CONVIVÊNCIA HUMANA

damossim

 

Dar e Receber

Não se pode dar o que não se têm.
Não se pode receber o que não merecemos.
Então, só recebemos o que cultivamos e, só doamos o que somos.

 

Vera Jacubowski

 

vera jacubowski assina

paciência

“Toda semente produz. A escolha é nossa.”

(Emmanuel)

Uma questão de escolha

 
 
Escolher quer dizer preferir, selecionar, optar. Toda nossa vida é feita de escolhas.
Por mais indecisos que sejamos, ao abrir os olhos pela manhã, teremos que optar entre permanecer na cama, esquecendo as horas, ou levantar.
A opção continua na primeira refeição da manhã: cereal, frutas, chá, café, pão integral, pão branco, mel, açúcar ou adoçante.
Desejar bom dia ou resmungar qualquer coisa, ou ficar calado. São opções.
Sair de carro, dar uma caminhada, correr para não perder a condução ou fazer de conta que não tem compromisso nenhum.
Ser gentil no trânsito, cedendo a vez a outro carro, em cruzamento complicado, ou fazer de conta que ninguém mais existe no caminho além de você mesmo.
Não jogar nada pelas janelas do carro ou emporcalhar todo o caminho por onde passa, tudo é questão de escolha.
Escolha de como você deseja que seja o seu dia, a sua vida, o seu Mundo.
Você pode viver muito bem com todo mundo ou viver muito mal até consigo mesmo.
Você pode modificar o mau humor da sua chefia ou de seu colega de escritório, pode sintonizar com eles ou pode ficar na sua.
Você pode atender muito bem o seu cliente e ter sorrisos de retorno ou fingir que ele nem está aí, esperando que outro colega decida por atendê-lo.
Você pode se tornar uma pessoa quase indispensável, no Mundo, pela sua forma de ser.
Ou decidir por ser alguém que, se faltar, poucos ou talvez ninguém notará.
Contou-nos amigo nosso que, viajando por essas estradas de Deus, pelo interior do nosso Brasil, começou a sentir fome.
Aproximava-se o horário do almoço e porque ele e o companheiro de viagem não conhecessem muito bem aqueles caminhos, ficaram atentos a qualquer placa indicativa de lanchonete ou restaurante.
Mais alguns quilômetros percorridos e chegaram a um local que oferecia refeições.
Em cima do imóvel, escrito em letras grandes, em madeira firme, lia-se: Comida a escolê.
Logo entenderam que o proprietário ou proprietária se equivocara ao escrever. Talvez pelas poucas letras que tivesse.
Mas compreenderam, sem dúvida, que havia comida para se escolher.
Entraram e uma senhora muito simples os atendeu. Porque não houvesse cardápio à vista, perguntaram o que havia para lhes matar a fome.
Frango frito. Foi a resposta rápida.
E que mais?
Só frango frito. Respondeu de novo.
Mas a tabuleta diz comida a escolher. – Argumentou meu amigo.
Sim.  Falou a senhora, sem pestanejar. O senhor escolhe se quer comer ou se não quer comer.
Tinha toda razão aquela senhora.
Tudo é opção.
Por isso, alguns de nós escolhemos viver em clima de felicidade, com o pouco ou quase nada que tenhamos.
Outros optamos por ser infelizes, com a abundância que desfrutamos.
Uns recebemos o diagnóstico de doença insidiosa e decidimos lutar e viver o quanto nos seja permitido.
E curtimos a natureza, a praia, a montanha, os passeios com a família, o cinema, a bagunça dos netos.
Outros, optamos por nos deixar morrer, sem combate.
Felicidade ou infelicidade. A decisão cabe a cada um de nós.
Todos sofremos perdas, doenças, lutas, no Mundo de provas e expiações em que nos movimentamos.
Todos também usufruímos alegrias, conquistas, dádivas, saúde.
O que fazemos com cada uma dessas coisas é o que estaremos fazendo com o nosso dia: alegria ou tristeza. Vitórias ou derrotas.
Pense nisso e escolha o que você deseja para você, agora, hoje, neste novo dia.
*   *   *
Abrace a alvorada que surge, viva as horas de bênçãos e quando a noite chegar, agradeça a Deus pelas felizes escolhas desse bendito tempo que se chama dia.
Amanhã, quando retornarem as horas a movimentar os ponteiros do relógio, você voltará a fazer as suas escolhas… muito boas escolhas.
 
 Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 12 e no
livro Momento Espírita, v. 6, ed. FEP.
Em 14.1.2014.

bebes

NOSSO LAR – INFINITO E PARTICULAR

” OS SONHOS NUNCA MORREM APENAS ADORMECEM NA ALMA DA GENTE….”

(CHICO XAVIER)

Damos o que temos!
Em sua maioria as pessoas acreditam que todos os seres humanos são capazes de transmitir amor, carinho, afeto, perdão, aceitação entre outros tantos sutis sentimentos…
Só é possível darmos aquilo que recebemos um dia, só consigo amar se fui muito amado, só consigo acarinhar se já fui muito acarinhado, só consigo aceitar o outro (diferente) se fui aceita, só consigo perdoar se fui perdoada….vale também para a raiva, a agressividade. Sou agressiva quando recebi e vivi agressividades! Tenho para dar aquilo que recebi….na construção da personalidade (infância)
Geralmente aquilo que eu mais observo no comportamento de outra pessoa e me é tão facilmente reconhecido (se é tão conhecido é por familiaridade não é?) mas que me incomoda tanto e que insisto em apontar…. é o canto escuro da própria personalidade que em sua maioria negamos.
Competição…..aponto competitividade pois me reconheço competindo sem conseguir admitir.
Inveja…..aponto inveja pois me reconheço invejando sem conseguir admitir.
Soberba….aponto a soberba no outro pois me reconheço no sentimento que tenho sem conseguir admitir.
É bem simples não é? Só posso reconhecer um sentimento se eu o possuo….se me mostrarem um “eprom” eu jamais reconheceria, não sei o que é e nem para quê serve (perguntei para o marido uma coisa que ele acha que se eu visse jamais saberia o que era). Assim funciona para os sentimentos.
Quando temos alguma divergência, pessoal, profissional e/ou familiar…na relação com o outro….devíamos nos focar nas atitudes, pontuar fatos, ações e comportamentos. Tudo isso pode ser criticado, falado, discutido e comentado (relacionar-se é isso….ter espaço para “discutir”, senão não, não é relação e sim individualismo). E os únicos sentimentos a serem colocados são os “meus” se assim eu me sentir a vontade. Aportar sentimentos é que não é possível….pois em geral como falei antes, muito provavelmente estarei falando de mim e de sentimentos meus escondidos.
Mas algumas pessoas se acham “perfeitas” em suas ações (principalmente na profissão) e jamais admitem alguma pontuação crítica em relação ao seu fazer….cresceram na exigência da perfeição onde não foi permitido o erro e assim ataca toda e qualquer pessoa que possa ser um risco da “pessoa perfeita” que construiu, até por quê o mundo desmonoraria se admitisse que é passível de erro. Quem não permite erro também não sabe perdoar.
Aqui em casa permitimos sim os erros, os sentimentos ruins (visto pela maioria) e tudo pode ser dito e expressado. E mesmo numa discussão mais calorosa (temos sim e muitas), já mencionei antes que na emoção eu sou bem intensa, procuramos receber o que vem de cada um com muito respeito e cuidado e damos o devido “espaço” para as falas serem refeitas e reformuladas e re-conversadas.
Nada é fadado e lacrado…aqui temos espaço para erros e reformulações. Temos liberdade de seguir por um caminho, mas de voltar também se percebemos que o caminho foi errado. Uma conversa mal interpretada pode virar mais mil outras se for necessário…não costumamos encerrar um ao outro por um ato ou uma única conversa meio torta. Pretendemos criar os filhos na mesma relação que temos de casal …. com liberdade de expressão sem se sentirem envergonhados por aquele “defeito” ou “sentimento”….se aceitar é o principal caminho para conseguirmos aceitar o outro.
Posso sentir raiva, medo, angústia, sentimentos não controlamos, as ações sim podem ser controladas …… eu só não posso projetar meus sentimentos em outra pessoa pois não me ensinaram a aceitá-los. Reconhecer os próprios sentimentos (bons ou ruins) é muito importante para os relacionamentos.
Só damos ao outro o que temos em nós….só reconhecemos no outro o que é conhecido em nós!
Olhar o próprio umbigo pode nos livrar de mágoas e ressentimentos.

deus nunca erra

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