MESTRE JESUS NOS AJUDE COM OS DESAFIOS PARA O NOSSO ESPÍRITO VERDADE LUZ

DESAFIOS ATUAIS PARA O ESPÍRITO ENCARNADO

Abençoa e Passa

Não basta recear a violência.
É preciso algo fazer para erradicá-la.
Indubitavelmente, as medidas de repressão, mantidas pelos dispositivos legais do mundo, são recursos que a limitam, entretanto, nós todos, – os espíritos encarnados e desencarnados, – com vínculos na Terra, podemos colaborar na solução do problema.
Compadeçamo-nos dos irmãos envolvidos nas sombras da delinquência, a fim de que se nos inclinem os sentimentos para a indulgência e para a compreensão.
Tanto quanto puderes, não participes de boatos ou de julgamentos precipitados, em torno de situações e pessoas.
Silencia ante quaisquer palavras agressivas que te forem dirigidas, onde estejas, e segue adiante, buscando o endereço das próprias obrigações.
Não eleves o tom de voz, entremostrando superioridade, à frente dos outros.
Não te entregues à manifestações de azedume e revolta, mesmo quando sintas, por dentro da própria alma, o gosto amargo dessa ou daquela desilusão.
Respeita a carência alheia e não provoques os irmãos ignorantes ou infelizes com a exibição das disponibilidades que os Desígnios Divinos te confiaram para determinadas aplicações louváveis e justas.
Ao invés de criticar, procura o lado melhor das criaturas e das ocorrências, de modo a construíres o bem, onde estiveres.
Auxilia para a elevação, abençoando sempre.
Lembra-te: o morrão aceso é capaz de gerar incêndios calamitosos e, às vezes, num gesto infeliz de nossa parte, pode suscitar nos outros as piores reações de vandalismo e destruição.
Livro: Atenção, pelo Espírito Emmanuel/Psicografia Chico Xavier.

CONVITE À ASCENSÃO

Eu sou o Caminho…
(João, 14:06)

Inumeráveis os óbices. Sem conta as dificuldades.

O cardo multiplicado na rota, cravando-se aos pés andarilhos; a pedra miúda penetrando pela alpercata protetora; a canícula ardente sobre a cabeça ou a chuva impertinente, prejudicial, como circunstâncias impeditivas.
O apelo do Alto, no entanto, chegando-te como poema de sol, encanto de paisagem visual a perder-se além do horizonte, ar rarefeito, renovador, abençoado.
Na estreiteza do caminho estão a visão próxima do detalhe nem sempre atraente, a lama e o abismo.
De cima, porém, a grandeza do conjunto harmonioso, em mosaico festivo, concitando-te a maiores cogitações.
No torvelinho agressivo do dia a dia é mister crescer na direção da vitória, libertando-te das paixões que coarctam as aspirações elevadas.
Examina, assim, a situação em que te encontras e arregimenta forças a fim de ascenderes.
Cá, na nesga da baixada dos homens, a dor em mil faces, o desespero em polimorfia fisionômica, a desdita em vitória. Mesquinhez abraçada a coisa nenhuma, asfixiando esperanças, esmagando alegrias.
Lá, nas alturas do ideal, a amplitude de vistas e a largueza das realizações.
Concitado ao programa redentor, não te detenhas no ultraje dos fracos, nem te fixes na insensatez dos desolados.
Paga o tributo do crescimento a peso de jovial renúncia e cordata submissão, superando detalhes desvaliosos e conjunturas lamentáveis, de modo a alçares o ser e a vida ao cimo espirituais.
Asseverou Jesus ser o caminho e, ensinando como alcançar vitórias legítimas, enquanto conviveu com os homens e lhes sofreu a ingratidão, não se permitiu deter com eles, ascendendo no topo de uma cruz, além do solo das paixões, aos cimos da sublimação.
Medita e segue-O, liberando-te da canga dos melindres e cogitações que te retêm no solo pegajoso das baixadas, desde hoje.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Convites da Vida
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

Em O Livro dos Espíritos, na questão 886, Kardec pergunta:

Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?
O espírito responde:
Benevolência para com todos, indulgência para com as faltas alheias e perdão das ofensas.
Essa definição amplia poderosamente a ideia que fazemos da caridade. Vejamos:
Benevolência para com todos
Benevolência é demonstração de afeto, de estima, bondade, boa vontade, interesse em relação a outras pessoas. Revela altruísmo e empatia.
Segundo a resposta dada a Kardec, deve ser exercida com TODOS, ou seja, com todas as pessoas com as quais temos algum tipo de relacionamento, algum tipo de contato, ou mesmo pessoas distantes ou estranhas que tenham necessidades que cheguem ao nosso conhecimento e que estejam ao nosso alcance auxiliar de alguma forma.
Ser benevolente significa auxiliar o próximo com os recursos que se tiver, seja com recursos materiais, seja ensinando, seja dando apoio e amizade, seja ouvindo, compreendendo, aconselhando, respeitando.
A caridade segundo Jesus não se restringe à esmola, abrange todas as relações que temos com os nossos semelhantes, estejam eles abaixo de nós socialmente, intelectualmente, moralmente ou sejam nossos iguais.
É dessa forma que aqueles que estão acima de nós agem conosco.
Indulgência para com as faltas alheias
Esse é outro aspecto da caridade segundo Jesus. Significa compreender a situação daquele que erra como um ser em evolução, em aprendizado.
Ser indulgente não significa apoiar o erro, mas não humilhar, não julgar, não condenar e, principalmente, não divulgar seus erros, mas sim aconselhar, procurar levantar o seu ânimo, mostrando a ele todo o seu potencial de espírito imortal destinado à perfeição.
Jesus disse: Não julgueis para não serdes julgados. Com a mesma medida com que julgamos as faltas alheias, seremos julgados inexoravelmente pela nossa própria consciência, pois também somos espíritos em evolução, portanto passíveis de erro.
Perdoar as ofensas
Perdoar as ofensas é libertar o ofensor do peso da culpa para que ele tenha a força e o estímulo necessários para mudar o rumo de sua vida, dirigindo seu destino para o retorno ao bem.
O perdão liberta o ofensor e o ofendido.
Guardar o ódio, o rancor, a mágoa é como carregar um peso nas costas que dificulta o nosso caminhar.
Perdoar sinceramente é nos livrarmos de uma condição vibratória, energética pesada, que limita a nossa caminhada rumo ao crescimento espiritual.
O perdão deixa mais livres e leves tanto o ofensor como o ofendido, mais livres para irem em busca do destino que Deus traçou para todos nós: a condição de espíritos perfeitos e felizes.
E, além de tudo isso, temos ainda um fator de grande importância na prática da caridade vista por esse ângulo tão mais amplo e profundo:
O desinteresse pessoal
É fazer o bem pelo bem.
Não esperar nada em troca. Nem mesmo o agradecimento.
Se não devemos esperar nada material como pagamento do bem que fazemos, muito menos ainda devemos fazer o bem com a intenção de uma recompensa após a morte, esperando uma situação feliz após o desencarne.
Essa intenção é também uma espécie de cálculo.
Praticar o bem esperando uma recompensa espiritual é uma espécie de egoísmo.
Portanto, vamos ampliar a nossa noção de caridade. Começando dentro do nosso lar, com os nossos familiares, estendendo para os amigos, vizinhos, conhecidos, estranhos que cruzam o nosso caminho. Para os afetos e os desafetos. Para os que nos amam e para aqueles que não simpatizam conosco.
Somos espíritos imperfeitos, portanto, vamos conquistando essa condição de maneira gradativa, aos poucos, mas tendo essa consciência, podemos ir exercitando desde já.
TODOS!
A caridade segundo Jesus exige muito mais de nós do que aquela que costumamos fazer, que é necessária, porém, está longe de ser tudo.
Se não vemos DEUS, não é
porque Ele se esconda no ministério,
mas porque ainda não construímos
os olhos apropriados para vê-lo.”
Pietro Ubaldi, na obra “Cristo”

