Tudo o que nos cerca é poesia Divina. Há um traço de Deus em cada ser da Criação. Busquemos por Ele no desabrochar das flores, no correr das águas, no canto do vento, no cintilar das estrelas. Mas, acima disso, busquemos por Ele em nosso interior. Basta que, por um instante, fechemos os olhos e Osintamos: lá Ele está, dando rima aos versos de nossas vidas.

TUDO QUE NOS CERCA É POESIA DIVINA

A Oração do Poema Divino

Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar;
que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.
Pai nosso, que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade.
Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso.
Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor.
Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades
Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas.
Perdoa quando se torna frio meu coração.
Perdoa-me, assim como eu possa perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido.
Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo.
E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade.
Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.
 
Mas, ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer:
Obrigada, Pai, por mais esta lição!
Que assim seja! Amém.

Tudo o que nos cerca é poesia Divina. Há um traço de Deus em cada ser da Criação.
Busquemos por Ele no desabrochar das flores, no correr das águas, no canto do vento, no cintilar das estrelas.
Mas, acima disso, busquemos por Ele em nosso interior.
Basta que, por um instante, fechemos os olhos e O sintamos: lá Ele está, dando rima aos versos de nossas vidas.

Orações e Meditações

Oração do Poema Divino

Encontre paz com a oração ‘Pai Nosso’ reinterpretada: uma conexão com o divino na natureza, no amor e no perdão. Inspire-se e renove sua fé.

Sumário

Essa oração é uma reinterpretação contemporânea do tradicional “Pai Nosso”, adaptada para expressar uma conexão mais íntima e pessoal com o divino em suas várias manifestações na vida cotidiana. Depois do texto original, compartilho uma reflexão a cerca de cada parte para entendermos o seu significado mais profundo.

Reflexão sobre a Oração do Poema Divino

“Pai nosso, que estás nas flores, no canto dos pássaros, no coração a pulsar;”
Essa linha é um convite para reconhecer a presença divina nas coisas mais simples e belas da vida. Quando se fala das “flores” e do “canto dos pássaros“, está se referindo à beleza natural do mundo, que muitas vezes passa despercebida no nosso dia a dia corrido. Já o “coração a pulsar” é uma metáfora poderosa que nos lembra da maravilha que é estar vivo, cada batida do coração é como uma pequena lembrança de que estamos aqui por algum motivo maior.
“que estás na compaixão, na caridade, na paciência e no gesto de perdão.”
Aqui, a oração se aprofunda nas qualidades humanas que refletem a presença do divino. “Compaixão” é a habilidade de se colocar no lugar do outro e sentir o que o outro sente, um atributo profundamente associado à bondade divina. “Caridade” vai além de dar esmolas; é qualquer ato de generosidade e ajuda ao próximo. “Paciência” é aquela virtude de manter a calma e a serenidade mesmo quando as coisas não acontecem como desejamos. E o “gesto de perdão” é talvez o mais divino de todos, porque perdoar alguém pode ser um dos atos mais difíceis e, ao mesmo tempo, mais libertadores que podemos fazer. É o amor em ação, a prática de deixar ir mágoas para liberar a si mesmo e aos outros.
Essa parte da oração está dizendo que Deus não está apenas em algum lugar distante ou em rituais e construções espetaculares; Ele está nas manifestações diárias de beleza, bondade e amor que nos cercam e que praticamos. Reconhece-se que a divindade permeia todos os aspectos da criação, e a conexão com o sagrado pode ser encontrada em cada gesto de bondade e em cada momento de apreciação pela vida.
“Pai nosso, que estás em mim, que estás naquele que eu amo, naquele que me fere, naquele que busca a verdade.”
Esta parte da oração é um reconhecimento da presença universal do divino em todas as pessoas, independentemente do papel que desempenham em nossas vidas.
Começa com “que estás em mim“, o que é um lembrete íntimo de que o sagrado habita dentro de cada um de nós. Isso fala da ideia de que somos todos criações divinas e portamos uma centelha dessa essência sagrada, independentemente de quem somos ou do que fazemos.
Em seguida, “que estás naquele que eu amo“, ressalta que essa mesma essência está presente nos que estão próximos ao nosso coração — família, amigos, parceiros. É fácil ver o divino nas pessoas que amamos, pois o amor em si é visto como uma manifestação da divindade.
A frase “naquele que me fere” é particularmente poderosa. Sugerir que Deus ou o divino está também naqueles que nos causam dor é um chamado ao perdão e à compreensão de que todos são falíveis e humanos. Em vez de reagir com raiva ou ressentimento, essa linha nos convida a buscar uma visão mais elevada e a encontrar a presença de Deus até mesmo nas interações mais difíceis.
E termina com “naquele que busca a verdade“, que celebra a jornada daqueles que procuram entender mais profundamente a si mesmos, o mundo e a natureza da realidade. Buscar a verdade é um ato de fé e de compromisso com o crescimento e a evolução, e é nesse ato que se encontra a presença divina.
Então, esta parte da oração nos ensina sobre a omnipresença divina e sobre como podemos tentar ver a presença de Deus em todos, o que nos ajuda a cultivar empatia, paciência, compreensão e amor incondicional.

