PROGRESSO DO SER ESPIRITUAL E HUMANO NA TERRA

VALORIZAÇÃO DOS SENTIMENTOS BONS E O PROGRESSO DA VIDA HUMANA

FOME DE AMOR

Alma querida, talvez você acredite
Que a caridade seja o pão
Mas o mundo está faminto
De alimento para o coração.
Tantos esfomeados no caminho
De mãos estendidas a chorar
Com fome de paz e compreensão
A caridade é a receita para amar.
Não precisa ir a rua
Basta sentir dentro do lar
A miséria da indiferença causa fome
Pedindo amor para saciar.
Dê de si como fez Jesus
Essa é a grande caridade
E sua vida será abundante
De harmonia e fraternidade.
Não se iluda alma querida
Nem toda fome pede feijão
O pão que alimenta para a vida
É o afeto servido pelo coração.
Maria Dolores / Adeilson Salles

VIda e Consciência

“A lei de Deus está escrita na consciência de cada um.” Allan Kardec
O homem vive mentalmente preocupado com as coisas da vida material, em detrimento das questões do ser espiritual.
O que realmente é essencial para a alma imortal, sempre foram a moral e os bons costumes. Mas, muito se fala, pouco se aplica.
Nossos atos, atitudes e ações nem sempre representam o espelho dos nossos olhos.
Viver por viver todos vivem, mas viver direito com dignidade, responsabilidade, com a consciência tranquila e transparência é para poucos.
No transcorrer da nossa vida pessoal vamos adquirindo o somatório das reencarnações. Sendo elas que definem nossa vida futura, boa ou não.
O céu possível ou o inferno representa a nossa realidade espiritual dentro de cada um de nós.
Boa sempre será as escolhas no agir com discernimento e parcimônia, quando optarmos pelo bem proceder e fazer o correto no nosso dia a dia.
A verdade é luz. Somos a luz do mundo. O sal da terra. Mas sobretudo, somos espíritos imortais.
Estamos dispostos a fazer a nossa felicidade imortal?
Estamos agindo com boa-vontade e determinação fazendo melhorias na nossa personalidade, nossos sentimentos são elevados, de forma que possamos compreender melhor o quanto podemos ser verdadeiros cristãos?
Estamos seguindo nos passos do Mestre Jesus?
Embora muitas vezes, nos sintamos fragilizados diante de muitas questões afligentes, que nos deixam desconcertados diante da vida e do cotidiano, não percamos a esperança de que algo muito maior nos aguarda.
Que o bem, o bom e que o nosso Mestre Divino Jesus nos ajude a ser feliz, ainda nesta existência e nas posteriores que virão.
Vera Jacubowski – Em 30/11/2025.

TERAPIA DO AMOR-O AMOR DE CORAÇÃO TUDO VENCE.

O Amor continua sendo, filhos da alma, a receita que temos a oferecer àqueles que buscam o socorro espiritual para as suas problemáticas de saúde.
Por isso podemos afirmar que:
O amor aclama e dissolve as tensões.
O amor alegra e tonifica o coração.
O amor vitaliza e fortalece as células de defesa do organismo.
O amor traz a esperança e recupera as células esgotadas.
Somente o amor dá sentido à vida e faz com que aquele que ama tenha fortes razões para continuar vivendo através da alegria em servir ao próximo.
Recordemos as sábias palavras de Paulo, em sua carta aos Coríntios:
O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Que excelente terapia temos às mãos, filhos, através das palavras paulinas, adequadas para todos os problemas diários.
Perseveremos no tratamento com os abnegados médicos da Terra e não nos esqueçamos também de nos tratar com Jesus, através da terapia do amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta e tudo vence.
BEZERRA DE MENEZES-O MÉDICO DOS POBRES

Maria de Nazaré, Mãe de Jesus.


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Escrever sobre Maria de Nazaré é uma tarefa desafiadora, pois exige muito respeito, responsabilidade e cuidado ao abordar a grandeza de sua missão e seu papel na espiritualidade. Maria é uma das figuras mais sublimes da história humana e espiritual. É reconhecida como a “personalidade sublimada”, como descrito por Emmanuel no livro “A Caminho da Luz”, psicografado por Chico Xavier. Escolhida para ser a mãe de Jesus, ela aceitou a complexa e honrosa missão de guiar e educar aquele que se tornaria o maior exemplo de amor e compaixão que a humanidade já conheceu.



