TIRADENTES “Liberdade Ainda Que Tardia” e o Progresso

Tiradentes e a Inconfidência Mineira sob a perspectiva espiritual

Desde os tempos imemoriais, Tiradentes e os demais inconfidentes, percorreram as estradas terrenas sempre imbuídos dos ideais de “Liberdade Ainda Que Tardia” e o progresso. Desde o Egito, passando por Roma até o Brasil Colônia, sempre com o mesmo objetivo: Instalar o progresso através das liberdades democráticas, da proliferação da educação e propiciar oportunidades a todos.
Infelizmente, sempre houve impedimentos, devidos à pequenez espiritual humana. Na última vez em que esteve fisicamente no planeta, na figura de Joaquim José da Silva Xavier, foi traído por um dos Inconfidentes – Silvério dos Reis – quando estava prestes a implantar as mudanças que fariam este País ter hoje uma posição altamente respeitável no concerto das nações desenvolvidas.
Mas como toda “ação gera uma reação de igual força e contrária”, o traidor, depois de profundo arrependimento no plano espiritual, Silvério dos Reis, retorna à forma física, na figura de Tancredo Neves, para tentar ele próprio implantar o que não permitiu Tiradentes realizar.
Sentiu a mesma sensação que Tiradentes, pois quando foi conduzido ao posto máximo da nação brasileira teve abortado todos os seus sonhos e planos de modificar as estruturas viciadas e corruptas deste país.
“Coincidentemente”, no dia 21 de abril de 1985, retorna à pátria espiritual, exatamente no dia em que Tiradentes foi executado.
Hoje, muitos daqueles idealistas brasileiros estão novamente “encarnados” para levar adiante, em sintonia com a Falange de Ismael, Protetor do Brasil, os ideais que farão este País ser uma nação modelo para toda a Terra, em breve tempo.

21 de abril tiradentes

PRIMÓRDIOS: A EXECUÇÃO DE FELIPE DOS SANTOS

O “quinto” nada mais era do que a retenção de 20% do ouro levados às Casas de Fundição, que pertenciam à Coroa Portuguesa. O nome do imposto ficou como “quinto” e a fundação de “Casas de Intendência” fiscalizava e controlava tudo o que saía e tudo o que entrava.

Felipe dos Santos – Cronologia:

(13.07.1720) – Por uma carta, de Manuel, de Vila Rica, soube o Conde de Assumar que naquela noite haveria o grande motim, no qual o expulsariam e nomear-se-ia um governador entre os revoltosos;
(14.07.1720) – Depois de fingir aceitar as condições dos revoltosos, o Conde de Assumar prende os rebeldes e, sem processo, manda enforcar o líder, Felipe dos Santos Freire, e esquarteja-o; também não lhe dá uma sepultura cristã;
(16.07.1720) – Procedente de Mariana, à frente da Companhia dos Dragões, entra em Vila Rica, o Conde de Assumar, trazendo escoltados muitos dos sediciosos companheiros de ideal de Felipe dos Santos;
(19.07.1720) – Felipe dos Santos expia, em Vila Rica, pelo crime de se revoltar contra o soberano. O suplício foi atar o paciente às caudas de quatro cavalos montados por algozes que os tocavam, cada um para seu lado. Este ato se deu no fundo de Ouro Preto, onde funcionava a Câmara, e na praça de Tiradentes, que ainda não existia.

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REUNIÃO NO PLANO ESPIRITUAL E ALISTAMENTO DOS INCONFIDENTES

Na noite seguinte da execução de Felipe dos Santos, o Espírito Ismael, designado por Jesus como Protetor do Brasil, convoca uma reunião na Espiritualidade Superior, onde estavam presentes encarnados e desencarnados.
Entre os presentes, Zumbi dos Palmares, Manuel de Nóbrega, Anchieta e Espíritos de outras nacionalidades, todos irmanados no ideal de Igualdade, Liberdade e Fraternidade e, também à Globalização da Terra, ou seja, um mundo sem fronteiras físicas, formando, como disse Jesus: “Um só rebanho e um só Pastor”. Os encarnados, levados até a reunião através de desdobramento, seriam os pais e avós dos futuros Inconfidentes.
Ismael, nimbado de luz se dirige à platéia:
“Amados! Muitos de vós já atendestes a esta convocação, renascendo na época dura da retração do ouro nas Minas Gerais.”
“Todos aqui estais cientes da grande revolução que se processa no campo das ideias, insuflando um amor novo às letras, à música e à arte, para a renovação dos povos. Ninguém vos induzirá a esta tarefa, que não é coisa de um dia, e nem sereis constrangidos a renascer longe dos grupos afins e nas circunstâncias que mereceis. Estes espíritos encarnados que aqui se encontram serão aqueles que virão a receber-vos por filhos e netos.”
“Relembrai, agora, as próprias dívidas e equacionai as vossas muitas esperanças. Sois todos equilibrados e intelectualmente bem dotados, capazes, portanto, de insuflar na província as ideias que tanto tendes defendido: a de emancipar o Brasil de Portugal, por exemplo.”
“Lembrai-vos, no entanto, que deveis fazê-lo sem ódios, de vez que o Brasil é um lugar onde a cruz do Senhor rescende o amor universal. Tendes que influir na abolição dos escravos, que já tem denegrido demais a consciência brasileira e alicerçar um futuro onde as fábricas dirimam a miséria do povo! Estais demais preparados para esta luta, já que a própria tarefa de socorro a quantos sofrem na terra agora, já vos preparou para uma visão mais real das necessidades da hora presente.”
“Cada um de vós tendes sido outrora tiranos e déspotas e sabeis o quanto a tirania é móvel de perturbação e treva. Se outrora empunhastes o poder para a destruição e a morte, à escravização e ao extermínio, pela ambição das riquezas, agora sabeis que a riqueza maior vem das conquistas no amor e na dedicação, e podeis, com o cérebro iluminado e o coração cheio de paz, embora em débito, alicerçar no Brasil os novos ideais de Fraternidade, Igualdade e Liberdade.”
“Eis que outros espíritos foram enviados à Europa, a qual, infelizmente, está por demais envoltas em lutas fratricidas e pela qual tememos não venham estas ideias renovadas sem lutas cruentas. Na América do Norte, um contingente de Espíritos já se encontra preparado para renascer, iluminando o próprio Brasil com suas conquistas nos Direitos da criatura humana. Agora é imperativo que também vos decidais e nós prepararemos o quadro das necessidades de cada um, inserindo-o num grupo afim para o renascimento em expiação e missão, neste aprendizado que nos prova e engrandece.”
Todos, sem exceção de um só dos convocados, nos alistamos ali mesmo, passando a acompanhar, nos anos seguintes, o desfile dos que retornavam e aos quais nos incorporaríamos no tempo devido.

