À Medida que a Humanidade Aprender a Amar- Hammed

APRENDER A AMAR

APRENDER A AMAR’

 

À medida que a humanidade aprender a amar, todos nós reuniremos em torno de uma só religião – o amor.

Aliás, a unica religião professada por Jesus Cristo.
Amar a Deus, amar o próximo, amar a nós mesmo.
Eis a mais pura essência dos ensinos do Mestre.

Mesmo aquele que tem pouco amor em seu coração já possui uma pequenina chama que ilumina o caminho nas tempestades escuras da existência humana. A luz de uma simples vela na escuridão da noite pode nos guiar seguramente e – por que não ? também auxiliar os outros companheiros da caminho.

Na imensidão da névoa noturna, um humilde vaga-lume consegue ser visto a relativa distância.

Os nossos diminutos anseios de amor assemelham-se a tochas vivas que nos conduzem por entres os abismos e despenhadeiros que enfrentamos nas labutas da vida terrena…

 

 Hammed – Livro – Os prazeres da alma

ama

Aprendendo a amar

MARLENE FAGUNDES CARVALHO GONÇALVES

de Ribeirão Preto, SP

 

“O amor (…), esse sol interior, que reúne e condensa em seu foco ardente todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas”. ¹ Temos aprendido na Doutrina Espírita que todos nós trazemos, no fundo de nossas almas, o amor, talvez de forma ainda incipiente, mas já presente, como legado de Deus para nós, seus filhos.
Fenélon, no Evangelho Segundo o Espiritismo, diz que “O amor é essência divina. Desde o mais elevado até o mais humilde, todos vós possuís, no fundo do coração, a centelha desse fogo sagrado.” ² Falta-nos, então, saber como alimentar tal centelha, como transformá-la naquele sol interior que nos aproxima de nossos semelhantes, permitindo-nos sentir uma felicidade e a sensação de proximidade com Deus. Como transformar aquele amor egoísta por nossos filhos e familiares, ou até mesmo por nossas coisas materiais, num amor poderoso, capaz de transformar o mundo?
Humberto de Campos, no maravilhoso livro Boa Nova ³, traz algumas lições que ele próprio diz ter aprendido em uma das Escolas do Evangelho, no plano espiritual. Dos milhares de episódios que por lá circulam, sobre a passagem de Jesus na Terra, ele apresenta trinta casos, repletos de ensinamentos. A síntese de todos eles: o amor. Mas vamos refletir sobre um episódio especial, que traz essa lição de amor com extrema beleza: Maria.
O autor conta que Maria estava ao pé de Jesus, na cruz, no momento extremo de sua agonia. Ela relembrava todos os momentos por que passara junto àquele que deu à vida por todos nós: lembrava do seu nascimento, de sua infância, do amor infinito que ele trazia a todos. Embora resignada e aceitando a vontade de Deus, em seu íntimo sofria ao ver tal agonia. João, o apóstolo, junto a ela, buscava também a luz do olhar do Mestre querido, ambos em profundo desalento. “
– Meu filho! Meu amado filho!… – exclamou a mártir, em aflição diante da serenidade daquele olhar de melancolia intraduzível. O Cristo pareceu meditar no auge de suas dores, mas, como se quisesse demonstrar, no instante derradeiro, a grandeza de sua coragem e a sua perfeita comunhão com Deus, replicou com significativo movimento dos olhos vigilantes: – Mãe, eis aí teu filho!… – E dirigindo-se, de modo especial, com um leve aceno, ao apóstolo, disse: – Filho, eis aí tua mãe!” (Boa Nova, pág. 198) ³.
Maria põe-se a chorar, e João entendeu ali, naquele momento, a lição de Jesus: o amor não deveria restringir-se ao círculo familiar, mas expandir-se para toda humanidade, como amor universal. Algum tempo depois, sem esquecer daquele momento mágico, João e Maria, como filho e mãe, juntos em Éfeso desenvolveram um trabalho belíssimo. Maria contava a todos suas lembranças da vivência com Jesus, seus exemplos e atitudes. João comentava as lições do evangelho. Mas, mais que isso, era o amor que estava sendo expandido.
Maria era vista como mãe de todos, e assim a chamavam: mãe santíssima. Cada criatura que a procurava com dores, sofrimentos, doenças ou desespero era recebida por ela, que sempre tinha um bálsamo para todos. Aquela confiança filial que lhe dedicavam era um tesouro do coração, trazendo-lhe paz e felicidade. Maria conseguiu ampliar aquele sentimento que nutria por seu filho, alcançando todos aqueles irmãos necessitados que a buscavam.
Ela punha em prática a lição do Evangelho, na qual Fenélon ensina: “para praticar a lei do amor, como Deus a quer, é necessário que chegueis a amar, pouco a pouco, e indistintamente, a todos os vossos irmãos. A tarefa é longa e difícil, mas será realizada. Deus o quer”. ² E nós, que estamos longe ainda de tal modelo de ação e renúncia? Podemos começar devagar, construindo esse amor, através de pequenos atos para com aqueles que não nos são caros ainda, mas que convivem de alguma forma conosco: proporcionando a eles alguma alegria, buscando compreender as razões das suas ações, deixando de ser tão intransigente, e, claro, tentar atender aquela máxima: fazer aos outros aquilo que gostaria que fizessem a você!
Ao provocar essas mudanças, nossas relações com essas pessoas vão se alterando, os nossos sentimentos vão se depurando, o amor vai crescendo e se instalando, nos aquecendo e transformando-se ele próprio naquele foco ardente, capaz de alcançar todos à nossa volta. Toda mudança exige um tempo, persistência, e trabalho. Por que essa, a mais importante, seria diferente? Essa tentativa já seria um bom começo para o trabalho de desenvolver aquele germe de amor, depositado em nosso coração. Seria também um primeiro passo para um mundo melhor, pois, como dizia Fenélon ²:
“Os efeitos da lei do amor são o aperfeiçoamento moral da raça humana e a felicidade durante a vida terrena (…) Este é um imã a que ele não poderá resistir, e o seu contato vivifica e fecunda os germes dessa virtude, que estão latentes em vossos corações”. Fenélon termina sua mensagem fazendo um apelo: “Queridos irmãos, utilizai como proveito essas lições: sua prática é difícil, mas delas retira a alma imenso benefício. Crede-me, fazei o sublime esforço que vos peço: ‘Amai-vos’, e vereis, muito em breve, a Terra modificada tornar-se um novo Eliseu, em quem as almas dos justos virão gozar o merecido repouso”
. ² Referências Bibliográficas: 1. KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. XI, item 8. 2. KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Cap. XI, item 9. 3. XAVIER, Francisco. C., pelo Espírito Humberto de Campos. Boa Nova. FEB. Cap. 30. Janeiro de 2006, edição n°. 240 Jornal Eletrônico Verdade e Luz

