NÃO GUARDAR MÁGOA

Não Guardar Mágoa é o Melhor Remédio para a Saúde Física e Espiritual

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Não guardar mágoa é o melhor remédio,
para a saúde física e espiritual.

Vera Jacubowski

SONO E DESPERTAR

M Á G O A S

 

Na maioria das vezes nos magoamos por coisas fúteis. Por que nos magoamos?
É o que tento explanar numa visão espírita…
Ninguém pode magoar você. Mesmo que alguém queira fazer isso, não pode, não tem esse poder. Quantas coisas você ouve e aceita? Quantas vezes lhe fizeram ou disseram coisas que outros não perdoariam e que você nem ligou? A mágoa não é uma ofensa externa que atinge alguém. Quem se magoa tem a mágoa dentro de si.
A palavra mágoa vem do latim macula e tem o mesmo significado de mancha, nódoa. Tinha, originalmente, o sentido de impureza. Maria, mãe de Jesus, é chamada de Maria Imaculada, ou seja, sem mácula, sem mancha, pura.
Querendo ou não querendo, concordando ou não concordando, o fato é que só nos deixamos atingir por aquilo que encontra eco dentro de nós mesmos. Só somos tocados por aquilo que sintoniza conosco. Se fôssemos suficientemente superiores, não nos magoaríamos nem ao sofrer uma injustiça de alguém muito querido. Procuraríamos, de imediato, a melhor maneira para esclarecer o mal entendido e faríamos de tudo para ajudar aquele que foi injusto conosco, porque compreenderíamos o seu erro e consequente sofrimento.
Quando você acha que alguém o magoou, é você que se magoou. Alguém fez alguma coisa que o desagradou, que não correspondeu às suas expectativas, e você se magoou. Mas a mágoa não foi imposta por ele, a mágoa é sua, surgiu de você. Mágoa é mancha. Se você se bate, forma-se um hematoma. O hematoma é uma mancha. O que desencadeou o surgimento do hematoma foi o fato de você se bater em algum lugar, mas a mancha surgiu de você, é uma reação do seu corpo, o hematoma é seu. O objeto contra o qual você se bateu não acrescentou o hematoma a você. Foi você, foi o seu corpo que reagiu ao impacto formando um hematoma.
A mágoa está em você e pode ser acionada. Quando alguém age de maneira grosseira, insensível, injusta com você, sua magoa é desencadeada. É verbo reflexivo: Magoar-se. Magoa-se a si mesmo.
Cada vez que nos magoamos temos a oportunidade de estudar a nós mesmos para descobrir o que fez a mágoa subir à superfície. Por que você se magoa? Responder a isso rende um ótimo exercício de autoconhecimento.
TEMOS QUE RECONHECER QUE NA MAIORIA DAS VEZES NOS MAGOAMOS POR COISAS FÚTEIS. Gostaríamos de ser mais considerados, respeitados, admirados, paparicados.
Há espíritos que reencarnam próximos uns dos outros muitas vezes por conta de suas mágoas. Atribuem suas mágoas aos outros, deixam o rancor se alojar em seus íntimos, querem vinganças e perseguições. Muitos se perseguem uns aos outros durante o período de sono físico. Enquanto seus corpos repousam, aproveitam a relativa liberdade para dar vazão às suas mágoas e seus pensamentos baixos.
Conforme avançamos em nossa reforma íntima, a tendência é que nossas mágoas diminuam. Nos tornamos menos suscetíveis à mágoa. Como a mágoa é algo que parte de nosso íntimo, ao nos reajustarmos fica mais fácil perceber, pelo menos em algumas áreas do sentimento, que não há motivos para magoar-se.
Sei que há pessoas que enfrentam experiências amargas, tendo que se submeter, mesmo que temporariamente, à grosseria e crueldade de pessoas próximas. Maridos, mães, irmãos. São situações que quase sempre têm sua origem em reencarnações passadas, e que são verdadeiros desafios a que são submetidos espíritos que anseiam por livrar-se do círculo vicioso que se forma entre vítimas e algozes.
A única maneira de por fim a esse círculo vicioso é através do perdão e da tentativa de amor. Se amor ainda é algo muito grande para caber nessas situações, que haja ao menos a compreensão, a tolerância, a paciência. São todos derivados do amor. E todos são poderosos antídotos contra a mágoa.