Tiradentes heroi

A INCONFIDÊNCIA MINEIRA

1 Por morte de D. José, ascendeu ao trono sua filha D. Maria I, a Piedosa, a cuja autoridade ficariam afetas as grandes responsabilidades do trono, naquela época em que UM SOPRO DE VIDA NOVA modificava todas as disposições políticas e sociais do Velho Mundo.
2 No seu reinado, Portugal sente esvaírem-se-lhe as forças poderosas e se encaminha com rapidez para a decadência e para a ruína. Não fossem as notáveis influências de um Martinho de Melo ou de um duque de Lafões, talvez fosse ainda mais desastroso o reinado de D. Maria, ESCRAVIZADA AO FANATISMO DO TEMPO e às opiniões dos seus confessores.
3 Por esse tempo, o Brasil sofria o máximo de vexames no que se referia ao PROBLEMA DA SUA LIBERDADE. A capitania de Minas Gerais que se criara e desenvolvera sob a CARINHOSA ATENÇÃO DOS PAULISTAS, era então o MAIOR CENTRO DE RIQUEZAS da colônia, com as suas minas inesgotáveis de ouro e diamantes. A sede de tesouros edificara Vila Rica nos cumes enevoados e frios das montanhas, reunindo-se ali uma PLÊIADE DE POETAS E ESCRITORES que sentiriam de mais perto, as humilhações infligidas pela metrópole portuguesa à pátria que nascia.
4 A verdade é que em Minas se sentia, MAIS QUE EM TODA PARTE, o despotismo [ditadura] e a tirania. O clero, a magistratura e o fisco, juntos aos ambiciosos que aí se estabeleceram, apossavam-se de todas as possibilidades econômicas, presas de criminosa ânsia de fortuna.
5 Os padres queriam todo o ouro das minas, para a edificação das suas IGREJAS SUNTUOSAS; os membros da magistratura consideravam de necessidade enriquecer-se antes de regressarem a Portugal com opulentas aquisições; os agentes do fisco executavam as determinações da corte de Lisboa, árvore farta e maravilhosa, onde todos os PARASITAS DA NOBREZA iam sugar a seiva de PENSÕES EXTRAORDINÁRIAS e fabulosas.
6 Eram então NUMEROSOS NA EUROPA OS ESTUDANTES BRASILEIROS, os quais de lá voltavam ao país saturados dos princípios filosóficos de Rousseau e dos enciclopedistas. A independência da América do Norte e a constituição democrática de Filadélfia ANIMAM AQUELES ESPÍRITOS, insulados nas montanhas distantes. Por toda a capitania mais rica da colônia, desdobram-se quadros dolorosos da miséria do povo, ESMAGADO PELOS IMPOSTOS DE TODA NATUREZA.
7 As coletividades de trabalhadores, conduzidas à ruína pelo malogro das minerações, não conseguiriam suportar por mais tempo semelhantes vexames. Em Minas, porém, UMA ELITE DE BRASILEIROS considera a gravidade da situação. Intelectuais distintos se sentem compenetrados da MAIORIDADE DA PÁTRIA, que, ao seu ver, poderia tomar as rédeas dos seus PRÓPRIOS DESTINOS.
8 Iniciam-se os esboços da conspiração. Depois de algumas conversações em Vila Rica, das quais, entre muitos outros participaram Inácio de Alvarenga, JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER [Tiradentes], Cláudio Manuel da Costa e Tomás Gonzaga, conversações em que foram adotadas as primeiras providências, a infiltração das ideias libertárias começou a fazer-se através de todos os elementos da capitania, no que ela possuía de mais representativo.
9 José Joaquim da Maia é enviado à Europa para sondar o pensamento de Jéferson, embaixador da América do Norte em Paris, e angariar a simpatia dos brasileiros espalhados no Velho Mundo, para o movimento libertador. Outros estudantes, apaixonados pela emancipação da colônia, os conspiradores mandam a S. Paulo e a Pernambuco, que formavam os dois CENTROS MAIS IMPORTANTES do país, com o objetivo de conquistar a adesão de ambos ao movimento.
10 Todavia, nem Joaquim da Maia conseguiu o auxílio de Jéferson, que APENAS CHEGOU A SE INTERESSAR MORALMENTE pelo projeto, nem os seus companheiros obtiveram o compromisso formal das capitanias mencionadas, para se articular o movimento revolucionário. Pernambuco estava refazendo as suas economias, depois das lutas penosas de Recife e Olinda, e São Paulo se encontrava desiludido, depois da guerra dos emboabas, na qual, muitas vezes, fora vítima da felonia e da traição. A conjuração de Minas, contudo, prossegue na propaganda, sem esmorecimentos.
11 Embriagados pela concepção da LIBERDADE POLÍTICA, mas, dentro dos seus triunfos literários, afastados das realidades práticas da vida comum, os intelectuais mineiros não descansaram. IDEALIZARAM A REPÚBLICA, organizaram seus símbolos, multiplicaram prosélitos [adeptos] das suas ideias de liberdade; porém, no MOMENTO PSICOLÓGICO DA AÇÃO, os delatores [denunciantes, acusadores], a cuja frente se encontrava a personalidade de Silvério dos Reis, português de Leiria, levaram todo o plano ao Visconde de Barbacena, então governador de Minas Gerais.