“Santificado seja o Teu nome por tudo o que é belo, bom, justo e gracioso.”
Essa frase é uma expressão de reverência e admiração. Quando se fala em santificar o nome, está-se elevando e respeitando a essência divina, reconhecendo a santidade presente em tudo que é positivo e puro no mundo. A beleza, a bondade, a justiça e a graça são qualidades que muitas vezes associamos ao divino, ao que é maior e mais elevado do que a nossa existência cotidiana. Estamos basicamente dizendo que essas manifestações maravilhosas da vida são reflexos da natureza de Deus e, por isso, são sagradas.
“Venha a nós o Teu reino de paz e justiça, fé e caridade, luz e amor.”
Aqui, o pedido se torna ainda mais direto e profundo. Pedir que o “reino” de Deus venha até nós é desejar que os princípios e qualidades que associamos ao divino se manifestem em nossa realidade.
Deseja-se um mundo onde a paz e a justiça não sejam apenas ideais, mas sim a base de toda a sociedade. A fé mencionada aqui não é apenas religiosa, mas também a crença na humanidade e em um futuro melhor.
A caridade é o amor em ação, a preocupação genuína com o bem-estar dos outros. A luz é frequentemente vista como conhecimento, verdade e clareza, enquanto o amor é a força que une tudo e todos. Portanto, essa parte da oração é um clamor para que essas qualidades divinas permeiem a vida de todos, criando um mundo mais alinhado com os valores espirituais elevados.
“Seja feita a Tua vontade, ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades.”
Essa frase é um ato de humildade e entrega. É o reconhecimento de que, muitas vezes, nossos desejos e pedidos podem ser mais um reflexo do nosso ego do que uma verdadeira necessidade da nossa alma ou do nosso ser.
Além disso, quando dizemos “Seja feita a Tua vontade“, estamos expressando a disposição de aceitar o que a vida, ou o plano maior, tem para nós, mesmo que isso não corresponda aos nossos planos ou desejos pessoais. Estamos admitindo a existência de uma sabedoria superior e a aceitação de que talvez o que pedimos não seja o melhor para nós no grande esquema das coisas.
Ao mencionar “ainda que minhas rogativas prezem mais o meu orgulho do que as minhas reais necessidades“, estamos fazendo uma auto-reflexão sobre as motivações por trás dos nossos pedidos. É um momento de introspecção, onde reconhecemos que o orgulho pode, às vezes, nos cegar para o que realmente precisamos para crescer e evoluir. Com essa afirmação, mostramos a consciência de que nossos desejos podem ser superficiais e que estamos abertos a ser guiados a algo mais profundo e significativo.
Essencialmente, é uma entrega confiante de que, mesmo que não compreendamos completamente o curso dos acontecimentos, existe uma ordem maior que visa o nosso bem e o bem universal. E nessa entrega, há uma bela oportunidade de alinhar nossas vontades individuais com um propósito mais elevado e altruísta.
Perdoa as minhas ofensas, os meus erros, as minhas faltas.”
Aqui temos um pedido de compreensão e misericórdia. Estamos reconhecendo que, como seres humanos, somos falíveis e cometemos erros. Pedir perdão é admitir essas falhas e expressar o desejo sincero de não mais repeti-las, buscando uma transformação pessoal a partir de nossas ações passadas.
“Perdoa quando se torna frio meu coração.”
Nesta parte, estamos pedindo compaixão para os momentos em que nossos sentimentos não refletem o que há de melhor em nós, quando a indiferença, o ressentimento ou a amargura tomam conta do nosso coração. É um reconhecimento de que, às vezes, falhamos em manter uma postura amorosa e aberta para com os outros e para com a vida.
“Perdoa-me, assim como eu possa perdoar àqueles que me ofenderem, mesmo quando meu coração esteja ferido.”
Aqui, a oração se aprofunda na ideia de reciprocidade no perdão. Estamos pedindo não apenas para sermos perdoados, mas também pela capacidade de perdoar os outros. Isso é fundamental, pois o ato de perdoar é tanto sobre libertar o outro quanto sobre nos libertar das correntes do rancor e da mágoa. Mesmo nos momentos em que estamos machucados e seria mais fácil ceder ao sentimento de vingança ou à dor, escolhemos o caminho do perdão como uma prática de cura emocional e espiritual.
Este pedido é uma expressão de vulnerabilidade e força ao mesmo tempo. Reconhece a fragilidade humana e a necessidade de exercer e receber compaixão. Ao mesmo tempo, mostra a força interna necessária para superar o orgulho e a dor, abrindo espaço para o crescimento pessoal através do perdão.
“Não me deixes cair nas tentações dos erros, vícios e egoísmo.”
Nessa parte, você está pedindo força e orientação para evitar as armadilhas que podem desviar você do seu caminho. Você reconhece que erros, vícios e egoísmo são tentações que podem levar a ações prejudiciais a si mesmo e aos outros. E está buscando apoio para manter-se firme frente a esses desafios, para não sucumbir às fraquezas humanas.
“E livra-me de todo o mal, de toda violência, de todo infortúnio, de toda enfermidade.”
Aqui, o pedido se amplia para a proteção contra as adversidades da vida. Mal, violência, infortúnio e enfermidade são males que nos afligem e, muitas vezes, estão além do nosso controle. Pedir para ser livre dessas aflições é desejar um caminho de vida mais pacífico e saudável.
“Livra-me de toda dor, de toda mágoa e de toda desilusão.”
Você faz um apelo compreensível, tentando se afastar dos sentimentos negativos e das experiências que levam ao sofrimento emocional. Dor, mágoa e desilusão são, de fato, aspectos difíceis da experiência humana, capazes de causar um sofrimento psicológico e espiritual intenso. Ao pedir para ser livre desses sentimentos, você está buscando a paz interior e a resiliência necessárias para encarar as adversidades da vida.
Esse desejo de se livrar dos aspectos negativos da existência mostra uma aspiração por uma vida mais equilibrada e serena, onde se pode manter e nutrir o bem-estar físico, mental e espiritual. É um anseio por tranquilidade que muitos compartilham, especialmente em um mundo que às vezes parece girar mais rápido do que conseguimos acompanhar.
“Mas, ainda assim, quando tais dificuldades se fizerem necessárias, que eu tenha força e coragem de dizer: Obrigada, Pai, por mais esta lição!”
Demonstrar maturidade emocional e espiritual significa reconhecer a importância do sofrimento e das adversidades no crescimento pessoal. Você deseja evitar a dor, claro, mas também compreende que esses momentos difíceis podem ser cruciais para o seu desenvolvimento.
Portanto, ao fazer esse pedido, você não só aceita as dificuldades como parte essencial da vida, mas também procura ativamente a sabedoria e a força para transformá-las em oportunidades de aprendizado. Entende que, frequentemente, os desafios mais árduos nos ensinam as lições mais significativas.
Além disso, expressar gratidão pelas lições aprendidas é uma maneira eficaz de converter a dor em poder e a adversidade em conhecimento. Você percebe que superar obstáculos é uma oportunidade para aumentar a resiliência e a fé, bem como para fomentar a compaixão e a empatia pelo próximo. Ao agradecer, você opta por uma perspectiva de vida que prioriza o crescimento pessoal, em vez de uma satisfação imediata. Essa escolha reflete uma atitude de aceitação e o desejo de encontrar um propósito mais profundo em todas as vivências.
Por hoje é só e é só por hoje!
Com amor e luz,
Adriana Zabeo

