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O FIM ESSENCIAL DA DOUTRINA DOS ESPÍRITOS

ENTENDENDO O ESPIRITISMO 

MÁXIMAS EXTRAÍDAS DO ENSINAMENTO DOS ESPÍRITOS
“O fim essencial do Espiritismo é melhorar os homens. Ninguém procure nele senão o que possa concorrer para o seu progresso moral e intelectual.
O verdadeiro espírita não é o que crê nas manifestações, mas aquele que aproveita os ensinos que os Espíritos dão. De nada a ninguém serve crer, se a crença não o levar a dar um passo à frente no caminho do progresso e não o tornar melhor para com o seu próximo.
O egoísmo, o orgulho, a vaidade, a ambição, a cobiça, o ódio, a inveja, o ciúme, a maledicência são, para a alma, ervas venenosas, das quais, todos os dias, lhe cumpre arrancar algumas fibras e que têm por contraveneno — a caridade e a humildade.
A crença no Espiritismo não é proveitosa senão àquele de quem se pode dizer: vale mais hoje do que ontem.”
ALLAN KARDEC
[O Espiritismo em sua mais simples expressão > Máximas extraídas do ensinamento dos Espíritos]

AS EMOÇÕES

Doa-te a Jesus, e n’Ele tranquiliza-te, servindo ao bem.
Avançando pela trilha do progresso, não te detenhas ante os desafios perigosos que te surpreendam.
Resguarda-te das emoções violentas, acalmando as tuas ansiedades no oceano do amor espiritual.
Se te sentes em solidão, busca alguém nas mesmas condições e dá-lhe a alegria que te falta.
Se experimentas carência afetiva, irriga de esperanças a outrem que a ti se pareça, sem vincular-te no comércio dos interesses doentios.
Se recebes ternura, reparte-a com os desafortunados à tua volta, em maior necessidade.
Se desfrutas de carinho, não imponhas exigências maiores, que podem redundar em decepções.
Se possuis haveres, multiplica-os mediante a aplicação do verbo doar.
Se padeces falta, trabalha sem fastio e o teu quinhão chegará.
Sempre podes compensar faltas, favorecer com recursos, ampliar experiências, facultar preciosas oferendas.
Do Senhor provém tudo, e através d’Ele chegam todos os dons.
Confia, em paz, e persevera com valor.
Enxuga o suor e as lágrimas que te aflorem na face e nos olhos, sem desespero.
Silencia dissabores e amarguras, que sabes ser transitórios.
Acalma aspirações descabidas, embora, humano como és, estejas ansioso pelos prazeres que apenas consomem.
Alça-te aos planos do amor elevado, envolvendo os sofredores do mundo nas tuas conquistas morais, e sentirás a compensação da paz mediante as emoções de felicidade, como jamais supuseste existir.
As outras, as que resultam das sensações, e em sua brevidade deixam sinais de agonia e insatisfação, logo cessam. Como consequência, enfermam e matam o corpo, asfixiando a alma.
As emoções que provêm de Jesus, quando o corpo tem cumprida a tarefa para a qual se destina, libertam a vida; essa, então, estua em plenitude de ventura inimaginável.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Vigilância
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

