a ascensão do espírito imortal na transição planetária

ASCENSÃO DO ESPÍRITO IMORTAL – VERDADE LUZ

ASCENSÃO DO ESPIRITO IMORTAL

Está se processando a grande transição planetária na terra e no mundo intermediário espiritual.
Espíritos estão sendo convidados a fazer a transformação moral significativa em sua essência interior.
Ainda que a atual situação seja, encarnado ou desencarnado, a oportunidade ímpar de limpar as nuvens densas das almas enfermiças, recebem uma nova visão de mundo, e acentuadas esperanças positivas para se redimirem.
O Cristo Planetário busca suas ovelhas preferidas, e inclusive, àquelas que ainda, estão perdidas em si mesmas, para se refazerem com toda importância e valores, entretanto, que esta fase da separação do joio e do trigo aconteça efetivamente, necessariamente, sempre será com a colaboração e auxilio dos trabalhos junto aos amparadores do Divino amor universal, como prometido pelo Mestre Jesus.
Há muitas dores e aflições, naqueles que insistem em dormirem, conscientemente endurecidos, das verdades espirituais, sintonizados em zonas de baixa vibrações, entretanto, há oportunidades infinitas de superação, para aqueles que não negligênciam o amparo, estarão os benfeitores auxiliando-os no despertar pelo sono restaurador.
Segue a trilha à frente, erguendo a luz das próprias energias restauradoras do bem, para que as densidades escuras vigentes, não obscureçam teus olhos, e não bloqueie teus ouvidos das realidades significativas, voltados aos valores do espírito imortal.
Deus não renega e nem negligência nenhum dos seus filhos, Ele nos dá a opção do livre-arbítrio, e espera a cada um, de acordo com a nossa vontade e entrega, para a transformação que é necessária, para nos libertar das amaras escravagistas, algemas do mal.
Que a paz, coragem, indulgência, amor, tolerância e respeito sejam constantes elaboradas em nosso ser, somos filhos da Luz. No imo, o âmago de nossa alma carregamos a centelha divina sob o comando do Espírito Crístico. A nós compete realizar o melhor, o tempo urge.
O espírito imortal que adquirir a sabedoria diante das tribulações da vida, das intempéries avassaladoras, que surgem no dia a dia, em meio ao caos da noite escura, estará preparado para adentrar o novo mundo regenerado, que surge pleno e próspero de amor e bondade.
Ver-se acima das questões de aparências transitórias é acreditar que a imortalidade da alma tem sentido próprio do espírito herdeiro do eterno Deus, perfeição absoluta.
Vera Jacubowski – Em 18/04/2026

A fundamental compreensão

O filósofo contemporâneo Edgar Morin afirma que a compreensão é fundamental para vivermos no século XXI.
Como as interdependências se multiplicam, como a comunicação se intensifica, o problema da compreensão se tornou crucial, segundo ele.
E, ao tratar do tema, Morin propõe uma ética da compreensão.
Essa ética parte do princípio que devemos compreender desinteressadamente, sem esperar reciprocidade.
Exige muito mais do que só compreender aquele mais próximo. O grande desafio será compreender o que consideramos diferente, o distante.
Assim nos perguntamos, como compreender o inimigo, aquele que nos deseja o mal e quer nos prejudicar?
Como compreender o assassino, o déspota, o mau?
Esse exercício de compreensão é muito mais desafiador.
É o desafio de se analisar, de se argumentar, ao invés de anatematizar, excomungar, diz Edgar Morin.
Compreender o próximo é exercitar a aproximação, a empatia, muitas vezes, a solidariedade.
Compreender não significa aceitar, concordar, ser conivente.
É o exercício de mergulhar no universo do outro, entender seus valores, suas motivações, para identificar a causa de suas ações.
No dizer de Morin, a compreensão não desculpa nem acusa. Pede apenas que se evite a condenação definitiva, irremediável, como se nós mesmos nunca tivéssemos conhecido a fraqueza, nem houvéssemos cometido erros.
Compreender é humanizar o próximo, entendendo que tantas vezes também teremos necessidade de sermos compreendidos.
Assim, antes de julgar, avaliar, analisar, buscar compreender.
* * *
Afrontado pela turba prestes a apedrejar a mulher adúltera, Jesus usou da compreensão.
E conclamou aquelas pessoas a imitá-lO, mostrando que todos nós estamos sujeitos a erros e tropeços.
Foi por esse motivo, compreendendo suas próprias fragilidades, que um a um, os homens foram deixando a praça pública, deitando as pedras ao solo, como descrevem os Evangelhos.
Mulher, onde estão os teus acusadores? Ninguém te condenou? Perguntou-lhe o Mestre. Eu também não te condeno.
Era o exercício da compreensão, não da conivência.
Por isso, conclui o diálogo aconselhando-a: Vai e não tornes a pecar.
Deixa claro que o erro existia, porém ensinando que a compreensão é a grande lição a ser aprendida.
Assim, antes de julgarmos outra pessoa, busquemos a compreensão.
Talvez sua grosseria seja apenas a dificuldade em lidar com os problemas profundos que traz em seu cotidiano.
Ainda, a agressividade de outrem pode ter-se originado em raízes profundas de desestruturação familiar e social.
Afinal, logo mais seremos nós os necessitados da compreensão alheia, frente aos prováveis deslizes que surgirão.
Como bem analisa Edgar Morin, se soubermos compreender antes de condenar, estaremos no caminho da humanização das relações humanas.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. VI,
do livro Os sete saberes necessários à educação do futuro,
de Edgar Morin, Cortez Editora. Em 7.10.2015.

Ao Companheiro Espírita

Afirma Allan Kardec “que se reconhece o verdadeiro espírita por sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar as tendências inferiores”.
Quem se transfigura por dentro, no entanto, pensa por si e quem raciocina por si desata as amarras dos preconceitos e escala renovações, no rumo do conhecimento superior pelas vias do espírito.
É por isso que o raciocínio claro te arrancou ao ninho da sombra.
Não mais para nós o claustro nebuloso da fé petrificada em que se nos desenvolvia o entendimento, em multimilenária gestação.
Cessou para nós a nutrição mental por endosmose, no bojo dos pensamentos convencionais.
Todavia, porque te transferes incessantemente de nível, quase sempre, despertas no mais doloroso tipo de solidão — a solidão dos que trabalham no mundo, a benefício do mundo; mas desajustados no mundo, sem que o mundo os reconheça.
Falas — e, frequentemente, as tuas palavras voam sem eco.
Ages — e as tuas ações nobres sofrem, não raro, o menosprezo dos mais queridos.
Emancipas a própria alma — escravizando-te a deveres maiores.
Auxilias — desprezado.
Compreendes — desdenhado.
Trabalhas — padecente.
Edificas — por entre lágrimas.
Consola — e vergastam-te os sentimentos.
Cultivas o bem — e arrasam-te o campo.
Urge perceber, porém, que quantos consomem as próprias energias, na exaltação do bem, se fazem clarão, e aos que se fazem clarão as sombras não mais oferecem lugar em meio delas.
Segue, assim, trilha adiante, erguendo a luz para que as trevas não amortalhem, indefinidamente, os valores do espírito.
Se temes a extensão das dificuldades, reflete na semente, a morrer em refúgio anônimo para que a vida se garanta; mas, se o exemplo de um ser pequenino te não satisfaz, medita no ensinamento do maior e mais glorioso Espírito que já pisou caminhos terrestres.
Ele também transitou, na estância dos homens, sem pouso certo.
Para nascer, socorreu-se da hospitalidade dos animais; enquanto esteve diretamente no mundo, não reteve uma pedra em que resguardar a cabeça; transmitiu a sua mensagem libertadora em recintos de empréstimo e, em vista das sombras não lhe suportarem as eternas fulgurações, já que não poderiam devolvê-lo ao Céu e nem lhe desejavam a presença, junto delas, no chão, deram-se pressa em suspendê-lo na cruz, para que se extinguisse, entre um e outro.
Ele, no entanto, não se agastou, de leve, e qual ocorre à semente que regressa da retorta escura a que foi relegada, convertendo abandono em pão redivivo, Jesus também, ao terceiro dia, contado sobre o desprezo extremo, voltou, em plenitude de amor, e ao transformar sacrifício em luz renascente, retomou a construção da concórdia e da fraternidade, na Terra, afirmando aos companheiros fracos e espantados:
— “A paz seja convosco.”
Livro: Opinião Espírita, dos espíritos Emmanuel e André Luiz/Parceria Mediúnica de Chico Xavier e Waldo Vieira – Capítulo 16.

