Quando estiveres a ponto de sucumbir, dá-te outra oportunidade e chama por Deus.
No momento amargo da deserção, concede-te a esperança e ora a Deus.
No açodar da revolta, quando te encontrares a ponto de explodir, transfere o gesto louco e confia em Deus.
Diante da áspera ingratidão que te agride, sentindo-te enlouquecer, pensa em Deus e aguarda.
Desolado, em face das várias tentativas fracassadas, quando já quase não acreditas em nada e pretendes o aniquilamento da razão, intenta outra vez e espera a ajuda de Deus.
Se tudo em volta veste-se de escuridão e o dia claro já passou, substituído pela noite pavorosa do desalento e das mágoas, sentindo-te à borda da loucura, grita por Deus e acende uma débil chama para iluminar a treva.
Insiste, ainda, um pouco mais.
Não desista com facilidade.
Faculta-te uma nova tentativa.
O deserto imenso é feito de grãos de areia em movimento.
A tempestade avassaladora se constitui de moléculas invisíveis que se aglutinam.
(…) E o Universo é o resultado de partículas infinitamente imperceptíveis que o amor de Deus reúne mediante as “leis de atração e repulsão” geradoras de equilíbrio.
Assim, os teus momentos difíceis de agora estarão transpostos logo mais, se souberes reunir as forças combalidas e perseverar na irrestrita confiança em Deus.
JOANNA DE ÂNGELIS LIVRO: Momentos de Coragem MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
VIda e Consciência
“A lei de Deus está escrita na consciência de cada um.” Allan Kardec
O homem vive mentalmente preocupado com as coisas da vida material, em detrimento das questões do ser espiritual.
O que realmente é essencial para a alma imortal, sempre foram a moral e os bons costumes. Mas, muito se fala, pouco se aplica.
Nossos atos, atitudes e ações nem sempre representam o espelho dos nossos olhos.
Viver por viver todos vivem, mas viver direito com dignidade, responsabilidade, com a consciência tranquila e transparência é para poucos.
No transcorrer da nossa vida pessoal vamos adquirindo o somatório das reencarnações. Sendo elas que definem nossa vida futura, boa ou não.
O céu possível ou o inferno representa a nossa realidade espiritual dentro de cada um de nós.
Boa sempre será as escolhas no agir com discernimento e parcimônia, quando optarmos pelo bem proceder e fazer o correto no nosso dia a dia.
A verdade é luz. Somos a luz do mundo. O sal da terra. Mas sobretudo, somos espíritos imortais.
Estamos dispostos a fazer a nossa felicidade imortal?
Estamos agindo com boa-vontade e determinação fazendo melhorias na nossa personalidade, nossos sentimentos são elevados, de forma que possamos compreender melhor o quanto podemos ser verdadeiros cristãos?
Estamos seguindo nos passos do Mestre Jesus?
Embora muitas vezes, nos sintamos fragilizados diante de muitas questões afligentes, que nos deixam desconcertados diante da vida e do cotidiano, não percamos a esperança de que algo muito maior nos aguarda.
Que o bem, o bom e que o nosso Mestre Divino Jesus nos ajude a ser feliz, ainda nesta existência e nas posteriores que virão.
Vera Jacubowski
“EU SOU”…Jesus!
De retorno a existência na matéria pretende a alma atingir o ápice na evolução, seguindo a afirmativa de Jesus: “sede perfeitos como perfeito é o Pai”…,
Quando ele próprio o espírito herdeiro do eterno, consegue atingir a lei de sintonia elevada, ainda que encarnado, assimilando o aprimoramento espiritual, o conhecimento superior e compreendendo a sabedoria divina em sua essência.
A conduta do indivíduo que se esforça em se tornar cada dia melhor, estará assim preparado, apto a novos desafios e oportunidades que surgirem no caminho.
Felizes, se tornam todas as criaturas que a cada conquista, sobrelevam-se acima das convenções humanas probatórias, se realizam vencendo seus maus instintivos pendores.
O real sentido da existência não se limita, a satisfação de todos os nossos desejos neste mundo, mas a apreciação daquilo que nos serve da virtude com utilidade e valores inestimáveis, para seguir conosco mais além do que possamos imaginar.
Não existe violência ou injustiça com a paz.
Vejamos a questão que a paz positiva seja instalada pela força salutar do bem, caso contrário, pela Lei de Causa e Efeito, Lei de Ação e Reação, vai de encontro com a sintonia pela negatividade ou ignorância, seja reduzida pelas necessidades dos conflitos de interesses inferiores e dores atrozes nas almas invigilantes, sofre consequências conscientes e inconscientes para resgatar seus débitos presentes e futuros.
Insista na vida, acredite no bem acima do mal, tenha esperanças no futuro e valorize as oportunidades presentes.
Deus espera por nós a cada dia novo, num recomeçar com fé e bom-ânimo, sejamos alegres, eis que a luz do sol nasce para todos indistintamente.
Educa os teus sentimentos singelos, mas que sejam verdadeiros. Conquanto, lembra-te: “sois minhas ovelhas preferidas e estarei convosco até o final dos séculos”… Promessa do Mestre Jesus.
Ele o Mestre dizia-se com veemência: “EU SOU”!…Acentuando convicto o crescimento produtivo da “SUA” imortalidade-da-alma.
Vera Jacubowski – Em 02/04/2026
ACREDITE NA VIDA.
Sempre procure fazer o bem sem olhar à quem e não esperar nada em troca, é uma maneira de encontrar a felicidade.
Procurar sorrir sempre, mesmo diante das dificuldades e não se envergonhar das lágrimas, diante da necessidade, é outra maneira de irmos ao encontro dela.
Ser humilde, prestar favores sem recompensas, abrir as mãos e oferecer ajuda, é uma man eira de buscar a felicidade.
