Vale a pena analisar o cortejo de insucessos e tragédias de que foram vítimas os dominadores arbitrários do poder temporal, diretamente envolvidos na crucificação de Jesus.
Anás, que representava a alta corte do Sinédrio, na condição de grão-sacerdote, que fechou os ouvidos à causa do Justo, foi vítima da própria pusilanimidade, não se furtando à morte inglória que lhe consumiu a soberba e a presunção.
Caifás, que fora erguido a posição relevante, na casta religiosa, e subestimou o Messias, zombando da Sua mensagem e fatigando-O numa noite de loucura que culminaria com a Sua condenação, decompôs-se moral e fisicamente, não se liberando da viagem sombria pelos corredores da morte detestada.
Pilatos, guindado ao posto de representante de César e que lavou as mãos quanto ao destino do Rei algemado, não se pôde esquecer do indefeso, mergulhando em atormentante psicose, que o levaria logo mais, a inditoso suicídio num vulcão extinto, na Suíça, para onde fora, ao cair em desgraça…
Tibério, que governava o mundo, sórdido e avaro, na sua misantropia descabida, transferiu-se para Capri, receoso de alguma sedição, após cometer inumeráveis assassinatos inclusive o de Sejano, terminou por ser arrebatado por morte vergonhosa.
Barrabás, que recuperara a liberdade ante a prisão do Inocente, prosseguiu na alucinação que o venceu, sem saber usar a oportunidade para reparação.
Judas, que O vendeu, dando conta de si, suicidou-se, em fuga espetacular à responsabilidade…
Deixaram o legado macabro da dor em sombras espessas, que prosseguem como símbolo do crime, da traição, da injúria, através dos séculos.
Sobre toda a execração dos crucificadores permaneceu Jesus.
A herança deles é a da arbitrariedade silenciada pela morte, enquanto a do Cristo é a esperança no amor, oferecendo felicidade e paz.
Os séculos não O afastaram da mente das massas, qual ocorreu com aqueles que O perseguiram.
A celebridades deles repousa na morte da vítima sem resistência, enquanto a memória do Libertador permanece como símbolo de dignidade e grandeza moral.
Os mártires que O seguiram encontram vitalidade no Seu exemplo.
Os construtores dos ideais da beleza nas Artes e nas Ciências fortaleceram-se na Sua doação.
Os promotores do progresso humano têm-nO como modelo, semrpe à frente em ideal posição.
Jesus é o vulto mais completo da Humanidade.
Em menos de quatrocentos meses, construiu um Reino cujas balizas foram implantadas em quase três anos nos corações, num tempo hostil e num lugar remoto, sendo esta a mais grandiosa obra de civilização de todos os séculos.
Este é um Reino diferente, superior.
Os sinais característicos do Seu país permanecem no concerto de todas as nações.
Sua bandeira é branca, simbolizando a paz.
Seu hino nacional é o amor, que todos podem cantar e viver.
Suas armas para a defesa são a misericórdia e o perdão, que se fazem de fácil manuseio.
O seu idioma é a bondade, que todos compreendem sem qualquer esforço, sendo de simples e rápida assimilação.
Sem fronteiras limítrofes, estende-se por todos os demais reinos, independente e ideal, sustentando os sofredores de toda parte e dando-lhes a nacionalidade básica, permanente, expressa na legítima fraternidade que unirá todas as criaturas.
Sobrevivendo ao passado Ele resistirá ao futuro, unindo as criaturas diferentes num só rebanho, que conduzirá ao Pai, após a luta final contra as paixões, que cada súdito deve travar no íntimo de si mesmo, para a perfeição anelada.
JOANNA DE ÂNGELIS LIVRO: Receitas de Paz MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
REINO DOS CÉUS
As pessoas com as quais nascemos e vivemos na Terra são os primeiros e mais importantes instrumentos que recebemos do Pai, para a edificação do Reino do Céu em nós mesmos
(Jesus no Lar – Chico Xavier).
Combatendo a sombra
“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos…” — Paulo. Romanos, 12:2
O aviso evangélico é demasiado eloquente, todavia é imperioso observar-lhe a expressão profunda.
O apóstolo devidamente inspirado adverte-nos de que, em verdade, não nos será possível a tácita conformação com os enganos do mundo, tantas vezes abraçados espontaneamente pela maioria dos homens, no entanto, não nos induz a qualquer atitude de violência.
Não nos pede rebelião e gritaria.
Não nos aconselha azedume e discussão.
A palavra da Boa Nova solicita no simplesmente a nossa transformação.
Não nos cabe, pretexto de seguir o Mestre, sair de azorrague em punho, golpeando aqui é ali, na pretensão de estender-lhe a influência.
É imprescindível adotar a conduta dele próprio que, em nos conhecendo as viciações e fraquezas, suportou-nos a rijeza de coração, orientando-nos para o bem, cada dia, com o esforço paciente da caridade que tudo compreende para ajudar.
Não movimentes, desse modo, impulso da força, constrangendo os semelhantes a determinadas regras de conduta, diante da ilusão em que se comprazem.
Renovemo-nos para o melhor.
Eleva o padrão vibratório das emoções e dos pensamentos.
Cresce para a Vida Superior e revela-te em silêncio, na altura de teus propósitos, convertendo-te em auxiliar precioso da Divina iluminação do Espírito, na convicção de que a sementeira do exemplo é a mais duradoura plantação no solo da alma.
Não te resignes aos hábitos da treva. Mas clareia-te, por dentro, purificando-te sempre mais, a fim de que a tua presença irradie, em favor do próximo, a mensagem persuasiva do Amor, para que se estabeleça entre os homens o domínio da eterna luz.
