A TAREFA DO BEM QUE ABRAÇAMOS É A NOSSA PRÓPRIA LIBERTAÇÃO

A Tarefa do Bem

 

“A tarefa do bem que abraçamos é a nossa própria libertação que conduzirá o nosso espírito em direção a luz de Deus.”
 
Vera Jacubowski

tarefa do bem verajacubowski

Fantástica essa analogia!

No ventre de uma mãe havia dois bebês.
Um perguntou ao outro:– “Você acredita em vida após o parto?”
O outro respondeu:
– “É claro. Tem que haver algo após o parto. Talvez nós estejamos aqui para nos preparar para o que virá mais tarde.”
– “Bobagem”, disse o primeiro.
– “Que tipo de vida seria esta?”
O segundo disse:
– “Eu não sei, mas haverá mais luz do que aqui. Talvez nós poderemos andar com as nossas próprias pernas e comer com nossas bocas. Talvez teremos outros sentidos que não podemos entender agora.”
O primeiro retrucou:
– “Isto é um absurdo. O cordão umbilical nos fornece nutrição e tudo o mais de que precisamos. O cordão umbilical é muito curto. A vida após o parto está fora de cogitação.”
O segundo insistiu:
– “Bem, eu acho que há alguma coisa e talvez seja diferente do que é aqui. Talvez a gente não vá mais precisar deste tubo físico”.
O primeiro contestou: – “Bobagem, e além disso, se há realmente vida após o parto, então, por que ninguém jamais voltou de lá?”
– “Bem, eu não sei”, disse o segundo, ” mas certamente vamos encontrar a Mamãe e ela vai cuidar de nós.”
O primeiro respondeu:
– “Mamãe? Você realmente acredita em Mamãe? Isto é ridículo. Se a Mamãe existe, então, onde ela está agora?”
O segundo disse:
– “Ela está ao nosso redor. Estamos cercados por ela. Nós somos dela. É nela que vivemos. Sem ela este mundo não seria e não poderia existir.”
Disse o primeiro:
– “Bem, eu não posso vê-la, então, é lógico que ela não existe.”
Ao que o segundo respondeu:
– “Às vezes, quando você está em silêncio, se você se concentrar e realmente ouvir, você poderá perceber a presença dela e ouvir sua voz amorosa”.
Este foi o modo pelo qual um escritor húngaro explicou a existência de Deus.

grande homem

COMPROMISSO E RESPONSABILIDADE

COM A TAREFA ESPÍRITA

OPINIÃO DOS ESPÍRITOS

APRESENTAÇÃO:

Nos dois últimos Encontros Nacionais de Diretores de DIJ, fizemos uma seleção de mensagens, retiradas de livros espíritas,cujos autores espirituais teciam comentários sobre diversos aspectos da educação e que poderiam perfeitamente ser utilizadas como orientadoras do trabalho de Evangelização.
Neste V Encontro Nacional, conhecendo as dificuldades do Movimento Federativo de Evangelização Espírita, para manter os trabalhadores na tarefa e pela consciência dos prejuízos causados pela rotatividade e inconstância, fizemos outra pesquisa nas obras de Emmanuel, André Luiz e Thereza de Brito, buscando mensagens orientadoras e argumentos que ajudem a minimizar essa dificuldade.
Assim, procuramos relacionar mensagens com a opinião de Espíritos esclarecidos, sobre a responsabilidade e o compromisso dos trabalhadores com as tarefas assumidas e o amparo espiritual de que são alvo, todos aqueles que permanecem na atividade espírita.
Esperamos que a coletânea de textos que se segue, venha complementar as já oferecidas e que possa servir de subsídios para trabalhos de esclarecimento, aos que integram as fileiras da Evangelização Espírita da Criança e do Jovem.

