
NUNCA DESISTA E NEM DESANIME
Irmão, não desanime e nem desista, concentre-se na fé, em si mesmo, em um propósito maior em sua vida, com fé em Jesus Cristo, lembrando-se de que os obstáculos são para o crescimento e que o descanso é permitido.
Não se deixe abater pelo cansaço ou pela comparação com os outros, mas celebre o progresso que já fez.
Nunca desanime. Se for necessário descanse, mas não desista. Por mais difícil que seja nunca desista dos seus sonhos.
Não permita que o desânimo roube a sua esperança, pois no tempo certo você colherá os frutos da sua semeadura. Lembre-se você só vencerá amanhã se não desistir hoje. Por isso não permita que o desânimo acabe com você; seja forte.
A sua fé é maior do que todas as suas lutas. Acredite em você e não desista, sabe porque? Porque atitudes e situações passam, mas o seu valor e essência permanece.
Por isso meu irmão, mantenha a esperança, pois, o melhor ainda está por vir, e os obstáculos podem ser oportunidades para você se mostrar mais forte.
Bom dia, que a paz de Nosso Senhor Jesus Cristo esteja com você hoje e sempre.
Shalom Aleichem

“Nem toda batalha se vence lutando.
Algumas se vencem ajoelhando e confiando.”
Bezerra de Menezes
Único Mediador
“Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens: Cristo Jesus, homem.” – Timóteo, cap. 2 – v. 5
A lógica diz que tudo procede de cima para baixo, ou seja, todo foco de luz emana de um único ponto.
Na realidade, todos não passamos de intérpretes do Cristo, a fonte de que provém toda a Verdade e todo o Amor para a Terra.
Originariamente, nenhuma ideia nos pertence; não somos autores mas, sim, co-autores.
O médium não passa de, simbolicamente, ser o leito por onde a água do rio se escoa, de novo à procura do mar…
São vários os “intérpretes” da Luz, que a refletem de acordo com as suas características.
O médium, por este motivo, dependerá de sua formação como um todo – não há como se separar a mediunidade do médium.
Ao longo do tempo, em várias partes do mundo, mensageiros do Senhor enunciaram a mesma Verdade, no entanto, adaptando-a às condições espirituais que encontraram nas regiões em que viveram: Lao-Tsé, Buda, Sócrates…
Os espíritos que manifestam aos médiuns são, por sua vez, intérpretes, conscientes ou não, de outras entidades.
A água da fonte que corre na direção do oceano, embora se macule no percurso, não deixa de ser a mesma que jorra da nascente…
Até certos grãos, de acordo com a sua capacidade de aclimação, produzem, sendo da mesma espécie, de maneira diversificada.
Sensitivos existem em todas as religiões; a mediunidade é de todos os tempos – o intercâmbio com os supostos mortos não nasceu com o Espiritismo; aliás, dele é que o Espiritismo nasceu.
Que os médiuns não queiram, equivocadamente, se ausentar de sua condição humana; o medianeiro que se isolasse não auscultaria a necessidade do povo, porquanto a mediunidade é produto da vivência do médium em contato com duas realidades extremas – a física e a extrafísica.
Que o médium não se sinta, pois, na obrigação de ser mais que um “escoadouro” natural, concedendo passividade ao que lhe chega do Alto; mas, desobstruindo a si mesmo, escoimando-se de suas mazelas, o médium consentirá o fluir da Mensagem ao destino, sem comprometê-la em sua pureza…
Por ser “um com o Pai”, o Cristo foi a presença de Deus entre os homens. Mediador Divino, sem fundar religião alguma ou imiscuir-se com o poder temporal, revelou-nos as Leis que se constituem na sustentação do Universo.
Que o medianeiro, portanto, não se creia mais que um estafeta, alguém que deve se esmerar ao máximo para entregar, sem alteração, a Mensagem que lhe foi confiada.
Adequar-se mediunicamente significa colocar-se em condições de cooperar positivamente. Neste sentido, através da “filtragem mediúnica”, o médium é chamado a participar do processo da “decantação” da Mensagem.
Em síntese, sejamos fiéis a Jesus, não elegendo outro ponto de referência para os nossos passos.
Espiritismo é Jesus e Kardec.
Exercer mediunidade sem os padrões éticos da Doutrina é uma temeridade. Muitos medianeiros, inclusive no Além, tornam-se presas de entidades que não lhes libertam o pensamento das ideias bizarras que lhes incutiram – ideias delirantes e esquizofrênicas que lhes enfermam a mente durante tempo indeterminado.
Livro: No Mundo da Mediunidade, pelo espírito Odilon Fernandes/Psicografia Carlos A. Baccelli – Capítulo 5. Editora: LEEPP.

