MÃOS VAZIAS OU CABEÇA DESOCUPADA DENUNCIAM CORAÇÃO OCIOSO

MÃOS VAZIAS OU CABEÇA DESOCUPADA Eurípedes barsanulfo

Em plena era nova

 

Há criaturas que deixaram, na Terra, como único rastro da vida robusta que usufruíram na carne, o mausoléu esquecido num canto ermo de cemitério.
Nenhuma lembrança útil.
Nenhuma reminiscência em bases de fraternidade.
Nenhum ato que lhes recorde atitudes como padrões de fé.
Nenhum exemplo edificante nos currículos da existência.
Nenhuma ideia que vencesse a barreira da mediocridade.
Nenhum gesto de amor que lhes granjeasse sobre o nome o orvalho da gratidão.
A terra conservou-lhe, à força, apenas o cadáver – retalho de matéria gasta que lhes vestira o espírito e que passa a ajudar, sem querer, no adubo às ervas bravas.
Usaram os empréstimos do Pai Magnânimo exclusivamente para si mesmos, olvidando estendê-los aos companheiros de evolução e ignorando que a verdadeira alegria não vive isolada numa só alma, pois que somente viceja com reciprocidade de vibrações entre vários grupos de seres amigos.
Espíritas, muitos de nós já vivemos assim!
Entretanto, agora, os tempos são outros e as responsabilidades surgem maiores.
O Espiritismo, a rasgar-nos nas mentes acanhadas e entorpecidas largos horizontes de ideal superior, nos impele para a frente, rumo aos Cimos da Perfectibilidade.
A humanidade ativa e necessitada, a construir seu porvir de triunfos, nos conclama ao trabalho.
O espírito é um monumento vivo de Deus – o Criador Amorável. Honremos a nossa origem divina, criando o bem como chuva de bênçãos ao longo de nossas próprias pegadas.
Irmãos, sede os vencedores da rotina escravizante.
Em cada dia renasce a luz de uma nova vida e com a morte somente morrem as ilusões.
O espírito deve ser conhecido por suas obras.
É necessário viver e servir.
É necessário viver, meus irmãos, e ser mais do que pó!
(Psicografada por WALDO VIEIRA. Sobre o CAP. XVIII – Item 9 do ESE)
Eurípedes Barsanulfo
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Toda ocupação útil é trabalho

Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais?
“Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.”
Questão 675 de O Livro dos Espíritos.
Era o primeiro dia de férias da escola e a mãe de Artur pediu a ele para secar a louça do almoço.
– Não posso! – respondeu o garoto. Nestas férias não vou fazer nada! Trabalhar… nem pensar!
Assim, naquele dia Artur se negou a arrumar o quarto, a lavar seu tênis e a guardar sua roupa que havia sido passada. Ele ficou deitado no sofá, a tarde toda, olhando bobagens na TV. Sua mãe pensou que podia obrigá-lo a ajudar, mas resolveu fazer diferente…
No dia seguinte, acordou muito tarde e se recusou a varrer a calçada, dizendo:
– Trabalhar nas férias? Nem pensar!
A mãe, então desafiou o filho:
– Aposto que você não consegue ficar uma semana sem trabalhar!
– Aposto um sorvete como eu consigo! – respondeu Artur.
– Combinado! – disse a mãe.
Dona Ana passou, então, a observar de perto o filho, verificando as escolhas que ele fazia. Quando ele terminou de ler um dos livros que havia ganhado de seu tio, ela disse:
– Meu filho, talvez você não saiba, mas na Doutrina Espírita aprendemos que TODA OCUPAÇÃO ÚTIL É TRABALHO. Ler este livro, com histórias espíritas, é trabalho.
Sem querer trabalhar, Artur pegou a bicicleta para dar uma volta na quadra. Pedalou alegremente por mais de uma hora, e quando voltou, Dona Ana lembrou:
– Exercícios físicos são ótimos para o corpo. É uma ocupação útil, logo é …
– Trabalho! – completou Artur, largando a bicicleta.
Quando o menino começava a ficar entediado, chegou Abigail, sua vizinha, convidando para brincar. Os dois se divertiram muito juntos durante horas. Quando ela foi embora, Dona Ana esclareceu:
– Brincadeiras saudáveis como as dessa tarde fazem bem ao Espírito, educam e ensinam respeito e cordialidade. Logo, podem ser considerados como uma espécie de trabalho.
Artur não respondeu. Em seguida, ligou a TV e assistiu um documentário sobre animais, aprendendo muitas coisas interessantes sobre os bichos de estimação.
– Estudar é uma importante ocupação útil, assim como assistir a educativos programas na TV – lembrou a mãe, mais tarde, durante o jantar.
Naquela noite, Artur assistiu um filme que havia pegado na locadora. Era um filme de terror, com cenas de suspense. Quando Dona Ana chegou na sala, ela comentou:
– Isso realmente não é trabalho. Não é útil, mas acho que serve para deixar você com medo e atrair para o ambiente companhias espirituais que adoram o medo e a violência.
Artur ficou pensativo, mas terminou de assistir o filme. Mais tarde, quando sua mãe veio dar boa-noite, perguntou:
– Você já fez suas orações?
Ante a resposta afirmativa, ela sorriu e disse:
– Orar por si mesmo e pelos outros é uma bela e útil ocupação… E enquanto dormimos, podemos, em Espírito trabalhar e estudar…
Artur apenas sorriu, compreendendo que não venceria a aposta feita.
E foi assim, com amor e paciência, fazendo o menino refletir acerca de suas escolhas, que a mãe de Artur ensinou a ele que toda ocupação útil é trabalho.
No dia seguinte, Artur secou a louça do almoço e arrumou o quarto, sem reclamar. Ele foi sentindo que ser útil é uma escolha inteligente, que traz bem-estar e alegria, e que o trabalho é uma oportunidade valiosa de aprendizado e evolução.
Alguns dias depois, mãe e filho fizeram uma pausa nos trabalhos que realizavam e saborearam um enorme e delicioso sorvete.
Eurípedes Barsanulfo

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