Prece Celestial Contemplai a natureza e encontrará Deus
A formosa paz está nas coisas mais simples, está na essência da vida. E poder desfrutar do lar planetário tão perfeito, ante o Natal Divino o sentimento Celestial diante da sua mensagem não compreendida, o homem ainda carrega os vestígios dilacerantes da crucificação diante do Tabor.
Estreitando a visão e apegado a matéria na sua ignorância espiritual não consegue perceber e penetrar no coração do Nazareno.
Tornando perpétuo o Calvário insano causado pela ambição desalenta dos fariseus do passado que mesmo na derradeira lição não conseguiram compreender a plenitude do Amor Universal coroada pela obra divina e sua caridade.
Ainda hoje a claridade do Reino de Deus nos revela a chaga do egoísmo e neste círculo vicioso os necessitados do mundo ainda não vivem a fraternidade, migalham diante do Anjo sacrificado a prece redentora de um Novo porvir.
Neste momento condoídos pela dor diante do sofrimento da humanidade sofredora, deixemos crescer a bonança salutar da esperança rogando a Deus as súplicas de Maria Mãe Santíssima, nossa “Mãe Maria de Nazaré” consagrada pelo plano divino nos oferta a bênção da prece renovadora.
Numa postura contemplativa cooperando e iluminando os passos de seu filho, sabendo que Dele o néctar da solidariedade estaria firmando na Terra a Boa nova, a flâmula da fraternidade, sem distinção de credo e raças onde a seiva divina do amor jamais se extinguiria alicerçada pela fé.
Vibremos intensamente pela generosa Maria humilde na sua misericórdia verteu as mais dolorosas lágrimas aos pés da cruz contemplou seu filho morto…
Com profunda, resignação compreenderia os desígnios a que veio, espargiria as bênçãos divinas no mundo como uma prece do perdão.
Carregando lampejos de amor tornaria o tesouro do Cristianismo uma Egrégora luminosa gerando a fonte Viva da caridade.
Envolvendo amorosamente em nossos lares,mentalizando o propósito do soerguimento da Paz buscando o Bem Universal.
Vibremos intensamente pela comunhão entre todas as Nações!
Agradecemos e humildemente pedindo proteção a todos os lares, fluidificando com uma jarra com água..
Oremos pela implantação do Evangelho.
Maria Santíssima exalando de suas lágrimas um bálsamo salutar por todo o sempre …
Rogamos pelo seu amor derramado por seu filho tão amado.
Saudemos no dia o hoje a bênção da solidariedade iluminando a Casa planetária, cumprindo a Lei de amor e justiça.
Marlene Pizoni Teixeira
CONSCIÊNCIA DO BEM
O homem que se conscientiza das próprias responsabilidades, melhor se arma de recursos para enfrentar as vicissitudes.
Tem fé no futuro e trabalha por alcançá-lo mediante as realizações de enobrecimento.
Quando sofre, reúne os valores morais e enfrenta o problema sem perder o equilíbrio, fator preponderante em qualquer empreendimento. Quando incompreendido ou sob os camartelos da dificuldade, permanece integro no culto do dever, confiando na resposta do tempo, que é o inevitável desvelador de todas as coisas.
Se colocado em situação relevante, utiliza-se da oportunidade para repartir as conquistas que o engrandecem e ao grupo social no qual se movimenta.
Sob tensão, age com harmonia; em posição de paz, atua com entusiasmo.
Nesse homem estão presentes os títulos do cidadão ideal, que um dia se tornará comum, numa sociedade mais justa, portanto, mais feliz.
Quem se entrega ao ideal religioso, qual ocorreu com os cristãos primitivos, ombreando com os apóstolos e os mártires, descobre as altas finalidades da vida e, por antecipação, experimenta a felicidade que se lhe reserva após as lutas renhidas da sublimação.
Compreensível que a odisseia do Cristianismo seja, nos tempos primeiros, a saga de santos e de heróis, em face do espírito de integração na Causa que sustentava os participantes da fé.
Fenômeno semelhante deve ocorrer com os espíritas, os cristãos-novos, considerando-se o conteúdo da Doutrina que se lhes apresenta, e as condições especiais de vive-la na atualidade. Objetivando essencialmente a realização do homem integral, propõe a mais eficiente ética numa extraordinária filosofia de comportamento, que o capacita para as conquistas morais que o alçam à paz.
Explica-lhe a razão dos infortúnios e dos sucessos; o porquê das ditosas como das infelizes ocorrências, assim ensejando-lhe uma conduta de equidade em relação ao próximo e de confiança a respeito da vida, em cujo rio de experiências braceja…
Fortalecido por uma fé que se estriba no conhecimento da vivência do fato, não teme qualquer injustiça, que lhe é sempre aparente, nem o mal, que é somente a temporária ausência do bem que lhe cumpre desenvolver…
Tendo como exemplo Jesus, que jamais desanimou ou se precipitou, confia na lição das horas bem aproveitadas e prossegue no campo dos deveres que lhe dizem respeito. Ao mesmo tempo tem, em Allan Kardec, o exemplo ideal do discípulo da verdade que “em tomando a charrua não olhou para trás”, produzindo em breve período a obra colossal que vem triunfando sobre o tempo, como um monumento de luz para clarear a Humanidade de todos os tempos, futuro afora.
JOANNA DE ÂNGELIS LIVRO: Receitas de Paz MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
Gratidão é para sempre
É louvável o sentimento de gratidão que desenvolvemos para com as pessoas que nos auxiliam.