Chorar e sofrer, mas lutar e procurar vencer, sem deixar o cansaço te derrotar, nem o desânimo ou o preconceito te dominar, é uma maneira de ganhar a felicidade.
Aprender à defender seus ideais e a amar seus semelhantes, à conquistar seus amigos pelo que é e não pelo que queiram que seja, é mais uma maneira de abraçar a felicidade.
Saber ganhar e saber perder, é uma rara conquista, mas você consegue. Tenha fé, acredite em Deus!
Viva cada momento de sua vida como se fosse o último.
Faça de sua vida uma conquista de vitórias, uma virtude e aproveite tudo o que ela te der como oportunidade.
Mesmo sofrendo, sofra amando. Pois é através do amor que você encontrará as chaves para abrir as portas da felicidade…
Que assim seja, sempre!
Desc. Autor
A MORTE REPENTINA SOB A ÓTICA ESPÍRITA
A morte repentina, sob a ótica da Doutrina Espírita, não é uma ruptura inesperada no plano divino, mas sim uma etapa que se cumpre sob leis precisas e profundamente amorosas.
É compreensível que para os que ficam, esse tipo de desencarne seja mais impactante — como se alguém fosse arrancado do convívio antes do tempo, como se a vida houvesse sido interrompida de maneira abrupta e injusta.
No entanto, o Espiritismo vem nos mostrar que mesmo esses momentos obedecem a uma lógica espiritual superior, muitas vezes invisível ao nosso olhar ainda preso à materialidade.
Na Revista Espírita de 1867, há realmente uma comunicação tocante de um Espírito que parte de forma súbita e que retorna para consolar os que ficaram: “Deixei meu corpo como se fosse tirar uma roupa usada. Senti o chamado como uma brisa que me tocou e eu apenas fui. Voltei para dizer que estou em paz. Não lamente por mim, viva por nós.”
Essa fala tão doce nos revela que nem todas as mortes repentinas estão envoltas em dor ou perturbação. Em alguns casos, o Espírito é como uma folha que cai ao solo com suavidade, conduzido por mãos invisíveis, mas firmes e acolhedoras .
Contudo, nem todos os Espíritos vivenciam essa passagem de maneira tão serena. Em O Céu e o Inferno, Allan Kardec apresenta múltiplos relatos que nos mostram que a forma como desencarnamos — e mais ainda, o estado moral e espiritual em que nos encontramos — influencia profundamente a experiência do pós-morte.
Espíritos que partem de forma súbita e ainda apegados à matéria, muitas vezes passam por períodos de perturbação, confusão ou mesmo sofrimento, até que se reconheçam como desencarnados e aceitem sua nova condição .
Não é a morte repentina em si que gera desequilíbrio, mas o grau de preparação interior do Espírito. Aqueles que cultivam a paz de consciência, o desapego das vaidades mundanas e a fé no amparo divino, mesmo sendo surpreendidos por um desencarne súbito, vivem essa transição como um adormecer tranquilo, para despertar em um lar mais sereno do outro lado da existência.
Como ensina O Livro dos Espíritos, a morte não é um castigo, mas uma mudança de estado; e quanto mais leve for a alma, mais rápida e suave será essa travessia (O Livro dos Espíritos, questão 155).
É importante lembrar que ninguém parte fora do tempo. A vida terrena tem seus limites definidos segundo uma programação espiritual que leva em conta méritos, necessidades evolutivas e compromissos reencarnatórios. Quando uma morte parece prematura aos olhos humanos, ela é, na verdade, o cumprimento de um ciclo invisível que se encerra no tempo certo, como um contrato que termina no momento exato em que seu propósito se cumpre.
Por isso, o Espiritismo não nos ensina a temer a morte, mas a nos prepararmos para ela por meio de uma vida moral, de um coração despojado de ódio, vaidade e egoísmo, e de uma consciência voltada ao bem. Como ensina Jesus: “Bem-aventurados os limpos de coração, porque verão a Deus” (Mateus 5:8).
Aqueles que amamos e que partiram de forma inesperada não nos deixaram por acaso. Foram chamados de volta por uma inteligência superior, que jamais erra em seus desígnios. E mesmo que sintamos saudade e dor, é reconfortante saber, pela voz dos próprios Espíritos, que eles continuam vivos, lúcidos, amorosos, nos observando com ternura, desejando que vivamos não para a morte, mas para o amor.
Na Codificação Espírita
Na Codificação Espírita de Allan Kardec, Deus é definido como “a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas”. Esta é a resposta exata da primeira pergunta de O Livro dos Espíritos, obra base do Espiritismo.
Os conceitos principais sobre a divindade segundo Kardec são:
Não é uma figura humana: Kardec pergunta “o que é” e não “quem é”, pois Deus não é um ser antropomórfico (com forma humana). Ele é o princípio gerador de tudo o que existe.
Atributos Divinos: Deus é considerado único, eterno, imutável, imaterial, onipotente (todo-poderoso), soberanamente justo e bom.
Provas da existência: Kardec ensina que “todo efeito tem uma causa”. Ao observar a complexidade e a imensidão do Universo (a obra), conclui-se logicamente a existência de um Criador (o autor).
Leis da Natureza: Para o Espiritismo, as leis da física e da moral que regem o Universo são, na verdade, as próprias leis divinas imutáveis.
DÁDIVA DE DEUS
“A reencarnação é dádiva de Deus para o processo de evolução espiritual do ser.
Quando livre do ergástulo carnal o Espírito anela por ascender, empenhando-se até o sacrifício, a fim de alcançar a meta superior.