APOIO EM DEUS
Entrega-te a Deus.
Confia em Deus.
Dá-te à Obra de Deus em todos os instantes da tua vida.
Tormentas que desabam, empecilhos que surgem, situações que se complicam – confia em Deus.
Angústias que recrudescem no imo dos sentimentos, ansiedades que pareciam superadas e retornam, assustadoras – entrega-te a Deus.
Infortúnios que carpes silenciosamente, malquerenças que relevas com paciência – doa a tua vida a Deus.
Entrega-te ao Pai Criador em toda e qualquer circunstância em que te vejas situado.
A morte é Vida.
A noite corusca-se de estrelas.
A dificuldade reverdece em esperança.
Se te sentes num túnel extenso entre sombras ameaçadoras, segue adiante e verás uma luz que te espera, após o trânsito difícil.
Se a soledade te junge a compromissos que te constrangem, leva com esperança o teu fardo, e a tua alma de eleição te receberá no termo da subida.
Se as conjunturas se abrem em abismos adornados de prazer, mas em cujo fosso estão miasmas e pesadelos futuros, renuncia hoje, para que a paz te domine o coração amanhã.
Nessa vilegiatura, por mais aflição que experimentes, não segues a sós.
Entregue a Deus, confiando em Deus, dando-Lhe a vida, Deus se te manifestará através dos anjos guardiões infatigáveis, que seguem contigo, fiadores prestimosos da tua reencarnação, que te não permitem carregar um fardo acima das tuas forças.
Chamado à reação colérica, pensa neles, faze silêncio e os ouvirás.
Invitado ao desbordar de paixões que amesquinham e logo cessam os efeitos, diminui o passo, tem calma e eles te socorrerão.
Instado ao desequilíbrio de qualquer natureza, recorre à proteção deles. Ora em silêncio interior e eles te auxiliarão.
Se caíres, levanta. Eles te esperam.
Se recuaste, recomeça o avanço. Eles te distendem braços.
Se o desânimo se assenhoreou dos teus sentimentos, abre-te a eles e estímulo poderoso te movimentará os membros hirtos, permitindo que prossigas na tua marcha luminosa.
E se acaso um testemunho mais áspero se te apresentar desolador, amesquinhante, lembra-te de Jesus que, no momento extremo da cruz, a Deus entregou o espírito, ensinando-te a confiar em Deus, a entregar-te a Deus, a Deus doar a tua vida através dos teus guias espirituais.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Receitas de Paz
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

No Culto da Gentileza
Lembra-te de que Deus atende aos homens por intermédio das próprias criaturas e faze da gentileza uma prece constante, através da qual a Celeste Bondade se manifeste.
Muitos recorrem à Providência Divina, entre a revolta e o pessimismo, olvidando a necessidade de compreensão para que o bem se exprima em dons de reconforto, ao redor dos próprios passos, esparzindo a esperança, a fim de que o coração se mantenha preparado, à frente das bênçãos que se propõe a recolher.
Ninguém na Terra é tão bom que possa proclamar-se plenamente liberto do mal e ninguém é tão mau que não possa fazer algum bem nas dificuldades do caminho…
Nos maiores delinquentes há sempre um filho de Deus, transviado ou adormecido, aguardando o toque do amor de alguém, para tornar à trilha certa.
Sê compassivo e atrairás a bondade!
Sê amigo do próximo e a amizade do próximo virá ao teu encontro.
O carinho fraterno é uma fonte de bênçãos a deslizar no chão duro da rotina ou da indiferença, dessedentando as almas sequiosas que passam.
Realmente, é sempre uma afirmação de fé a nossa rogativa verbal ao Todo Misericordioso e a prece sentida é energizante em nosso próprio Espírito, erguendo-nos para os cimos da existência.
O Senhor, no entanto, espera igualmente que nos façamos bons uns para com os outros, assim como exigimos seja Ele para nós o benfeitor infatigável e incessante.
Não te esqueças de que o Mestre nos espera ao lado das próprias criaturas que caminham conosco, a fim de auxiliar-nos.
Sejamos devotos da cortesia e da afabilidade, em todos os instantes, para que não aconteça venhamos a dizer, depois da oportunidade perdida:
— “Efetivamente, o Senhor estava junto de mim, mas, não pude senti-lo.”
Porque, em verdade, pelos fios invisíveis do amor, o Divino Mestre permanece constantemente entrosado à nossa própria vida.
Emmanuel

JESUS E OS HOMENS
Jesus disse:
“ Eu sou a porta…”
– Nós devemos atravessá-la.
“ Eu sou a luz…”
– Nós necessitamos de claridade.
“ Eu sou o Caminho…”
– Nós precisamos percorrê-lo.
“ Eu sou a Verdade…”
– Nós ainda somos ilusão.
“ Eu sou a Vida…”
– Nós jornadeamos pela morte.
“ Eu sou o pastor…”
– Nós somos as ovelhas.
“ Eu sou a paz…”
– Nós vivemos em conflito.
“ Eu sou o pão da vida. ”
– Nós estamos esfaimados.
Jesus e nós!
A Vida e o mundo!
Há quem eleja a sombra para comprazer-se na escuridão; e há quem busque a luz para libertar-se.
A vida é plenitude.
O mundo faz-se escravidão.
Jesus liberta o homem.
O mundo encarcera-o.
Vive, no mundo, com Jesus na mente e no coração, a fim de alcançares a paz, mediante a vitória que te aguarda, após o trânsito edificante pela experiência humana.
“Quem crê em mim – afirmou Jesus – já passou da morte para a vida. ”
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Renovação
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

