vezes em que nos foi possível observar o fenômeno sob vários aspectos: o do uso de bisturi e demais instrumentos, o uso constante de agulhas, a ausência completa de anestesia e assepsia, os variados tipos de operações, que iam desde a retirada de um simples pterígio até uma incisão mais profunda no seio, para a retirada de um caroço qualquer.
Os inúmeros casos acompanhados por Nazareno Tourinho – no primeiro e melhor livro que se escreveu sobre Edson – constantes ainda da primeira fase de sua mediunidade, onde nenhuma denúncia de pagamento monetário havia sido feita, mostra a magnitude do fenômeno e sua utilidade. Estamos convictos de que a principal finalidade da mediunidade de cirurgia é mesmo a de chocar as criaturas humanas, o que esta mediunidade faz muito bem ao não utilizar de modo visível a anestesia e assepsia – fato este que jamais resultou em danos para os pacientes – além da maneira como os Espíritos operadores agem, com palavras e atitudes que realmente escandalizam as pessoas mais sensíveis.
Enquanto vai chocando as pessoas, vai também realizando uma ação curativa para muita gente, que se vê assim beneficiada pelos médiuns operadores.

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TRATAMENTO A DISTÂNCIA

Este processo de cura, embora bastante conhecido, mas ainda pouco explorado, consiste em reunir, em data, horário e local previamente estabelecidos, de maneira disciplinada e permanente, um certo número de pessoas de boa vontade, para, em recolhimento e prece, destinarem energias (fluidos) para as pessoas necessitadas. Em vista do que falamos no início sobre o poder do pensamento e sua ação sobre os fluidos, ficam claros para nós as possibilidade deste tipo de reunião.
É evidente que ao dirigirmos nosso pensamento de modo coletivo em direção a pessoas necessitadas, as energias que emanamos tenderão a alcançar o seu objetivo, não só estabelecendo resultados positivos sobre problemas físicos e espirituais, como também sobre questões de ordem moral. Em nosso livro Você e os Espíritos (ainda por editar), tratamos desta questão e apresentamos diversos exemplos da atuação do pensamento.
Quando o grupo dispõe de médiuns de comprovada capacidade de doação fluídica, os resultados podem ser ainda mais promissores. Atualmente, há uma tendência em certos meios espíritas, de utilizar as energias de médiuns bem dotados, carreando-as para fins terapêuticos, ao invés de fenômenos de materialização. A observação tem demonstrado que em muitos núcleos, os resultados são às vezes surpreendentes.

A DESOBSESSÃO E A CURA

O Espiritismo encara a obsessão em seus variados graus como uma doença cujo portador deve ser tratado convenientemente. A ação de um espírito sobre um encarnado, levando-o a cometer atos tidos como anormais por nossa sociedade, é que tem não poucas vezes enchido os nossos institutos psiquiátricos. Daí, pois, a importância de uma doutrina como a espírita, capaz de dar à doença e ao doente uma visão nova e diferente, com condições de ir ao fundo da questão e obter resultados realmente satisfatórios. E mais, uma doutrina que é capaz de avançar no diagnóstico e indicar quando a doença é causada por espíritos e quando ela, na verdade, foi criada pela própria mente da criatura enferma, oferecendo, a partir daí, o remédio capaz de levar à cura – quando menos, de aliviar os sofrimentos. A Desobsessão será tratada com mais profundidade em matérias posteriores.
Este nosso breve estudo procurou demonstrar, de modo rápido, que a atividade de cura no centro espírita, se constitui em importante trabalho, que não deve ser relegado a segundo plano nem ser tratado sob o estigma dos preconceitos. O Espiritismo é das poucas doutrinas que têm condições de desenvolver métodos e atividades de tratamento que alcançam resultados verdadeiramente importantes. Seja se utilizando da presença de médiuns, seja educando pessoas de boa vontade, seja, enfim, desenvolvendo em cada ser humano que participa de atividades espíritas a consciência de que cada um de nós é verdadeiramente um “deus” e pode agir como ativo participante da obra divina.
A maior necessidade dos espíritas atuais talvez seja conhecer, compreender e saber utilizar a Doutrina Espírita na prática. Neste sentido é que os centros espíritas deveriam dirigir suas atenções. O mundo de coisas a serem feitas pelos espíritas é grandioso, mas, com toda a certeza, estamos fazendo apenas uma pequenina parte do que nos cabe por desconhecermos as nossas próprias potencialidades. É preciso descobri-las.
Portal do Espírito

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Como é uma cirurgia espiritual?