PENSAMENTOS

A ação do pensamento sobre a saúde é incontestável.
Vejamos alguns exemplos:
A ansiedade estimula a secreção de adrenalina, que sobrecarrega o sistema nervoso e o descontrola.
O pessimismo perturba o aparelho digestivo e produz distúrbios gerais.
O medo, a revolta são agentes de úlceras gástricas e duodenais de curso largo.
Da mesma forma, a tranquilidade, o otimismo, a coragem são estimulantes que trabalham pela harmonia emocional e orgânica, produzindo salutares efeitos na vida.
O homem se torna o que pensa, portanto, o que quer.
Os pensamentos emitidos atraem ou sintonizam outros semelhantes, nas mesmas faixas de ondas mentais por onde transitam as aspirações e os estados psíquicos de toda a Humanidade.
Adicionadas a estes, temos as mentes dos desencarnados que se intercomunicam com os homens, vibrando nos climas que lhes são afins.

Acostuma-te a pensar de forma edificante.
Assume uma postura vitoriosa.
Atrai pensamentos salutares.
O cérebro é antena que emite vibrações e as capta incessantemente.
Irradia ideias do bem, do progresso, da paz, e captarás, por sintonia, equivalentes estímulos para o teu bem.
Quem pensa em derrota já perdeu uma parte da luta por empreender.
Quem cultiva o insucesso dificilmente enfrentará os desafios para a vitória.

A cada momento, adicionas experiências novas às tuas conquistas.
A todo o instante, pensa corretamente e somarás força psíquica para o êxito da tua reencarnação.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Episódios Diários
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

EM FAVOR DOS ENFERMOS

Na grande área dos serviços fraternais de socorro ao próximo, demandando a ação da caridade, a cura das mazelas orgânicas, emocionais e mentais é de vital importância.
Certamente, mais delicado é o desafio da saúde moral, graças ao qual os fenômenos fisiopsíquicos assumem alta significação, apresentando-se como respostas inevitáveis.
O ideal, portanto, é trabalhar-se os valores íntimos do homem, de cuja harmonia deriva o bem-estar. Entretanto, na impossibilidade de conseguir-se a realização plena, no campo das causas, o empenho por minimizar-se os efeitos perniciosos assume significação relevante, por propiciar requisitos que facultam a instalação das fontes saudáveis na organização perispiritual.
Para que se logrem resultados favoráveis na terapia curativa, é indispensável que o agente possua condições mínimas que sejam, a saber: harmonia interior, que decorre de uma conduta sadia; sentimentos de amor, que propiciem vibrações positivas; espírito de abnegação; saúde física e mental, de modo que a bioenergia, que se deseje doar, carreie forças restauradores e atue nos centros vitais, gerando células sãs, portadoras de equipamentos harmônicos.
Ocorre, às vezes, que alguns instrumentos das curas contradizem esses itens mínimos, porém, eles próprios são pacientes, nos quais as enfermidades ainda não se manifestaram, apesar de já instaladas.
Toda e qualquer pessoa forrada de bons propósitos pode e deve auxiliar o seu próximo, quando enfermo.
Não é exigível que aplique está ou aquela técnica, sempre dispensável. Mas é essencial que se haja educado para o mister e procure, sinceramente, ajudar.
A irradiação da mente concentrada no bem, em favor de alguém, opera admiráveis resultados.
Unida à aplicação dessa energia, com as mãos distendidas, sem ruído ou ritual, a magnetização da água completa a operação socorrista, ao ser ingerida pelo paciente.
A sociedade, como um todo, necessita do equilíbrio e da saúde, no entanto, é no homem, como célula valiosa, que se deve iniciar o labor terapêutico.
É claro que muitos atletas, portadores de saúde física, são, por outro lado, expressões de conduta infeliz, perniciosa.
Os apologistas das raças superiores preocupam-se com os físicos ideais e portadores de linhas que expressem a procedência genética, despreocupados com os seus valores éticos e morais.
A saúde real é resultado da homeostase, vigente no homem, na qual o físico e o emocional se harmonizam perfeitamente.
Jesus curava e concedeu aos discípulos a faculdade de recuperar os enfermos.
Mantinha, no entanto, uma regra severa para a preservação da saúde, que era a recomendação em favor da conduta moral de modo que não lhes acontecesse nada pior.
A mente é fonte geradora de energias que esparze conforme as inclinações do espírito, sendo fator de infortúnio, como de felicidade, para si mesmo e para os demais.
Assim, orando, exercita os teus recursos latentes, canalizando-os em favor dos enfermos e recomendando-lhes mudanças de comportamento mental e moral para melhor, assim contribuindo para que a sociedade humana seja mais feliz.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Felicidade
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

Chico e o Dinheiro do Livro

Contou-nos um empresário uberabense, não-espírita, que, certa vez, em conversa reservada com Chico Xavier a respeito dos direitos autorais de suas obras, argumentou com ele que as editoras que publicam os seus livros estavam faturando alto e, até onde sabia, o ganho não estava, como apregoado por elas, sendo aplicado em atividades assistenciais. Olhando-o significativamente, Chico respondeu ao amigo simpatizante da Doutrina:
“Não tem importância, meu filho… Enquanto eles ganham dinheiro, nós. divulgamos a Doutrina…”
A observação de Chico Xavier, sem dúvida, se envolve de uma advertência a quantos atuam no campo da difusão doutrinária, mas, especificamente, aos que se encontram ligados ao livro espírita, seja escrevendo-o ou comercializando-o, médiuns, autores encarnados, editoras, distribuidoras, livrarias, clubes, feiras…
O exemplo que Chico nos dá é o do mais completo desinteresse: ele nunca reivindicou um centavo sequer das obras que psicografou! Assim comentou conosco noutra oportunidade: – “A minha tarefa termina quando passo um livro às mãos dos editores… O resto é com eles; não é responsabilidade minha. Não vou responder pelo que fizerem…
O livro vem, eu o recebo, entrego com documento em cartório. Quando preciso presentear um amigo, eu compro!…”
Infelizmente, de certa forma, o livro espírita vem se transformando em meio de vida para muita gente. E o problema maior é que livros sem qualquer qualidade doutrinária têm sido lançados, muitos deles transformando-se em autênticos best-sellers, sufocando as obras de indiscutível valor que, cada vez mais, vão se distanciando dos novos adeptos da Doutrina… Inclusive, atualmente, estamos às voltas com uma determinada companheira que, tentada pelo dinheiro, não hesitou em praticamente renunciar à mediunidade, embora dela continue prevalecendo-se. A referida irmã teceu críticas a Chico Xavier, dizendo que ele estava vivendo na miséria por sua própria vontade; que ele, tendo escrito tantos livros, não precisava estar assim, exposto à caridade pública… Curioso que, depois de tão infeliz depoimento, os livros dela deixaram de figurar no ranking dos mais vendidos, conforme se pode constatar em um dos cadernos da “Folha de São Paulo”, onde sempre figuravam entre os dez mais.
Em nossa opinião, as editoras precisam analisar o conteúdo de uma obra espírita, antes de bancar-lhe a impressão, valendo-se de um marketing, digamos, agressivo para divulgá-la. “Nosso Lar”, de André Luiz, levou 50 anos para vender um milhão de exemplares, enquanto que livros lançados ontem livros que nada deixam com o leitor, após serem lidos – já o estejam quase alcançando!
O assunto é vasto e não pretendemos polemizar. De nossa parte, queremos apenas registrar o posicionamento de Chico Xavier, que, lamentavelmente, não vem sendo imitado em seus exemplos de renúncia em prol da Terceira Revelação. No entanto, cumprindo com o dever, de consciência tranquila ele segue, deixando que cada qual trilhe o seu próprio caminho, na certeza de que todos haveremos de prestar contas dos nossos atos.
Estamos, sem dúvida, atravessando uma época difícil, época em que também na seara augusta da literatura espírita, o joio vem crescendo ao lado do trigo, certamente, segundo o ensinamento da parábola, semeado enquanto os cultivadores da terra, invigilantes, adormeceram…
Livro: Chico Xavier, o Apóstolo da Fé – 75 Anos de Mediunidade, de Carlos A. Baccelli. LEEPP

