RELIGIÃO E AMOR AO PRÓXIMO

RELIGIÃO E AMOR AO PRÓXIMO

Honestidade e Amor

 

É melhor, ás vezes, lidar com quem diz não ter religião e ama o próximo, servindo-o, do que com aqueles que se dizem religiosos, não amando o próximo e explorando-o.

 

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HERANÇA HONESTIDADE

Nas Fronteiras da Loucura

Manoel Philomeno de Miranda

(Parte 17)

Damos continuidade ao estudo metódico e sequencial do livro Nas Fronteiras da Loucura, de Manoel Philomeno de Miranda, obra psicografada por Divaldo P. Franco.

Questões preliminares

A. Do caso da jovem espírita socorrida pelo Dr. Bezerra, o autor desta obra extraiu três ensinamentos. Quais são eles?

O primeiro: depende sempre do homem o resultado dos seus empreendimentos, seja por inspiração das forças negativas que tentam levá-lo à queda, seja por inspiração dos Emissários do Bem que o pro­pelem para a conquista da evolução. O livre-arbítrio é, por conseguinte, soberano.
O segundo: nenhuma rogativa ho­nesta, diri­gida ao Senhor, fica sem a resposta do socorro imediato. A prece, portanto, auxilia sempre aquele que ora com fervor.
O terceiro: feli­zes os que pedem ajuda, sem orientar o tipo e a forma de auxílio que desejam receber, orando, pura e simplesmente, numa con­fiante entrega total de amor e de fé. Devemos, pois, rogar ajuda, mas que fique na decisão de Deus a forma como ela nos será oferecida. (Nas Fronteiras da Loucura, cap. 21, pp. 153 e 154.)

B. Uma lamentável tese é comprovada pelo carnaval. Que tese é essa?

Conforme as palavras do autor deste livro, o carnaval comprova a tese de que muitos indivíduos, preferindo fruir agora sem pensar no depois, desperdi­çam os melhores recursos da vida, imprevidentes, esquecendo-se dos inves­timentos morais que propiciam resultados permanentes. Os gozos indevi­dos, apressados, acabam representando prévias das frustrações que vi­rão mais tarde, inevitáveis. (Obra citada, cap. 22, pp. 155 e 156.)

C. No atendimento aos sofredores de determinada região trevosa, alguns conseguiam segurar-se nas redes lançadas pelos benfeitores, mas outros, embora o tentassem, não conseguiam. Por que fatos assim ocorrem?

Assim que as redes foram lançadas, Dr. Bezerra disse em alta voz: “Segurai as redes se estiverdes resolvidos a mudar de vida, a crescer para Deus!” Dezenas de Espíritos agarraram-se às cordas entrelaçadas, com sofreguidão, mas alguns deles não conseguiam segurá-las, porque elas pareciam desfazer-se ao seu contato. Dr. Bezerra explicou depois: “As redes são feitas de substâncias retiradas do fluido cósmico, fortes, porém, de­licadas. Registam as irradiações mentais daqueles que as to­cam. Se o peso específico da sua exteriorização psíquica é negativo, elas di­luem-se; nos casos contrários, enrijam-se…” E ajuntou: “Ninguém lu­dibria as Leis. Em todo lugar, nem todos que requerem am­paro desejam-no, realmente. Às vezes querem-se liberar de situações que lhes desa­gradam, sem que mudem de comportamento. Choram e sofrem, mas não pretendem a transformação interior, necessitando de aprendi­zado penoso para que se modifiquem as estruturas íntimas do ser, quando se capaci­tarão para o renascimento em si mesmos”. (Obra citada, cap. 22, pp. 160 a 162.)

nobre por merecimento

Texto para leitura

80. Um caso de epilepsia branda

– Manoel P. de Miranda extraiu do episódio vários ensinamentos: (I) Depende sempre do homem o resultado dos seus empreendimentos, seja por inspiração das forças negativas que tentam levá-lo à queda, seja por inspiração dos Emissários do Bem que o pro­pelem para a conquista da evolução; (II) Nenhuma rogativa ho­nesta, diri­gida ao Senhor, fica sem a resposta do socorro imediato; (III) Feli­zes os que pedem ajuda, sem orientar o tipo e a forma de auxílio que desejam receber, orando, pura e simplesmente, numa con­fiante entrega total de amor e de fé. No retorno ao Posto, o Benfeitor foi solicitado a aten­der outro caso. Uma Entidade desencarnada rogava-lhe ajuda para a filha que desmaiara em plena rua. Examinando-a, Dr. Bezerra esclare­ceu tratar-se de um caso de epilepsia suave. Portadora de disritmia cere­bral, a jovem necessitaria de tratamento especiali­zado, sob cuida­dos neurológicos, quanto de atendimento espiritual. O médico que aten­deu a ocorrência foi inspirado pelo Mentor, para que o diagnóstico fosse aclarado sem maiores problemas. Ao liberá-la, o fa­cultativo re­comendou repouso e a feitura de exames eletroencefalográficos, para posterior tratamento especializado, sugerindo ainda que a paciente buscasse os recursos espíritas num Centro Espírita bem orga­nizado. E ele propôs tal recurso esclarecendo, de antemão, não ser adepto de religião ne­nhuma, o que me­receu do Dr. Bezerra o seguinte comentário: “É melhor, às vezes, li­dar com quem diz não ter religião e ama o próximo, ser­vindo-o, do que com aqueles que se dizem religio­sos, não amando o próximo e explo­rando-o”. (Cap. 21, pp. 153 e 154)