Bruno Lazaretti

São procedimentos que visam curar o espírito e, indiretamente, o corpo. Os espíritas acreditam que o corpo físico está associado ao perispírito – espécie de aura formada por elementos químicos desconhecidos que só existem no plano espiritual. As doenças seriam reflexos de alterações perispirituais, causadas por desequilíbrios morais. Ou seja, para curá-las, cura-se o perispírito. Para tanto, um médium encarna o espírito de um médico e assume o tratamento. Como a doutrina espírita não tem práticas homologadas e reguladas, as técnicas cirúrgicas variam de acordo com o médium e o centro espírita. Alguns nem tocam o paciente, outros usam cristais e há ainda os que fazem incisões com aparelhos cirúrgicos. (estes últimos não recomendáveis pelos espíritas).

PASSE LIVRE

O passe é a “transmissão de fluidos espirituais benéficos” realizada pelos médiuns. O médium passa as mãos diante ou acima das pessoas a serem curadas. Também pode ser feito pelo olhar, pelo sopro e até a distância – sem o paciente presente -, por irradiações mentais. O passe que antecede a cirurgia é coletivo.

curas mediunidade

A Cura Espiritual

Geralmente, as pessoas que procuram tratamento espiritual, já estão fazendo algum tipo de recuperação por meios médicos convencionais (alopatia, fisioterapia, quimioterapia etc.) ou estão se submetendo a tratamentos com acupuntura, homeopatia e outras técnicas naturalistas. Muitas dessas pessoas só procuraram a cura por métodos espíritas porque não estavam satisfeitas com seus tratamentos, porque estes se prolongavam muito, sem resultados satisfatórios, ou porque, em alguns casos, a situação era desesperadora e sem expectativas de cura.
Os consulentes de centros espíritas buscam, além da cura física, a vital, a emocional e a psíquico-espiritual para resolverem seus conflitos familiares, problemas amorosos, problemas de negócios, questões judiciais etc. Essas pessoas ficam sabendo, através de amigos ou parentes, de algum centro que faz excelentes trabalhos de cura espiritual e, assim, quando chegam a esse centro, já estão com uma atitude positiva, esperançosa e confiante. E isto já é um dos requisitos para estar receptivo à cura.
Habitualmente, o paciente, no centro espírita, passa por uma triagem, uma consulta e só então é estabelecido algum tipo de tratamento espiritual adequado para cada tipo de desequilíbrio ou doença. O tratamento básico prescrito geralmente conta com desobsessão, passes, doutrinação espírita e a leitura do Evangelho Segundo o Espiritismo. Quando há necessidade de cirurgia espiritual, é recomendado também algum tipo de alimentação especial e moderação de vícios como cigarro e álcool. O paciente é aconselhado, ainda, a evocar o auxílio do dr. Bezerra de Menezes e de outros médicos do plano espiritual, além de orar a Jesus.
Todas essas orientações são muito importantes, entre outras razões, porque, desta forma, o paciente é obrigado “a fazer sua parte”. Com essa participação ativa no tratamento, ele se torna mais receptivo à cura.
Algumas recomendações muito importantes para se facilitar a obtenção da cura são: a reforma íntima, a leitura de caráter espiritual, os entretenimentos sadios, a manutenção daquela atitude que Jesus denominou como “vigiai e orai”, praticar o silêncio e a prece e ter moderação em tudo que fizer.

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Buscando as virtudes de cura