Palavra Escrita

“Examinai tudo. Retende o bem”.
– Paulo (I Tessalonicenses , 5:21)
Disse o apóstolo Paulo: – “Examinai tudo”, mas não se esqueceu de acrescentar: – “Retende o bem”.
Muita gente se prevalece do texto para afirmar que os aprendizes do Evangelho devem ler indiscriminadamente, ainda mesmo quando se trate de ingerir os corrosivos da opinião em letras de jornal ou as fezes do pensamento em forma de livro.
Sim, é natural que a mente amadurecida e equilibrada possa ler tudo e tudo observar, mas não é aconselhável que as crianças e os doentes, os fracos e alienados potenciais da razão tudo experimentem e tudo vejam.
Sabiamente, a Lei Divina dispõe sobre o assunto, sugerindo o levantamento de zonas indispensáveis à justa segregação.
Meninos encontram lares e escolas a fim de que se habilitem para as lutas da vida. Doentes são encaminhados ao hospital para que se refaçam. Loucos se candidatam aos serviços do manicômio em busca de reequilíbrio. Criaturas fracas que o crime assinalou com estigmas dolorosos recolhem-se à penitenciária em cuja aspereza se reajustam.
Assim, pois, se te reconheces em plenitude de robustez espiritual, analisa tudo, sabendo que é preciso reter o bem capaz de ajudar na edificação ou na cura dos outros.
Se possuis o necessário discernimento e se dispõe do tempo preciso, lê tudo, usando o crivo da compreensão e da utilidade, mas não olvides escolher o que seja bom e apenas prestigiar o que seja bom, em favor daqueles que ainda não pensam com segurança quanto já podes pensar.
Livro: Palavras de Vida Eterna, do espírito Emmanuel/Psicografia Chico Xavier – Capítulo 53. Editora: CEC – Comunhão Espírita Cristã.

FILOSOFIA DE COMPREENSÃO

No transcurso de um dia, não faltam motivos para revides, agressões, quedas morais.
Uma pessoa desatenta choca-se contigo e não se desculpa.
Outra, irreverente, diz-te um doeste e segue, sorrindo.
Mais alguém, em desequilíbrio, não oculta a animosidade que lhe inspiras.
Outrem mais, de quem sabes que te censura, e, mentindo contra ti, acusa-te, levianamente…
Tens vontade de reagir.
Também sou humano – costumas pensar.
Somente que reações semelhantes àquelas não resolvem o problema.
Deves nivelar-te às pessoas, pelas suas conquistas e títulos de enobrecimento, numa linha superior, e não pela sua mesquinhez.
Ninguém passa, na Terra, sem provar a taça da incompreensão.
Cada qual julga os outros pelos próprios critérios, mediante a sua forma de ser, como é natural.
O que não se possui é desconhecido; portanto, difícil de identificado noutrem.

Não é necessário que se te despersonalizes, evitando apresentar-te conforme és.

Faz-se mister que te superes vencendo a parte negativa do teu caráter, aquela que censuras nos outros.
Lapidando as tuas arestas, tornar-te-ás melhor e mais feliz.
Aqueles que são exigentes, que gostam de aclarar tudo, resolver as situações que lhes surgem, padecem de distúrbios emocionais, sofrem ulcerações gástricas e duodenais, vivem indispostos.
Será que esses perturbadores e insolentes do caminho merecem que te desarmonizes?
Seguem em paz, durante todo o teu dia, e arrima-te na filosofia da compreensão e da solidariedade, ajudando-os, sem reagires contra eles.
Isto será melhor para ti e para todos.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Episódios Diários
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

Prece à Mãe Santíssima

Mãe Santíssima!…
Enquanto as mães do mundo são reverenciadas, deixa te recordemos a pureza incomparável e o exemplo sublime…
Soberana, que recebeste na palha singela o Redentor da Humanidade, sem te rebelares contra as mães felizes, que afagavam espíritos criminosos em palácios de ouro, ensina-nos a entesourar as bênçãos da humildade.
Lâmpada de ternura, que apagaste o próprio brilho para que a luz do Cristo fulgurasse entre os homens, ajuda-nos a buscar na construção do bem para os outros o apoio de nossa própria felicidade.
Benfeitora, que te desvelaste, incessantemente, pelo Mensageiro da Eterna Sabedoria, sofrendo-lhe as dores e compartilhando-lhe as dificuldades, sem qualquer pretensão de furta-lo aos propósitos de Deus, auxilia-nos a extirpar do sentimento as raízes do egoísmo e da crueldade com que tantas vezes tentamos reter na inconformação e no desespero os corações que mais amamos.
Senhora, que viste na cruz da morte o Filho Divino, acompanhando-lhe a agonia com as lágrimas silenciosas de tua dor, sem qualquer sinal de reclamação contra os poderes do Céu e sem qualquer expressão de revolta contra as criaturas da terra, conduze-nos para a fé que redime e para a renúncia que eleva.
Missionária, salva-nos do erro.
Anjo, estende sobre nós a níveas asas!…
Estrela, clareia-nos a estrada com teu lume…
Mãe querida, agasalha-nos a existência em teu manto constelado de amor!…
E que todas nós, mulheres desencarnadas e encarnadas em serviço na terra, possamos repetir, diante de Deus, cada dia, a tua oração de suprema felicidade:
“- Senhor, eis aqui tua serva, cumpra-se em mim segundo a tua palavra”.
. Anália Franco
Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em noite de 10 de maio de 1956, em Pedro Leopoldo-MG.
Livro: Vozes do Grande Além/Espíritos Diversos
Psicografia Chico Xavier – Capítulo 47.