Fundadores de reinos

Existiu na Mesopotâmia, um reino. Localizado em rota estratégica, era um importante e próspero lugar, centro de comércio e comunicações.
Chamava-se Mari e era diferente de todos os demais reinos da Antiguidade.
Seu rei não usava espada. Ao contrário, ele estendia a mão em sinal de bênção e paz.
Um estranho mundo, com certeza, onde predominava o amor e a bondade, em meio aos ferozes domínios que o cercavam.
Mais impressionante do que esse reino, que foi destruído em 1742 a.C., um outro foi fundado, mais justo e mais fascinante.
Seu fundador foi um jovem carpinteiro. Ele o proclamou num sábado, numa cidade quase insignificante, chamada Nazaré.
Naquele dia, judeus ansiosos pela salvação de Israel ocupavam a sinagoga. O Carpinteiro passou entre eles e se sentou.
Sua túnica brilhava, causando assombro entre os presentes. Como podia brilhar tanto?
Quando lhe permitiram falar, levantou-se, tomou nas mãos o rolo da Torá e o abriu, nos escritos de Isaías.
Com voz serena, leu:
O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para anunciar a boa nova aos pobres.
Enviou-me para proclamar a libertação dos cativos e a restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos e apregoar o ano aceitável ao senhor.
Concluindo a leitura, fechou o livro, e tornou a se sentar. Ele estendeu o olhar por todos os presentes, e afirmou:
Hoje se cumprem estas palavras do profeta.
De início, houve um grande silêncio. Depois, se manifestaram alguns gestos de impaciência.
Os protestos se fizeram mais fortes, abafando a voz calma, que falava de um reino de amor e de justiça.
A multidão avançou para Ele, O agarrou e arrastou para fora. Levaram-no para o alto de um monte, desejando precipitá-lo dali para baixo, entre rochas pontiagudas e muitas pedras.
Ele, no entanto, desembaraçou-se, tranquilamente, daqueles punhos de ferro e desceu a encosta, rumo à cidade.
E foi para outras bandas pregar o Seu reino.
* * *
Um reino. Quem pode fundar um reino?
Em verdade, qualquer um de nós pode fundar um reino porque cada homem tem o poder de criar o que quiser.
O reino terá as características que desejarmos. Pode ser um reino de guerra ou de paz, de amor ou de ódio, como o fizermos.
Por isso, ainda hoje, na Terra, se multiplicam os reinos da mentira, da violência, da maldade, da subjugação do outro.
Podemos fundar o reino da descrença, um reino árido, estreito e seco. Um reino sem luz, que não consegue estabelecer fronteiras muito além de si mesmo.
Ou o reino da injustiça, da ganância, um reino de intrigas e abusos de toda ordem.
No entanto, podemos aderir ao reino proclamado há dois mil anos e fundar, onde nos encontrarmos, o nosso reino.
Um reino de paciência, que suporta as tolices dos demais e apenas esclarece, desejando fazer luz.
Um reino de amor, que ampara o próximo, que admira a natureza e a protege, que zela pelo bem-estar do outro.
Um reino de concórdia, de entendimento, o reino de Deus.
O local, todos o temos, enorme, inigualável, o nosso coração.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 1,
do livro O reino, de J. Herculano Pires, ed. Edicel,
com transcrição do Evangelho de Lucas, cap. 4,
vers. 18 e 19.   Em 24.11.2022.

Transfiguração

Seis dias depois, tendo chamado de parte a Pedro, Tiago e João, Jesus os levou consigo a um alto monte afastado, e se transfigurou diante deles. Enquanto orava, seu rosto pareceu inteiramente outro; suas vestes se tornaram brilhantemente luminosas e brancas qual a neve, como nenhum lavandeiro na Terra que possa fazer tão alva. E eles viram aparecer Elias e Moisés, a entreter palestra com Jesus.
Então, disse Pedro a Jesus: Mestre, estamos bem aqui; façamos três tendas: uma para ti, outra para Moisés, outra para Elias. É que ele não sabia o que dizia, tão espantado estava.
Ao mesmo tempo, apareceu uma nuvem que os cobriu; e, dessa nuvem, uma voz partiu, fazendo ouvir estas palavras: Este é meu Filho bem-amado; escutai-o.
Logo, olhando para todos os lados, a ninguém mais viram, senão a Jesus, que ficara a sós com eles.
Quando desciam do monte, ordenou-lhes ele que a ninguém falassem do que tinham visto, até que o Filho do Homem ressuscitasse dentre os mortos. E eles conservaram em segredo o fato, inquirindo uns dos outros o que teria ele querido dizer com estas palavras: Até que o Filho da Homem tenha ressuscitado dentre os mortos. (São Marcos, capítulo IX, vv. 2 a 9.)
— É ainda nas propriedades do fluido perispirítico que se encontra a explicação deste fenômeno. A transfiguração, explicada no capítulo XIV, n.º 39, é um fato muito comum que, em virtude da irradiação fluídica, pode modificar a aparência de um indivíduo; mas, a pureza do perispírito de Jesus permitiu que seu Espírito lhe desse excepcional fulgor. Quanto à aparição de Moisés e Elias cabe inteiramente no rol de todos os fenômenos do mesmo gênero. (Cap. XIV, n.º 35 e seguintes.)
De todas faculdades que Jesus revelou, nenhuma se pode apontar estranha às condições da humanidade e que se não encontre comumente nos homens, porque estão todas na ordem da Natureza; pela superioridade, porém, da sua essência moral e de suas qualidades fluídicas, aquelas faculdades atingiam nele proporções muito acima das que são vulgares.Posto de lado o seu envoltório carnal, ele nos patenteava o estado dos puros Espíritos.
E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para Elias. (Mt 17.3,4).
A comprovação da imortalidade do Espírito, sobrevivente à morte do corpo físico, está evidente nessa citação do Evangelho.
Estudo completo :Caminho † Escritura do Espiritismo Cristão | Estudos Espíritas
EADE — Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita — Religião à luz do Espiritismo
TOMO II — ENSINOS E PARÁBOLAS DE JESUS — PARTE II
Módulo VI — Aprendendo com fatos extraordinários

AVE MARIA

Ave Maria! Senhora
Do amor que ampara e redime,
Ai do mundo se não fora
A vossa missão sublime!
Cheia de graça e bondade,
É por vós que conhecemos
A eterna revelação
Da vida em seus dons supremos.
O Senhor sempre é convosco,
Mensageira da ternura,
Providência dos que choram
Nas sombras da desventura.
Bendita sois vós, Rainha!
Estrela da Humanidade,
Rosa mística da fé,
Lírio puro da humildade!
Entre as mulheres sois vós
A Mãe das mães desvalidas,
Nossa porta de esperança,
E Anjo de nossas vidas!
Bendito o fruto imortal
Da vossa missão de luz,
Desde a paz da Manjedoura,
Às dores, além da Cruz.
Assim seja para sempre,
Oh! Divina Soberana,
Refúgio dos que padecem
Nas dores da luta humana.
Ave Maria! Senhora
Do amor que ampara e redime,
ai do mundo se não fora,
A vossa missão sublime!
Ave Maria psicografada por Chico Xavier pelo espírito Amaral Ornelas.

