NÃO SUBESTIME NEM DEPRECIE NINGUÉM

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Lei de Ação e Reação

Não subestimes, nem deprecie a ninguém,
porque na mesma medida sereis medido,
tal é a Lei de Ação e Reação:
que fizeres aos outros a ti mesmo fazes.
Vera Jacubowski

paz contigo

VÍCIO E DEFEITOS

A Doutrina Espírita tem a grande missão de transformar o homem. Fazendo-o caminhar para a felicidade.
Mas para isso é necessário que pratiquemos aquilo que o espiritismo ensina, e não somente se intitular espírita ou cristão.
E para a transformação precisamos trabalhar dentro de nós a eliminação de nossos vícios e defeitos, e saber a diferença que há entre eles é importante para saber como lidar com cada um deles.
 
Vicio é um habito nocivo adquirido muito provavelmente nesta vida, e por isso mesmo mais fácil de ser eliminado.
Os vícios nos dão prazeres passageiros, e somente com a consciência de que precisamos nos livrar dele é que poderemos conseguir bons resultados. Por isso a necessidade constante de saber que ele nos faz mal.
Aí então devemos alimentar constantemente o desejo de parar com o vício, iniciando um trabalho mental de que precisamos ter hábitos diferentes. Aos poucos vamos diminuindo a prática do vício.

Defeito é um resquício de nossa animalidade, está enraizado profundamente em nosso ser, e por isso são bem mais difíceis de serem trabalhado visando uma diminuição, já que a eliminação total não é possível ainda nesta vida.
Querer mudar é o primeiro passo. Em seguida é necessário muita boa vontade, esforçar-se para se manter no caminho e perseverar sempre, mesmo nos momentos de dificuldades.
A melhor maneira é usar a virtude contrária ao defeito na vivência do nosso dia a dia:
Assim para a IRA, devemos praticar a BRANDURA.
Para o ORGULHO, devemos praticar a HUMILDADE.
Para a AVAREZA, devemos praticar a CARIDADE.
Para o EGOISMO, devemos praticar o TRABALHO ao próximo.
E assim por diante….
 
Para colhermos resultados necessitamos da vontade, no entanto, quase sempre não passam de impulsos passageiros, fracos e indecisos, e nos primeiros obstáculos, abandonamos a luta esquecendo que as quedas fazem parte do nosso aprimoramento são elas que fortalecem a nossa vontade ensinando-nos a ter persistência e paciência.
Nesse processo não se pode querer colher resultados rapidamente, aquilo que temos há séculos impregnados no espírito não vai ser eliminado assim de um dia para o outro. Por isso a necessidade da perseverança sempre, somente o tempo e a vontade firme nos trará resultados.
Não se alcança o cume de um monte com o olhar, e sim com os pés… É necessário então caminhar, lutar, progredir, para assim, merecer cada conquista através de seu próprio esforço.
Todo ser humano traz dentro de si o desejo de buscar horizontes, de superar limitações, pois foi criado para a perfeição. É a Lei Divina do Progresso, estimulando a criatura a seguir adiante para a sua gloriosa destinação.

FAMS

a paz em ti

O Consolador — Emmanuel — 2ª Parte

II — Sentimento

Afeição
(Sumário)

