A paz em ti ajudará a produzir-se/Joanna de Ângelis

A PAZ EM TI

A paz em ti ajudará a produzir-se a paz do mundo.

O Impossível

 

Meus amigos, hoje vamos trabalhar com o conceito dessa palavra, oriunda do sentimento da limitação inerente ao homem, provocada pela prepotência e arrogância em não aceitar o Pai como criador de tudo.
Pesquisando no dicionário, encontraremos para “Impossível”: “o que não pode existir ou acontecer”, “aquilo que é difícil demais de fazer ou conseguir”.
Vamos parar por alguns segundos e lembrarmos de quantas vezes usamos a palavra “Impossível”, ou de quantas vezes dizemos: “eu não sou capaz de fazer o impossível”.
Será, meus amigos, que toda vez que dizemos que algo é impossível ele realmente o é?
Ou será que não nos esforçamos o suficiente?
Ou ainda, não nos propusemos a fazer as alterações necessárias para que o impossível se tornasse possível?
Como já disse um escritor e a sabedoria popular confirma: “Tudo é possível, o impossível apenas demora mais”.
Vejamos a profundidade desse pensamento. Realmente o impossível, para o homem, existe até o momento em que se torne possível, mas, na maioria das vezes, não temos “tempo” e “vontade” para nos dedicarmos às mudanças e ao aperfeiçoamento necessários.
Quantas vezes dizemos que para Deus, Senhor supremo de Tudo e de Todos, nada é impossível?
Garanto que inúmeras, mas, para nossa infelicidade, apenas são palavras pronunciadas sem a devida interiorização. Chamados a sermos co-criadores na obra da criação, temos o poder de tornar o impossível em possível.
Mas o questionamento que fica é: estamos dispostos a praticar a dedicação, a renúncia e muitos outros atos necessários?
Queremos um mundo de paz, justiça e amor fraternal, mas logo rotulamos que isso é impossível… E nós, espíritas, justificamos nossa inércia, como: “Viver a justiça, a paz e o amor fraternal no orbe terrestre é impossível, pois vivemos em um mundo de provas e expiações. E assim, não temos o direito de sermos felizes e nem de elevarmos nossa moral.”
Lembremo-nos de que o Pai é todo Amor, Bondade e Perdão, com isso, Ele não permitiria que vivêssemos em completa harmonia?
Será que o famoso mundo de provas e expiações é obra de Deus ou de nossas ações, nossos pensamentos e nossa acomodação?
Para nós, viver em um mundo de expiação torna impossível viver o Amor, a Harmonia, a Paz e a Felicidade.
Será mesmo, meus amigos?
O que realmente acontece é que em nossa acomodação (nossa área de conforto), limitamo-nos a fazer o que já estamos habituados há mais de 2000 anos.
Limitamo-nos a conviver com a violência, o egoísmo, a decadência da moral, como algo trivial, afinal “ainda vivemos em provas e expiações”, “ainda é impossível, pois Deus quer assim…”
Deus, que é Pai, Amor e Perfeição, jamais aceitaria essa colocação.
O nosso Deus, que gostaria que fosse o Deus de todos nós, é o Deus do Impossível, compartilhando com todas as suas criaturas essa qualidade. Faz parte de sua herança para nós, assim somos Filhos do Impossível, para que o tornemos possível.
A cada vez que criamos uma situação de impossível, vemos morrer a esperança, o amanhã e todas as oportunidades que, constantemente, nos são apresentadas. Passamos a viver em um cemitério interior, onde vislumbramos somente a certeza do fim.
Precisamos, meus amigos, acordar desse pesadelo, exercitar a Verdade da esperança e das oportunidades, e assim recriarmos a nós mesmos e a realidade que nos envolve.
Realmente usando o conceito de impossível, dizemos que é IMPOSSÍVEL VIVER SEM DEUS, Esperança, sem Quebras de Paradigmas.
É preciso, e urgente, assumirmos a responsabilidade que nos foi compartilhada de criarmos o mundo com que tanto sonhamos, e veremos, então, que as famosas provas ou expiações são fruto de nossa acomodação e veneração ao “deus do impossível de se realizar”.
SOMOS AQUILO QUE PENSAMOS! CRIAMOS AQUILO QUE PENSAMOS E SENTIMOS!
Deixo-os com carinho a certeza de que tudo é possível.
02-08-14 Médium: Lúcia (Cavile)
Espírito: Irmão Matheus (Colônia Espiritual Maria de Nazaré).
Revisão: Valena Regina da Cunha Dias (Cavile)
Arte: Carlos Antônio de Oliveira (Cavile).