Função educativa

Em geral, vivendo sempre ansiosos, entre sucessos e fracassos, esperamos tudo alcançar pela graça divina. Quando isso não acontece, reclamamos de abandono celestial.
Com o velho hábito de colocar a culpa pelos nossos fracassos nos outros, demoramos a compreender que a vida exige ação correta, e que somente nos esforçando alcançaremos os resultados desejados.
Quantas vezes imaginamos que a proteção divina apenas se faz para os outros, lhes proporcionando sucesso, êxito nas empreitadas.
Esquecemos de que a Terra é um educandário, uma escola onde não apenas aprendemos, mas também corrigimos e aperfeiçoamos nossas qualidades.
Na maioria das vezes, imaginamos Deus ao nosso lado somente quando estamos festejando, sorrindo e gozando felicidade.
Não entendemos, ainda, que as aparentes negativas divinas aos nossos pedidos são, na verdade, em nosso próprio benefício, proporcionando a experiência de que necessitamos.
Desafios que, quase sempre, se apresentam através de dificuldades, sofrimentos, lágrimas e dor. Lições que as leis de Deus nos oferecem para nos reeducarmos, corrigirmos o que nos impede as verdadeiras conquistas.
Normalmente o que pedimos não é o de que mais necessitamos, nem o melhor para nossa felicidade.
Pedimos riqueza e Ele nos proporciona uma vida difícil a exigir muito trabalho.
Pedimos amor e Ele nos envia familiares com dependências a nos pedir atenção e cuidados.
Queremos descanso e observamos longo caminho à espera de nosso esforço.
E não compreendemos que todas as nossas dificuldades aparentemente intransponíveis, trazem a função educativa para nossas almas.
Desejamos o êxito, sem analisarmos as responsabilidades que ele traz consigo.
Sequer imaginamos que para ter saúde integral, além de cuidar do nosso físico, é essencial mantermos nossa mente sadia.
Buscamos o poder, esquecidos de que sendo uma dádiva divina, deve ser corretamente exercido, pelas graves responsabilidades que acarreta.
Quanto mais bens materiais reunimos, maiores e mais severos os testes que a vida nos oferece, pela oportunidade de aprendermos desapego a benefício do próximo.
Os momentos de glória como os de alegrias são, igualmente, desafios para que mantenhamos os pés no chão.
Não devemos nos esquecer de que a Terra é feliz educandário, no qual as lições iluminativas não se apresentam somente em clima de festa, entre sorrisos e sonhos de felicidade próxima.
Sendo assim, quando parece que falta a presença divina em nossas vidas é porque Deus, através das Suas leis, está nos permitindo o crescimento moral.
Dessa forma, os considerados insucessos e aflições devem merecer enfoques mais profundos do que aqueles usualmente identificados sob a ótica dos interesses imediatos.
* * *
Jesus, o Mestre Divino, trilhou por caminhos difíceis, para alcançar em plenitude o Seu ministério, exemplificando a função educativa da vida, sempre amparado pelo Pai.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 28, do livro
Luz viva, pelos Espíritos Joanna de Ângelis e Marco Prisco,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. Em 8.12.2018

ANTÍDOTOS EFICAZES


Resguarda-te das construções mentais perniciosas.
Aquilo que vitalizas na mente transforma-se em algema retentiva ou asa de libertação.
Conforme penses, viverás.
O pensamento envia mensagens que alcançam o destino para o qual se dirigem.
Em razão disso, recebes respostas equivalentes.
A sintonia decorre da afinidade de propósitos.
A onda mental que emites, movimenta-se em campo de vibrações equivalentes, aumentando de intensidade ou diminuindo-a conforme a faixa na qual se expande.
Nesse sentido, outras mentes buscam-te, sediadas no corpo ou fora dele.
Às vezes, de acordo com os propósitos de que se reveste, a ideia a ti dirigida, cria um clima psíquico em tua volta que termina por envolver-te, produzindo perturbação e desordem.
Se buscas os ideais de elevação, captarás respostas superiores da Vida.
Se, todavia, te reténs nos anseios tormentosos do sentimento, padeces a injunção de comensais infelizes, que te exploram e desequilibram.

Todas as criaturas, em razão dos compromissos pretéritos, atraímos ou repelimos os Espíritos que nos rodeiam.
Mediante as inevitáveis afinidades de gosto, aspiração e identidade emocional, estabelecemos vínculos que, perniciosos, se convertem em lamentáveis e demorados processos de obsessão, reclamando tratamento cuidadoso e de largo curso.
Não somente quando buscados pela conduta mental ou emocional, os seres espirituais se aproximam dos homens. Igualmente, com o objetivo de ajudar, quando são bons e nobres, como também de os perturbar, se infelizes ou malévolos.
Embora ninguém se encontre sem o concurso dos Mentores Espirituais, os inimigos do bem e do progresso insistem na faina de inquietar e prejudicar, com o que se comprazem, ou se desforçam de antigas pugnas em que sofreram, simplesmente por inveja, por malquerença, por despeito…

Envolve-te nas ondas mentais do otimismo e do amor que cruzam os espaços, como também, emite pensamentos saudáveis, aclimatando-te às ideias edificantes e positivas.
Se te sentires acoimado por induções mentais depressivas, de exaltação, de mágoa ou de rancor, levado a suspeitas injustificáveis ou não, a desejos exorbitantes de qualquer natureza, tem cuidado!
Sobrepõe-lhes a reação do bem e da confiança, esforçando-te por retirá-los da mente. Todavia, se não o lograres, busca o recurso da prece, entregando-te ao benefício que dela decorre e alongando-te na ação da caridade e do amor, que são os antídotos mais eficazes contra perturbação de qualquer natureza, especialmente a de origem obsessiva.
JOANNA DE ÂNGELIS
DO LIVRO: Momentos de Alegria
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

O VALOR DE UMA VIDA

No plano espiritual, o valor de uma vida não é medido pelo que foi acumulado nas mãos, mas pelo que foi repartido pelo coração.
A riqueza material tem sua utilidade na Terra, mas não define a grandeza de um espírito. Casas, títulos, posses e prestígio ficam no mundo. O que realmente acompanha a alma é o bem que ela fez, o alívio que ofereceu, a dor que soube perceber e as lágrimas que ajudou a enxugar.
No Espiritismo, aprendemos que a verdadeira evolução não está em possuir mais, mas em amar melhor. A pergunta essencial não é quanto alguém conquistou para si, e sim quanto daquela passagem pela Terra se transformou em consolo, caridade e misericórdia para os outros.
Há pessoas que ajuntam muito e partem vazias.

E há outras que, mesmo com pouco, deixam um rastro de luz impossível de ser esquecido.
Porque, diante das leis divinas, o que pesa não é a abundância dos bens, mas a qualidade do amor colocado em cada gesto.
Enxugar lágrimas é mais do que consolar.
É interromper o sofrimento com presença.
É se tornar resposta de Deus na hora da dor de alguém.
É oferecer escuta, amparo, alimento, paciência, oração, acolhimento e humanidade quando o outro já não consegue suportar sozinho.
Essa é a moeda do céu.
Essa é a linguagem que o mundo espiritual reconhece.
Essa é a riqueza que não apodrece, não se perde e não fica para trás.
No fim, a alma será sempre perguntada menos sobre o que guardou e mais sobre o que distribuiu.

Menos sobre o que possuiu e mais sobre o quanto serviu.
Porque quem passa pela vida secando lágrimas nunca parte pobre.

Parte maior por dentro.
Parte mais próximo de Deus.

Parte com tesouros que a eternidade não apaga.
Desc. Autoria

JESUS E A BARCA


Narra Mateus: – “ E ajuntou-se muita gente ao pé dele, de sorte que, entrando num barco, se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia. ” (Mateus, 13:2), passando a ensinar.
A lição sugere várias reflexões, em convites oportunos para o equilíbrio do homem.
A multidão, em todos os tempos, sempre se tem apresentado esfaimada de pão, de amor, de bens diversos.
Na sua necessidade, perturba e perturba-se, tornando-se não raro, agressiva e destruidora.
Jesus compreendia a massa humana e sabia como conduzi-la.
Atendeu-a sempre conforme as circunstâncias e de acordo com as suas aflições.
Deu-lhe as palavras de Vida, concedeu-lhe pão e peixe, propiciou-lhe refazimento orgânico e equilíbrio emocional, restituindo a saúde sob diversos matizes.
Ao seu lado, todavia, sucediam-se as multidões ávidas, exigentes.
Com frequência, após atende-las, Ele se refugiava na solidão com Deus, orando e silenciando…
Na referida passagem evangélica, afirma-se que Ele entrou na barca, perto-longe da multidão e, após convívio elucidativo pela palavra luminosa, ele passou para outro lugar…
Considera estes símbolos: a barca – o destino; a multidão – as tuas necessidades; o mar – a tua atual jornada.
O teu encontro com Jesus não é casual, porém, um compromisso adredemente estabelecido.
Ele tem conhecimento da tua rota e é o comandante da barca, que sabe conduzir com proficiência e sabedoria.
Acalma as tuas necessidades e submete-as à Sua orientação, a fim de que sigas em paz.