Missão Sublime


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Segundo Emmanuel, no momento da vinda de Jesus, entidades angélicas se reuniram para organizar os preparativos para essa missão, selecionando instrutores, precursores e auxiliares divinos. Maria foi chamada a integrar essa equipe, escolhida para acolher Jesus como mãe e tutora na Terra. Portanto, sua missão começou ainda no plano espiritual, quando aceitou esse papel fundamental, consciente de sua magnitude e das responsabilidades que exigiria.
Ainda muito jovem, recebeu a visita do anjo Gabriel, que a saudou com as palavras: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lucas 1:28). Ele anunciou que ela conceberia o Filho do Altíssimo, trazendo uma mensagem de esperança para toda a humanidade. Demonstrando coragem e submissão à vontade divina, Maria respondeu: “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lucas 1:38). Essas palavras refletem a profunda humildade e fé que marcaram sua vida.

Companheira do Mestre

 

Educadora espiritual e mãe amorosa, Maria viveu os desafios de acompanhar o desenvolvimento e o sofrimento de seu filho em uma época de grandes dificuldades. Ela esteve ao lado de Jesus, apoiando-o em seu ministério, e seu amor incondicional a ajudou a enfrentar a dor ao ver o Messias incompreendido e perseguido. Carregou em seu coração a profecia de Simeão: “…e a ti Maria, uma espada traspassará tua alma” (Lucas 2:35), referindo-se ao sofrimento que ela enfrentaria ao ver o destino de Jesus.



Maria no Plano Espiritual

 

Após a crucificação de Jesus, retirou-se para Éfeso, onde viveu seus últimos anos em paz. Acolheu desamparados, fortaleceu os primeiros cristãos e confortou aqueles que buscavam o consolo espiritual. Hoje, no plano espiritual, Maria continua sua missão, estendendo seu manto de luz aos que sofrem. Cuida especialmente dos espíritos que desencarnaram prematuramente ou se encontram em profunda aflição. Através de sua Fraternidade Espiritual, Maria de Nazaré ampara aqueles que buscam a esperança e a redenção.
Maria é o exemplo perfeito de amor, coragem e resignação diante da vontade divina. Que sua luz e sua dedicação continuem a nos inspirar. Sigam nos oferecendo consolo nos momentos de dor e nos incentivando a seguir o caminho da compaixão e da paz. Em cada prece e em cada pedido de ajuda, podemos nos lembrar do amor materno de Maria e da força que ela representa. A mãe de Jesus é a mãe espiritual de todos nós.

O TESOURO DA ORAÇÃO

A oração deve abrir espaços no tempo do cristão, a fim de preencher lhe os vazios do sentimento.
Mais do que um amontoado de palavras, a oração é um ato de interação entre a alma e Deus.
Não importa a posição do corpo, no ato de orar, mas a da alma que se eleva quanto mais reconhece a própria pequenez.
Ato de humildade, de adoração, de fé, a oração é o pulsar do desejo humano na vibração do amor divino.
O homem que ora abre-se ao amor, e a vida plenifica-o com paz.
A oração, talvez, não mude as circunstâncias nem impeça as ocorrências, mas dá visão para compreendê-las e forças para superá-las.
Mediante a oração, o homem marca o seu encontro com Deus. Sem esse contato, desacostuma-se de conversar com Ele, perde a compreensão para os Seus desígnios, terminando por esquecê-lo, e quando deseja reatar o intercâmbio, aturde-se, sem saber como fazê-lo.
Deus espera pelo homem, e a oração é o veículo que o aproxima d’Ele.
Muitas criaturas buscam Deus quando estão desesperadas, e, porque perderam o Seu endereço, o apelo não consegue alcançar o alvo. A oração é meio seguro de saber onde Ele se encontra.
A oração mais eficiente é a que se faz através da ação do bem ao próximo sob a inspiração do amor.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Renovação
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