ESFORÇO PESSOAL

As grandes conquistas da Humanidade têm começo o esforço pessoal de cada um.
Disciplinando-se e vencendo-se a si mesmo, o homem consegue agigantar-se, logrando resultados expressivos e valiosos.
É possível que não consigas descobrir novas terras, a fim de te tornares célebre. Todavia, poderás desvelar-te interiormente para o bem, fazendo-te elemento preciosos no contexto social onde vives.
Certamente, não lograrás solucionar o problema da fome na Terra. Não obstante, poderás atender a algum esfaimado que defrontes, auxiliando a diminuir o problema geral.
Não terás como evitar os fenômenos sísmicos desastrosos que, periodicamente, abalam o planeta. Assim mesmo, dispões de recursos para que a onda de acidentes morais não dizime vidas preciosas ao teu lado.
De fato, não terás como impedir as enfermidades que ceifam as multidões que lhes tombam, inermes, ao contágio avassalador.
Apesar disso, tens condições de oferecer as terapias preventivas do otimismo, da coragem e da esperança.
Diante das ameaças de guerra, das lutas e do terrorismo existentes, que matam e mutilam milhões de homens, sentes-te sem recursos para fazê-los cessar, mudando-lhes o rumo para a paz. Entretanto, a tua conduta pacífica e os teus esforços de amor serão instrumentos para gerar alegria e tranquilidade onde estejas e entre aqueles com os quais compartes as tuas horas.
A violência urbana e a criminalidade reinantes não serão detidas ao preço dos teus mais sinceros desejos e tentativas honestas. Sem embargo, a tarefa de educação que desempenhes, modesta que seja, influenciará alguém em desalinho, evitando-lhe a queda no abismo da agressividade.
As sucessivas ondas de alienação mental e suicídios que aparvalham a sociedade, não cessarão de imediato sob a ação da tua vontade. Muito embora a tua paciência e bondade, a tua palavra de fé e de luz conseguirão apaziguar aquele que as receba, oferecendo-lhe reajuste e renovação.
Naturalmente o teu empenho máximo não alterará o rumo da Lei de Gravitação Universal. Mas, se o desejares, contribuirás para o teu e o equilíbrio do teu próximo, em torno do Sol de Primeira Grandeza que é Jesus.
Os problemas globais merecem respeito. Mas, os individuais, que se somam, produzindo volume, são factíveis de solução.
A inundação resulta da gota de água.
A avalanche se dá ante o deslocamento de pequenas partículas que se desarticulam.
A epidemia surge num vírus que venceu a imunização orgânica.
Desta forma, faze a tua parte, mínima que seja, e o mundo melhorará.
A sociedade, qual ocorre com o indivíduo, é o resultado de si mesma.
Reajustando-se o homem, melhora-se a comunidade.
E, partindo do teu empenho pessoal, para ser feliz, ampliando a área de bem-estar para outros, o mundo se fará mais ditoso e o mal baterá em retirada.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Coragem
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

Orai sempre

Filhos, não vos esqueçais de orar sempre.
A oração possibilita ao homem abrandar os próprios sentimentos.
Quem se habitua a orar não se entrega ao desespero e à revolta.
A prece jamais é um monólogo… Pelo recolhimento íntimo na oração, a criatura conversa com o Criador, que não a deixa sem resposta.
Ato de fé solitário, a prece exterioriza a sinceridade do filho que,
reconhecendo a própria insignificância, recorre aos préstimos do Pai, que tudo pode.
Jesus orava com frequência.
Sem este contato pessoal com Deus, a crença do homem não passa de uma aparente manifestação de religiosidade.
Os que oram nunca se fragilizam diante das lutas que faceiam.
Orai no silêncio de vossas reflexões; orai com a vossa mente
e com o vosso coração.
Buscai forças no Alto para os embates inevitáveis do caminho,
repleto de urzes e de pedras.
Orai com as vossas mãos mergulhadas na caridade; que as
vossas petições sejam referendadas pelas vossas atitudes
no bem dos semelhantes…
A persistência da fé remove obstáculos intransponíveis.
A oração modifica o tônus espiritual de quem, por vezes,
não enxerga saída para os impasses da existência.
Quem não ora será sempre uma presa fácil da obsessão
e do desequilíbrio oriundo de si mesmo.
Filhos, abençoai as vossas provas!
Afagai o madeiro que vos pesa nos ombros e, sob o sol causticante
de vossas dificuldades, não vos afasteis do oásis aconchegante da
oração.
A prece é o ato de humildade que mais engrandece o espírito!
Sede homens de fé e de oração.
Quanto maior o desafio lançado à vossa crença, mais devereis vos
curvar à necessidade de orar.
“Pedi e obtereis” – exortou-nos o Senhor, em suas palavras
jamais pronunciadas em vão.
BEZERRA DE MENEZES
´
Muita Paz, Luz e Harmonia com as bençãos do Senhor…!

PRESENÇA DO AMOR

O amor – alma da vida – é o hálito divino a espraiar-se em toda parte, manifestando a Paternidade de Deus.

Onde quer que se expresse, imanta quantos se lhe acercam, modificando a estrutura e a realidade para melhor.

