salmo 23

Salmo 23 – O SENHOR É O MEU PASTOR

Salmo 23 - O SENHOR É O MEU PASTOR

 

Salmo 23

 O SENHOR É O MEU PASTOR

 

O SENHOR é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos,
guia-me mansamente a águas tranquilas.

 

Refrigera a minha alma;
guia-me pelas veredas da justiça,
por amor do seu nome.

 

Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte,
não temeria mal algum, porque tu estás comigo;
a tua vara e o teu cajado me consolam.

 

Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos,
unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.

 

Certamente que a bondade e a misericórdia
me seguirão todos os dias da minha vida;
e habitarei na casa do Senhor por longos dias.

 

Salmos 23:1-6

 

Salmo 23 o senhor é o bom pastor

Segue-Me Tu

 

“Disse-lhe Jesus: Se eu quero que ele fique até que eu venha, que te importa a ti? Segue-me tu.” – (JOÃO, capítulo 21, versículo 22.)
Nas comunidades de trabalho cristão, muitas vezes observamos companheiros altamente preocupados com a tarefa conferida a outros irmãos de luta.
É justo examinar, entretanto, como se elevaria o mundo se cada homem cuidasse de sua parte, nos deveres comuns, com perfeição e sinceridade.
Algum de nossos amigos foi convocado para obrigações diferentes?
Confortemo-lo com a legítima compreensão.
As vezes, surge um deles, modificado ao nosso olhar. Há cooperadores que o acusam. Muitos o consideram portador de perigosas tentações. Movimentam-se comentários e julgamentos à pressa.
Quem penetrará, porém, o campo das causas? Estaríamos na elevada condição daquele que pode analisar um acontecimento, através de todos os ângulos? Talvez o que pareça queda ou defecção pode constituir novas resoluções de Jesus, relativamente à redenção do amigo que parece agora distante.
O Bom Pastor permanece vigilante. Prometeu que das ovelhas que o Pai lhe confiou nenhuma se perderá.
Convém, desse modo, atendermos com perfeição aos deveres que nos foram deferidos. Cada qual necessita conhecer as obrigações que lhe são próprias.
Nesse padrão de conhecimento e atitude, há sempre muito trabalho nobre a realizar.
Se um irmão parece desviado aos teus olhos mortais, faze o possível por ouvir as palavras de Jesus ao pescador de Cafarnaum: “Que te importa a ti? Segue-me tu.”

 

XAVIER, Francisco Cândido. Caminho, Verdade e Vida.
Pelo Espírito Emmanuel. 28.ed. Brasília: FEB, 2009. Capítulo 2.

bom pastor

A Parábola do Bom Pastor

 

“Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la”?
E, achando-a, a põe sobre seus ombros, gostoso;
E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.
“Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.” (Lucas 15, 4,7)
Em sua época, Jesus contou esta parábola, porque os fariseus e os escribas queixavam-se, dizendo: “Este recebe pecadores e come com eles. (Lucas 15:2)“.
Nos dias atuais, apesar de o homem possuir outros costumes, a hipocrisia não desapareceu, ou seja, ainda é comum que se comentem as mazelas alheias, principalmente quando elas são visíveis, acreditando-se que quem possui defeitos morais não tem a possibilidade de reverter essa situação, que essas criaturas estão perdidas para sempre.
Ena parábola do Bom Pastor Jesus demonstra exatamente o contrário. Oque, se atentarmos bem, a mantém ainda muito útil para a época em que vivemos, pois que ainda hoje os homens possuem os mesmos procedimentos e as mesmas visões.
Como podemos observar, Jesus explica, de uma forma clara, o caráter paternal da Inteligência Suprema, confirmando de forma patente o Seu amor e a Sua misericórdia, desmantelando de forma solene a crença do inferno e das penas eternas. Da mesma forma, no livro O Evangelho Segundo o Espiritismo (1) encontramos um ensinamento semelhante:
“Quanto se quantos sucumbem por culpa própria, pela sua incúria, pela sua imprevidência, ou pela sua ambição e por não terem querido contentar-se com o que lhes havias concedido! Esses são os artífices do seu infortúnio e carecem do direito de queixar-se, pois que são punidos naquilo em que erraram. Mas, nem a esses mesmos abandonas, porque és infinitamente misericordioso. As mãos lhes estendes para socorrê-los,desde que, como o filho pródigo, se voltem sinceramente para Ti.”
Podemos considerar o número cem como símbolo da totalidade dos seres que compõem todas as humanidades espalhadas pelos inúmeros mundos integrantes das diversas moradas da casa do Pai, e a ovelha desgarrada como sendo aquele espírito rebelde que, por ignorância ou de forma deliberada, infringe as Leis Divinas.
E por falar em Leis divinas, vamos tecer um pequeno comentário sobre elas:
No O Livro dos Espíritos(2), os Espíritos superiores nos instruem dizendo que a lei natural é alei de Deus. Que ela é única e verdadeira para a felicidade do homem, e lhe indica o que deve ou não fazer, e que ele é infeliz somente quando se afasta dela. Dizem também que a lei de Deus está escrita na consciência do homem.
Podemos considerar que o pastor dessas ovelhas é aquele espírito capaz a quem Deus elegeu como responsável pelo planeta Terra. E a ovelha perdida como sendo aquela que, ao ver as ervas tenras, saborosas e nutritivas de certas regiões, e tendo apetite, instintivamente se sente atraída, afastando-se cada vez mais do pastor e das demais ovelhas -não conseguindo mais ouvir a voz do pastor que a chama de volta ao aprisco, e, sendo tarde, se perde. Deixa-se seduzir pelo “mundo”; andando atrás de gozos e conquistas unicamente materiais, se afiniza com maus hábitos que se degeneram em vícios; entrega-se a todas as ordens de paixões exorbitantes; que, movido pelo desejo de riquezas e poder, de glórias e honras, dirige-se deliberadamente, na maioria das vezes, pelos caminhos do crime, desorienta-se em tão tortuoso labirinto; e grita desesperado quando não sabe mais como voltar à companhia de seus irmãos situados num plano melhor. É nessa hora, quando se lembra de seu passado vivendo junto ao rebanho,em paz e harmonia, que se arrepende e suplica a Deus pelo retorno,desejoso de reparar o seu mal proceder. É quando ouve novamente a voz do bom pastor fazendo-o lembrar da existência dessa lei.
Essa parábola assegura que ninguém ficará perdido para sempre, pois que “o bom pastor”, dá a própria vida pelas suas ovelhas (João, 10:11);sendo assim, esse bom administrador de almas irá naturalmente à procura daquele espírito até que o ponha a salvo. Mas há uma condição para isso: é a observação da Lei que lhe está inscrita na própria consciência. Contudo, esse jugo é leve e essa lei é suave, pois que impõe como dever unicamente o amor e a caridade.
Podemos observar nesta parábola, que a sua lição é clara e objetiva, pois que Deus faz tudo que o grau de elevação do homem que cai permite, no sentido de direcioná-lo para um bom caminho. De tal modo Jesus foi buscar Madalena à beira do abismo de seus enganos morais; e ela,aceitando a mão do bom pastor, voltou com ele e se pôs a serviço do bem.
O Mestre Jesus também chamou a atenção de Judas Iscariotes sobre o caminho perigoso que escolhera para trilhar, respeitando-lhe o livre-arbítrio. Os enviados de Deus fazem o mesmo com aqueles que se vêem defrontados com problemas doentios do crime, da intemperança e da revolta, aguardando sempre o momento certo para chamá-lo de volta ao convívio dos demais.
Um outro bom exemplo para entender ainda mais esta parábola é a passagem da estrada de Damasco, quando Jesus se mostrou em forma de luz e convidou Paulo de Tarso a abandonar o ódio e o fanatismo em que estava arrolado e adentrar na boa senda. Podemos dizer que este chamado não foi formulado somente ao futuro apóstolo daqueles considerados incivilizados (gentios), mas para toda a humanidade, a reconhecer e se reconhecer como espíritos de naturezas diversas e com caracteres antagônicos. A arte é conviver com os hostis, estando alegres, mas com aquela alegria de uma boa consciência semelhante a ventura do herdeiro que conta os dias que o aproximam da herança de estar no reino de Deus.
Os Bons Espíritos a trabalho do Pai do Universo alegram-se quando conseguem fazer com aquele que está confuso ou envolvido nos enganos morais deixe de trilhar o mau caminho e se decida a mudar de rumo, indo percorrer a seara do Bem, em benefício de seu reajustamento; regozijam-se ainda mais quando esta ovelha recuperada passa a colaborar com eles nos trabalhos do amor e da caridade.
Autor: Maria Luiza Palhas
BIBLIOGRAFIA e NOTAS:
(1) O Evangelho Segundo o Espiritismo (Allan Kardec) – cap. XXVIII – Oração dominical
(2) O Livro dos Espíritos (Allan Kardec) – livro terceiro, cap. 1, q. 614 e seguintes,
E mais
Parábolas Evangélicas. Rodolfo Calligaris – FEB – 5ª edição –
As Maravilhosas Parábolas de Jesus – P. A. Godoy – FEESP – 3ª edição –
Novo Testamento – Evan. Lucas e João – Tradução João Ferreira de Almeida.
Site: Luz do Espiritismo – Grupo Espírita Allan Kardec

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