Experimente Hoje – André Luiz

BOA AÇÃO

EXPERIMENTE HOJE

 

Experimente Hoje -Praticar pelo menos, uma boa ação, sem contar isso a pessoa alguma.

 

André Luiz

CONTOS DE FADA

Herdeiro de si mesmo

 

A chamada no jornal não era grande, e constava no caderno que traz notícias do mundo.
“Conferência médica” era o título do recorte. Até aí nada de incomum, mas a imagem era intrigante.
Havia um garoto de seis anos de idade sobre uma cadeira, para ficar à altura das dezenas de repórteres que o entrevistavam.
O recorte dizia: “aos 6 anos, o mexicano Maximiliano Arellano de La Noe concede entrevista coletiva a jornalistas depois de fazer conferência para estudantes de medicina sobre causas e conseqüências da osteoporose.
Dono de uma rara memória, o garoto se especializa em assuntos médicos há quatro anos, desde quando começou a ler.”
Mas a notícia não dizia tudo.
Não é só de osteoporose que o garoto faz conferências. Ele também fala sobre diabetes e anemia cardiovascular.
Faz conferências para alunos de medicina em universidades do México e também da argentina.
Segundo as notícias veiculadas pela internet, Maximiliano impressiona seus ouvintes pela profundidade de seus conhecimentos, apesar da pouca idade.
Sem dúvida trata-se de mais um caso de genialidade que não encontra explicação lógica, a menos que se lance mão da reencarnação.
Alguns dizem que Deus escolhe algumas pessoas e as presenteia com alguns dons. Essa hipótese tira de Deus alguns de seus atributos: a justiça e o amor.
Outros dizem que se trata de herança genética, de alguma influência que a criança sofreu quando estava no ventre materno, etc.
Essas hipóteses deixam sem explicação uma gama enorme de questões, ou estabelecem argumentos ainda mais contraditórios.
Todavia, quando se cogita da hipótese de se tratar de um espírito que trouxe, ao nascer, as experiências já adquiridas em outras existências, tudo faz sentido.
Os conhecimentos não se perdem no túmulo. O espírito é herdeiro de si mesmo.
Despe-se do corpo físico, mas não sai da vida. Reveste outra forma física e não perde seus conhecimentos.
Essa hipótese faz sentido, pois não tira de Deus os atributos do amor e da justiça.
Corrobora o ensino de Jesus, que a cada um será dado segundo suas obras.
Nenhum filho de Deus se sente preterido. Pelo contrário, sua esperança se fortalece, pois sabe que todos os seus esforços serão recompensados.
Com a certeza da vida futura, e das inúmeras oportunidades de aprendizagem que lhe são concedidas pela lei da reencarnação, a pessoa sabe que sua felicidade depende de si, unicamente.
Como o pequeno Maximiliano que, aos 6 anos de idade fala, com conhecimento de causa, para universitários, sobre problemas complexos, outros tantos gênios anônimos estão pelo mundo.
Não se trata apenas de uma questão de ter boa memória, mas de conhecimentos adquiridos em existências passadas, que não se extinguem jamais.
Mas, então, porque nem todos se lembram das experiências vividas em outras existências?
Sem dúvida, nem todos nos lembramos claramente de todos os conhecimentos adquiridos ao longo dos milênios, mas temos o que realmente importa: a voz da consciência e as tendências instintivas.
Entendemos que essas questões deixam outras tantas perguntas sem respostas, mas existe uma teoria científico-filosófica que pode esclarecer muitas delas, com lógica e bom senso.
Se você tem interesse em saber mais sobre essa notável lei da reencarnação, leia O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec.
Esse livro contém a síntese da Doutrina Espírita, e pode responder, de forma racional, a tantas perguntas que pairam no ar, sem respostas.
Pense nisso, e dê essa chance a você, que é, sem sombra de dúvida, um Espírito imortal, a caminho da perfeição.

 

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em recorte publicado no jornal Gazeta do Povo, em 29/04/2006.

FLORES E CARINHO

Harmonia das diferenças

 

De um modo geral, nosso grande problema, nas relações pessoais, é que desejamos que os outros sejam iguais a nós.
Em se falando de amigos, desejamos que eles gostem exatamente do que gostamos, que apreciem o mesmo gênero de filmes e música que constituem o nosso prazer.
No âmbito familiar, prezaríamos que todos seus membros fossem ordeiros, organizados e disciplinados como nós.
No ambiente de trabalho, reclamamos dos que deixam a cadeira fora do lugar, papel espalhado sobre a mesa e que derramam café, quando se servem.
Dizemos que são relaxados e que é muito difícil conviver com pessoas tão diferentes de nós mesmos. Por vezes, chegamos às raias da infelicidade, por essas questões.
E isso nos recorda da história de um menino chamado Pedro. Ele tinha algumas dificuldades muito próprias.
Por exemplo, quando tentava desenhar uma linha reta, ela saía toda torta.
Quando todos à sua volta olhavam para cima, ele olhava para baixo. Ficava observando as formigas, os caracóis, em sua marcha lenta, as florzinhas do caminho.
Se ele achava que ia fazer um dia lindo e ensolarado, chovia. E lá se ia por água abaixo todo o piquenique programado.
Um dia, de manhã bem cedo, quando Pedro estava andando de costas contra o vento, ele deu um encontrão em uma menina e descobriu que ela se chamava Tina. E tudo o que ela fazia era certinho.
Ela nunca amarrava os cordões de seus sapatos de forma incorreta nem virava o pão com manteiga para baixo.
Ela sempre se lembrava do guarda-chuva e até sabia escrever o seu nome direito.
Pedro ficava encantado com tudo que Tina fazia. Foi ela que lhe mostrou a diferença entre direito e esquerdo. Entre a frente e as costas.
Um dia, eles resolveram construir uma casa na árvore. Tina fez um desenho para que a casa ficasse bem firme em cima da árvore.
Pedro juntou uma porção de coisas para enfeitar a casa. Os dois acharam tudo muito engraçado. A casa ficou linda, embora as trapalhadas de Pedro.
Bem no fundo, Tina gostaria que tudo que ela fizesse não fosse tão perfeito. Ela gostava da forma de Pedro viver e ver a vida.
Então Pedro lhe arranjou um casaco e um chapéu que não combinavam. E toda vez que brincavam, Tina colocava o chapéu e o casaco, para ficar mais parecida com Pedro.
Depois, Pedro ensinou Tina a andar de costas e a dar cambalhotas.
Juntos, rolaram morro abaixo. E juntos aprenderam a fazer aviões de papel e a lançá-los, voando, para muito longe.
Um com o outro, aprenderam a ser amigos até debaixo d’água. E para sempre.
Eles aprenderam que o delicioso em um relacionamento é harmonizar as diferenças.
Aprenderam que as diferenças são importantes, porque o que um não sabe, o outro ensina. Aquilo que é difícil para um, pode ser feito ou ensinado pelo outro.
É assim que se cresce no mundo. Por causa das grandes diferenças entre as criaturas que o habitam.
* * *
A Sabedoria Divina colocou as pessoas no mundo, com tendências e gostos diferentes umas das outras.
Também em níveis culturais diversos e degraus evolutivos diferentes.
Tudo para nos ensinar que o grande segredo do progresso está exatamente em aprendermos uns com os outros, a trocar experiências e valorizar as diferenças.

 

Redação do Momento Espírita, com base no livro Pedro e Tina,
de Stephen Michael King, ed. Brinquebook. Em 9.4.2015.

FLORES ESSÊNCIA

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