Se na Lei faço o Bem ou o Mal./Vera jacubowski

caminhando2

O Bem e o Mal

Se na Lei faço o Bem ou o Mal,
ele para mim retorna…Então,
se somente “Eu” faço o Bem,
Ele a mim retorna…justo que,
o mal que me desejam ou façam…
não me atinge, porque não o faço
e, não desejo a ninguém.”

Vera Jacubowski

Ser Aprendiz

No passado usou-se muito a expressão “ser aprendiz”, para designar todos aqueles que estavam aprendendo um ofício (trabalho) ou ensinamento. Hoje utilizamos o termo estudante.
No “ser aprendiz” o ensinamento, geralmente, era oral. Tradição esta, que se perpetua em poucas comunidades, pois a escrita já se consolidou de forma muito mais prática e eficiente, garantindo toda a infinidade de informações que a grande maioria tem acesso.
Encontraremos em dicionários as definições para “aprendiz”: estudante, aquele que está estudando um ofício; aquele que está em processo de formação.
Buscando agora as definições para “ser” teremos: ter identidade; característica intrínseca; apresentar-se com determinada condição.
E para “estudante” encontramos: qualquer pessoa que frequenta uma instituição de ensino; aluno; pessoa que se ocupa do estudo.
Logo podemos concluir que “ser aprendiz” é aquele que se apresenta ou tem condições de estar em processo de formação. Enquanto que o estudante é aquele que está em estudo.
Para mim, fica clara a ideia de que o “ser aprendiz” traduz de uma forma muito mais rica o aprender, bem como nos transmite algo dinâmico, que demanda por assim dizer, educar-se para a vida, já que está associado ao processo de formação (teoria associada a prática = aprendizado = sabedoria).
Enquanto que o estudante seria apenas um período em que o mesmo se dedicaria ao estudo formal (recebe teoria e informações = conhecimento).
Assim, nossas reflexões hoje se darão em torno do questionamento: sou um aprendiz ou um estudante na longa jornada da vida da qual me encontro?
Toda vez que recebo a informação e me proponho a estudar essa informação posso ser um classificado, segundo os conceitos apresentados como estudante ou um aprendiz.
E aqui peço permissão para uns parênteses, pois sinto a necessidade de elucidar o que é estudar. Para surpresa de muitos o estudar, meus amigos, vai muito além de ler algumas vezes um texto, um livro. Estudar é procurar descobrir o que existe nas entrelinhas do texto; qual a finalidade do autor em escrevê-lo; qual a mensagem que ele quis passar.
E para fechar a análise de que forma o texto contribui para o meu aprendizado?
Como aplicar esse aprendizado na minha rotina?
Assim estudar, além de significar ler inúmeras vezes o mesmo texto, é procurar lê-lo parágrafo a parágrafo, fazendo anotações, buscando o entendimento das palavras que não se compreende, além de pesquisas complementares que se fazem pertinente para construir pontes, ligações entre diversos assuntos.
Estudar é verbo ativo… É buscar, é querer colocar em pratica, e não simplesmente como a maioria dos estudantes faz receber a informação e armazená-la, a fim de lembra-la para o teste educacional. Estudar é a construção do aprendizado para a vida.
Retornando ao nosso foco de reflexão, toda vez que estudo a informação e procuro aplica-la em meu dia a dia, eu não sou somente um estudante no conceito que estabelecemos antes, mas sou um aprendiz, ou seja, estou construindo o meu processo de formação enquanto pessoa, enquanto espírito imortal que somos.
Amigos, vocês percebem a diferença?
O aprendiz não se limita a teoria, ou a coleta/recebimento de informações, mas busca a sua aplicabilidade na vida.
Quando estou em uma palestra como me porto?
E num curso?
No trabalho?
Na vida social?
Assistindo televisão?
Na família?
Sou aprendiz ou estudante?
“Engulo” todas as informações, sem questionamentos ou análises, ou estabeleço pontes, procuro ver a aplicabilidade?
Toda vez que acumulamos informações e nos limitamos apenas ao conhecimento intelectual das mesmas, seremos até classificamos como cultos pela sociedade, mas estaremos exercendo efetivamente nosso papel de aprendizes da vida? De sábios?
A vaidade, e o orgulho são agentes motivadores a nos conduzir ao caminho contrário do aprendizado. Ao assumirmos a postura presunçosa de que tudo sabemos… Ou ainda somos especialistas em determinados assuntos.
Mas acabamos por esquecer nessas infinitas especialidades teóricas, o nosso objetivo maior: “ser integral”… Evoluirmos enquanto espíritos imortais.
Prendemo-nos a detalhes técnicos, e deixamos de ver o outro como parte de nós, como parte de um todo que estamos ligados, sejamos homens, animais, plantas, minérios, enfim… SOMOS realmente TODOS UM.
Ser aprendiz, meus amigos, é sermos humildes e termos a visão sistêmica da vida, e a sabedoria de que por mais conhecimento que detenhamos ainda temos, muito, mas muito para aprender.
A verdadeira sabedoria vem da VERDADE – Deus, cujo caminho é Jesus.
Dúvidas, tropeços, recomeçar, faz parte do caminho, do aprendizado e da evolução.
Não se deixem iludir por falsos conhecimentos, é preciso coragem e humildade para conhecermos a nos mesmos, o nosso “eu”, mudando-o, pouco a pouco, para revelarmos o “Eu-Crístico” que nos habita e assim chegarmos mais próximo da perfeição relativa.
Convido-os para nesta semana, como início de uma reflexão profunda, pegarem papel e caneta e fazerem duas colunas. De um lado colocando os momentos da vida cotidiana em que se age como “aprendiz” e do outro lado como “estudante”.
E depois buscar formas de iniciar as mudanças necessárias a fim de que exista somente uma coluna ou que a segunda coluna seja cada vez mais restrita a fim de que se tornem eternos aprendizes.
Que as bênçãos de luz do Mestre Jesus e a serenidade de Maria de Nazaré os guiem na caminhada de aprendizado.
Sejamos meus amigos, “aprendizes de Jesus”!
Com todo o carinho,
Em: 12.01.15
Médium: Lúcia ( Casa Virtual Luz Espírita – CAVILE)
Espírito: Irmão Matheus (Colônia Espiritual Maria de Nazaré)

culpas

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