O Lar não é Somente a Moradia dos Corpos

evangelho no lar

O Lar

O lar não é somente a moradia dos corpos, mas, acima de tudo, a residência das almas. O santuário doméstico que encontre criaturas amantes da oração e dos sentimentos elevados, converte-se em campo sublime das mais belas florações e colheitas espirituais.
Do livro Missionários da Luz.

Evangelho no lar

Em torno de cada um de nós existe uma psicosfera, formada por fluidos espirituais, que será boa ou má, de acordo com o nosso comportamento mental.
Quem vive num clima interior de desequilíbrio cria em torno de si uma psicosfera negativa. Naturalmente, quem cultiva virtudes morais e intelectuais estará envolvido numa atmosfera agradável.
Mas também os lugares possuem sua atmosfera espiritual peculiar. Esta será formada pelo conjunto de ideias, sentimentos e desejos nutridos pelos que ali vivem, trabalham e se movimentam.
Para dar uma ideia de quanto os ambientes espirituais nos afetam façamos uma analogia. Imagine uma sala fechada, encharcada de fumaça de cigarro e uma outra, bem arejada, iluminada pelo sol e onde ninguém fume: você certamente se sentiria melhor no segundo ambiente do que no primeiro.
O que acontece em nível espiritual é mais ou menos a mesma coisa. Mas, ao invés da fumaça de cigarro, o que contamina os fluidos espirituais são os pensamentos de ódio, de malícia, de ironia… E o que os purifica são os sentimentos nobres, como a tolerância, a compreensão, a paciência.
Muitas pessoas reclamam dizendo que não se sentem bem dentro de casa, isso é muito grave, especialmente sabendo que o lar simboliza para o ser humano o seu abrigo, a sua proteção. Ali, mais do que em qualquer outro lugar, ele deve se sentir bem.
Então, o que fazer?
Não existem soluções milagrosas, mesmo porque a paz depende do nosso esforço por conquistar equilíbrio interior. Mas há um hábito absolutamente positivo e que serve de antídoto contra muitos dos males que nos atingem: é a oração em família.
Sempre no mesmo dia e no mesmo horário os familiares se reúnem para ler uma página edificante e comentá-la.
Aproveita-se a ocasião para conversar com o Criador através da oração, agradecendo pela existência, pedindo proteção…
A oração em família é o alimento para a alma e, muitas vezes, as dores e angústias que se abatem sobre nós são fruto de uma espécie de subnutrição espiritual.
Colabore com uma psicosfera mais amena em sua casa, evitando gritos, discussões vazias e brigas sem sentido.
Mas faça mais, mande, através da oração, um convite ao Criador de todas as coisas para que Ele, com Sua presença luminosa, venha fazer parte da sua vida.
A oração no lar, ante a sombra da indiferença e da maldade que teima em nos envolver nestes dias, é um farol de luz norteando uma Nova Era, a Era do amor.
* * *
Somos Espíritos imperfeitos. É difícil encontrar uma pessoa que nunca se zangue, que não se magoe de vez em quando ou que jamais pense no mal.
Daí percebemos que as nossas distonias emocionais acabam por perturbar os nossos ambientes, sobretudo o nosso próprio lar.
Por isso é tão importante a oração em família. É o momento em que paramos para meditar, pensar na vida, sob a proteção dos espíritos bons.
Converse com seus familiares e experimente por algum tempo acender esta luz dentro da sua casa.
Pense nisso, mas, pense agora!
* * *
Sábio é o homem que conduz a vida sabendo para onde a vida o está levando.

Redação do Momento Espírita. Em 22.10.2012.