ACEITAR JESUS

A Imortalidade do Ser Humano

 

A crença na imortalidade é, segundo Léon Denis (1846-1927, uma das “[…] mais difundidas nas filosofias e nas religiões do Oriente e do Ocidente. Do ponto de vista filosófico pode assumir duas formas diferentes: 1ª a crença na imortalidade da pessoa individual, ou seja, da alma humana em sua totalidade; 2º a crença na imortalidade daquilo que a pessoa individual tem em comum com um princípio eterno e divino, só da parte impessoal da alma.” 1 Para o filósofo grego Platão (428/427-348/347), esta crença “[…] é o laço de toda a sociedade; despedaçai esse laço e a sociedade se dissolverá.”2
O conceito de existência e sobrevivência da alma é admitido desde os tempos imemoriais, mas foi consolidado com as ideias de Sócrates, Platão, Pitágoras e dos filósofos órficos. Divulgado na Idade Média, foi acrescido das interpretações da teologia cristã pelos pais da Igreja, como Agostinho e Tomás de Aquino. No Renascimento o conceito era lugar comum, amplamente divulgado. Na Idade moderna sofreu uma reviravolta, sobretudo com a chegada do positivismo de Auguste Comte (1798-1857) que, com a sua doutrina do culto à razão, rejeitava Deus e a imortalidade da alma. Na Idade Contemporânea, o conhecimento humano progride vertiginosamente e, com o desenvolvimento da Psicologia e da Parapsicologia, o mundo científico passa a se interessar pela paranormalidade, aceitando-se que o homem possui algo de transcendental, preexistente à formação do corpo físico.
Mais tarde, os Fenômenos de Quase Morte se destacam, sobretudo os trabalhos conduzidos por Elisabeth Kübler-Ross (1926-2004), médica suíça naturalizada americana. Esta respeitável psiquiatra obteve importantes observações de pacientes terminais que retornaram ao corpo após parada cardíaca ou estado comatoso. A maioria desses pacientes não só relataram aspectos da vida além da matéria e o encontro com Espíritos já falecidos, como puderem, por si mesmos, atestarem a imortalidade do Espírito.
As pesquisas desenvolvidas pelo psiquiatra canadense, Ian Stevenson (1918-2007), ao longo de décadas e em diferentes partes do mundo, acumularam um número significativo de casos de pessoas que tinham reminiscências de outras existências e de experiências vividas no plano espiritual, após a morte do corpo.
Segundo a Doutrina Espírita, “[…] chamamos alma ao ser imaterial e individual que reside em nós e sobrevive ao corpo .[…].” 3 A questão de aceitar, ou não, imortalidade da alma, e consequentemente a sua capacidade de se comunicar com os encarnados, reside na ideia que se tem de alma. Para muitos indivíduos, a alma é uma abstração, para outros é um ser destituído de uma forma precisa, espécie de luz ou clarão. Outros têm uma visão confusa, com base em suas convicções religiosas. O progresso da Ciência, contudo, permitirá que o a imortalidade da alma, sua sobrevivência e manifestação no plano físico sejam comprovados.
A sobrevivência da alma depois da morte está provada, de maneira irrecusável e de alguma sorte palpável, pelas comunicações espíritas. Sua individualidade está demonstrada pelo caráter e pelas qualidades próprias de cada uma; essas qualidades, distinguindo as almas umas das outras, constituem a sua personalidade; se elas estivessem confundidas num todo comum, não teriam senão qualidades uniformes. Além dessas provas inteligentes, há ainda a prova material das manifestações visuais, ou aparições, que são tão frequentes e tão autênticas, que não é permitido contradizer. 4

Referências

DENIS, LÉON. Cristianismo e espiritismo. 7 ed. Rio de Janeiro: FEB, cap. XI, p. 238.
ABBAGNAN0, Nicola. Dicionário de filosofia. Tradução de Alfredo Bosi e Ivone Castilho Benedetti. 4 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2000, p. 542.
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Tradução de Evandro Noleto Bezerra. 2 ed. Rio de Janeiro: FEB, 2010. Introdução II, p.25.
DENIS, LÉON. Depois da morte. 13 ed. Segunda parte, cap X, p.127 a 132.

FAZER O BEM EMMANUEL

A Caridade Material e a Caridade Moral

 

