IMPREVISÍVEL É ELEVAR A MORAL

moral elevada Vera Jacubowski

MORAL ELEVADA

“Imprescindível é elevar a moral se quisermos nos livrar da dor.”
Vera Jacubowski

CEGUEIRA DA ALMA BEZERRA DE MENEZES

Progresso moral

 
Há quem afirme que, embora os anos de Cristianismo, o homem continua o mesmo.
Afinal, abre-se o jornal e as manchetes noticiam crimes, corrupção, guerras. O homem continua lobo do homem.
Alguém chega a afirmar que, na atualidade, o homem está pior do que antigamente.
Não se sabe com exatidão esse antigamente quanto significa em anos ou séculos.
Contudo, é bom se analisar que o progresso intelectual antecede sempre o progresso moral. É assim que observamos as conquistas do homem no campo da tecnologia.
Das cavernas ele passou às construções dos modernos edifícios, de arrojadas linhas arquitetônicas.
Para transpor abismos concebeu as pontes. Venceu muitas batalhas e dominou várias enfermidades.
Transpôs as fronteiras do planeta e se aventurou no espaço. Conquistou a lua, lançou satélites. Concebe viagens para exploração espacial.
Adentra na intimidade dos oceanos para descobrir, a cada dia, a maior profundidade, a vida marinha abundante e sempre mais surpreendente.
Realiza microcirurgias. A todo momento, novas descobertas assombram os leigos. O homem avança a passos largos.
Não podemos concordar que o homem continua tão cruel e perverso como nos passados anos.
Houve, sim, crescimento moral. Basta que se pense nos dias em que os portadores da hanseníase, também chamada lepra, eram colocados para fora das cidades, segregados do convívio dos seus afetos, expulsos da comunidade.
Hoje, são tratados em hospitais, clínicas, ambulatórios e têm convivência social normal.
Os filhos de ninguém ontem eram relegados ao abandono. Hoje, o homem mais moralizado estabelece sistemas de apoio à mãe solteira, à gestante carente e ninguém pode conceber que se deixe entregue à própria sorte um pequenino ser, somente porque não nasceu sob cuidados paternos.
O amparo à velhice, a humanização do tratamento psiquiátrico, a luta pelo adeus a fórmulas de torturas antes aplaudidas e aceitas. Tudo nos conduz ao entendimento de que houve progresso moral.
Quando os gestos de barbárie, os atos de violência, a degradação dos costumes se apresentam, devemos considerar que numa terra tão grande, que recebe regularmente espíritos imigrados de outras dimensões, sejam ainda comuns tais comportamentos.
O que queremos dizer é que muitos dos que na atualidade procedem de forma totalmente destituída de humanidade, não são necessariamente os mesmos Espíritos que animaram os homens do passado.
E ao lado desses, criaturas há, e não são poucas, que todos os dias se erguem com o sol e se dedicam aos seus irmãos.
Observamos a proliferação dos serviços assistenciais de toda gama.
Homens e mulheres que se dispõem, em trabalho voluntário junto a pequerruchos e idosos, não somente lhes providenciando alimento, abrigo e vestuário, mas estendendo o gesto de carinho, que é alimento maior.
Voluntários que adentram hospitais e casas de saúde para fazerem companhia a enfermos.
Jovens que se organizam em grupos, ensaiam peças infantis para alegrar os meninos da rua, os doentes das clínicas infantis, os hóspedes dos orfanatos.
Sim, o homem cresceu moralmente. Há muito bem espalhado na Terra.
Há nobreza nos corações, solidariedade à espera do lançamento de uma nova campanha. Basta ter olhos de ver.
Olhemos.
Redação do Momento Espírita, com base em artigo da revista
Reformador, de outubro de 1990 e no verbete Progresso, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 1.5.2013.

árvore da bondade chico xavier

Um Dever de Consciência

O fato de médicos e hospitais de vários municípios do Rio Grande do Sul terem se recusado a fazer o abortamento em uma adolescente de 14 anos, apesar da autorização judicial que trazia consigo, foi manchete nas mídias, no ano de 2005.
Segundo as notícias, a jovem disse que sua gravidez foi fruto de estupro e obteve do juiz a permissão para realizar o aborto, isentando médicos e hospitais que se dispusessem a eliminar a vida que pulsava em seu ventre.
Embora o juiz tenha autorizado o aborto, não lhe caberia o direito de obrigar ninguém a realizar o feito, pois nem sempre a legalidade de um ato o torna moral.
O que vale ressaltar na atitude desses médicos, é a consciência do dever. O dever de defender a vida, assumido perante si próprios.
O dever é a obrigação moral da criatura para consigo mesma, primeiro, e, em seguida, para com os outros.
Ao concluírem o curso os médicos fazem um juramento, o mesmo juramento feito por Hipócrates, um sábio grego que viveu no século V antes de Cristo, e é considerado o Pai da Medicina.
O juramento diz o seguinte:
Eu, solenemente, juro consagrar minha vida a serviço da Humanidade.
Darei, como reconhecimento a meus mestres, meu respeito e minha gratidão. Praticarei a minha profissão com consciência e dignidade.
A saúde dos meus pacientes será a minha primeira preocupação.
Respeitarei os segredos a mim confiados. Manterei, a todo custo, no máximo possível, a honra e a tradição da profissão médica. Meus colegas serão meus irmãos.
Não permitirei que concepções religiosas, nacionais, raciais, partidárias ou sociais intervenham entre meu dever e meus pacientes.
Manterei o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção.
Mesmo sob ameaça, não usarei meu conhecimento médico em princípios contrários às leis da natureza.
Faço estas promessas, solene e livremente, pela minha própria honra.
Ao fazer tal juramento, o médico passa a ter um dever moral consigo mesmo. E, se o violar, estará ferindo a própria consciência.
Ao se comprometer com esse ideal, o médico também estabelece o dever para com os outros, que é o segundo passo do dever ético-moral.
Lamentável é que muitos desses homens e mulheres que juraram, solene e livremente, que manteriam o mais alto respeito pela vida humana, desde sua concepção, usem seus conhecimentos médicos para eliminar a vida que pulsa no santuário do ventre materno.
Por outro lado, é admirável a coragem e a honra desses homens e mulheres que não se permitem sujar as mãos com sangue inocente, mesmo sob qualquer pressão.
Isso porque sabem que, se agirem em desacordo com o juramento feito por livre vontade, não terão como se olhar no espelho da consciência e enxergar um cidadão honrado.
*
O dever é a lei da vida. Com ele deparamos nas mais ínfimas particularidades, como nos atos mais elevados.
Na ordem dos sentimentos, o dever é muito difícil de cumprir-se, por se achar em antagonismo com as atrações do interesse e do coração. Não têm testemunhas as suas vitórias e não estão sujeitas à repressão suas derrotas.
O dever principia, para cada um de vós, exatamente no ponto em que ameaçais a felicidade ou a tranquilidade do vosso próximo; acaba no limite que não desejais ninguém transponha com relação a vós.
O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho.
O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores da Humanidade.
Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da Sua obra resplandeça a seus próprios olhos.
Redação do Momento Espírita, com base no item 7 do cap. XVII de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Feb. Em 24.09.2009.

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