Humanidade Real

“… Eis o Homem!” — Pilatos. (João, 19.5)

Apresentando o Cristo à multidão, Pilatos não designava um triunfador terrestre…
Nem banquete, nem púrpura.
Nem aplauso, nem flores.
Jesus achava-se diante da morte.
Terminava uma semana de terríveis flagelações.
Traído, não se rebelara.
Preso, exercera a paciência.
Humilhado, não se entregou a revides.
Esquecido, não se confiou à revolta.
Escarnecido, desculpara.
Açoitado, olvidou a ofensa.
Injustiçado, não se defendeu.
Sentenciado ao martírio, soube perdoar.
Crucificado, voltaria à convivência dos mesmos discípulos e beneficiários que o haviam abandonado, para soerguer-lhes a esperança.
Mas, exibindo-o, diante do povo, Pilatos não afirma: — Eis o condenado, eis a vítima!
Diz simplesmente: — “Eis o Homem!”
Aparentemente vencido, o Mestre surgia em plena grandeza espiritual, revelando o mais alto padrão de dignidade humana.
Rememorando, pois, semelhante passagem, recordemos que somente nas linhas morais do Cristo é que atingiremos a Humanidade Real.
Emmanuel
Livro: Fonte Viva
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

CONVITE À CALMA

Não resistais ao mal que vos queiram fazer.
(Mateus, 5:39)

O espinho do ciúme vence-a; o estilete da ira dilacera-a; o ácido da inveja a corrói; os vapores do ódio enlouquecem-na; a agressão da calúnia despedaça-a; o tóxico da maledicência perturba-a; a rama da suspeita inquieta-a; o petardo da censura fere-a; as carregadas tintas do pessimismo tisnam-na se o cristão decidido não resolve mantê-la a qualquer preço.

Não importa que exsudes, agoniado, em quase colapso periférico, ou estejas com a pulsação alterada, ou, ainda, sofras o travo do amargor nos lábios. Imprescindível não precipitares, nem conclusões aligeiradas, nem desesperações injustificáveis.
Não nos reportamos à posição inerme, à aparência, pois o pântano que parece tranquilo é abismo, reduto de miasmas e morte traiçoeira.
Aludimos a um espírito confiante, fixado nas diretrizes do Cristo, sem receios íntimos, sem ambições externas. Equilibrado pela reflexão, possuidor de probidade pela ponderação.
Calma significa segurança de fé, traduzindo certeza sobre a Justiça Divina.
Ante o dominador tíbio que lavava as mãos, em referência à Sua vida, Jesus se fez o símbolo da calma integral e da absoluta certeza da vitória da verdade.
Cultiva, portanto, os sentimentos e mantém os propósitos edificantes. Perceberás, surpreso, que as atitudes dos maus não te atingirão, facultando-te através da calma não resistir ao mal que te queiram fazer, conforme lecionou o Senhor, porquanto a integridade da fé em exteriorização de calma dar-te-á forças para vencer as próprias limitações e prosseguir resolutamente em qualquer circunstância.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Convites da Vida
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

Oração de Segunda-Feira.

Senhor,
ao abrir os olhos neste novo dia, agradeço por cada bênção que já se manifesta antes mesmo que eu perceba. Obrigado pelo ar que respiro, pela vida que pulsa em mim e pelas oportunidades que ainda nem conheço, mas que o Senhor já preparou. Que a minha mente esteja limpa de medos e preocupações, para que eu possa enxergar o que é bom e belo ao meu redor.
Acompanha-me, Pai, em cada passo, guiando minhas decisões para o caminho da paz e da prosperidade. Que eu possa ser luz na vida de quem cruzar o meu caminho, espalhando bondade e palavras que edificam. E que, ao final do dia, eu possa olhar para trás e sentir orgulho das escolhas que fiz, sabendo que caminhei em Tua presença.
Amém!
EM RELAÇÃO À ANGÚSTIA
Acautela-te quanto às injunções da angústia.
À semelhança de erva daninha, ela se entranha suavemente nas raízes do sentimento, estrangulando-as com vigor.
Insinuante, encontra fáceis argumentos para instalar-se na mente e emaranhar-se no coração, tornando-se infortúnio de difícil erradicação.
Afirma-se que a angústia é resultado de sofrimento íntimos mal digeridos.
Às vezes, aí se origina. Invariavelmente, porém, torna-se desdita que consome, tendo a sua procedência em nonadas que tomam vulto e são aceitas como fatores de alta consideração.
Não te impressiones com os insucessos nas atividades que empreendes. Eles fazem parte dos cometimentos e são lições preciosas, a fim de que aprendas a não reincidir nos seus gravames.
Quem desconhece o fracasso não tem condições de viver êxitos.
Demorar-se no malogro, entre lamentações e rebeldias, é abrir-se ao desequilíbrio, à angústia.
Perder é fenômeno natural em todo empreendimento, de modo a poder-se lucrar depois, satisfatoriamente.
A existência carnal, por isso mesmo, é um investimento que experimenta todos os tipos de riscos existentes.
Enfrentá-los com naturalidade, eis o dever de todos, nunca se deixando atemorizar ou fugir da responsabilidade que apresentam.
Entre os antídotos eficazes para a angústia, o trabalho edificante e nobre de toda procedência tem primazia.
Ele estabelece motivações para continuar-se a viver e a lutar, emulando ao contínuo esforço de crescimento com vistas ao progresso social, moral e espiritual.
Ao seu lado, a leitura instrutiva, consoladora, e a prece constituem terapias eficazes, substituindo, na mente, os clichês viciosos e pessimistas por ideias novas, construtivas.
Abrindo espaços para conjunturas e realizações saudáveis, reeduca os hábitos mentais negativos, facultando entusiasmos, renovação interior, libertação.
A ação do bem a favor do próximo é, também, de valor inestimável, por gerar simpatia e desenvolver o amor que restabelecem a paz íntima, restituindo a alegria existencial.
Habitua-te com a felicidade e não a desprezes, aceitando as insinuações da angústia que te espreita.
Faze sol íntimo e esparze-o onde te encontres.
Jamais tropeçarás em trevas se o mantiveres.

JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Esperança
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

SAUDAÇÕES – SINAL VERDE

Toda saudação deve basear-se em pensamentos de paz e alegria.
Pense no seu contentamento quando alguém lhe endereça palavras de afeto e simpatia, e faça o mesmo para com os outros.
Mobilize o capital do sorriso e observará que semelhante investimento lhe trará precioso rendimento de colaboração e felicidade.
Uma frase de bondade e compreensão opera prodígios na
construção do êxito.
Auxilie aos familiares com a sua palavra de entendimento e
esperança.
Se você tem qualquer mágoa remanescendo da véspera, comece
o dia, à maneira do Sol: – esquecendo a sombra e brilhando
de novo.
ANDRÉ LUIZ/CHICO XAVIER.

Bezerra de Menezes…

“Um dia, perguntei ao Dr. Bezerra de Menezes, qual foi a sua maior felicidade quando chegou ao plano espiritual. Ele respondeu-me: — A minha maior felicidade, meu filho, foi quando Celina, a mensageira de Maria Santíssima, se aproximou do leito em que eu ainda estava dormindo, e, tocando-me, falou, suavemente: — Bezerra, acorde, Bezerra! Abri os olhos e vi-a, bela e radiosa. — Minha filha, é você, Celina?! — Sim, sou eu, meu amigo.
A Mãe de Jesus pediu-me que lhe dissesse que você já se encontra na Vida Maior, havendo atravessado a porta da imortalidade. Agora, Bezerra, desperte feliz. Chegaram os meus familiares, os companheiros que­ridos das hostes espíritas que me vinham saudar. Mas, eu ouvia um murmúrio, que me parecia vir de fora.
Então, Celina, me disse: — Venha ver, Bezerra. Ajudando-me a erguer-me do leito, amparou-me até uma sacada, e eu vi, meu filho, uma multidão que me acenava, com ternura e lágrimas nos olhos.
— Quem são, Celina? — perguntei-lhe — não conheço a ninguém. Quem são? — São aqueles a quem você consolou, sem nunca perguntar-lhes o nome. São aqueles Espíritos atormentados, que chegaram às sessões mediúnicas e a sua palavra caiu sobre eles como um bálsamo numa ferida em chaga viva; são os esquecidos da terra, os destroçados do mundo, a quem você estimulou e guiou. São eles, que o vêm saudar no pórtico da eternidade…
E o Dr. Bezerra concluiu: — A felicidade sem lindes existe, meu filho, como decorrência do bem que fazemos, das lágrimas que enxuga­mos, das palavras que semeamos no caminho, para atapetar a senda que um dia percorreremos. “
Extraído do Livro “O Semeador de Estrelas” de Suely Caldas Schubert

A DOÇURA DA ALMA

(Psicografia pelo espírito Irmão Damião – Médium em prece, Celso Motter)
Meus irmãos, que a paz de Jesus, o Divino Amor, seja a luz a guiar vossos passos.
Jesus nos convida: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas.” (Mateus 11:29)
Que sublime lição se encontra nesse chamado! Jesus não se coloca como Senhor distante, mas como Irmão compassivo, que nos convida à intimidade do coração, à doçura da alma. A mansidão de que fala não é passividade, mas força serena que domina os instintos; a humildade não é rebaixamento, mas grandeza espiritual que reconhece a origem divina em todas as criaturas.
Recordo-me, ainda quando estive dentre vós, das longas e frequentes caminhadas pelo sertão nordestino. Ali, encontrei corações que, mesmo na pobreza material, transbordavam de generosidade e fé. Lembro-me de mulheres simples, que dividiam o pouco pão que tinham; de homens calejados pela enxada, que ofertavam água fresca ao viajante; de famílias inteiras que, em casebres humildes, abriam suas portas não para receber, mas para doar. Eram exemplos vivos da mansidão e da doçura ensinadas por Jesus — criaturas que, sem nada pedir, desejavam apenas o bem e mantinham a alma serena e confiantes diante das agruras da vida.
Esses irmãos do sertão mostravam que a verdadeira riqueza não se mede em moedas, mas em gestos de amor; que o descanso para a alma não está nas posses, mas na confiança em Deus. Neles vi refletido o Evangelho vivido, Jesus encarnado na simplicidade.
Assim, meus amigos, aprendamos com o Divino Mestre e também com esses exemplos de vida singela que, certamente, também vós conheceis, que a mansidão não é fraqueza, mas fortaleza moral; humildade não é derrota, mas vitória do espírito sobre as ilusões do mundo. Tomemos sobre nós o jugo de Jesus, e experimentaremos o alívio que só o amor verdadeiro pode conceder.
Que cada coração, em silêncio, repita: “Jesus, quero aprender contigo a mansidão e a humildade.” E o Mestre, invisivelmente, responderá: “Vem, filho, porque em mim encontrarás paz.”
Com afeto fraternal,
Irmão Damião/
Celso Motter
Deus seja louvado!