12 O governador age com prudência, a fim de sufocar a rebelião nas suas origens, e, expedindo informes, para que o Vice-Rei Luís de Vasconcelos efetuasse a PRISÃO DO TIRADENTES NO RIO DE JANEIRO, prende todos os elementos da conspiração em Vila Rica, depois de avisar secretamente aos seus amigos do peito, simpatizantes da conjuração, quanto a adoção de tais providências, para que não fossem igualmente implicados.
13 Aberta a devassa e terminado o vagaroso processo, são condenados à morte todos os chefes já presos.
Os historiadores falam do GRANDE PAVOR DAQUELES ONZE HOMENS que se ajuntavam, andrajosos e desesperados, na sala do Oratório, para ouvirem a sentença da sua condenação, após três longos anos de separação, em que haviam ficado incomunicáveis nos diversos presídios da época. A leitura da peça condenatória, pelo desembargador Francisco Alves da Rocha, levou quase duas horas.
14 Depois de conhecerem os seus termos, os infelizes conjurados passaram às mais DOLOROSAS E RECÍPROCAS RECRIMINAÇÕES. Os mais tristes quadros de FRAQUEZA MORAL se patenteavam naqueles corações desiludidos e desamparados; mas, no dia seguinte, a dura sentença era modificada. D. Maria I havia comutado [trocado, substituído] anteriormente as penas de morte em perpétuo degredo nas desoladas regiões africanas, COM EXCEÇÃO DO TIRADENTES, que teria de morrer na forca, conservando-se o cadáver insepulto e esquartejado, para escarmento [castigo, punição] de quantos urdissem [imaginassem] novas traições à coroa portuguesa.
15 O mártir da inconfidência, depois de haver apreciado, angustiadamente a defecção [deserção, abandono] dos companheiros, reveste-se de SUPREMO HEROÍSMO. Seu coração sente uma ALEGRIA SINCERA pela expiação [penalidade] cruel que SOMENTE A ELE fora reservada, já que seus irmãos de ideal continuariam na posse do sagrado tesouro da vida. AS FALANGES [legiões, agrupamentos] DE ISMAEL LHE CERCAM A ALMA leal e forte inundando-a de SANTAS CONSOLAÇÕES.
16 TIRADENTES ENTREGA O ESPÍRITO A DEUS, nos suplícios da forca, a 21 de Abril de 1792. Um arrepio de aflitiva ansiedade percorre a multidão, no instante em que o seu corpo balança, pendente das traves do cadafalso [palanque da execução: forca], no campo da Lampadosa.
17 Mas, nesse momento, ISMAEL RECEBIA EM SEUS BRAÇOS CARINHOSOS E FRATERNAIS A ALMA EDIFICADA DO MÁRTIR.
— “Irmão querido — exclama ele — RESGATAS HOJE OS DELITOS [crimes] cruéis que cometeste quando te ocupavas do nefando [desprezível] mister [profissional] de INQUISIDOR [juiz do tribunal da Inquisição], nos tempos passados. REDIMISTE [resgata, livra-se] o pretérito [passado] obscuro [escuro, triste] e criminoso, com as LÁGRIMAS DO TEU SACRIFÍCIO EM FAVOR DA PÁTRIA DO EVANGELHO DE JESUS. Passarás a ser um SÍMBOLO para a posteridade [futuro], com o teu HEROÍSMO RESIGNADO [conformado] nos SOFRIMENTOS PURIFICADORES. Qual novo gênio surges, para ESPARGIR [espalhar] BÊNÇÃOS sobre a terra do Cruzeiro [BRASIL], em TODOS OS SÉCULOS DO SEU FUTURO. Regozija-te [alegra-te] no Senhor pelo desfecho [resultado] dos teus SONHOS DE LIBERDADE, porque cada um será justiçado [punido ou premiado] de acordo com as suas obras.
18 Se o Brasil SE APROXIMA DA SUA MAIORIDADE como nação, ao influxo [influência] do AMOR DIVINO, será o próprio Portugal quem virá trazer, até ele, todos os elementos da sua EMANCIPAÇÃO POLÍTICA, sem o êxito [sucesso] incerto das revoluções feitas à custa do sangue fraterno [irmão], para multiplicar os órfãos e as viúvas na face sombria da Terra.”
19 Um sulco [rasgo] LUMINOSO desenhou-se nos espaços, à passagem das GLORIOSAS ENTIDADES que vieram acompanhar o ESPÍRITO ILUMINADO DO MÁRTIR, que não chegou a contemplar [olhar] o hediondo [apavorante] espetáculo do esquartejamento.
20 Daí a alguns dias, a piedosa rainha portuguesa enlouquecia, FERIDA DE MORTE NA SUA CONSCIÊNCIA pelos remorsos [arrependimentos] pungentes [pontiagudos] que a dilaceravam [despedaçaram] e, consoante [conforme] as PROFECIAS DE ISMAEL, daí [21/04/1792] a alguns anos [30 anos] era o próprio Portugal que vinha trazer, com D. João VI, a INDEPENDÊNCIA DO BRASIL [07/09/1822], sem o êxito [sucesso] incerto das revoluções fratricidas [matança de cidadãos do mesmo país], cujos resultados invariáveis [repetidos] são sempre a multiplicação dos sofrimentos das criaturas, dilaceradas [despedaçadas] pelas provações e pelas dores, entre as pesadas sombras da vida terrestre.
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Obra: “Brasil, coração do mundo, pátria do Evangelho”. Humberto de Campos [Irmão X], Francisco Cândido Xavier. Publicação: 1938.
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Se há dias mais propensos a sermos atendidos naquilo que pedimos com juízo, hoje sim seria um desses dias, quando um mártir-irmão, com todo o afeto brasileiro, e do mundo, atende aos teus que padecem na Terra, os amando como nunca, sem demora quanto ao amanhã, sem hesitação quanto ao agora.