Algumas virtudes e conceitos precisam ser buscados e vivenciados para preparar o doente, a fim de aproveitar melhor o trabalho de cura espiritual que lhe é amorosamente ofertado. Entre outras qualidades, podemos citar a humildade, a compreensão, o perdão, a caridade, o amor, a fé e a gratidão.
A humildade é uma condição em que se aceita a própria situação sem culpa, sem julgamento e sem criticar ninguém ou a si próprio, melhorando a maneira de se comunicar com todas as pessoas. De forma prática, poderíamos dizer que algumas pessoas de condição social, intelectual e financeira acima da média de repente se vêem sentadas ao lado de pessoas simples e pobres, sentindo-se deslocadas. Deus sabe o que faz! Essas diferenças, quando reunidas, têm uma razão especial: o sofrimento não faz distinção, a lição a ser aprendida é a da humildade e da convivência solidária. E isto torna a pessoa receptiva à cura.
A compreensão vem antes do perdão pois primeiro é necessário entender a si próprio, conhecer as motivações pessoais, para então ser capaz de compreender o outro, as limitações e os erros de ambos, abrindo o caminho para a melhora. Ser compreensivo torna o paciente receptivo à cura.
O perdão, como já falamos, vem depois da compreensão, pois se compreendemos nossos erros, os do próximo e todas as questões envolvidas, então somos capazes de perdoar a nós mesmos e ao nosso irmão. Jesus falou exaustivamente da necessidade do perdão incondicional. O perdão verdadeiro não é de natureza intelectual, tem que estar impregnado dentro de nossos sentimentos. A compreensão mental auxilia, mas não é tudo. Exercer o perdão abre campo para a pessoa ficar receptiva à cura.

Praticar a caridade e buscar o amor

Para entender a necessidade da caridade, vejamos as palavras de São Paulo: “Quando mesmo que se tivesse a linguagem dos anjos, o dom da profecia que penetrasse todos os mistérios e ainda tivesse fé, se não tiver caridade não somos bons cristãos (ou bons espíritas)”.
Atualmente, ouvimos muito na mídia a convocação para sermos voluntários. Ser voluntário é ser caridoso. A grande maioria dos trabalhadores dos centros espíritas são voluntários. E que tipo de caridade um doente poderá fazer? Poderá, ao adentrar na casa, dar um bom dia sorrindo, ser gentil com os presentes, sentar-se silenciosamente, orar e pedir a Jesus e a Deus que abençoe essa casa espírita, todos os médiuns, os guias espirituais e as outras pessoas que também estão lá buscando tratamento.
Estas são pequenas atitudes que melhoram seu campo energético e facilitam a recepção das energias de cura. Além disso, a pessoa pode se informar sobre as necessidades da casa e colaborar com aquilo que lhe for possível. Se o paciente se predispor a prestar a caridade a todos no centro e em seu próprio mundo (família, amigos, trabalho etc.) estará se tornando mais receptivo à cura.
Sobre o amor, o Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo XV, afirma que ele é o maior mandamento. Jesus disse: “Amarás ao Senhor, teu Deus, de todo o seu coração, de toda a tua alma, de todo o teu espírito. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo mandamento é semelhante ao primeiro: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”. Na verdade, a maioria das pessoas confundem o amor verdadeiro (amor divino, espiritual) com paixão, apego, controle, algo muito pessoal e separatista.
Se quisermos aprender e desenvolver o sentimento do amor em nós, que comecemos a ler e a pensar sobre o assunto, orando e pedindo a Deus que purifique nossos sentimentos e transforme nosso amor. O amor cura, salva, faz milagres, é o maior poder do universo. Todo aquele que busca a cura espiritual deve se esforçar para desenvolver o amor uno, o amor universal, pois assim estará se tornando receptivo à cura.

Tenha fé e seja grato pela cura

Quanto à fé, Jesus disse que se a tivéssemos do tamanho de um grão de mostarda, seríamos capazes de remover montanhas. E quais seriam essas montanhas? Nossas doenças, nossas dificuldades e tudo aquilo que nos parece impossível. Na fé verdadeira não há dúvidas, ainda que tudo pareça impossível. Lembrem-se de algumas parábolas de cura, onde Jesus dizia para a pessoa que foi curada: “A tua fé te curou”.
Ainda que não tenhamos uma fé tão grande, podemos orar ardorosamente e pedir a Jesus e a Deus que nos deem a graça desta. Se você quer ser curado espiritualmente, não fique criticando, julgando ou procurando encontrar coisas que impedirão sua cura. Tenha fé, busque-a incessantemente, pois assim você se abrirá para as bençãos da cura espiritual. Torne-se receptivo à cura!
A gratidão é uma condição indispensável para o processo não só de cura espiritual, mas de toda a trajetória evolutiva. Ore, agradeça e abençoe a tudo e a todos, não somente os que estão próximos, mas também o planeta, a galáxia e o universo! Agradecer tornará você apto para receber a cura.
Enfim, se você deseja ser curado, desenvolva todas as virtudes aqui citadas e muitas outras encontradas na literatura espírita. Desta forma, você ficará bem espiritualmente e bastante receptivo à cura. Que Deus abençoe sua busca espiritual e seu trabalho de cura!
Artigo publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição especial 02.