Pessoas que alteraram o rumo das nossas vidas, pessoas que, em algum momento, nos dirigiram palavras de tal profundidade, que nos redirecionaram o sentido da existência.
Nesse rol, se encontram pais, avós, tios, colegas, amigos, professores. Pessoas que fizeram a grande diferença em nossa jornada.
Contudo, existem outras que transitam pela nossa vida uma única vez, nos oferecem algo grandioso e se vão.
Por vezes, nem temos ciência do quanto devemos a essas criaturas. Coisas que o tempo se encarrega de nos elucidar, vez ou outra.
É o caso de Mike Hughes que, em 1998, nos Estados Unidos, durante um incêndio, entrou em uma casa repleta de fumaça e fogo, para realizar o seu trabalho.
Bombeiro experiente, algo lhe segredou que revisasse determinado quarto, onde ele encontrou, no berço, uma menina de nove meses.
Ela inalara muita fumaça e se mostrava assustada. Ele a tomou nos braços, foi para fora e iniciou os processos de conclusão do resgate.
A presteza do atendimento determinou que Dawnielle Davison fosse salva.
Os anos se passaram. Aposentado, Hughes descobriu um recorte de jornal do dia em que realizara aquele resgate.
Ficou curioso sobre o paradeiro da menina e a procurou no facebook. Ela estava com dezessete anos.
Os dois conversaram online. A garota confessou que não tinha ideia de quão perigosa tinha sido sua situação, naquele incêndio.
Emocionou-se ao descobrir quem a salvara e que, decorridos anos, se importara o suficiente para procurá-la, a fim de saber como estava.
Então, para a sua formatura do colegial, além da presença da família e dos amigos, ela convidou o seu herói.
E ele compareceu. Foi um reencontro emocionante. Salvador e resgatada se abraçaram, sorrindo.
Confessou o bombeiro: Fiquei muito feliz ao receber o convite. Não sei como descrever esse reencontro. As lágrimas são de felicidade ao perceber como as coisas poderiam ter dado errado.
* * *
Aprendemos que o amor de Deus designa a cada um de Seus filhos um anjo de guarda. Um guardião que lhe abençoa a vida e zela por seu tutelado.
É essa presença amiga que nos intui, por vezes, de forma sutil, orientando-nos a que busquemos esse ou aquele caminho.
Preserva-nos de muitos perigos. Inspira-nos para o bem.
Ao lado desse guardião espiritual, temos ainda Espíritos amigos, do agora ou de tempos idos, que nos amam e nos dispensam cuidados.
Também Espíritos familiares nos acompanham a trajetória, desejando que triunfemos em nossos empreendimentos.
Enfim, enquanto encarnados, todos podemos ser objeto de cuidados de pessoas transformadas em agentes do bem, que atuam em nosso benefício, sob a influência generosa dessas criaturas abnegadas.
Afeitas ao atendimento ao próximo, mostram-se abertas às intuições. É assim que entram em um quarto para salvar da morte um bebê.
Ou têm suas mãos orientadas em delicada cirurgia para o êxito pleno da restauração de uma vida.
Anjos de guarda – no Além e na Terra. Sempre os temos. Recordemos de demonstrar gratidão.
Redação do Momento Espírita, com base em fatos. Em 6.8.2016
DA NATUREZA A BELEZA
Levantar cedo, abrir as janelas, olhar para fora, ver o brilhante Sol da manhã, Sol nascente brilhante é como um raio de luz.
Pela manha abri as porta e fui até o terreiro, passo a passo, olhei dos lados, o Sol brilhava, os pássaros cantavam, mais longe os morros, montanhas, lindas florestas, uma reserva a favor da vida, uma coisa bela e branca navegava as nuvens no céu.
O amanhecer seja onde for, na cidade ou no interior bem distante, quando vem radiando o Sol, nos dá um encorajamento, nos envolve, nos dá outra vida, enche nossos pulmões de novo ar e novo dia, levando aos nosso pulmões e ao cérebro mais eletrização, pois surge novo dia e o sol despontado no nascente vem nos dar novo alento para nova caminhada.
Novo dia, onde tudo começa, novamente para uma nova jornada de trabalho de luta e de vida.
Quando o Sol brilha pela manhã, todos já bem cedo caminham para o seu trabalho, respirando o novo dia. (A vida é um presente de Deus).
Devemos contemplar o céu, a terra, o mar, a lua bela, as estrelas cintilantes, as matas, os pássaros, enfim todo seu encanto, tudo isto é a natureza que Deus nos deu para nossa alegria e para nova vida.
Ao longe, as montanhas encobertas pelas nuvens, olho para o infinito tento buscar dentro de minha alma do meu “eu’ o infinito.
De repente, avisto no poder da mente a beleza do arco íris sete cores, onde esta visão nos enche de encanto, nos faz acreditar no poder da mente, na crença e na fé de que tudo isto foi criado pelo Pai, Deus todos poderoso.
Caminho mais um pouco, sinto ao meu redor a calmaria, o encanto, o vento forte em meu rosto.
A verdade é que a natureza presenteia a todos, muitas pessoas não veem e tão pouco sentem esta beleza universal, é uma pena que não valorizam o belo, com certeza se sente tão pequenos quanto um grão de areia pela praia afora.
Quando falo no amanhã, a alegria é tanta no decorrer ao dia a mudança e a transformação é muito grande, somente quem vive e conhece este universo mágico, pode sentir o belo reino ou paraíso encantado.