“Amemo-nos uns aos outros e façamos aos outros o que quereríamos nos fizessem eles.”
Toda a religião, toda a moral se acham encerradas nestes dois preceitos. Se fossem observados nesse mundo, todos seríeis felizes: não mais aí ódios, nem ressentimentos. Direi ainda: não mais pobreza, porquanto, do supérfluo da mesa de cada rico, muitos pobres se alimentariam e não mais veríeis, nos quarteirões sombrios onde habitei durante a minha última encarnação, pobres mulheres arrastando consigo miseráveis crianças a quem tudo faltava.
Ricos! pensai nisto um pouco. Auxiliai os infelizes o melhor que puderdes. Dai, para que Deus, um dia, vos retribua o bem que houverdes feito, para que tenhais, ao sairdes do vosso invólucro terreno, um cortejo de Espíritos agradecidos, a receber-vos no limiar de um mundo mais ditoso.
Se pudésseis saber da alegria que experimentei ao encontrar no Além aqueles a quem, na minha última existência, me fora dado servir!…
Amai, portanto, o vosso próximo; amai-o como a vós mesmos, pois já sabeis, agora, que, repelindo um desgraçado, estareis, quiçá, afastando de vós um irmão, um pai, um amigo vosso de outrora. Se assim for, de que desespero não vos sentireis presa, ao reconhecê-lo no mundo dos Espíritos!
Desejo compreendais bem o que seja a caridade moral, que todos podem praticar, que nada custa, materialmente falando, porém, que é a mais difícil de exercer-se.
A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas e é o que menos fazeis nesse mundo inferior, onde vos achais, por agora, encarnados. Grande mérito há, crede-me, em um homem saber calar-se, deixando fale outro mais tolo do que ele. É um gênero de caridade isso. Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se escapa de uma boca habituada a escarnecer; não ver o sorriso de desdém com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se supõem acima de vós, quando na vida espírita, a única real, estão, não raro, muito abaixo, constitui merecimento, não do ponto de vista da humildade, mas do da caridade, porquanto não dar atenção ao mau proceder de outrem é caridade moral.
Essa caridade, no entanto, não deve obstar à outra. Tende, porém, cuidado, principalmente em não tratar com desprezo o vosso semelhante. Lembrai-vos de tudo o que já vos tenho dito: Tende presente sempre que, repelindo um pobre, talvez repilais um Espírito que vos foi caro e que, no momento, se encontra em posição inferior à vossa. Encontrei aqui um dos pobres da Terra, a quem, por felicidade, eu pudera auxiliar algumas vezes, e ao qual, a meu turno, tenho agora de implorar auxílio.
Lembrai-vos de que Jesus disse que todos somos irmãos e pensai sempre nisso, antes de repelirdes o leproso ou o mendigo. Adeus: pensai nos que sofrem e orai.

 

Irmã Rosália.(Paris, 1860.)
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 13.

MORAL VERA JACUBOWSKI

Compromisso com a Fé

 

Qualquer compromisso que se assume impõe deveres que devem ser atendidos, a fim de conseguir-se a desincumbência feliz.
Se te comprometes com a área da cultura sob qualquer aspecto, enfrentas programas e horários, disciplina e atenção, para alcançares a meta pretendida.
Se buscas trabalho e desenvolvimento econômico, arrostas obrigações sucessivas, obediência, ação constante, e através dessa conduta chegarás aos objetivos que anelas.
Se te comprometes com a edificação da família, muitos imperativos se te fazem indispensáveis atender, de forma que o lar se transforme em realidade feliz.
Se aceitas o compromisso social, tens que te submeter a inúmeras condições inadiáveis, para atingires os efeitos ditosos.
Compromisso é vínculo de responsabilidade entre o indivíduo e o objetivo buscado.
Ninguém se pode evadir, sem tombar na irresponsabilidade.
Medem-se a maturidade e a responsabilidade moral do ser através da maneira como ele se desincumbe dos compromissos que assume.
O profissional liberal que enfrenta dificuldades, para o desempenho dos compromissos, luta e afadiga-se para bem os atender, mantendo-se consciente e tranqüilo.
O operário que aceita o compromisso do trabalho, sejam quais forem as circunstâncias e os desafios, permanece na atividade abraçada até sua conclusão.
Compromisso é luta; é desempenho de dever.
O prazer sempre decorre da honorabilidade com que cada qual se desincumbe da ação.
*
Em relação à fé religiosa, a questão é semelhante.
Quem se apresenta no campo espiritual buscando a iluminação, não tem condição de impor requisitos, mas, aceitá-los conforme são e devem ser seguidos.
Não se trata de um mercado de valores comezinhos, que devem ser leiloados e postos para a disputa dos interesses subalternos.
O compromisso com a fé religiosa é de alta relevância, pois se trata de ensejar a libertação do indivíduo, dos vícios e delitos a que se condicionou, e que o atormentam.
São graves os quesitos da fé religiosa.
Mesmo em se tratando de preservar a liberdade do candidato à fé, ela não modifica os programas que devem ser considerados e aplicados na transformação moral íntima.
Estabelecida a dieta moral, o necessitado de diretriz esforça-se para aplicar, incorporar as lições hauridas no seu cotidiano. Nenhuma modernidade altera as leis da vida, que são imutáveis.
Desse modo, o compromisso com a fé não permite ao indivíduo adaptar a linha direcional da doutrina que busca aos seus hábitos perniciosos e às suas debilidades morais.
*
O Espiritismo apoia-se moralmente nas lições de Jesus, sendo a sua, a mesma moral vivida e ensinada pelo Mestre.
Adaptar essa moral às licenças atuais, aos escapismos éticos em moda, às concessões sentimentais de cada um, constitui grave desconsideração ao excelente conteúdo que viceja no pensamento espírita.
Indispensável que o compromisso com a fé espírita mantenha-se inalterado, sem a incorporação dos modismos perniciosos e perturbadores do momento, assim ensejando a transformação moral para melhor de todos quantos o aceitem em caráter de elevação.
Somente assim, todo aquele que abrace a fé, que luz na Doutrina Espírita, terá condições para vencer estes difíceis dias em paz de consciência, mesmo que sob chuvas de incompreensões e desafios constantes do mal, dos vícios e dos perturbadores.

 

FRANCO, Divaldo Pereira. Momentos Enriquecedores. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.

BOA TARDE FELICIDADE MEIMEI

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