Há convites perturbadores em toda parte, conclamando-te ao desequilíbrio, e te apresentas quase ilhado no tumulto das paixões asselvajadas.
Se já consegues percebê-lO, escuta-O nos refolhos da alma, deixando que Suas mãos te conduzam a barca.
Não recalcitres, nem reclames.
Intenta aproximar-se dEle pela doçura e resignação, vencendo o espaço que medeia entre ambos.
Impregna-te da vibração que Ele irradia e plenifica-te, de modo a dispensares outros alimentos que te pareçam imprescindíveis.
Quem veja Jesus não O esquecerá. Todavia, quem se deixe tocar por Ele, nunca mais viverá bem sem a Sua presença.

Uma mulher equivocada, sentiu-O; um jovem rico viu-O e seus destinos se assinalaram de forma diversa.
Todos os demais que Lhe sentiram a alma dúlcida, jamais foram os mesmos, tornando-se Suas cartas de luz e vida para a Humanidade.
Assim, entra com Ele na barca e não O deixes seguir a sós.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Felicidade
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
NÃO DESANIME, PERSISTA…
— Não desanime.
Persista um pouco mais.
Não se deixe levar pelo pessimismo.
Foque no bem que você pode fazer.
Esqueça os medos destrutivos.

Continue, mesmo quando você atravessar a sombra dos seus próprios erros.
Continue, mesmo em lágrimas.
Trabalhe sem parar.
Constrói sempre.
Não deixe que a desilusão te paralise.
Não se deixe intimidar pelas dificuldades.
Convença-se de que a vitória espiritual é construída dia após dia.
Não perca a paciência.
Não acredite no sucesso sem esforço.
Silêncio diante dos insultos.
Elimine o mal dos seus pensamentos.
Perdoe as ofensas.

Lembre-se que os agressores estão doentes.
Não permita que irmãos desequilibrados destruam o seu trabalho nem apaguem a sua esperança.
Não despreze o dever que a sua consciência lhe impõe.
Se você se perdeu em algum ponto do caminho, reajuste sua visão e busque o caminho certo.
Não se concentre nos seus sucessos nem nos seus fracassos.
Estude para aprender.

Não se volte contra ninguém.
Não dramatize as provas nem os problemas.

Mantenha o hábito da oração para que a luz ilumine sua vida interior.
Refúgia-te em Deus e persevere na obra que Ele te confiou.
Ame sempre, fazendo o melhor que puder pelos outros.

Aja ajudando.
Sirva sem ligação.
E assim vencerás.
Astronautas do Além® — Autores diversos.
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER. Emmanuel.

CASOS DE EURÍPEDES BARSANULFO

Na cidade de Sacramento, vivia o Coronel João Ribeiro de Melo, um homem muito respeitado e amigo de Eurípedes Barsanulfo.
Ele confiava tanto no médium, que já havia pedido sua ajuda em outros momentos importantes da família — inclusive no parto de uma de suas filhas.
Um dia, porém, sua filha Dulce entrou em trabalho de parto antes do tempo.
O bebê estava em posição difícil, e os sinais indicavam que tanto ela quanto a criança corriam perigo.
O coronel, aflito, pediu aos empregados que começassem a rezar e enviou um capataz e o filho a cavalo para buscar Eurípedes, que estava na cidade.
Enquanto isso, em Sacramento, Eurípedes recebeu os dois homens com calma e serenidade.
Nas mãos, ele trazia um pequeno frasco com um remédio e disse:
“Podem voltar. Eu já assisti o nascimento da Dulce.
Levem o remédio — mãe e filha estão bem.”
Os homens se entreolharam, confusos.
Como ele poderia saber disso, se nem havia saído dali?
Mesmo assim, obedeceram e voltaram à fazenda.
Ao chegarem, foram surpreendidos:
Dulce havia acabado de dar à luz, e todas as pessoas da casa afirmavam que Eurípedes estivera lá, realizando o parto com tranquilidade e fé.
Mais tarde, compreenderam o que havia acontecido:
ao ouvir o chamado da prece, o espírito de Eurípedes Barsanulfo se desprendeu do corpo físico e se materializou espiritualmente na Fazenda Caxambu, onde realizou o parto, amparado pelo espírito do Dr. Bezerra de Menezes.
Depois, retornou em paz ao seu corpo, que permanecera em Sacramento.
Esse acontecimento extraordinário foi testemunhado pelo neto do coronel João Ribeiro de Melo e mais tarde registrado no filme de Oceano Vieira de Melo.

HISTÓRIAS DA VIDA REAL

Você acredita que o amor verdadeiro pode transcender até mesmo a morte?
Meu avô viveu algo que mudou completamente sua visão sobre a vida… e o além! Esta história vai tocar seu coração de uma forma que você jamais esquecerá!
Rio de Janeiro, início dos anos 40. Meu avô Joaquim era solteiro, trabalhador viajante e, nas horas livres, frequentador assíduo de um cabaré tradicional da Lapa. Entre as moças do local, uma em especial conquistou seu coração: Carmem.
Segundo ele sempre contava com um sorriso nostálgico, Carmem era especial. Sempre bem cuidada, com vestidos impecáveis, perfumada com essência de rosas e um sorriso acolhedor que iluminava o ambiente. Joaquim viajava muito a trabalho, mas toda vez que retornava à cidade, sua primeira parada era o cabaré, para revê-la.
Numa terça-feira ensolarada de março, voltando de viagem, ele caminhava pela tranquila Rua do Catete, bem em frente ao Cemitério São João Batista, quando a avistou caminhando devagar.
Era Carmem… mas algo nela estava diferente.
A roupa, normalmente tão bem cuidada, estava amarrotada e suja. Os cabelos soltos, sem o penteado caprichoso de sempre. E aquele perfume inconfundível de rosas? Não havia rastro. Apenas um silêncio estranho ao redor dela.
“Carmem!” ele chamou, animado por vê-la.
Ela se virou lentamente. O olhar parecia distante, como se estivesse mergulhada em pensamentos profundos. Não falou nada, apenas o fitou com uma expressão serena, quase melancólica.
“Acabei de chegar da viagem,” ele disse, sem entender aquele comportamento. “Vou passar em casa para me arrumar e te encontro no cabaré hoje à noite, combinado?”
Quando ele estendeu a mão para tocar o braço dela, Carmem deu um passo para trás, suave mas firme. Apenas acenou com a cabeça, confirmando o encontro, e seguiu caminhando em direção ao portão do cemitério.
Joaquim ficou ali, intrigado com aquele jeito tão diferente. Mas seguiu para casa pensativo.
Mais tarde, quando chegou ao cabaré já anoitecendo, o dono do estabelecimento veio ao seu encontro com o semblante pesado e disse algo que gelou seu coração:
“Joaquim… você não ficou sabendo? A Carmem nos deixou há mais de 20 dias. Foi sepultada no São João Batista.”
Ele sentiu as pernas fraquejarem. “Mas isso é impossível! Eu acabei de encontrá-la na rua, em frente ao cemitério!”
As outras moças do cabaré se aproximaram e, com ternura, confirmaram a notícia. Carmem havia partido de febre súbita. Foi velada ali mesmo e sepultada no cemitério onde Joaquim a vira horas antes.
Do ponto de vista espiritual, o que meu avô viveu naquele dia não foi assustador… foi uma bênção disfarçada!
Carmem veio se despedir. Sua alma ainda não havia partido completamente, talvez porque precisava ver Joaquim uma última vez. Quantas vezes os espíritos que amamos permanecem próximos por dias após a partida, esperando o momento certo de se despedir de quem ficou?
Joaquim passou dias acamado, não de medo, mas de comoção profunda. Procurou benzadeiras que o ajudaram a entender: Carmem estava em paz, apenas cumpriu uma missão do coração antes de seguir para a luz.
Aquele encontro transformou meu avô para sempre. Ele compreendeu que a vida é passageira e que devemos honrá-la com dignidade. Largou a boemia, encontrou minha avó meses depois e construiu uma família alicerçada no amor verdadeiro.
Nos últimos anos de vida, já velhinho, ele me contou essa história com os olhos marejados: “Ela veio me mostrar que o amor não morre, apenas muda de forma. E me deu a chance de recomeçar.”
Quantas despedidas silenciosas acontecem ao nosso redor sem que percebamos? Quantos entes queridos permanecem próximos, velando por nós, esperando apenas que estejamos prontos para seguir em frente?
Eu sou Clara Mendes, e essa história me ensinou que a morte não é o fim… é apenas uma passagem!

