CONHEÇA TODAS AS TEORIAS DOMINE TODAS AS TÉCNICAS

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TEORIAS E TÉCNICAS

Conheça todas as teorias,
domine todas as técnicas,
mas ao tocar a alma humana
seja apenas outra alma humana.

Carl Jung

pomba branca

A oração que Deus ouve é aquela que é feita no retiro do seu coração.
Vera Jacubowski

DEUS TE SUSTENTOU

JULGAR O OUTRO

 

Um dos maiores males que existe na sociedade humana é, sem dúvida, a atitude de se julgar uns aos outros.
Alguns julgam as pessoas pelas aparências… Outros julgam pela cultura… outros julgam pela cor da pele…
Há aquele que julgam pela quantidade de bens e dinheiro que possuem… esse são muito numerosos.
Há ainda aqueles que julgam pelo comportamento, pelo grau de instrução ou pela religião…
No entanto, é certo que julgar uma pessoa é uma forma de impor um limite que não existe.
Julgar nada mais é do que limitar. Julgar é rotular… e rotular é definir aquilo que não pode ser definido.
O julgamento está sempre errado… posto que o julgamento só vê uma parcela ínfima da realidade.
Todo julgamento é forma de preguiça mental, porque julgar é muito mais fácil do que pensar e refletir sobre algo ou alguém.
Pensar dá muito trabalho, colocar-se no lugar do outro é algo complicado e profundo. Por isso a maioria prefere ficar na superfície e julgar, ao invés de que tentar compreender.
As pessoas sempre são muito mais do que pensamos, muito mais do que podemos imaginar.
Como disse Dante: “Quem és tu que queres julgar, com vista que só alcança um palmo, coisas que estão a mil milhas?”
Por isso, não julgue, não rotule, não condene jamais alguém.
O limite não está no outro, não está fora de você… o limite está na pequenez, na miudeza ou na insuficiência de tua própria visão.
Não conhecemos o passado dessa pessoa, suas misérias, seus traumas, seus sofrimentos, suas angústias. Não conhecemos as dores mais profundas de sua alma…
Por outro lado, julgamos o outro de acordo com o que somos.
Julgamos pelos nossos valores, pelos nossos traumas, pelos nossos preconceitos, pela nossa cultura, pela nossa educação.
Projetamos no outro nossos medos, nossas angústias e nossas imperfeições… assim, fugimos da depuração de nossas próprias moléstias interiores.
Assim, vemos o mal no outro para não ter que enxerga-lo em nós mesmos.
O julgamento que você faz sobre o outro diz mais sobre você do que sobre o julgado.
Já dizia Jesus: “Não julgueis para não serdes julgados, pois com a medida com que julgares, também sereis julgados”.
A mesma regra que você usa pra julgar os outros… Deus vai usar pra julgar você.
Somos tão exigentes com os outros e quase nada exigentes conosco mesmos.
Aquele que julga muito os outros pode não querer olhar para si mesmo.
Evitando a autoanálise, ele foge da resolução de suas imperfeições.
É muito mais cômodo ver o erro fora de nós do que em nosso interior.
Claro… podemos refletir sobre as atitudes alheias e reconhecer o que desejamos ou não para nossa vida; o que queremos ou não seguir.
Nada há de errado nisso…
Mas não podemos julgar o certo e o errado sobre isso… o bem e o mal… as trevas e a luz.
Vale lembrar que não devemos julgar nem negativamente nem positivamente.
É certo que julgar, exaltar, rotular, mesmo que seja para o bem… também é julgar, também é rotular.
Julgamos alguém bom, decente, positivo, amoroso, honesto…
E quando a pessoa se mostra tal como é, nos decepcionamos, nos frustramos e sofremos com a desilusão.
Por isso, não julgue nem mesmo positivamente…
O julgamento positivo cria a expectativa… e a expectativa cria desapontamento quando o que esperamos do outro não á atendido.
É verdade que o julgador se coloca sempre em um patamar acima…
E do alto de sua empáfia ele crê poder enxergar a verdade sobre cada pessoa.
As experiências da vida, a maturidade e os tombos que levamos sempre nos fazem cair na real e, assim, nos tornarmos mais abertos e também mais humildes.
Afinal… quem somos nós para determinar o que cada pessoa é ou não é? O que ela deveria fazer ou não fazer?
Somos mesmo tão especiais assim? Ou somos também cheios de defeitos, talvez até mais do que os condenados por nós?
“Que atire a primeira pedra aquele que não tem pecado” disse Jesus.
Apontar os defeitos do outro não nos faz melhores do que ninguém… se demonstra nossa pretensão de tudo saber.
É preciso compreender que a natureza desse mundo é sempre de estados passageiros… e esses estados sempre mudam.
Cada ser vive um estado agora e outro estado depois.
Dessa forma, as pessoas não são alguma coisa, mas sim elas estão de algum jeito.
As pessoas não são isso ou aquilo… elas estão isso ou aquilo.
Uma pessoa não é doente, ela está doente… uma pessoa não é raivosa, ela está raivosa… assim como uma pessoa não é desonesta… ela pode apenas estar desonesta.
Mas tudo isto é passageiro … e quem somos nós para determinar isto?
Cada ser é um mundo… é um universo particular. O ser é ilimitado… ninguém pode definir nada sobre ninguém.
As pessoas são infinitamente mais do que cada um de nós supõem ou pode supor.
Nada há na Terra que seja definitivo e absoluto.
Olhe apenas para ti mesmo… e deixe o outro ser julgado pela sua própria consciência.
Você já percorreu todo o caminho que o outro cruzou? Já acompanhou seus passos durante todos os seus infortúnios? Sabe tudo o que ele viveu em sua vida?
Quem lhe garante que, experimentando as mesmas dificuldades, você não faria como ele?
Se você observar a si mesmo, de forma clara e realista, verá que não tem qualquer moral para julgar ninguém.
Da mesma forma que você não quer ser julgado, rotulado ou delimitado por alguém… também não deve julgar, rotular ou delimitar os outros.
Esqueça essa mania de proferir condenações como “ele é mau”, “ele é um monstro”, “ele é estúpido”… e olhe para ti mesmo.
Aquele que é tão observador dos erros dos outros costuma ser bastante cego diante dos seus próprios erros.
Abra os olhos para seu comportamento, desvele seu próprio interior… nada te importa os outros… contemple a ti mesmo e somente a ti.
Por isso, não julgue, não rotule, não condene, não estigmatize, não exclua, não fique apontando o dedo para outros…
Cuide apenas de ti mesmo… e supere seus próprios defeitos e imperfeições.
O que vale na vida é a nossa transformação íntima, a busca de nossa verdade…
É isso, e apenas isso… que devemos viver.

 

Hugo Lapa

ser feliz allan kardec

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