Você Pode

Carregando nos próprios ombros as aflições que fustigam a Terra, o Senhor acreditou nas promessas de fidelidade que você lhe fez, enviando-lhe a caminho aqueles irmãos necessitados de mais amor.
Chegam eles de todas as procedências…
É a esposa fatigada esperando carinho, é o companheiro abatido implorando, em silêncio, esperança e consolo.
De outras vezes, é o filho, desorientado suplicando compreensão ou o parente, na hora difícil, aguardando braços fraternos.
Agora, é o amigo transviado, esmolando compaixão e ternura, depois, talvez, será o vizinho atormentado em problemas esfogueantes, pedindo bondade e cooperação.
Isso acontece, porquanto você pode compartilhar com Ele a tarefa do auxílio.
Não desdenhe, desse modo, apoiar o bem.
Acendamos a luz, onde as trevas se adensem; articulemos tolerância, ao pé da agressividade; envolvamos as farpas da cólera em algodão de brandura; conduzamos a praz por fonte viva sobre a discórdia, toda vez que a discórdia se faça incêndio destruidor…
Deis que Ele, o Mestre, se revele por sua palavra e por suas mãos. Não impeça s divina presença, através de seu passo, no amparo às humanas dores.
E, nessa estrada bendita, depois da luta, cotidiana, sentirá você no imo da própria alma, o sol da alegria perfeita repetindo, de coração erguido à verdadeira felicidade.
– Obrigado Jesus, porque na força de Tua bênção, consegui esquecer-me, procurando servir.
Por: André Luiz, Médium: Francisco Cândido Xavier

PERSEVERAR COM DEUS

Quando estiveres a ponto de sucumbir, dá-te outra oportunidade e chama por Deus.

No momento amargo da deserção, concede-te a esperança e ora a Deus.
No açodar da revolta, quando te encontrares a ponto de explodir, transfere o gesto louco e confia em Deus.
Diante da áspera ingratidão que te agride, sentindo-te enlouquecer, pensa em Deus e aguarda.
Desolado, em face das várias tentativas fracassadas, quando já quase não acreditas em nada e pretendes o aniquilamento da razão, intenta outra vez e espera a ajuda de Deus.
Se tudo em volta veste-se de escuridão e o dia claro já passou, substituído pela noite pavorosa do desalento e das mágoas, sentindo-te à borda da loucura, grita por Deus e acende uma débil chama para iluminar a treva.
Insiste, ainda, um pouco mais.
Não desista com facilidade.
Faculta-te uma nova tentativa.
O deserto imenso é feito de grãos de areia em movimento.
A tempestade avassaladora se constitui de moléculas invisíveis que se aglutinam.
(…) E o Universo é o resultado de partículas infinitamente imperceptíveis que o amor de Deus reúne mediante as “leis de atração e repulsão” geradoras de equilíbrio.
Assim, os teus momentos difíceis de agora estarão transpostos logo mais, se souberes reunir as forças combalidas e perseverar na irrestrita confiança em Deus.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Coragem
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

Tudo Passa…

És filho de Deus e fazes parte da vida que pulsa no Universo.
Coloca tua mente acima das dores que te ferem o coração.
Se fatigado, descansa na prece, onde poderá aurir energias novas.
Confia no Pai e segue para frente sem medo.
No final, tudo passa, restando sempre as bênçãos do Mais Alto que nos envolvem agora e por toda a imortalidade.
Pelo Espírito: Scheilla
Médium: Clayton Levy
Do livro Mensagnes do dia