Mergulhando, porém, no corpo físico, não raro apagam-se as lembranças dos compromissos assumidos, diminuindo de intensidade as aspirações enobrecedoras. Quando lhe surgem as dificuldades naturais, também se apresentam as reclamações injustificáveis.
Recordar-se de Jesus é a maneira eficaz para superar o desânimo e a rebeldia. Deixa que o Seu psiquismo te vitalize, aumentando-te o interesse pela luta, fortalecendo-te em todos os momentos.
Sintonizado com Ele, superarás os problemas perturbadores e as dificuldades desafiadoras. Nunca te facultes duvidar do Divino auxílio.
Todavia, acalma-te e eleva-te mediante a oração, evitando reclamações e agindo serenamente, porquanto toda conquista é resultado de esforço e trabalho bem-encaminhado.
Reclamação é perda de tempo.
Abre-te ao Bem e tem paciência.”
Joanna de Ângelis Livro: Desperte e seja Feliz Médium: Divaldo Pereira Franco
O PERDÃO
O perdão não exclui a necessidade da vigilância, como o amor não prescinde da verdade.
A paz é um patrimônio que cada coração está obrigado a defender, para bem trabalhar no serviço divino que lhe foi confiado.
Se o nosso irmão se arrepende e procura o nosso auxílio fraterno, amparemo-lo com as energias que possamos despender; mas, em nenhuma circunstância cogites de saber se o teu irmão está arrependido.
Esquece o mal e trabalha pelo bem. Quando ensinei que cada homem deve conciliar-se depressa com o adversário, busquei salientar que ninguém pode ir a Deus com um sentimento de odiosidade no coração.
Não poderemos saber se o nosso adversário está disposto à conciliação; todavia, podemos garantir que nada se fará sem a nossa boa-vontade o pleno esquecimento dos males recebidos.
Se o irmão infeliz se arrepender, estejamos sempre dispostos a ampará-lo e, a todo momento, precisamos e devemos olvidar o mal.
Jesus
Simplicidade
Muitos indivíduo equivocadamente, associam simplicidade com pobreza, mas existe uma diferença fundamental.
A simplicidade é uma opção de vida tanto do rico como do pobre, enquanto que a pobreza é, por si só, a privação de valores morais, intelectuais de um indivíduo, e não necessariamente, a falta de recursos materiais para subsistência.
A vida de muitas criaturas, além de desvitalizada, é circunstânciada por miudezas dispensáveis, desperdiçada com detalhes desnecessários. A simplicidade traria enormes benefícios para elas, as tiraria do cativeiro dos valores estabelecidos pelas convenções arbitrárias, lhe clarearia a visão e lhes traria mais leveza e tranquilidade existencial.
Quando nos livramos de tudo que é inútil e secundário, passamos a tomar consciência do que verdadeiramente temos e do que precisamos.
Aquele que ignora seu nível de necessidade legítimo, determinado por sua realidade profunda, vive sobrecarregado pelo peso da repressão sociocultural, se distancia da simplicidade e perde a própria identidade
Muitas vezes, nos sentimos exauridos porque estamos fora da sintonia com a simplicidade. Abrir mão de posses desnecessárias é ir ao encontro de uma vida pacífica e harmoniosa.
As vozes imperativas da alma são providas de síntese e simplicidade, que a Vida Providencial murmura em nossa intimidade
A simplicidade consiste em não ficar distante do que é natural e espontâneo, uma vez que aqueles que se afastam dela ficam “com entendimento entenebrecido” e “alienados da vida de Deus”.
Espírito Hammed Psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto
A grandeza de servir
Servir tem sido um verbo difícil de ser conjugado. Todos apreciam ser servidos.
Vê-se como as crianças apreciam que todos estejam ao seu serviço. Gostam de pedir as coisas e que essas lhes sejam dadas de forma rápida.
O Mestre Jesus, contudo, lecionou diferente. Quem quiser ser o maior, seja esse o servo de todos.
Na última ceia que fez com os discípulos, lavou os pés de todos, ante a surpresa deles.
Aquela era uma noite de despedidas e Jesus lhes deixou as mais belas lições de serviço ao próximo. Como se já não bastasse ter exemplificado durante seus quase três anos de vida pública.
No lago de Genesaré, nas estradas da Galileia, em casa de Pedro, na sinagoga, no templo, Ele serviu aos Seus irmãos.
Se observarmos bem, perceberemos que toda a natureza serve ao homem. Serve a chuva, serve o vento, serve a nuvem.
A semente enclausurada na terra, rebenta, brota e se transforma em árvore frondosa, servindo ao homem, dando-lhe sombra, abrigo, flores e frutos.
Os animais se esmeram por servir. Dão ao homem alimento, produzindo leite, ovos, carne. Envolvem-no nas noites de inverno, com suas peles e lãs.
Conduzem-no por ruas, praças e avenidas com segurança, quando o homem se apresenta desprovido de visão.
Aprendamos com a natureza. Aprendamos com Jesus.
Onde houver uma árvore para plantar, sejamos voluntários. Onde houver um erro a ser corrigido, coloquemo-nos à disposição para corrigir.
Onde houver uma tarefa que ninguém deseje, aceitemos e a desempenhemos com alegria.
Se houver uma pedra no caminho, não esperemos por outros. Retiremo-la nós mesmos.
Mas também nos disponhamos a retirar as pedras das dificuldades e o ódio dos corações.
Tenhamos em mente que não devemos fazer somente as coisas fáceis. É maravilhoso poder executar o que os outros se recusam a fazer.
Existem pequenas tarefas que são bons serviços: enfeitar uma mesa para a refeição; arrumar livros sobre a estante; colher flores e dispô-las no vaso; pentear uma criança; acomodar um idoso em seu leito.
O mundo é verdadeiramente belo porque há muito por fazer. Imaginemos como ele seria triste se tudo estivesse feito.