No amor se encontram todas as motivações para o progresso, emulando ao avanço, na libertação dos atavismos que, por enquanto, predominam em a natureza humana.
Por não se identificar com o amor, na sua realização incessante, a criatura posterga a conquista dos valores que a alçam à paz e a engrandecem.
Sem o amor se entorpecem os sentimentos, e a marcha da sensação para a emoção torna-se lenta e difícil.
Em qualquer circunstância o amor é sempre o grande divisor de águas.
Vivendo-o, Jesus modificou os conceitos então vigentes, iniciando a Era do Espírito Imortal, que melhor expressa todas as conquistas do pensamento.
Se te encontras sob a alça de mira de injunções dolorosas, sofrendo incompreensões e dificuldades nos teus mais nobres ideais, não te abatas, ama.
A noite tempestuosa e sombria não impede que as estrelas brilhem acima das nuvens borrascosas.
Se o julgamento descaridoso te perturba os planos de serviço, intentando descoroçoar-te, mediante o ridículo que te imponham, mesmo assim, ama.
O sarçal, aparentemente amaldiçoado, no momento oportuno abre-se em flor.
Se defrontas a enfermidade sorrateira que intenta dominar as tuas forças, isolando-te no leito da imobilidade e reduzindo as tuas energias, renova-te na prece e ama.
O deserto de hoje foi berço generoso de vida, e pode, de um momento para outro, sob carinhoso tratamento, reverdecer-se e florir.
O amor é benção de que dispões em todos os dias da tua vida, para avançares e conquistares espaços no rumo da evolução.
Não te canses de amar, sejam quais forem as circunstâncias, por mais ásperas se te apresentem.
A Doutrina de Jesus, ora renascida no pensamento espírita, é um hino-ação de amor, assinalando a marcha do futuro através das luzes da razão unida à fé, em consórcio de legítimo amor.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Viver e Amar
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

Pedir

“Jesus, porém, respondendo, disse: Não sabeis o que pedis.” – Mateus, 20:22.
A maioria dos crentes dirige-se às casas de oração, no propósito de pedir alguma coisa.
Raro os que aí comparecem, na verdadeira atitude dos filhos de Deus, interessados nos sublimes desejos do Senhor, quanto à melhoria de conhecimentos, à renovação de valores íntimos, ao aproveitamento espiritual das oportunidades recebidas de Mais Alto.
A rigor, os homens deviam reconhecer nos templos o lugar sagrado do Altíssimo, onde deveriam aprender a fraternidade, o amor, a cooperação no seu programa divino.
Quase todos, porém, preferem o ato de insistir, de teimar, de se imporem ao paternal carinho de Deus, no sentido de lhe subornarem o Poder Infinito.
Pedinchões inveterados, abandonam, na maior parte das vezes, o traçado reto de suas vidas, em virtude da rebeldia suprema nas relações com o Pai.
Tanto reclamam, que lhes é concedida a experiência desejada. Sobrevêm desastres. Surgem as dores. Em seguida, o tédio, que é sempre filho da incompreensão dos nossos deveres.
Provocamos certas dádivas no caminho, adiantamo-nos na solicitação da herança que nos cabe, exigindo prematuras concessões do Pai, à maneira do filho pródigo, mas o desencanto constitui-se em veneno da imprevidência e da irresponsabilidade.
O tédio representará sempre o fruto amargo da precipitação de quantos se atiram a patrimônios que lhes não competem.
Tenhamos, pois, cuidado em pedir, porque, acima de tudo, devemos solicitar a compreensão da vontade de Jesus a nosso respeito.
Livro Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel/Psicografia Chico Xavier – Capítulo 65.

MÉDIUM

Você foi chamado para servir.
E o servidor é aquele que deve estar sempre pronto; não haverá chuva ou sol, dia ou noite para te impedir de servir, pois é teu compromisso.
Você terá que desenvolver a paciência, a calma, terá de aprender a ter sempre boas palavras, e boas maneiras.
Você muitas vezes, vai precisar esconder as próprias lágrimas, para semear sorrisos.
Você terá aqueles que serão teus guiadores, instrutores, que irão te orientar em tudo sem tirarem de suas mãos aquilo que cabe a você fazer.
Você terá momentos de alegria e de grande solidão, você terá todo apoio e força e por vezes irás te sentir fraco e desamparado, mas será apenas um sentimento teu, porque realmente jamais estará esquecido ou abandonado.
Você algumas vezes, vai questionar sua própria fé e se realmente tens mentores agindo através de você.
Você muitas vezes sentirás na pele a injustiça a injúria o esquecimento de muitos que passaram por teu caminho.
Só não esqueça que MÉDIUM é aquele que está aqui para servir, por isso não espere aplausos, não espere gratidão, gratificação, por que vieste, não para receber e sim para dar.
Aqueles que estão comprometidos com você, estarão para sempre, e não irão te cobrar, bater, derrubar, atrapalhar tua vida, por serem trabalhadores do bem, e o bem não pode trair a si mesmo prejudicando a servidores em aprendizado, o que todos são.
MÉDIUM, é aquele que faz da vida um meio de ajuda a quem pede e a quem precisa, sem escolhas, sem preferências, não existe cor de pele, religião, orientação sexual, classe social, existe simplesmente pessoas em busca de ajuda.
Você terá um longo caminho a seguir, muitas renúncias a fazer, muita coisa a calar, muita coisa a aprender, muito a ensinar, você estará recebendo aqueles que se perdem, aqueles que não tem caminho, e haverás de esquecer, para que não te sintas orgulhoso e para que não acredites ser o todo poderoso.
MÉDIUM, tem muito a vencer dentro de si mesmo: vencer a vaidade, o egoísmo, a luxúria, a preguiça, a ambição doentia, o preconceito, o orgulho, a petulância, a injustiça, a insensatez, a arrogância.

