TODA SEMENTE BOA LANÇADA EM TERRA FÉRTIL

realizar o bem VERA JACUBOWSKI
TUBARÕES E GOLFINHOS

TODA SEMENTE BOA LANÇADA

EM TERRA FÉRTIL

 

“Toda semente boa lançada em terra fértil produzirá
folhas, flores e frutos para a verdadeira vida eterna.
Entendemos que somos espíritos imortais
e que vamos viver para sempre.”

 

Vera Jacubowski

SEMENTE BOA VERA JACUBOWSKI

UMA ENTREVISTA COM JUDAS

 

Nas margens caladas do Jordão, não longe talvez do lugar sagrado, onde o Precursor batizou Jesus Cristo, divisei um homem sentado sobre uma pedra. De sua expressão fisionômica irradiava-se uma simpatia cativante.
– Sabe quem é este? – murmurou alguém aos meus ouvidos. – Este é Judas.
– Judas?!…
– Sim. Os espíritos apreciam, às vezes, não obstante o progresso que já alcançaram, volver atrás, visitando os sítios onde se engrandeceram ou prevaricaram, sentindo-se momentaneamente transportados aos tempos idos. Então mergulham o pensamento no passado, regressando ao presente, dispostos ao heroísmo necessário do futuro. Judas costuma vir a Terra, nos dias em que se comemora a Paixão de Nosso Senhor, meditando nos seus atos de antanho…
Aquela figura de homem magnetizava-me. Eu não estou ainda livre da curiosidade do repórter, mas entre as minhas maldades de pecador e a perfeição de Judas existia um abismo. O meu atrevimento, porém, e a santa humildade do seu coração ligaram-se para que eu o atravessasse, procurando ouvi-lo.
– O senhor é, de fato, o ex-filho de Iscariotes? – perguntei.
– Sim, sou Judas – respondeu aquele homem triste, enxugando uma lágrima nas dobras de sua longa túnica.
Como o Jeremias, das Lamentações, contemplo às vezes esta Jerusalém arruinada, meditando no juízo dos homens transitórios…
– E uma verdade tudo quanto reza o Novo Testamento com respeito à sua personalidade na tragédia da condenação de Jesus?
– Em parte… Os escribas que redigiram os evangelhos não atenderam às circunstâncias e as tricas políticas que acima dos meus atos predominaram na nefanda crucificação. Pôncio Pilotos e o tetrarca da Galiléia, além dos seus interesses individuais na questão, tinham ainda a seu cargo salvaguardar os interesses do Estado romano, empenhado em satisfazer as aspirações religiosas dos anciãos judeus. Sempre a mesma história. O Sanedrim desejava o reino do céu pelejando por Jeová, a ferro e fogo; Roma queria o reino da Terra. Jesus estava entre essas forças antagônicas com a sua pureza imaculada.
Ora, eu era um dos apaixonados pelas ideias socialistas do Mestre, porém o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. Acima dos corações, eu via a política, única arma com a qual poderia triunfar e Jesus não obteria nenhuma vitória. Com as suas teorias nunca poderia conquistar as rédeas do poder, já que, no seu manto e pobre, se sentia possuído de um santo horror à propriedade. Planejei então uma revolta surda como se projeta hoje em dia na Terra a queda de um chefe de Estado. O Mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para uma obra vasta e enérgica como a que fez mais tarde Constantino Primeiro, o Grande, depois de vencer Maxêncio às portas de Roma, o que, aliás, apenas serviu para desvirtuar o Cristianismo. Entregando, pois, o Mestre, a Caifás, não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável e, ralado de remorsos, presumi que o suicídio era a única maneira de me redimir aos seus olhos.
– E chegou a salvar-se pelo arrependimento?
– Não. Não consegui. O remorso é uma força preliminar para os trabalhos reparadores. Depois da minha morte trágica, submergi-me em séculos de sofrimento expiatório da minha falta. Sofri horrores nas perseguições infligidas em Roma aos adeptos da doutrina de Jesus, e as minhas provas culminaram em uma fogueira inquisitorial, onde, imitando o Mestre, fui traído, vendido e usurpado. Vítima da felonia e da traição, deixei na Terra os derradeiros resquícios do meu crime, na Europa do século XV Desde esse dia, em que me entreguei por amor do Cristo a todos os tormentos e infâmias que me aviltavam, com resignação e piedade pelos meus verdugos, fechei o ciclo das minhas dolorosas reencarnações na Terra, sentindo na fronte o ósculo de perdão da minha própria consciência…
– E está hoje meditando nos dias que se foram… – pensei com tristeza.
– Sim… estou recapitulando os fatos como se passaram. E agora, irmanado com Ele, que se acha no seu luminoso Reino das Alturas que ainda não é deste mundo, sinto nestas estradas o sinal de seus divinos passos. Vejo-O ainda na cruz entregando a Deus o seu destino… Sinto a clamorosa injustiça dos companheiros que O abandonaram inteiramente e me vem uma recordação carinhosa das poucas mulheres que O ampararam no doloroso transe… Em todas as homenagens a Ele prestadas, eu sou sempre a figura repugnante do traidor… Olho complacentemente os que me acusam sem refletir se podem atirar a primeira pedra… Sobre o meu nome pesa a maldição milenária, como sobre estes sítios cheios de miséria e de infortúnio. Pessoalmente, porém, estou saciado de justiça, porque já fui absolvido pela minha consciência no tribunal dos suplícios redentores.
Quanto ao Divino Mestre – continuou Judas com os seus prantos – infinita é a sua misericórdia e não só para comigo, porque, se recebi trinta moedas, vendendo-O aos seus algozes, há muitos séculos Ele está sendo criminosamente vendido no mundo a grosso e a retalho, por todos os preços, em todos os padrões do ouro amoedado…
– E verdade – concluí – e os novos negociadores do Cristo não se enforcam depois de vendê-LO.
Judas afastou-se tomando a direção do Santo Sepulcro e eu, confundido nas sombras invisíveis para o mundo, vi que no céu brilhavam algumas estrelas sobre as nuvens pardacentas e tristes, enquanto o Jordão rolava na sua quietude como um lençol de águas mortas, procurando um mar morto.