173 — Como devemos entender a simpatia e a antipatia?
A simpatia ou a antipatia têm as suas raízes profundas no espírito, na sutilíssima entrosagem dos fluidos peculiares a cada um e, quase sempre, de modo geral, atestam uma renovação de sensações experimentadas pela criatura, desde o pretérito delituoso, em iguais circunstâncias.
Devemos, porém, considerar que toda antipatia, aparentemente a mais justa, deve morrer para dar lugar à simpatia que edifica o coração para o trabalho construtivo e legítimo da fraternidade.
174 — Poderemos obter uma definição da amizade?
— Na gradação dos sentimentos humanos, a amizade sincera é bem o oásis de repouso para o caminheiro da vida, na sua jornada de aperfeiçoamento.
Nos trâmites da Terra, a amizade leal é a mais formosa modalidade do amor fraterno, que santifica os impulsos do coração nas lutas mais dolorosas e inquietantes da existência.
Quem sabe ser amigo verdadeiro é, sempre, o emissário da ventura e da paz, alistando-se nas fileiras dos discípulos de Jesus, pela iluminação natural do Espírito que, conquistando as mais vastas simpatias entre os encarnados e as entidades bondosas do Invisível, sabe irradiar por toda parte as vibrações dos sentimentos purificadores.
Ter amizade é ter coração que ama e esclarece, que compreende e perdoa, nas horas mais amargas da vida.
Jesus é o Divino Amigo da Humanidade.
Saibamos compreender a sua afeição sublime e transformaremos o nosso ambiente afetivo num oceano de paz e consolação perenes.
175 — O instituto da família é organizado no Plano espiritual, antes de projetar-se na Terra?
— O colégio familiar tem suas origens sagradas na Esfera espiritual. Em seus laços, reúnem-se todos aqueles que se comprometeram, no Além, a desenvolver na Terra uma tarefa construtiva de fraternidade real e definitiva.
Preponderam nesse instituto divino os elos do amor, fundidos nas experiências de outras eras; todavia, aí acorrem igualmente os ódios e as perseguições do pretérito obscuro, a fim de se transfundirem em solidariedade fraternal, com vistas ao futuro.
É nas dificuldades provadas em comum, nas dores nas experiências recebidas na mesma estrada de evolução redentora, que se olvidam as amarguras do passado longínquo, transformando-se todos os sentimentos inferiores em expressões regeneradas e santificantes.
Purificadas as afeiçoes, acima dos laços do sangue, o sagrado instituto da família se perpetua no Infinito, através dos laços imperecíveis do Espírito.
176 — As famílias espirituais no Plano invisível são agrupadas em falanges e aumentam ou diminuem, como se verifica na Terra?
— Os núcleos familiares do Além agrupam-se, igualmente, em falanges, continuando aí a obra de iluminação e de redenção de alguns componentes dos grupos, elementos mais rebeldes ou estacionários, que são impelidos, pelos seus companheiros afins, aos esforços edificantes, na conquista do amor e da sabedoria.
De maneira natural, todos esses núcleos se dilatam, à medida que se aproximam da compreensão do Onipotente, até alcançarem o luminoso Plano de unificação divina, com as aquisições eternas e inalienáveis do Infinito.
177 — As famílias espirituais possuem também um chefe?
— Todas as coletividades espirituais estão reunidas, em suas características familiares, pelas santas afinidades dalma, e cada uma possui o seu grande mentor nos Planos mais elevados, de onde promanam as substâncias eternas do amor e da sabedoria.
178 — Poderíamos receber algum esclarecimento sobre a lei das afinidades entre os Espíritos desencarnados?
— Na Terra, as criaturas humanas muitas vezes revelam as suas afinidades nos interesses materiais, que podem dissimular a verdadeira posição moral da personalidade; no mundo dos Espíritos elevados, porém, as afinidades legítimas se revelam sem qualquer artifício, pelos sentimentos mais puros.
179 — No capítulo das afeições terrenas, o casar ou não casar está fora da vontade dos seres humanos?
— O matrimônio na Terra é sempre uma resultante de determinadas resoluções, tomadas na vida do Infinito, antes da reencarnação dos Espíritos, seja por orientação dos mentores mais elevados, quando a entidade não possui a indispensável educação para manejar as suas próprias faculdades, ou em consequência de compromissos livremente assumidos pelas almas, antes de suas novas experiências no mundo; razão pela qual os consórcios humanos estão previstos na existência dos indivíduos, no quadro escuro das provas expiatórias, ou no acervo de valores das missões que regeneram e santificam.
180 — A indiferença nas manifestações de sensibilidade afetiva, dentro dos processos de evolução da vida na Terra, nas horas de dor e de alegria, é atitude justificável como medida de vigilância espiritual?
— A indiferença que se traduz por cristalização dos sentimentos é sempre perigosa para a vida da alma; todavia, existem atitudes no domínio da exteriorização emocional, que se justificam pela nobreza de suas expressões educativas.
181 — Como entender o sentimento da cólera nos trâmites da vida humana?
— A cólera não resolve os problemas evolutivos e nada mais significa que um traço de recordação dos primórdios da vida humana em suas expressões mais grosseiras.
A energia serena edifica sempre, na construção dos sentimentos purificadores; mas a cólera impulsiva, nos seus movimentos atrabiliários, é um vinho envenenado de cuja embriaguez a alma desperta sempre com o coração tocado de amargosos ressaibos.
182 — O remorso é uma punição?
— O remorso é a força que prepara o arrependimento, como este é a energia que precede o esforço regenerador. Choque espiritual nas suas características profundas, o remorso é o interstício para a luz, através do qual recebe o homem a cooperação indireta de seus amigos do Invisível, a fim de retificar seus desvios e renovar seus valores morais, na jornada para Deus.
183 — Como se interpreta o ciúme no Plano espiritual?
— O ciúme, propriamente considerado nas suas expressões de escândalo e de violência, é um indício de atraso moral ou de estacionamento no egoísmo, dolorosa situação que o homem somente vencerá a golpes de muito esforço, na oração e na vigilância, de modo a enriquecer o seu íntimo com a luz do amor universal, começando pela piedade para com todos os que sofrem e erram, guardando também a disposição sadia para cooperar na elevação de cada um.
Só a compreensão da vida, colocando-nos na situação de quem errou ou de quem sofre, a fim de iluminarmos o raciocínio para a análise serena dos acontecimentos, poderá aniquilar o ciúme no coração, de modo a cerrar-se a porta ao perigo, pela qual toda alma pode atirar-se a terríveis tentações, com largos reflexos nos dias do futuro.
184 — Como devemos efetuar nossa autoeducação, esclarecida pela luz do Evangelho, nos problemas das atrações sexuais, cujas tendências egoístas tantas vezes nos levam a atitudes antifraternais ?
— Não devemos esquecer que o amor sexual deve ser entendido como o impulso da vida que conduz o homem às grandes realizações do amor divino, através da progressividade de sua espiritualização no devotamento e no sacrifício.
Toda vez que experimentardes disposições antifraternais em seu círculo, isso significa que preponderam em vossa organização psíquica as recordações prejudiciais, tendentes ao estacionamento na marcha evolutiva.
É aí que urge o esforço da autoeducação, porquanto toda criatura necessita resolver o problema da renovação de seus próprios valores.
Haveis de observar que Deus não extermina as paixões dos homens, mas fá-las evoluir, convertendo-as pela dor em sagrados patrimônios da alma, competindo às criaturas dominar o coração, guiar os impulsos, orientar as tendências, na evolução sublime dos seus sentimentos.
Examinando-se, ainda, o elevado coeficiente de viciação do amor sexual, que os homens criaram para os seus destinos, somos obrigados a ponderar que, se muitos contraem débitos penosos, entre os excessos da fortuna, da inteligência e do poder, outros o fazem pelo sexo, abusando de um dos mais sagrados pontos de referência de sua vida.
É por esse motivo que observamos, muitas vezes, almas numerosas aprendendo, entre as angústias sexuais do mundo, a renúncia e o sacrifício, em marcha para as mais puras aquisições do amor divino.
Depreende-se, pois, que, ao invés da educação sexual pela satisfação dos instintos, é imprescindível que os homens eduquem sua alma para a compreensão sagrada do sexo.
Emmanuel

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