Único Mediador

“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens: Cristo Jesus, homem.” – Timóteo, cap. 2 – v. 5
A lógica diz que tudo procede de cima para baixo, ou seja, todo foco de luz emana de um único ponto.
Na realidade, todos não passamos de intérpretes do Cristo, a fonte de que provém toda a Verdade e todo o Amor para a Terra.
Originariamente, nenhuma ideia nos pertence; não somos autores mas, sim, co-autores.
O médium não passa de, simbolicamente, ser o leito por onde a água do rio se escoa, de novo à procura do mar…
São vários os “intérpretes” da Luz, que a refletem de acordo com as suas características.
O médium, por este motivo, dependerá de sua formação como um todo – não há como se separar a mediunidade do médium.
Ao longo do tempo, em várias partes do mundo, mensageiros do Senhor enunciaram a mesma Verdade, no entanto, adaptando-a às condições espirituais que encontraram nas regiões em que viveram: Lao-Tsé, Buda, Sócrates…
Os espíritos que manifestam aos médiuns são, por sua vez, intérpretes, conscientes ou não, de outras entidades.
A água da fonte que corre na direção do oceano, embora se macule no percurso, não deixa de ser a mesma que jorra da nascente…
Até certos grãos, de acordo com a sua capacidade de aclimação, produzem, sendo da mesma espécie, de maneira diversificada.
Sensitivos existem em todas as religiões; a mediunidade é de todos os tempos – o intercâmbio com os supostos mortos não nasceu com o Espiritismo; aliás, dele é que o Espiritismo nasceu.
Que os médiuns não queiram, equivocadamente, se ausentar de sua condição humana; o medianeiro que se isolasse não auscultaria a necessidade do povo, porquanto a mediunidade é produto da vivência do médium em contato com duas realidades extremas – a física e a extrafísica.
Que o médium não se sinta, pois, na obrigação de ser mais que um “escoadouro” natural, concedendo passividade ao que lhe chega do Alto; mas, desobstruindo a si mesmo, escoimando-se de suas mazelas, o médium consentirá o fluir da Mensagem ao destino, sem comprometê-la em sua pureza…
Por ser “um com o Pai”, o Cristo foi a presença de Deus entre os homens. Mediador Divino, sem fundar religião alguma ou imiscuir-se com o poder temporal, revelou-nos as Leis que se constituem na sustentação do Universo.
Que o medianeiro, portanto, não se creia mais que um estafeta, alguém que deve se esmerar ao máximo para entregar, sem alteração, a Mensagem que lhe foi confiada.
Adequar-se mediunicamente significa colocar-se em condições de cooperar positivamente. Neste sentido, através da “filtragem mediúnica”, o médium é chamado a participar do processo da “decantação” da Mensagem.
Em síntese, sejamos fiéis a Jesus, não elegendo outro ponto de referência para os nossos passos.
Espiritismo é Jesus e Kardec.
Exercer mediunidade sem os padrões éticos da Doutrina é uma temeridade. Muitos medianeiros, inclusive no Além, tornam-se presas de entidades que não lhes libertam o pensamento das ideias bizarras que lhes incutiram – ideias delirantes e esquizofrênicas que lhes enfermam a mente durante tempo indeterminado.
Livro: No Mundo da Mediunidade, pelo espírito Odilon Fernandes/Psicografia Carlos A. Baccelli – Capítulo 5. Editora: LEEPP.

PRECE

Ave, Jesus ! Ave, Cristo!
Que o teu amor entrevisto
nos aconchegue o coração!
Que nos envolva nesta benção
de fé a servir com valor.
Ave, Divino Escultor!
de nossas almas vacilantes.
Sê para nós o grande amor
a vencer em todos os instantes
de todas as dificuldades.
Que teu ardor nobre e fecundo,
venha iluminar todo o mundo,
Divino Mestre, Jesus!
Que se clareie para nós tua luz,
Para sempre iluminando os caminhos,
reflorindo-os de arminhos,
em flores de esperança e gratidão!
Que a alegria do serviço
nos floreie o coração,
encaminhando-o para o bem contigo!
Oh! Jesus, Divino Amigo!
Vem de novo, óh! adorado!
amparar-nos o espírito enfermiço
Vem, Senhor amado!
estar em nossas cogitações dia a dia,
na alvorada de cada hora.
Sê conosco, neste instante de alegria
preenchendo-nos o espírito agora!
Que a tua benção não nos falte,
Divino Senhor, Divino Mestre!
para que com teu amor celeste,
nos levantemos para tua glória!
Sabemos que contigo teremos a vitória,
contra nós mesmos, e contra a escuridão,
porque acendendo a luz da fé em nossas almas
encontraremos por fim, palmas e mais palmas
da vitória sobre o nosso próprio coração.
Que assim seja Senhor!
Prece de encerramento
Culto no lar # 130
Geraldo e João Pedro Em 25/07/25