Ao cair da tarde, o mesmo sol que nasce ao norte se nota pela costa ao sul, seus raios brilham como luz incandescente, ao longe, quase no infinito, novamente agradeço a Deus por mais um dia, vai caindo à tarde, ao badalar da Ave Maria, cai a tarde, vem a noite calmamente, desponta a Lua.
Caminho, tendo como companhia as estrelas, enfim a noite vem o dia, Sol, Lua, dentro de cada um de nós.
Uma maneira de ver e viver, perto ou longe de quem ama. Mas, contudo temos o caminho deferente, não temos explicação.
Cada um de nós da nossa maneira, a verdade é que não sabemos o que queremos, de repente do nada vem uma tempestade, uma desavença, mas ninguém consegue controlar, estamos parecendo pólvora, com pequena faísca, prontos a explodir e tudo irá para o ar.
Porque meu Deus nos destes tantas maravilhas, natureza, o céu e a terra, o Sol e enfim tanto e tanto. Mas nós seres humanos não temos capacidade e paciência para nos entendermos mesmo, o que será de nós no amanhã?
Jurando Gallinari
APRENDIZADO
Dentro daquilo que se espera de um pai, esse jamais exporia teu filho ao risco de algo lhe fazer mal. Porém, ainda assim, permite a esse que experimente, em condições seguras, alguma forma de aprendizado.
A vida encarnada na Terra nada mais é do que um ambiente de crescimento assistido pelo Pai. Toda provação e toda aflição estão dentro do limite concedido por Deus para nos expiarmos de maneira protegida pelo Seu amor e, por esse motivo, Jesus nos disse que não haveria fardos maiores do que nossa força de fé para carregá-los.
Devemos crer que nada nos ocorre ao acaso, pois, em um universo onde a inteligência suprema que o criou também é aquela que mais nos inspira o progresso, tudo que nos alcançar será para nos melhorar.
Pelo Espírito: Clara Psicografia: Diego Garla
CONVITE À GRATIDÃO
Bendizei aos que vos maldizem. orai pelos que vos insultam. (Lucas, 6:28)
Por temperamento te retrais em muitas circunstâncias, quando deverias e poderias exteriorizar os sentimentos que portas.
Supões que todos marcham guindados à alegria, tão jubilosos se manifestam, que evitas traduzir os tesouros da boa palavra e da gentileza, que se vão enferrujando por desuso nos cofres do coração.
Recebes dádivas, fruis oportunidades, recolhes bençãos, acumulas favores, arrolas benefícios e somente uma formal expressão já desgastada de reconhecimento te escapa dos lábios. Justificas-te no pressuposto de que retribuíste com a necessária remuneração, nada mais podendo ou devendo fazer.
Não há, porém, moeda que recompense uma noite de assistência carinhosa à cabeceira do leito de um enfermo.
É sempre pálido o pagamento material, passado o sacrifício de quem se nos dedicou em forças e carinho.
Mas o gesto de ternura, a palavra cálida, a atenção gentil, o sorriso de afeto espontâneo são valores-gratidão que não nos cabe desconsiderar ou esquecer.
Em muitos profissionais deste ou daquele mister, esfria-se a dedicação, substituída por uma cortesia estudada e sem vida, em consequência da ingratidão constante dos beneficiários das suas mãos e das suas atenções.
Acostumaram-se a ver no cliente de tal ou qual procedência apenas um outro a mais e se desvincularam afetivamente, por não receberem o calor humano do sentimento da gratidão. Gratidão, como amor, é também dever que não apenas aquece quem recebe, como reconforta que oferece. A pétala de rosa, espalhando perfume, ignora a emoção e a alegria que propicia. Doa a tua expressão de reconhecimento junto aos que se tornaram frios e o teu amor aquecê-lo-as.
Batendo-se-lhes às portas da afetividade, por gratidão, elas se abrirão para que a paz que ofereças reine em derredor deles e de ti mesmo, porquanto a regra excelsa é bendizer até aqueles que nos maldizem, orando por quantos nos insultam.
JOANNA DE ÂNGELIS LIVRO: Convites da Vida MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
O PERDÃO SEGUNDO JESUS
O perdão não exclui a necessidade da vigilância, como o amor não prescinde da verdade.
A paz é um patrimônio que cada coração está obrigado a defender, para bem trabalhar no serviço divino que lhe foi confiado.
Se o nosso irmão se arrepende e procura o nosso auxílio fraterno, amparemo-lo com as energias que possamos despender; mas, em nenhuma circunstância cogites de saber se o teu irmão está arrependido.
Esquece o mal o trabalha pelo bem. Quando ensinei que cada homem deve conciliar-se depressa com o adversário, busquei salientar que ninguém pode ir a Deus com um sentimento de odiosidade no coração.
Não poderemos saber se o nosso adversário está disposto à conciliação; todavia, podemos garantir que nada se fará sem a nossa boa-vontade o pleno esquecimento dos males recebidos.
Se o irmão infeliz se arrepender, estejamos sempre dispostos a ampará-lo e, a todo momento, precisamos e devemos olvidar o mal.