SALVE TIRADENTES!

 

OBJETIVOS DOS INCONFIDENTES PARA O BRASIL

A Inconfidência Mineira foi a primeira tomada de consciência de que somos uma nação e o primeiro movimento em prol de nossa Independência. Seu programa para dar-nos um Brasil livre e capaz e de proporcionar melhores níveis de vida, de dignidade e de felicidade humanas, incluía os seguintes pontos:
– Independência política e administrativa, que alcançamos em 1822, 30 anos após a sentença contra os Inconfidentes;
– Constitucionalismo, que obtivemos ainda com D. Pedro I, em 1824;
– Libertação dos escravos, o que nos forçaria à importação de imigrantes e teria dado grande progresso para o País, como deu ao norte dos Estados Unidos. O 13 de maio de 1988 veio coroar um longo processo de libertação da escravatura;
– Educação e ensino em todos os níveis e com franquia para todo e qualquer cidadão. O processo iniciado com D. João VI teve amplos esforços por parte de D. Pedro II e é uma das metas prioritárias do Brasil de hoje;
– Interiorização da capital, para que melhor afirmássemos nossa soberania sobre o nosso solo e dele extraíssemos maiores benefícios. O processo teve início com a transferência da capital para Brasília em 1960;
– O Regime Republicano, que instauramos em 1889, justamente um século após a prisão dos Inconfidentes;
– Independência econômica, especialmente através da industrialização do País. É o grande processo do Brasil de hoje, 220 anos após a execução de Tiradentes.

tiradentes enforcamento

A TRAIÇÃO

Em 14 de março de 1789, o Visconde de Barbacena suspende a Derrama, que era um imposto cobrado para complementar os débitos que os mineradores acumulavam junto à Coroa Portuguesa.
A Derrama, considerada abusiva, era uma prática opressora e injusta, onde, em uma data específica (divulgada por Portugal), os soldados enviados pelas autoridades prendiam quem era contra, que protestava ou se negava à “colaborar”. Sendo assim, a elite intelectual e econômica da época juntou forças, para se opor a Portugal.
A cobrança da Derrama seria o sinal para que os Inconfidentes levassem a cabo seu plano, insuflando profissionais liberais, mineradores e fazendeiros.

A SENTENÇA DE TIRADENTES

“É condenado o réu Joaquim José da Silva Xavier, por alcunha o Tiradentes, alferes que foi da tropa paga da Capitania de Minas Gerais, a que, com baraço (corda de enforcamento) e pregação, seja conduzido pelas ruas públicas ao lugar da forca, e nela morra de morte natural para sempre e que, depois de morto, lhe seja cortada a cabeça e levada à Vila Rica, aonde, em o lugar mais público dela, será pregada em um poste alto, até que o tempo a consuma, e o seu corpo será dividido em quatro quartos e pregados em postes, pelo caminho de Minas, no sítio da Varginha e das Cebolas, aonde o réu teve as suas infames práticas, e os mais nos sítios de maiores povoações, até que o tempo também os consuma; declaram o réu infame, e seus filhos e netos, tendo-os, e os seus bens aplicam para o Fisco e a Câmara Real, e a casa em que vivia em Vila Rica será arrasada e salgada, para que nunca mais no chão edifique, e não sendo própria será avaliada e paga a seu dono pelos bens confiscados, e no mesmo chão se levantará um padrão, pelo qual se conserve em memória a infâmia deste abominável réu.

A EXECUÇÃO

[…] Acompanhando-o no derradeiro momento, entidades amigas ministravam-lhe conforto. Uma paz estranha o envolvia a poucos metros da forca, que avistou adiante. Um entorpecimento e uma alegria nova no coração.
Era isto a morte? A liberdade?
“Seja breve, padre…” – pediu Tiradentes, baixando a voz. A um sinal, o carrasco puxou a corda, atando-a à trave.
Todos estavam magnetizados por aquele homem magro e abatido, cujo olhar espelhava uma força e resignação divinas. Amparado por forças invisíveis ao populacho e à tropa, seu espírito, meio liberto do corpo, pairava acima do solo, ligado por tênues fios ao corpo maltratado, impulsionando a fala. O Carrasco tirou-lhe o crucifixo das mãos. Quando a oração terminasse, teria que cumprir a sentença. Para que a multidão não visse a fisionomia do réu e este a de todos, amarrou-lhe aos olhos uma tira de Bretanha (tecido de linho muito fino) preta.
Tiradentes, com os olhos mortais velados, começou a ver o triângulo da guarda, radioso em luz, como se um Sol o iluminasse!
– Delírios de condenado? – pensou e clamou, em espírito: Jesus! Jesus! Jesus!
Descendo os últimos degraus, Padre José terminava a prece de encomendação: “Na vida eterna!” Como se obedecendo a uma senha, Jerônimo puxou violentamente a corda, suspendendo o alferes no ar. Estertores convulsos sacudiam o corpo.
Eram onze horas e vinte minutos do dia 21 de abril de 1792.
Tiradentes, vendo o triângulo de espíritos alegres a saudá-lo, sentiu uma dor profunda no pescoço e a sufocação.
Uma luz muito forte tomava vida.
Era Jesus a lhe estender os braços; queria falar, correr ao seu encontro, mas não tinha forças.
Perguntou-se: Então a morte é assim???
Ouvia Tiradentes, bem abafados, no outro plano da vida, o rufar dos tambores que finalizava sua execução e abafava qualquer voz de horror que o povo pudesse erguer.
Tiradentes resgatava aí débitos de outras vidas, seguindo com a falange luminosa em direção à Espiritualidade.