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MEDIUNIDADE DE CURA
INTRODUÇÃO

Perispírito – Corpo fluídico da alma, constituído de matéria quintessenciada.
Duplo Etérico – Elemento transitório que desempenha a função de canal ou veículo de intercâmbio entre o perispírito e o corpo físico.
Corpo Carnal – Vestimenta material que a alma ajusta para poder fixar-se nos mundos escolas.

CAUSAS DAS ENFERMIDADES

Infelizmente a vossa humanidade ainda ignora que a maior parte das doenças do corpo tem sua origem em distúrbios agudos de ordem psíquica, pois a cupidez, a avareza, o ódio, a vingança, o ciúme, a ambição, o orgulho e outros tóxicos de ordem moral são matriz de moléstias como o câncer, tuberculose e outras.
As variadas províncias celulares sofrem o impacto constante das radiações mentais a lhes absorverem os princípios de ação e reação desse ou daquele teor, pelos quais os processos da saúde e da enfermidade, da harmonia e desarmonia são associados e desassociados, conforme a direção que lhes imprima a vontade.

OBJETIVO DAS CURAS MEDIÚNICAS

O alívio, o reajuste físico, ou as curas conseguidas por intermédio da faculdade mediúnica tem por objetivo principal sacudir o ateísmo do enfermo, despertando o entendimento para os ensinamentos da vida espiritual.
A mediunidade de cura mediante o espiritismo,em sua profundidade, é uma cooperação de objetivo Crístico, condicionada a Evangelização do homem, despertá-lo para os deveres e responsabilidades do Espírito Imortal.

MÉDIUNS CURADORES – PREPARAÇÃO FÍSICA

Se o médium não tem saúde, não pode dar a outrem.
Se os fluídos saem do corpo e do espírito do médium é lógico que vão impregnados do que eles contém.
A mais leve alteração na saúde do médium, o impossibilita de dar passes.
Boa alimentação é o primeiro passo, abster-se de carne pesada e condimentos muito apimentados, chocolate também é contrário aos bons fluidos.
Regime alimentar vegetariano e dieta hídrica.
Água em jejum e na hora do repouso, proporciona a regularização de todos os órgãos responsáveis pela nutrição.
O exercício de respiração, respirar lentamente para permitir a perfeita combustão do sangue nos pulmões.
Evitar muito desgaste físico nas tarefas diária, para manter reserva de bons fluidos.
Dormir no mínimo 7h por noite, o excedente de horas é supérfluo e prejudicial.

MEDIUNS CURADORES – PREPARAÇÃO MENTAL

Sem uma moral a prova das tentações inferiores, não pode em absoluto, haver um bom médium.
O médium está na obrigação de trilhar a senda evangélica por pensamento, palavras e obras.
Manter uma linha de conduta impecável
Boa saúde e moral sã = bons fluidos.

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MÉDIUNS CURADORES – PREPARAÇÃO ESPIRITUAL

O médium curador prepara-se espiritualmente pela reforma moral, reajustando os bons sentimentos.

MÉDIUNS ENFERMOS

O passe mediúnico, se o médium se encontra enfermo, a sua tarefa mediúnica se torna contraproducente, uma vez que ele projeta algo de sua própria condição enfermiça sobre os pacientes que se sintonizarem passivamente à sua faixa vibratória psicofísica.

