primavera estação das flores e renovação do espírito imortal

PRIMAVERA ESTAÇÃO DAS FLORES E DA RENOVAÇÃO ESPIRITUAL

PRIMAVERA DO ESPÍRITO IMORTAL

Filhos queridos do coração,
A alma humana é jardim sagrado, em constante transformação. Quantas vezes o inverno da dor parece prolongar-se, trazendo frio e sombras para o coração? Mas, assim como a Terra obedece aos ciclos divinos, também o espírito conhece sua hora de florir.
Quando o Senhor nos envia a semente da esperança, ela repousa em nosso íntimo, às vezes por longos períodos, até que o calor do amor e a luz da fé a despertem. Não vos desanimeis diante das fases de esterilidade, pois a Providência não abandona ninguém à secura eterna. Toda lágrima, quando aceita com confiança, é água que umedece o solo do coração, preparando-o para novas flores.
A primavera do Espírito é o tempo do recomeço. É quando a alma, cansada do frio do egoísmo, começa a abrir-se ao perfume do bem. Nesse tempo bendito, o Evangelho deixa de ser apenas palavra e se transforma em vida. A caridade floresce em gestos simples, o perdão brota espontâneo e a alegria passa a ser fruto natural de quem compreendeu que a vida é eterna e que Deus nos ama sem medida.
Não temais os ventos que às vezes sacodem o jardim. Eles apenas espalham o pólen da experiência para outros corações, multiplicando o bem. Prossegui cuidando do terreno íntimo com prece, vigilância e serviço. O Pai Celestial é o Divino Jardineiro que vos ajuda na poda das ilusões e no fortalecimento das raízes da fé.
E quando a primavera da alma já tiver feito desabrochar as primeiras flores de fé, chega o verão da esperança — estação luminosa que aquece o coração e fortalece a vontade de prosseguir. Será tempo de sol interior, de clareza de propósito e de amadurecimento das sementes que o Senhor confiou a cada um de vós.
O verão da esperança não significa ausência de provações. Ao contrário, é o período em que o calor das lutas diárias intensifica o crescimento da alma. Assim como a planta precisa da luz e também da força do vento para firmar suas raízes, o espírito necessita das experiências que desafiam sua coragem para consolidar a confiança no Bem.
Nesta estação, o Evangelho deixa de ser apenas consolo e passa a ser alimento vigoroso. A fé torna-se mais consciente e o trabalho no bem converte-se em alegria sincera. Não é mais a obrigação que move o coração, mas a gratidão profunda pelo que já foi aprendido. A esperança deixa de ser sonho distante para tornar-se certeza de que o amanhã será melhor, porque hoje estamos semeando luz.
Quando os raios ardentes das dificuldades parecerem intensos demais, buscai a sombra da prece e o frescor da confiança no Pai. O verão da esperança não queima para destruir, mas para amadurecer os frutos que um dia serão colhidos em paz.
Vivei, pois, esta primavera do espírito imortal e o verão da esperança com serenidade. Irradiai luz, espalhai ânimo e sustentai aqueles que ainda se encontram nos invernos da dor. O vosso sorriso, a vossa palavra de consolo e o vosso exemplo são como brisas que aliviam o calor dos corações aflitos.
Mais tarde virá o tempo de recolher os frutos de vossa dedicação. Mas hoje é tempo de viver sob o sol da renovação, firmes, alegres e confiantes de que Deus dirige cada passo, cada estação e cada transformação de vossa jornada.
Acolhei, pois, a estação da renovação. Deixai que vosso ser se revista de cores novas, que o espírito se cubra de esperança e que o perfume da fraternidade se espalhe onde passardes. Lembrai-vos: a primavera da alma é o prenúncio de um verão de plenitude, quando colhereis os frutos da paz que semeardes hoje.
Com ternura e confiança, Irmão Damião
Psicografia pelo médium Celso Motter

Deus seja louvado!

Pai Nosso…

“Pai nosso” Jesus. (Mateus, 6:9.)
A grandeza da prece dominical nunca será devidamente compreendida por nós que lhe recebemos as lições divinas.
Cada palavra dentro dela, tem a fulguração de sublime luz. De início, o Mestre Divino lança-lhe os fundamentos em Deus, ensinando que o supremo doador da vida deve constituir para nós todos, o princípio e a finalidade de nossas tarefas.
É necessário começar e continuar em Deus, associando nossos impulsos ao plano divino, a fim de que nosso trabalho não se perca no movimento ruinoso ou inútil.
O espírito universal do Pai há de presidir-nos o mais humilde esforço, na ação de pensar e falar, ensinar e fazer. Em seguida, com um simples pronome possessivo, o Mestre exalta a comunidade. Depois de Deus, a humanidade será o tema fundamental de nossas vidas.
Compreenderemos as necessidades e as aflições, os males e as lutas de todos os que nos cercam, ou estaremos segregados no egoísmo primitivista. Todos os triunfos e fracassos que iluminam e obscurecem a terra pertencem-nos, de algum modo.
Os soluços de um hemisfério repercutem no outro, a dor do vizinho é uma advertência para a nossa casa, o erro de um irmão, examinado nos fundamentos, é igualmente nosso, porque somos componentes imperfeitos de uma sociedade menos perfeita, gerando causas perigosas, e por isso, tragédias e falhas dos outros afetam-nos por dentro.
Quando entendemos semelhante realidade, o império do “eu” passa a incorporar-se por célula bendita à vida santificante. Sem amor a Deus e a humanidade, não estamos suficientemente seguros na oração. Pai nosso, disse Jesus para começar.
Pai do universo, nosso mundo. Sem nos associarmos aos propósitos do Pai, na pequenina tarefa que nos foi permitido executar, nossa prece será, muitas vezes, simples repetição do “eu quero”, invariavelmente cheio de desejos, mas quase sempre vazio de sensatez e de amor…
Emmanuel /Chico Xavier.
Livro: Fonte viva