Inconfidência-mineira-causas

A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL – NAS VÉSPERAS DA INDEPENDÊNCIA

O conclave espiritual se realiza sob a direção de Ismael, que deixa irradiar a luz misericordiosa do seu coração. Ali se encontram heróis das lutas maranhenses e pernambucanas, mineiros e paulistas, ouvindo-lhe a palavra cheia de ponderação e de ensinamentos. Terminando a sua alocução pontilhada de grande sabedoria, o mensageiro de Jesus sentenciou:
– “A independência do Brasil, meus irmãos, já se encontra definitivamente proclamada. Desde 1808, ninguém lhe podia negar ou retirar essa liberdade. A emancipação da Pátria do Evangelho consolidou-se, porém, com os fatos verificados nestes últimos dias e, para não quebrarmos à força os costumes terrenos, escolheremos agora uma data que assinale aos pósteros essa liberdade indestrutível.”
Dirigindo-se a Tiradentes, que se encontrava presente, arrematou:
“O nosso irmão, martirizado há alguns anos pela grande causa, acompanhará D. Pedro em seu regresso ao Rio e, ainda na terra generosa de São Paulo, auxiliará o seu coração no grito supremo da liberdade. Uniremos assim, mais uma vez, as duas grandes oficinas do progresso da pátria, para que sejam as registradoras do inesquecível acontecimento nos fastos (anais) da história. O grito da emancipação partiu das montanhas e deverá encontrar aqui o seu eco realizador. Agora, todos nós que aqui nos reunimos no sagrado Colégio de Piratininga, elevemos a Deus nosso coração em prece, pelo bem do Brasil.”
“Dali, do âmbito silencioso daquelas paredes respeitáveis, saiu uma vibração nova de fraternidade e de amor.”
“Tiradentes acompanhou o príncipe nos seus dias faustosos, de volta ao Rio de Janeiro.”
“Um correio providencial leva ao conhecimento de D. Pedro as novas imposições das Cortes de Lisboa e ali mesmo, nas margens do Ipiranga, quando ninguém contava com essa última declaração sua, ele deixa escapar o grito de “Independência ou Morte!”, sem suspeitar de que era dócil instrumento de um emissário invisível, que velava pela grandeza da pátria.”
“Eis por que o 7 de setembro, com escassos comentários da história oficial que considerava a independência já realizada nas proclamações de 1º de agosto de 1822, passou à memória da Nação inteira como o Dia da Pátria e data inolvidável da sua liberdade.”
“Esse fato, despercebido da maioria dos estudiosos, representa a adesão intuitiva do povo aos elevados desígnios do mundo espiritual.”

ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA

“Oito de nós reencarnaram (Inconfidentes) neste tempo para lutar pela abolição da escravatura, e pela república, bem como pelas outras ideias nossas. Todos tivemos vida dura e morte trágica.”
“O momento de iniciar o cumprimento do que estava estabelecido no plano espiritual, partiu do próprio Mestre Jesus, segundo Humberto de Campos, no livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, psicografado por Francisco Cândido Xavier.
Disse o Mestre Jesus: “Ismael, o sonho da liberdade de todos os cativos deverá concretizar-se agora, sem perda de tempo. Prepararás todos os corações, a fim de que as nuvens sanguinolentas não manchem o solo abençoado da região do Cruzeiro. Todos os emissários celestes deverão conjugar esforços nesse propósito e, em breve, teremos a emancipação de todos os que sofrem os duros trabalhos do cativeiro na terra bendita do Brasil.” Livro “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”, Humberto de Campos, através das mãos límpidas de Chico Xavier, relata a comemoração do Plano Espiritual naquela noite de domingo.”
“Nesse dia inesquecível, toda uma onda de claridades compassivas descia dos céus sobre as vastidões do norte e do sul da Pátria do Evangelho. Ao Rio de Janeiro afluem multidões de seres invisíveis, que se associam às grandiosas solenidades da abolição. Junto ao espírito magnânimo da Princesa, permanecia Ismael com a bênção da sua generosa e tocante alegria. Enquanto se entoavam “hosanas” de amor no Grupo, Ismael e a Princesa Imperial sentiam, em suas grandes almas, as comoções mais ternas e mais doces; os pobres e os sofredores, recebendo a generosa dádiva do céu, iam reunir-se, nas asas cariciosas do sono, aos seus companheiros da imensidade, levando às alturas o preito do seu reconhecimento a Jesus que, com a sua misericórdia infinita, lhes outorgara a carta de alforria, incorporando-se, para sempre, ao organismo social da pátria generosa dos seus sublimes ensinamentos.”