VOCÊ ESTÁ AQUI PARA SERVIR.

CORAÇÃO DO HOMEM

Quando Jesus penetra o coração de um homem, converte-o em testemunho vivo do bem e manda-o a evangelizar os seus irmãos com a própria vida e, quando um homem alcança Jesus, não se detém, pura e simplesmente, na estação das palavras brilhantes, mas vive de acordo com o Mestre, exemplificando o trabalho e o amor que iluminam a vida, a fim de que a glória da cruz se não faça vã.
. Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Pão Nosso, capítulo 138

Calma e Confiança 

“Jesus disse: 𝑵𝒂̃𝒐 𝒔𝒆 𝒕𝒖𝒓𝒃𝒆 𝒐 𝒕𝒆𝒖 𝒄𝒐𝒓𝒂𝒄̧𝒂̃𝒐
– ensinando que a calma e a confiança em Deus devem ser o lema de toda a criatura que deseja encontrar a felicidade.
Nunca faltam motivos para preocupações, inquietando o coração, perturbando a vida.
A existência humana é uma oportunidade de valorização dos bens eternos e de iluminação íntima.
Se colocas as tuas ansiedades em Deus e Lhe confias a tua vida, tudo transcorre normalmente, e, se algo perturbador acontece, a serenidade assume o controle da situação e age com acerto.
Deste modo, não te permitas turbar o coração nem a mente ante as ocorrências malsucedidas.”
Joanna de Ângelis
Livro: Vida Feliz
Médium: Divaldo Pereira Franco

74. Eles sabem

Reunião pública de 10/10/1960 Questão nº 279
Quando à frente do companheiro que sofre, determina a verdadeira superioridade moral, te imagines no lugar dele, a fim de que a tua palavra lhe sirva de refrigério e lição.
Excetuando as criaturas deliberadamente enfurnadas na ignorância ou bestializadas no crime, que reclamam a compaixão da Providência Divina, ninguém se aprisiona em armadilhas do erro, agindo de própria vontade.
Aqui, alguém abraçou a delinquência, admitindo que afeto seja capricho.
Ali, há quem padeça escárnio na praça pública, por haver acreditado cegamente naqueles que lhe zombaram da confiança.
*
Perante os que lutam e choram nas consequências das próprias quedas, sejam encarnados ou desencarnados, arma-te de humildade e entendimento se aspiras a auxiliar.
Convence-te, sobretudo, de que o necessitado é o primeiro a conhecer-se.
O doente sabe em que ponto do corpo se lhe encrava a enfermidade e não aguarda acusações porque se desgoverna nos momentos de crise.
Pede socorro e medicação.
O mutilado sabe que peça lhe falta no carro orgânico e não aguarda acusações porque exibe forma imperfeita.
Pede auxilio e recurso.
O faminto sabe que tem o estômago torturado e não aguarda acusações porque se aflige em descontrole.
Pede um prato de pão.
O sedento sabe que carreia consigo o tormento da secura e não aguarda acusações pelos esgares que mostra.
Pede um copo de água fria.
Assim também, os que tombaram na culpa conhecem, por si mesmos, o labirinto de sombra em que jazem situados e não aguardam acusações maiores que as da própria consciência, em se vendo dementados e cegos, humilhados e infelizes.
*
Diante, pois, do irmão que caiu em remorso e rebeldia, azedume ou desespero, não lhe batas nas chagas.
Se queres efetivamente reajustá-lo, deixa que o teu amor apareça e lhe tanja as cordas do coração.
Emmanuel/Francisco Cândido Xavier do livro Seara dos Médiuns

Frases de Haroldo Dutra Dias

Misericórdia é a porta de acesso à pedagogia de Deus.
Quem não se renova, será renovado pela vida. 
Só há progresso efetivo quando o espírito se compromete consigo mesmo. 
A sua identidade define o tamanho e a qualidade da vida que você vive. 
⁠A ignorância tem certeza de tudo, o que dúvida é a sabedoria.