DOENÇAS

Qualquer equipamento de uso, sofre os efeitos do tempo, o desgaste dos serviços, os desajustamentos, caminhando para a superação, o abandono…
O que hoje é de relevante importância, amanhã encontra-se ultrapassado e, assim, sucessivamente.

O corpo humano, da mesma forma, não pode permanecer indene às injunções naturais da sua aplicação e das finalidades a que se destina.

Elaborado pelos atos pretéritos, é resistente ou frágil, conforme o material com que foi constituído em razão dos valores pertinentes a cada ser.

Muito justo, portanto, que enferme, se estropie, se desgaste e morra.
Transitório, em razão da própria junção, é, todavia, abençoado instrumento do progresso para o Espírito na sua marcha ascensional.
*
Chamado à reflexão, por esta ou aquela enfermidade, mantém-te sereno.

Vitimado por uma ou outra mutilação, aprofunda o exame dos teus valores íntimos e busca retirar da experiência as vantagens indispensáveis.

Surpreendido pelos distúrbios da roupagem física ou da tecelagem no sistema eletrônico do psiquismo, tenta controlá-los e, mesmo lutando pela recuperação, mantém-te confiante.
*
Não te deixes sucumbir sob as injunções das doenças.
Através da mente sã reconquistarás o equilíbrio da situação.

E se fores atingido na área da razão, desde hoje entrega-te a Deus e confia n’Ele.
A doença faz parte do processo normal da vida como parcela integrante do fenômeno da saúde.
Joanna de Ângelis
Livro: Episódios Diários
Médium: Divaldo Pereira Franco

MEDO DE ADOECER

Nós passamos a vida inteira com medo de doenças, de envelhecer e de perder nossa vitalidade. Mas e se eu te disser que as marcas do seu corpo podem virar ouro no mundo espiritual? Esta história vai transformar para sempre sua visão sobre o sofrimento…
Salvador, anos 50. O jovem Roberto tinha apenas 17 anos quando desenvolveu sua mediunidade. Naquela época, o terror que rondava as famílias brasileiras tinha um nome temido: hanseníase, a antiga lepra.
Bastava alguém mencionar a palavra para que as pessoas batessem três vezes no rosto rezando “Ave Maria, cheia de graça!” com os olhos arregalados de pavor. A doença era sinônimo de degradação total do corpo, isolamento e morte lenta.
Numa noite de trabalho espiritual, Roberto sentiu uma presença se aproximando. Era um espírito pedindo ajuda. Quando permitiu a comunicação, quase desmaiou com o que viu clarividentemente.
O espírito era de um homem chamado Francisco Silva. Seu corpo astral ainda carregava as marcas terríveis da hanseníase que o consumiu em vida: dedos deformados, rosto desfigurado, e no pescoço… uma ferida aberta, profunda, que parecia nunca ter cicatrizado.
“Meu filho”, disse Francisco com voz embargada, “passei 23 anos isolado num leprosário. Minha família me abandonou. Morri sozinho, com o corpo destruído. E agora, mesmo desencarnado, ainda carrego essas marcas. Por quê?”
Roberto, ainda jovem e impressionado, não sabia o que responder. Pediu ajuda aos mentores espirituais presentes.
Então apareceu uma luz suave. Um espírito superior se aproximou – uma entidade de grande evolução que irradiava paz. Colocou as mãos sobre Francisco com ternura infinita.
“Meu irmão”, disse o mentor com voz acolhedora, “você acha que seu sofrimento foi em vão? Cada dor que suportou com resignação, cada dia que acordou sem revoltar-se contra Deus, cada momento em que escolheu não se amargar… tudo isso lapidou sua alma como diamante bruto vira joia preciosa.”
E então aconteceu algo que Roberto jamais esqueceria.
O mentor passou a mão delicadamente sobre a terrível ferida no pescoço de Francisco. E diante dos olhos de todos os presentes, aquela marca horrível começou a BRILHAR! A ferida foi se transformando numa filigrana dourada, delicada, trabalhada como renda de ouro sobre a pele espiritual!
“Vê, meu filho?” continuou o mentor emocionado. “No plano espiritual, cada cicatriz de provação aceita com amor vira ornamento de luz! Seu corpo terreno apodreceu, mas sua alma… sua alma está coberta de ouro!”
Francisco chorou copiosamente. Pela primeira vez desde que adoecera décadas atrás, compreendeu que seu sofrimento tinha propósito divino.
Do ponto de vista espiritual, essa história nos ensina algo libertador: o corpo físico é temporário, mas as virtudes conquistadas através da dor são eternas!
Aquela artrite que dói todas as manhãs? Oportunidade de desenvolver paciência. As rugas que o espelho mostra? Registro de experiências que enriqueceram a alma. As limitações do corpo envelhecido? Convite para focar no que realmente importa: o crescimento interior!
Roberto, agora já idoso, conta essa história com lágrimas nos olhos: “Quando sinto dores no corpo ou me desespero com a velhice, lembro da filigrana de ouro de Francisco. E compreendo que estou sendo lapidado também.”
Quantos de nós nos revoltamos contra as doenças, contra o envelhecimento, contra as marcas do tempo? E se essas marcas forem exatamente o que embeleza nossa alma no plano espiritual?
Francisco, que morreu desfigurado e abandonado, descobriu no mundo espiritual que era um dos seres mais belos – justamente por ter suportado com dignidade o que poucos conseguiriam.
A lição mais reconfortante: não é o corpo jovem e saudável que nos torna belos espiritualmente. É como enfrentamos as limitações, dores e desafios que definem nossa verdadeira beleza!
Você que lê isto enfrentando dores, limitações ou simplesmente o peso dos anos: saiba que cada dificuldade aceita com amor está tecendo sua própria filigrana de ouro espiritual!
E quando partir deste mundo, descobrirá que aquilo que considerava suas piores marcas… eram na verdade suas mais belas joias!
Esta é a história de Francisco Silva, e meu convite para você enxergar suas cicatrizes com novos olhos.
Desc. Autoria
 

Décimas para o amor

1 Amar não é expandir-se
Em termos de exaltação,
Sete cores nas palavras,
Coroando a louvação!
Não é a ardente promessa
Que quase sempre professa
Do sentimento o valor!
Não é nos lábios a jura
Que com certeza assegura
A eternidade do Amor!

2 Não é o vínculo frágil
Da intempestiva paixão,
Que a maneira como surge
Se desfaz no coração!
Como o sopro da tormenta
Que deixa marca violenta,
Para depressa partir!
Que tem o sentido breve,
Dura o tempo do interesse,
Pois antes que aparecesse
Já começa a ruir!
3 Não! Não! O Amor verdadeiro
A mais alto nos conduz,
Por estradas de renúncias
Alcatifadas de luz!
É árvore generosa
Na gleba do coração!
Na bênção da Caridade,
Só dá frutos da Bondade,
Só dá flores do Perdão!
Rogaciano Leite/Psicografia Chico Xavier

Emanações e Qualidade das vibrações no Grupo Mediúnico

Cada qual emitia raios luminosos, muito diferentes entre si, na intensidade e na cor, esses raios confundiam-se na distância aproximada de 60 cm dos corpos físicos e estabeleciam uma corrente de força, bastante diversa das energias da nossa esfera. Essa corrente não se limitava ao círculo movimentado. Em certo ponto, despejava elementos vitais, à maneira de fonte miraculosa, com origem nos corações e nos cérebros humanos que ali se reuniam.[1]
 