Jesus
INEXORAVELMENTE
É da lei o axioma que “cada um evolui com o esforço próprio” e que “a colheita é a resposta da sementeira”. Fadado à perfeição, o Espírito adquire sabedoria mediante as experiências que vive, conquistando, palmo a palmo, os espaços da evolução. Quando erra, repete o tentame até acertá-lo. Quando prejudica, volve a reparar, auxiliando a quem afligiu. Desse modo, o trabalho é pessoal e intransferível. Embora receba ajuda, orientação e estímulo, a ação é de cada um. * Semeando sempre, porque a cada ação corresponde uma equivalente reação, seguirás adiante conforme te proponhas e te empenhes por executá-lo. Ocorrendo injunções afligentes que te levem à dor, conscientiza-te de que são necessárias para mais valiosas conquistas morais, e esparze bondade embora as circunstâncias dolorosas. O que hoje te chega, foi arrojado ontem. Da mesma forma, o que ora aciones, reencontrarás mais tarde. Não desperdices este momento recorrendo a queixas e a lamentações que somente perturbam e geram mal-estar. Uma atitude otimista e uma realização fecunda fomentam resultados positivos que se transformam em conquistas libertadoras.
Joanna de Ângelis Livro: Episódios Diários Médium: Divaldo Pereira Franco
AÇÃO – BONDADE
A cobrança da gratidão diminui o valor da dádiva.
O bem não tem preço, pois que, à semelhança do amor, igualmente não tem limite.
Quando se faz algo meritório em favor do próximo aguardando recompensa, eis que se apaga a qualidade da ação, em favor do interesse pessoal grandemente pernicioso.
O Sol aquece e mantém o planeta sem qualquer exigência.
A chuva abençoa o solo e o preserva rico, em nome do Criador, sustentando os seres e se repete em períodos ritmados, não pedindo nada.
O ar, que é a razão da vida, existe em tão harmonioso equilíbrio e discrição, que raramente as criaturas se dão conta da sua imprescindibilidade. * Faze o bem com alegria e, no ato de realizá-lo, fruirás a sua recompensa.
Ajuda a todos com naturalidade, como dever que te impões, a favor de ti mesmo, e te aureolarás de paz.
Se estabeleces qualquer condição para ajudar, desmereces a tua ação, empalidecendo-lhe o valor.
Une-te ao exército anônimo dos heróis e apóstolos da bondade. Ninguém te saberá o nome, no entanto o pensamento dos beneficiados sintonizará com a tua generosidade estabelecendo elos de ligação e segurança para a harmonia no mundo.
Os que se destacam na ação comunitária e são aplaudidos, homenageados, sabem que, sem as mãos desconhecidas que os ajudam, coisa alguma poderiam produzir.
Assim, os benfeitores verdadeiros são os da retaguarda e não os que brilham nos veículos da Comunicação.
Aproveita o teu dia e vai semeando auxílios, esparzindo bondade de que esteja rica a tua vida, e provarás o licor da alegria na taça da felicidade de servir.
Joanna de Ângelis Livro: Episódios Diários Médium: Divaldo Pereira Franco
AS EMOÇÕES
Doa-te a Jesus, e n’Ele tranquiliza-te, servindo ao bem.
Avançando pela trilha do progresso, não te detenhas ante os desafios perigosos que te surpreendam.
Resguarda-te das emoções violentas, acalmando as tuas ansiedades no oceano do amor espiritual.
Se te sentes em solidão, busca alguém nas mesmas condições e dá-lhe a alegria que te falta.
Se experimentas carência afetiva, irriga de esperanças a outrem que a ti se pareça, sem vincular-te no comércio dos interesses doentios.
Se recebes ternura, reparte-a com os desafortunados à tua volta, em maior necessidade.
Se desfrutas de carinho, não imponhas exigências maiores, que podem redundar em decepções.
Se possuis haveres, multiplica-os mediante a aplicação do verbo doar.
Se padeces falta, trabalha sem fastio e o teu quinhão chegará.
Sempre podes compensar faltas, favorecer com recursos, ampliar experiências, facultar preciosas oferendas.
Do Senhor provém tudo, e através d’Ele chegam todos os dons. Confia, em paz, e persevera com valor.
Enxuga o suor e as lágrimas que te aflorem na face e nos olhos, sem desespero.
Silencia dissabores e amarguras, que sabes ser transitórios.
Acalma aspirações descabidas, embora, humano como és, estejas ansioso pelos prazeres que apenas consomem.
Alça-te aos planos do amor elevado, envolvendo os sofredores do mundo nas tuas conquistas morais, e sentirás a compensação da paz mediante as emoções de felicidade, como jamais supuseste existir.
As outras, as que resultam das sensações, e em sua brevidade deixam sinais de agonia e insatisfação, logo cessam. Como consequência, enfermam e matam o corpo, asfixiando a alma.
As emoções que provêm de Jesus, quando o corpo tem cumprida a tarefa para a qual se destina, libertam a vida; essa, então, estua em plenitude de ventura inimaginável.
JOANNA DE ÂNGELIS LIVRO: Vigilância MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
BÊNÇÃOS DO INTERCÂMBIO MEDIÚNICO
Toda vez em que nos reunimos com o objetivo de intercâmbio espiritual, experimentamos indizível alegria e agradecemos ao Senhor da Vida a sublime concessão através do Espiritismo.
Almas atormentadas que vagueiam na ignorância, tripudiando sobre o próprio cadáver em decomposição, por ignorarem o seu estado, conduzidas à instrumentalidade mediúnica, despertam para a realidade e reprogramam a jornada evolutiva.
Ódios que se prolongam através dos séculos, graças ao intercâmbio de natureza espiritual, apagam-se.
Os ressentimentos perversos, logo que socorridos os seus portadores, dão lugar à madrugada da compreensão.
