O Perdão das Ofensas Faz Bem Para Quem Perdoar

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O Perdão das Ofensas

O perdão das ofensas faz bem para quem perdoar.

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PERDÃO DAS OFENSAS

O autor da mensagem, datada de 1862, assinou Simeon, sobre o qual não encontrei referências. Mas, pela sublimidade de suas palavras, poderia ser – não estou afirmando, peço apenas licença para divagar um pouco – “Simeão, homem justo e piedoso, que ao tomar o menino Jesus nos braços, no templo, disse: ‘ Agora, Senhor despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos… ’, conforme Lucas, II: 28 a 31.
Simeon inicia dizendo que o ensino de Jesus sobre perdoar o irmão setenta vezes sete vezes é um dos que “devem calar em vossa inteligência e falar bem alto ao coração.”
Ensina, pois, que o homem, para agir, acertadamente, de acordo com as leis do bem, deve usar de raciocínios para compreender e entender a necessidade dos ensinos de Jesus, na Terra, moradia de espíritos em evolução.
Esses ensinos devem calar, penetrar fundo, ou seja, “atingir ou alcançar o âmago, a essência de (algo) ou o íntimo de (alguém), produzindo impressão forte, profunda”.(1)
A palavra calar, vinda do grego khaláõ, que significa, soltar, relaxar, chegou ao português e ao espanhol , como penetrar, descer, abaixar, mergulhar (1)
Devem também “falar bem alto ao coração” ou seja, ser captado pela sensibilidade espiritual, para que, juntamente com o uso da inteligência possam ser sentidos, percebidos, compreendidos, aceitos, despertando a vontade de praticá-los.
Todos os dias, milhões e milhões de pessoas oram a Prece do Pai Nosso, ensinada por Jesus, sem prestar muita atenção na frase: “Perdoai as nossas dívidas assim como perdoamos os nossos devedores”, na qual está condicionada, ao perdão de Deus às nossas faltas, o nosso perdão às faltas dos outros.
E continuam, pela vida toda a dizê-la sem, pelo menos, tentar colocar em prática essa lei divina, que é básica para a paz e felicidade do homem e da humanidade.
Quem perdoa, está vivenciando o esquecimento de si mesmo, o que o torna invulnerável às agressões, aos maus tratos e às injúrias, porque não os recolhe ao coração, porque busca, pelo raciocínio, compreender as dificuldades alheias, não se sentindo, pois, ofendido.
Evidentemente, que só na prática perseverante de perdoar o mais possível, esse ideal será atingido e o que perdoa irá se tornando uma pessoa doce e humilde de coração, fazendo aos outros o que deseja que Deus faça por ela.
“Ouvi, pois, essa resposta de Jesus, e como Pedro aplicai-a a vós mesmos. Perdoai, usai a indulgência, sede caridosos, generosos, e até mesmo, pródigos no vosso amor. Dai, porque o Senhor vos dará; abaixai-vos, que o Senhor vos levantará; humilhai-vos, que o Senhor vos fará sentar à Sua direita.
Ide, meus bem-amados, estudai e comentai essas palavras que vos dirijo, da parte d”Aquele que, do alto dos esplendores celestes, tem sempre os olhos voltados para vós, e, continua com amor a tarefa ingrata que começou há dezoito séculos. Perdoai, pois, aos vossos irmãos, como tendes necessidade de serdes perdoados.”
Conclama os espíritas a não tornar, em palavras e em atos, o perdão, uma expressão vazia.
“Se vos dizeis espíritas, sede-o de fato: esquecei o mal que vos tenham feito e pensai apenas uma coisa: no bem, no bem que possais fazer. Aquele que entrou nesse caminho não deve afastar-se dele, nem mesmo em pensamento…”
O espiritismo nos ensina que somos todos responsáveis por tudo que fazemos. Para fazermos algo, essa ação ou ato existiu antes, na ideia, e essa surgiu do que se sentiu diante de alguma coisa.
Um sentimento de mágoa ou de rancor leva o ser a pensamentos rancorosos, que por sua vez, podem levar a um ato de ofensa, de vingança.
Daí a chamada de Simeon quanto à responsabilidade do espírita no esforço de esquecer o mal, pensar somente no bem que pode fazer, não dando lugar a pensamentos maus, a fim de poder sentir-se feliz, conforme suas palavras: “Feliz aquele que pode dizer cada noite, ao dormir: nada tenho contra o meu próximo.”
Leda de Almeida Rezende Ebner
Outubro / 2008
Bibliografia:
KARDEC, Allan -“ O Evangelho Segundo o Espiritismo” 1 – Dicionário Houaiss
O CENTRO ESPÍRITA BATUÍRA
pessoa-necessária

Trabalhando


Quando estudamos a lição dos trabalhadores da última hora, nas páginas divinas do Evangelho, recordamos que, realmente, trabalhando, é possível alcançar todas as realizações que nos propomos atingir.
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Trabalhando, o coração empolgado pelo desânimo, pode converter, de imediato, as trevas da amargura em claridades imperecíveis de alegria e esperança.
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Trabalhando, a criatura frágil, se fortifica, pouco a pouco, dominando o campo em que respira, vive e cresce.
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Trabalhando, a mente atacada pelo veneno do ódio ou da desesperação, encontra recursos para compreender as próprias lutas, com mais clareza, aprendendo a transformar revolta e fel em paciência e perdão.
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Trabalhando, a alma isolada pela discórdia, pode surpreender a abençoada luz da harmonia e da paz, depois de longas noites de conflito e agonia.
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Trabalhando, o mau se faz bom, o adversário se transforma em amigo, o infeliz atinge a casa invisível e brilhante do eterno júbilo.
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Guardemos a palavra de Jesus e trabalhemos sempre na extensão do bem.
O livro ou tribunal, a enxada ou a semente aguardam nossos braços, tanto quanto os sábios e os ignorantes esperaram por nossa cooperação cada dia.
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Fujamos as sombras densas e guerras escuras do nosso próprio “eu”, devotando-nos ao serviço de Deus, na pessoa e nos círculos dos nossos semelhantes.
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Plantando a felicidade dos outros, encontraremos a nossa própria felicidade.
Um anjo que se ponha a dormir num vale, tentado pelo perfume das flores efêmeras, pode repousar indefinidamente nas trevas, enquanto que o aleijado que se disponha a arrastar-se, sangrando o corpo e cobrindo-se de suor, na subida do monte, pode alcançar glória do cimo e banhar-se de sublimes clarões, antes dos que dormem, com graça divina da gloriosa alvorada…
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Os últimos serão os primeiros – disse o Senhor!
Em verdade, será difícil a compreensão de semelhante ensino para nossa lógica habitual, entretanto, se vives servindo, compreenderás que o trabalho realmente pode operar o divino milagre.
XAVIER, Francisco Cândido. Alma e Luz. Pelo Espírito Emmanuel. IDE.

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