mel silvestre

Mel Silvestre Tirei das Plantas Sal Tirei das Águas Luz Tirei do Céu

Mel Silvestre Tirei das Plantas Sal Tirei das Águas Luz Tirei do Céu
Mel Silvestre Tirei das Plantas Sal Tirei das Águas Luz Tirei do Céu

DISTRIBUIÇÃO DA POESIA

 

Mel silvestre tirei das plantas,
sal tirei das águas, luz tirei do céu.
Escutai, meus irmãos: poesia tirei de tudo
para oferecer ao Senhor.
Não tirei ouro da terra
nem sangue de meus irmãos.
Estalajadeiros não me incomodeis.
Bufarinheiros e banqueiros
sei fabricar distâncias
para vos recuar.
A vida está malograda,
creio nas mágicas de Deus.
Os galos não cantam,
a manhã não raiou.
Vi os navios irem e voltarem.
Vi os infelizes irem e voltarem.
Vi homens obesos dentro do fogo.
Vi ziguezagues na escuridão.
Capitão-mor, onde é o Congo?
Onde é a Ilha de São Brandão?
Capitão-mor que noite escura!
Uivam molossos na escuridão.
Ó indesejáveis, qual o país,
qual o país que desejais?
Mel silvestre tirei das plantas,
sal tirei das águas, luz tirei do céu.
Só tenho poesia para vos dar.
Abancai-vos, meus irmãos.

 

Jorge de Lima

DECIDA PELO MELHOR

Agradeço, Senhor,

 

Quando me dizes “não”
Às súplicas indébitas que faço,
Através da oração.

 

Muitas daquelas dádivas que peço,
Estima, concessão, posse, prazer,
Em meu caso talvez fossem espinhos,
Na senda que me deste a percorrer.

 

De outras vezes, imploro-te favores,
Entre lamentação, choro, barulho,
Mero capricho, simples algazarra,
Que me escapam do orgulho…

 

Existem privilégios que desejo,
Reclamando-te o “sim”,
Que, se me florescessem na existência,
Seriam desvantagens contra mim.

 

Em muitas circunstâncias, rogo afeto,
Sem achar companhia em qualquer parte,
Quando me dás a solidão por guia
Que me inspire a buscar-te.

 

Ensina-me que estou no lugar certo,
Que a ninguém me ligaste de improviso,
E que desfruto agora o melhor tempo
De melhorar-me em tudo o que preciso.

 

Não me escutes as exigências loucas
Faze-me perceber
Que alcançarei além do necessário,
Se cumprir o meu dever.

 

Agradeço, meu Deus,
Quando me dizes “não” com teu amor,
E sempre que te rogue o que não deva,
Não me atendas, Senhor!…

 

De Maria Dolores, do livro “Poetas Redivivos”

Médium:Francisco Cândido Xavier – Editora FEB

DESTINO E LIVRE-ARBÍTRIO

agradeço senhor

Convite à Sementeira

 

“A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos.” (Lucas: capítulo 10º, versículo 2.)
Desdobra-se, imenso, o campo a semear… A generosa gleba aguarda arroteamento e preparação.
As sementes são a palavra do Senhor, férteis e nobres, em seu potencial libertador.
Há, no entanto, outras sementes que têm recebido a preferência dos homens.
Todos somos semeadores.
Exemplos geram lições, palavras propõem conceitos, pensamentos elaboram idéias.
Estamos sempre diante de professores, cercados por aprendizes.
A vida social, desse modo, é decorrência dos impositivos geradores dos hábitos que se destacam. Assim, em qualquer circunstância o homem semeia.
Infelizmente, na gleba da atualidade as sementes utilizadas têm-se apresentado deficientes, propiciando valores degenerados.
Por isso, há poder e inquietação, facilidades e neuroses. O desespero segue cavalgando a anarquia e as distonias emocionais avançam comandando grupos humanos.
Mergulha a mente na reflexão e fita a paisagem colorida dos homens. Mesmo ao sol vê-los-ás tristes e quando sorrindo, ei-los assinalados por esgares…
Não adies a oportunidade, convidado como te encontras para o ministério de reverdecer a terra e tornar-te semeador de bênçãos e de paz, em nome do Excelso Semeador.

 

FRANCO, Divaldo Pereira. Convites da Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 53.

FLORES DO AMANHÃ

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