Dentro do Lar

Famílias-problemas!…
Irmãos que se antagonizam…
Cônjuges em lamentáveis litígios…
Animosidades entre filho e pai, farpas filha e mãe…
Afetos conjugais que se desmantelam torvas acrimônias…
Sorrisos filiais que se transfiguram idiossincrasias e vinditas…
Tempestades verbais em discussões extemporâneas…
Agressões infelizes de conseqüências fatais…
Tragédias nas paredes estreitas das famílias…
Enfermidades rigorosas sob látegos de impiedosa maldade…
Mãos encanecidas sob tormentos de filhos dominados por ódios inomináveis.
Pais enfermos açoitados por filhas obsidiadas, em conúbios satânicos de reações violentas em cadeia de ira…
Irmãos dependentes sofrendo agressões e recebendo amargos pães, fabricados com vinagre e fel de queixa e recriminações…
Famílias em guerras tiranizantes, famílias-problemas!
*
É da Lei Divina que o infrator renasça ligado à infração que o caracteriza.
A justiça celeste estabeleceu que a sementeira tem caráter espontâneo, mas a colheita tem impositivo de obrigatoriedade.
O esposo negligente de ontem, hoje recebe no lar a antiga companheira nas vestes de filha ingrata e maldizente.
A nubente atormentada, que no passado desrespeitou o lar, acolhe nos braços, no presente, o esposo traído vestindo as roupas de filho insidioso e cruel.
O companheiro do pretérito culposo se reivincula pela consangüinidade à vítima, desesperada, reencontrando-a em casa como irmão impenitente e odioso.
O braço açoitador se imobiliza sob vergastadas da loucura encarcerada nos trajos da família.
Desconsideração doutrora, desrespeito da atualidade.
Insânia gerando sandice e criminalidade alimentando aversões.
Chacais produzindo chacais.
Lobos tombando em armadilhas para lobos.
Cobradores reencarnados junto às dívidas, na província do instituto da família, dentro do lar.
*
Acende a claridade do Evangelho no lar e ama a tua família-problema, exercitando humildade e resignação.
Preserva a paciência, elaborando o curso de amor nos exercícios diários do silêncio entre os panos da piedade para os que te compartem o ninho doméstico, revivendo os dias idos com execrandas carantonhas, sorvendo aze­ dume e miasmas.
Não renasceste ali por circunstância anacrônica ou casual.
Não resides com uma família-problema por fator fortuito nem por engano dos Espíritos Egrégios.
Escolheste, antes do retorno ao veículo físico, aqueles que dividiriam contigo as aflições superlativas e os próprios desenganos.
Solicitaste a bênção da presença dos que te cercam em casa, para librares com segurança nos cimos para onde rumas.
Sem eles faltariam bases para os teus pés jornadeiros.
Sem a exigência deles, não serias digno de compartilhar a vilegiatura espiritual com os Amorosos Guias que te esperam.
São eles, os parentes severos nos trajos de verdugos inclementes, a lição de paciência que necessitas viver, aprendendo a amar os difíceis de amor para te candidatares ao Amor que a todos ama.
A mensagem espírita, que agora rutila no teu espírito transformado em farol de vivo amor e sabedoria, é o remédio-consolo para tuas dores no lar, o antídoto e o tratado de armistício para o campo de batalha onde esgrimas com as armas da fé e da bondade, apaziguando, compreendendo, desculpando, confiando em horas e dias melhores para o futuro…
Apóia-te ao bastão da certeza reencarnacionista, aproveita o padecimento ultriz, ajuda os verdugos da tua harmonia, mas dá-lhes a luz do conhecimento espírita para que, também eles, os problemas em si mesmos, elucidem os próprios enigmas e dramas, rumando para experiências novas com o coração afervorado e o espírito tranqüilo.
FRANCO, Divaldo Pereira. SOS Família. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 9.