RECEITUÁRIO MEDIÚNICO

Como funciona à distância:
Exige a participação de diversas equipes espirituais sob o comando de uma entidade responsável pela boa ordem dos trabalhos.
Essas equipes compõem-se de técnicos, médicos, laboratoristas, enfermeiros, químicos e pesquisadores, em comunhão com outras entidades, que auxiliam o serviço coletivo, disciplinado e ágil.
Por meio de vibrações, as entidades responsáveis pelos diversos setores recebem a notificação da consulta, entram em relação com o consulente, captam a sua imagem perispiritual e a retransmitem para o local dos trabalhos, projetando-se em ondas no espelho fluídico e em uma fração de minuto é examinada pelos companheiros espirituais ali presentes, embora o médium não enxergue o espelho fluídico porque está em uma freqüência mais alta.
O diagnóstico
Todas as toxinas psíquicas que se instalam e afetam a contextura do perispírito refletem-se na sua circulação astralina, na sua irradiação e cores áuricas, tons, luminosidade, magnetismo, transparência e temperatura.
Os sinais cromosóficos, as alterações magnéticas, de transparência ou luminosidade, que o órgão perispiritual apresenta definem a enfermidade e sua gravidade.
O médium intuitivo no receituário mediúnico
O espírito receitista escolhe no arquivo mental do médium a medicação que julga mais apropriada para o consulente.
A medida que se amplia o conhecimento do médium, cresce o êxito do receituário mediúnico.
O médium intuitivo não pode receitar remédios que não conheça.
O médium mecânico, sonambúlico ou de incorporação no receituário mediúnico
Podem receitar medicamentos que lhes sejam desconhecidos.
No caso de médiuns mecânicos os espíritos terapeutas acionam o braço do médium à altura do plexo braquial e trabalha movendo-o como se fosse uma caneta viva, podendo receitar, podendo receitar sem ter como veículo o cérebro humano.

Consumo dos medicamentos receitados:

Os remédios prescritos mediunicamente deixa de produzir os resultados vaticinados pelos terapeutas do espaço, caso não sejam utilizados em 10 dia, pois além desse prazo ocorrem reações orgânicas inesperadas de efeitos mórbidos imprevistos.

Organização:

Não é possível êxito absoluto num receituário mediúnico desarticulado, conduzido as pressas, conforme é comum na maioria dos centros espíritas, devido a inexperiência, indisciplina e ignorância nos trabalhos, limitar a quantidade de receitas para cada sessão evitando o receituário excessivo, pois exige do médium um dispêndio de energias que resulta em fraca sintonia com o guia assistente.

Prioridade:

Fora os médiuns experimentados, sonambúlicos ou absolutamente mecânicos, os demais se quiserem manter um ritmo equilibrado e sem a tradicional fadiga mental, devem limitar as consultas atendendo de preferência, as que exigem solução mais urgente.
Cansar o médium intuitivo congestiona a comunicação perispiritual, prejudicando o trabalho.

Amparo

Receituário mediúnico exige o máximo de e critério e prudência para merecer o amparo.
Quando o médium é apenas intuitivo e ocioso aos estudos, então o caso assume um aspecto mais grave, porque pode ser que o médium não possua as qualidades morais para uma boa assistência espiritual, além disso os médiuns receitistas incompetentes, ignorantes e indisciplinados ou exclusivamente anímicos, que prescrevem aos doentes tudo aquilo que germina fantasiosamente no cérebro e considera receita intuída pelos desencarnados.

Receituário mediúnico remunerado

É serviço a ser efetuado gratuitamente em favor da humanidade, para cobertura de dívidas pretéritas, por cujo motivo não o credencia a cobrança ou ressarcimento material.
Em conseqüência, sempre resulta em agravo espiritual para o médium curador a cobrança pelo seu serviço mediúnico, mesmo quando a paga é na forma de presentes espontâneo oferecido por aqueles que o consultam.

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CIRURGIAS ESPIRITUAIS

Cirurgias diretas:

No caso de operações diretas, os técnicos desencarnados utilizam o ectoplasma do médium de fenômenos físicos, e também os fluidos nervosos emitidas pelas pessoas presentes, e esta aglutinação polarizada sobre o enfermo presente possibilita resultados mais eficientes e imediatos.

Cirurgias processadas a distância

Em tais casos os técnicos siderais operam no perispírito dos enfermos, e o duplo etérico se encarrega de transmitir para o corpo físico todas as reações específicas da interação processada naquele.
Pelo fenômeno de repercussão vibratória manifesta seus efeitos lenta e gradualmente no corpo de carne.
Os espíritos servem-se dos instrumentos operatórios do vosso setor utilizando a substância astralina do seu ambiente próprio, usam os moldes ou duplo etéricos das ferramentas adotadas pelos médicos terrenos.
Todos os objetos ou seres possuem seu molde ou duplo astral.
Os espíritos operadores desmaterializam as ferramentas dos médicos terrenos, e manuseando as matrizes etéricas das mesmas operam o corpo perispiritual na parte que se apresenta afetada.
A intervenção na matriz perispiritual leva tempo para corrigir as deformações nos órgãos afetados em sua contraparte carnal.