 

Humberto de Campos, por Chico Xavier – Crônicas . FEB Editora

mudanças

Mãos Estendidas

 

“Estende a tua mão. E ele a estendeu e foi-lhe restituída a sua mão, sã como a outra.” (Marcos 3:5)

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Em todas as casas de fé religiosa, há crentes de mãos estendidas, suplicando socorro…
Almas aflitas revelam ansiedade, fraqueza, desesperança e enfermidades do coração.
Não seremos todos nós, encarnados e desencarnados, que algo rogamos à Providência Divina, semelhantes ao homem que trazia a mão seca?
Presos ao labirinto criado por nós mesmos, eis-nos a reclamar o auxílio do Divino Mestre…
Entretanto, convém ponderar a nossa atitude.
É justo pedir e ninguém poderá cercear quaisquer manifestações da humildade, do arrependimento, da intercessão.
Mas é indispensável examinar o modo de receber.
Muita gente aguarda a resposta materializada de Jesus.
Esse espera o dinheiro, aquele conta com a evidência social de improviso, aquele outro exige a imediata transformação das circunstâncias no caminho terrestre…
Observemos, todavia, o socorro do Mestre ao paralítico.
Jesus determina que ele estenda a mão mirrada e, estendida essa, não lhe confere bolsas de ouro nem fichas de privilégio. Cura-a.
Devolve-lhe a oportunidade de serviço.
Á mão recuperada naquele instante permanece tão vazia quanto antes.
É que o Cristo restituía-lhe o ensejo bendito de trabalhar, conquistando sagradas realizações por si mesmo recambiava-o às lides redentoras do bem, nas quais lhe cabia edificar-se e engrandecer-se.
A lição é expressiva para todos os templos da comunidade cristã.
Quando estenderes tuas mãos ao Senhor, não esperes facilidades, ouro, prerrogativas… Aprende a receber-lhe a assistência, porque o Divino Amor te restaurará as energias, mas não te proporcionará qualquer fuga às realizações do teu próprio esforço.

 

XAVIER, Francisco Cândido. Fonte Viva. Pelo Espírito Emmanuel. FEB. Capítulo 174.

SEMENTE BOA VERA JACUBOWSKI

AFETOS

 

Os afetos que nos une pelos laços eternos são os que nos preenchem de muitas felicidades e bem-estar.”

 

Vera Jacubowski

AFETOS LAÇOS ETERNOS VERA JACUBOWSKI

AVE MARIA DE NAZARÉ

 

Senhora, Maria mãe de Jesus.
Bendita estrela sois entre as mulheres.
Teu nome sublime que está entre as flores escolhidas.
Abriga-nos, teus filhos neste mundo de provas,
aflições e dores.
Cobre-nos com teu manto protetor das intempéries do tempo.
Dá-nos da tua vontade digna de amor sem impor condições.
Envolva-nos com a tua Luz e proteção em teus braços santos, que embalaste o menino amado Jesus, o Cristo de Deus.

 

Que Assim Seja.

 

Vera Jacubowski

AVE MARIA DE NAZARÉ VERA JACUBOWSKI

EMOÇÃO

 

“O amor é uma emoção profunda que merece
considerações especiais, caracteriza-se por valores
significativos… Ele inspira a amizade sem mescla,
o apoio incondicional, o respeito contínuo,
a dedicação integral, porque tem um significado
importantíssimo para a existência humana.”

 

Vera Jacubowski

EXISTÊNCIA HUMANA VERA JACUBOWSKI

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