ESFORÇO PESSOAL

As grandes conquistas da Humanidade têm começo o esforço pessoal de cada um.
Disciplinando-se e vencendo-se a si mesmo, o homem consegue agigantar-se, logrando resultados expressivos e valiosos.
É possível que não consigas descobrir novas terras, a fim de te tornares célebre. Todavia, poderás desvelar-te interiormente para o bem, fazendo-te elemento preciosos no contexto social onde vives.
Certamente, não lograrás solucionar o problema da fome na Terra. Não obstante, poderás atender a algum esfaimado que defrontes, auxiliando a diminuir o problema geral.
Não terás como evitar os fenômenos sísmicos desastrosos que, periodicamente, abalam o planeta. Assim mesmo, dispões de recursos para que a onda de acidentes morais não dizime vidas preciosas ao teu lado.
De fato, não terás como impedir as enfermidades que ceifam as multidões que lhes tombam, inermes, ao contágio avassalador.
Apesar disso, tens condições de oferecer as terapias preventivas do otimismo, da coragem e da esperança.
Diante das ameaças de guerra, das lutas e do terrorismo existentes, que matam e mutilam milhões de homens, sentes-te sem recursos para fazê-los cessar, mudando-lhes o rumo para a paz. Entretanto, a tua conduta pacífica e os teus esforços de amor serão instrumentos para gerar alegria e tranquilidade onde estejas e entre aqueles com os quais compartes as tuas horas.
A violência urbana e a criminalidade reinantes não serão detidas ao preço dos teus mais sinceros desejos e tentativas honestas. Sem embargo, a tarefa de educação que desempenhes, modesta que seja, influenciará alguém em desalinho, evitando-lhe a queda no abismo da agressividade.
As sucessivas ondas de alienação mental e suicídios que aparvalham a sociedade, não cessarão de imediato sob a ação da tua vontade. Muito embora a tua paciência e bondade, a tua palavra de fé e de luz conseguirão apaziguar aquele que as receba, oferecendo-lhe reajuste e renovação.
Naturalmente o teu empenho máximo não alterará o rumo da Lei de Gravitação Universal. Mas, se o desejares, contribuirás para o teu e o equilíbrio do teu próximo, em torno do Sol de Primeira Grandeza que é Jesus.
Os problemas globais merecem respeito. Mas, os individuais, que se somam, produzindo volume, são factíveis de solução.
A inundação resulta da gota de água.
A avalanche se dá ante o deslocamento de pequenas partículas que se desarticulam.
A epidemia surge num vírus que venceu a imunização orgânica.
Desta forma, faze a tua parte, mínima que seja, e o mundo melhorará.
A sociedade, qual ocorre com o indivíduo, é o resultado de si mesma.
Reajustando-se o homem, melhora-se a comunidade.
E, partindo do teu empenho pessoal, para ser feliz, ampliando a área de bem-estar para outros, o mundo se fará mais ditoso e o mal baterá em retirada.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Coragem
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

