Terrorismo Sob a Visão Espírita

Terrorismo Sob

a Visão Espírita

“Somente quando o amor instalar-se no coração do ser humano é que o terrorismo perverso desaparecerá e os cidadãos de todas as pátrias e de todas as confissões religiosas se permitirão ver a liberdade de pensamento, de palavra e de ação. […] Para que esse momento seja atingido, faz-se urgente que todos, mulheres e homens de bem, religiosos ou não, mantenham-se em harmonia, respeitem-se mutuamente e contribuam uns para a plenitude dos outros. […] O terrorismo passará como todas as vitórias da mentira, das paixões inferiores e da violência, porque só o amor é portador de perenidade.” – Vianna de Carvalho
(Trechos de página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica da noite de 7 de janeiro de 2015, no Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador, Bahia. mensagem completa em publicação na revista Reformador, edição de fevereiro de 2015).
Na Reunião do CFN da FEB, Divaldo recebeu mensagem psicofônica intitulada –Momento decisivo:
“Nosso amado planeta, ainda envolto em sombras, permanece na sua categoria de inferioridade, porque nós, aqueles que a ele nos vinculamos, ainda somos inferiores, e à medida que se opera nossa transformação moral para melhor, sob a égide de Jesus, nosso modelo e guia, as sombras densas vão sendo desbastadas para que as alvíssaras de luz e de paz atinjam o clímax em período não muito distante.”
 
(Trecho – Franco, Divaldo Pereira. Pelo espírito Bezerra. Momento decisivo. Reformador. Ano 132. N. 2.229, dezembro de 2014, p.710-12; (da presidência da FEB)