EM FAVOR DOS ENFERMOS

Na grande área dos serviços fraternais de socorro ao próximo, demandando a ação da caridade, a cura das mazelas orgânicas, emocionais e mentais é de vital importância.
Certamente, mais delicado é o desafio da saúde moral, graças ao qual os fenômenos fisiopsíquicos assumem alta significação, apresentando-se como respostas inevitáveis.
O ideal, portanto, é trabalhar-se os valores íntimos do homem, de cuja harmonia deriva o bem-estar. Entretanto, na impossibilidade de conseguir-se a realização plena, no campo das causas, o empenho por minimizar-se os efeitos perniciosos assume significação relevante, por propiciar requisitos que facultam a instalação das fontes saudáveis na organização perispiritual.
Para que se logrem resultados favoráveis na terapia curativa, é indispensável que o agente possua condições mínimas que sejam, a saber: harmonia interior, que decorre de uma conduta sadia; sentimentos de amor, que propiciem vibrações positivas; espírito de abnegação; saúde física e mental, de modo que a bioenergia, que se deseje doar, carreie forças restauradores e atue nos centros vitais, gerando células sãs, portadoras de equipamentos harmônicos.
Ocorre, às vezes, que alguns instrumentos das curas contradizem esses itens mínimos, porém, eles próprios são pacientes, nos quais as enfermidades ainda não se manifestaram, apesar de já instaladas.
Toda e qualquer pessoa forrada de bons propósitos pode e deve auxiliar o seu próximo, quando enfermo.
Não é exigível que aplique está ou aquela técnica, sempre dispensável. Mas é essencial que se haja educado para o mister e procure, sinceramente, ajudar.
A irradiação da mente concentrada no bem, em favor de alguém, opera admiráveis resultados.
Unida à aplicação dessa energia, com as mãos distendidas, sem ruído ou ritual, a magnetização da água completa a operação socorrista, ao ser ingerida pelo paciente.
A sociedade, como um todo, necessita do equilíbrio e da saúde, no entanto, é no homem, como célula valiosa, que se deve iniciar o labor terapêutico.
É claro que muitos atletas, portadores de saúde física, são, por outro lado, expressões de conduta infeliz, perniciosa.
Os apologistas das raças superiores preocupam-se com os físicos ideais e portadores de linhas que expressem a procedência genética, despreocupados com os seus valores éticos e morais.
A saúde real é resultado da homeostase, vigente no homem, na qual o físico e o emocional se harmonizam perfeitamente.
Jesus curava e concedeu aos discípulos a faculdade de recuperar os enfermos.
Mantinha, no entanto, uma regra severa para a preservação da saúde, que era a recomendação em favor da conduta moral de modo que não lhes acontecesse nada pior.
A mente é fonte geradora de energias que esparze conforme as inclinações do espírito, sendo fator de infortúnio, como de felicidade, para si mesmo e para os demais.
Assim, orando, exercita os teus recursos latentes, canalizando-os em favor dos enfermos e recomendando-lhes mudanças de comportamento mental e moral para melhor, assim contribuindo para que a sociedade humana seja mais feliz.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Felicidade
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

