ENSINAR MAS FAZER – CRER MAS ESTUDAR – ACONSELHAR MAS EXEMPLIFICAR

ensinar bezerra de menezes

 

ENSINAR MAS FAZER, CRER MAS ESTUDAR,

ACONSELHAR MAS EXEMPLIFICAR

Bezerra de Menezes

O exemplo sempre fala mais alto

As sandálias do discípulo fizeram um barulho especial nos degraus da escada de pedra, que levavam aos porões do velho convento.
Era naquele local que vivia um homem muito sábio. O jovem empurrou a pesada porta de madeira, entrou e demorou um pouco para acostumar os olhos com a pouca luminosidade.
Finalmente, ele localizou o ancião sentado atrás de uma enorme escrivaninha, tendo um capuz a lhe cobrir parte do rosto. De forma estranha, apesar do escuro, ele fazia anotações num grande livro, tão velho quanto ele.
O discípulo se aproximou com respeito e perguntou, ansioso pela resposta:
Mestre, qual o sentido da vida?
O idoso monge permaneceu em silêncio. Apenas apontou um pedaço de pano, um trapo grosseiro no chão junto à parede. Depois apontou seu indicador magro para o alto, para o vidro da janela, cheio de poeira e teias de aranha.
Mais do que depressa, o discípulo pegou o pano, subiu em algumas prateleiras de uma pesada estante forrada de livros. Conseguiu alcançar a vidraça, começou a esfregá-la com força, retirando a sujeira que impedia a transparência.
O sol inundou o aposento e iluminou com sua luz estranhos objetos, instrumentos raros, dezenas de papiros e pergaminhos com misteriosas anotações.
Cheio de alegria, o jovem declarou:
Entendi, mestre. Devemos nos livrar de tudo aquilo que não permita o nosso aprendizado. Buscar retirar o pó dos preconceitos e as teias das opiniões que impedem que a luz do conhecimento nos atinja. Só então poderemos enxergar as coisas com nitidez.
Fez uma reverência e saiu do aposento, a fim de comunicar aos seus amigos o que aprendera.
O velho monge, de rosto enrugado e ainda encoberto pelo largo capuz, sentiu os raios quentes do sol a invadir o quarto com uma claridade a que se desacostumara. Viu o discípulo se afastando, sorriu levemente e falou:
Mais importante do que aquilo que alguém mostra é o que o outro enxerga. Afinal, eu só queria que ele colocasse o pano no lugar de onde caiu.
* * *
Pense em como aquilo que você faz todos os dias está influenciando os outros. Por isso, aja sempre no bem. Faça as coisas corretas, começando pelas pequenas como, por exemplo, manter limpa a cidade.
Seja você aquele que não joga papel no chão. Coloque-o no bolso, na bolsa, num lugarzinho do carro. Quando passar por uma lixeira, deposite-o ali.
Seja você aquele que respeita os sinais de trânsito. Não estacione seu carro sobre a calçada nem em fila dupla.
Respeite as filas do ônibus, do banco, do supermercado, em qualquer lugar.
Espere a sua vez sem reclamar nem xingar. Preserve a paz.
Não arranque flores dos jardins públicos, mesmo que seja para plantar em sua casa, em seu jardim. Preserve o que é de todos.
Enfim, dê o bom exemplo em tudo. Ao seu lado, sempre haverá uma criança, um jovem, um adulto, alguém, enfim, que se achará no direito de fazer o que você faz, principalmente se você for alguém que ele respeita, como o pai, a mãe, o professor, o melhor amigo, o político conhecido na cidade.
E lembre-se: mais importante do que aquilo que alguém mostra é o que o outro enxerga.

 

Redação do Momento Espírita, com base no artigo A lição, da
revista Presença Espírita, ano XXVI, nº 20. Em 13.06.2012

religião

 

Diferentes ordens de Espíritos:
escala espírita

Apresentamos nesta edição o tema no 66 do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, que está sendo aqui apresentado semanalmente, de acordo com programa elaborado pela Federação Espírita Brasileira, estruturado em seis módulos e 147 temas.
Se o leitor utilizar este programa para estudo em grupo, sugerimos que as questões propostas sejam debatidas livremente antes da leitura do texto que a elas se segue.
Se destinado somente a uso por parte do leitor, pedimos que o interessado tente inicialmente responder às questões e só depois leia o texto referido. As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto abaixo.

Questões para debate

1. Em quantas ordens se classificam os Espíritos?
2. Qual é a característica principal dos Bons Espíritos?
3. Quais as características principais dos Espíritos Imperfeitos?
4. Quantas e quais são as classes principais que compõem a escala espírita?
5. Que são Espíritos Puros?

porta da vida

Texto para leitura

 