Livro Palavras de Vida Eterna Emmanuel Francisco Cândido Xavier
O PRIMEIRO DESAFIO
Disposto a esquecer o mal, dedicando-te ao bem, enfrentas o primeiro desafio.
Tens a impressão que todo o planejamento para o dia se desfaz.
Sentes os nervos abalados e estás a ponto de aceitar a pugna.
Silencia, porém, e age.
O hábito da discussão perniciosa se te instalou no comportamento e crês que não possuis forças para superar o acontecimento danoso. * Recorda que estás num clima de efeitos que vêm dos dias anteriores, quando te engajavas nas provocações, reagindo no mesmo tom.
Os familiares não sabem das tuas disposições novas e, porque estão acostumados às querelas e agressões, preservam o ambiente prejudicial. * Em teu procedimento de homem novo necessitas do autocontrole, reconquistando os familiares, que se surpreenderão com a tua nova filosofia de vida.
Contorna o primeiro desafio, dilui por antecipação e com sabedoria o mal-estar que ele podia gerar. Este é o passo inicial para o teu dia feliz.
Joanna de Ângelis Livro: Episódios Diários Médium: Divaldo Pereira Franco
Por que Jesus disse: “Eu sou a porta”?
Em uma de Suas ensinamentos, Jesus afirmou: “Eu sou a porta; quem entrar por mim será salvo.” Com esta comparação, Ele explicou que Ele é o único caminho para uma verdadeira relação com Deus.
Em tempos bíblicos, o pastor protegeu suas ovelhas durante a noite e guardou a entrada do lobo para que nenhum perigo pudesse alcançá-las. Jesus levou essa imagem para mostrar que em Si há segurança, orientação e vida eterna.
O mundo oferece muitos caminhos, mas apenas Cristo leva a uma esperança que nunca termina. Quando você decide caminhar com Ele, descobre que Seu amor, Sua paz e Seu verdadeiro caminho permanecem mesmo em meio às dificuldades.
Eu sou a porta; quem entrar por mim será salvo; eles entrarão e sairão e encontrarão pasto.
DESC. AUTOR
JESUS — O MESTRE QUE NOS ENSINOU A AMAR
Há mais de dois mil anos, um Espírito de incomparável elevação caminhou entre nós.
Nasceu na simplicidade, em meio a um povo de fé e tradições, e viveu como homem entre os homens.
Sua infância permanece quase silenciosa aos registros da história, mas sua presença no mundo adulto fez-se ouvir não pelo poder, pela riqueza ou pelos títulos, e sim pela força de uma mensagem que atravessaria os séculos:
Era Jesus.
O Mestre que não precisou de templos grandiosos para ensinar.
Não precisou de riquezas para ser grande.
Não precisou de armas para transformar o mundo.
Falava aos simples e aos sábios. Acolhia os esquecidos. Amparava os aflitos.
Estendia a mão aos que a sociedade rejeitava.
Ensinava por parábolas, porque conhecia a alma humana e sabia que algumas verdades precisam primeiro tocar o coração para depois serem compreendidas pela razão.
Sua mensagem era revolucionária em sua simplicidade: amar.
Amar a Deus. Amar o próximo. Perdoar. Servir. Ter misericórdia. Fazer o bem sem esperar recompensa.
Quando perguntado sobre o maior mandamento, resumiu toda a Lei em uma única essência:
“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração… e amarás o teu próximo como a ti mesmo.” (Mateus 22:37–39)
Para nós, espíritas, Jesus é o Guia e Modelo da humanidade, conforme nos ensina Allan Kardec em O Livro dos Espíritos.
Sua vida foi o exemplo mais perfeito da Lei de Deus que podemos encontrar na Terra. Ele não veio apenas falar sobre o amor. Ele viveu o amor. ⚘️Perdoou quando poderia condenar. Serviu quando poderia ser servido. Amparou quando tantos preferiam julgar.
Permaneceu sereno diante da incompreensão e da injustiça.
E quando perguntamos onde está o verdadeiro cristianismo, talvez a resposta esteja menos nas palavras e mais nas atitudes.
Está no prato que chega à mesa de quem tem fome. Na mão que se estende a quem caiu.
No abraço oferecido a quem está sofrendo. Na palavra que consola. No perdão silencioso.
Na caridade feita sem aplausos e sem esperar reconhecimento.
Porque seguir Jesus não é apenas falar sobre Ele.
É tentar viver aquilo que Ele ensinou.
Sua passagem pela Terra terminou fisicamente, mas sua presença espiritual permanece.
Os homens construíram instituições, criaram interpretações e deram diferentes nomes às suas experiências religiosas. Mas, acima de todas as construções humanas, permanece a essência do Cristo:
Amai-vos uns aos outros.
E talvez seja essa a maior prova de que Jesus continua caminhando entre nós: toda vez que alguém escolhe o amor em lugar do ódio, a caridade em lugar da indiferença, o perdão em lugar da vingança, a humildade em lugar do orgulho, e o serviço em lugar do egoísmo… o Evangelho renasce dentro de um coração.
Jesus não nos pediu perfeição imediata. Pediu que caminhássemos. Um passo hoje. Outro amanhã.
E, a cada dia, um pouco menos de egoísmo, um pouco mais de caridade; um pouco menos de orgulho, um pouco mais de humildade; um pouco menos de julgamento, um pouco mais de compaixão.
É assim que, lentamente, vamos nos aproximando do Mestre.
Porque o verdadeiro tributo que podemos oferecer a Jesus não está apenas em nossas palavras, orações ou homenagens.
Está na transformação de nossas próprias atitudes.
E quando uma pequena ação de amor ilumina a vida de alguém, talvez estejamos, mesmo ainda tão imperfeitos, refletindo um pouco da luz daquele que há mais de dois mil anos nos ensinou o caminho. Jesus continua vivo em cada coração que aprende a amar.