evangelho de jesus

Terrorismo de natureza mediúnica

Vianna de Carvalho

Sutilmente vai-se popularizando uma forma lamentável de revelação mediúnica, valorizando as questões perturbadoras que devem receber tratamento especial, ao invés de divulgação popularesca de caráter apocalíptico.
Existe um atavismo no comportamento humano em torno do Deus temor que Jesus desmistificou, demonstrando que o Pai é todo Amor, e que o Espiritismo confirma através das suas excelentes propostas filosóficas e ético-morais, que deve ser examinado com imparcialidade.
Doutrina fundamentada em fatos, estudada pela razão e lógica, não admite em suas formulações esclarecedoras quaisquer tipos de superstições que lhe tisnariam a limpidez dos conteúdos relevantes, muito menos ameaças que a imponham pelo temor, como é habitual em outros segmentos religiosos.
Durante alguns milênios o medo fez parte da divulgação do Bem, impondo vinganças celestes e desgraças a todos aqueles que discrepassem dos seus postulados, castrando a liberdade de pensamento e submetendo ao tacão da ignorância e do primitivismo cultural as mentes mais lúcidas e avançadas…
O Espiritismo é ciência que investiga e somente considera aquilo que pode ser confirmado em laboratório, que tenha caráter de revelação universal, portanto, sempre livre para a aceitação ou não por aqueles que buscam conhecer-lhe os ensinamentos. Igualmente é filosofia que esclarece e jamais apavora, explicando através da Lei de Causa e Efeito quem somos, de onde viemos, para onde vamos, por que sofremos, quais são as razões das penas e das amarguras humanas… De igual maneira, a sua ética-moral é totalmente fundamentada nos ensinamentos de Jesus, conforme Ele os enunciou e os viveu, proporcionando a religiosidade que integra a criatura na ternura do seu Criador, sendo de simples e fácil formulação.
Jamais se utiliza das tradições míticas greco-romanas, quais as das Parcas, sempre tecendo tragédias para os seres humanos ou outras quaisquer remanescentes das religiões ortodoxas decadentes, algumas das quais hoje estão reformuladas na apresentação, mantendo, porém, os mesmos conteúdos ameaçadores.
De maneira sistemática e contínua, vêm-se tornando comuns algumas pseudorrevelações atemorizantes, substituindo as figuras mitológicas de Satanás, do Diabo, do Inferno, do Purgatório, por Dragões, Organizações demoníacas, regiões punitivas atemorizantes, em detrimento do amor e da misericórdia de Deus que vigem em toda parte.
Certamente existem personificações do Mal além das fronteiras físicas, que se comprazem em afligir as criaturas descuidadas, assim como lugares de purificação depois das fronteiras de cinza do corpo somático, todos, no entanto, transitórios, como ensaios para a aprendizagem do Bem e sua fixação nos painéis da mente e do comportamento.
O Espiritismo ressuscita a esperança e amplia os horizontes do conhecimento exatamente para facultar ao ser humano o entendimento a respeito da vida e de como comportar-se dignamente ante das situações dolorosas.
As suas revelações objetivam esclarecer as mentes, retirando a névoa da ignorância que ainda permanece impedindo o discernimento de muitas pessoas em torno dos objetivos essenciais da existência carnal.
Da mesma forma como não se deve enganar os candidatos ao estudo espírita, a respeito das regiões celestes que o aguardam, desbordando em fantasias infantis, não é correto derrapar nas ameaças em torno de fetiches, magias e soluções miraculosas para os problemas humanos, recorrendo-se ao animismo africanista, de diversos povos e às suas superstições. No passado, em pleno período medieval, as crenças em torno dos fenômenos mediúnicos revestiam-se de místicas e de cerimônias cabalísticas, propondo a libertação dos incautos e perversos das situações perniciosas em que transitavam.
O Espiritismo, iluminando as trevas que permanecem dominando incontáveis mentes, desvela o futuro que a todos aguarda, rico de bênçãos e de oportunidades de crescimento intelecto-moral, oferecendo os instrumentos hábeis para o êxito em todos os cometimentos.
A sua psicologia é fértil de lições libertadoras dos conflitos que remanescem das existências passadas, de terapêuticas especiais para o enfrentamento com os adversários espirituais que procedem do ontem perturbador, de recursos simples e de fácil aplicação.
A simples mudança mental para melhor proporciona ao indivíduo a conquista do equilíbrio perdido, facultando-lhe a adoção de comportamentos saudáveis que se encontram exarados em O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, verdadeiro tratado de eficiente psicoterapia ao alcance de todos que se interessem pela conquista da saúde integral e da alegria de viver.
Após a façanha de haver matado a morte, o conhecimento do Espiritismo faculta a perfeita integração da criatura com a sociedade, vivendo de maneira harmônica em todo momento, onde quer que se encontre, liberada de receios injustificáveis e sintonizada com as bênçãos que defluem da misericórdia divina.
A mediunidade, desse modo, a serviço de Jesus é veículo de luz, de seriedade, dignificando o seu instrumento e enriquecendo de esperança e de felicidade todos aqueles que se lhe acercam.
Jamais a mediunidade séria estará a serviço dos Espíritos zombeteiros, vulgares, críticos contumazes de tudo e de todos que não anuem com as suas informações vulgares, devendo tornar-se instrumento de conforto moral e de instrução grave, trabalhando a construção de mulheres e de homens sérios que se fascinem com o Espiritismo e tornem as suas existências úteis e enobrecidas.
Esses Espíritos burlões e pseudossábios devem ser esclarecidos e orientados à mudança de comportamento, depois de demonstrado que não lhes obedecemos, nem lhes aceitamos as sugestões doentias, mentirosas e apavorantes com as histórias infantis sobre as catástrofes que sempre existiram, com as informações sobre o fim do mundo, com as tramas intérminas a que se entregam para seduzir e conduzir os ingênuos que se lhes submetem facilmente…
O conhecimento real do Espiritismo é o antídoto para essa onda de revelações atemorizantes, que se espalha como um bafio pestilencial, tentando mesclar-se aos paradigmas espíritas que demonstraram desde o seu surgimento a legitimidade de que são portadores, confirmando o Consolador que Jesus prometeu aos Seus discípulos e se materializou na incomparável Doutrina.
Ante informações mediúnicas desastrosas ou sublimes, um método eficaz existe para a avaliação correta em torno da sua legitimidade, que é a universalidade do ensino, conforme estabeleceu o preclaro Codificador.
Desse modo, utilizando-se da caridade como guia, da oração como instrumento de iluminação e do conhecimento como recurso de libertação, os adeptos sinceros do Espiritismo não se devem deixar influenciar pelo moderno terrorismo de natureza mediúnica, encarregado de amedrontar, quando o objetivo máximo da Doutrina é libertar os seus adeptos, a fim de os tornar felizes.
Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco no dia 7 de dezembro de 2009, durante o período de realização do XVII Congresso Espírita Nacional, em Calpe, Espanha.