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ENFIM, UM INCONFIDENTE NA PRESIDÊNCIA DO BRASIL

Ironia do destino? Casualidade? Ou determinismo dos espíritos que juram por um mundo onde reine Igualdade, Fraternidade e Liberdade?
Dia 21 de abril de 1960 mais um sonho nosso se completa, o Sr. Dr. Juscelino Kubitscheck de Oliveira, nascido em Diamantina, inaugura a capital Brasileira no Planalto Central!
“[…] Oremos juntos pelo Brasil da paz, com os braços e corações empenhados na edificação digna da própria vida com Deus.”
“As ilusões e as prepotências ruem como as edificações de aparente solidez diante dos fenômenos naturais do Globo.”
“Impérios e gênios se sucedem, como escolas e estágios promotores do progresso renovador.”
“Os que buscam Jesus pelo coração são sinalizadores para as massas inconscientes e a missão do Espiritismo é bem a do Conselho Divino, exercendo o seu sacerdócio sagrado a bem da consciência coletiva, exatamente porque livre de interesses materiais e ortodoxias interpretativas, próprias dos homens.”
“Que o Senhor abençoe nossos homens públicos em seus esforços e sofrimentos pelo coletivo, e que essas Graças alcancem o coração do povo, serenando-lhe a agitação e a dúvida, a descrença e a revolta, porque à frente dos destinos de nossa Pátria está Jesus – nosso Senhor e Mestre!”
Juscelino Kubitschek (Mensagem psicografada dia 14/11/2005, pelo médium Wagner Paixão em reunião pública do Grupo Espírita da Bênção, em Mário Campos, MG)

SEMELHANÇAS ENTRE BRASÍLIA E EGITO

Na verdade, Juscelino Kubitschek nunca escondeu sua admiração pela cidade egípcia, que existiu há mais de 3.500 anos. Akhenaton esteve reencarnado no Brasil, em tribos indígenas da América do Sul.
Nesta encarnação, trouxe muitos conceitos do Antigo Egito para as Florestas do Brasil, onde era um Pagé e Cacique, chamado Guapiru.
Quando da mudança da capital do Rio de Janeiro para Brasília, o principal mentor espiritual de Juscelino Kubitschek era Akhenaton.
Juscelino, em uma encarnação anterior, também já havia sido faraó do Antigo Egito. JK e sua nova capital seriam nada mais que a versão moderna de Akhenaton – uma de suas encarnações.
BRASIL 1980-1985
“… TOMÁS ANTÔNIO GONZAGA AFIRMA: só podemos dizer-vos que quatro de nós, presentemente, ainda estão aí encarnados, com as mesmas determinações.” (21 de abril de 1980).
Eis o que afirmáramos em 1980.
Quatro dos doze profetas do adro de Congonhas: … Quatro apenas, sonhando pela Nova República, tal como ontem, com independência econômica, pela utilização industrial de suas riquezas!. Quatro apenas, pela implantação da Fraternidade verdadeira, que levaria à Liberdade e Igualdade plenas.
No entanto, não apenas os quatro eternizados. Outros mais, dentre os inconfidentes ocultos, e não esculpidos, parentes, filhos e irmãos, retornaram para as lutas do Espiritismo.
Também eles dariam seus testemunhos de apoio (como deram) à nossa obra, tão debatida quanto humilde e através de abnegadas mãos medianeiras. Também eles acreditam neste país.
Também eles, conosco no Plano Maior, ou encarnados, incorporados ao amigo Tiradentes, vibravam uníssonos no raiar daquele ano de 1985 de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Nós, contudo, aguardávamos os instantes que culminariam com a volta da Democracia, sem tanto entusiasmo.
Em toda a parte, vozes repetiam, em coro, o pedido de liberdade na escolha dos dirigentes.
Nós sabíamos. Um dos nossos, que desde Minas, respirava os haustos da Liberdade, caminhava para sua destinação. Estávamos a acompanhá-lo nas mesmas pegadas repisadas, na região de S. João Del Rei. Companheiro dos últimos instantes de Getúlio Vargas, apoiando Juscelino, abraçando Jango Goulart em apoio à sua renúncia e exílio, assessor de Jânio Quadros, Tancredo Neves, a raposa mineira, em articulação com os paulistas, ansiava pela libertação.
Suas palavras finas e equilibradas causavam arrepio nas pessoas, pela lanheza de raciocínio. Seus gestos calmos, mas seguros, inspiravam confiança. A companheira “firme” o incentivava ainda.
Toda uma cúpula parecia apoiar-lhe o avanço. Aos olhos mortais, o terreno parecia seguro e fértil.
Da contagem dos votos à eleição, foi um salto. Víamos amigos encarnados, em vibração de paz e esperança, sem nos contagiar com a efusiva alegria geral.
Nossa tarefa era ingente, tal como se nos apresenta hoje.
A transição cobrava-nos cautela, equilíbrio e observação clara, insofismável.
À véspera do dia 15 de março de 1985 tudo era regozijo. Alguns já sentiam ouvir, a bater no peito, o som do sino de Ouro Preto, que tocara no dia da morte do alferes Silva Xavier e na inauguração de Brasília, ironicamente aberta, no mesmo dia da criação de Roma.
E o sino não tocou. Tal como a 15 de março, de tantos anos passados, Silvério, criminosamente, denunciara a trama inconfidente, também, da mesma forma, o novo presidente fora atingido em seu voo, rumo ao ideal.
Enquanto nas ruas o povo cantava o hino de Milton Nascimento, sigilosamente, tramava-se a morte.
Veio pranto, luto, o povo inconformado.
Novamente roubavam-nos, miseravelmente, os novos Barbacenas e Silvérios na trama reencarnatória, frente aos débitos pessoais e coletivos, o momento da Nova República, o momento da libertação do jugo estrangeiro.
Silencioso, voltou a Ouro Preto o sino do passado.
Porém nós, tendo recolhido, há bem pouco, três queridos ex-conjurados permanecemos junto a muitos irmãos, determinados a atingir os objetivos da mesma luta de ontem, a alguns passos do segundo século da prisão dos inconfidentes.
E dizemos que, dos doze profetas e dos quatro encarnados em 1980, dois ainda permanecem com as mesmas determinações. A segui-los, muitos outros retomam o bastão da autoridade, para, neste século de mutações, transformar o Brasil em Coração do Mundo e Pátria do Evangelho. Dois outros reencarnaram neste tempo.