MULHERES: AURORAS DO REINO DE DEUS

Filhos e filhas amados,
Ergamos hoje um cântico de gratidão ao Senhor por todas as mulheres que, desde os primórdios, se fizeram instrumentos da construção do Reino de Deus na Terra.
Foi uma mulher que, na figura de Maria de Nazaré, ofereceu ao mundo o ventre puro para que nascesse o Salvador. Foram mulheres — Maria Madalena, Joana, Susana e tantas outras — que, em meio à hostilidade de uma sociedade que pouco as valorizava, seguiram Jesus com fidelidade, sustentando Sua missão e sendo testemunhas da Ressurreição. Não foi a Pedro, nem a João, que primeiro se revelou Jesus Ressuscitado, mas a Madalena, a quem confiou a sublime tarefa de anunciar aos discípulos a vitória da Vida sobre a morte.
Ao longo dos séculos, incontáveis mulheres foram vozes de ternura e de resistência ao mal: Teresa de Ávila reformando ordens religiosas; Clara de Assis servindo aos pobres; Joanna de Ângelis inspirando a consciência espírita para a educação da alma; e tantas outras que, anônimas, transformaram lares, comunidades e sociedades com o trabalho perseverante, a oração e a caridade.
Mas, filhos, é ainda doloroso ver que em muitas partes do mundo e até mesmo na vossa sociedade, as mulheres continuam subjugadas, desrespeitadas ou impedidas de florescer seus talentos. Isso fere o coração de Jesus, que ensinou que no Reino de Deus não há maior nem menor, mas irmãos que se amam e servem uns aos outros. Toda forma de discriminação de gênero é uma sombra que precisa ser dissipada pela luz do Evangelho.
Trabalhemos, pois, para que em vossas casas, instituições e comunidades, o respeito seja a lei e a cooperação, o caminho. Que homens e mulheres se reconheçam parceiros na tarefa de edificação de uma sociedade justa e harmoniosa, sem que o preconceito roube a dignidade de quem quer que seja.
Vede que, em tempos recentes, mulheres têm se erguido como porta-vozes de paz, de justiça e de ciência — mães que educam na fé, médicas que aliviam a dor, professoras que semeiam o saber, lideranças sociais que defendem os vulneráveis. Cada gesto feminino que promove a vida é uma chama acesa no altar de Jesus.
Irmãos, o futuro de um mundo regenerado passa pelo reconhecimento do valor espiritual de todas as criaturas, indistintamente. Onde houver igualdade, respeito e colaboração, ali o Reino de Deus começa a despontar como aurora radiosa.
Sigamos, portanto, unidos no esforço de extinguir as sombras da intolerância e do preconceito. E que, ao final de vossa jornada, possais ouvir a voz suave do Mestre, que não faz distinção de gênero, a dizer: “Bem-aventurado és tu, servo fiel, porque multiplicaste o talento que te foi confiado.”
Com amor fraternal,
(Psicografia do Espírito Irmã Serva do Bem – médium Celso Motter)
Deus seja louvado!

TRANSFORMAÇÕES DO PLANETA

Jesus presidiu e presidirá a todas as transformações do planeta e o que se faz mister é que vos identifiqueis com ele. Para esse trabalho superior e dignificante, tendes o Evangelho, sinopse de todos os compêndios do aperfeiçoamento espiritual.
. Bittencourt Sampaio/Chico Xavier
Livro: Palavras Sublimes/Espíritos Diversos

EM TI

Porque te acontecem coisas desagradáveis e nem tudo corra conforme gostarias que sucedesse, não te creias fora do auxílio de Deus.
Ninguém que siga ao desamparo divino.
O que ocorre de prejudicial, neste momento, bendirás depois.
O insucesso de agora se transformará em bênção mais tarde, se souberes esperar superando este momento.
Deus está em toda parte e, obviamente, em ti e contigo também.
Procura encontrá-lo, não somente nas ocorrências ditosas, senão em todos os fatos e lugares.
O desafio da evolução é proposta de vida a ser conquistada por cada um em particular e por todos em geral.
*
Intenta retirar o melhor proveito do aparente insucesso, que se converterá em lição preciosa em teu favor, quando de outros cometimentos.
O homem é templo de Deus, qual ocorre com a Natureza.
Reserva-te a satisfação de ser cada dia melhor do que no anterior, de forma que Ele em ti habite e, sentindo-O, conscientemente, facultes que outros indivíduos também O encontrem.
Assim, não te concedas ideias perniciosas, nem te proponhas frustrações ou amarguras dispensáveis, no teu programa de redenção.
Joanna de Ângelis
Livro: Episódios Diários
Médium: Divaldo Pereira Franco