 

1. SILÊNCIO

“Não servindo à vista, como para agradar aos homens, mas como servos do Cristo, fazendo de coração a vontade de Deus.” – Paulo. (EFÉSIOS, 6:6.)
(…) Tem cuidado na tarefa que o Senhor te confiou.
É muito fácil servir à vista. Todos querem fazê-lo, procurando o apreço dos homens.
Difícil, porém, é servir às ocultas, sem o ilusório manto da vaidade.
É por isto que, em todos os tempos, quase todo o trabalho das criaturas é dispersivo e enganoso. Em geral, cuida-se de obter a qualquer preço as gratificações e as honras humanas.
Tu, porém, meu amigo, aprende que o servidor sincero do Cristo fala pouco e constrói, cada vez mais, com o Senhor, no divino silêncio do espírito…

2. Vai e serve

Não te deem cuidado as fantasias que confundem os olhos da carne e nem te consagres aos ruídos da boca.
Faze o bem, em silêncio.
Foge às referências pessoais e aprendamos a cumprir, de coração, a vontade de Deus.(1)
* * *

PADRÃO

“Porque era homem de bem e cheio do Espirito Santo e de fé. E muita gente se uniu ao Senhor.” – (ATOS, 11:24.)
(…) Aconselhar os que sofrem e fornecer elementos exteriores de iluminação constituem serviços peculiares a qualquer homem que use sensatamente a palavra.
Sondagens e pesquisas, indagações e à análises são velhos trabalhos da curiosidade humana.
Unir almas ao Senhor, porém, é atividade para a qual não se prescinde do apóstolo.
Barnabé, o grande cooperador do Mestre, em Jerusalém, apresenta as linhas fundamentais do padrão justo.
Vejamos a aplicação do ensinamento à nossa tarefa cristã.
Todos podem transmitir recados espirituais, doutrinar irmãos e investigar a fenomenologia, mas para imantar corações em Jesus-Cristo é indispensável sejamos fiéis servidores do bem, trazendo o cérebro repleto de inspiração superior e o coração inflamado na fé viva.
Barnabé iluminou a muitos companheiros “porque era homem de bem, cheio do Espírito Santo e de fé”.
Jamais olvidemos semelhante lição dos Atos. Trata-se de padrão que não poderemos esquecer. (1)
* * *

EXECUTAR BEM

“E ele lhes disse: — “Não peçais mais do que o que vos está ordenado.” – João Batista. (LUCAS, 3:13.)
A advertência de João Batista à massa inquieta é dos avisos mais preciosos do Evangelho.
A ansiedade é inimiga do trabalho frutuoso. A precipitação determina desordens e recapitulações.

3. consequentes

Toda atividade edificante reclama entendimento.

(…) Nos círculos evangélicos da atualidade, o conselho de João Batista deve ser especialmente lembrado.
Quantos pedem novas mensagens espirituais, sem haver atendido a sagradas recomendações das mensagens velhas? quantos aprendizes aflitos por transmitir a verdade ao povo, sem haver cumprido ainda a menor parcela de responsabilidade para com o lar que formaram no mundo?
Exigem revelações, emoções e novidades, esquecidos de que também existem deveres inalienáveis desafiando o espírito eterno.
O programa individual de trabalho da alma, no aprimoramento de si mesma, na condição de encarnada ou desencarnada, é lei soberana.
Inútil enganar o homem a si mesmo com belas palavras, sem lhes aderir intimamente, ou recolher-se à proteção de terceiros, na esfera da carne ou nos círculos espirituais que lhe são próximos.
De qualquer modo, haverá na experiência de cada um de nós a ordenação do Criador e o serviço da criatura.
Não basta multiplicar as promessas ou pedir variadas tarefas ao mesmo tempo.
Antes de tudo, é indispensável receber a ordenação do Senhor, cada dia, e executá-la do melhor modo.(1)

* * *

AFIRMAÇÃO E AÇÃO

“Disse-lhes Jesus:
A minha comida é fazer eu a vontade daquele que me enviou, e cumprir a sua obra.”
– (JOÃO, 4:34.)
Aqui e ali, encontramos crentes do Evangelho invariavelmente prontos a alegar a boa intenção de satisfazer os ditames celestiais. Entregam-se alguns à ociosidade e ao desânimo e, com manifesto desrespeito às sagradas noções da fé, asseguram ao amigo ou ao vizinho que vivem atendendo às determinações do Todo-Poderoso.
Não são poucos os que não preveem, nem providenciam a tempo e, quando tudo desaba, quando as forças inferiores triunfam, eis que, em lágrimas, declaram que foram obedecidas as ordens do Altíssimo.
No que condiz, porém, com a atuação do Pai, urge reconhecer que, se há manifestação de sua vontade, há, simultaneamente, objetivo e finalidade que lhe são consequentes.

amor e carinho

4. Programa elevado, sem concretização,

é projeto morto.

Deus não expressaria propósitos a esmo.
Em razão disso, afirmou Jesus que vinha ao mundo fazer a vontade do Pai e cumprir-lhe a obra.
Segundo observamos, não se reportava somente ao desejo paternal, mas igualmente à execução que lhe dizia respeito.
Não é razoável permanecer o homem em referências infindáveis aos desígnios do Alto, quando não cogita de materializar a própria tarefa.
O Pai, naturalmente, guarda planos indevassáveis acerca de cada filho. É imprescindível, no entanto, que a criatura coopere na objetivação dos propósitos divinos em si própria, compreendendo que se trata de lamentável abuso muita alusão à vontade de Deus quando vivemos distraídos do trabalho que nos compete. (1)
* * *

COOPEREMOS FIELMENTE

“Pois somos cooperadores de Deus.” – Paulo. (I CORÍNTIOS, 3:9.)
(…) Há companheiros que atingem o disparate de se proclamarem tão pecadores e tão maus que se sentem inabilitados a qualquer espécie de concurso sadio na obra cristã, como se os devedores e os ignorantes não necessitassem trabalhar na própria melhoria.
As portas da colaboração com o divino amor, porém, permanecem constantemente abertas e qualquer homem de mediana razão pode identificar a chamada para o serviço divino.
Cultivemos o bem, eliminando o mal.
Façamos luz onde a treva domine.
Conduzamos harmonia às zonas em discórdia.
Ajudemos a ignorância com o esclarecimento fraterno.
Seja o amor ao próximo nossa base essencial em toda construção no caminho evolutivo.
Até agora, temos sido pesados à economia da vida.
Filhos perdulários, ante o Orçamento Divino, temos despendido preciosas energias em numerosas existências, desviando-as para o terreno escuro das retificações difíceis ou do cárcere expiatório.
Ao que nos parece, portanto, segundo os conhecimentos que possuímos, por “acréscimo de misericórdia”, já é tempo de cooperarmos fielmente com Deus, no desempenho de nossa tarefa humilde. (1)

5. NO CAMPO

“O campo é o mundo.” – Jesus. (MATEUS, 13:38.)

(…) A gleba imensa do Cristo reclama trabalhadores devotados, que não demonstrem predileções pessoais por zonas de serviço ou gênero de tarefa.
Apresentam-se muitos operários ao Senhor do Trabalho, diariamente, mas os verdadeiros servidores são raros.
A maioria dos tarefeiros que se candidatam à obra do Mestre não seguem além do cultivo de certas flores, recuam à frente dos pântanos desprezados, temem os sítios desertos ou se espantam diante da magnitude do serviço, recolhendo-se a longas e ruinosas vacilações ou fugindo das regiões infecciosas.
Em algumas ocasiões costumam ser hábeis horticultores ou jardineiros, no entanto, quase sempre repousam nesses títulos e amedrontam-se perante os terrenos agressivos e multiformes.
Jesus, todavia, não descansa e prossegue aguardando companheiros para as realizações infinitas, em favor do Reino Celeste na Terra.
Reflete nesta verdade e enriquece as tuas qualidades de colaboração, aperfeiçoando-as e intensificando-as nas obras do bem indiscriminado e ininterrupto…
É certo que não se improvisa um cooperador para Jesus, entretanto, não te esqueças de trabalhar, dia a dia, na direção do glorioso fim … (1)
* * *

NO SERVIÇO CRISTÃO

“Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas
servindo de exemplo ao rebanho.” – (I PEDRO, 5:3.)
Aos companheiros de Espiritismo cristão cabem tarefas de enormes proporções, junto das almas.
(…) Quanto maior, porém, a incompreensão do mundo, mais se deverá intensificar naqueles as noções da responsabilidade.
Não falamos aqui dos estudiosos, dos investigadores ou dos observadores simplesmente. Referimo-nos aos que já entenderam a grandeza do auxílio fraternal e a ele se entregaram, de coração voltado para o Cristo.

amai vossos inimigos

 

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