SER CRISTÃO NÃO É SÓ FALAR TEM QUE AMAR

SER CRISTÃO

SER CRISTÃO

“Ser Cristão não é só falar, tem que amar, tem que vivenciar, tem que colocar em prática . . .Como Jesus nos ensinou.”
Abraços na Alma.!
Vera Jacubowski

FOZ DO IGUAÇU

Somos Espíritas Cristãos

O termo “Cristão” foi inicialmente usado por Paulo, por sugestão de Lucas, para designar os seguidores dos ensinamentos do Mestre Jesus sem discriminação, uma vez que era assim que eles vinham sendo chamados pelo povo nas comunidades onde atuavam. Naquela época, o Cristianismo, com este nome, inexistia, pois os cristãos eram vistos pelos romanos como membros de uma nova seita oriunda do Judaísmo e, portanto, como Judeus.
Com a secularização da nova religião, a partir do primeiro Concílio Ecumênico, o estado romano não só declarou o Cristianismo como uma nova religião, como tomou a si o direito de decidir, direta ou indiretamente, qual seria a religião pura, religião essa que levou o nome de “Católica Apostólica Romana”. A intenção do império romano, como a de todo império, era manter o estado coeso e unido em torno de ideais comuns. Assim, todas as crenças cristãs discordantes da “pureza” determinada por força de sua autoridade foram consideradas desvios perigosos e, por isso, combatidas até o extermínio.
Examinemos um pouco os termos usados. “Católica” quer dizer “para todos”, “apostólica” significa “legada pelos apóstolos” e “romana” é o mesmo que “com sede em Roma” (por alegada escolha de Pedro, que teria sido o primeiro Papa). Tendo em vista o próprio significado da designação escolhida, um católico enxergava apenas a sua Igreja como pura, vendo nela um caminho ao qual todos podiam e deveriam aderir e todas as demais como desvios. No entanto, a Igreja dominante não considerava os desvios em relação à pureza por ela determinada como não cristãos, mesmo quando neles via uma ameaça à sua hegemonia e, por isso, os combatia a ferro e fogo. Chamava-os de heresias, isto é “doutrinas contrárias ao que foi definido pela Igreja em matéria de fé”.
Não só para o católico, como vimos, mas, também, para todos os estudiosos sérios de religião, há inúmeras igrejas cristãs, sendo as mais importantes, pelo número de seus seguidores, a Católica e a Protestante, também chamada de Evangélica, com suas diversas ramificações.
Se para eles, pois, o Espiritismo não é uma religião cristã, não é porque não aceitem como cristãos aqueles que não são católicos e, sim, porque desconhecem o Espiritismo, confundindo-o com uma miríade de filosofias e crenças espiritualistas que existem no mundo e que, estas sim, nada, ou pouco, têm de Cristianismo. No Brasil, por exemplo, a maioria dos irmãos católicos e evangélicos que criticam o Espiritismo confunde-o com a Umbanda, o Candomblé e até mesmo com a Macumba. Como tudo o mais que existe de errado em nosso orbe, portanto, tal confusão é filha da mãe Ignorância.
Voltando ao tema escolhido como título de nosso estudo, penso que poderíamos ver a questão “Espiritismo e Umbanda” sob uma ótica semelhante. Tendo em vista que a Umbanda ou bem derivou do Espiritismo nas terras brasileiras ou foi por este fortemente influenciada, poderíamos ver a Umbanda como uma seita Espírita com influência de religiões africanas e indígenas.
Vista a Umbanda sob esta ótica, nossos irmãos Umbandistas não estarão totalmente errados ao se dizer Espíritas. Se quisermos enfatizar a distinção entre o Espiritismo “puro” e outras crenças que dele derivaram ou que fazem uso de alguns de seus princípios doutrinários, faríamos melhor escolhendo para nós uma designação que nos identifique com precisão e que nos agrade mais que o termo “espírita kardecista”, visto que este não condiz com o que o Espiritismo realmente é, qual seja, a Doutrina dos Espíritos.
Como, no entanto, a Doutrina dos Espíritos foi-nos trazida pelo Espírito de Verdade, auxiliado por uma falange de Espíritos seus seguidores, a designação mais apropriada, a meu ver, é “Espiritismo Cristão”. Assim sendo, somos “Espíritas Cristãos”.
Quanto à Umbanda e a outras nobres crenças espiritualistas, apesar de elas seguirem ensinamentos espíritas, também seguem ensinamentos de teologias não-cristãs, tanto de origem africana como indígena. Desse modo, mesmo sendo aceitável, sob a ótica exposta, que nossos irmãos e irmãs de tais crenças se intitulem espíritas, espíritas cristãos, definitivamente, eles não são e não estarão sendo corretos se assim se intitularem.