CONSULTAR COM O CRISTO
Enquanto não nos decidirmos a nos consultar com o Cristo, aceitando Dele as prescrições divinas, continuaremos na condição de doentes crônicos, vagando de consultório em consultório, na condição de cobaias de novas teorias científicas e medicamentos de última geração, que, se nos auxiliam, não resolvem.
Irmão José/Carlos A. Baccelli
Livro: Para Ser Feliz, capítulo 69: Problema Psiquiátrico. Editora: LEEPP

CUIDADOS NO CAMINHO
“Reserva-te o direito de permanecer indiferente às provocações de qualquer natureza.
Numa época de insensatez como esta, o mal anda em liberdade, seduzindo os incautos.
Aqui, é a ira dos outros que te agride.
Ali, está o sexo sem freio que te sensibiliza.
Acolá, eis a ambição que te desperta o interesse.
Próximo se encontra o vício, enredando vítimas.
Em torno de ti, a diversão perturbadora campeia.
Por toda a parte, a vitória do crime e da dissolução dos costumes multiplica os seus tentáculos qual polvo cruel e dominador.
Olha essas 𝑓𝑎𝑐𝑖𝑙𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒𝑠 como a estrada de espinhos venenosos que a grama verde e agradável esconde no chão, e não te permitas pôr-lhe os pés, evitando-te os acidentes de efeitos danosos.”
Joanna de Ângelis
Livro: Vida Feliz
Médium: Divaldo Pereira Franco

A DOÇURA DA ALMA
(Psicografia pelo espírito Irmão Damião – Médium em prece, Celso Motter)
Meus irmãos, que a paz de Jesus, o Divino Amor, seja a luz a guiar vossos passos.
Jesus nos convida: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.” (Mateus 11:29)
Que sublime lição se encontra nesse chamado! Jesus não se coloca como Senhor distante, mas como Irmão compassivo, que nos convida à intimidade do coração, à doçura da alma. A mansidão de que fala não é passividade, mas força serena que domina os instintos; a humildade não é rebaixamento, mas grandeza espiritual que reconhece a origem divina em todas as criaturas.
Recordo-me, ainda quando estive dentre vós, das longas e frequentes caminhadas pelo sertão nordestino. Ali, encontrei corações que, mesmo na pobreza material, transbordavam de generosidade e fé.
Lembro-me de mulheres simples, que dividiam o pouco pão que tinham; de homens calejados pela enxada, que ofertavam água fresca ao viajante; de famílias inteiras que, em casebres humildes, abriam suas portas não para receber, mas para doar.
Eram exemplos vivos da mansidão e da doçura ensinadas por Jesus — criaturas que, sem nada pedir, desejavam apenas o bem e mantinham a alma serena e confiantes diante das agruras da vida.
Esses irmãos do sertão mostravam que a verdadeira riqueza não se mede em moedas, mas em gestos de amor; que o descanso para a alma não está nas posses, mas na confiança em Deus. Neles vi refletido o Evangelho vivido, Jesus encarnado na simplicidade.
Assim, meus amigos, aprendamos com o Divino Mestre e também com esses exemplos de vida singela que, certamente, também vós conheceis, que a mansidão não é fraqueza, mas fortaleza moral; humildade não é derrota, mas vitória do espírito sobre as ilusões do mundo. Tomemos sobre nós o jugo de Jesus, e experimentaremos o alívio que só o amor verdadeiro pode conceder.
Que cada coração, em silêncio, repita: “Jesus, quero aprender contigo a mansidão e a humildade.” E o Mestre, invisivelmente, responderá: “Vem, filho, porque em mim encontrarás paz.”
Com afeto fraternal,
Irmão Damião
Deus seja louvado!

Aperfeiçoando-nos…
Aperfeiçoemos o caminho, aperfeiçoando-nos. Trabalha e auxilia sempre, auxiliando a ti mesmo. Unamo-nos espiritualmente, em derredor do Cristo. Gravitemos, felizes, em torno d’Ele.
. Agostinho/Chico Xavier
Livro: Doutrina e Aplicação/Espíritos Diversos, capítulo 3: Servir em Silêncio.
Tudo o que nos cerca é poesia Divina. Há um traço de Deus em cada ser da Criação.
Busquemos por Ele no desabrochar das flores, no correr das águas, no canto do vento, no cintilar das estrelas.
Mas, acima disso, busquemos por Ele em nosso interior.
Basta que, por um instante, fechemos os olhos e O sintamos: lá Ele está, dando rima aos versos de nossas vidas.

A Oração do Poema Divino
Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar;
que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.
Pai nosso, que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade.
Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso.
Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor.
Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades
Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas.
Perdoa quando se torna frio meu coração.
Perdoa-me, assim como eu possa perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido.
Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo.
E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade.
Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.
Mas, ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer:
Obrigada, Pai, por mais esta lição!
Que assim seja!

IRMÃOS EM TREVAS
A Doutrina de JESUS é o caminho que leva à perfeição. A senda indicada pelo CRISTO de DEUS é a norma universal do amor. Em verdade, não existe outra rota que conduza o ser humano à felicidade.
Dentre todas as matrizes dos infortúnios humanos, certamente que os males que ocasionamos ao nosso semelhante são as principais causas a gerarem sofrimentos e resgates.
Por sua vez, relacionados com as mais cruéis vicissitudes, encontram-se os desarranjos mentais de variada ordem.
A Codificação Kardequiana propicia, com largueza e sabedoria, judiciosa orientação a respeito da obsessão. Criteriosamente, ministra preciosas lições sobre desordens de comportamento decorrentes de ação perniciosa de Espíritos obsessores.
Estabelecer, contudo, com precisão, se a anormalidade provém do corpo físico ou do Espírito, é tarefa muitas vezes fatigante que demanda perseverança, atenção profunda e acurada, em face da sutileza dos mecanismos que comandam a conduta da pessoa.
Em todas as hipóteses, todavia, jamais deverá ser menosprezada a ação valiosa da Ciência formal, tradicional no Mundo. Embora seja a Ciência indivisível, que conduz à perfeição, aqui na Terra tem dupla feição: a que permanece nos limites da materialidade e aquela que segue em direção ao infinito.
Aos espíritas conscientes incumbe ponderação, reflexão e discernimento para não atribuírem todas as anomalias à intervenção dos Espíritos. Também não é sensata nem verdadeira a posição dos que caminham sem fé e nada aceitam além da matéria. Como sempre, devemos buscar o ponto de equilíbrio.
O princípio harmônico é comum em todo o Universo e nas leis que o governam.
Atualmente se tem observado o alarmante crescimento do número de pessoas, de algum modo, atingidas por uma psicose ou manifestação qualquer de anormalidade de comportamento. Tanto assim que as autoridades governamentais já adotam a prática de tratamentos ambulatoriais, permanecendo o paciente entregue aos seus familiares no recesso do lar.
Os nosocômios especializados são manifestamente insuficientes para atender ao espantoso aumento do contingente de pacientes. Também o custo elevado de internação impossibilita o atendimento devido, dado o tempo exigido para o tratamento indicado.
O problema é, pois, de cunho social grave. É mesmo raro quem não tenha com ele um envolvimento qualquer, seja o de um parente, o de um conhecido ou o da própria criatura. Também são inegáveis a gravidade e os transtornos que essas dificuldades constituem para a família e a sociedade.
Desse modo, é urgente e oportuna a orientação segura para as pessoas atingidas por esses estorvos. O Espiritismo jamais será alheio a essa questão.
Reconhece que a Medicina e seus recursos são imprescindíveis e, assim, coloca-se como colaborador para enfrentá-la. Tanto é verdade que já há inúmeras instituições que obedecem à orientação espírita associada aos recursos da Ciência Médica. Mas, esclarece essa Doutrina que há incidência de enfermidade que foge ao alcance da Medicina usual porque é da alçada da alma e nesta tem origem. A obsessão é típica e difere das doenças caracterizadas na patologia oficial, embora, muitas vezes, possa ser com as mesmas erroneamente identificada.
Entretanto, mesmo em casos caracterizados como de iniludível procedência espiritual, a medicação constante de determinados neurolépticos e psicotrópicos constitui prestimosa auxiliar no tratamento, ao tornar o paciente mais acessível ao procedimento obsessor, exigido e aconselhado, além de dificultar, por outro lado, ao que parece, a ação obsidiante.
Mas, em qualquer caso, a criatura que despreza a ajuda e a assistência espiritual compara-se ao pescador que prescinda do anzol e da rede em sua atividade. Na Terra ainda estamos na infância e não podemos correr os riscos do abandono.
De igual modo, jamais devemos dispensar o auxílio precioso de profissionais da saúde que levem ou não no coração a fé. Representam mãos de irmãos que curam e aliviam, habituados e habilitados a lidar com as dores e sofrimentos ou em prevenir riscos e enfermidades. Há imperiosa necessidade da ação inspirada na solidariedade e na cooperação entre as pessoas, com suas atividades específicas.
Esbarramos, a toda hora, com o egoísmo, o orgulho e as paixões vis.
Quase todos carreamos o peso dessas imperfeições. Entretanto, a vida, a Natureza, mostram-nos, em todos os instantes, que a humildade, a simplicidade e o amor são bens supremos que um dia alcançaremos. Os grandes expoentes da cultura, os vultos mais eminentes da história humana constroem seus valores através dos evos, mediante esforço, mas por intermédio e com o auxílio do semelhante.
Sempre recebemos o legado da luz pela misericórdia de DEUS.
Somos intermediários da Divina Vontade para dar e receber.
Ninguém, pois, caminha só, nem caminha sem ajuda.
A Doutrina Espírita é uma candeia natural a iluminar a estrada humana.
Também nessa questão, alerta as criaturas quanto à insidiosa ação de irmãos desencarnados empenhados em processos obsessivos cruéis fora do alcance da medicação usual na Terra.
Do ponto de vista médico, evidentemente, falece-nos competência para abordar a questão, especializada na área da própria Medicina. No que respeita à postura espírita, a exiguidade de um simples artigo somente nos permite tangenciar ligeiramente o problema.
Mas a finalidade oportuna é lembrar que, dada a importância do tema, a Codificação Kardequiana aprofunda exaustivamente o assunto. É, portanto, além de utilíssima, imprescindível a sua observância ao abordá-lo no campo profundo da alma e em seus mecanismos sutis, ou seja, na hipótese de obsessão comprovada.
Em todo o curso da História, temos tido notícia desse flagelo e da forma como tem sido enfrentado. Noutras eras, a criatura vitimada era considerada presa de demônio e, como tal, alijada da sociedade, até mesmo sacrificada.
Atualmente ainda se cometem muitos enganos. Inúmeras pessoas consideradas loucas ou portadoras de lesões irremissíveis são, como tais, tratadas, quando, na realidade, apresentam quadros provocados pela ação maléfica de irmãos desencarnados movidos por egoísmo, orgulho, vingança, ódio, inveja, ciúme, etc.
E, assim, encobertos por sua condição de invisíveis, praticam atos rancorosos contra suas vítimas, agindo livremente nas sombras, fora do alcance da visão comum. É para esse aspecto que nos incumbe o dever de alertar. O Espiritismo lança luz sobre esse quadro sombrio porque nos mostra que a morte torna inerte o corpo físico, mas antecede a vida estuante na eternidade.
Os mentores espirituais lembram que a simbiose ou vida em comum é freqüente, também, nos reinos inferiores da Natureza e os exemplos são numerosos. Especificamente no ser humano, esse fenômeno é cuidado ou considerado como obsessivo. Literalmente, “obsidiar” significa “cercar” “espiar”, etc. E o outro termo, também relacionado, é “obsedar” com a acepção de “importunar”, “preocupar”, etc.
A Doutrina dos Espíritos ensina que a ação obsessiva obedece a uma gradação, desde a simples influenciação até os casos graves de fascinação e subjugação. Essa ação pode, pois, ter o caráter de maior ou menor gravidade, ser mais ou menos longa, dependendo, em cada hipótese, das circunstâncias que envolvam obsessor e obsidiado.
Também o auxílio a ser prestado esbarra em inúmeros obstáculos.
O primeiro decorre da própria oposição do necessitado que jamais admite ser vítima ou portador de uma desordem mental ou espiritual. A dependência em que se encontra o obsidiado de seus algozes é outra dificuldade. Às vezes tal dependência lhe agrada.
Outras vezes é ludibriado em processos de fascinação. Outras ainda, é subjugado e fica à inteira sujeição dos obsessores.
Em cada hipótese, as particularidades são diversificadas quanto às procedências e nuanças, impossíveis mesmo de serem expostas e relacionadas na limitação de um artigo, cabendo apenas lembrar que são próprias de cada ocorrência.
É sempre conveniente repetir que as desorientações que molestam a alma da criatura nem sempre são de origem externa, alheia a ela.
Cabe mencionar, apenas de passagem, os processos anímicos e os auto-obsessivos que têm origem no próprio indivíduo, em seu ser espiritual, onde se cristalizam fixações mentais e que constituem enfermidades às vezes de difícil remoção.
Os procedimentos obsessivos em certas ocasiões confundem-se com a atividade mediúnica. Entretanto, jamais podemos esquecer que, em verdade, bloqueiam os canais mediúnicos, impedindo a benfazeja ação daquela faculdade.
Por último, é, também, cabível observar que, mesmo nos casos configurados e confirmados de assédio espiritual, não pode ser assegurado o êxito imediato da ajuda que deve ser prestada. Todos se subordinam às disposições das leis divinas e dependem da implicação de cada pessoa nos atos e delitos por ela praticados.
O que é incontestável e indiscutível é a obrigação de auxiliar, relevando lembrar, como ensina o laborioso Mentor Emmanuel, através do querido médium Francisco Cândido Xavier, que “não há obrigações de permanente cativeiro nos fundamentos morais da criação” e que “a colheita vem sempre depois da sementeira”.
Jamais será demais repetir que as moléstias incidem sobre o corpo físico e sobre a alma imortal: são deformações e desequilíbrios da matéria orgânica e do ente que a habita. Contudo, os defeitos morais são os que infelicitam a pessoa e lhe causam todos os danos, porque convivem com o ser total, alma e corpo, sendo, pois, permanentes fontes das vicissitudes. Desalojar tais imperfeições morais é a tarefa mais difícil e que depende de cada um de nós, demandando tempo e contínuo esforço.
A orientação contida no Evangelho de Jesus, a prática do bem em toda a sua extensão, o amor ao próximo, são, em síntese, a única medicação capaz de curar os males e nos conduzir à perfeição e à felicidade.
Washington Borges de Souza (Palestrante, orador e articulista Espírita)
Revista Reformador – Abr/1998 (FEB)

E se a vida fosse uma estrada?
Cada um de nós caminha pela vida como se fosse um viajante que percorre uma estrada.
Há os que passam pouco tempo caminhando e os que ficam por longos anos.
Há os que veem margens floridas e os que somente enxergam paisagens desertas.
Há os que pisam em macia grama e os que ferem os pés em pedras pontudas e espinhos.
Há os que viajam em companhias amigas, assinaladas por risos e alegria. E há os que caminham com gente indiferente, egoísta e má.
Há os que caminham sozinhos – inclusive crianças – e os que vão em grandes grupos.
Há os que viajam com pai e mãe. E os que estão apenas com os irmãos. Há quem tenha por companhia marido ou esposa.
Muitos levam filhos. Outros carregam sobrinhos, primos, tios. Alguns andam apenas com os amigos.
Há quem caminhe com os olhos cheios de lágrimas e há os que se vão sorridentes.
Mas, mesmo os que riem, mais adiante poderão chorar. Nessa estrada, nunca se conheceu alguém que a percorresse inteira sem derramar uma lágrima.
Pela estrada dessa nossa vida, muitos caminham com seus próprios pés. Outros são carregados por empregados ou parentes.
Alguns vão em carros de luxo, outros em veículos bem simples. E há os que viajam de bicicleta ou a pé.
Há gente branca, negra, amarela. Mas se olharmos a estrada bem do alto, veremos que não dá para distinguir ninguém: todos são iguais.
Há gente magra e gente gorda. Os magros podem ser assim por elegância e dieta ou porque não têm o que comer.
Alguns trazem bolsas cheias de comida. Outros levam pedacinhos de pão amanhecido.
Muitos gostam de repartir o que têm. Outros dão apenas o que lhes sobra. Mas muita gente da estrada nem olha para os viajantes famintos.
Há pessoas que percorrem a estrada sempre vestidas de seda e cobertas de joias. Outros vestem farrapos e seguem descalços.
Há crianças, velhos, jovens e casais, mas quase todos olham para lugares diferentes.
Uns olham para o próprio umbigo, outros contemplam as estrelas, alguns gostam de espiar os vizinhos para fofocar depois.
Uma boa parte conta o dinheiro que leva e há os que sonham que um dia todos da estrada serão como irmãos.
Entre os sonhadores há os que se dedicam a dar água e pão, abrigo e remédio aos viajantes que precisam.
Há pessoas cultas na estrada e há gente muito tola. Alguns sabem dizer coisas difíceis e outros nem sabem falar direito.
Em geral, os sabichões não gostam muito da companhia dos analfabetos.
O que é certo mesmo é que quase ninguém na estrada está satisfeito. A maioria dos viajantes acha que o vizinho é mais bonito ou viaja de forma bem mais confortável.
É que na longa estrada da vida, esquecemos que a estrada terá fim.
E, quando ela acabar, o que teremos?
Carregaremos, sim, a experiência aprendida durante o tempo de estrada e estaremos muito mais sábios, porque todas as outras pessoas que vimos no caminho nos ensinaram algo.
A estrada de nossa existência pode ser bela, simples, rica, tortuosa. Seja como for, ela é o melhor caminho para o nosso aprendizado.
Deus nos ofereceu essa estrada porque nela se encontram as pessoas e situações mais adequadas para nós.
Assim, siga pela estrada ensolarada. Procure ver mais flores. Valorize os companheiros de jornada, reparta as provisões com quem tem fome.
E, sobretudo, não deixe de caminhar feliz, com o coração em festa, agradecido a Deus por ter lhe dado a chance de percorrer esse caminho de sabedoria.
Redação do Momento Espírita.
Disponível no livro Momento Espírita, v.7 e
CD Momento Espírita, v. 14, ed. FEP. Em 26.1.2017.

REALIZAÇÃO INTERIOR
Enquanto o homem não se convencer de que lhe é necessário conquistar as paisagens íntimas, suas realizações externas deixa-lo-ão em desencanto, sob frustrações que se sucederão, tantas vezes quantas sejam as glórias alcançadas no mundo de fora.
À semelhança de uma semente, na qual dormem incontáveis recursos, que surgem a partir da geminação, cabe ao ser humano desatar os valores que lhe dormem inatos, facultando-se as condições de desenvolvimento, graças às quais logrará sua plenitude.
Muitas vezes, as dificuldades que o desafiam são fatores propiciatórios para o desabrochar dos elementos adormecidos, e para sua destinação gloriosa seja alcançada.
O homem de bem, que reúne os valores expressivos da honra e da ação edificante, faz-se caracterizar pelo esforço, pelo empenho que desenvolve, realizando o programa essencial da vida que é sua iluminação íntima.
Somente essa identificação com o si profundo facultar-lhe-á a tranquilidade, meta próxima a ser conseguida. Partindo dela, novas etapas surgirão, convidativas, ensejando o crescimento moral e intelectual proporcionador da felicidade real.
Todas as conquistas externas – moedas, projeção social, objetos raros, moradia, eletrodomésticos, aparelhos eletrônicos – não obstante úteis para a comodidade, a automação e sintonia com o mundo, bem como com a sociedade, não podem acompanhar o ser, quando lhe ocorre a fatalidade biológica da morte.
Cada qual desencarna com os recursos morais e intelectivos que amealhou, liberando-se ou não dos grilhões emocionais que o prendem às quinquilharias a que atribui valor.
Na luta pela aquisição das coisas, as batalhas se tornam renhidas, graças à competição, às angustiantes expectativas das disputas, nas quais o crime assume papel preponderante, com resultados quase sempre funestos.
Na grande transição, tudo aquilo que constituiu motivo de luta insana perde o significado, passando a afligir mais do que antes…
Não te descures da autoiluminação.
Se buscas a consolidação da estrutura socioeconômica pessoal e familiar, vai mais longe, e intenta a conquista dos tesouros íntimos.
Exercita as virtudes que possuis em germe, dando-lhes oportunidade de se agigantarem, arrastando outros corações.
Recorda-te, a cada instante, da brevidade do corpo físico e reivindica o treino para a morte, mantendo-te em serenidade, reflexão e ação iluminativa.
Vida interior é conquista possível, e está ao teu alcance. Logra-a, quanto antes, e sentirás a imensa alegria da plenificação.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos Enriquecedores
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

TUDO É AMOR
Observa, amigo, em como do amor tudo provém e no amor tudo se resume.
Vida – é o Amor existencial.
Razão – é o Amor que pondera.
Estudo – é o Amor que analisa.
Ciência – é o Amor que investiga.
Filosofia – é o Amor que pensa.
Religião – é o Amor que busca Deus.
Verdade – é o Amor que se eterniza.
Ideal – é o Amor que se eleva.
Fé – é o Amor que se transcende.
Esperança – é o Amor que sonha.
Caridade – é o Amor que auxilia.
Fraternidade – é o Amor que se expande.
Sacrifício – é o Amor que se esforça.
Renúncia – é o Amor que se depura.
Simpatia – é o Amor que sorri.
Altruísmo – é o Amor que se engrandece.
Trabalho – é o Amor que constrói.
Indiferença – é o Amor que se esconde.
Desespero – é o Amor que se desgoverna.
Paixão – é o Amor que se desequilibra.
Ciúme – é o Amor que se desvaira.
Egoísmo – é o Amor que se animaliza.
Orgulho – é o Amor que se enlouquece.
Sensualismo – é o Amor que se envenena.
Vaidade – é o Amor que se embriaga.
Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do Amor, não é senão o próprio Amor que adoeceu gravemente.
Tudo é Amor.
Não deixes de amar nobremente.
Respeita, no entanto, a pergunta que te faz, a cada instante, a Lei Divina: “COMO?”.

Esforço
Por vezes, na vida, ante alguns fracassos, nos entristecemos e desistimos de lutar.
Tarefas iniciadas são abandonadas. Profissões dignas são deixadas à margem.
Tudo em nome de um fracasso, um dia, uma vez.
Recordamos que, certa vez, uma estudante de violino, durante um concerto, teve a infelicidade de ter o arco do instrumento esticado em demasia.
Isso fez com que arrancasse do instrumento um lancinante gemido de gato. O lá desafinou, os seus dedos, umedecidos pela transpiração nervosa, escorregaram no braço do violino.
Seu desejo era cair morta.
Mas corrigiu a tensão das cordas, enxugou as mãos no vestido e continuou.
Ao finalizar, correu para os bastidores e exclamou:
Nunca mais tocarei violino.
Uma excelente artista que ouviu seu desabafo, lhe falou:
Você já observou como cantam os pássaros? Sabe por que Deus os criou? Para que alegrassem o homem e ele não sucumbisse à tristeza.
Não vê? Deus deu a muitas pessoas aptidões para tornarem os homens felizes. Ele deu a você a possibilidade de tocar violino. Não deve lhe desobedecer e sim utilizar sua aptidão para louvá-lO. Tudo isso faz parte do seu grande plano.
A menina pensou e pensou. No dia seguinte, ergueu-se cedo e retomou as longas horas de estudo do seu violino.
Quantas vezes, assistindo a jogos olímpicos, vemos atletas, que se submeteram a longos e exaustivos treinamentos, não alcançarem sua meta?
Já não vimos, eventualmente, em um espetáculo de ballet, resultado de horas diárias de incessantes ensaios, uma das bailarinas cair em pleno palco?
Conta-se que a grande cantora Madame Ernestine Schumann-Heink, durante um dos seus concertos, vacilou e falhou.
Mesmo assim, corajosamente, dominou-se e foi até o fim.
Assim, a maravilhosa dama, como era chamada nos últimos anos, continuou cantando em concertos e no rádio, prosseguindo, como os pássaros, a espalhar alegria entre os homens.
Todos esses atletas e artistas nos oferecem as lições do esforço. Também da persistência. Eles têm um pequeno revés, um deslize na apresentação, mas retornam aos treinos, aos ensaios.
Por isso, conquistam medalhas, aplausos e elogios noticiosos.
E graças ao seu repetido esforço, temos tão grandiosos espetáculos de graça, agilidade, força, superação de limites.
* * *
O esforço é lei da vida. Todos os seres, de uma forma ou de outra, não podem fugir a isso.
Mecanismo de evolução, promove o progresso, estimula a experiência.
Graças ao esforço, os homens se enriquecem emocional, cultural, artística e economicamente.
Não houvesse esforço e a vida permaneceria nas suas expressões primitivas, iniciais.
Tudo trabalha e se esforça em a natureza.
Os ventos e as chuvas realizam o seu esforço na erosão dos montes e da crosta terrestre.
A gota d’água, no seu cair sem parar, cria as belezas que nos deslumbram os olhos nas grutas, no silêncio das furnas, promovendo formas curiosas e especiais.
Onde se apresente o esforço, floresce a paz. E onde a ação movimenta o progresso, vibra a alegria.
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 13, do livro Perfis da Vida,
pelo Espírito Guaracy Paraná Vieira, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL e no
cap. Relógio marcando duas horas, item A calhandra, do livro Remotos Cânticos de Belém,
de Wallace Leal Rodrigues, ed. O CLARIM. Em 20.7.2021

APRENDER COM AMOR
Deveríamos aprender com Amor, a viver a vida em abundância, produzir beleza, oferecer ao mundo o nosso melhor.
Constituir família e legar aos filhos as lições da honra, da honestidade, do trabalho nobre de cada dia.
Escrever um livro, uma carta, um bilhete. Algo que fale de amor, de dedicação.
Semear um jardim, plantar uma árvore, cultivar um campo.
Libertar alguém da ignorância das letras e dos números.
Oferecer um abrigo a quem padece frio. Alimentar a quem tem fome. Ofertar um copo d´agua fresca a quem tem sede.
Em suma, fazer a diferença no mundo.
Se brindado com privilegiado intelecto, dele se servir para ofertar o que de melhor ele possa produzir, no campo das ciências, das letras, do progresso humano.
Se agraciado com a sensibilidade para a música, encher de sons harmoniosos os espaços por onde andam os filhos de DEUS, muitos deles cansados e desalentados.
E, dessa forma, recompor-lhes as energias.
Se dispuser da habilidade da construção, edificar o que haja de mais útil e bom para a comunidade: pontes que unam as pessoas, casas que abriguem as criaturas, hospitais, escolas, institutos de pesquisa
E, mais do que tudo, amar. Amar intensamente a natureza, os seres. Eleger amigos, afetos e com eles dividir o que tenha de melhor.
Finalmente, quando descobrir que os tempos são chegados, que tudo fez e ofertou, que os anos somados lhe apontam o final da vida física, cantar.
Cantar um Hino a DEUS e se entregar, sem medo, sem revolta.
Tudo que havia a ser feito, já o foi.
E como um missionário que se dá conta de que cumpriu toda sua missão, que fez além do que o dever lhe determinara, não temer a morte que se aproxima.
Em Paz, exalar o último canto de gratidão, para adentrar na outra vida, louvando a DEUS, as oportunidades de Amor recebidas.
Pensemos nisso.

Prece
Louvado sejas, Senhor,
Na glória do Lar Celeste,
Pelos bens que nos trouxestes,
No evangelho redentor.
Na tarefa renovada
Que o teu olhar nos consente,
De espírito reverente,
Clamamos por teu amor
Pobres cegos que fugimos
Da luz a que nos eleva,
Nossa oração rompe as trevas,
Escuta-nos, Mestre, e vem…
Retifica-nos o passo
Para a estrada corrigida,
Sustentando-nos a vida,
Na força do Eterno Bem.
Dá-nos, Jesus, tua benção,
Que nos consola e levanta…
Que a tua doutrina santa
Vibre pura e viva em nós!
Faze, Senhor, que nós todos,
Na caminhada incessante,
Cada dia, cada instante,
Possamos ouvir-te a voz.
Ampara-nos a esperança,
Socorre-nos a pobreza,
Liberta nossa alma presa
Do erro e da imperfeição!…
Mestre excelso da verdade,
Hoje e sempre, em toda parte,
Ensina-nos a guardar-te,
No templo do coração.
Espírito: José Silvério Horta
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: Antologia dos Imortais

INQUIETAÇÃO
Vez que outra, apresenta-se, inesperadamente, e toma corpo, terminando por gerar desconforto e depressão.
Aparece como dúvida ou suspeita, e ganha forma, passando por diferentes fases, até controlar a emotividade que se transtorna, levando a estados graves.
Aqui, apresenta-se na condição de medo em relação ao futuro.
Ali, expressa-se em forma de frustração, diante do que não foi logrado.
Acolá, manifesta-se como um dissabor qualquer, muito natural, aliás, em todas as vidas.
Há momentos em que se estabelece como conflito, inspirando rebeldia e agressividade.
Noutras ocasiões, ei-la em forma de desconforto íntimo e necessidade de tudo abandonar…
No turbilhão da vida hodierna, em face do intercâmbio psíquico nas faixas da psicosfera doentia que grassa, é muito difícil a manutenção de um estado de equilíbrio uniforme.
A inquietação, porém, constante deve merecer mais acurada atenção, a fim de ser debelada.
Não lhe dês guarida, dialogando com as insinuações de que se faz objeto.
Evita as digressões mentais pessimistas, e não te detenhas nas conjecturas maliciosas.
Ninguém a salvo desses momentos difíceis. Todavia, todos têm o dever de superá-los e avançar confiantes nos resultados opimos das ações encetadas.
Assim, age sempre com correção e não serás vítima de inquietações desgastantes.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Episódios Diários
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

TENDE BOM ÂNIMO
Tenha ânimo forte. Não desista. Persista. Imite a corrente da água, que escoa sem cessar, apesar dos empecilhos da marcha. Sorria, apesar de tudo. Sorrindo, não há mágoa que possa subsistir no seu coração. Esforce-se. Recorde que a vitória, para ser verdadeira, precisa ter sido difícil. Ame o mais que possa. Com amor, será mais fácil vencer as dificuldades. Lutar, continuar sempre e saber desfrutar o verdadeiro valor da vida.
Dentro de mim há forças e virtudes que jamais experimentei, são tão poderosas que podem me dar serenidade, mesmo num vendaval.
LOURIVAL LOPES


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