 

NOVA PÁGINA

História de uma Vida

 

Tudo começou quando um dia, em minha mãe, num local bem protegido chamado trompa, dois elementos se encontraram: um de minha mãe, o óvulo, e outro de meu pai, o espermatozoide. Como dois apaixonados se aproximaram e se abraçaram tornando-se uma pequenina gota d’água.
Esse foi o dia mais feliz de minha existência. Recomeçava para mim a oportunidade do retorno à carne, depois de passar um largo tempo no mundo espiritual.
Deram-me o nome de ovo. Eu era muito pequenino, muito menor do que um grão de areia. Iniciei então, uma longa viagem. Empurrado para diante por algo semelhante a cílios, que desenvolviam movimentos delicados como os do mar quando beija docemente a praia, indo e vindo, cheguei enfim a um lugar chamado útero.
Era um lugar macio, quentinho e logo notei não correr perigo. Sem muito esperar, fui me aninhando, agarrando-me firmemente em uma das paredes. Já contava com três dias de vida.
Aos poucos fui me cobrindo com uma membrana daquela mesma parede. Aos nove dias de vida, minha forma era a de um disco e tinha meio milímetro de diâmetro. Fui crescendo e aos doze dias de vida já tinha o dobro do tamanho: um milímetro.
Recebi o nome de embrião. Comodamente instalado, fui formando uma almofada que se chamava placenta, para que melhor me pudesse alimentar, retirando do organismo de minha mãe tudo o que precisava.
Já estava com quase um mês. A expectativa de minha existência era muito grande. A ansiedade de minha mãe se transformou em pura alegria quando os testes deram “positivo”. Agora era meu pai a querer saber se eu seria menino ou menina, louro ou morena, de olhos castanhos ou azuis.
Quando ele perguntou: como será ele? Fui logo respondendo: tenho forma da letra c, e pareço com um cavalo-marinho. Tenho um centímetro de tamanho.
Não sei se me ouviram mas o que sei é que redobraram cuidados e recomendações.
Aos dois meses, meu corpinho estava mais reto, minha boca mais formada, meu nariz começava a aparecer, meus olhos estavam mais desenvolvidos. Meu tamanho? Quatro centímetros. Meu peso? Cinco gramas.
Aos três meses já tinha forma de gente… E o tempo foi passando.
Emoção mesmo foi no dia em que mamãe pôde ouvir o meu coraçãozinho bater. Sentia como se fosse uma mensagem para ela. E era mesmo. Era meu agradecimento por tudo o que ela fazia e pensava por mim.
Ela esperava, papai aguardava e eu também. Como seria o nosso reencontro?
Seis, sete, nove meses. O médico marcou o dia de minha chegada. O meu enxovalzinho estava pronto e meu bercinho me aguardando. Última semana de espera.
Hoje me apresentei para toda a família. Que alegria! Meu primeiro dia de vida, nos braços de minha mãe.
*
Os filhos que nos chegam pelas vias da reencarnação são, quase sempre, espíritos amigos com os quais já vivemos em outras eras.
Chegam-nos, batendo à porta do coração, a solicitar entrada e quando lhes permitimos o ingresso no seio da família, se enchem de felicidade.
Podem ser comparados a aves pequenas que retornam ao ninho, após exaustivas andanças por outras terras, à procura de carinho, ternura e abrigo.
Fiquemos atentos e jamais fechemos as portas do nosso amor a esses pássaros implumes que nos buscam desejando oportunidade para retornar à vida física.

 

Texto do CD Momento Espírita vol 3 – baseado em Apostila do grupo de gestantes da USE.

perdoa

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