E enquanto houver alguém disposto a servir, perdoar, consolar e fazer o bem…
A mensagem do Cristo continuará caminhando pela Terra.
kkmartins – GrupoDosAnjos
ALEGRIA E AÇÃO
A alegria espontânea, que decorre de uma conduta digna, é geradora de saúde e bem-estar.
O homem que executa com prazer os seus deveres e sabe transformar as situações difíceis, dando-lhes cor e beleza, supera os impedimentos e facilita a realização de qualquer empresa.
A alegria, desse modo, resulta de uma visão positiva da vida, que se enriquece de inestimáveis tesouros de paz interior.
Viver, deve ser um hino de júbilo para todos quantos se movimentam na Terra.
Oportunidade superior de ascensão, pode ser considerada uma bênção de alto porte, que somente uma conduta jubilosa e reconhecida pode exteriorizar como forma de gratidão. * Quanto faças, realiza-o com alegria.
Põe estrelas de esperança no teu céu de provações e rejubila-te pelo ensejo evolutivo.
Abre-te a outros corações que anelam por amizade e aumenta o teu círculo de companheiros, transmitindo-lhes as emoções gratas do ato de viver.
Qualquer ação inspirada pela alegria torna-se mais fácil de ser executada e aureola-se da mirífica luz do bem.
Nem sempre é o fato, em si, o grande problema, mas o estado de ânimo e a forma de o encarar por aquele que o deve enfrentar.
Coloca o toque de alegria nas tuas realizações e elas brilharão, atraindo outras pessoas, que se sentirão comprazidas em poder ajudar-te, estar contigo, participar das tuas tarefas.
O Evangelho é uma Boa Nova de alegria, pois que ensina a superar a dor, a sombra da saudade, e aclara o enigma da morte.
Neste, como em todos os teus dias, sê alegre, demonstrando gratidão a Deus por estares vivendo.
Joanna de Ângelis Livro: Episódios Diários Médium: Divaldo Pereira Franco
INSTRUÇÕES DOS ESPIRITOS
A VIRTUDE
A Virtude, em mais Alto Grau, comporta o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o Homem de Bem.
Ser bom, caridoso, laborioso, sóbrio, modesto: essas são as Qualidades do Homem Virtuoso.
Infelizmente, muitas vezes elas são acompanhadas de pequenas Enfermidades Morais, que as desconcertam e as atenuam.
Aquele que faz alarde de sua virtude não é Virtuoso, uma vez que lhe falta a principal qualidade, a Modéstia, visto que ele tem o vício mais contrário a ela, o Orgulho.
A Virtude Verdadeiramente Digna desse nome Não Gosta de Exibir-se; apenas se adivinha sua existência, pois ela se esconde na obscuridade, e foge à admiração das multidões.
São Vicente de Paula era virtuoso; o digno Cura de Ars era virtuoso, e muitos outros pouco conhecidos pelo mundo, mas conhecidos por Deus.
Todas esses Homens de Bem ignoravam que eles próprios eram virtuosos.
Deixavam-se ir ao curso de suas Santas Inspirações, e praticavam o bem com um desinteresse completo, e um inteiro esquecimento de si mesmo.
É essa virtude verdadeiramente Cristã – e Verdadeiramente Espírita – que eu vos conclamo a consagrar-vos.
Mas afastai de vossos corações o pensamento do Orgulho, da Vaidade, do Amor Próprio, que maculam todas as belas qualidades.
Não imites este homem que se coloca como um modelo, e exalta suas próprias qualidades a todos os ouvidos tolerantes.
Essa Virtude em Ostentação esconde, muitas vezes, uma multidão de pequenas torpezas e odiosas fraquezas.
Em princípio, o homem que exalta a si mesmo, que ergue uma estátua a sua própria virtude, já com isso anula o mérito efetivo que poderia obter dela.
Que direi, então, daquele cujo inteiro valor consiste em parecer o que não é ?
Quero admitir que o homem que faz o bem sinta uma satisfação íntima, no fundo de seu coração.
Mas quando essa satisfação é expressa externamente, para que ele recolha elogios com isso, a virtude degenera-se em Amor Próprio.
Oh! todos vós que a Fé Espirita reanimou com seus raios, e que sabeis o quanto o homem está longe da perfeição, nunca entreis em tal erro.
A Virtude é uma Graça que desejo a todos os Espiritas Sinceros, mas lhe digo:
É preferível que se tenha menos virtudes, mas com modéstia, a ter muitas virtudes acompanhadas do Orgulho.
Foi pelo ORGULHO que as gerações sucessivas se perderam, e pela HUMILDADE um dia deverão redimir-se.
( François, Nicolas, Madeleine. País, 1863 ).
( NR 8. Cap XVII- EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO – ESE ) .
PROBLEMAS-DESAFIOS
Os problemas são desafios para o homem.
Toda pessoa que pensa, enfrenta problemas, porquanto a vida no corpo transcorre sob a ação de variadas situações difíceis.
Aprende a conviver com eles, tentando resolvê-los, quanto possível, sozinho. Se não o conseguires, busca a experiência de outrem e luta até solucioná-los no momento próprio.
Não os transfiras para os outros, que também os têm, embora não o demonstrem.
É desrespeito sobrecarregar o próximo com os nossos problemas, sem considerar as aflições que, certamente, lhe pesam sobre a existência.
Um problema hoje solucionado é lição para os que estão por vir.
Aprende a resolvê-los, para viver em paz.”