Vinganças elaboradas na noite dos tempos cedem lugar à cordialidade sob as bênçãos da verdadeira identificação com Jesus.
A reunião mediúnica de consolo é, sem dúvida, o Cristo-Amor de braços abertos recolhendo os náufragos que a morte arrebatou do corpo, auxiliando-os na recuperação de si mesmos.
João Cléofas/Divaldo Pereira Franco do livro Triunfo da Imortalidade
A grandeza da humildade
O jovem magro, de rosto ossudo e um penteado de seda de milho assistia à conferência da Sociedade Alemã de Física, em Leipzig. Corria o ano de 1930.
Depois do ótimo discurso de Albert Einstein, explodiram os aplausos.
Então, o presidente da Associação tomou a palavra, elogiou profundamente a oratória do convidado ilustre e perguntou se alguém teria uma pergunta a fazer.
O silêncio tomou conta do salão. Afinal, quem ousaria questionar um dos físicos mais respeitados do mundo?
Mas o rapaz russo, sentado na última fileira, levantou sua voz juvenil e deixou o público fascinado ao observar:
O que o professor Einstein disse não é tolice, mas a segunda equação que ele escreveu não decorre da primeira.
Na verdade, requer outras suposições que não foram feitas e, o que é pior, não satisfaz um critério de invariância, como deveria ser.
As cabeças se voltaram para a voz ousada e desafiadora que submergiu todos em descrença. Naquele momento, somente imaginavam quem poderia ser o ousado interlocutor.
Einstein ficou quase paralisado, enquanto sua mão coçava, mecanicamente, seu bigode.
Imergiu profundamente seu pensamento na dita equação errônea no quadro-negro.
Depois de uns sessenta segundos ou mais, ele se virou, admitiu o erro e disse:
A observação desse jovem está perfeitamente correta. Peço que esqueçam tudo o que eu disse.
Naquele dia, dessa maneira, Albert Einstein demonstrou o tipo de humildade que o conhecimento genuíno confere a qualquer recipiente de carne que o abrigue. Foi a mais extraordinária lição do dia.
Embora a plateia não soubesse, aquele jovem se chamava Lev Davidovich Landau.
Tornou-se um físico renomado por suas contribuições em diversas áreas da Física teórica, especialmente na Mecânica Quântica e na Física de baixas temperaturas.
Recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1962 por sua teoria sobre a superfluidez do hélio líquido.
* * *
O ocorrido nos remete a duas grandes reflexões. A primeira é o respeito que devemos a quem está ao nosso lado.
Sua aparência, sua maneira de vestir podem não falar da sua grandeza. Nunca sabemos se essa criatura é ou se tornará muito importante para o mundo.
Aprendamos, portanto, a olhar mais a essência e menos a superficialidade que nossos olhos veem.
A segunda e mais excepcional é a humildade, que nos deve vestir todas as ações, jamais nos acreditando os portadores da verdade, aqueles que tudo sabem e que, de maneira alguma, podem ser analisados, questionados ou corrigidos.
Humildade é palavra de ordem para quem se propõe a crescer, até alcançar as estrelas.
Ela se identifica pela meiguice. Oferece plenitude quando tudo conspira contra a paz.
Com ela, o homem adquire grandeza interior e se eleva, levando consigo a Humanidade inteira.
Na humildade, descobrimos que a verdadeira grandeza não está em dominar, mas em servir. Não em aparecer, mas em ser.
Quem se esvazia de si, enche-se do divino. Assim, a humildade nos aproxima de Deus, e nos torna mais plenos e serenos, em paz com nosso lugar no Universo.
Redação do Momento Espírita com base em texto do livro The ABC’s of Science, de Giuseppe Mussardo, ed. Springer Nature, e no cap. 28, do livro Convites da vida, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. Em 17.10.2025
INTEGRIDADE MORAL
“O indivíduo íntegro não se utiliza de expedientes arbitrários, astuciosos, a fim de conseguir alcançar as metas que ambiciona.
O uso dos recursos desonestos gera problemas mais complexos do que aqueles que se propõe solucionar.
A pessoa que desdenha a integridade moral sofre instabilidade emocional, insegurança, receios contínuos, sob a expectativa de ver-se desmascarada. Interiormente experimenta contínua insatisfação, que decorre das ambições desmedidas e que espera atingir de forma irregular.
Jesus preferiu a morte infamante ao conluio com as forças dominantes do Seu tempo, que esmagavam o povo, responsáveis pela miséria em sua multiface.
Desejando estar bem contigo, portanto, com a vida, tudo quanto procures fazer, realiza-o nobremente. O que não conseguires de forma regular, não te preocupes, pois que não te fará falta.
Cada um recebe de acordo com o merecimento da necessidade da evolução.
Assim, desenvolve os valores morais, objetivando a Imortalidade, na qual te encontras mergulhado, e Deus estará contigo nessa grandiosa tarefa.”
Joanna de Ângelis Livro: Desperte e seja Feliz Médium: Divaldo Pereira Franco
A grandeza da compaixão
Algumas das mais lindas histórias da Humanidade podem ser encontradas na literatura da velha Índia. A que você vai conhecer agora está no poema épico Mahabharata.
Uma grande batalha estava prestes a ocorrer: os Kurus e seus primos Pandavas se enfrentariam, dentro de poucas horas.
Mas, instantes antes do início da batalha, os olhos do príncipe Krishna pousaram sobre uma avezinha que estremecia diante dos ruídos da guerra. Era uma ventoinha.