Cirurgias Mediúnicas – Incorporação

O espírito quando opera incorporado no médium é sempre auxiliado por companheiros experimentados na mesma tarefa, os quais cooperam e ajudam no controle da intervenção cirúrgica.
Os médicos desencarnados trocam opiniões e antecipadamente examinam as anomalias dos enfermos a serem operados. Entidades experimentadas na ciência química preparam os fluidos anestesiantes e cicatrizantes e depois o transferem do mundo oculto para o mundo físico conforme o necessário.

O SOPRO CURADOR

O sopro curador divide-se em:
Quente: Quando empregado contra queimaduras
Frio: Para a ação dispersiva, acúmulos de fluidos, principalmente nos estados congestivos, depressão nervosa, vertigens e colapsos cardíacos.

 

Aplicação:

O passe pelo sopro quente é transmitido pela boca, assoprasse com o ar aquecido do estômago sobre o local ou toda a pessoa doente, como no gesto de quem deseja aquecer as mãos atacadas pelo frio.
O passe pelo sopro frio consiste no assoprar-se com o ar vindo dos pulmões, é gesto natural do homem e é de ação dispersadora dos maus fluidos.

Divisão do sopro

Quente: Estimulante, Cicatrizante, Descongestionante
Frio: Calmante Revigorante, Dispersador de fluidos

Sopro – Requisitos

Este trabalho requer conhecimento profundo no manejo de fluidos, moral muito elevada e assistência espiritual enobrecida nos exemplos evangélicos.
Hálitos impregnados de fluidos viciados pelo álcool, fumo, vapores de condimentação e molhos apimentados não se prestam para fins terapêuticos do sopro.
Se o que entra pela boca, sem o necessário cuidado de seleção contamina o sopro, que diríamos então da boca que não se resguarda de palavras de baixo calão que criam nuvens escuras em torno de sua aura e as irradia para o próximo… É preciso conservar a pureza da boca e a santidade das intenções
É imprescindível que o homem possua estômago sadio, boca habituada a falar BEM, com abstenção do mal e a mente reta interessada em auxiliar.

 

PASSES

Deve o passista cultivar as seguintes qualidades.
– Boa vontade
– Prece e mente pura
– Elevação de sentimentos e amor
A prece especialmente, representa elemento indispensável para que a alma do passista estabeleça comunhão direta com as forças do bem, favorecendo, assim, a canalização, através da mente, os recursos magnéticos das esferas elevadas.
A oração é prodigioso banho de forças, tal vigorosa corrente mental que atrai.
Para o êxito da tarefa deve-se expulsar as preocupações do dia a dia e sorver do plano espiritual substancias renovadoras.
O que impossibilita o êxito:
– Mágoa excessiva e paixões
– Alimentação inadequada e alcoólicos
– Desequilíbrio nervoso e inquietude
A alimentação excessiva favorece o vampirismo da criatura por entidades infelizes, o mesmo o correndo com os alcoólicos em demasia.
O passista que não confia no alto limita sua capacidade de receptiva, fecha as portas da casa mental, obstruindo o acesso a recursos magnéticos.

FLUIDOS PROJETADOS A DISTÂNCIA – (Passes)

Pode ser ministrado com eficiência desde que haja uma sintonia entre aquele que administra e o que recebe. Nesse caso, diversos companheiros espirituais se ajustam no trabalho de auxílio, favorecendo a realização e a prece silenciosa será o melhor veículo de força condutora.
Por serem fluidos mais fracos do que os doados pelo médium de efeitos físicos (Ectoplasma) são submetidos a um tratamento químico especial pelos operadores invisíveis afim de se obterem resultados positivos
Fatores que impedem que os fluidos transmitidos a distância sejam da mesma eficácia do que os do médium na intervenção direta.
– Falta vontade disciplinada
– Vibração emotiva fervorosa
– Não tem boa saúde
– Fumam muito
– Abusam de alcoólicos
– Alimentação carnívora
Para suprir as necessidades fluídicas os espíritos bem feitores se utilizam também de vibrações espirituais de fiéis de outras crenças ou religiões, quando se encontram reunidos em seus templos, imantados em preces, cânticos ou devoções.