Filhos do Calvário

A jovem Agnes desceu do trem com o qual chegara até a Índia.
Há poucos meses havia feito seus votos religiosos e agora chegava a esse país desconhecido para ela, a fim de lecionar inglês na escola mantida por sua Ordem.
Passados alguns meses, começou a se sentir incomodada por conhecer somente superficialmente aquele imenso país que a abrigava.
Dessa forma, chegando o feriado da Semana Santa, resolveu tomar um trem a fim de que, visitando outras cidades além da que residia, pudesse aprofundar seus conhecimentos sobre a cultura e a sociedade indiana.
E assim foi a jovem religiosa, de estação em estação, de diversas cidades. Nesse giro, percebeu o quanto de sofrimento havia naquele país, oriundo da mais absoluta desigualdade social.
Agnes viu de perto a amargura dos párias.
É verdade que na Índia, legalmente, não há divisão entre castas.
Entretanto, culturalmente, aqueles que nascem párias são considerados impuros e qualquer proximidade com eles, até uma simples troca de olhares, acreditam, pode trazer má fortuna.
Ao desembarcar em uma das tantas estações, Agnes percebeu que, somente no vagão onde se encontrava, seis pessoas haviam caído mortas por conta das condições precárias de saúde e higiene ou asfixiadas pela grande lotação.
Tais mortes, aliadas a todo sofrimento que havia presenciado, fizeram com que a religiosa tomasse ciência, realmente, do que era a Índia.
Retornando de sua viagem, adentrou a capela na qual costumava fazer suas orações. Duas palavras lhe vieram à mente: Tenho sede.
Agnes lembrou de que, naquela tarde vergonhosa na qual Jesus foi levado ao madeiro da cruz, Ele teve sede e os algozes lhe deram uma esponja embebida em vinagre.
Quase dois mil anos se passaram e Jesus continua com sede. O que dei para Jesus beber? Os malvados deram-lhe vinagre. E eu? O que lhe dei? Pensou a religiosa, com os olhos marejados de lágrimas.
Ali, imersa nas dores do Cristo e nas dores do mundo, nascia Madre Teresa de Calcutá.
Ela percebeu que todos os que sofriam eram, assim como Jesus, filhos do Calvário e que ela necessitava auxiliá-los.
Sob essa inspiração, ela iniciou a sua obra assistencial, que atendeu não somente os párias sociais, mas, principalmente, os párias morais.
Ela entregou sua vida a Jesus, encontrando-O nos abandonados pela mesquinhez humana.
* * *
Madre Teresa conseguiu enxergar aquilo que para muitos de nós passa despercebido ou que, então, não contabilizamos como uma responsabilidade nossa: as dores do mundo.
Passamos tanto tempo preocupados conosco mesmos, com nossas conquistas, sonhos e ideais, que nem nos lembramos de que grande é o número dos que perecem pela miséria, pelo abandono, pela solidão.
Buscamos a própria felicidade diariamente. Mas será possível ser feliz quando se sabe que tantos são os que passam sede e recebem a esponja vinagrosa do descaso?
Pensemos nisso!
Redação do Momento Espírita, com base na palestra Vitória do
amor, proferida por Divaldo Pereira Franco.

ALEGRIA E AÇÃO

A alegria espontânea, que decorre de uma conduta digna, é geradora de saúde e bem-estar.

O homem que executa com prazer os seus deveres e sabe transformar as situações difíceis, dando-lhes cor e beleza, supera os impedimentos e facilita a realização de qualquer empresa. A alegria, desse modo, resulta de uma visão positiva da vida, que se enriquece de inestimáveis tesouros de paz interior.

Viver, deve ser um hino de júbilo para todos quantos se movimentam na Terra.

Oportunidade superior de ascensão, pode ser considerada uma bênção de alto porte, que somente uma conduta jubilosa e reconhecida pode exteriorizar como forma de gratidão.
*
Quanto faças, realiza-o com alegria.

Põe estrelas de esperança no teu céu de provações e rejubila-te pelo ensejo evolutivo.

Abre-te a outros corações que anelam por amizade e aumenta o teu círculo de companheiros, transmitindo-lhes as emoções gratas do ato de viver.

Qualquer ação inspirada pela alegria torna-se mais fácil de ser executada e aureola-se da mirífica luz do bem.

Nem sempre é o fato, em si, o grande problema, mas o estado de ânimo e a forma de o encarar por aquele que o deve enfrentar.

Coloca o toque de alegria nas tuas realizações e elas brilharão, atraindo outras pessoas, que se sentirão comprazidas em poder ajudar-te, estar contigo, participar das tuas tarefas.

O Evangelho é uma Boa Nova de alegria, pois que ensina a superar a dor, a sombra da saudade, e aclara o enigma da morte.
Neste, como em todos os teus dias, sê alegre, demonstrando gratidão a Deus por estares vivendo.
Joanna de Ângelis
Livro: Episódios Diários
Médium: Divaldo Pereira Franco

A tua vida é um álbum de lembranças, no qual deves arquivar apenas aquelas que te ensinaram a crescer e a amar.
As outras, as que te afligiram, tornaram-se degraus inferiores da escada de ascensão, sem os quais não poderias alcançar os patamares superiores.
Abençoa-as com a tua gratidão e deixa-as como alicerce do edifício da tua atual existência, revivendo apenas lembranças de libertação.
Do livro: Luz da Esperança
Divaldo Franco/ Joanna de Ângelis