Se não houvesse uma roseira para plantar; uma iniciativa para tomar; uma cerca para pintar; uma casa para embelezar; uma criança para educar; um idoso para acarinhar; um amor para amar.
* * *
Servir é um verbo que se conjuga na comunidade. O primeiro tempo se inicia no ninho doméstico, entre as quatro paredes do lar. É o tempo presente.
Desde cedo, a criança aprende a servir, executando pequenas tarefas, sentindo-se responsável e útil.
O aprendizado prossegue com os vizinhos, os colegas, os amigos. É a conjugação do futuro.
Um animal a alimentar, um jardim para regar, uma árvore para podar.
Servindo sempre, estaremos dando o exemplo àqueles que nos são próximos.
Redação do Momento Espírita, com base no poema O prazer de servir, de Gabriela Mistral. Em 7.7.2017
PENSAMENTOS
A ação do pensamento sobre a saúde é incontestável.
Vejamos alguns exemplos:
A ansiedade estimula a secreção de adrenalina, que sobrecarrega o sistema nervoso e o descontrola.
O pessimismo perturba o aparelho digestivo e produz distúrbios gerais.
O medo, a revolta são agentes de úlceras gástricas e duodenais de curso largo.
Da mesma forma, a tranquilidade, o otimismo, a coragem são estimulantes que trabalham pela harmonia emocional e orgânica, produzindo salutares efeitos na vida.
O homem se torna o que pensa, portanto, o que quer.
Os pensamentos emitidos atraem ou sintonizam outros semelhantes, nas mesmas faixas de ondas mentais por onde transitam as aspirações e os estados psíquicos de toda a Humanidade.
Adicionadas a estes, temos as mentes dos desencarnados que se intercomunicam com os homens, vibrando nos climas que lhes são afins.
Acostuma-te a pensar de forma edificante.
Assume uma postura vitoriosa.
Atrai pensamentos salutares.
O cérebro é antena que emite vibrações e as capta incessantemente.
Irradia ideias do bem, do progresso, da paz, e captarás, por sintonia, equivalentes estímulos para o teu bem.
Quem pensa em derrota já perdeu uma parte da luta por empreender.
Quem cultiva o insucesso dificilmente enfrentará os desafios para a vitória.
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A cada momento, adicionas experiências novas às tuas conquistas.
A todo o instante, pensa corretamente e somarás força psíquica para o êxito da tua reencarnação.
JOANNA DE ÂNGELIS LIVRO: Episódios Diários MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
BUSCA INCESSANTE
Uma das formas de ser feliz é buscar a Verdade sempre, não estacionando no já conseguido, e seguindo além.
Não tenhas, porém, a pretensão de obrigar os outros a aceitarem o que hajas conquistado. As criaturas estacionam e progridem em faixas de valores diferentes, não podendo ser padronizadas mediante a mesma escala.
Além disso, a Verdade absoluta não será conseguida pelo homem finito.
Assim, ela se apresenta com matizes variados que atendem aos diversos graus da evolução humana, sem imposições constrangedoras.
Conquista sem humilhar; submete sem ferir; domina, libertando.
Quem a encontra, modifica-se inteiramente, alterando, para melhor, o padrão do comportamento.
Livre, com ela faz-se mais sábio e paciente, apaziguado e feliz. Como não gostas que te cerceiem a faculdade de pensar e eleger o que te parece melhor, não te imponhas nem as tuas aquisições intelecto-morais a ninguém. * Através do exemplo leciona a verdade, nunca revidando mal por mal, desculpando a ignorância e olvidando toda ofensa.
Com uma visão mais clara e perfeita da vida, entendes melhor os homens e suas debilidades, sendo paciente com eles e conquistando-os para o clima de bem-estar que desfrutas.
O sábio não é aquele que conhece, mas quem aplica o conhecimento na vivência diária.
A verdade é manifestação de Deus, que a pouco e pouco o homem penetra.
Por isso, ensinou Jesus que todos buscássemos a verdade, pois que ela, expressando o amor em plenitude, liberta e torna feliz o ser.
Joanna de Ângelis Livro: Episódios Diários Médium: Divaldo Pereira Franco
BUSCA INCESSANTE
Uma das formas de ser feliz é buscar a Verdade sempre, não estacionando no já conseguido, e seguindo além. Não tenhas, porém, a pretensão de obrigar os outros a aceitarem o que hajas conquistado. As criaturas estacionam e progridem em faixas de valores diferentes, não podendo ser padronizadas mediante a mesma escala. Além disso, a Verdade absoluta não será conseguida pelo homem finito. Assim, ela se apresenta com matizes variados que atendem aos diversos graus da evolução humana, sem imposições constrangedoras. Conquista sem humilhar; submete sem ferir; domina, libertando. Quem a encontra, modifica-se inteiramente, alterando, para melhor, o padrão do comportamento. Livre, com ela faz-se mais sábio e paciente, apaziguado e feliz. Como não gostas que te cerceiem a faculdade de pensar e eleger o que te parece melhor, não te imponhas nem as tuas aquisições intelecto-morais a ninguém. * Através do exemplo leciona a verdade, nunca revidando mal por mal, desculpando a ignorância e olvidando toda ofensa. Com uma visão mais clara e perfeita da vida, entendes melhor os homens e suas debilidades, sendo paciente com eles e conquistando-os para o clima de bem-estar que desfrutas. O sábio não é aquele que conhece, mas quem aplica o conhecimento na vivência diária. A verdade é manifestação de Deus, que a pouco e pouco o homem penetra. Por isso, ensinou Jesus que todos buscássemos a verdade, pois que ela, expressando o amor em plenitude, liberta e torna feliz o ser.