Prece em seu Lar

Você sabe como o bafio pestilento que vem dos pântanos consegue desaparecer com as rajadas do vento perfumado dos prados e jardins.
Você já pode observar o modo como a sombra noturna fica desfeita sob a ação da luz solar a cada manhã.
Você conhece os fenômenos da natureza por meio dos. quais a rocha é cortada pelo filete d’água permanente, que passeia sobre o seu corpo pétreo, ou como ela é lixada, pouco a pouco, pelos ventos pacientes que vêm e que vão.
Dentro desses enfoques, podemos meditar sobre o efeito dos pensamentos elevados, quando agem sobre as incontáveis ocorrências da existência.
Nas atividades do lar, não são poucos os dias de penumbra ou de sombra intensa motivados pelos temperamentos exasperados, irascíveis, odientos, ou por mil e uma tormentas que invadem a vivência da família, que podem até provir de motivos externos ao grupo doméstico, mas que o apanham no lance da surpresa.
Não são poucos os corações endurecidos, os sentimentos rochosos de almas demarcadas por muitas frustrações, por profundas amarguras ou decepções alimentadas que se converteram em seres empedernidos, que oscilam da indiferença à crueldade no seio da família.
Os problemas variados somam-se a variadas bênçãos que todos, quase sem exceção, costumam viver dentro dos lares, sem atinar muitas vezes quanto aos caminhos que lhes permitam romper a teia das dificuldades.
Introduza a prece em casa, caso essa providência ainda não tenha sido tomada. A prece em casa é como a brisa leve, dúlcida e perfumada, desfazendo fétidos que se insinuam aqui ou ali.
A vibração da mente que ora tem o poder de iluminar consciências, de clarear discernimentos, trazendo solução para diversos problemas de difíceis aparências.
Quem ora no lar vai, aos poucos, sensibilizando as almas de todos, mesmo aquelas que, aborrecidas consigo mesmas, desforram na vida e nos outros, como se todos devessem suportar seus impulsos venenosos ou suas posturas de chumbo.
Você que costuma ter cuidados com a qualidade dos alimentos de uso familiar, que se esmera em oferecer o melhor aos de casa, em todos os sentidos, não deverá esquecer ou menosprezar a eloquente contribuição da prece como aroma inebriante que desponta no jardim do lar, ou como medicação formidável frente às enfermidades morais em curso.
Reúna quem se disponha, sem nenhuma pressão que não seja a fraterna persuasão, e de maneira descontraída, como quem se prepara para receber um querido e íntimo amigo, ore. Abra o coração e deixe que sua pulsação sensibilizada chegue à boca. Agradeça as alegrias e tristezas do dia vivido ou por viver, caso você ore à tarde, à noite ou pela manhã.
Abra uma pequena página, seja de O Novo Testamento, onde se acham os fatos e feitos de Jesus, seja de O Evangelho segundo o Espiritismo, onde encontramos os ensinamentos da moral de Jesus sob a visão de luminosos Mentores da vida planetária, ou de qualquer outro trabalho inspirado nas leis de Deus, sobre a felicidade humana. Leia um pequeno trecho que lhe permita fácil entendimento, rápidos comentários que lhe atestem a utilidade para todos. Banhe a alma nessas mensagens felizes e conclua esses momentos de sublime evocação das bênçãos divinas dirigindo ao Senhor a sua gratidão.
Evite utilizar esses instantes renovadores para “puxar orelhas” dos afetos, ou para fazer “sermões” despropositados e cansativos, ou, ainda, para o excesso de recitações que simulam preces, mas que são falatórios ditados por forte ansiedade de contar com privilégios indevidos, diante da imparcialidade das leis de Deus.
Estabeleça um comentário fraterno em torno das lições lidas, no qual quem quiser possa colaborar, sem constrangimento, até porque todos sabem onde os calos lhes dóem e onde as orientações de Jesus lhes servem às íntimas necessidades.
Se for do seu interesse, para maior aproveitamento do ensejo, disponha sobre um móvel qualquer um vaso com água para uso individual ou de todos, após a oração, guardando a certeza da atuação benfazeja da prece sobre ela e da colaboração invisível dos Mensageiros Celestes que virão em atendimento a sua busca.
Instale esse regime de prece em seu lar, e, enquanto em toda parte a desordem perturbe, o crime negreje e a dor faça sucumbir, junto a você e aos seus, pela ação da prece, tudo se torne construção da harmonia, cultivo da virtude e explosão de esperança. Ao longo dos dias você experimentará os resultados venturosos da sua iniciativa.
J. Raul Teixeira. Pelo Espírito Joanes. Cartão Virtual da FEP – Federação Espírita do Paraná.

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