Eu vivo

Eu vivo a despertar o que ainda dorme; a fazer dormir o que não mais faz parte. Vivo a vislumbrar o que agora é norte. Este é meu trabalho, esta é minha arte.
Eu vivo como quem quer renovar um mergulho novo em novo mar.
Vivo sempre, aqui ou acolá.
Eu vivo mesmo sem estar na presença clara de um olhar.
Vivo sempre, aqui ou acolá. Eu… vivo.
* * *
Somos uma bela obra em desenvolvimento – cada um de nós.
Imaginemos um bloco do mais nobre mármore da Terra. A pedra bruta possui em si toda riqueza, todas as características que farão dela um dia uma bela escultura.
Mesmo no bloco disforme se veem os veios, as cores, as linhas e curvas que brincam, aparentemente, sem direção ou sentido, fazendo desenhos multiformes.
Assim fomos criados. Todos temos a riqueza do mármore e a potencial estátua bela dentro de nós.
O que as vidas fazem conosco e o que devemos fazer com nossas vidas? Apenas retirar a rocha excedente, esculpir, embelezar, aformosear.
Despertar o que ainda dorme é apenas fazer aparecer a forma graciosa que está debaixo do bloco inerte.
Livrar-nos de nossas imperfeições, é apenas deixar de lado os restos da pedra excedente, que não nos serve mais.
E assim vamos nos modelando ao longo das eras, vamos nos conhecendo, uma vez que esse processo é também um mergulho para dentro de nossa essência imortal.
Conforme vamos descobrindo as novas e belas formas interiores, sempre mais harmônicas, elas nos vão fazendo sentido, vamos enxergando algo compreensível e nos aproximando do belo.
Nesse processo, vamos nos apreciando, vamos nos tornando mais próximos do que um dia será um amor imenso, que precisará ser compartilhado com outros.
Por vezes o que nos talhará a alma será a dor. O procedimento nos parecerá duro, difícil de compreender, num primeiro instante, visto a olhos pequenos.
Entretanto, ainda fará parte do mesmo mecanismo do cinzelar para extrair o belo interior.
O desafio dos dias será, então, olharmos para a obra que se tornou melhor, ao invés de lamentarmos, incansavelmente, pelo cinzel que machuca.
Assim, viver é despertar o que ainda dorme, o Davi de Michelângelo, a Vênus de Milo de Antioquia, o Pensador de Rodin, o David de bronze de Donatello.
Somos todos arte em progresso, obras do grande autor, vivos sempre, vivos em qualquer lugar.
Somos os seres inteligentes da Criação, que necessitamos utilizar a inteligência para desenvolver a moralidade; que necessitamos mergulhar para dentro de nós mesmos e realizarmos o melhor manejo da nossa vida.
Vivemos ora aqui, no plano terrestre, ora acolá, no plano espiritual, e esses dois planos se misturam, se entrelaçam, se relacionam, pois tudo é um mundo só: o Universo.
* * *
Eu vivo a despertar o que ainda dorme; a fazer dormir o que não mais faz parte. Vivo a vislumbrar o que agora é norte. Este é meu trabalho, esta é minha arte.
Redação do Momento Espírita, com base
no poema Eu vivo, de Andrey Cechelero.
Em 11.12.2017

Humilde Oferta

Concede-me, Senhor,
As forças de que precise.
Não aspiro a outra coisa,
Que não seja servir-Te.
Desejo estar contigo
Onde quer que me queiras…
Sendo útil aos que sofrem 
Muito mais do que eu.
Aceita a humilde oferta
Que Te faço de mim.
Embora eu mesmo saiba,
Que quase nada sou!
Livro: A Face do Amor, do espírito Irmão José/Psicografia Carlos A. Baccelli – Capítulo 60. Editora Didier.