Referências:

XAVIER, Francisco Cândido. Paulo e Estevão. Ditado pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 2002.
LOPE, Wladisnei. Porque não sou Espírita Kardecista. Revista Internacional de Espiritismo, Jan. 2002.
MONTANHOLE, Ednilsom. Porque sou Espírita Kardecista. Boletim GEAE 430, de 19 de fevereiro de 2002.

levanta-te

Ser cristão

Tempos houve em que ser cristão significava ser alguém portador de grande coragem.
Alguém que ousava desafiar a autoridade, o poder, a sociedade. Alguém que se importava muito mais em defender os seus princípios, do que a sua própria vida.
Alguém para quem amar o Cristo significava ir às últimas conseqüências, doando a vida, sacrificando posição social, os próprios seres amados, se necessário.
Tempo houve em que ser cristão era sinônimo de ser invencível na fé.
Se a perseguição se fazia devastadora, cristãos enchiam calabouços e anfiteatros, servindo de pasto às feras.
Serenos entregavam-se ao martírio, com a certeza de que como lenho atirado ao fogo, seus exemplos alimentavam a chama do idealismo que iluminaria a Humanidade.
A sua fé desafiava o poder vigente que não entendia como podia se enfrentar a morte, entre cânticos de louvor.
Buscavam as catacumbas para ali, onde muitos celebravam a morte, celebrarem a vida abundante, falando da imortalidade.
Para iluminar os caminhos escuros, na noite avançada, usavam tochas. E não temiam as estradas desertas para chegar ao local do encontro.
Nada lhes impedia a manifestação religiosa, na intimidade do coração ou na praça pública.
O amor era a sua identificação maior. Quando os pais eram trucidados nos circos, os filhos eram adotados pelas demais famílias cristãs.
Se um companheiro era conduzido ao sacrifício, não faltava quem lhe sussurrasse aos ouvidos ou lhe enviasse uma mensagem:
Morre em paz. Eu também sou cristão. Tua família encontrará um lar em minha casa.
Repartiam o pão, o teto, o cobertor. Respirava-se o Evangelho.
Séculos depois, muitos dos que nos dizemos cristãos mostramos fraqueza nas atitudes e sentimentos mornos.
Esquecemo-nos das recomendações de Jesus ao dizer que nosso falar deve ser sim, sim, não, não. Esquecemo-nos de que o Mestre nos afirmou que seus discípulos seriam conhecidos por muito se amarem.
Não nos lembramos das exortações de que o Pai trabalha incessantemente, e nos entregamos ao comodismo dos dias.
Por tudo isso, quando o Natal se aproxima outra vez, é um momento especial para uma rogativa Àquele que é…
O Caminho, A Verdade e A Vida.
* * *

tua casa

Senhor Jesus!

Os que Te desejamos servir, Te rogamos alento para nossas lutas, coragem para nossos atos.
Robustece-nos a fé, que ainda é tão tímida.
Ampara-nos a vida pela qual tanto tememos.
Aumenta nossa esperança de dias melhores no amanhã.
Infunde-nos vigor para as batalhas contra nossas próprias paixões.
Desejamos estar Contigo e nos sentimos tão distantes.
Vem até nós, Senhor Jesus.
Temos sede de bonança, de paz, de alegrias.
Vem até nós, Amigo Celeste, para que, ouvindo-Te a voz, outra vez, nos possamos decidir por seguir-Te, enfim.
Permite, Jesus, que esse Teu Natal seja o nosso momento de decisão, para que o novo ano nos encontre com disposição renovada.
E então, os nossos dias se multipliquem em trabalho, progresso e paz.
Dias em que, afinal, possamos nos dizer verdadeiros cristãos, Teus irmãos e fiéis seguidores.

 

Redação do Momento Espírita Em 03.12.2008.

fim de semana bem

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