SEMPRE FELIZ

Aprendendo a nos amar

AMOR

Em verdade, o exercício da aprendizagem do amor inicia-se pelo amor a si mesmo e, consequentemente, pelo amor ao próximo, chegando ao final à plenitude do amor a Deus.
Esses elos de amor se prendem uns aos outros pelo sentimento de afeto desenvolvido e conquistado nas múltiplas experiências acumuladas no decorrer do tempo em que nossas almas estagiaram e aprenderam a conviver e melhorar.
Muitos de nós nos comportamos como se o amor não fosse um sentimento a ser aprendido e compreendido. Agimos como se ele estivesse inerte em nosso mundo íntimo, e passamos a viver na espera de alguém ou de alguma coisa que possa despertá-lo do dia para a noite.
Vale considerar que, quanto mais soubermos amar, mais teremos para dar; quanto maior o discernimento no amor, maior será a nossa habilidade para amar; quanto mais compartilhá-lo com os outros, mais ampliaremos nossa visão e compreensão a respeito dele.
Iniciamos a conquista do amor pleno pelos primeiros degraus da escada da evolução. No começo, nossas qualidades e valores íntimos se encontravam em estado embrionário e, ao longo das encarnações sucessivas, estruturaram-se entre as experiências do sentimento e as do raciocínio. Quando congelamos a concepção sobre o amor, passamos a enxergá-lo de forma romântica e simplista.
O amor a Deus e aos outros como a si mesmo é noção que se vai desenvolvendo pelas bênçãos do tempo. As belezas do Universo nos são reveladas à proporção que amamos; só assim nos tornamos capazes de percebê-las cada vez mais e em todos os lugares.
Disse Jesus que toda a lei e os profetas se acham contidos nestes dois mandamentos: “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Esse é o maior e o primeiro mandamento. O segundo é semelhante a esse: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.(Mateus, 22:37a 40.)
Apenas damos ou recebemos aquilo que temos. Quem ainda não aprendeu a amar a si próprio não pode amar aos outros. Não peçamos amor antes de dá-lo a nós mesmos, pois o amor que tenho é o que dou e o que recebo.
À medida que aprendemos a nos amar, adquirimos uma lucidez que nos proporciona identificar nos conflitos um alerta de que estamos indo na direção contrária à nossa maneira de sentir e de pensar. Quanto mais aprendemos a nos amar, mais nos desvinculamos de coisas que não nos são saudáveis, a saber: pessoas, obrigações, crenças e tudo que possa nos invadir a individualidade e nos prostrar ou rebaixar. Muitos chamarão essa atitude de egoísmo, no entanto deveremos reconhecê-la como o ato de amar a si mesmo.
Quando nos colocarmos a serviço do amor verdadeiro, a auto-estima nascerá em nossa vida como valiosa aliada nas dificuldades existenciais.
Livro Um Modo de Entender Uma Nova Forma de Viver,
cap. 2, Espírito Hammed
– psicografia de Francisco do Espírito Santo Neto.

CONSOLADOR ESPÍRITO DE VERDADE

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