VIVER COM SERENIDADE

No tumulto que ruge desenfreado, precata-te na serenidade.
Ante o clamor das mil vozes da anarquia, que engrossa as fileiras da alucinação, mantém-te em serenidade.
Sob as tempestades da dor generalizada ou a coerção de aflições que pressionam, preserva a serenidade.
No meio do vozerio que reclama e blasfema sob falso fundamento de justiça ou não, vive com serenidade.
Na conjuntura de expectativas malsãs, ante o desalinho que se faz lugar-comum, insiste na serenidade.
Porque todos se descontrolem, ameaçando a harmonia geral, não percas a serenidade.
Serenidade em qualquer situação. Serenidade com Deus.
 
Certamente não é fácil uma atitude pacifista quando se enfrenta a agressão asselvajada.
Sem dúvida, é um desafio sustentar o equilíbrio sob o açodar da violência primitiva.
Ninguém nega a dificuldade em permanecer com nobreza em emio às viciações que grassam, dominadoras.
Quem, no entanto, conhece Jesus tem um compromisso com a serenidade de que Ele deu mostras em todos os transes da Sua Vida.
A identificação com o Mestre impõe a consciência do discernimento em meio à malversação dos valores que se desatinam, em desconcerto.
A afinidade com o Cristo reveste o indivíduo de fortaleza moral para permanecer no posto fiel da paz.
Ninguém se justifique em face das armadilhas em que tomba.
Ninguém se escuse do esforço que deve envidar, preservando a integridade.
Ninguém procure desculpas para tombar no redemoinho das paixões dissolventes.
Os mecanismos de evasão fazem-se uma atitude cômoda, amolentada, diante das dissonantes composturas morais que se estabelecem na Terra com o beneplácito dos cristãos…
A serenidade em tudo caracteriza o amadurecimento do Espírito na forja dos testemunhos, disposto, realmente, a atingir o ponto final da sua difícil trajetória.
Só uma decisão finalista e argamassada no desejo honesto de não cair, de não desistir, de não se asselvajar, leva o homem ao planalto da serenidade, em que o Mestre aguarda todos quantos se candidatam ao Reino.
Considerando a gravidade do momento que se vive no planeta angustiado, a serenidade é uma eficiente medicação de emergência para evitar o contágio dos males que predominam nos corações.
Com ela, todos teremos forças para os cometimentos elevados que a vida nos propõe em forma de testes para o nosso aprimoramento íntimo. E quando esta serenidade parecer desequilibrar-se, busca a oração que imana o homem ao Senhor numa sublime osmose, e, absorverás o fluído pacificador que verte do Pai, recompondo-te, para prosseguir.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Receitas de Paz
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

DA UNIÃO DAS ALMAS NO ETERNO AMOR

Psicografia pelo espírito Irmão Eliézer
Filhos e irmãos em Cristo,
Que a paz do Divino Mestre vos envolva o coração e vos inspire serenidade.
Ao vosso entendimento humano, tantas vezes limitado pelos sentidos da carne, parece estranho conceber que o amor ultrapasse o túmulo. Muitos ainda acreditam que a morte seja muro intransponível, a separar corações para sempre. Entretanto, os bons Espíritos, vieram demonstrar que a vida é uma só em sua essência, ainda que se manifeste em múltiplas etapas e planos.
Esses irmãos da Espiritualidade vos recorda que a alma reencontra, na vida espiritual, aqueles que amou na Terra. Esse reencontro não é fantasia nem desejo ingênuo: é lei natural, reflexo do amor de Deus que não cria sentimentos puros para depois destruí-los no túmulo. O que é verdadeiro permanece; o que é transitório se desfaz. Assim como a luz não se apaga quando o sol se oculta, mas continua brilhando além das nuvens, também a afeição sincera prossegue além da morte, transformada e depurada.
Compreendei, porém, que não se trata de reencontros movidos pela posse, pelo ciúme ou pelas paixões da carne. O Pai não deseja prisões afetivas, mas comunhão libertadora. O amor verdadeiro não sufoca, não escraviza, não exige — ele sustenta, consola e eleva. Por isso mesmo, muitos laços que julgáveis indestrutíveis na Terra se dissolvem após a morte, porque estavam fundados apenas em interesses, em conveniências ou em ilusões.
Não existem seres criados um para o outro, como se fossem duas metades destinadas a se completar. Os Espíritos Superiores esclarecem: não há metades, porque Deus cria cada Espírito inteiro, livre e responsável por sua evolução. A união perfeita não é dádiva imediata, mas conquista ao longo dos séculos. Ela ocorre apenas entre Espíritos já depurados, que alcançaram sintonia completa em virtude, pureza e amor. Só então se estabelece aquela comunhão indissolúvel, que não mais sofre os choques das imperfeições humanas.
Muitos confundem a união das almas com a paixão, com o desejo ou com o apego. Mas a verdadeira afinidade espiritual é serena, paciente e duradoura. Não nasce do egoísmo, mas da doação. Não floresce no ciúme, mas na confiança. Não exige exclusividade, mas se expande em fraternidade. Eis porque não deveis buscar no mundo dos sentidos o que apenas o Espírito, pela sua evolução, pode conquistar.
Todavia, os Espíritos podem escolher reencontrar-se em futuras existências, e quantas vezes assim ocorre! Almas que se estimam e se amparam podem pedir a Deus a bênção de marchar novamente lado a lado, para apoiar-se nas provas e aprender juntas. Não é imposição, mas escolha amorosa. Não é prisão, mas oportunidade bendita de crescimento mútuo. O reencontro é sempre tarefa de trabalho e burilamento. Duas almas podem unir-se para reparar erros do passado, para fortalecer virtudes, para educar corações. E assim, geração após geração, vão aprendendo a se amar de maneira mais ampla e mais pura.
Dessa forma, o reencontro dos Espíritos não é privilégio destinado a alguns, mas consequência da Lei de Amor que rege o Universo. Como a água busca o leito do rio, assim os corações afins se buscam e se reencontram, atraídos pela sintonia de pensamentos e sentimentos. A afinidade é a verdadeira lei de atração do mundo espiritual: os que se unem no bem jamais estarão separados.
Meditai, portanto, em vossos afetos. Perguntai a vós mesmos: meus laços se fundamentam na posse ou na liberdade? No ciúme ou na confiança? Na exigência ou na doação? Pois é o modo como amais hoje que determinará a natureza de vossos reencontros futuros.
Guardai convosco esta certeza: a vida é ponte, não é abismo. Vivei cultivando a amizade desinteressada, a fraternidade sincera e o amor que consola. E quando o véu da carne se romper, encontrareis, na pátria espiritual, aqueles que vos são caros, não unidos pela prisão dos instintos, mas pela liberdade do amor puro, que jamais perece.
Ficai em paz, com a bênção de Jesus que a todos sustenta.
Irmão Eliézer
Médium Celso Motter