Joanna de Ângelis Livro: Vida Feliz Médium: Divaldo Pereira Franco
Mensagem do dia
Gúbio/Chico Xavier Livro: Libertação, cap. 17
“Em tua determinação de ajudar, esconde-se a solução do segredo da felicidade própria.”
A TRAGÉDIA DO RESSENTIMENTO
As pressões psicossociais, socioemocionais, econômicas e de outras origens desencadeiam distúrbios variados, nos quais mergulha uma larga faixa da sociedade.
Provocando medo, ansiedade, amargura, desarmonizam o sistema nervoso dos seres humanos, conduzindo a neuroses profundas que, quase sempre somatizadas, são responsáveis por enfermidades alérgicas, digestivas, do metabolismo em geral, facultando a instalação de processos degenerativos.
Os temperamentos frágeis, sob a pressão, procuram realizar mecanismos de fuga, caindo em estados fóbicos e depressivos ou recorrendo à violência como forma de afirmação e defesa da personalidade.
Muitos resíduos psicológicos se lhes instalam no campo emocional e mental, dando lugar a perturbações de comportamento e a doenças diversas, que permanecem sem diagnose adequada.
Pessoas mais sensíveis, que não conseguem suportar e superar esses fenômenos das pressões constritoras, refugiam-se em ressentimentos que as infelicitam e predispõem-nas a reagir sempre, desferindo dardos venenosos contra aqueles que se lhes transformam em inimigos reais ou imaginários.
Algumas se intoxicam de mágoas e fenecem. Outras, inconscientemente, tornam-se vítimas de insucessos afetivos, financeiros e sociais. Diversas fracassam na autoestima, desvalorizando-se e fazendo o jogo da autodestruição.
O ressentimento é responsável por muitas tragédias do cotidiano.
O ressentimento é tóxico que mata aquele que o carrega. Enquanto vibra na emoção, destrambelha os equipamentos nervosos mais sutis e produz disritmia, oscilação de pressão, disfunções cardíacas.
Não vale a pena deixar-se envenenar pelo ressentimento.
Nem sempre ele se manifesta com expressões definidas, camuflando-se nas fixações mentais e, às vezes, passando despercebido.
Há pessoas ressentidas que se não dão conta.
Um autoexame enérgico auxiliar-te-á a identificá-lo nos refolhos da alma. Logo depois, prosseguindo na sua busca e análise, descobrirás as suas raízes, quando teve ele início e por que se te instalou no ser, passando a perturbar-te.
Verificarás, surpreso, que és responsável por lhe dares guarida e o vitalizares, deixando-te por ele consumir.
Os indivíduos que te foram cruéis – familiares, conhecidos, mestres – na infância e durante a vida, não tinham nem têm dimensão do que fizeram ou estão a fazer.
Nem sequer se aperceberam dos seus desmandos e incoerências em relação a ti. Por seu turno, sofreram as mesmas agressões, quando crianças, e apenas reagem conforme haviam feito outros em relação a eles.
O teu primeiro passo será compreendê-los, considerando-os sem responsabilidade nem esclarecimento, sem má intenção em relação a ti. Mediante tal recurso os compreenderás e os perdoarás posteriormente, liberando-te.
Arrancada a causa injusta do ressentimento, despertarás de imediato em paisagem sem sombras, redescobrindo a vida e desarmando-te em relação às outras pessoas com quem antipatizavas ou das quais te mantinhas em guarda.
Ademais, o mal que te façam somente te perturbará se o permitires, acolhendo-o. Em caso contrário, tornará à sua origem.
Vive, pois, sem mágoas. Depura-te. Ressentimento, nunca.
JOANNA DE ÂNGELIS LIVRO: Momentos de Saúde e de Consciência MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
Um Homem chamado Jesus
Certa vez, um Espírito sublime deixou as estrelas, revestiu-se de um corpo humano e veio habitar entre os homens.
Porque fosse um exímio artista plástico, habituado a modelar as formas celestes, compondo astros e globos planetários, tomou da madeira bruta e deu-lhe formas úteis.
Durante anos, de Suas mãos brotaram mesas e bancos, onde amigos e irmãos se assentavam para repartir o pão.
Para receber os seus corpos cansados, ao final do dia, Ele preparou camas confortáveis e, porque amasse a todos os seres viventes, não esqueceu de providenciar cochos e manjedouras onde os animais pudessem vencer a fome.
Porque fosse artista de outras artes, certo dia deixou as ferramentas com que moldava a madeira, e partiu pelas estradas poeirentas.
Tomou do alaúde natural de um lago, em Genesaré, e ali teceu as mais belas canções.
Seu canto atraía crianças, velhos e moços. Vinham de todas as bandas.
A entonação de sua voz calava o choro dos bebês e as dores arrefeciam nos corações das viúvas e dos desamparados.
As harmonias que compunha tinham o condão de secar lágrimas e sensibilizar corações endurecidos.
Como soubesse compor poemas de rara beleza, subiu a um monte e derramou versos de bem-aventuranças, que enalteciam a misericórdia, a justiça e o perdão.
Porque sua sensibilidade se compadecia das dores da multidão, multiplicou pães e peixes, saciando-lhe a fome física.
Delicado na postura, gentil no falar, por onde passava, deixava impregnado o perfume de Sua presença.
Possuía tanto amor que o exalava de Si aos que O rodeassem. Uma pobre mulher enferma tocou-lhe a barra do manto e recebeu os fluidos curadores que lhe restituíram a saúde.
Dócil como um cordeiro, abraçou crianças, colocou-as em seus joelhos e lhes falou do Pai que está nos céus, que veste a erva do campo e providencia alimento às aves cantantes.
Enérgico nos posicionamentos morais, usou da Sua voz para o discurso da honra, defendendo o templo, a Casa do Pai, dos que desejavam lesar o povo já por si sofrido e humilhado.