“COINCIDÊNCIAS” SILVÉRIO – TIRADENTES – TANCREDO NEVES

Qual o motivo espiritual da fatalidade que alcançou Tancredo Neves poucas horas antes da posse como Presidente do Brasil? Depoimento de um dos componentes da equipe médica que cuidou do Presidente, disse o seguinte:
“Aconteceram coisas muito raras com ele. Eu nunca vi leiomioma (tumor benigno) perfurar desse jeito. Sangramentos de sutura em geral ocorrem nos dois primeiros dias do pós-operatório e raramente no oitavo dia. Também nunca vi ocorrer infecção pelo actinomiceto como aconteceu com ele, porque o microorganismo é bastante raro. São coisas que nos deixam com uma sensação muito estranha. Fizemos tudo por Tancredo Neves, durante cerca de um mês nos dedicamos integralmente ao Presidente. Ele tinha à sua cabeceira os maiores especialistas, todos os recursos e equipamentos e toda a carga afetiva da equipe, que teve um grande envolvimento emocional com o tratamento. Fomos muito surpreendidos pelos fatos. Tudo foi feito e ele não respondeu a nada, nada deu certo. A sensação que fica é a de que havia, desde o primeiro dia, um caminho traçado que não pudemos mudar”.
É importante frisar que a Espiritualidade já tinha, há oito meses antes da desencarnação de Tancredo, dado uma pista, a qual, por certo, esclarece a causa desse drama vivido pelo Presidente e por todos os brasileiros.
A nove de agosto de 1984, o médium Dictino Álvares, em São Paulo, recebeu psicograficamente a seguinte mensagem: “Estamos compromissados em significativa tarefa neste país que tem a missão histórica de celeiro espiritual do terceiro milênio e os tempos se aproximam”.
“Equipes espirituais de escol canalizam vibrações e as borrifam na mente daqueles que têm a responsabilidade de dirigir esta terra predestinada”.
“Elo de fraternidade emana do mais alto, impulsionando um inconfidente à pátria do Evangelho”.
“Sentimos que os irmãos desejariam que fôssemos mais objetivos, mas todas as coisas têm uma razão de ser e nem tudo nos é permitido revelar”.

SIMILARIDADES ENTRE TIRADENTES E TANCREDO NEVES

01. Tiradentes e Tancredo nasceram em São João Del Rei;
02. Morreram na mesma data (21 de abril);
03. Ambos órfãos de pai, na infância:
04. Tancredo residiu em São João Del Rei na Rua Tiradentes n. 224;
05. E a estátua de Tiradentes em São João Del Rei, resultou de iniciativa do então deputado estadual Tancredo Neves:
06. A expressão “Nova República”, lançada por Tancredo, foi usado por Tiradentes quando foi acareado com Alvarenga Peixoto, na Fortaleza da Ilha das Cobras;
07. Ambos deram suas próprias vidas pelo ideal de liberdade em nossa pátria: Tiradentes – mártir da Inconfidência, Tancredo – mártir da Nova República.
08. Assim como Tiradentes, ele não conseguiu ver a chama da liberdade acesa em solo brasileiro.
09. Joaquim José da Silva Xavier morre por enforcamento, tendo sido seu corpo esquartejado e expostos seus restos em vários lugares.
Tancredo de Almeida Neves sofre os cortes no abdômen, possibilitando o “esquartejamento” pelo retalhamento das vísceras em seis cirurgias e no embalsamamento, e o enforcamento progressivo pela traqueotomia e insuficiência respiratória. O corpo do Presidente é também exposto em vários lugares ao público. Poderia esse Espírito ter sido responsável pela derrocada do movimento da Conjuração Mineira e pela posterior punição dos Inconfidentes?
10. Lembramos que o traidor Joaquim Silvério dos Reis denunciou Tiradentes e demais companheiros ao Visconde de Barbacena, governador da Capitania de Minas Gerais, na data de 15 de Março, sim, 15 de Março de 1789.
Em 15 de Março de 1985, Tancredo é submetido à intervenção cirúrgica de urgência, privando-o de tomar posse na Nova Republica. Sofreu as consequências do esforço, da dedicação e da estóica entrega de si mesmo aos superiores interesses do país, já que a doença o atacara muitos dias antes da data prevista para a posse e a cirurgia havia sido postergada para depois do compromisso solene perante o Congresso Nacional.
Resposta_de_Tiradentes