FLUIDIFICAÇÃO DA ÁGUA

Em espiritismo entende-se por água fluida aquela em que os fluidos medicamentosos foram imergidos, por ação magnética de médiuns ou por intervenção de Espíritos benfazejos.
Os processos de fluidificação da água consistem em:
1 – Pelas próprias pessoas
2 – Pelos médiuns
3 – Pelos Espíritos do bem
A fluidificação de água pelos espíritos pode processar-se na presença do médium, ou a distância. No primeiro caso não dispensa a concentração do médium, no segundo faz-se a exposição da vasilha ao sereno da noite.
A água recebe-nos a influência ativa da força magnética e princípios terapêuticos que aliviam e sustentam, que ajudam e curam.
Os médiuns vegetarianos, sem vícios deprimentes e libertos de paixões violentas, são capazes de produzir curas prodigiosas pelo emprego da água fluidificada, a qual ainda é super ativada pelo energismo mobilizado pelos espíritos desencarnados em serviço socorrista aos encarnados.
Ao ingerir a água fluidificada, isto é, um conteúdo potencializado no seu energismo, o homem recebe diretamente e em estado de pureza esta carga de forças vitalizadoras.
Não é o bastante os médiuns fluidificarem a água, eles precisam melhorar sua saúde física e sanar seus desequilíbrios morais, exige também do médium o fiel cumprimento das leis de higiene física e espiritual afim de elevar o padrão qualitativo de suas irradiações vitais.
O êxito mediúnico de passes e fluidificação da água é afetado, quando os médiuns são negligentes a sua higiene física e mental.
Jesus era pobre, mas asseado, suas mãos eram limpas e ele evitava até alimentação indigesta ou tóxica.
Entramos em contato todos os dias com poeira, substâncias tóxicas, enfermos e na falta de limpeza prévia ela se transforma, à hora dos passes, em desagradável chuveiro de fluidos contaminados pelos germes e partículas nocivas a transmitirem-se ao consulente.
Os consulentes se tornam mais receptivos aos fluidos terapêuticos mediúnicos quando os recebem de passistas que se impõe pelo melhor aspecto moral, asseio e delicadeza.
O êxito depende fundamentalmente do estado de receptividade do consulente.
“E qualquer que tiver dado só que seja um copo d’água fria por ser meu discípulo, em verdade vos digo que de modo algum, perderá seu galardão” Jesus – Mateus 10:42

AUTO CURA:

Quando a criatura possui a convicção sincera e pura lembrada por JESUS no exemplo do grão de mostarda e da Fé que remove montanhas ela mesmo pode dispensar o curandeiro, o médium e os médicos e assim recuperar-se completamente.
“Vós sois Deuses” JESUS
Se não fosse assim o mestre teria dito!

ÊXITO DAS CURAS MEDIÚNICAS

O próprio Jesus não pode curar todos os enfermos, pois enquanto alguns não possuíam a fé “Que remove montanhas”, outros não estavam em condições de livrar-se dos seus sofrimentos e mazelas físicas determinadas pela lei do Carma.”
A saúde do corpo físico é menos importante do que o equilíbrio espiritual da alma.

OS IMPEDIMENTOS QUE NÃO PERMITEM A CURA

A perfeição das leis cósmicas não permitem curar externamente quem não quer curar-se internamente.
Poses mentais descontroladas dificultam a análise perispiritual, o diagnóstico fica comprometido.
Vícios desregrados destroem as possibilidades de êxito do além, pois tornam o perispírito sujo e oleoso que formam uma cortina opaca, intransponível.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES

Vibrações balsamizantes conseguem acalmar o sofrimento do enfermo, porém, em nenhuma hipótese evitarão que se processe o determinismo da Previdência Divina quanto a sua vida ou morte.

FINALIZANDO

O verdadeiro sentido da Vida é Amor! E o amor é um estado de espírito de doação incondicional que nos impõe no dever de pensarmos também nas aflições dos outros.
Assim todo o gesto ou ato que tenha em vista satisfazer a nossa vaidade, ou nosso orgulho, é sempre uma realização desfavorável ao próximo, pesando na balança da Justiça Divina contra nós mesmos.
“Bem aventurados os que sofrem porque deles é o Reino dos Céus” JESUS
“Só pelo amor será salvo o homem” JESUS
Pesquisa realizada por Leandro Brancher de Oliveira

OBRAS CONSULTADAS
Evangelho
Mediunidade de Cura – Ramatis
Mecanismos da Mediunidade – André Luis
Nos domínios da Mediunidade – André Luis
Os mensageiros – André Luis
Curas e passes espirituais – Wenefledo
Estudando a mediunidade – Martins Peralva

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