A transcrição em epígrafe mostra a avaliação do ambiente espiritual de um grupo de médiuns, preparando-se para o exercício da psicografia e registra as possibilidades dos servidores terrenos no serviço de intercâmbio. A ponderação do instrutor comenta as características dessas equipes de trabalho, compondo material útil na nossa condução e preparo para as tarefas dessa natureza.
Extraímos as seguintes considerações desse excerto:
1. Cada trabalhador emite emanações diferentes, percebidas por André Luiz como cores com mais ou menos intensidade;
2. Essas emanações de vários matizes unem-se para a formação de uma corrente de energia diferente das energias emitidas pelos Espíritos desencarnados;
3. As emanações dos encarnados têm origem no “coração e no cérebro humanos ali reunidos”.
A informação trazida pelo benfeitor dá conta de que somos artífices no trabalho de intercâmbio com as esferas espirituais e contribuímos significativamente para que as atividades se realizem com o melhor resultado. No entanto, o grande trabalho a ser feito se dá em nossas individualidades, credenciando-nos a ofertar à Espiritualidade os recursos salutares para iluminar as sendas que de nós se aproximam.
O Codificador afiança: “a reunião é um ser coletivo” e essa coletividade torna-se um foco benfazejo de eflúvios utilizados como medicação para os necessitados, após a transposição do pórtico do túmulo, sem a compreensão adequada de suas realidades.
André Luiz, sob a orientação do Instrutor Alexandre, permite-nos ainda compreender, em parte, a complexidade de um evento mediúnico e a nossa responsabilidade, quer na educação dos sentimentos, quer na aquisição de saberes, com o objetivo de viabilizar a melhor contribuição para minorar o sofrimento dos nossos semelhantes.
Allan Kardec, em A Gênese, assinala que:
Assim se explicam os efeitos que se produzem nos lugares de reunião. Uma assembleia é um foco de irradiação de pensamentos diversos. É como uma orquestra, um coro de pensamentos, onde cada um emite uma nota. Resulta daí uma multiplicidade de correntes e de eflúvios fluídicos cuja impressão cada um recebe pelo sentido espiritual, como num coro musical cada um recebe a impressão dos sons pelo sentido da audição. Mas, do mesmo modo que há radiações sonoras, harmoniosas ou dissonantes, também há pensamentos harmônicos ou discordantes. Se o conjunto é harmonioso, agradável é a impressão; penosa, se aquele é discordante. [2]
 
Quem se candidate a compor uma equipe mediúnica, seja como médium, dialogador ou dirigente deve atentar para a prioridade existencial – o aprimoramento intelecto-moral. Embora esse seja o objetivo da encarnação de todos os seres, em se tratando dos seareiros da atividade mediúnica é fator indispensável para o êxito no exercício da mediunidade com Jesus.
Esses dias graves são férteis em oportunidades para o exercício da paciência, humildade, honestidade, respeito às diferenças, gentileza, perdão das ofensas dentre outras qualidades morais. Sirvamo-nos, pois, dos ensinamentos legados por Jesus ao identificar o potencial subjacente em cada um de nós quando afiançou “Vós sois deuses”. Deixemos luzir a divindade que carregamos conosco, refletindo nas reuniões mediúnicas das quais participamos o nosso esforço diuturno de iluminação.
Seleção de Textos: José Francisco da Mota Lopes
Comentários. Maria Elisabeth Barbieri

Referências:
[1] XAVIER, Francisco Cândido. Espírito André Luiz. Missionários da Luz ed. 45. Pg. 11
[2] [2] KARDEC Allan. Tradução de Guillon Ribeiro. A gênese. FEB Publisher. D. do Kindle. Cap. XIV, item 19
OS ESPÍRITOS CONTARAM

JOANNA DE ÂNGELIS

Um Espírito Amigo: Desta forma, são assinadas duas mensagens em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo IX, item 7
(A paciência) e capitulo XVIII, item 15 (Dar-se-á àquele que tem).
Convidada pelos espíritos superiores a integrar a equipe do Espírito de Verdade, que traria à Terra a Terceira Revelação, em verdade, iniciou sua trajetória cristã nos tempos primeiros da Boa Nova.
Chamava-se então Joana , esposa de Cusa, intendente de Ântipas. Ouvindo Jesus, encanta-se pela mensagem. especialmente por ser uma mulher que sofria, conforme nos relata pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, o espírito Humberto de Campos, pela indiferença do marido.
Vestindo-se de forma simples, para não ser percebida, embora não deixasse de o ser, Joana de Cusa em meio ao povo, nas pregações do lago, ouvia atentamente o meigo Rabi. Absorve-lhe os ensinos e os segue.
Após a morte do esposo, necessita prover a sua e à subsistência do filho. Torna-se serva em casa de família abastada que mais tarde se transferiria para Roma, levando ambos.
Foi ali em uma tarde de agosto do ano 68 d.C. que Joana de Cusa foi martirizada com seu filho e mais de quinhentos cristãos, que tiveram seus corpos queimados de tal forma que as chamas iluminaram a cidade.
Quando , no século XII, o Sol de Assis brilhou entre os homens, Joana retornou à terra tomando vestes femininas outra vez e servindo em uma das ordens fundadas por Clara de Assis.
No século XVII ela reaparece no cenário do mundo, para mais uma vida dedicada ao Bem. Renasce em 1651, em uma cidadezinha a 81 km da cidade do México, San Miguel Nepantla e recebe o nome de Juana de Asbaje y Ramirez de Santillana.
Aos três anos, aprende a ler. Aos cinco, faz versos. Aos treze anos, está na corte mexicana, tão pomposa e brilhante quanto a corte européia e ali mostraria seus dotes literários, escrevendo poemas de amor, ensaios e peças teatrais, que até hoje são citados e representadas em programas de rádio e TV.
Como sua sede de saber fosse mais forte que a ilusão de brilhar na Corte, ingressou no Convento das Carmelitas Descalças e, mais tarde, transferiu-se para a Ordem de São Jerônimo da Conceição, tomando o nome de Sóror Juana Inés de la Cruz.
Ficou conhecida como a Monja da Biblioteca, intercambiando conhecimentos e experiências com intelectuais europeus e do Novo Mundo. Estudava, escrevia poemas, ensaios, dramas, peças religiosas, cantos de Natal e música sacra. Criou fama como pintora miniaturista, fez-se competente em teologia moral, dogma, medicina, astronomia e direito canônico.
Aprendeu o latim e o português.
Morreu em 1695, aos 44 anos de idade, durante uma epidemia de peste na região, após socorrer durante dias inteiros as suas irmãs religiosas enfermas.
Sessenta e seis anos após, ela renasceu na cidade do Salvador (BA), como Joana Angélica.
Ingressando no Convento da Lapa, como franciscana, atestando o seu “amor de ternura infinita por aquele que é o irmão da natureza” (2), tomou o nome de Sóror Joana Angélica de Jesus.
Foi a conselheira que, na calada da noite, deixava sua cela e se dispunha a ouvir e aliviar as dores dos corações sofridos de muitas daquelas mulheres, simplesmente trancadas no convento, por decisão familiar e que traziam a tormenta na alma desejosa de viver de outra forma.
Em 1815 tornou-se Abadessa do Convento e, no dia 20 de fevereiro de 1822, morreu “defendendo corajosamente o Convento, a casa do Cristo, assim como a honra das jovens que ali moravam(…)”(2) , sendo “(…) assassinada por soldados que lutavam contra a Independência do Brasil.”(2) Tinha 61 anos de idade.
No dia 5 de dezembro de 1945, esse espírito amigo iniciou a orientar, inspirar e manifestar-se mediunicamente através de Divaldo Pereira Franco. Em 1949, iniciaria seu trabalho de ensaio psicográfico junto ao médium.
Várias das suas mensagens figuraram nas páginas da revista “O Reformador” da Federação Espírita Brasileira, em 1956, todas assinadas por “Um espírito amigo”. Nesse mesmo ano, ela se revelaria como Joanna, e passaria a se assinar Joanna de Ângelis, brindando-nos com sua primeira obra psicografada em 1964, Messe de Amor. Depois dessa, sua produção tem sido incessante.
Por sua iniciativa, criou-se na Bahia, uma cópia imperfeita da Comunidade onde ela estagia no Plano Espiritual, dando origem à Mansão do Caminho, iniciada em 1947.
É esse espírito amigo que nos exorta na última mensagem da sua obra “Após a tempestade”: “(…) E unidos uns aos outros, entre os encarnados e com os desencarnados, sigamos.
Jesus espera: avancemos.”
*
Fonte bibliográfica:
1. Boa Nova, Humberto de Campos/ Francisco Cândido Xavier.
2. A veneranda Joanna de Ângelis, Celeste Santos e Divaldo P. Franco