BENFEITORA

Floresce, espontânea, em toda parte, independendo dos fatores que lhe propiciam o desabrochar.
Inesperadamente aparece nos solos áridos, nos quais os sentimentos não medram.
Nas terras encharcadas da emotividade abundante, também surge sem qualquer programação…
Sua presença é percebida, logo de início, convidando à atenção que nela se fixa, a partir desse momento.
Em todas as épocas, ei-la presente, estabelecendo diretrizes e caracterizando pessoas, grupos e nações.
Detestada, não teme as reações, tornando o seu apelo mais forte.
Aceita, diminui a agudeza dos seus efeitos, suavizando-os.
Estudada por teóricos e práticos, todos se lhe referem de maneira variada, sem chegarem a uma conclusão unânime.
A verdade, porém, é que se faz conhecida sempre, e ninguém pode impedir-lhe a presença.
Depois que encerra um ciclo, prepara, para um novo cometimento, a sua oportuna aparição.
Nenhum recurso a impede, porque, por enquanto, ela é a única maneira de conduzir o homem na conquista dos Altos Cimos da Vida, desde que o amor não logre fazê-lo.
Esta flor abençoada, que surge nos terrenos de todas as vidas, é a dor.
Este homem padece de injunções socioeconômicas e tem a alma em desalinho.
Aquele experimenta a abundância de valores amoedados e sofre a solidão afetiva que o dinheiro não pode comprar.
Esse, arde nas brasas do desejo, insatisfeito, e, lasso, entrega-se ao frenesi da promiscuidade.
Este outro, esgrime o ódio e sofre-lhe a rebeldia dilacerante nos tecidos íntimos do ser.
Aqueloutro caminha chancelado pelas etiquetas das patologias cruéis.
Uns definham nas garras afiadas de enfermidades irreversíveis.
Outros derrapam em alucinações inimagináveis…
Todos, porém, sofrendo a constrição das dores de variada expressão, amargurando, lapidando, despertando para novos valores da vida, que permanecem desprezados.
A dor é benfeitora anônima, que a todos visita.
Cessados os seus efeitos perturbadores, quantas conquistas morais e espirituais.
Os prepotentes, que a desconsideram, não chegam ao termo da jornada, sem experimentar-lhe a companhia.
Os ingratos, que se supõem felizes, não lhe fogem à presença.
Os orgulhosos, que a desprezam, considerando-se inatingíveis, encontram-na adiante…
Ela verga toda cerviz e submete, sem exceção, todas as criaturas.
O seu cerco é invencível e ela sai-se sempre vencedora.
É instrumento da Lei, que o próprio homem vitaliza e necessita.
Tu, que conheces Jesus, recebe sem rebeldia essa benfeitora.
Não se trata de um masoquismo, mas, sim, da inevitabilidade de sofrer, transformando esse estado em formosa aquisição de bênçãos.
Há os testemunhos à fé e os resgates que procedem do passado.
Seja qual for o motivo, transforma-o em oportunidade iluminativa, porque estás na Terra para crescer e evoluir, adquirindo experiências de profundidade.
A dor, que a muitos amesquinha, envilece e atordoa, deve constituir-te estímulo para a grande vitória sobre ti mesmo.
Não te preocupes com mais nada, e, sob o seu jugo, confiante, avança com a dor até conseguires o teu momento de plena libertação.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Felicidade
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

Caridade e Raciocínio

Todos pensamos na caridade, todos falamos em caridade!…
A caridade, indubitavelmente, é o coração que fala, entretanto, nas situações anormais da vida, há que ouvir o raciocínio, a fim de que ela seja o que deve ser.
Nada fere tanto como a visão de um ente querido, sob as tentáculos do câncer.
O coração chora. Mas se a radiografia sugere trabalho operatório, pede o raciocínio para que a cirurgia lhe revolva a carne atormentada, na suprema tentativa de recuperação.
Nada enternece mais do que abraçar um pequenino nas alegrias do lar.
O coração festeja. Mas se a criança brinca com fósforos, aconselha o raciocínio se lhe dê corrigenda.
Nada sensibiliza mais do que encontrar um alienado mental, atirado à rua.
O coração lamenta. Mas se o louco, em crise de fúria, carrega bombas consigo, prescreve o raciocínio seja ele contido à força.
Nada preocupa mais que observar um companheiro, no abuso de entorpecentes.
O coração sofre. Mas se o irmão, vinculado a semelhante hábitos, distribui narcóticos, fazendo vítimas, solicita o raciocínio se lhe providencie a necessária segregação para o tratamento preciso.
O raciocínio, em nome da caridade, não tem decerto, a presunção de violentar consciência alguma, impondo-lhe freios ou drásticos que lhe objetivem o aperfeiçoamento compulsório.
A Misericórdia Divina é paciência infatigável com os nossos multimilenários desequilíbrios, auxiliando a cada um de nós, através de meios determinados, de modo a que venhamos, saná-los, por nós mesmos, com o remédio amargoso da experiência, no veículo das horas.
Surge a autoridade do raciocínio, quando os nossos males saem de nós, em prejuízo dos outros.
Clareando a definição, comparemos a caridade, nascendo das profundezas da alma, com a fonte que se derrama espontânea, das entranhas da terra.
A fonte pode ser volumosa ou escassa, reta ou sinuosa, jorrar da montanha ou descambar na planície, saciar monstros ou dar de beber às aves do céu, tudo dependendo da estrutura, do clima, do solo ou das circunstâncias em que se movimente.
Em qualquer ângulo que se mostre, pode o sentimento louvar-lhe a beleza e exaltar-lhe a utilidade que fertiliza glebas, acalenta vidas, garante lares, multiplica flores e retrata as estrelas, mas, se nessa ou naquela fonte, aparecem culturas do esquistossomo, é necessário que o raciocínio intervenha e, para o bem geral, lhe impeça o uso.
. Emmanuel
Livro: Opinião Espírita, dos espíritos Emmanuel e André Luiz Parceria Mediúnica de Chico Xavier e Waldo Vieira – Capítulo 30.

