Perdoar ao invés de guardar mágoas

mulher águia

 

Superação e Equilíbrio

Receita de Paz

“Perdoar ao invés de guardar mágoas.
Optar pela coragem ao invés do desânimo.
Agir em vez de paralisar-se na preocupação.
Quando a adversidade chegar, melhor tentar entendê-la do que desesperar-se.
Manter o equilíbrio e encontrar caminhos de reação e superação.”
(VeraJacubowski)

vera9

erradicar a violência emmanuel

O Evangelho Segundo o Espiritismo |

Bem-aventurados os Misericordiosos |

Capitulo X | 01/10/2008

PERDÃO DAS OFENSAS

O autor da mensagem, datada de 1862, assinou Simeon, sobre o qual não encontrei referências. Mas, pela sublimidade de suas palavras, poderia ser – não estou afirmando, peço apenas licença para divagar um pouco – “Simeão, homem justo e piedoso, que ao tomar o menino Jesus nos braços, no templo, disse: ‘ Agora, Senhor despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque meus olhos já viram a tua salvação, a qual preparaste diante de todos os povos… ’, conforme Lucas, II: 28 a 31.
Simeon inicia dizendo que o ensino de Jesus sobre perdoar o irmão setenta vezes sete vezes é um dos que “devem calar em vossa inteligência e falar bem alto ao coração.”
Ensina, pois, que o homem, para agir, acertadamente, de acordo com as leis do bem, deve usar de raciocínios para compreender e entender a necessidade dos ensinos de Jesus, na Terra, moradia de espíritos em evolução.
Esses ensinos devem calar, penetrar fundo, ou seja, “atingir ou alcançar o âmago, a essência de (algo) ou o íntimo de (alguém), produzindo impressão forte, profunda”.(1)
A palavra calar, vinda do grego khaláõ, que significa, soltar, relaxar, chegou ao português e ao espanhol , como penetrar, descer, abaixar, mergulhar (1)
Devem também “falar bem alto ao coração” ou seja, ser captado pela sensibilidade espiritual, para que, juntamente com o uso da inteligência possam ser sentidos, percebidos, compreendidos, aceitos, despertando a vontade de praticá-los.
Todos os dias, milhões e milhões de pessoas oram a Prece do Pai Nosso, ensinada por Jesus, sem prestar muita atenção na frase: “Perdoai as nossas dívidas assim como perdoamos os nossos devedores”, na qual está condicionada, ao perdão de Deus às nossas faltas, o nosso perdão às faltas dos outros.
E continuam, pela vida toda a dizê-la sem, pelo menos, tentar colocar em prática essa lei divina, que é básica para a paz e felicidade do homem e da humanidade.
Quem perdoa, está vivenciando o esquecimento de si mesmo, o que o torna invulnerável às agressões, aos maus tratos e às injúrias, porque não os recolhe ao coração, porque busca, pelo raciocínio, compreender as dificuldades alheias, não se sentindo, pois, ofendido.
Evidentemente, que só na prática perseverante de perdoar o mais possível, esse ideal será atingido e o que perdoa irá se tornando uma pessoa doce e humilde de coração, fazendo aos outros o que deseja que Deus faça por ela.
“Ouvi, pois, essa resposta de Jesus, e como Pedro aplicai-a a vós mesmos. Perdoai, usai a indulgência, sede caridosos, generosos, e até mesmo, pródigos no vosso amor. Dai, porque o Senhor vos dará; abaixai-vos, que o Senhor vos levantará; humilhai-vos, que o Senhor vos fará sentar à Sua direita.
Ide, meus bem-amados, estudai e comentai essas palavras que vos dirijo, da parte d”Aquele que, do alto dos esplendores celestes, tem sempre os olhos voltados para vós, e, continua com amor a tarefa ingrata que começou há dezoito séculos. Perdoai, pois, aos vossos irmãos, como tendes necessidade de serdes perdoados.”
Conclama os espíritas a não tornar, em palavras e em atos, o perdão, uma expressão vazia.
“Se vos dizeis espíritas, sede-o de fato: esquecei o mal que vos tenham feito e pensai apenas uma coisa: no bem, no bem que possais fazer. Aquele que entrou nesse caminho não deve afastar-se dele, nem mesmo em pensamento…”
O espiritismo nos ensina que somos todos responsáveis por tudo que fazemos. Para fazermos algo, essa ação ou ato existiu antes, na ideia, e essa surgiu do que se sentiu diante de alguma coisa.
Um sentimento de mágoa ou de rancor leva o ser a pensamentos rancorosos, que por sua vez, podem levar a um ato de ofensa, de vingança.
Daí a chamada de Simeon quanto à responsabilidade do espírita no esforço de esquecer o mal, pensar somente no bem que pode fazer, não dando lugar a pensamentos maus, a fim de poder sentir-se feliz, conforme suas palavras: “Feliz aquele que pode dizer cada noite, ao dormir: nada tenho contra o meu próximo.”

