“Relacionamento é o espelho: veja sua face lá. Lembre-se sempre, relacionamento é o espelho. Se sua meditação está se aprofundando, seu relacionamento se tornará diferente – totalmente diferente.
O amor será a nota básica de seu relacionamento, não a violência. Tal como está, a violência é a nota básica. Mesmo se você olha para alguém, você olha de uma forma violenta. Mas nós estamos acostumados a isto.
Meditação para mim não é uma brincadeira de criança, é uma profunda transformação. Como conhecer esta transformação? Ela está sendo refletida a todo momento em seus relacionamentos.
Você tenta possuir alguém? Então você é violento. Como alguém pode possuir outro? Você está tentando dominar alguém? Então você é violento. Como alguém pode dominar outrem? O amor não pode dominar, o amor não pode possuir.
Então, esteja consciente do que você está fazendo, observe, e então continue meditando. Logo você começará a sentir a mudança. Agora não há mais possessividade no relacionamento. Pouco a pouco, a possessividade desaparece.
E quando a possessividade não está lá, o relacionamento tem uma beleza própria. Quando a possessividade está lá, tudo se torna sujo, feio, desumano.
Mas nós somos tão farsantes que não veremos a nós mesmos na relação, porque lá a face verdadeira pode ser vista. Então fechamos nossos olhos para o relacionamento, e seguimos pensando que algo vai ser visto dentro.
Você não pode ver nada dentro. Primeiro você sentirá sua transformação interior em seus relacionamentos externos, e então você irá fundo. Somente então você começará sentir algo interno.
Mas nós temos uma atitude assentada sobre nós mesmos. Nós não queremos olhar para dentro da relação absolutamente, porque então a face nua vem à tona.”
Osho, The Ultimate Alchemy, Vol. 2, Capítulo #18
RELACIONAMENTOS A DOIS
As relações são ambíguas e sempre serão. Contradizemo-nos, embaralhamo-nos, magoamos, e com frequência, metemos os pés pelas mãos.
Pedimos respeito mas nem sempre respeitamos o outro, pedimos liberdade mas nem sempre damos ao outro o espaço que também ele precisa, pedimos colo mas nem sempre o sabemos retribuir, dizemos o que não gostamos e, muitas vezes, agimos e fazemos exatamente de acordo com o que não gostamos que nos façam a nós.
São muitos os exemplos que nos mostram a controvérsia de viver, construir e alimentar um relacionamento.
Não podemos continuar a querer relações perfeitas, se não somos capazes de oferecer o mesmo.
Talvez um bom começo seja aceitar que por si só, os relacionamentos serão sempre ambíguos, que vamos continuar a errar neles e que os outros tal como nós fazem muitas vezes o que conseguem e sabem, esse é bom ponto de partida.
Perante tal desafio, o maior desafio é mesmo aprender a comunicar, sendo que a comunicação não se prende apenas com as palavras que se escolhem mas também como se diz e no momento em que se escolhe dizer.
É toda uma arte que exige aprimoramento constante, sendo o mais curioso é que é nos relacionamentos mais íntimos que sentimos, muitas vezes, as maiores dificuldades.
Às vezes, é aqueles que mais amamos que tratamos pior, com quem somos mais severos, exigentes e rudes.
É com aqueles que amamos mais, que temos dificuldade em dizer o que sentimos e pensamos, que tememos interpretações erradas, e com quem ficamos mais vulneráveis e sensíveis.
Porquê? Hás muitos porquês, vivências e circunstâncias.
Se por um lado é com aqueles que estamos que mostramos mesmo quem somos, também quando amamos tememos perder, podendo este medo ser impeditivo para dizermos tudo o que queremos dizer.
No entanto, não deixa de ser contraditório que tratemos melhor aqueles que pouco ou nada nos dizem, do que os que dizemos amar ou estimar.
O amor cuida e assim sendo é importante colocar essa tônica de cuidado e amor por muito que isto seja exigente.
Uma relação construtiva e geradora de saúde física e emocional é um grande investimento que requer reconstruções constantes, afinamentos diários, autoconhecimento e uma boa dose de consciência para não fazermos do outro “o nosso saco de porrada”.
Sem essa intenção, dedicação, consciência e muita liberdade no relacionamento, para aprender formas novas de viver e se comunicar com o outro, para que consigamos nos despir de preconceitos e medos, e assim assumirmos nossa responsabilidade, nossa quota na parte da energia na forma como agimos em nossos relacionamentos.
Longe de serem fórmulas de sucesso, acredito que precisamos é olhar os relacionamentos como uma arte que precisa de cuidados, aprendizagens e liberdade, como sendo nossa maior fonte de crescimento, mudança e transformação.
E sim, será sempre ambíguo e exigente.
Diana Gaspar
O que é uma Família de Alma?
Uma Família de Alma é composta por um grupo de pessoas com as quais sua Alma ressoa energeticamente nos níveis mental, emocional, físico e espiritual.
Essas pessoas são membros da mesma “Família Espiritual” que você e compartilham um vínculo intensamente forte que transcende o tempo e o próprio espaço.
Intuitivamente, a maioria das pessoas tende a descrever essa conexão como compartilhando a mesma “frequência” ou “vibração” por causa da profunda harmonia sentida.
Uma conexão tão profunda e harmoniosa vai além de compartilhar os mesmos gostos, hobbies e opiniões de personalidade baseados na superfície: é um vínculo magnético e espiritual intenso que é inexplicável para a mente.
Portanto, sua Família de Alma é frequentemente descrita como sendo composta de Almas que compartilham do mesmo “plano energético” que você.
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