O passarinho havia feito seu ninho em meio à grama alta. Logo, os elefantes e cavalos da guerra esmagariam os ovinhos que abrigavam os filhotes.
Os olhos claros de Krishna se encheram de compaixão. Desceu da carruagem e aproximou-se.
Viu a avezinha que se recusava a abandonar o ninho indefeso. Ouviu seus pios desesperados. Observou como ela se debatia, aflita, adivinhando o perigo iminente. Comoveu-se.
Mãezinha – disse Krishna – que bela é a devoção que tens à tua família! Que elevada forma de amor há em teu coração.
Buscou então um pesado sino de bronze e, cuidadosamente, cobriu a mãe e o ninho.
Conta a história que a batalha foi terrível, mas, quando terminou, a família de passarinhos estava a salvo.
Os milênios se passaram e aquele campo de batalha ainda existe na Índia. E nele se pode ouvir os pios das ventoinhas que ali fazem seus ninhos.
São a lembrança viva do gentil Krishna e de sua compaixão por todos os seres vivos.
Que lição temos nesta história singela! E como podemos estendê-la às nossas vidas.
Compaixão é enxergar o sofrimento do outro, mesmo quando estamos em meio aos nossos próprios problemas.
Compaixão é uma doce palavra, que torna o coração sensível e está muito além de somente comover-se com o sofrimento material de alguém.
É claro que fome, pobreza e doença sensibilizam a alma, mas a compaixão também pode ser traduzida pelo sentimento de compreensão perante as pessoas difíceis, pelo perdão a quem nos ofende e maltrata.
Diga-se, a mais difícil forma de compaixão é tolerar aqueles que são desagradáveis ou causam prejuízos.
Portanto, a mais séria pergunta é: Como amar os que nos humilham sem nos tornarmos covardes?
A resposta foi dada por Jesus: Seja o teu dizer sim, sim; não, não. Isto é: sinceridade, transparência sempre. Mas tudo isso dulcificado pela compaixão.
Não se trata de achar que o outro é um coitado ou um medíocre. Quem pensa assim está desprezando a outra pessoa.
O estado de compaixão compreende o próximo verdadeiramente. Não se põe em posição superior a ele. Não o humilha.
A verdadeira compaixão é generosa. Ela entende o momento e as razões da outra pessoa.
Um exemplo de gesto de compaixão está em Jesus: no alto da cruz, fustigado por fome e sede, traído pelos amigos, torturado pelos homens, Ele ergueu os olhos para o céu.
E pediu simplesmente ao Pai Celeste: Perdoa-os, Pai, pois não sabem o que fazem.
Não lhes enumerou os erros, mas suplicou para eles o perdão divino.
Certamente cada um dos que feriram Jesus carregou, durante anos a fio, o peso do remorso. A lei divina não deixou de agir neles.
Mas, enquanto seus algozes permaneciam na Terra, açoitados pela própria consciência, o Cristo seguia adiante, em paz consigo mesmo.
* * *
Hoje – pelo menos hoje – pense na grandeza desse gesto e imite Jesus.
Redação do Momento Espírita. Em 30.1.2017
AUTOANÁLISE
Periodicamente, faze uma autoanálise espiritual, numa tentativa de avaliação das tuas tarefas. Levanta algumas questões que te inquietam e examina quais as que receberam um salutar tratamento desde que te iluminaste com o conhecimento espírita.
Anota, mentalmente, aquelas que permanecem afligindo-te, bem como as outras nas quais malograste, programando futuras atitudes.
Tem a coragem de ser fiel aos compromissos abraçados, não justificando quedas ou fracassos nesses desafios com os quais a vida te propõe a evolução. Da mesma forma, reconhece-te frágil, susceptível, portanto, de erros que se dão para facilitar-te as técnicas de acerto e autoburilamento. És aprendiz na escola do progresso. Cada luta surge como oportunidade de conquista.
Leciona virtude para os outros. Censuras as debilidades morais do teu próximo e podes enumerá-las, o que demonstra possuíres a visão certa das coisas. Cabe-te, desse modo, conduzir-te corretamente.
O mundo está povoado por diversas pessoas que se movimentam na ignorância da verdade; por outras tantas que perderam o rumo; por incontáveis que se bastam com o essencial para as funções de manutenção e de reprodução, carentes, todas elas, de ajuda e amparo, mesmo que a grande maioria não se dê conta disso.
Podes e deves sair da concha onde te demoras, para esse trabalho de solidariedade que mudará a face da Terra, mediante a transformação moral de cada homem.
Não te contentes com o terreno já conquistado, nem te lamentes em face dos trechos perdidos. O teu momento de êxito começa agora, e, portanto, a tua ação deve ser iniciada de imediato.
Autoanalisa-te, sim, com honesto interesse de descobrir os teus erros para corrigi-los e os teus acertos para que se façam patamares para futuras conquistas.
O cristão decidido não se satisfaz com meias aquisições, definindo-se pelo que deve ou não deve realizar, executando o que diz respeito e pode fazer.
Disse Jesus que “ o Reino dos Céus está dentro de nós”, propelindo-nos a conquista-lo com esforço e decisão, mediante uma honesta autoanálise do comportamento e da ação perante a fé abraçada.
JOANNA DE ÂNGELIS LIVRO: Momentos de Renovação MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
Evita as contendas, sempre inúteis.
Entre contendores a razão é sempre de quem não se envolve em discussões infrutíferas.