INTERCÂMBIO ENTRE DUAS ESFERAS

Nas assembleias cristãs primitivas, o intercâmbio entre as duas esferas
da Vida constituía-se como alimento divino de sustentação daqueles que se devotavam ao Bem.
Momentosas comunicações espirituais estimulavam–nos ao sacrifício e à abnegação.
Propostas renovadoras eram vertidas do Alto, com entusiasmo para os corações que se encontravam cambaleantes, para as forças que se desgovernavam, para os sentimentos em angústias e dúvidas.
Expressões luminíferas eram entoadas aos ouvidos dos devotados servidores quando estavam desfalecentes ou, por qualquer circunstância, temerosos.
Não apenas, porém, falavam os Missionários da Vida Maior, mas, também, os sofredores do Além, que vinham pedir o pão da esperança, a água lustral do reconforto e a diretriz de paz.
Não poucas vezes, no silêncio das meditações, Espíritos enfermos
suplicavam ajuda e misericórdia.
Almas desesperadas, que se mutilaram na Terra como aves que tiveram as asas partidas, rogavam socorro.
Espíritos em fúria, debatendo-se no ódio, inspirando as dissoluções das Igrejas primeiras, chegavam atordoadas para receberem o lenitivo da transformação, de que necessitavam…
O Espiritismo hoje repete as mesmas atividades de outrora, sob o comando de Jesus, conforme a necessidade dos dias atuais.
A dor que açoita a sociedade,empurrando-a para a desencarnação dolorosa, faz com que voltem esses náufragos para suplicar ajuda nas
assembleias eminentemente cristãs.
Oferecer-lhes a barca de segurança para atravessarem o Genezaré tumultuado do despertar no Além é o
trabalho de vós outros, pescadores de Jesus.
Distender-lhes amparo, oferecer-lhes segurança para os primeiros passos sobre as ondas até alcançarem a embarcação, sejam feitos de motu próprio, e estaremos juntos nas duas esferas, repetindo os intercâmbios majestosos inaugurados por Jesus no dia da Ressurreição, continuado no Pentecostes e prosseguido na mediunidade dignificada pelo Espiritismo cristão…
João Cléofas/Divaldo Pereira Franco do livro Triunfo da Imortalidade
REALIZAÇÃO INTERIOR
Enquanto o homem não se convencer de que lhe é necessário conquistar as paisagens íntimas, suas realizações externas deixa-lo-ão em desencanto, sob frustrações que se sucederão, tantas vezes quantas sejam as glórias alcançadas no mundo de fora.
À semelhança de uma semente, na qual dormem incontáveis recursos, que surgem a partir da geminação, cabe ao ser humano desatar os valores que lhe dormem inatos, facultando-se as condições de desenvolvimento, graças às quais logrará sua plenitude.
Muitas vezes, as dificuldades que o desafiam são fatores propiciatórios para o desabrochar dos elementos adormecidos, e para sua destinação gloriosa seja alcançada.
O homem de bem, que reúne os valores expressivos da honra e da ação edificante, faz-se caracterizar pelo esforço, pelo empenho que desenvolve, realizando o programa essencial da vida que é sua iluminação íntima.
Somente essa identificação com o si profundo facultar-lhe-á a tranquilidade, meta próxima a ser conseguida. Partindo dela, novas etapas surgirão, convidativas, ensejando o crescimento moral e intelectual proporcionador da felicidade real.
Todas as conquistas externas – moedas, projeção social, objetos raros, moradia, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos – não obstante úteis para a comodidade, a automação e sintonia com o mundo, bem como com a sociedade, não podem acompanhar o ser, quando lhe ocorre a fatalidade biológica da morte.
Cada qual desencarna com os recursos morais e intelectivos que amealhou, liberando-se ou não dos grilhões emocionais que o prendem às quinquilharias a que atribui valor.
Na luta pela aquisição das coisas, as batalhas se tornam renhidas, graças à competição, às angustiantes expectativas das disputas, nas quais o crime assume papel preponderante, com resultados quase sempre funestos.
Na grande transição, tudo aquilo que constituiu motivo de luta insana perde o significado, passando a afligir mais do que antes…

Não te descures da autoiluminação.
Se buscas a consolidação da estrutura socioeconômica pessoal e familiar, vai mais longe, e intenta a conquista dos tesouros íntimos.
Exercita as virtudes que possuis em germe, dando-lhes oportunidade de se agigantarem, arrastando outros corações.
Recorda-te, a cada instante, da brevidade do corpo físico e reivindica o treino para a morte, mantendo-te em serenidade, reflexão e ação iluminativa.
Vida interior é conquista possível, e está ao teu alcance. Logra-a, quanto antes, e sentirás a imensa alegria da plenificação.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos Enriquecedores
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

AGRADECE A DEUS


O homem sensato jamais deveria queixar-se.
A sua lucidez fá-lo compreender a grandeza da vida e sua consequente harmonia.
Se contempla o Universo, extasia-se ante a magnitude dos infinitos sistemas estelares.
Se examina o microcosmo, deslumbra-se em face da extraordinária manifestação da vida nas expressões igualmente inumeráveis de partículas, moléculas e elementos infinitamente pequenos.
No seu corpo, no entanto, pulsa o coração, essa bomba perfeita, vigorosa, que trabalha, incessantemente, desde o primeiro impulso, para sustentar-lhe e vitalizar-lhe a complexa aparelhagem de aproximadamente sessenta trilhões de células. Através de dois movimentos enérgicos – sístole e diástole – esse músculo resistente é o responsável pelo cosmo orgânico no qual habitas transitoriamente.
Não é necessário que se faça um exame de outros órgãos, para que a criatura tenha motivos de agradecimento, sentindo o pulsar divino nela mesma.
Agradecer esse trabalho majestoso do coração, dia e noite, na alegria e na dor, no trabalho e no repouso, no prazer e na tristeza, mantendo a vida, sem que, ao menos, no seu automatismo desperte a atenção, é o mínimo que a todos cumpre realizar com alegria e espontaneidade.
Agradece a Deus o coração maravilhosamente desenhado e construído para te auxiliar no processo da evolução, nas etapas reencarnatórias, e olvida as pequenezes a que te prendes, fomentando desequilíbrios evitáveis.
Agradece, pois, a Deus, tua vida, teu corpo, teu ser eterno que marcha vertiginosamente para Ele.

JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos Enriquecedores
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

AGRADECE A DEUS


O homem sensato jamais deveria queixar-se.
A sua lucidez fá-lo compreender a grandeza da vida e sua consequente harmonia.
Se contempla o Universo, extasia-se ante a magnitude dos infinitos sistemas estelares.
Se examina o microcosmo, deslumbra-se em face da extraordinária manifestação da vida nas expressões igualmente inumeráveis de partículas, moléculas e elementos infinitamente pequenos.
No seu corpo, no entanto, pulsa o coração, essa bomba perfeita, vigorosa, que trabalha, incessantemente, desde o primeiro impulso, para sustentar-lhe e vitalizar-lhe a complexa aparelhagem de aproximadamente sessenta trilhões de células. Através de dois movimentos enérgicos – sístole e diástole – esse músculo resistente é o responsável pelo cosmo orgânico no qual habitas transitoriamente.
Não é necessário que se faça um exame de outros órgãos, para que a criatura tenha motivos de agradecimento, sentindo o pulsar divino nela mesma.
Agradecer esse trabalho majestoso do coração, dia e noite, na alegria e na dor, no trabalho e no repouso, no prazer e na tristeza, mantendo a vida, sem que, ao menos, no seu automatismo desperte a atenção, é o mínimo que a todos cumpre realizar com alegria e espontaneidade.
Agradece a Deus o coração maravilhosamente desenhado e construído para te auxiliar no processo da evolução, nas etapas reencarnatórias, e olvida as pequenezes a que te prendes, fomentando desequilíbrios evitáveis.
Agradece, pois, a Deus, tua vida, teu corpo, teu ser eterno que marcha vertiginosamente para Ele.

JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos Enriquecedores
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

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