A TRAGÉDIA DO RESSENTIMENTO

As pressões psicossociais, sócio-emocionais, econômicas e de outras origens desencadeiam distúrbios variados, nos quais mergulha uma larga faixa da sociedade.
Provocando medo, ansiedade, amargura, desarmonizam o sistema nervoso dos seres humanos, conduzindo a neuroses profundas que, quase sempre somatizadas, são responsáveis por enfermidades alérgicas, digestivas, do metabolismo em geral, facultando a instalação de processos degenerativos.
Os temperamentos frágeis, sob a pressão, procuram realizar mecanismos de fuga, caindo em estados fóbicos e depressivos ou recorrendo à violência como forma de afirmação e defesa da personalidade.
Muitos resíduos psicológicos se lhes instalam no campo emocional e mental, dando lugar a perturbações de comportamento e a doenças diversas, que permanecem sem diagnose adequada.
Pessoas mais sensíveis, que não conseguem suportar e superar esses fenômenos das pressões constritoras, refugiam-se em ressentimentos que as infelicitam e predispõem-nas a reagir sempre, desferindo dardos venenosos contra aqueles que se lhes transformam em inimigos reais ou imaginários.
Algumas se intoxicam de mágoas e fenecem. Outras, inconscientemente, tornam-se vítimas de insucessos afetivos, financeiros e sociais. Diversas fracassam na autoestima, desvalorizando-se e fazendo o jogo da autodestruição.
O ressentimento é responsável por muitas tragédias do cotidiano.
O ressentimento é tóxico que mata aquele que o carrega. Enquanto vibra na emoção, destrambelha os equipamentos nervosos mais sutis e produz disritmia, oscilação de pressão, disfunções cardíacas.
Não vale a pena deixar-se envenenar pelo ressentimento.
Nem sempre ele se manifesta com expressões definidas, camuflando-se nas fixações mentais e, às vezes, passando despercebido.
Há pessoas ressentidas que se não dão conta.
Um autoexame enérgico auxiliar-te-á a identificá-lo nos refolhos da alma. Logo depois, prosseguindo na sua busca e análise, descobrirás as suas raízes, quando teve ele início e por que se te instalou no ser, passando a perturbar-te.
Verificarás, surpreso, que és responsável por lhe dares guarida e o vitalizares, deixando-te por ele consumir.
Os indivíduos que te foram cruéis – familiares, conhecidos, mestres – na infância e durante a vida, não tinham nem têm dimensão do que fizeram ou estão a fazer. Nem sequer se aperceberam dos seus desmandos e incoerências em relação a ti. Por seu turno, sofreram as mesmas agressões, quando crianças, e apenas reagem conforme haviam feito outros em relação a eles.
O teu primeiro passo será compreendê-los, considerando-os sem responsabilidade nem esclarecimento, sem má intenção em relação a ti. Mediante tal recurso os compreenderás e os perdoarás posteriormente, liberando-te.
Arrancada a causa injusta do ressentimento, despertarás de imediato em paisagem sem sombras, redescobrindo a vida e desarmando-te em relação às outras pessoas com quem antipatizavas ou das quais te mantinhas em guarda.
Ademais, o mal que te façam somente te perturbará se o permitires, acolhendo-o. Em caso contrário, tornará à sua origem.
Vive, pois, sem mágoas.
Depura-te. Ressentimento, nunca.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Saúde e de Consciência
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

ORAMOS

Página de Chico Xavier ditada pelo Espírito Emmanuel. Livro: Coragem. Lição nº 37. Página 115.
Senhor!…
Não te pedimos a isenção das provas necessárias; mas, apelamos para tua misericórdia, a fim de que as nossas forças consigam superá-las.
Não te rogamos a supressão dos problemas que nos afligem a estrada; no entanto, esperamos o apoio de teu amor, para que lhes confiramos a devida solução com base em nosso próprio esforço.
Não te solicitamos o afastamento dos adversários que nos entravam o passo e obscurecem o caminho; todavia, contamos com o teu amparo, de modo que aprendamos a acatá-los, aproveitando-lhes o concurso.
Não te imploramos imunidades contra as desilusões que porventura nos firam; mas, exoramos o teu auxílio, a fim de que lhes aceitemos sem rebeldia a função edificante e libertadora.
Não te suplicamos para que nos livre o coração de penas lágrimas; contudo, rogamos a tua benevolência para que não venhamos a prosseguir com o amargor, assimilando-lhes as lições.
Senhor!…
Que saibamos agradecer a tua proteção e a tua bondade nas horas de alegria e de triunfo; entretanto, que nos dias de aflição e de fracasso, possamos sentir conosco a luz de tua vigilância e de tua bênção.
Que Assim Seja!