Leda de Almeida Rezende Ebner
Outubro / 2008

Bibliografia:
KARDEC, Allan -“ O Evangelho Segundo o Espiritismo”

meu reino

Perdão das Ofensas

Quantas vezes perdoarei a meu irmão? Perdoar-lhe-eis, não sete vezes, mas setenta vezes sete vezes. Aí tendes um dos ensinos de Jesus que mais vos devem percutir a inteligência e mais alto falar ao coração. Confrontai essas palavras de misericórdia com a oração tão simples, tão resumida e tão grande em suas aspirações, que ensinou a seus discípulos, e o mesmo pensamento se vos deparará sempre. Ele, o justo por excelência, responde a Pedro: perdoarás, mas ilimitadamente; perdoarás cada ofensa tantas vezes quantas ela te for feita; ensinarás a teus irmãos esse esquecimento de si mesmo, que torna uma criatura invulnerável ao ataque, aos maus procedimentos e às injúrias; serás brando e humilde de coração, sem medir a tua mansuetude; farás, enfim, o que desejas que o Pai celestial por ti faça. Não está ele a te perdoar frequentemente? Conta porventura as vezes que o seu perdão desce a te apagar as faltas?
Prestai, pois, ouvidos a essa resposta de Jesus e, como Pedro, aplicai-a a vós mesmos. Perdoai, usai de indulgência, sede caridosos, generosos, pródigos até do vosso amor. Dai, que o Senhor vos restituirá; perdoai, que o Senhor vos perdoará; abaixai-vos, que o Senhor vos elevará; humilhai-vos, que o Senhor fará vos assenteis à sua direita.
Ide, meus bem-amados, estudai e comentai estas palavras que vos dirijo da parte d’Aquele que, do alto dos esplendores celestes, vos tem sempre sob as suas vistas e prossegue com amor na tarefa ingrata a que deu começo, faz dezoito séculos. Perdoai aos vossos irmãos, como precisais que se vos perdoe. Se seus atos pessoalmente vos prejudicaram, mais um motivo aí tendes para serdes indulgentes, porquanto o mérito do perdão é proporcionado à gravidade do mal. Nenhum merecimento teríeis em relevar os agravos dos vossos irmãos, desde que não passassem de simples arranhões.
Espíritas, jamais vos esqueçais de que, tanto por palavras, como por atos, o perdão das injúrias não deve ser um termo vão. Pois que vos dizeis espíritas, sede-o. Olvidai o mal que vos hajam feito e não penseis senão numa coisa: no bem que podeis fazer. Aquele que enveredou por esse caminho não tem que se afastar daí, ainda que por pensamento, uma vez que sois responsáveis pelos vossos pensamentos, os quais todos Deus conhece. Cuidai, portanto, de os expungir de todo sentimento de rancor. Deus sabe o que demora no fundo do coração de cada um de seus filhos. Feliz, pois, daquele que pode todas as noites adormecer, dizendo: Nada tenho contra o meu próximo.
Simeão. (Bordéus, 1862.)
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 10. Capítulo X, Item 14.

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