Joanna de Ângelis Livro: Episódios Diários Médium: Divaldo Pereira Franco
JESUS E OS HOMENS
Jesus disse:
“ Eu sou a porta…” – Nós devemos atravessá-la.
“ Eu sou a luz…” – Nós necessitamos de claridade.
“ Eu sou o Caminho…” – Nós precisamos percorrê-lo.
“ Eu sou a Verdade…” – Nós ainda somos ilusão.
“ Eu sou a Vida…” – Nós jornadeamos pela morte.
“ Eu sou o pastor…” – Nós somos as ovelhas.
“ Eu sou a paz…” – Nós vivemos em conflito.
“ Eu sou o pão da vida. ” – Nós estamos esfaimados.
Jesus e nós! A Vida e o mundo!
Há quem eleja a sombra para comprazer-se na escuridão; e há quem busque a luz para libertar-se.
A vida é plenitude. O mundo faz-se escravidão.
Jesus liberta o homem. O mundo encarcera-o.
Vive, no mundo, com Jesus na mente e no coração, a fim de alcançares a paz, mediante a vitória que te aguarda, após o trânsito edificante pela experiência humana.
“Quem crê em mim – afirmou Jesus – já passou da morte para a vida. ”
JOANNA DE ÂNGELIS LIVRO: Momentos de Renovação
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
️DISCUSSÕES INÚTEIS
“A divina energia tudo penetra suavemente, enriquecendo de vitalidade todos os organismos que a recebem.
Quando alguém se desloca emocionalmente para as áreas da perturbação, das discussões inúteis, dos campeonatos do ego, deixa de beneficiar-se com o seu tônus, passando a produzir toxinas e venenos que desarmonizam os delicados equipamentos orgânicos.
Nunca faltam motivos para disputas renhidas de resultados perturbadores.
A sabedoria dos que se elevam acima das mesquinharias da vaidade e da presunção nunca se detém nos pauis que produzem intoxicação e morte.
Ceder espaços e tempo da emoção para justificar-se, impor-se, responder críticas, constitui recurso daninho, que cedo se converte em desconcerto interior.
A consciência da ação correta não se compadece com a anarquia, a perseguição gratuita da ociosidade. Paira, inalterada, em sintonia com as forças vitalizadoras do Bem, que proporcionam saúde e paz.”
Joanna de Ângelis Livro: Desperte e seja Feliz Médium: Divaldo Pereira Franco
AUTOENCONTRO
A ansiosa busca de afirmação da personalidade leva o indivíduo, não raro, a encetar esforços em favor das conquistas externas, que o deixam frustrado, normalmente insatisfeito.
Transfere-se, então, de uma para outra necessidade que se lhe torna meta prioritária, e, ao ser conseguida, novo desinteresse o domina, deixando-o aturdido.
A sucessão de transferência termina por exauri-lo, ferindo-lhes os interesses reais que ficam à margem.
Realmente, a existência física é uma proposta oportuna para a aquisição de valores que contribuem para a paz e a realização do ser inteligente. Isso, porém, somente será possível quando o centro de interesse não se desviar do tema central, que é a evolução.
Para ser conseguida, faz-se imprescindível uma avaliação de conteúdos, a fim de saber-se o que realmente é transitório e o que é de largo curso e duração.
Essa demorada reflexão selecionará os objetivos reais dos aparentes, ensejando a escolha daqueles que possuem as respostas e os recursos plenificadores.
Hoje, mais do que antes, essa decisão se faz urgente, por motivos óbvios, pois que, enquanto escasseiam o equilíbrio individual e o coletivo, a saúde e a felicidade, multiplicam-se os desaires e as angústias ceifando os ideais de enobrecimento humano.
Se de fato anelas pela conquista da felicidade, tenta o auto encontro.
Utilizando-te da meditação prolongada, penetrar-te-ás, descobrindo o ser real, imortal, que aguarda ensejo de desdobramento e realização.
Certamente, os primeiros tentames não te concederão resultados apreciáveis.
Perceberás que a fixação da mente na interiorização será interrompida, inúmeras vezes, pelas distrações habituais do intelecto e da falta de harmonia.
Desacostumado a uma imersão, a tua tentativa se fará prejudicada pela irrupção das ideias arquivadas no inconsciente, determinantes de tua conduta inquieta, irregular, conflitiva.
Concordamos que a criatura é conduzida, na maior parte das vezes, pelo inconsciente, que lhe dita o pensamento e as ações, como resultado normal das próprias construções mentais anteriores.
A mudança de hábito necessita de novo condicionamento, a fim de mergulhares nesse oceano tumultuado, atingindo-lhe o limite que concede acesso às praias da harmonia, do autodescobrimento, da realização interior.
Nessa façanha, verás o desmoronar de muitas e vazias ambições, que cultivas por ignorância ou má-educação; o soçobrar de inúmeros engodos; o desaparecer de incontáveis conflitos que te aturdem e devastam.
Amadurecerás lentamente e te acalmarás, não te deixando mais abater pelo desânimo, nem te exaltar pelo entusiasmo dos outros.
Ficarás imune à tentação do orgulho e à pedrada da inveja, à incompreensão gratuita e à inimizade perseguidora, porque somente darás atenção à necessidade de valorização do ser profundo e indestrutível que és.
Terminarás por te venceres, e essa será a tua mais admirável vitória.
Não cesses, portanto, logo comeces a busca interior, de dar-lhe prosseguimento se as dificuldades e distrações do ego se te apresentarem perturbadoras.
Medita, pois, orando, quanto te seja possível, e conseguirás a meta maior – o auto encontro.
JOANNA DE ÂNGELIS LIVRO: Momentos Enriquecedores MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
PRESENÇA DO AMOR
O amor – alma da vida – é o hálito divino a espraiar-se em toda parte, manifestando a Paternidade de Deus.
Onde quer que se expresse, imanta quantos se lhe acercam, modificando a estrutura e a realidade para melhor.
No amor se encontram todas as motivações para o progresso, emulando ao avanço, na libertação dos atavismos que, por enquanto, predominam em a natureza humana.
Por não se identificar com o amor, na sua realização incessante, a criatura posterga a conquista dos valores que a alçam à paz e a engrandecem.
Sem o amor se entorpecem os sentimentos, e a marcha da sensação para a emoção torna-se lenta e difícil.
Em qualquer circunstância o amor é sempre o grande divisor de águas.
Vivendo-o, Jesus modificou os conceitos então vigentes, iniciando a Era do Espírito Imortal, que melhor expressa todas as conquistas do pensamento.
Se te encontras sob a alça de mira de injunções dolorosas, sofrendo incompreensões e dificuldades nos teus mais nobres ideais, não te abatas, ama.
A noite tempestuosa e sombria não impede que as estrelas brilhem acima das nuvens borrascosas.
Se o julgamento descaridoso te perturba os planos de serviço, intentando descoroçoar-te, mediante o ridículo que te imponham, mesmo assim, ama.
O sarçal, aparentemente amaldiçoado, no momento oportuno abre-se em flor.
Se defrontas a enfermidade sorrateira que intenta dominar as tuas forças, isolando-te no leito da imobilidade e reduzindo as tuas energias, renova-te na prece e ama.
O deserto de hoje foi berço generoso de vida, e pode, de um momento para outro, sob carinhoso tratamento, reverdecer-se e florir.
O amor é benção de que dispões em todos os dias da tua vida, para avançares e conquistares espaços no rumo da evolução.
Não te canses de amar, sejam quais forem as circunstâncias, por mais ásperas se te apresentem.
A Doutrina de Jesus, ora renascida no pensamento espírita, é um hino-ação de amor, assinalando a marcha do futuro através das luzes da razão unida à fé, em consórcio de legítimo amor.
JOANNA DE ÂNGELIS LIVRO: Viver e Amar MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
CUIDADOS NO CAMINHO
“Reserva-te o direito de permanecer indiferente às provocações de qualquer natureza.
Numa época de insensatez como esta, o mal anda em liberdade, seduzindo os incautos.
Aqui, é a ira dos outros que te agride.
Ali, está o sexo sem freio que te sensibiliza.
Acolá, eis a ambição que te desperta o interesse.
Próximo se encontra o vício, enredando vítimas.
Em torno de ti, a diversão perturbadora campeia.
Por toda a parte, a vitória do crime e da dissolução dos costumes multiplica os seus tentáculos qual polvo cruel e dominador.
Olha essas 𝑓𝑎𝑐𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 como a estrada de espinhos venenosos que a grama verde e agradável esconde no chão, e não te permitas pôr-lhe os pés, evitando-te os acidentes de efeitos danosos.”
Joanna de Ângelis Livro: Vida Feliz Médium: Divaldo Pereira Franco
Hábitos adquiridos
Será que paramos para pensar nos hábitos que temos? Podemos recordar de algum, neste exato instante?
Talvez nos lembremos, de imediato, dos hábitos relativos à saúde do corpo, da higiene diária.
Importantes, necessários, salutares.
Quem sabe recordemos dos hábitos de cordialidade, de agradecer, de pedir por favor, de sermos gentis com as pessoas em lugares públicos.
Porém, nossos hábitos vão além disso.
Um hábito é uma ação que se repete com frequência e regularidade, um comportamento.
Ou um pensamento que temos seguidamente, quando determinada situação se apresenta.
Um exemplo: o hábito de julgar as pessoas por sua aparência, pelo seu jeitão.
Toda vez que encontramos alguém novo, um estranho, fazemos rapidamente um julgamento prévio daquela pessoa em nossa mente. E basicamente nos servimos de nossos clichês.
Isso é um hábito, um costume que, por vezes, nem percebemos possuir.
Outro exemplo: o costume de interromper as pessoas quando estão explanando uma ideia, desenvolvendo um raciocínio.
Não conseguimos esperar que elas finalizem. Nosso pensamento apressado faz com que interrompamos, tentemos concluir o pensamento delas.
Tudo sem aguardar as palavras finais. Consequentemente, deixamos de ouvir o que verdadeiramente elas desejavam expressar.
Outro hábito é o de elogiar os outros. Sentimos ser importante destacar seus pontos positivos e, sempre que possível, de uma forma simpática, proferimos um elogio sincero.
São hábitos adquiridos. Alguns que vêm de nossa formação familiar, cultural, do agora. Outros tantos trazemos do nosso passado, das experiências vividas no antes pelo Espírito imortal.
Esse conjunto de hábitos que vamos criando e apresentando ao longo da vida, forma nosso caráter, nosso jeito de ser, nossa educação.
A educação é o conjunto dos hábitos adquiridos.
Tendo isso em vista, seríamos capazes de fazer um balanço de nossos hábitos? Quais os que promovem o bem, nosso e dos demais?
Quais são os prejudiciais? Especialmente aqueles que não fazem bem a nós, nem aos que convivem conosco, nem à sociedade em geral.
Se nos conhecêssemos melhor teríamos uma autoavaliação mais precisa do nosso caráter.
Enquanto isso, continuamos a fazer julgamentos apressados para dizer se fulano é bom ou mau caráter, normalmente baseados numa conduta específica em determinada área.
Uma pessoa de bom caráter é aquela que tem predominantes os bons hábitos, para consigo e para com o próximo.
É o homem de bem que conseguiu construir dentro de si condutas e pensamentos agregadores, de fraternidade e entendimento.
Reflitamos, dessa forma, sobre os nossos principais hábitos adquiridos ao longo desta caminhada.
E nos perguntemos: Quais deles queremos manter? Quais deles precisamos substituir por melhores?
Façamos esta saudável viagem para dentro de nosso eu e perceberemos que podemos melhorar muitas coisas que, afinal, irão nos propiciar dias melhores.
Os bons hábitos permitem a consciência tranquila, o sentimento de dever cumprido e o consequente amor a nós mesmos.
Redação do Momento Espírita. Em 30.4.2019
Guerra e paz
Todos os esforços deverão ser empreendidos pelos seres humanos, para extinguir, em definitivo, a guerra. Poderá ser pela diplomacia, que abençoa os entendimentos por meio do diálogo, ou através da educação popular.
Pela educação, as criaturas poderão ver todos os inconvenientes das atrocidades da guerra, seja em razão do que for.
Vivemos a fase em que a Humanidade deve exercitar a razão com todos os seus componentes, trabalhando na esfera da paz.
As escolas, os templos religiosos, os lares, as empresas trabalharão para a paz. Para isso, todas as baterias de providências estarão voltadas para a educação do indivíduo, de cuja intimidade provêm os delitos, se ele está enfermo, ou todas as luzes, se avança para maior equilíbrio.
Ao se refletir na guerra, pensa-se que tudo estará concluído e solucionados todos os problemas, quando sejam assinados os tratados de paz.
Poucos se dão conta dos desdobramentos da trágica experiência, durante e depois dela.
Nas guerras, não morrem somente os que tombam nos campos de batalha ou são devorados por explosões de quaisquer tipos. Também morre, no abismo da dor, um número ilimitado de pais e de mães, que recebem objetos de uso pessoal e condecorações póstumas dos seus filhos.
Morrem esposas vencidas pela saudade e pela solidão, após receberem as documentações que honram os seus companheiros desencarnados.
Morrem na revolta, na mágoa, no desejo de vingança contra a sociedade, multidões de filhos levados à orfandade, tendo os nomes dos seus pais glorificados no altar frio dos mausoléus dos heróis, que as pátrias lhes constroem, como se isso fosse resolver o drama das dores morais dos seres marcados pela guerra.
E o saldo dos mutilados físicos? Dos mutilados mentais, assinalados por neuroses e psicoses que retornam para os seus lares e para as ruas, muitos deles se envolvendo na violência, no crime, nos vícios e no infortúnio?
* * *
Ao pensarmos sobre a monstruosidade da guerra, apareça onde aparecer, apoiada no motivo que for, reflitamos nas consequências dessa tragédia para a Humanidade inteira e refreemos nosso entusiasmo.
Jesus, o herói da sepultura vazia, nos conclamou para a paz. Ele afirmou que os mansos herdariam a Terra e os pacíficos seriam chamados filhos de Deus.
Envolvidos em nossos afazeres, estudando, trabalhando, falando ou realizando qualquer atividade, sejamos instrumentos da paz, permitindo que o suave ensino do mestre Galileu ilumine a nossa intimidade, iluminando os que vivem e convivem conosco.
* * *
O homem que possui a paz, não é apenas o homem de face serena. Antes é o homem de bem, o que trabalha incessantemente no dever.
Assim, adquirir paz não é somente estar com a consciência tranquila, porém, mais do que isso, é trabalhar pela edificação da paz alheia, permanecendo em tranquilidade.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 16, do livro Vozes do Infinito, por Espíritos diversos, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter e nos versos do item 23, mês de setembro, do livro Poemas de paz, pelo Espírito Simbá, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Em 17.5.2013
DOENÇAS
Qualquer equipamento de uso, sofre os efeitos do tempo, o desgaste dos serviços, os desajustamentos, caminhando para a superação, o abandono…
O que hoje é de relevante importância, amanhã encontra-se ultrapassado e, assim, sucessivamente.
O corpo humano, da mesma forma, não pode permanecer indene às injunções naturais da sua aplicação e das finalidades a que se destina.
Elaborado pelos atos pretéritos, é resistente ou frágil, conforme o material com que foi constituído em razão dos valores pertinentes a cada ser.
Muito justo, portanto, que enferme, se estropie, se desgaste e morra.
Transitório, em razão da própria junção, é, todavia, abençoado instrumento do progresso para o Espírito na sua marcha ascensional. * Chamado à reflexão, por esta ou aquela enfermidade, mantém-te sereno. Vitimado por uma ou outra mutilação, aprofunda o exame dos teus valores íntimos e busca retirar da experiência as vantagens indispensáveis.
Surpreendido pelos distúrbios da roupagem física ou da tecelagem no sistema eletrônico do psiquismo, tenta controlá-los e, mesmo lutando pela recuperação, mantém-te confiante. * Não te deixes sucumbir sob as injunções das doenças.
Através da mente sã reconquistarás o equilíbrio da situação.
E se fores atingido na área da razão, desde hoje entrega-te a Deus e confia n’Ele.
A doença faz parte do processo normal da vida como parcela integrante do fenômeno da saúde.
Joanna de Ângelis Livro: Episódios Diários Médium: Divaldo Pereira Franco
O guarda-chuva amarelo
Amélie está de mau humor. Isso é raro. Raro como quatro dias de sol seguidos em minha cidade.
Amélie é sempre sol, mas hoje enxergo uma pequena nuvem, dessas de desenho animado, sobre sua cabeça.
Amélie está indo para a escola. Chove. Chuva fina e gelada.
Paro o carro. Agora vem a hora mais difícil. Acho que a despedida não vai ser fácil dessa vez – na maioria das vezes é. Fico torcendo para que venha alguém bem sorridente para buscá-la.