TRIUNFO

Quando o homem obedece aos Códigos Soberanos e às leis humanas logra paz, sendo-lhe factível o triunfo espiritual e a felicidade terrena.
Certamente, o êxito no mundo é de efêmera duração. Não obstante, necessário, muitas vezes, para fomentar o progresso social e a conquista pessoal de metas nobilitantes.
A vitória espiritual sobre as vicissitudes e limitações impostas pelo veículo carnal constitui o objetivo real da reencarnação.
A conquista de valores terrenos deve significar o preenchimento das necessidades da vida, sem o tormento por armazenar coisas e cargos que pesam na economia geral favorecendo a escassez em referência a outras pessoas.
A aquisição dos tesouros do Espírito representa libertação interior e ascensão aos planos ditosos da Vida.
Em ambos os casos, deve prevalecer o desejo saudável de auxiliar o próximo, igualmente promovendo-o na escala das realizações edificantes.
O acúmulo de riquezas materiais em poucas mãos responde pela miséria econômica e social de inumeráveis indivíduos e comunidades desprovidas de tudo quanto favorece a ordem, o bem-estar, o desenvolvimento.
Ninguém está destinado ao insucesso, à desgraça.
Quando isto ocorre, tal se deve ao próprio indivíduo, que se encontra convidado a uma revisão de conceitos morais e a experiências redentoras. Ele pode, no entanto, modificar o quadro da sua atual provação, aplicando os esforços mentais e físicos que dispõe.
Mediante a utilização das energias psíquicas de forma correta, altera o campo íntimo, infundindo-se coragem e vitalidade.
Através da ação constante, edificadora, remove os obstáculos e corrige as deficiências, transferindo-se para a área da plena realização.
Não desistas de buscar o triunfo, seja qual for a circunstância em que te encontres.
Há leis que jazem desconhecidas e são responsáveis pelas ocorrências da vida. Dormem no inconsciente humano, aguardando ativação.
Diariamente, ao despertar, faze afirmações mentais a respeito do que desejas conseguir.
Repete-as com frequência até banir do teu inconsciente as fixações de fracasso, de medo, de incapacidade.
Exercita com fé no triunfo o teu pensamento positivo e descobrirás energias novas fluindo em teu corpo e enriquecendo o teu psiquismo com ideias otimistas.
Não cesses de o fazer, se os resultados não se derem imediatamente.
Qualquer tipo de mudança impõe adaptação.
Terás que te acostumar com as novas experiências, a fim de colimares os resultados almejados.
Programa um roteiro mental e passa a vive-lo, afirmando-o, mentalmente, até que se te modele no mundo das formas.
A mente plasma tudo. Bem conduzida, de maneira inteligente, alcança o triunfo.
Este esforço resultará da oração e da certeza de que, sendo filho de Deus, não estás desamparado.
Com estes equipamentos mentais, as afirmações de triunfo facultarão as oportunidades para agires e edificares tudo quanto hajas planejado, pois que inspirarão o uso correto das tuas faculdades naturais.
Pouco te importem todos os insucessos anteriores.
Renasce deles, afirma o bem e segue adiante.

JOANNA DE ÂNGELIS
DO LIVRO: Momentos de Alegria
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

ENFERMIDADE DA ALMA

O ódio é fogo devastador que consome as reservas do sentimento humano. Lavra, rápido, depois que a chispa do desequilíbrio se transforma em labaredas vorazes, atingindo quanto se lhe antepõe à combustão. Aloja-se na mente atormentada que o agasalha e o vitaliza com o combustível da insensatez.
Enfermidade da alma, contamina muitos daqueles que se lhe acercam, em razão das ondas mefíticas que irradia. Jaz no recesso das emoções descontroladas e dorme no egoísmo avassalador que somente a si se atribui direitos e merecimentos. Irrompe sob pretextos falsos e justifica-se através de ardis, que são os interesses inconfessáveis de que se nutre.
A inveja, o despeito, a mágoa, o ciúme, o orgulho, a prepotência, desencadeiam-no, por serem decorrência da inferioridade moral da criatura, no estágio primevo da evolução. Inicia-se com a ira, robustece-se com o hábito da cólera, e domina.
Os fracos, aparentemente fortes, são-lhe os melhores candidatos, em razão dos conflitos, recalques e complexos de inferioridade que padecem e ocultam sob as reações morais e físicas da violência. Enquanto viger no coração humano esse adversário cruel, a Humanidade estará a braços com os sofrimentos individuais, de grupos, massas e nações.
Os heróis, os santos, os sábios e os mártires conheceram-lhe de perto a ação nefanda, padecendo as artimanhas com que se disfarça para atingir as suas metas inferiores.
Sócrates não se pôde furtar à inveja dos apaniguados do ódio.
Jesus não se importou de sofrer a sanha do despeito farisaico que sustentava o ódio.
Galileu não fugiu à injunção da ignorância mascarada de poder, experimentando lhe o ódio.
Jan Hus, por desacreditar a mentira, ardeu nas chamas do ódio, que o comburiram na fogueira.
Leymarie, confiando na justiça, foi arrojado ao cárcere, pelo preconceito que esconde a virose do ódio.
Gandhi padeceu a infâmia que o ódio articula e teve o corpo abatido…
A relação é expressiva e vem atravessando os séculos enriquecida por vândalos e psicopatas, nobres e plebeus que se ergueram e se celebrizaram pela loucura que o ódio acelera.
Não obstante, a maior vítima do ódio é aquele que o carrega. Vivendo-lhe a constrição ultrajante, torna-se infeliz e contagia de mal-estar todos quantos lhe experimentam a convivência.
Há, no mundo, os que odeiam porque se não resolvem amar, porquanto o amor é o antídoto dessa enfermidade que mata expressivo número de vítimas, que são todos aqueles que lhe permitem a contaminação.
É grande o número dos desajustados pelo ódio no mundo!
Ao primeiro sinal da presença do ódio em ti, reage com resolução firme. Não acalentes a ideia do desforço, nem agasalhes os sentimentos da mágoa.
Todo mal é prejudicial àquele que o aciona; portanto, não te deixes atingir. Se tombares na revolta, ferido pela ira, refunde as tuas forças na oração e desculpa o ofensor, passando a amá-lo a distância, sem entrar em sintonia com a atitude infeliz que o outro haja tido em relação a ti.
No algodão do amor, todo ódio morre asfixiado pelas vibrações da piedade fraternal para com o ofensor.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Renovação
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

Que Buscais?

“E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais?”
– (João, 1.38)
A vida em si é conjunto divino de experiências. Cada existência isolada oferece ao homem o proveito de novos conhecimentos.
A aquisição de valores religiosos, entretanto, é a mais importante de todas, em virtude de constituir o movimento de iluminação definitiva da alma para Deus.
Os homens, contudo, estendem a esse departamento divino a sua viciação de sentimentos, no jogo inferior dos interesses egoísticos.
Os templos de pedra estão cheios de promessas injustificáveis e de votos absurdos.
Muitos devotos entendem encontrar na Divina Providência uma força subornável, eivada de privilégios e preferências.
Outros se socorrem do Plano espiritual com o propósito de solucionar problemas mesquinhos.
Esquecem-se de que o Cristo ensinou e exemplificou. A cruz do Calvário é símbolo vivo.
Quem deseja a liberdade precisa obedecer aos desígnios supremos.
Sem a compreensão de Jesus, no campo íntimo, associada aos atos de cada dia, a alma será sempre a prisioneira de inferiores preocupações.
Ninguém olvide a verdade de que o Cristo se encontra no umbral de todos os templos religiosos do mundo, perguntando, com interesse, aos que entram: “Que buscais?”
Livro: Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel/Psicografia Chico Xavier –
Capítulo 22

68. Sabes

Reunião pública de 16/9/1960
Questão nº 226 Parágrafo 3º
Tanto quanto os médiuns, nós todos.
Todos nós, na assimilação da ideia espírita, recebemos uma luz alimentada pela essência do Evangelho. E a missão da luz, acima de tudo, é revelar a fim de que possamos compreender.
Todos guardamos, assim, a faculdade superior de entender para auxiliar.
*
Nunca te afirmes, desse modo, sem orientação.
Sabes que te encontras na Terra, não somente resgatando o passado, mas também construindo o futuro.
Sabes que os parentes-enigmas, em verdade, são credores que deixaste a distância, reincorporados agora na faixa de teus dias, a fim de que solvas os compromissos da tua alma e aprendas quanto dói complicar os destinos alheios.
Sabes que os ofensores, transfigurados em verdugos, na maioria das vezes são grandes obsidiados por entidades sombrias, colocados diante de ti pelo mundo, à maneira de testes longos, em que possas demonstrar praticamente a virtude que
ensinas.
Sabes que as dificuldades, semelhando espinheiros magnéticos no campo de trabalho, são recursos que a vida te oferece, de modo a que não falhes na conquista da experiência.
Sabes que a dor, parecendo brasa invisível no pensamento, guarda a função de alertar-te contra quedas maiores nos resvaladouros da ignorância.
*
Unge-te, pois, de caridade e de paciência, se aspiras a executar o que deves.
O preço da vitória chama-se luta.
Ideia espírita é lâmpada acesa, para que todos vejamos claro, e a existência na Terra é caminho para a Esfera Superior.
Não te lastimes se a subida aborrece e cansa, pela cruz que carregas.
Ora pelos que te perseguem e abençoa os que te injuriam.
Quantos julgavam haver aniquilado o Cristo, no alto de um monte, apenas conseguiram transformá-lo em baliza de luz.
Emmanuel/ Francisco Cândido Xavier do livro Seara dos Médiuns

ORAÇÃO EM TI

O homem, consciente ou inconscientemente, necessita comunicar-se com Deus.
A presença latente da Divindade impele-o a buscar a Fonte Inexaurível, a fim de nutrir-se da energia mantenedora da vida.
Uma secreta intuição, reminiscência de experiências já vividas ou inspiração para o encontro, fala da Realidade Superior, concitando ao estabelecimento de uma ponte de duas vias: por onde sigam os apelos e por onde retornem as respostas.
O recurso mais valioso para esse desiderato é o da oração.
Quando penetras o aposento interior da alma, guiado pela luz da oração, logras comungar com Deus, ali presente, podendo alimentar-te nessa poderosa Força geradora de valores elevados.
São estimulados os recursos já existentes, que assomam em forma de coragem, de paz, de alegria.
Desanuviam-se as sombras pesadas que obscurecem a inteligência, entorpecendo os sentimentos.
O equilíbrio interior se recompõe e a escala dos bens altera-se do imediato para o mediato, do transitório para o permanente, em face de uma hábil visualização da própria realidade.
A oração é o mais forte estímulo de que a alma pode dispor para plenificar-se.
Ela reergue o ser e o metamorfoseia, em razão da substância de que se constitui, abrindo os espaços mentais para a ação edificante, sem a qual, a vida, em si mesma, perde o sentido, a significação.
É luz acesa na sombra; é pão nutriente na escassez; é força na debilidade; é gozo na paisagem erma da soledade.
Com a oração redescobres a finalidade da tua existência terrena e superas todos os percalços que parecem impedir-te ao avanço.
Faze da oração um hábito, e deixa que a luz e o entendimento se fortaleçam na vida diária, à medida que te dediques a todas as tarefas que te dizem respeito, jovial e feliz.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Filho de Deus 
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

REVIVENDO A COMPAIXÃO DO DIVINO MESTRE JESUS

(Psicografia pelo Espírito Irmão Damião – Médium Celso Motter)
Filhos do Eterno, que a bênção de Jesus vos envolva e que a paz se instale em vossos lares e consciências.
Convido-vos a seguir comigo à singela cidade de Naim. Outrora, vemos Jesus, acompanhado de Seus discípulos e de uma grande multidão, aproxima-Se e, ao chegar à porta da cidade, encontra um cortejo fúnebre. O filho único de uma viúva estava sendo levado para sepultamento.
A dor daquela mulher era intensa e duplicada: já perdera o esposo e agora se despedia do filho. Naquele tempo, a ausência de um homem na família significava mais que o luto do coração – era também a sombra da desproteção social, da insegurança e da solidão.
O Mestre, movido por profunda compaixão, não passa adiante. Ele se aproxima, fixa o olhar naquela mãe e pronuncia palavras que ecoam até hoje: “Não chores.” Em seguida, toca a tábua em que o corpo era carregado e ordena com autoridade serena: “Jovem, eu te ordeno: levanta-te!”
O jovem ergue-se e começa a falar. Jesus o restitui à sua mãe. O povo, tomado de espanto, glorifica a Deus, reconhecendo que um grande profeta se levantara entre eles e que o próprio Céu visitava a humanidade.
A cena de Naim é mais que um relato de milagre: é um hino à compaixão de Jesus. Em meio à multidão, Ele não Se deixa absorver pelo clamor coletivo. Seus olhos pousam sobre uma única mulher, e Seu coração vibra em uníssono com a dor dela.
A compaixão de Jesus não é distraída nem vaga. Não se limita a uma palavra de consolo ou a um gesto de piedade distante. É força viva que Se associa ao sofrimento, que Se inclina sobre o infortúnio, que toca a realidade e transforma a situação.
Vede, meus irmãos, que esta não foi a única vez que Jesus Se comoveu. Em tantas outras passagens, o Divino Mestre é tomado de ternura:
* Ao ver a multidão faminta, ordena que se assente e multiplica os pães e peixes, para que ninguém desmaie pelo caminho.
* Ao encontrar os dois cegos à beira da estrada, pergunta-lhes o que desejam, devolvendo-lhes não apenas a visão dos olhos, mas a esperança no coração.
* Ao ser procurado pelo leproso que implora purificação, estende a mão e o toca — quebrando tabus e reintegrando aquele homem à vida social.
* Ao defender a mulher surpreendida em adultério, liberta-a não só da condenação humana, mas da prisão moral, convidando-a a caminhar de modo novo.
* Ao chorar diante do túmulo de Lázaro, revela que Sua compaixão alcança até o pranto humano, e o chama de volta à vida para consolar Marta e Maria.
Em todos esses episódios, Jesus não observa de longe. Ele se envolve, aproxima-Se, Se importa, toma parte. Este é o fio de ouro que une Suas atitudes: a compaixão ativa, que vai além da emoção e se converte em ação transformadora.
Aprendamos, filhos do coração, que compaixão não é passividade. É movimento. Não basta comover-se; é preciso agir. Compartilhar a carga, erguer o caído, sustentar o fraco, acender a esperança onde ela parece extinta.
Quantas vezes, em vossas jornadas, passareis por “cortejos invisíveis”! São irmãos que enterram seus sonhos, viúvas do ânimo, órfãos da esperança. Não vos contenteis em dizer: “Sinto muito.” Deter o passo, estender a mão, doar tempo, oferecer palavra ou sorriso – tudo isso pode ser o “milagre de Naim” que alguém aguarda para ressurgir à vida interior.
Deus, o Pai, não apenas olhou de longe a humanidade perdida. Moveu-Se de compaixão, aproximou-Se por meio de Jesus e restituiu-vos à condição de filhos livres. Cada existência que viveis é oportunidade de ressurreição moral. Cada desafio é convite à maturidade da alma. Cada lágrima pode se converter em semente de luz e renascimento.
Deixai-vos recriar pelo amor divino, para que também vós possais recriar o mundo com vossos gestos.
Portanto, amados, ao recolherdes vosso corpo ao repouso, recordai: Jesus continua a passar em vosso caminho. Ele Se detém diante de vós, toca vossas feridas e vos diz: “Levanta-te!”
Sede vós também continuadores desta obra. Multiplicai a compaixão, aproximai-vos da dor alheia, tocai a realidade sem medo, restituí esperança. Assim, sereis cooperadores da paz do Reino e, ao final da jornada, encontrareis o Mestre sorrindo, dizendo: “Vinde, benditos de meu Pai…”
Que Jesus vos fortaleça, vos inspire e vos conduza hoje e sempre, em todos os vossos caminhos.
Com fraternal afeto,
Irmão Damião
Senhor Jesus,
que vossa compaixão nos alcance nesta noite.
Ensina-nos a olhar a dor alheia com o mesmo amor com que olhastes a viúva de Naim.
Dai-nos coragem para aproximar-nos dos que sofrem,
força para erguer os que tombam, ternura para consolar os que choram.
Que nossos gestos sejam sementes de esperança,
que nossas palavras sejam bálsamo de cura,
e que nossa vida seja um cântico de gratidão ao Pai.
Abençoa nossos lares, nossas famílias e nossos caminhos.
E ao adormecermos, Senhor, guarda-nos na luz da Tua paz.

Deus seja louvado!

Oremos…

Gratidão amado Pai pelo tempo de descanso que nos deste esta noite, pela Tua luz que iluminou e protegeu nosso sono. Gratidão por mais um amanhecer, que se for de nosso merecimento se tornará mais um dia vivido com Tua benção para nosso melhoramento espiritual, em busca da felicidade e paz que todos nós tanto queremos.
Divino mestre Jesus, gratidão por Tua presença e Teu cuidado para conosco em todos os momentos de nossa vida. Gratidão aos anjos de luz, a nosso mentor , que nos acompanham e guiam em todos os segundos da nossa existência.
Que nossa sintonia seja elevada, que possamos ouvir seus verdadeiros e bons conselhos e possamos ser guiados no Bom caminho, no caminho da nossa evolução.
Divino mestre Jesus, que Tua luz nos envolva a todos em amor, em proteção.
Acalma as dores dos que mais sofrem, suaviza as perdas dos que se sentem sós, dos que se vêm desamparados, dá-nos sabedoria e entendimento de nossas situações, e como irmãos, como um todo, filhos do mesmo Pai divino, possamos caminhar rumo ao nosso melhoramento, com bons sentimentos de amor, humildade e caridade.
Que todos tenhamos consciência da importância de cada momento em nossa vida, da importância de olhar nossos irmãos como iguais e sentir suas dores e lutas.
Que a paz de Cristo seja com todos nós.
Que assim seja. 

Oração de São Francisco de Assis.

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu levo o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.

QUE ASSIM SEJA!

EM RELAÇÃO À ANGÚSTIA

Acautela-te quanto às injunções da angústia.
À semelhança de erva daninha, ela se entranha suavemente nas raízes do sentimento, estrangulando-as com vigor.
Insinuante, encontra fáceis argumentos para instalar-se na mente e emaranhar-se no coração, tornando-se infortúnio de difícil erradicação.
Afirma-se que a angústia é resultado de sofrimento íntimos mal digeridos.
Às vezes, aí se origina. Invariavelmente, porém, torna-se desdita que consome, tendo a sua procedência em nonadas que tomam vulto e são aceitas como fatores de alta consideração.
Não te impressiones com os insucessos nas atividades que empreendes. Eles fazem parte dos cometimentos e são lições preciosas, a fim de que aprendas a não reincidir nos seus gravames.
Quem desconhece o fracasso não tem condições de viver êxitos.
Demorar-se no malogro, entre lamentações e rebeldias, é abrir-se ao desequilíbrio, à angústia.
Perder é fenômeno natural em todo empreendimento, de modo a poder-se lucrar depois, satisfatoriamente.
A existência carnal, por isso mesmo, é um investimento que experimenta todos os tipos de riscos existentes.
Enfrentá-los com naturalidade, eis o dever de todos, nunca se deixando atemorizar ou fugir da responsabilidade que apresentam.
Entre os antídotos eficazes para a angústia, o trabalho edificante e nobre de toda procedência tem primazia.
Ele estabelece motivações para continuar-se a viver e a lutar, emulando ao contínuo esforço de crescimento com vistas ao progresso social, moral e espiritual.
Ao seu lado, a leitura instrutiva, consoladora, e a prece constituem terapias eficazes, substituindo, na mente, os clichês viciosos e pessimistas por ideias novas, construtivas.
Abrindo espaços para conjunturas e realizações saudáveis, reeduca os hábitos mentais negativos, facultando entusiasmos, renovação interior, libertação.
A ação do bem a favor do próximo é, também, de valor inestimável, por gerar simpatia e desenvolver o amor que restabelecem a paz íntima, restituindo a alegria existencial.
Habitua-te com a felicidade e não a desprezes, aceitando as insinuações da angústia que te espreita.
Faze sol íntimo e esparze-o onde te encontres.
Jamais tropeçarás em trevas se o mantiveres.

JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Esperança
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

RECORRE À ORAÇÃO EM TODOS OS MOMENTOS DA VIDA.

Por mais te sintas pleno, não percas o hábito da oração, a fim de te manteres equilibrado.
Atravessando dificuldades ou enfrentando provas rudes e severas expiações, recorre-lhe ao concurso, e constatarás os benefícios que te advirão.
Para manter o ritmo de trabalho e conservar o ideal, ela é o meio mais eficaz, de ação duradoura, de que podes dispor com facilidade.
Não somente te preservará as forças morais e espirituais, como atrairá a presença dos Bons Espíritos, que se fazem instrumentos de Deus para a solução de muitos problemas humanos.
Dá prosseguimento à oração, utilizando-te da ação digna, que te manterá psiquicamente no mesmo elevado clima.
Quem ora, renova-se e ilumina-se, pois acende claridades íntimas que se exteriorizam mediante vibrações especiais.
Quando consigas experimentar o bem-estar e a alegria que se derivam da oração, buscá-la-ás com frequência, tornando-se-te linguagem poderosa de comunicação com a Vida Estuante.
Envolto nas suas irradiações, diluirás todo mal que se te acerque, beneficiando os maus que de ti se aproximem.
De tal maneira te sentirás, que passarás a orar constantemente, tornando tua existência um estado de prece.
Recorre à oração em todos os momentos da vida.
Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, na riqueza e sem recursos, no êxito e no fracasso, ora confiante na resposta divina.
Orando, elevar-te-ás, e na energia da prece receberás tudo quanto se te tornará necessário para prosseguires lutando e lograres a vitória.
A criatura busca Deus pela oração e Ele responde-lhe mediante a intuição do que fazer, de como fazer e para que, fazendo, seja feliz.

Espírito / Joanna de Ângelis
Médium / Divaldo Franco

Mensagens Espíritas

“Se a sombra nos envolve, acendamos a luz da oração, por dentro de nós. “
Bezerra de Menezes
“Não somos seres humanos vivendo uma experiência espiritual. Somos seres espirituais vivendo uma experiência humana”
Teólogo e filósofo Pierre Teilhard de Chardin.
A maior das terapias é o Amor e o Maior dos Terapeutas é Jesus Cristo!
. Inácio Ferreira/Carlos A. Baccelli
Livro: Dr. Inácio Responde. Editora: Didier

Trevo de ideias na trilha da paz.

A arte mais sublime da vida é o amor, capaz de plasmar em nossa consciência a paz imperturbável, desde que atendamos a família, a parentes, amigos, à humanidade e, enfim, a Deus, nosso Pai.
A verdadeira trilha da paz, através dos nossos passos, está na importância do sentimento, do pensamento, da palavra, do gesto, da conduta, para que a paz atinja a maior extensão do reino da harmonia e de amor entre as criaturas.
Para dissipar as intolerâncias, intemperanças, vaidades e outros sentimentos egoísticos, cada um de nós tem de colocar as armas fraternais na nossa atitude, tanto no lar como no trabalho, para que haja concórdia no ambiente pois, assim, outras virtudes aparecem por força do Amor.
As intolerâncias pessoais somente levam à discórdia, à depreciação de sentimentos, ao desequilíbrio, o que leva a perder a essência do bom senso, da verdadeira alegria e da paz no coração.
Indispensável abrir o coração à bondade, o cérebro à compreensão, a existência ao trabalho, o passo ao bem, o verbo à fraternidade! Então, sejamos fraternos para com todos, no dia a dia, sem preconceitos, e os nossos sentimentos serão fecundados na bênção da paz!
Fácil dizer que somos imperfeitos diante da evolução espiritual; no entanto, todos nós sofremos e temos a fonte viva do amor, lá no fundo, como seiva tão natural para o burilamento íntimo, que nos dá forças para superar as vicissitudes da vida e compreender e auxiliar, no que for possível, o nosso próximo. Então, deixemos fora da trilha da paz o orgulho que cega o raciocínio e desequilibra o sentimento, desalentando a nossa conduta.
Com amor, cativamos a paz imperturbável na consciência, desde que atendamos com respeito os corações que nos cercam.
E não nos esqueçamos do sorriso nos lábios, porque abre o caminho para o entusiasmo de viver, plasmando, com fé e gratidão, a bondade de Deus!
EMMANUEL-XICO XAVIER.
“O fim essencial do Espiritismo é tornar melhores os homens. Nele não se procure senão o que possa concorrer para o seu progresso moral e intelectual.”
Allan Kardec (Hippolyte Léon
Denizard Rivail)

Tesouro da Boa Nova

Jesus espera-te o coração todos os dias para vazar, através de teu sentimento, de tua palavra e de tuas mãos, o tesouro da Boa Nova, que é consolo e entendimento, harmonia e esperança…
Emmanuel/Chico Xavier
Livro: Abençoa Sempre/Espíritos Diversos, capítulo 9: Com a Bênção do Cristo.

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