81. Um homicídio cruel

– O inumerável rol de acontecimentos que haviam recebido apoio e ajuda naqueles dias, através do Posto de emer­gência, surpreendia até os trabalhadores mais experientes. Mostrava-se mais uma vez que na paisagem dos sofrimentos sempre luz, incessante, a misericórdia de Deus, socorrendo. O Carnaval comprovava também a tese de que muitos, preferindo fruir agora sem pensar no depois, desperdi­çam os melhores recursos da vida, imprevidentes, esquecendo-se dos inves­timentos morais que propiciam resultados permanentes. Os gozos indevi­dos, apressados, acabam representando prévias das frustrações que vi­rão mais tarde, inevitáveis… Dentro dessas reflexões, Manoel P. de Miranda percebeu que, em meio às vicissitudes humanas, nem sem­pre é o grau de gravidade do problema que desarvora a pessoa, mas o valor que se lhe atribui. Assim é que fatores de pequena monta respon­diam por distúrbios de alta expressão, ao passo que ocorrências de grande peri­culosidade eram superadas com relativa serenidade. Nas enfermarias do Posto havia muitos desencarnados daqueles dias e outros ali trazidos para socorro, após largo tempo de sofrimento sem entender o que lhes ocorrera. À medida que examinava com o Dr. Bezerra de Mene­zes os en­fermos ali albergados, Philomeno percebeu que um sentimento de amor espontâneo e gratidão sem alarde, de todos, envolvia o Benfeitor Espi­ritual, num halo de suave, indescritível claridade, tão diá­fano que não lhe foi possível explicar. Numa das alas, chamou-lhe a atenção um ho­mem que, embora medicado, gritava muito, tentando segurar o próprio ventre, onde se notavam sinais de tremenda hemorragia. Tra­tava-se de uma vítima de homicídio cruel. Ele passeava com a esposa e a filha, observando os desfiles de blocos, quando dois mascarados pas­saram, da brincadeira sem consequências, à sistemática perseguição à moça e à senhora, sem nenhum respeito por elas e pelo esposo e pai. (Cap. 22, pp. 155 e 156)

82. A impetuosidade e a violência

– O homem, a princípio, tolerou a intromissão dos foliões, mas, como os excessos tomassem corpo, rea­giu verbalmente, o que gerou um atrito cujas consequências lhe foram fatais. Um dos mascarados, indivíduo de má índole, enquanto seu com­parsa atracou-se com o cavalheiro surpreendido, esfaqueou-lhe o ven­tre, quase estripando-o… Após o crime covarde, que aterrou a multi­dão, que só se deu conta do ocorrido aos gritos da esposa e da filha, os bandidos evadiram-se. Alguns trabalhadores do Posto, que pressenti­ram a tragédia, nada puderam fazer, por falta de resposta mental à suas induções, que sugeriam se afastassem dos desordeiros ou recorres­sem à Polícia… Dr. Bezerra examinou o paciente e transmitiu-lhe re­cursos pacificadores, detendo o fluxo sanguíneo com a aplicação de técnica hemostática. (1) Sob a ação vigorosa dos fluidos superiores, o doente asserenou-se, silenciando e penetrando em sono profundo, reparador. O Benfeitor informou, então: “O irmão, que ora visitamos e aqui se hospitaliza, poderia ter evitado o aconteci­mento, que fazia parte do seu programa cármico, não em tais ou quais circuns­tâncias. Os seus compromissos negativos propunham-lhe o retorno ao Mundo Espiritual sob acerbas aflições… Isto, porém, poderia ocor­rer mediante acidente, enfermidade longa, homicídio, de acordo com a forma como aplicasse a vida, gerando dividendos de paz ou de som­bra…” E acrescentou: “Não pretendendo fazer um balanço dos atos do próximo, consideramos que a impetuosidade, que gera violência, quando mal canalizada, responde por muitos males. Evitar-se discussão e não passar recibos a desaforos, agressões de qualquer natureza, não revi­dar ma­les, são receitas de felicidade, às vezes, oferecendo medicação de sa­bor amargo, quase intragável, no entanto, de resultados excepcio­nais”. (Cap. 22, pp. 157 e 158)