Segue e Confia em Deus

Não te digas a sós, nas urzes do caminho,
Que Deus nunca te enxerga o coração sozinho
E que ninguém te escuta os gritos de aflição!. Deus é o Amor Eterno que assegura
A existência de toda criatura,
Dos seres do abissal aos astros da amplidão.
Observa o lugar em que transitas…
Qualquer vida que vês, uma por uma,
Levanta-se do Amor, em toda parte,
De modo a que não falte amor em parte alguma.
Ainda hoje, varando um campo agreste,
Vi pobre coelho e um homem de espingarda;
O pequeno animal em correria
Viu no chão que se abria
A furna inesperada, Por onde se escondeu, arfando de alegria,
Qual soldado, num pouso de vanguarda,
Fugindo ao caçador que o mataria;
Alguns passos a mais e encontrei charco imenso, Escravizado à inércia entre barrancos
Que a Bondade do Céu enfeitara em silêncio, Com grinaldas de verde ornando lírios brancos; Mais adiante, achei, enternecida,
Singela fonte a dar-se com brandura
E junto à ela um doente estacara
De mãos em concha, a sorver a água pura.
Descobri, mais à frente, um tronco morto,
Cuja desolação e desconforto,
Muito embora de pé, ele expunha por si;
E, no topo, eis que um pássaro em descanso cantava, belo e nobre, em doce acento,
Que se falasse a Deus, fitando o firmamento:
– Bem-te-vi!… Bem-te-vi.
Assim também, alma querida e boa,
Não desanimes, age! Nem te ofendas, perdoa!.. A vida está repleta em todos os lugares
De sábias providências tutelares.
Da Terra à Altura Imensa, em sublime ascensão, Temos refúgio, paz e segurança
Em que o Céu nos alcança,
A doar-nos apoio ao coração!.
Apaga o mal com o bem, servindo, dia-a-dia; Nunca nos faltarão amados cireneus;
Sofre e chora, porém, ama, serve e auxilia, Segue e confia em Deus!…
. Maria Dolores/Chico Xavier
Livro: Caminhos do Amor