Enalteceu os pequenos e na Sua grandeza, atentava para detalhes mínimos.
Olhou para a figueira e convidou um cobrador de impostos a descer a fim de estar com Ele mais estreitamente.
Acreditavam que Ele tomaria um trono terrestre e governaria por anos, com justiça.
Ele preferiu penetrar os corações dos homens e viver na sua intimidade, para que eles usufruíssem de paz e a tivessem em abundância.
Seu nome é Jesus, o Amigo Divino que permanece de braços abertos, declamando os versos do Seu poema de amor: Vinde a mim, vós todos que estais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei…
Redação do Momento Espírita, com transcrição do Evangelho de Mateus, cap. 11, vers. 28. Disponível no CD Momento Espírita, v. 15, ed. FEP. Em 15.3.2021
Um farol na escuridão
Quando estamos passando por uma situação difícil, sem entender, buscando encontrar uma luz que venha orientar o caminho, muitas vezes esperamos que venha como um farol na escuridão.
Essa ajuda, auxílio, nem sempre chega com a representação que entendemos que chegaria.
É um formato muitas vezes não compreendido.
Uma palavra, uma leitura, um encontro inesperado.
É nas pequenas percepções ou palavras que muitas vezes está posto essa luz, aquilo que dará um norte para onde devemos caminhar.
Não esperemos que seja um grande farol, pois assim iremos perder a sutileza dos sinais que vão indicar o caminho para chegar a mais luz.
Os espíritos de luz, nossos amparadores espirituais, sempre encontram formas para que o auxílio nos encontre.
Acontece, que tantas vezes, estamos atentos a tantas problemáticas banais e desnecessárias que não reconhecemos tão preciosos auxílios que recebemos.
Sempre chega, sempre somos auxiliados, pequenos sinais, meus irmãos, que nos indicam o caminho.
Desc. Autor
CHICO, MEIMEI E SCHEILLA
Durante décadas, milhares de pais e mães que perderam seus filhos procuraram Chico Xavier em Uberaba.
Muitos relataram que, antes ou durante a psicografia das cartas dos filhos desencarnados, sentiam um perfume intenso e inexplicável, interpretado pelos presentes como sinal da presença dos benfeitores espirituais, especialmente Scheilla, preparando o ambiente para o consolo espiritual. Esses relatos aparecem em depoimentos de frequentadores, biógrafos e trabalhadores do Centro Espírita Luiz Gonzaga.
O perfume de Scheilla
O caso mais conhecido envolve o espírito Scheilla, enfermeira espiritual descrita em diversas obras espíritas. Frequentadores das reuniões públicas em Uberaba afirmavam que, quando ela se aproximava para aplicar passes ou auxiliar nos atendimentos, um intenso perfume de rosas ou de flores tomava conta do ambiente. Há relatos de lenços, água fluidificada e até pequenos objetos que permaneciam perfumados após as reuniões.
O próprio Chico Xavier chegou a explicar esse fenômeno em uma entrevista. Ao notar que uma jornalista havia percebido o perfume, disse:
“O perfume que você acaba de sentir é naturalmente um perfume feminino, porém do Espírito Scheilla.”
E Meimei?
Meimei é conhecida, sobretudo, pelas mensagens dirigidas às famílias, às crianças e às mães. Diversos livros psicografados por Chico Xavier contêm textos de profundo consolo assinados por ela, especialmente a obra “Mãe”, dedicada à maternidade e ao amparo espiritual.
Para a Doutrina Espírita, esses perfumes são considerados um possível fenômeno mediúnico de efeitos físicos, quando produzidos pela ação dos Espíritos. Entretanto, sua ocorrência é vista como acessória: o aspecto mais importante sempre foi a mensagem de esperança e consolação levada às famílias, e não o fenômeno em si.
REENCARNAÇÃO
Você sabia que uma decisão política (e um drama do Império Romano) mudou a forma como o Ocidente enxerga a reencarnação?
Muita gente não imagina, mas até o ano de 553 d.C., a própria Igreja Católica aceitava a ideia da reencarnação. Mas o que fez essa visão mudar radicalmente? A história nos mostra um bastidor impressionante:
A esposa do imperador Justiniano, a imperatriz Teodora, tinha um passado como meretriz antes de chegar ao topo do poder no Império Romano. Quando ela se tornou imperatriz, as antigas companheiras começaram a comemorar a ascensão de “uma delas” ao topo.
Incomodada e querendo apagar esse passado, Teodora tomou atitudes drásticas contra elas.
Os sacerdotes da época, então, começaram a avisá-la: “Na próxima vida, quando você voltar, você vai ter que pagar por tudo isso.”
Revoltada com a ideia de ter que encarar o resgate de suas ações em uma futura encarnação, Teodora pressionou Justiniano para acabar com esse conceito. E Justiniano percebeu algo estrategicamente conveniente: se o povo acreditar que só existe ESTA vida e que não há volta, fica muito mais fácil controlar todo mundo pelo medo.
Foi assim que o conceito de reencarnação foi banido dos dogmas da época.
Quando tiramos as amarras do medo e entendemos a vida como um aprendizado contínuo, percebemos que cada dia é uma nova oportunidade de evolução.
Acredita que a vida é realmente uma grande escola de aperfeiçoamento?
O desencarnado pode visitar os familiares?
Segundo a Doutrina Espírita, os laços de amor não são rompidos pela morte. Após o desencarne, muitos Espíritos continuam acompanhando familiares e amigos, especialmente quando existem vínculos afetivos sinceros.
Em O Livro dos Espíritos, Allan Kardec ensina que os Espíritos podem ver-nos, visitar-nos e influenciar-nos, respeitando as leis divinas e o livre-arbítrio. Durante o sono, inclusive, é possível ocorrer encontros espirituais dos quais nem sempre guarda-nos lembrança ao despertar.