A escala espírita é, de certo modo,

a chave da ciência espírita

1. Há diferentes ordens de Espíritos, de conformidade com o grau de perfeição que hajam alcançado. Como não existem linhas de demarcação definidas entre essas ordens, seu número é ilimitado. Considerando, no entanto, as características gerais dos Espíritos, podemos classificá-los em três ordens principais:
1a Ordem – Espíritos Puros: os que já chegaram à perfeição.
2a Ordem – Bons Espíritos: os seres em que o desejo do bem é predominante.
3a Ordem – Espíritos Imperfeitos: aqueles em que predominam a ignorância, o desejo do mal e todas as paixões más, que lhes retardam o progresso.
2. Esta classificação pode desdobrar-se em nuanças que variam ao infinito. Mas existem caracteres bem definidos que permitem agrupar os Espíritos de acordo com suas tendências e aptidões, constituindo-se numa escala ou num quadro que, no dizer de Kardec, “é, de certo modo, a chave da ciência espírita, porquanto só ele pode explicar as anomalias que as comunicações apresentam”.
3. Com base nessas considerações, o Codificador do Espiritismo subdividiu as ordens acima mencionadas em dez classes, como adiante veremos.
Os Espíritos Imperfeitos não compreendem a Deus
4. A 3a Ordem (Espíritos Imperfeitos) apresenta como caracteres gerais o predomínio da matéria sobre o Espírito, a propensão para o mal, a intuição mas não compreensão de Deus. Subdivide-se a 3a Ordem em cinco classes principais:
10a Classe – Espíritos Impuros: em que o mal é o objeto de suas preocupações, a linguagem é grosseira e muito baixas as suas inclinações.
9a Classe – Espíritos Levianos: seres ignorantes e inconsequentes, mais maliciosos que maus, cuja linguagem é alegre, irônica e superficial.
8a Classe – Espíritos Pseudo-sábios: que possuem algum conhecimento, mas que julgam saber mais do que sabem, com linguagem de caráter sério e que, todavia, mistura verdades com suas próprias paixões e preconceitos.
7a Classe – Espíritos Neutros: seres apegados às coisas do mundo que não são suficientemente bons para praticarem o bem, nem maus o bastante para fazerem o mal.
6a Classe – Espíritos Batedores ou Perturbadores: seres cuja presença se manifesta por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas e deslocamento de corpos sólidos; são agentes dos elementos do globo e deles se servem os Espíritos Superiores para produzirem fenômenos dessa natureza.
Os Bons Espíritos têm como característica o desejo do bem
5. A 2a Ordem (Bons Espíritos) tem como característica o predomínio do Espírito sobre a matéria, o desejo do bem e a compreensão de Deus. Contudo, os Espíritos que a formam têm ainda de passar por provas. Uns possuem a ciência, outros a bondade e a sabedoria; os mais adiantados juntam ao seu saber as qualidades morais. A 2a Ordem subdivide-se em quatro classes principais:
5a Classe – Espíritos Benévolos: em que a bondade é a qualidade dominante.
4a Classe – Espíritos Sábios: que têm mais aptidão para as questões científicas do que para as morais.
3a Classe – Espíritos Prudentes ou de Sabedoria: que apresentam elevadas qualidades morais e capacidade intelectual que lhes permite analisar com precisão os homens e as coisas.
2a Classe – Espíritos Superiores: que reúnem a ciência, a sabedoria e a bondade, e buscam comunicar-se com os que aspiram à verdade. Os Espíritos Superiores encarnam-se na Terra apenas em missão de progresso e caracterizam o tipo de perfeição a que podemos aspirar neste mundo.
6. A 1a Ordem (Espíritos Puros) apresenta como caracteres gerais não estar sujeita a nenhuma influência da matéria e revelar superioridade intelectual e moral absoluta com relação aos Espíritos das outras ordens. Uma única classe a compõe:
1a Classe ou classe única – Espíritos Puros: seres que já percorreram todos os graus da escala e, desse modo, se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura humana, não têm mais que sofrer provas ou expiações.
7. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, os Espíritos Puros gozam de inalterável felicidade porque não se acham submetidos às necessidades e às vicissitudes da vida material.

Respostas às questões propostas

1. Em quantas ordens se classificam os Espíritos?
R.: Eles classificam-se em três ordens principais: 1a Ordem – Espíritos Puros: os que já chegaram à perfeição. 2a Ordem – Bons Espíritos: os seres em que o desejo do bem é predominante. 3a Ordem – Espíritos Imperfeitos: aqueles em que predominam a ignorância, o desejo do mal e todas as paixões más, que lhes retardam o progresso.
2. Qual é a característica principal dos Bons Espíritos?
R.: A 2a Ordem (Bons Espíritos) tem como característica o predomínio do Espírito sobre a matéria, o desejo do bem e a compreensão de Deus. Uns possuem a ciência, outros a bondade e a sabedoria; os mais adiantados juntam ao seu saber as qualidades morais.
3. Quais as características principais dos Espíritos Imperfeitos?
R.: A 3a Ordem (Espíritos Imperfeitos) apresenta como caracteres gerais o predomínio da matéria sobre o Espírito, a propensão para o mal, a intuição mas não a compreensão de Deus.
4. Quantas e quais são as classes principais que compõem a escala espírita?
R.: São 10 as principais classes que compõem a escala espírita: 10a Classe – Espíritos Impuros; 9a Classe – Espíritos Levianos; 8a Classe – Espíritos Pseudo-sábios; 7a Classe – Espíritos Neutros; 6a Classe – Espíritos Batedores ou Perturbadores; 5a Classe – Espíritos Benévolos; 4a Classe – Espíritos Sábios; 3a Classe – Espíritos Prudentes ou de Sabedoria; 2a Classe – Espíritos Superiores; 1a Classe ou classe única – Espíritos Puros.
5. Que são Espíritos Puros?
R.: Os Espíritos Puros são os seres que já percorreram todos os graus da escala e, desse modo, se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura humana, não têm mais que sofrer provas ou expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, gozam de inalterável felicidade porque não se acham submetidos às necessidades e às vicissitudes da vida material.
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, itens 100 a 113.

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