A VALORIZAÇÃO DA VIDA É SOL NAS ALMAS

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A VALORIZAÇÃO DA VIDA

 

“A valorização da vida é sol nas almas,
ame a vida, ela é única
imortal e universal.
Vera Jacubowski

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Vida: Certezas e Incertezas

 
Há na vida momentos de certezas e incertezas. Não existem a certeza e a incerteza absolutas.
A Vida é justamente esse ir e vir, onde crescemos e aprendemos a vivenciar o que é mais importante para o ser: o espírito.
Somos assediados a todo instante por escolhas que nos levam a “certezas e incertezas”.
Mas a verdade é que mesmo diante das certezas não temos o “controle” de tudo, pois a cada decisão surgem novas propostas e caminhos, onde o imprevisto, o inesperado ocorre facilmente. Até porque somos influenciados e influenciamos a tudo que nos rodeia, pela lei da sintonia.
A complexidade de cada ser é algo que nunca conseguimos compreender totalmente e por isso nos é difícil viver a incerteza, temos a necessidade de nos mantermos dentro de nossa zona de conforto, dentro do que achamos conhecer e saber. Mas como vivemos interconectados não nos é possível seguir sem interferências, mesmo que mínimas.
Como então definir certeza? Certeza é na verdade o convencimento de que se sabe algo, se está seguro sobre algo.
Ou ainda buscando auxílio na etimologia temos que certeza provém do verbo latino “cernere”, cujo significado é ver claro, discernir, sendo, portanto a firmeza da mente num determinado aspecto. Certeza não significa verdade ou exatidão.
Assim podemos estar certos de algo e descobrirmos que isso não é verdade.
Como exemplo citamos que estávamos certos que o Brasil seria campeão da Copa de 2014, ou seja, tínhamos evidencias e certeza pelos resultados obtidos até então, mas diante de um jogo nossa convicção mostrou-se errada, pois não só perdeu aquele jogo como não foi campeão.
Da mesma forma que somos imperfeitos nossas certezas e conhecimentos também o são, fazendo-se necessário, nos abrimos a novas oportunidades, ampliando verdades, tornando-as mais próximas da realidade.
Podemos entender certeza como sendo o sentimento que brota de nossa consciência tranquila ao findar-se do dia, pois fizemos tudo o que sabíamos doando o melhor de nós em prol do bem do próximo e nosso.
E como conceituamos incerteza? Normalmente ela está associada à falta de conhecimento especifico ou a dúvida, sendo difamada erroneamente como a ser responsável pela dor, angustia e o medo que sentimos nesses momentos incertos.
Mas esses sentimentos são frutos do apego que possuímos pelas coisas e pessoas como forma de nos manter em nossa confortável zona de estabilidade.
Meus amigos, por mais estranho que possa parecer, a incerteza é a alavanca que fomenta a nossa necessidade de progresso, de ir além do que já conhecemos e sabemos. Dessa forma é responsável por nos ampliar os horizontes através de novas oportunidades e experiências, e consequentemente, possíveis erros, reparação, aprendizado e finalmente amadurecimento.
Para uns, certeza é monotonia e incerteza é desafio, para outros, certeza é segurança e incerteza medo. Não há certo ou errado, mas o equilíbrio.
Precisamos que a Certeza e a Incerteza andem juntas de forma a serem companheiras.
O equilíbrio é que nos garante o caminhar. Vamos colocar como exemplo o andar de bicicleta. Para mantermos o equilíbrio necessitamos pedalar, pois se pararmos não mais conseguiremos manter o equilíbrio, nem permanecer na bicicleta sem apoio algum.
Nossa caminhada espiritual não é diferente.
Todo o Orbe precisa estar em equilíbrio. Nós e tudo o que somos precisa de equilíbrio: material e espiritual; expirar e inspirar; falar e silenciar; sombra e luz.

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Mas se tudo precisa de equilíbrio, por que nos afastamos do equilibro?

Por que vivemos a tendência de estar sempre de um lado da balança apenas?

Falta-nos o entendimento de que “tudo podemos”, mas “nem tudo devemos”. Em todo o universo a Lei do Progresso nos convida e ser equilíbrio e assim avançar. Quando passarmos a vivenciar essa verdade, entenderemos que viver e morrer faz parte da mesma realidade: da renovação.
Diante de tanta complexidade a VIDA nos ensina que sempre existem certezas e incertezas, nada é definitivo, assim como o “bom” de hoje pode se tornar “ruim” amanhã; ou o que é “novidade”, pode tornar-se “obsoleto”. Tudo depende do momento, do cenário e principalmente de nossa percepção da realidade.
Por isso para alguns o tempo é curto e para tantos outros o tempo é longo demais.
Então diante disso diríamos que existem formas diferentes de se contar o tempo, ou ainda relógios diferentes? E a resposta é não. O tempo é contado da mesma forma em segundos, minutos, horas… Mas a percepção da duração do tempo é diferente de acordo com a realidade que se vive.
Assim para os que estão felizes e bem, o tempo é curto, mas para os que estão em dificuldades e passando mal o tempo é longo demais.
Colocamos mais uma vez que somos aquilo que pensamos e criamos em nosso mundo interior e depois plasmamos essa criação ao nosso redor, o nosso céu ou o nosso inferno. Veremos e entenderemos o outro de acordo com a nossas certezas e incertezas.
Para vivermos realmente de forma plena e abundante como Jesus nos exortou precisamos buscar cada vez mais o conhecimento do “eu” para assim encontrarmos o equilíbrio da VIDA entre as certezas e incertezas que os cercam.
Convido-os nessa semana refletirem sobre quais são as certezas e as incertezas que os cercam e de que forma podem encontrar o equilíbrio que os manterá atuantes na caminhada de evolução moral.
Assim, meus queridos amigos eu os deixo com “Vida em abundância” como O Mestre Jesus nos ensinou.
Com carinho costumeiro
Em 09/11/2014
Médium: Lúcia (Cavile).
Espírito: Irmão Matheus (Colônia Espiritual Maria de Nazaré).

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