A LUZ QUE REVELA A GRANDEZA DO CRIADOR

Psicografia pelo espírito Irmão Damião
Filhos do Eterno Amor,
Quando os primeiros homens contemplaram o firmamento, sentiram em si o mistério que os chamava para além da matéria. Hoje, com a luz da Revelação, sabeis que esse mistério tem nome: Deus, Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas.
Os benfeitores espirituais nos conduzem à compreensão de que Deus não é uma ideia vaga ou uma força impessoal, mas o Ser por excelência, Aquele que tudo sabe, tudo vê e tudo dirige com justiça e amor. Não podemos descrevê-Lo com palavras humanas, pois o infinito não cabe no finito. No entanto, podemos senti-Lo nas leis que regem o universo, na ordem dos mundos, na harmonia das criaturas e na voz da consciência.
Saber que Deus existe não basta: é preciso senti-Lo no íntimo. Sua essência está além do alcance da nossa inteligência limitada, mas sua presença é evidente nas obras que nos cercam. Observai a vida que brota, os astros que seguem seus caminhos, a moral que se ergue acima do instinto: tudo nos fala do Criador.
Os Espíritos ensinam que a prova mais segura da existência de Deus é esta: não há efeito sem causa. Se tudo que existe tem uma origem, quem poderia ser a causa de tudo, senão Aquele que é eterno e perfeito? É por isso que, mesmo quando a ciência avança, ela apenas confirma a grandeza das leis divinas; nunca as destrói.
O Pai não se oculta por egoísmo, mas porque a visão plena de Sua essência seria insuportável à nossa pequenez. Ele nos permite conhecer-Lhe a grandeza pouco a pouco, à medida que crescemos em pureza e entendimento. Cada passo em direção ao bem é um passo para mais perto d’Ele.
Filhos, cultivai a humildade diante desse mistério. Não vos atormenteis com perguntas que ainda não podeis compreender. Deus é Amor, e basta que O amemos para que a luz se acenda em nós. Estudai Suas leis, praticai a caridade, buscai o bem, e vossos olhos espirituais, um dia, verão o que hoje apenas pressentem.
Permanecei na paz de Jesus, que é o reflexo vivo desse Pai incomensurável.
Irmão Damião
Médium Celso Motter

OS PENSAMENTOS E A VOZ SILENCIOSA DO ALÉM

Psicografia pelo espírito Irmão Damião.
Filhos e companheiros da jornada terrena,
O Pai, em Sua sabedoria infinita, não nos fez sós no mundo. Cada pensamento, cada gesto, cada passo encontra ressonância no campo invisível que nos envolve. Os Espíritos participam da nossa vida mais do que imaginais; estão em torno de vós, observando, inspirando, advertindo, amando.
Muitos perguntam: “Os Espíritos influenciam nossos pensamentos?” A resposta é clara como a luz do dia: influenciam mais do que imaginais, pois frequentemente são eles que vos dirigem. Não que o homem seja mero títere, mas porque sua mente vibra, como instrumento sensível, atraindo harmonias ou dissonâncias conforme seus desejos e sentimentos.
Quando a alma se detém no bem, quando busca o alto, encontra companheiros nobres, Espíritos que inspiram coragem, fé, serenidade. São como amigos silenciosos, soprando intuições suaves, sugerindo a palavra caridosa, advertindo contra o erro. Mas quando o coração se inclina à vaidade, à cólera, ao egoísmo, igualmente se aproximam aqueles que ainda se demoram nas sombras, intensificando as próprias fraquezas humanas. O Universo sempre dá mais, do mesmo.
Por isso, irmãos, não temais a influência espiritual: educai o pensamento, elevai a prece, vigiai vossos sentimentos. Cada ideia é semente; cada emoção, convite. Se desejais bons conselheiros, cultivai a bondade e a humildade; se quereis paz, afastai-vos das paixões inferiores.
E quando perguntamos: “Podemos repelir Espíritos maus?” A Lei de Deus é clara: o bem é luz que dissipa as trevas. O Espírito inferior só permanece onde encontra ressonância. Pela oração sincera, pelo esforço em melhorar-se, pela caridade em ato, a alma cria defesa natural e afasta a influência que perturba.
E para aqueles que indagam: “Por que, então, alguns Espíritos se aproximam de nós?” Os Espíritos são atraídos pelos vossos desejos, pelas vossas tendências e pelos vossos interesses. Não é o acaso que os aproxima, mas a sintonia que criamos com nossos pensamentos e sentimentos. Assim como o perfume atrai a abelha e o lixo atrai a mosca, assim também as vibrações do bem ou do mal atraem aqueles que lhes são afins. Cada um de vós é como farol a emitir luz ou sombra, e os que estão no invisível se aproximam conforme o que veem brilhar em vosso íntimo.
Compreendeis, então, a importância de vos conhecerdes, de vigiar o coração e cultivar a serenidade? O ambiente espiritual que vos rodeia é reflexo do que sois por dentro. Se quereis a companhia dos bons, buscai ser bons. Se desejais conselhos sábios, cultivai pensamentos elevados. Se quereis a paz, fazei da oração vossa companheira.
Lembrai-vos, pois: o céu e o mundo invisível não estão distantes. São presença viva ao vosso lado. Cultivai a prece como quem acende uma lâmpada; buscai o bem como quem respira o ar puro; e, assim, vossa mente será como jardim, onde os amigos do Alto encontrarão abrigo para semear a paz.
Fiquem na luz esplendorosa de Jesus que a todos sustenta.
Irmão Damião
Médium Celso Motter – 22/08/2025.