Mediunidade e Alegria

“De tal coisa me gloriarei; não, porém, de mim mesmo, salvo nas minhas fraquezas.”
– 2 Coríntios, cap. 12 – v. 5.
Para o médium, a consciência de suas limitações é o antídoto contra a vaidade que, a pouco e pouco, lhe mina as forças no serviço do bem.
Compreendendo semelhante realidade, Paulo não superestimava os seus valores, consciente das fraquezas que o caracterizavam em suas lutas. Não superestimava e não se permitia superestimar por quem quer que fosse, combatendo com veemência toda e qualquer inclinação à idolatria de que se visse alvo.
O Apóstolo, segundo suas palavras, permitia-se tão somente glorificar-se pelo fato de que, apesar de suas imperfeições, conseguia ser útil aos propósitos divinos. A auto-glorificação a que se refere é a alegria interior que naturalmente experimenta quem se sente admitido nos serviços do Senhor, é o júbilo espiritual que toma conta da alma do pecador que não se vê desprezado em suas fraquezas.
Essa alegria interior do médium é, por assim dizer, a alma de sua tarefa. Nada de tristeza estampada na face, qual se o exercício da mediunidade lhe fosse inarredável dever que se sentisse constrangido a cumprir.
O médium sem alegria não comunica esperança aos corações desalentados e transmite aos outros a falsa impressão de que a lida espiritual da mediunidade é incompatível com a espontaneidade das emoções.
Paulo padecia dificuldades indefiníveis e muitas vezes o pranto lhe banhava as faces marcadas pela dor, mas para ele igualmente existiam os momentos de sadia descontração, porque, acima de tudo, a mensagem do Evangelho é de otimismo e não de abatimento.
A cruz não pode ser um símbolo permanente de tristeza!…
Não foram e não são fiéis os historiadores que conceberam para os cristãos dos tempos apostólicos uma vida plena de amarguras e aflições. É evidente que, durante trezentos anos, os adeptos da Boa-Nova experimentaram no corpo e na alma os tormentos mais cruéis, mas, quando falavam do Cristo, o semblante se lhes iluminava e suas almas entoavam hinos diante da morte por condenação…
Ser médium não é ser sinônimo de alma depressiva, incapaz de sorrir com os amigos ou de ser hilário diante do próprio sofrimento. Os Espíritos Superiores vivem num clima de êxtase espiritual onde a melancolia não tem lugar e sabem tratar os assuntos sérios com humor elevado.
A Natureza é o retrato da face feliz do Criador! Deus não é Deus da tristeza, mas da alegria que nada tem a ver com a alegria transitória que se motiva nas coisas perecíveis.
No apostolado da mediunidade, é importante que o médium seja alegre, modificando nos homens a errônea concepção de que uma vida consagrada à espiritualidade seja uma vida condenada à tristeza, qual se a alegria fosse algo meramente humano.
É claro que a alegria a que nos referimos não é a alegria oriunda do prazer, tão fugaz quanto a causa que a motivou. Reportamo-nos à alegria que se entranhe na alma, àquela que perdura mesmo quando não mais exista o seu móvel. Essa alegria não se identifica com o sorriso de ironia e de sarcasmo, tão ao gosto dos espíritos que se habituaram a troçar dos semelhantes.
Que o médium saiba ser alegre, que saiba sorrir, ser espontâneo, ser descontraído quando oportuno e necessário, porquanto intermediar alegria entre os homens é prerrogativa de poucos.
Até pouco tempo, a imagem que possuíamos do Céu era quase tão triste quanto a do Inferno…
Que os médiuns se rejubilem no trabalho do bem, glorificando o Senhor pela bênção que lhes é concedida.
Se a prece deve ser recolhimento, não deve ser tristeza. O filho quando conversa com o pai nem sempre o faz com lágrimas nos olhos…
Que, em sua fraqueza, o médium louve a Misericórdia Infinita do Criador que lhe oferece a bendita oportunidade de crescer, colocando-lhe nas mãos a charrua com que, revolvendo a terra de si mesmo, faz com que nela desabrochem as sementes do homem novo em primavera eterna!
Livro: Mediunidade e Apostolado, pelo Espírito Odilon Fernandes/Psicografia Carlos A. Baccelli – Capítulo 22.