André Luiz, por meio da mediunidade de Chico Xavier, descreve em obras como Nosso Lar e Os Mensageiros que Espíritos equilibrados frequentemente recebem autorização para visitar parentes encarnados, levando amparo, inspiração e carinho. Contudo, o excesso de apego e sofrimento pode dificultar esses reencontros.
Manoel Philomeno de Miranda relata que equipes espirituais também realizam visitas de auxílio aos lares, especialmente em momentos de dor, enfermidade ou necessidade de fortalecimento moral.
Já Divaldo Pereira Franco destaca que a melhor forma de sentir a presença dos entes queridos é por meio da prece, da serenidade e da prática do bem, criando sintonia com os planos superiores. A saudade é natural, mas o Espiritismo convida à confiança: aqueles que amamos continuam vivos na dimensão espiritual e, quando permitido por Deus, podem aproximar-se para transmitir afeto, proteção e incentivo à nossa caminhada.
Referências: O Livro dos Espíritos – questões 456 a 459. Nosso Lar. Os Mensageiros.
Divaldo Pereira Franco – palestras e obras doutrinárias. Temas da Vida e da Morte.
Como é a noite no Mundo Espiritual?
No livro Cidade dos Espíritos, psicografado por Robson Pinheiro pelo espírito Ângelo Inácio, a noite no plano espiritual é retratada de forma diferente da que conhecemos na Terra.
Embora existam ciclos semelhantes aos de dia e noite, eles são organizados para favorecer o equilíbrio, o aprendizado e o trabalho dos habitantes das colônias espirituais.
Enquanto muitos espíritos aproveitam esse período para repouso e recomposição de energias, equipes espirituais permanecem em intensa atividade.
Socorro a desencarnados recém-chegados, assistência a encarnados durante o sono e tarefas de estudo e planejamento continuam acontecendo.
A obra mostra que a vida espiritual é dinâmica e que o serviço no bem não cessa.
Durante a noite, muitos encarnados, parcialmente emancipados pelo sono físico, podem ser conduzidos a escolas, hospitais e centros de aprendizado no mundo espiritual, conforme seu grau de consciência e merecimento. Assim, o período noturno torna-se uma oportunidade de crescimento e renovação para espíritos encarnados e desencarnados.
A noite espiritual não representa inatividade, mas uma valiosa oportunidade de trabalho, estudo e evolução.
Referências: Cidade dos Espíritos – espírito Ângelo Inácio, psicografia de Robson Pinheiro. O Livro dos Espíritos – questões 400 a 412. Nosso Lar – psicografia de Chico Xavier.
O mundo e o mal
“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.”
Jesus (João, 17:15.)
Nos centros religiosos, há sempre grande número de pessoas preocupadas com a ideia da morte. Muitos companheiros não creem na paz, nem no amor, senão em planos diferentes da Terra.
A maioria aguarda situações imaginárias e injustificáveis para quem nunca levou em linha de conta o esforço próprio.
O anseio de morrer para ser feliz é enfermidade do espírito.
Orando ao Pai pelos discípulos, Jesus rogou para que não fossem retirados do mundo, e, sim, libertos do mal.
O mal, portanto, não é essencialmente do mundo, mas das criaturas que o habitam.
A Terra, em si, sempre foi boa. De sua lama brotam lírios de delicado aroma, sua Natureza maternal é repositório de maravilhosos milagres que se repetem todos os dias.
De nada vale partirmos do planeta, quando nossos males não foram exterminados convenientemente. Em tais circunstâncias, assemelhamo-nos aos portadores humanos das chamadas moléstias incuráveis.
Podemos trocar de residência, todavia, a mudança é quase nada se as feridas nos acompanham. Faz-se preciso, pois, embelezar o mundo e aprimorá-lo, combatendo o mal que está em nós.
Extraído do Livro Caminho, Verdade e Vida de Chico Xavier pelo espírito de Emmanuel
NADA É POR ACASO
Nenhum de nós está aqui por acaso Cada encontro, cada dificuldade, cada lágrima e cada sorriso têm um propósito que ainda não compreendemos.
A vida é uma escola de amor e aprendizado.
E o que hoje parece dor, amanhã pode ser a sua maior vitória.
Confie em Deus. Ele nunca erra. Ele sabe o que faz e por que faz.
Tenha fé, porque mesmo quando você não entende, Deus está cuidando de cada detalhe do seu caminho.
Bezerra de Menezes
“A FÉ É O FAROL QUE ILUMINA A ALMA E NOS GUIA AO PORTO SEGURO DA PAZ.’
BEZERRA DE MENEZES
LEI DA VIDA
Ninguém se evade das consequências dos próprios atos. Estas são inevitáveis no processo evolutivo de todas as criaturas.
Conforme seja a ação, desencadeia-se a reação. Por isto mesmo, o homem vive segundo age. Nem sempre, porém, os resultados se fazem imediatos.
Há tempo para semear, quanto o existe para colher.
A trilha de cada criatura é percorrida com os pés do esforço pessoal.
Indispensável, portanto, pensar antes de agir, de modo a não se arrepender, ao raciocinar depois.
Produze, a cada momento uma sementeira de amor, deixando pela estrada percorrida os sinais da esperança e do bem.
Talvez retornes pelo mesmo caminho, realizando uma nova experiência. E, se, por acaso, não volveres por aí, aqueles que o irão percorrer te bendirão o labor realizado.
Sê tu aquele que acende luzes na treva dominante.
A viagem evolutiva que faz assinalar pelas conquistas incessantes, que respondem pela promoção moral e espiritual do indivíduo.