amor anula o mal

Esses Outros Terrorismos

Nos dias atuais as palavras terrorismo e terrorista ganharam espaço nas mídias do mundo inteiro.
Mas, afinal de contas, o que significam realmente esses termos?
Pois bem: terrorismo, segundo os dicionários, é um “ato de violência contra um indivíduo ou uma comunidade”.
E terrorista é aquele que infunde terror. Que espalha boatos assustadores ou prediz acontecimentos amargos.
Assim sendo, será que o terrorismo está distante de nós, ou, se bem analisado, poderíamos dizer que faz parte do nosso dia-a-dia mais do que imaginamos?
Será que poderíamos dizer que muitos de nós, de uma forma ou de outra, espalhamos o terror?
Terror quer dizer grave perturbação trazida por perigo imediato, real ou não; medo, pavor. Ameaça.
Dessa forma, quando analisamos nossas atitudes diárias vamos encontrar, em muitas ocasiões, verdadeiros atos terroristas.
Quando, por exemplo, um pai diz a uma filha: “se casar com aquele rapaz, mando-a embora de casa!”, esse pai está fazendo uma ameaça que infunde pavor e, portanto, está fazendo terrorismo.
Quando um esposo ou namorado impõe a sua companheira grávida: “ou você faz o aborto ou abandono você!”, está praticando terrorismo e induzindo ao homicídio de um ser indefeso.
Quando uma mãe diz ao filho pequeno que se ele não obedecer irá embora de casa e o deixará à própria sorte, está cometendo um ato terrorista dos mais sérios, impondo medo e pavor a uma criança que confia em seus pais.
Filhos que sabem da preocupação dos genitores e os aterrorizam com ameaças de suicídio ou de fugas que nunca se efetivam, mas infelicitam e apavoram, são terroristas domésticos agindo soltos.
Imposições e ameaças de chefes, baseadas em carências de funcionários que dependem do emprego para sobreviver, são atos terroristas que infelicitam e matam a esperança.
Religiosos que ameaçam seus fiéis com castigos e penas eternas, inventando um Deus temível e vingativo, espalhando pânico e terror nos corações incautos, são terroristas da fé, que agem livremente.
Por tudo isso vale a pena meditar sobre esses outros terrorismos que passam despercebidos a muitos olhares.
São tantos os terrores domésticos que infelicitam os seres, portas adentro dos lares, onde deveriam reinar o amor e a fraternidade.
Assim sendo, não imaginemos que o terrorismo está no seio deste ou daquele povo, desta ou daquela raça, pois ele está na alma humana, independente de nacionalidade ou religião.
Não imaginemos que o terrorismo está presente nos povos menos civilizados. Ele se encontra em cada coração capaz de promover o terror, seja em que nível for.
O preconceito de toda ordem, também é uma forma de terror, e vamos encontra-lo em todas as esferas sociais.
Nestes dias, em que os olhares do mundo inteiro se voltam contra o terrorismo, vale meditar sobre nossos terrorismos particulares que tantas desgraças têm promovido.
E vale também lembrar que as grandes guerras e os grandes atentados terroristas são alimentados por guerras e terrorismos menores aos quais não damos importância.
Pensemos nisso e comecemos, de vez por todas, uma ação efetiva pela paz.
Iniciemos por baixar as armas internas da agressividade, da calúnia, da indiferença, da infidelidade, da violência, enfim.
Optemos por construir um mundo de paz, pacificando os nossos lares, nosso ambiente de trabalho, nossa própria alma.
Agindo dessa maneira, podemos ter a certeza de que teremos um mundo em paz, mesmo que seja apenas o nosso próprio mundo, que, em última análise, seria o início de tudo.
Redação do Momento Espírita. Texto inspirado em palestra proferida por Raul Teixeira no dia 12/10/01 na cidade de Ponta Grossa-PR.