CHICO XAVIER E O FUTURO DO BRASIL –

Brasil – Mensagem de André Luiz – André Luiz & Francisco Cândido Xavier

(*) Mensagem de 1952. Ver nota no final

O mundo caminha para grandes conquistas e também grandes catástrofes. O engenho de guerra que assombrou o mundo com a destruição moral e material de Hiroshima e Nagasaki será a causa de desentendimentos no mundo inteiro. No Brasil, um líder operário terá morte violenta, pois as forças espirituais que vivem no cosmos pedem ao Supremo Criador justiça por tudo o que foi feito de bárbaro em nome do Supremo Criador e da Pátria.
Com o desaparecimento deste, o Brasil vai passar por momentos difíceis, diversos movimentos armados vão abalar profundamente a estrutura nacional. No meio a isto virá um homem da terra do Mártir Tiradentes e, apesar as pressões, muito irá fazer pelo Brasil, inclusive será o criador de uma Cidade Jardim, tal qual o Éden, diferente de todas as cidades, mas será substituído por outro que muita confusão irá criar e, na sua saída injustificada vai deixar a nação abalada e deste abalo vai começar o período crítico, até que o homem do patriotismo, vindo também da terra de Tiradentes irá cercar-se de outros e vão derrubar a viga mestra da confusão e então muita coisa nova vai acontecer.
Homens, mulheres e crianças vão sofrer consequências justas e injustas provocadas por erros anteriores. O regime será combatido e até abalado, mas, muitas nações irão dar crédito e respeito ao Brasil.
Com a mudança dos homens, muitos que foram o esteio da situação, serão chamados a prestar contas a Deus; então o sol, as enchentes e o frio vão criar a fome e o desespero, não só no Brasil, mas também no mundo.
Mas, no fim de tudo, vai aparecer um homem franco, sincero e leal, que montado em seu cavalo branco e com sua espada, dará uma nova dimensão e personalidade aos destinos do Brasil, corrigindo injustiças e fazendo voltar a confiança e a esperança no futuro do Brasil.
Será combatido e criticado por seu temperamento e atitudes, mas ele contará com a proteção das Forças Supremas que habitam o Cosmos, e o Brasil será verdadeiramente o coração do mundo e, apesar de crises e ameaças, internas e externas que irão aparecer, ele será sempre o fiel da balança pela sua fé e esperança no destino do Brasil a ele confiado.
(*) – Mensagem de André Luiz, transcrita por Chico Xavier. Recebida no Centro Espírita Jesus de Nazaré, em Congonhas do Campo, aos 23 dias de dezembro de 1952. O líder operário mencionado é Getúlio Vargas, e o que abandona o poder é Jânio Quadros. Há referências a Juscelino Kubitscheck, à criação de Brasília (cidade jardim) e à época da ditadura. Há referências a Tancredo Neves (com a morte dele e a ascensão de Sarney, a ditadura efetivamente acabou), e agora muita coisa está acontecendo. Há referências a problemas de fome, enchentes e secas e a um líder que ainda há de vir.
[Pergunta formulada a Tiradentes no Plano Espiritual:] Quanto ao Brasil atual, qual a vossa opinião a respeito?
– “Apenas a de que ainda não foi atingido o alvo dos nossos sonhos. A nação ainda não foi realizada para criar-se uma linha histórica, mantenedora da sua perfeita independência. Todavia, a vitalidade de um povo reside na organização da sua economia e a economia do Brasil está muito longe de ser realizada. A ausência de um interesse comum, em “favor do País, dá causa não mais à derrama dos impostos, mas ao derrame das ambições, onde todos querem mandar, sem saberem dirigir a si próprios.” Fonte: Extraído do livro Crônicas do além túmulo, Francisco C. Xavier/ Humberto de Campos

BIBLIOGRAFIA:

“Gregório IX” – A vida de Tiradentes com o poder papal nas mãos e os meandros da Inquisição. Tomás A. Gonzaga.
“Confidências de um Inconfidente” – O inesquecível romance que conta em pormenores as tramas espirituais da Inconfidência Mineira. Pelo espírito de Tomás Antônio Gonzaga, com novas e surpreendentes revelações.
“A Moça da Ilha” – Retorno no tempo, para o reencontro no século I da era Cristã com os membros partícipes da Inconfidência Mineira. Pelo espírito de Tomás Antônio Gonzaga.
“De Mário a Tiradentes” – As tramas reencarnatórias dos inconfidentes mineiros, remontando ao século II antes de Cristo.
“Cíntia e Cassandra” – O retorno do espírito do Dr. Tomás Antônio Gonzaga, relatando o romance que fora prometido no livro “Confidências de um Inconfidente” em cenários da Espanha.
“Abolição” – Um livro polêmico e emocionante, onde se vê a luta nos dois planos da vida, pelas leis que lavassem a mácula da consciência brasileira, libertando irmãos queridos e massacrados.Com o grupo inconfidente, narrativa de Tomás A. Gonzaga.
“Miguelângelo” – Pela pena do espírito de Tomás Antonio Gonzaga, os dramas, a autenticidade, a graça de Aleijadinho, na Itália, cheia de encantos e lutas pelo poder.
“Uma Mulher Chamada Tii” – Thomaz Antonio Gonzaga e Cesar Vannucci se unem para contar neste romance a Saga de uma princesa egípcia e o amargo despertar no século XX.
“Acaiaca” – Impressionante relato relacionado ao último período do Império Inca. Uma nova luz sobre os acontecimentos marcantes da História da Humanidade de Marilusa Moreira Vasconcellos.
“O Filho do Silvério” – Na época da Inconfidência, uma criança chega ao mundo, e sua trajetória de tragédias, dramas, mistérios e lutas, deixa um rastro de luz e de beleza.
“As Cruzadas” – De um dos períodos mais negros da humanidade, surge este romance, envolvendo líderes da Inconfidência e da Revolução Francesa, ligados ao grande Francisco de Assis.
“Brasil, Coração do Mundo – Pátria do Evangelho” – Espírito: Humberto de Campos. Psicografia: Francisco Candido Xavier.
André Luiz & Francisco Cândido Xavier – (*) Mensagem de 1952.
“Crônicas do além túmulo” – Francisco C. Xavier/ Humberto de Campos
“A Queda dos Véus” – Américo Domingos Nunes Filho.

dia de tiradentes 21 de abril

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