83. No abismo de sombras

– Aquele episódio era extremamente reve­lador. O silêncio aplicado na provocação do irresponsável é como algo­dão, posto na ferida dolorosa. A vida ensina que sempre ganha aquele que cede, que serve, que perde, por mais estranho esse comportamento pareça ao utilitarismo imediatista. Na sequência, Dr. Bezerra convidou Manoel P. de Miranda a participar de nova tarefa, em que levariam atendimento a grande número de sofredores fixados em região de pu­nições, em área próxima do Posto. O grupo socorrista, em número ex­pressivo, levou consigo redes especiais, padiolas e maletas com produ­tos farmacêuticos e instrumental para emergências médicas. Eles aden­traram-se numa região que o autor do livro chama de “reduto do hor­ror”. Psicosfera difícil de ser respirada sobrepairava, cobrindo os edifícios que desapareceram de seus olhos, numa perfeita e poderosa sobreposição de faixas vibratórias em que estas anulavam as físicas. Era aquele um mundo especial, primitivo, pantanoso e nauseante, loca­lizado na grande área urbana. Segundo Philomeno, aquela área cor­respondia a uma região em que se situavam uma Penitenciária e a faixa do lenocínio mais hediondo da cidade. Gemidos e imprecações mistura­vam-se em aterradora intensidade, mas o grupo, atendendo a expressa recomendação do Benfeitor Espiritual, avançava em fila indiana, sem se deter sob pretexto algum. Caminhando à frente, Dr. Bezerra deixava marcas lumi­nosas no marnel sombrio. Sombras humanas, de quando em quando, surgiam e se asfixiavam no tremedal, levantando-se e em se­guida desaparecendo no lamaçal pútrido. Depois de mais de meia hora de caminhada lenta e cuidadosa, o grupo parou à borda de um despenhadeiro súbito, donde se via, com dificuldade, o abismo indimensional, onde não lucilava qual­quer chama, onde a esperança parecia não existir. Utilizando uma cor­neta, Dr. Bezerra, profundamente concentrado, falou: “Irmãos do sofri­mento! A misericórdia do Pai magnânimo chega até vós. Soa o momento da vossa recuperação e próxima paz. Aproveitai! Tentai o arrependimento e vinde, que vos esperamos!” Um clamor ensurdecedor le­vantou-se, en­tão. Blasfêmias e ameaças cruzaram o ar pestilento. In­frene grita­ria estru­giu, repentina. Palavras grosseiras e epítetos desagradáveis foram atirados. Ladridos e uivos animalescos acompanha­ram a balbúrdia que se fez, violenta: “Fora os infelizes capachos do Crucifi­cado! Fora, ou os crucificaremos também!” (Cap. 22, pp. 159 e 160)

84. Ninguém ludibria as Leis

– Dr. Bezerra exteriorizava opalina claridade, na noite densa e macabra. E, enquanto muitos Espíritos, en­furecidos, arremessavam do paul quanto encontravam, outros rogavam: “Salvai-nos, anjo de Deus! Socorrei-nos do Inferno…” Bordoadas e chibatadas estalavam, obrigando as vítimas a afundarem no atoleiro imundo, asfixiando-se, enquanto uma lâmina invisível de força defendia a equipe socorrista dos agressores e apedrejadores. O Mentor ordenou, então: “Atirai as redes!” Os cooperadores, já acostumados àquele tipo de socorro, atenderam de pronto e viu-se que as redes, ao contato com a substância asquerosa, adquiriam brilho, lampejando sobre aquela parte do paul… “Segurai as redes – propôs então o Mentor – se es­tiverdes resolvidos a mudar de vida, a crescer para Deus!” Dezenas de Espíritos agarraram-se às cordas entrelaçadas, com sofreguidão, mas alguns deles não conseguiam segurá-las, porque elas pareciam desfazer-se ao seu contato, fato que provocava reações de ira e de zombaria de­les mesmos, revoltados. A operação demorou por quase quinze minutos, retirando-se os que se amparavam, ao tempo em que eram colocados em padiolas e repetindo-se os arremessos até que foram recolhidas. Finda a tarefa, e sob uma chuva de impropérios, em que a obscenidade e as acusações infames se misturavam, o grupo retornou ao Posto. Philomeno perguntou, então, ao Mentor por que muitos que se amparavam nas redes não conseguiram sair do lodaçal. Dr. Bezerra explicou: “As redes são feitas de substâncias retiradas do fluido cósmico, fortes, porém, de­licadas. Registam as irradiações mentais daqueles que as to­cam. Se o peso específico da sua exteriorização psíquica é negativo, elas di­luem-se; nos casos contrários, enrijam-se…” E ajuntou: “Ninguém lu­dibria as Leis. Em todo lugar, nem todos que requerem am­paro desejam-no, realmente. Às vezes querem-se liberar de situações que lhes desa­gradam, sem que mudem de comportamento. Choram e sofrem, mas não pretendem a transformação interior, necessitando de aprendi­zado penoso para que se modifiquem as estruturas íntimas do ser, quando se capaci­tarão para o renascimento em si mesmos”. (Cap. 22, pp. 160 a 162) (Continua no próximo número.)
(1) Hemostática refere-se a hemóstase: ação ou efeito de estancar uma hemorragia.

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