ESPERANÇA SEMPRE

“Nunca percas a esperança.
Haja o que houver, permanece confiando.
Se tudo estiver contra, e o insucesso te ameaçar com o desespero, ainda aí espera a divina ajuda.
Somente nos acontece o que será de melhor para nós.
𝐴 𝑙𝑒𝑖 𝑑𝑒 𝐷𝑒𝑢𝑠 𝑒́ 𝑑𝑒 𝐴𝑚𝑜𝑟. E o amor tudo pode, tudo faz.
Quando pensares que o socorro não te chegará em tempo, se continuares esperando, descobrirás, alegre, que ele te alcançou minutos antes do desastre.
Quem se desespera já perdeu parte da luta que irá travar, avançando prejudicado.”
Joanna de Ângelis
Livro: Vida Feliz
Médium: Divaldo Pereira Franco

ORAÇÃO MARIA SANTÍSSIMA

Doce Mãe, carinhosa e eterna guia, nós, caminhantes desta vida, ouvimos Teu chamado suave, que não grita, mas acaricia a alma como brisa que consola e fortalece.
Maria, Mãe querida, recebe nossos pequenos corações, ainda tão frágeis e inseguros,
e molda-os com o Teu amor infinito, para que aprendam a amar sem medida, a servir sem exigir, a confiar sem temer.
Conduze-nos, Senhora, pelos caminhos onde floresce a paz, onde a esperança nunca se apaga, e onde a luz da fé ressoa como canto sereno no íntimo da alma.
Permite que, ao seguir-Te, cada passo nosso seja mais leve, cada lágrima se transforme em oração, cada gesto em expressão de ternura.
Mãe de todos os corações, ensina-nos a ser também fonte de carinho para os que sofrem na solidão, para os que choram sem consolo, para os que buscam um abrigo no silêncio da noite.
Hoje, Maria, consagramos a Ti nossos sentimentos mais puros, e pedimos: orienta-nos sempre, para que possamos refletir, ainda que em lampejos, o Teu amor infinito.
Amém!

Em Louvor da Alegria

“Bem-aventurados, vós, que agora chorais, porque rireis.” — Jesus — Lucas, 6.21.
“Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes que desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou.” — Cap. V, 25.
Nos dias em que a experiência terrestre se faça amargosa e difícil, não convertas a depressão em veneno.
Quando a aflição te ronda o caminho, anuncias trazer o espírito carregado de sombra, como quem se encontra ausente do lar, ansiando regresso, entretanto, isso não é motivo para que te precipites no desânimo arrasador.
Acusas-te em trevas e podes mentalizar com a própria cabeça luminosos pensamentos de otimismo e fraternidade ou retratar nas pupilas o fulgor do sol e a beleza das flores.
Entregas-te à mudez, proclamando não suportar os conflitos que te rodeiam e nada te impede abrir a boca, a fim de pronunciar a frase de reconforto e apaziguamento.
Asseveras que o mundo é imenso vale de lágrimas, cruzando os braços para chorar os infortúnios da Terra e possuis duas mãos por antenas de amor capazes de improvisar canções de felicidade e esperança, no trabalho pessoal em favor dos que sofrem.
Trancas-te em aposento solitário para a cultura da irritação, alegando que os melhores amigos te não entendem e perdes horas inteiras de pranto inútil e senhoreias dois pés, à maneira de alavancas preciosas, prontas a te transportarem na direção dos que atravessam provações muito mais dolorosas que as tuas, junto dos quais um minuto de tua conversação ou leve migalha do que te sobra te granjeariam a compreensão e a simpatia de enorme família espiritual.
Em verdade, existe a melancolia edificante, expressando saudade da Vida Superior, contudo aqueles que a registram no âmago do próprio ser, consagram-se com redobrado fervor ao serviço do bem, preparando no próprio coração a nesga de céu, suscetível de indentificá-los ao Plano Celestial que esperam, ansiosos, suspirando pelo reencontro com os entes que mais amam. Ainda assim, é imperioso arredar de nós o hábito da tristeza destrutiva, como quem guerreia o culto do entorpecente.
Espíritos vinculados às diretrizes do Cristo, não podemos olvidar que o Evangelho, considerado em todos os tempos, como sendo um livro de dor, por descrever obstáculos e perseguições, dificuldades e martírios sem conta, começa exalçando a grandeza de Deus e a boa vontade entre os homens, através de cânticos jubilosos e termina com a sublime visão da Humanidade futura, na Jerusalém libertada, assentando-se, gloriosa, na alegria sem fim.
Livro: Livro da Esperança, do espírito Emmanuel/Psicografia Chico Xavier – Capítulo 31.
Dias de Tristeza…
Dias de Felicidade…
São lições necessárias que, na terra passam,
deixando no espírito imortal
as experiências acumuladas.
Chico Xavier/EmmanueL

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *