Quando Passamos a Julgar o Outro

julgar o outro

  O Julgar o Outro

Quando passamos a “julgar” o outro é que percebemos que o maior
defeito está em nós mesmos.
Vera Jacubowski

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Confia em DEUS

Aflições e lágrimas são processos da vida, em que se te acrescem as energias, a fim de que sigas à frente, na quitação dos compromissos
esposados, para que se te iluminem os olhos, no preciso  discernimento.
Nos dias difíceis de atravessar, levanta-se para a vida, ergue a fronte, abraça o dever que as circunstâncias te deram e abençoa a existência
em que a Providência Divina te situou.
Por maiores se façam a dor que te visite, o golpe que te fira, a tribulação que te busque ou o sofrimento que te assalte, não esmoreças na fé e prossegue fiel às próprias obrigações, porque, se
todo o bem te parece perdido, na fase da tarefa em que te encontras, guarda a certeza de que Deus está contigo, trabalhando no outro lado.
Autor: Emmanuel
Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Livro: Alma e Coração

dignidade

REFLEXÃO DO DIA

Às vezes não percebemos que a nossa vida é repleta de coisas boas, interessantes e úteis à nossa disposição, e que as situações difíceis aparecem apenas para testar a nossa resistência e a nossa fé.
Pensemos com otimismo e veremos somente o lado positivo das coisas e das situações. Agradeçamos a Deus que a cada dia exercita a nossa força interna, nos ensinando a resistir e a superar obstáculos.
A nossa existência é cheia de benéficas justificativas e é, sim, carregada de graça e de beleza. As boas oportunidades nos aparecem todos os dias, é só abrirmos os olhos do coração e as perceberemos, e delas tiraremos o melhor proveito.
E se observarmos bem, veremos que temos muito mais do que imaginamos ter e, quem sabe, sem até merecer tanto.
Louvemos ao Criador, pois, somos seres abençoados, pelo simples dom de estarmos vivos. Agradeçamos a vida por tudo que dela temos recebido e assim estaremos exercitando a nossa felicidade, e temos muitos motivos para isso.
Neste Dia, pensemos positivamente, nos lembrando de que, entre os espinhos que nos ferem, devemos valorizar mais as belas flores que perfumam a nossa vida, compensando com sobra as nossas dores.
E Deus está conosco!

O Problema do Homem

O problema do homem é o seu expressivo apego ao que é transitório; sem dúvida, ele deveria olhar mais para dentro de si mesmo do que no espelho…
Falta-lhe desenvolver o senso de eternidade.
Chico Xavier.
Chico põe o dedo na ferida da grande maioria de nossas dores: o excessivo apego ao que é passageiro, isto é, aquilo que não poderemos incorporar a nosso ser espiritual.
Nossos bens materiais, por exemplo, não nos acompanharão na viagem de regresso ao mundo espiritual, tampouco garantia alguma teremos de sempre possuirmos esse ou aquele patrimônio.
E quantas vezes lutamos a vida toda somente para obter aquilo que, compulsoriamente, teremos que abandonar pela desencarnação ou o que o próprio destino se encarregará de tirar das nossas mãos. Aí vem o sofrimento; a dor de perder algo que imaginávamos jamais pudesse escapar. Poderemos possuir qualquer coisa, o perigo é ficar possuído por ela.
Mas, não nos apegamos somente a bens materiais. Também nos apegamos a pessoas imaginando que elas nos pertencem, e que sempre estarão ao nosso lado. Aí vem a desencarnação ou mesmo a separação e ficamos sem chão ao constatar que ninguém nos pertence, e que as pessoas são apenas companheiras de uma grande viajem, e que esta viagem um dia chega ao fim.
Chico Xavier nos aconselha a olhar mais para dentro de nós próprios e pensarmos mais em termos de eternidade.
Ele se refere à necessidade que temos de cultivar valores eternos, valores que a morte não apaga, que o tempo não destrói, que os revezes econômicos não aniquilam. Valores que nos acompanharão onde quer que estejamos. Valores que nos tornem ricos espirituais pelos investimentos de amor, compreensão, alegria e paz que conseguimos realizar me nossa jornada.
O problema não é ser rico por fora, o problema é ser miserável por dentro.
Fonte: Minutos com Chico Xavier, José Carlos de Lucca. Pgs 53 a 54.

A Sentença Cristã


Um juiz cristão, rigoroso nas aplicações da lei humana, mas fiel no devotamento ao Evangelho, encontrando-se em meio duma sociedade corrompida e perversa, orou, implorando a presença de Jesus.
Tantas sentenças condenatórias devia proferir diariamente, que se lhe endurecera o coração.
Atormentado, porém, entre a confiança que consagrava ao Divino Mestre e as acusações que se acreditava compelido a formular, rogou, certa noite, ao Senhor, lhe esclarecesse o espírito angustiado.
Efetivamente, sonhou que Jesus vinha desfazer-lhe as dúvidas aflitivas. Ajoelhou-se aos pés do Amoroso Amigo e perguntou:
– Mestre, que normas adotar perante um homicida? Não estará logicamente incurso nas penas legais?
O Cristo sorriu, de leve, e respondeu:
– Sim, o criminoso está condenado a receber remédio corretivo, por doente da alma.
O juiz considerou estranha a resposta; contudo, prosseguiu indagando:
– Como agir, ante o delinquente rude, Senhor?
– Está condenado a valer-se de nosso auxílio, através da educação pelo amor paciente e construtivo – explicou Jesus, bondoso e calmo.
– Mestre, e que corrigenda aplicar ao preguiçoso?
– Está condenado a manejar a enxada ou a picareta, conquistando o pão com o suor do rosto.
– Que farei da mulher pervertida? – interrogou o jurista, surpreso.
– Está condenada a beneficiar-se de nosso amparo fraterno, a fim de que se reerga para a elevação do trabalho e para a dignidade humana.
– Senhor, como julgar o ignorante?
– Está condenado aos bons livros.
– E o fanático?
– Está condenado a ser ouvido e interpretado com tolerância e caridade, até que aprenda a libertar a própria alma.
– Mestre, e que diretrizes adotar, ante um ladrão?
– Está condenado à oficina e à escola, sob vigilância benéfica.
– E se o ladrão é um assassino?
– Está condenado ao hospício, onde se lhe cure a mente envenenada.
O magistrado passou a meditar gravemente e lembrou-se de que deveria modificar todas as peças do tribunal, substituindo a discriminação de castigos diversos por remédio, serviço, fraternidade e educação. Todavia, não se sentindo bem com a própria consciência, endereçou ao Senhor suplicante olhar, e perguntou, depois de longos instantes:
– Mestre, e de mim mesmo, que farei?
Jesus sorriu, ainda uma vez, e disse, sereno:
– O cristão está condenado a compreender e ajudar, amar e perdoar, educar e construir, distribuir tarefas edificantes e bênçãos de luz renovadora, onde estiver.
Nesse momento, o juiz acordou em lágrimas e, de posse da sublime lição que recebera, reconheceu que, dali em diante, seria outro homem.
XAVIER, Francisco Cândido. Alvorada Cristã. Pelo Espírito Neio Lúcio. FEB.

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