Nessas lutas verbais e alterações violentas, surgem males de difícil reparação. As palavras que a ira põe na boca do altercador, raramente expressam o que ele pensa. Traduzem-lhe o estado de desarmonia e a necessidade de esmagar o antagonista.
Esclarece com calma e argumenta serenamente. Se o outro não leva em consideração os teus conceitos, silencia e entrega-o ao tempo que a todos nos ensina sem pressa.❞
Joanna de Ângelis/Divaldo Franco
CONVITE À PAZ
A paz vos deixo, a minha paz vos dou. (João, 14:27)
Estrugem conflitos quais fogos que apresentam os pavios acesos e, espalhados, espoucam, gerando tumulto e alucinação.
Revoltas injustificáveis geram animosidades improcedentes, que se espalham mefíticas, intoxicando quantos se encontram no raio de ação.
Expectativas funestas, que resultam do pessimismo contumaz, nutrido por mensageiros do equívoco, enredando incautos em corrente contínua de desesperados.
Exaltação por nada flui de todos os lados, passando a energia de alta tensão que descarrega cólera e ira em elevada voltagem, que fulmina a curto como a longo prazo.
Ansiedades pela aquisição de valores sem valor real produzem contínua perturbação, que afeta o sistema emocional, dando curso a insidiosas enfermidades de consequências funestas.
E outras poderosas constrições produzidas pela invigilância de cada um, afligindo de fora para dentro como de dentro para fora, sem ensejar momentos de paz, de asserenamento, de renovação…
…E conflitos do homem em si mesmo, conflitos do lar, conflitos do trabalho, conflitos da comunidade, redundando em guerras de extermínio entre os povos como decorrência das lutas irreprimidas e descontroladas em cada criatura e de cada criatura em relação ao próximo.
E é tão fácil a conquista da paz!
Basta que não ambiciones em demasia, que corrijas os ângulos da observação da vida, que ames e perdoes, que te entregue às Mãos de Deus, que cuida das “aves do céu” e dos “lírios do campo”, e que, por fim, cumpras fielmente com os teus deveres.
Ninguém está em regime de exceção como pessoa alguma se encontra em abandono, em situação nenhuma, na Terra ou fora dela.
Realiza o teu oásis interior e não te escravizes às coisas insignificantes; antes, luta com as armas da paciência e da confiança, a fim de conquistares este tesouro incomparável que é a paz.
JOANNA DE ÂNGELIS LIVRO: Convites da Vida MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
Mensagem do dia
Fale o bem, pense o bem e faça o bem, assim todas as más tendências perderão suas raízes.
Bezerra de Menezes
Intercâmbio Mediúnico
Recuando na história da fenomenologia mediúnica, deparamo-nos com o xamanismo, envolto na ritualística que propiciava aos intermediários as comunicações espirituais.
Muitas vezes, na intimidade das cavernas ou nos santuários dos templos, mediante cerimoniais complexos e exorcismos, alguns perversos, realizavam-se as atividades que tipificavam o estágio de evolução da Humanidade.
Com Jesus encontramos o meio natural do intercâmbio espiritual com as Entidades infelizes ou com os Numes Tutelares, dependendo da comunhão afetuosa.
… E, com Allan Kardec, descobrimos a metodologia saudável de exercermos o ministério de Jesus mediante a concentração, a meditação e a prece intercessória.
Graças ao processo evolutivo do amor, tem sido possível mantermos o intercâmbio entre os Espíritos e os seres humanos em clima de paz, de maneira objetiva e psicoterapêutica, socorrendo os infelizes e aprendendo com os sábios, de forma que a existência na Terra se torne iluminada.
Prossigamos, portanto, em nosso mister evolutivo, ajudando e recebendo ajuda dos céus.
João Cléofas/ Divaldo Pereira Franco do livro Triunfo da Imortalidade
A grande mestra
A vida não é vivida por todos da mesma forma. Cada um tem sua maneira particular de viver, de sentir. Até de receber e administrar as dificuldades que lhe chegam.
É interessante observarmos pessoas que sofrem intensas dores, que passam os dias imersos em graves problemas e, no entanto, mantêm o sorriso nos lábios e a disposição de viver.
Quem as observe à distância, desconhecendo-lhe os dramas que enfrentam, acreditam que são criaturas totalmente felizes, sem dificuldade alguma que as alcance.
Parecem plantas a florescer em pleno inverno. Algo semelhante ao ipê, essa árvore teimosa.
Enquanto as outras escolhem florescer no clima ameno da primavera e nos dias quentes e chuvosos do verão, ela engalana as quadras finais do inverno.
Indiferente às baixas temperaturas, apresenta as suas flores amarelas, brancas, roxas em abundância.
E quando chega a ventania gélida, ela lhe entrega os ramos, e deixa-se despir das flores lindas, bordando o chão.
Esperançosa, aguarda a primavera.
Bom seria se fôssemos como o ipê, oferecendo nossas floradas de sentimentos ao mundo, mesmo nas quadras invernais das nossas existências.
Ou que imitássemos aquelas outras flores que atingem o esplendor justamente no tempo gelado, como a gérbera, parente das margaridas.
Ou a tulipa que exige, para seu desenvolvimento, o clima frio. Ou a camélia que exibe todo seu esplendor em plena invernia.
Quadras invernais todos as temos. Aquelas em que o ar gelado da solidão nos castiga, os problemas se somam como flocos de neve caindo, de forma incessante, sobre nossas cabeças.
Ou então a chuva fina, gélida das dificuldades se faz insistente.
Bom seria florir enquanto outros se mostram entorpecidos, adormecidos pelas horas invernosas. Florir em meio à estação fria dos sentimentos alheios.
Florir em meio à indiferença de tantos.
Florir quando os corações já se despiram de esperanças e os cenhos carregados dizem das preocupações que lhes tomam as horas.
Ofertar flores coloridas quando os céus se apresentam cinzentos, as nuvens carregadas, anunciando chuvas intensas, logo mais.
Oxalá pudéssemos ser como a natureza que se renova, esplendorosa, depois da tempestade que a violentou, e lhe despedaçou os ramos, despetalou as flores.
Pudéssemos nos reerguer como o bambu que se dobra à fúria da ventania e, passada a tormenta, se ergue, viçoso, novamente.
Temos tanto a aprender com a natureza que todos os dias nos leciona fortaleza, bom ânimo.
Que não se abala com a destruição porque reconhece seu próprio poder de refazimento.
Que após a chuva torrencial, oferece o ar límpido, leve e aguarda a chegada do carro do sol, triunfante, despejando ouro.
Que, caprichosa, pincela as nuvens de cores enquanto esculpe formas delicadas que enchem de imaginação a cabecinha das crianças: carneiros, leões, uma águia…
Sim, a natureza é mestra exemplar. Se a observássemos mais, descobriríamos muitas formas de nós mesmos sermos mais felizes, imitando-a.
Não nos permitiríamos o desespero ante os abalos sísmicos da alma, nem a depressão ante os percalços que a vida nos apresenta.
Natureza. Obra das mãos Divinas que nos oferece beleza, harmonia, lições de bem viver.
Aprendamos com ela, nossa mãe natureza.
Redação do Momento Espírita. Em 16.5.2018
BENEFÍCIOS DA ORAÇÃO
“Quem sobe a montanha aspira ar puro e descortina mais amplas paisagens.
Aquele que movimenta perfumes, aromatiza-se e beneficia-se com as agradáveis essências.
Quando alguém ora, enternece-se na blandícia da comunhão com Deus, experimentando renovação íntima e paz.
A oração dulcifica o ser, ilumina-o, acalma-o, renova-o, dá-lhe vida.
Orar é como arar; é produzir valiosos recursos de sustentação do equilíbrio.
Transferindo-se esse tesouro para outrem realizá-lo, perde-se a energia que se irradia do Pai na direção do suplicante.
Embora a onda mental daquele que ora alcance quem necessita, e a intercessão propicie socorro, o ato pessoal de orar é poderoso veículo de elevação espiritual.
Habitua-te à oração para pedir, para louvar e para agradecer a Deus, sempre.
No clima de harmonia que desfrutes orando, intercede pelo teu próximo, mas concita-o a fazê-lo também, a fim de que ele se impregne de luz.”
Joanna de Ângelis Livro: Desperte e seja Feliz Médium: Divaldo Pereira Franco
Oração de Resignação
Deus todo Poder e Pai de Bondade, Jesus Mestre Amado, Espíritos Mensageiros abnegados, amparadores do alto, vinde reconfortar nossas almas cansadas e aflitas, para que a paz se restabeça nossos corações em desassossego, estamos todos sedentos da água viva que verte para a vida eterna.
Bons Espíritos, em quantas fases já negligenciamos as intuições recebidas, vindas do alto a nosso favor, sempre perdidos em nós mesmos, deixando de atender o chamado de servir na causa dos necessitados de toda ordem, que cruzavam o nosso caminho tumultuado em desalinho…
Neste instante, em que colocamos nossa alma exposta, abrindo nosso coração a Ti Senhor, queremos agradecer por tudo que nos tens ofertado e pedimos-te amparo para nossas fragilidades momentâneas.
Quantas vezes, rejeitamos escolher o caminho mais rápido de evoluir, preferindo as facilidades da vida, sofrendo as consequências nefastas da dor e do sofrimento, da aposterior queda infeliz.
Todo o bom proceder, indiscutivelmente, resulta da soma de novos valores que vai se acumulando durante nossa trajetória de crescimento e vida.
Lutar e vencer sem perder o foco no bem é tarefa essencial, que muitas vezes, se faz despretensiosa de interesses particulares e comprometedores.
Jesus ajuda-nos, pedimos a Tua proteção para manter a consciência reta e a proceder com parcimônia diante das lutas do dia a dia.
Pai amado, sabemos que ainda não temos o entendimento suficiente, para compreender teus desígnios Santos, mas olha por todos nós, e põe a Tua Mão magnânima em nossas feridas, sejam elas do corpo físico ou psíquicos, equilibra nossas mentes, cubra-nos sob Tua Luz a saúde do nosso perispiritual e espiritual.
Divino Amigo Jesus, segue conosco com tua presença e proteção, ensinando-nos a amar e a respeitar todos irmãos em humanidade, a buscar teus ensinamentos evangélicos na luz da fé raciocinada.
Que Assim Seja.
Vera Jacubowski -Em 26/04/2026
CRÍTICAS HABITUAIS
Aceite as críticas e avalie com cuidado.
Nem sempre todas as críticas servem para te derrubar, muitas vezes, elas são alertas para que haja mudanças em seu caminho…
Porém, tome muito cuidado com aqueles que se atravessam em seu caminho para te criticar de maneira frequente, muitas vezes, elas estão procurando até te derrotar, querem o teu mal, por se sentirem infelizes, pelo fato da sua luz brilhar, perdoas então, e fales do seu sentimento de amor.
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