As professoras e assistentes que vêm apanhá-la são sempre muito simpáticas. Lá vem uma. E, além do sorriso, ela carrega em sua mão direita algo que vai mudar nossas vidas, minha e de Amélie, para sempre: um guarda-chuva amarelo.
Sim, é isso mesmo, um simples guarda-chuva de cor amarela.
Não é um amarelo qualquer, apagado. Não é amarelo-ouro. Não é amarelo-canário. Não é amarelo-limão. Não sei descrever. Procuro palavras, adjetivos, dicionário. Quem sabe: amarelo-sol. Inventei.
Olho Amélie pelo espelho e a mudança de semblante é espantosa. Emocionou-me. Ela se apaixonou por ele. Tudo ao redor parece ter perdido significado, apagando-se. O centro das atenções agora é o guarda-chuva amarelo.
Enquanto a moça se aproxima com aquele objeto amarelo reluzente maravilhoso, Amélie abre um sorriso lindo, sorriso de quem vai ganhar algo que sempre quis e nunca soube que quisesse. Sorriso de realização!
A moça está me oferecendo esta coisa linda e amarela! – Deve ter pensado ela.
Preciso dizer que Amélie esqueceu que tinha pai naquele instante?
Pois é… Lá foi ela no colo da professora, radiante, sorriso aberto, segurando com firmeza a haste prateada, desfilando, encantada, entre todas as pessoas e crianças com seu guarda-chuva amarelo-sol.
Seu dia não foi o mesmo depois daquele encontro. Ela soube curtir o momento de forma intensa, deixando de lado o mau humor, o sono, e seja lá o que fosse que a estivesse chateando. Foi como se o presente a tivesse lembrado de algo bom, algo que ela houvesse, momentaneamente, esquecido.
Contudo, ainda vi algo mais, que me fez pensar que talvez aquele não fosse um guarda-chuva qualquer, fosse, quem sabe, uma sombrinha com poderes mágicos.
A claridade do dia – que era pouca, mas resistia – passava pela transparência da cúpula do guarda-chuva e iluminava minha filha com uma luz dourada tão intensa que não pude deixar de notar e admirar.
Confesso que não sei ao certo se foi Amélie que fez sol debaixo do guarda-chuva, ou se foi a luz que se fez amarela ao passar pelo tecido dessa cor. A verdade é que ali, onde ela estava, o sol brilhava.
E lá foi ela, fazendo sol debaixo do guarda-chuva num dia feio de inverno…
* * *
Nossa vida não é apenas repleta de aflições, mas também cheia de guarda-chuvas amarelos. Há sempre um braço nos estendendo um por aí… Salvam nosso dia quase sem querer.
Falta-nos, quem sabe, a sensibilidade para percebê-los. Para nós um guarda-chuva é apenas um guarda-chuva.
A vida é tão cheia de imaginação! É tão cheia de opções, de possibilidades… De pequenas felicidades certas!
Enxergar beleza nessas pequenas coisas é uma arte… A arte de ser feliz.
Sei que um dia vamos deixar de dizer que essas coisas são pequenas…
Amélie é pequena. Tem dois anos.
Amélie é um dos meus guarda-chuvas amarelos.
Faça sol ou tempestade, não saio mais de casa sem ele.
Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 27, ed. FEP. Em 30.3.2015
CARÊNCIAS
Vives num mundo no qual a carência é uma constante, gerando desequilíbrio e promovendo a violência.
Há carência afetiva, porque aqueles que desejam ser amados não se resolvem por amar com sentimento fraternal.
Permanece a carência de emprego, porque escasseia o número dos que desejam trabalhar com dignidade recebendo um salário justo.
Predomina a carência de saúde, em razão dos exageros alimentares, dos vícios e da rebeldia mental.
Espalha-se a carência econômica como consequência da falta de solidariedade de todos, no relacionamento de uns para com os outros.
Aumenta a carência de segurança, graças ao desrespeito à liberdade do próximo, como efeito da libertinagem que se generaliza.
Avoluma-se a carência de alimentos em várias áreas, enquanto noutras o desperdício é assustador.
Quase todas as pessoas se apresentam em carência, afirmando nada receberem, sem embargo, possuindo inúmeros recursos que são escassos noutras, mas que se recusam a lhes oferecer.
O problema da carência é o resultado do desamor ao próximo, à vida, ao dever.
A ociosidade de uns provoca a carência de outros. O egoísmo de alguns responde pela carência de muitos. A ambição de diversos gera a carência das multidões.
Faz-se necessário, igualmente, considerar-se que a Terra ainda não é o paraíso, onde a abastança, a plenitude e a paz estabeleçam um oásis de encantamento. Escola de aprimoramento das almas, propõe um currículo rigoroso para a aprendizagem valiosa. Ninguém, todavia, lhe desrespeita impunemente os códigos para a própria formação moral e evolutiva. Justo, portanto, que o estágio nos seus cursos se faça mediante esforço e obediência rigorosos.
Cada dia possui vinte e quatro horas, na sucessão dos anos…
Reserva qualquer espaço de tempo para diminuíres a carência vigente. Não alegues cansaço, nem te apresente desanimado. O que tens, escasseia noutras pessoas. Conforme gostarias de receber um pouco daquilo que eles possuem em quantidade, começa por seres tu aquele que oferece primeiro.
Aprende a dar, a fim de que outras criaturas comecem a permutar.
A experiência da bondade gera o hábito da solidariedade, que desenvolve os ensinamentos nobres dormindo latentes em todos os indivíduos.
Observa a sabedoria da Natureza, que reflete a misericórdia do Pai e, desse modo, inspira, fala e atua ao lado de outros contra a carência, inaugurando o período da fartura que só o amor sabe proporcionar.
JOANNA DE ÂNGELIS LIVRO: Momentos de Renovação MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
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