Há quem se compraz na ignorância, porque o conhecimento lhe é estranho.
Teimam, muitos homens, pela permanência na arbitrariedade.
Pessoas agem, equivocadamente, no disfarce do oculto, acreditando-se dribladoras da honestidade, da correção, do dever.
Sorriem, enganadas, supondo-se livre do escândalo, ou, escamoteando a verdade, crêem-se indenes ao escárnio, à cobrança pelas suas dívidas.
Quiçá, permaneçam ignoradas pelos demais, as suas ações ignóbeis; nunca, no entanto, pela própria consciência, que reflete a presença de Deus em todos os indivíduos.
É até mesmo provável que o culpado não venha a ser acusado publicamente, e passe pela vida respeitado por todos.
Isso, todavia, não é importante.
Ele jamais fugirá de si mesmo, das suas recordações.
O tempo não para, mas, os efeitos de cada um permanecem.
Um dia ressumam dos arquivos da memória os lances dos atos perpetrados. E, se por acaso se demoram anestesiadas, as lembranças, elas prosseguem vivas, aguardando o momento próprio.
De uma existência se transfere para a outra, o somatório das experiências.
A reencarnação é lei natural da vida.
Através dela cada espírito avança, conquistando, palmo a palmo, o campo do progresso pessoal.
Graças aos seus impositivos, o que parecia oculto faz-se revelado, o desconhecido torna-se público, o errado se faz corrigir.
Assim, não cesses de produzir no bem, com o bem e para o bem.
Se te enganas ou a alguém prejudicas, apressa-te para retificá-lo e reabilitar-te.
Com muita propriedade, afirma a lição evangélica, ensinando que “nada a de oculta de não venha a ser revelado”.
JOANNA DE ÂNGELIS DO LIVRO: Momentos de Alegria MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
BEZERRA DE MENEZES
Diretrizes espirituais de 2011 a 2019
Desde 2001 e por ocasião das reuniões ordinárias anuais promovidas pelo Conselho Federativo Nacional da Federação Espírita Brasileira, o incansável trabalhador da Espiritualidade, Bezerra de Menezes, presenteia-nos com valorosas mensagens a nos fortalecer na caminhada com Jesus. Por intermédio da abnegada mediunidade de Divaldo Franco, Bezerra de Menezes tem trazido, ao longo dos anos, aquilo que consideramos verdadeiras diretrizes espirituais a nortear o Movimento Espírita brasileiro, além da nossa própria jornada individual.
O primeiro compilado de orientações foi publicado inicialmente em 2011, com o título Diretrizes Espirituais, no qual foi reunida a essência das mensagens desde 2001 até 2010. Reconhecendo a importância do trabalho do Benfeitor Espiritual nessa seara, levantou-se o conteúdo das mensagens posteriores do CFN – de 2011 a 2019 –, salientando-se, nessa ocasião, a continuidade da linha de diretrizes espirituais alinhavada por Bezerra de Menezes.
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2011 – Era de Unificação e decisão
Estes são dias semelhantes àqueles quando o Divino Pastor veio reunir as ovelhas tresmalhadas de Israel com os gentios, proclamando o momento de unificação de raças e de etnias, de crenças e de religiões, de situações socioeconômicas diferentes sob o seu sublime cajado. […]
Porfiai na defesa dos nossos direitos de semeação do Evangelho […]. No mundo de convulsões da hodiernidade não há lugar para a timidez, para a ausência de decisões. […]
Prossegui, portanto, vigilantes, prudentes sim, generosos também, mas, sobretudo valorosos, na preservação da mensagem que herdastes do ínclito Codificador Allan Kardec e dos missionários que o assessoram […].
2012 – Novas conquistas aproximam a Ciência da Religião
Graças ao Espiritismo, na sua feição de ciência experimental, foi possível lançar a primeira ponte sobre o abismo, demonstrando que o resultado máximo da investigação científica é o encontro com a verdade relativa pela linguagem dos fatos e, ao confirmar-se a reencarnação nos laboratórios da mediunidade, foi inevitável a aceitação de Deus como causa do Universo. […]
Vivemos o momento histórico da grande transição, quando se abraçarão a Ciência e Religião, conduzindo as mentes humanas a Deus e, por consequência, ao amor, ampliando os horizontes da solidariedade para que todas as vidas constituam o ideal proposto por Jesus: o rebanho único e seu Pastor.
2013 – A bênção da legítima fraternidade
Em outras palavras, Jesus nos convida à renúncia total dos sentimentos egoísticos, acenando-nos com a bênção da legítima fraternidade. […]
É certamente o grande desafio do momento servir à causa sem se servir da Casa e da Doutrina que ela alberga. Compreender que, na condição de servo, a satisfação máxima é atender às determinações do Senhor, sem qualquer queixa ou reclamação.
2014 – Momento decisivo
Que o espírito de união, de fraternidade, leve-nos todos, desencarnados e encarnados, à pacificação, trabalhando essas anfractuosidades para que haja ordem em nome do progresso. […]
Venceremos lutando juntos, esquecendo caprichos pessoais, de imposições egotistas, pensando em todos aqueles que sofrem e que choram, que confiam em nossa fragilidade e aguardam o melhor exemplo da nossa renúncia em favor do bem, do nosso devotamento em favor da caridade, da nossa entrega em novo holocausto.
2015 – Perseverai no bem e não vacileis
Reencarnastes para contribuir com o momento da mudança de paradigmas do planeta de provas e de expiações para o mundo de regeneração. Assumistes o compromisso de divulgar Jesus Cristo, conforme as lições insuperáveis do Evangelho. […]
Avante, anônimos seareiros da verdade, e amai até as últimas forças da vossa jornada no planeta abençoado!