A ORAÇÃO 

Por que a oração é possuidora de recursos indefiníveis, canalizados para aquele que a utiliza?
Exatamente porque vincula a criatura ao Criador, através de ondas vibratórias de alto potencial, concedendo àquele que ora as convenientes respostas aos apelos dirigidos.
A Mente de Deus cria sem cessar, e a mente humana, por sua vez, é cocriadora, preservando ou torpedeando as células da organização física, tanto quanto delicados equipamentos psíquicos.
A saúde, desse modo, além de decorrer dos compromissos cármicos em pauta, resulta das ondas mentais elaboradas e mantidas.
Sendo cada célula portadora de uma consciência individual, ela vibra ao ritmo da consciência do ser, que lhe oferece as energias que lhe dão vida ou que lhe produzem desarmonia.
Busca vibrar na onda do amor e da confiança irrestrita em Deus, orando e agindo com acerto, e estimularás o teu médico interior a preservar-te a saúde, para bem atenderes os elevados cometimentos da tua atual reencarnação.”
Joanna de Ângelis
Livro: Desperte e seja Feliz
Médium: Divaldo Pereira Franco

Eu te amo

O que é o amor? Os poetas o definem em versos, os compositores tecem canções.
Os filósofos têm sua própria definição. Também as pessoas comuns, cada qual à sua maneira.
Nenhum de nós ama de forma idêntica ao outro porque o amor vem da intimidade da criatura e cada um de nós é um ser único na face da Terra.
Exatamente porque o Criador não se repete e, ainda, porque cada um de nós edifica a própria personalidade, a partir das suas experiências, das suas vivências.
Contudo, em se falando de amor, algo muito importante é sabermos que somos amados por alguém: um pai, um filho, um esposo, um amigo.
Por isso mesmo esperamos, em algum momento, ouvir as palavras: Eu te amo.
Nem sempre nos damos conta disso, acreditando que a outra pessoa sabe que a amamos.
Pode até saber, mas precisa dessas palavras poderosas, que alimentam a chama do sentimento: Eu te amo.
Lembramos daquele homem que internou a esposa em uma clínica. Joana estava em estágio final de um câncer dilacerador.
Nos primeiros dias, ele ficava no quarto, assistindo aos programas de que ela gostava.
Joana era uma romântica. Gostava de novelas, de histórias e filmes com sabor de romance, de finais felizes.
Certo dia, confidenciou à enfermeira que faria qualquer coisa para que o marido lhe dissesse Eu te amo.
Sei que ele me ama – falou – mas nunca foi do seu feitio mandar cartões ou fazer declarações de amor.
Depois de algum tempo, Joana passou a ficar menos tempo acordada, por conta das altas doses de medicamento que lhe ministravam.
Então, o marido passeava pelo jardim da clínica, ia à lanchonete, triste, amargurado.
Numa dessas vezes, a enfermeira se aproximou.
Ele agarrava, com força, a xícara de café, com suas mãos calosas de carpinteiro. Notava-se-lhe a angústia que lhe tomava a alma.
A moça então lhe falou de como as mulheres precisam de romance em suas vidas, como gostam de receber cartões, cartas de amor, ouvir declarações.
Minha mulher sabe que a amo, foi a resposta imediata.
Sim, reforçou a enfermeira, mas precisa ouvir isso.
Dois dias depois, Joana partiu.
Na mesa de cabeceira estava um grande cartão de Dia dos Namorados que o marido lhe dera. Estava escrito: Para minha esposa maravilhosa… Eu te amo!
Quando a enfermeira entrou no quarto, entre lágrimas, ele lhe disse:
Tenho que lhe contar. Quero que saiba como me sinto bem em ter dito a ela.
Esta manhã falei o quanto a amava. Disse-lhe como era maravilhoso estar casado com ela. Devia ter visto o sorriso dela!
* * *
Alguns poderão pensar que são supérfluas as palavras, que os atos valem mais.
Naturalmente, demonstrações de afeto são marcantes. Também as declarações de amor. O som da voz do amor é inesquecível.
Pensemos nisso. E não detenhamos a vontade de dizer uma, duas, muitas vezes, à pessoa que está ao nosso lado, o quanto ela é importante para nós, o quanto a amamos.
Como sua presença nos faz bem. Pode ser a esposa, a filha, um dos pais, um amigo. Um amor.
Não deixemos de nos assegurar que eles saibam que os amamos.
Façamos isso, agora, enquanto podem nos ouvir, sorrir e ficar felizes, imensamente felizes.
Redação do Momento Espírita, com base no cap.
Palavras do coração, do livro Histórias para aquecer o coração,
de Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Heather McNamara,
ed. Sextante. Em 3.4.2019

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