Ele Caminhava Entre Nós Sem Templo,

Mas Cheio de Deus

Era o ano 32 d.C., o sol ardia sobre a Galileia, e Jesus caminhava pelas margens do Mar da Galileia, sem púlpito, sem templos, sem dogmas. Seu templo era o coração dos que ouviam com a alma, não com os ouvidos. Não havia placas de igrejas, nem rituais rígidos, apenas a presença viva de um homem que falava com os olhos e curava com as mãos. Ele não fundou religião alguma. Ele nos religou à essência divina com gestos de compaixão.
Naquele fim de tarde, uma mulher caída à beira do caminho, tida como impura pela religião da época, chorava em silêncio. Jesus parou. Ajoelhou-se. Não perguntou sua origem, nem sua crença. Apenas disse: “Levanta-te, tua fé te salvou”. Ele não lhe ofereceu uma doutrina, mas um olhar que libertava. Um amor que reconstruía.
Enquanto isso, os fariseus continuavam nos templos, defendendo leis que aprisionavam, esquecendo que a verdadeira religião começa onde termina o julgamento. Na cruz, ao lado de dois ladrões, Ele ainda pregava amor. Um deles, sem jamais ter pisado numa sinagoga, ouviu d’Ele a promessa: “Hoje estarás comigo no Paraíso”.
Jesus nunca pediu que erguessem igrejas, mas que amássemos uns aos outros como Ele nos amou. Disse que seríamos conhecidos pelo amor, não pela placa na porta. O tempo passou, e construímos paredes, criamos rótulos, excluímos irmãos. Mas o Cristo continua caminhando, invisível, onde há compaixão, onde há perdão.
A pergunta que Ele nos faz hoje não é “qual religião você segue?”, mas sim “quanto você ama?”. Pois no tribunal da consciência, não haverá cartão de membro, mas obras. Não seremos salvos por pertencer a uma religião, mas por termos sido humanos, justos, amorosos.
Jesus foi a religião viva. A nossa tarefa é encarnar seus gestos em silêncio, nas esquinas, nos abraços, no perdão que oferecemos a quem nos fere. Sejamos, então, discípulos do amor, não da separação. Ele não precisa de templos luxuosos, mas de corações despertos.
espalhandoadoutrinaespirita
“Se seus olhos (sua perspectiva) são bons, seu corpo (sua vida) será cheio de luz e positividade; se seus olhos são maus (negativos e maliciosos), seu corpo será cheio de trevas e negatividade.”
Mateus 6:22-23
“Jesus não nos pede o impossível; solicita-nos apenas colaboração e trabalho na medida de nossas possibilidades humanas, cabendo-nos, porém, observar que, se todos aguardamos ansiosamente o Mundo Feliz de Amanhã, é preciso lembrar que, assim como um edifício se levanta da base, o Reino de Deus começa de nós.”
Emmanuel
“Impossível viver hoje sem o escudo da oração. A oração é para a alma, combustível semelhantes ao que o oxigênio é para a vida física.”
Bezerra de Menezes
QUE O DIVINO MESTRE; NOS AMPARE E NOS CURE.
A frase “NÃO É A REVELAÇÃO DE UM HOMEM É O ENSINO COLETIVO DOS ESPÍRITOS” expressa a natureza coletiva e impessoal da Doutrina Espírita, também conhecida como Espiritismo. Ela não se baseia em uma única revelação de um indivíduo, mas sim no resultado do ensino conjunto e coordenado de diversos espíritos, sob a influência do Espírito de Verdade.

DEUS SEMPRE

Por mais terrível que se te apresente a situação, segue adiante, sem desfalecimento.
O desânimo é inimigo sutil que inutiliza os mais belos empreendimentos da vida.
Se os amigos te abandonaram ante os insucessos econômicos ou afetivos que te chegaram; se os parentes e os afetos resolveram afastar-se por motivos que desconheces; se tudo te empurra ao limite estreito da solidão, recompõe-te intimamente e espera.
É provável que te sintas a sós, e que, aparentemente, estejas sem companhia. Isto, porém, não é uma realidade espiritual, mas o reflexo do momentâneo estado de alma que te assalta.
Nunca estás sozinho. Fazendo parte integrante da Criação, ela está em ti, quanto nela te encontras.
No lugar onde estejas, Deus está contigo: no lar, no trabalho, no espairecimento, no repouso, na doença, na saúde, n’Ele haurindo consolo e forças para prosseguires nos misteres a que te vinculas.
Somente te sentirás a sós, se deixares de preservar o vínculo consciente com o Seu amor. Mesmo assim, Ele permanecerá contigo.
Estás unido a toda Humanidade. Vão-se umas pessoas, outras chegam. Não te amargures com as que partem. Não te entusiasmes com as que chegam.
As criaturas passam como veículos vivos: têm um destino e não as podes deter.
Compreendendo esse impositivo, faze-te o amigo e irmão de quem encontres no caminho, não o retendo ao teu lado, nem te fixando no dele. Ajuda-o e segue.
Só Deus, porém, é sempre o constante companheiro. Por isso, nunca te permitas sentir solidão.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Filho de Deus
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

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