prática do bem a virtude

Acidentes

Talvez possas evitá-los.
Surgem impulsionados por fôrças descontroladas, por injunções negativas, produzindo acerbas dores de conseqüências quase sempre funestas.
Na atualidade convulsionada por fôrças tiranizantes que conspiram contra o equilíbrio geral, ocorrem inumeráveis e adversos, graças à densidade populacional e à expressiva soma de veículos que transitam pelas ruas do mundo, desabaladamente.
Cada minuto as estatísticas registram expressões alarmantes de acidentados que resgatam, em agonias longas, velhos processos espirituais que os atingem, incoercível, inevitavelmente.
Em face disso, refugia-te na oração e entrega-te às mãos sublimes do Cristo, facultando que os Seus mensageiros conduzam os teus passos com segurança e tranqüilidade pelas rotas em que tens de avançar na direção do futuro.
Surpresas dolorosas espiam nas esquinas das ruas e se guardam nos alcouces das mentes alucinadas.
Muitos daqueles que cruzam com os teus passos ou te provocam reações inesperadas estão ultrajados pelos Espíritos Infelizes, iguais a eles mesmos, atormentando-os, quanto atormentados se encontram.
Não revides ante provocações, nem te estremunhes conduzindo vibrações molestas contigo.
Raciocina crestamento tendo em vista que és valioso na economia do Planeta e que a tua vida é patrimônio de alta significação, que não deves arriscar nos jogos das frivolidades.
O discípulo do Cristo é alguém em programa de reajustamento e renovação tropeçando com o passado culposo, que reaparece em mil apresentações conspirando contra a paz ou sugerindo reparação edificante mediante o teu esfôrço enobrecido.
*
Acidentes, acidentados!
Acidentes do trabalho quais bigorna e malho de aflições esfaceladoras, advertindo.
Acidentes de veículos em desgovernos de equipamentos ou desajustes emocionais dos seus condutores, ou surpresas do inesperado, gritando avisos que não podes deixar de examinar com respeito e atenção.
Acidentes nas multidões, em forma de agressão da ferocidade, da rapina, do terrorismo, da loucura de todo jaez em conúbio com a desagregação da esperança e da paz, como escarmento necessário.
Acidentes da Natureza em maremotos e terremotos, furacões e calamidades, chamando o homem à meditação dos substanciais quão Intransferíveis deveres de cuidar do espírito na sua oportunidade redentora, transitória, que passa célere.
Acidentes da alma invigilante sob acúleos da insensatez e sobre pedrouços da desconsideração do patrimônio da vida carnal, nos quais, não raro, desperdiças os mais expressivos tesouros que se convertem em escassez dolorosa que conduz o desassisado às sombras do desespero tardio.
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Em Jesus encontrarás a segurança inabalável e na Sua mensagem de amor terás sempre o manancial de sustentação capaz de ajudar-te, lenindo sofrimentos da tua alma e preparando-te para o retorno, através da desencarnação, que a seu turno é acidente orgânico da máquina que se nega a prosseguir, libertando o prisioneiro, o qual, na vida espiritual, seguirá tranqüilo e feliz ou ficará retido na aflição desconcertante de que não se desejou desvincular.
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“Melhor para vós será que entreis na vida tendo um só olho, do que terdes dois e serdes precipitados no fogo do inferno”. Mateus: capítulo 5º, versículo 30.
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“Tudo aquilo a que se dá o nome de caprichos da sorte mais não é do que efeito da justiça de Deus, que não inflige punições arbitrárias pois quer que a pena esteja sempre em correlação com a falta”.
Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap, 8º – Item 21.
FRANCO, Divaldo Pereira. Florações Evangélicas. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 34.

A SABEDORIA DO EVANGELHO

“A sabedoria do Evangelho nos ensina, que não devemos nos deixar contagiar pela mágoa, pela vingança, que estaremos nos maltratando a nós mesmos, com prejuízo para a nossa saúde física e espiritual.”
Vera Jacubowski

a sabedoria do evangelho

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