2016 – Momento histórico da transição para a luz
Não penseis que o Espiritismo veio solucionar aquilo que cada um de nós deve cuidar de fazer, mas nos ajudou a solucionar sim, pelo conforto moral, pelas palavras iluminativas, pelos conteúdos libertadores, tudo o que significa dor e angústia, libertando-nos do magnetismo terrestre para fruir as infinitas glórias da Imortalidade.
2017 – Vigilância e fidelidade da última hora
Jesus recomendou-nos a vigilância, depois a oração. Sede prudentes como as serpentes, sábios como as pombas, parafraseando o Evangelho, e estais vigilantes, porque os amigos vossos de ontem, que se encontram conduzindo as leiras do Espiritismo com Jesus, abrem as portas imensas da imortalidade para que as atravesseis em triunfo e glória.
2018 – Peregrina luz anuncia o amanhecer de uma nova era
Mantende o coração liberado de preconceitos de qualquer natureza. Abri os braços ao recolhimento das criaturas humanas, porém mantende os postulados da Doutrina invioláveis, sem enxertos de qualquer natureza, porque, se é verdade que o pensamento da Codificação evolve cada vez mais, não menos é verdade que o faz dentro das raízes fixadas, pelo Mundo Espiritual, nas obras fundamentais.
2019 – Gloriosa vitória da luz contra a treva!
Sois as cartas vivas do Evangelho e perseverai no objetivo sagrado de confortar os que choram, mas não apenas consolá-los, senão apontardes os caminhos pelos quais encontrarão a felicidade anelada.
Filhas e filhos do coração, não fostes vós que vos candidatastes, foi o Senhor da Vida que fez um giro ao entardecer e convidou-vos à última hora para a Seara de Redenção. Alegrai-vos porque o vosso será o mesmo salário dos heróis da hora primeira e exultai porque já vos encontrais ao lado do Dono da Vinha que logo mais estará convocando-vos para a prestação de contas e ireis apresentar o glorioso resultado da vitória da luz contra a treva.
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Somos, mais uma vez, alertados para a necessidade da vivência do Evangelho em nossas vidas, atendendo, sem escusas, ao convite da fraternidade e da união. Fomos convocados ao trabalho da última hora e a assistir ao início da Nova Era, em proatividade, garantindo nosso óbolo na batalha da luz contra a treva.
Ainda assim, o cuidado do benfeitor amigo em nos alertar sobre os perigos promovidos pelas artimanhas de nosso orgulho e egoísmo pode, eventualmente, fazer-nos estranhar a semelhança entre uma mensagem ou outra. Mas se nossa ignorância se atrapalha com a familiaridade das mensagens, a consciência humilde compreende o recado: enquanto não assimilarmos o conteúdo das diretrizes, transmutado em testemunho, a mensagem irá se repetir até se fazer ouvida, sentida e vivenciada no cotidiano de nossas existência
BEZERRA DE MENEZES E A TRANSIÇÃO
Perseverai no bem e não vacileis.
Reencarnastes para contribuir com o momento da mudança de paradigmas do planeta de provas e de expiações para o mundo de regeneração.
Assumistes o compromisso de divulgar Jesus Cristo, conforme as lições insuperáveis do Evangelho. […]
Avante, anônimos seareiros da verdade, e amai até as últimas forças da vossa jornada no planeta abençoado!
GUIAS ESPIRITUAIS
Nunca se cansam de inspirar e socorrer. Jamais abandonam os seus pupilos ou desistem da ação de beneficência ao lado deles.
Sempre se utilizam das menores ensanchas para incutir as ideias felizes e o bem operante.
Vigilantes, são o apoio no desfalecimento, a coragem no receio e a força no momento do desânimo.
Não estimulam à insensatez, nem emulam à vaidade ou ao orgulho venenoso.
Discretos, passam, às vezes, despercebidos, porém, estão sempre presentes.
Generosos, não descuram a disciplina ou a energia.
Gentis, invectivam contra o erro, admoestando com carinho, todavia, com decisão.
Caridosos, perseveram até a exaustão que não atingem, porque se renovam no amor de Deus, que nunca lhes falta.
Assumem o compromisso de apoiar, antes que se inicie a experiência carnal do tutelado, e não o encerram, nem sequer quando se rompem os liames corporais.
Alteram as técnicas de socorro, conforme a ocasião e as necessidades.
Repetem o discurso de amor e de proteção mil vezes, apresentando entonação nova e cordial.
Não se exasperam, tampouco se mantêm em conivência.
(…) São os Guias Espirituais da criatura humana.
Ninguém, na Terra, que se encontre sem a proteção deles em nome de Deus.
São anjos guardiães, operosos e nobres, que intercedem, respaldam e guardam os homens, protegendo-os das imperfeições que lhes afeiam o caráter e para cuja purificação retornaram à reencarnação.
Haja o que houver, mesmo que repelidos e maltratados, não desprezam os protegidos rebeldes, que mais amam, propiciando-lhes, em diversas ocasiões, o benefício do sofrimento que os desperta para as realidades maiores.
Sabendo que a dor é o método mais eficaz além do amor, propiciam-na, confiando que o buril lapidador realizará o milagre de limar as arestas e liberar a gema preciosa, que é o Espírito adormecido na ganga da ignorância e da perversidade.
Se pretendes alcançar as estrelas, voar livre na amplidão, sonhar e viver o amor sem limite, faze silêncio interior e ouvirás os teus abnegados Guias Espirituais, que vêm aguardando a tua decisão de felicidade, desde há muito, e estão prontos a distender-te as mãos angélicas e salvadoras.
JOANNA DE ÂNGELIS LIVRO: Momentos de Coragem MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO
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