EM FAVOR DOS ENFERMOS

Na grande área dos serviços fraternais de socorro ao próximo, demandando a ação da caridade, a cura das mazelas orgânicas, emocionais e mentais é de vital importância.
Certamente, mais delicado é o desafio da saúde moral, graças ao qual os fenômenos fisiopsíquicos assumem alta significação, apresentando-se como respostas inevitáveis.
O ideal, portanto, é trabalhar-se os valores íntimos do homem, de cuja harmonia deriva o bem-estar. Entretanto, na impossibilidade de conseguir-se a realização plena, no campo das causas, o empenho por minimizar-se os efeitos perniciosos assume significação relevante, por propiciar requisitos que facultam a instalação das fontes saudáveis na organização perispiritual.
Para que se logrem resultados favoráveis na terapia curativa, é indispensável que o agente possua condições mínimas que sejam, a saber: harmonia interior, que decorre de uma conduta sadia; sentimentos de amor, que propiciem vibrações positivas; espírito de abnegação; saúde física e mental, de modo que a bioenergia, que se deseje doar, carreie forças restauradores e atue nos centros vitais, gerando células sãs, portadoras de equipamentos harmônicos.
Ocorre, às vezes, que alguns instrumentos das curas contradizem esses itens mínimos, porém, eles próprios são pacientes, nos quais as enfermidades ainda não se manifestaram, apesar de já instaladas.
Toda e qualquer pessoa forrada de bons propósitos pode e deve auxiliar o seu próximo, quando enfermo.
Não é exigível que aplique está ou aquela técnica, sempre dispensável. Mas é essencial que se haja educado para o mister e procure, sinceramente, ajudar.
A irradiação da mente concentrada no bem, em favor de alguém, opera admiráveis resultados.
Unida à aplicação dessa energia, com as mãos distendidas, sem ruído ou ritual, a magnetização da água completa a operação socorrista, ao ser ingerida pelo paciente.
A sociedade, como um todo, necessita do equilíbrio e da saúde, no entanto, é no homem, como célula valiosa, que se deve iniciar o labor terapêutico.
É claro que muitos atletas, portadores de saúde física, são, por outro lado, expressões de conduta infeliz, perniciosa.
Os apologistas das raças superiores preocupam-se com os físicos ideais e portadores de linhas que expressem a procedência genética, despreocupados com os seus valores éticos e morais.
A saúde real é resultado da homeostase, vigente no homem, na qual o físico e o emocional se harmonizam perfeitamente.
Jesus curava e concedeu aos discípulos a faculdade de recuperar os enfermos.
Mantinha, no entanto, uma regra severa para a preservação da saúde, que era a recomendação em favor da conduta moral de modo que não lhes acontecesse nada pior.
A mente é fonte geradora de energias que esparze conforme as inclinações do espírito, sendo fator de infortúnio, como de felicidade, para si mesmo e para os demais.
Assim, orando, exercita os teus recursos latentes, canalizando-os em favor dos enfermos e recomendando-lhes mudanças de comportamento mental e moral para melhor, assim contribuindo para que a sociedade humana seja mais feliz.
JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Momentos de Felicidade
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

O ESPÍRITO RECONHECE

Independente da aparência
Essa é uma das maiores esperanças e um dos maiores medos de quem perdeu alguém querido: “Será que vou reconhecer meu pai, minha mãe, meu filho quando eu partir também?”.
A Doutrina Espírita assegura: sim, o reencontro acontece e o reconhecimento é plenamente possível! O Espírito é Imortal e carrega consigo a sua identidade. Os Espíritos podem conservar a forma humana, ou seja, podem manter a aparência com a qual nós os conhecíamos e amávamos na Terra.
Mas, no Plano Espiritual, a aparência não é fixa como na matéria. O Espírito tem a capacidade de plasmar seu perispírito de acordo com o seu estado mental. Isso significa que um Espírito que desencarnou jovem pode se apresentar mais velho se for de sua vontade, ou um Espírito que partiu com marcas de doença pode se mostrar saudável e jovial.
O mais importante é que a identidade essencial, a vibração do ser amado, é inconfundível. O reencontro é marcado por uma intuição profunda, uma alegria que dispensa palavras, pois as almas se reconhecem pelo laço eterno do amor.
Ao reencontrar entes queridos, o que nos une não é apenas a memória da face, mas a sintonia dos corações. Aqueles que partiram antes nos aguardam em estações de socorro ou em suas moradas no Além, preparados para nos receber com o amor que cultivamos.
Portanto, a saudade é natural, mas a certeza do reencontro deve ser um bálsamo. O amor verdadeiro transcende a matéria e é o imã que nos ligará novamente no abraço da Eternidade.
Desc. Autor

Projeto do Cristo

Porventura, sentes-te engajado no projeto do Cristo para a redenção da Humanidade, ou te preocupas apenas com a tua possibilidade de elevação?
Qual é o teu grau de comprometimento com o Evangelho?
Qual é o tamanho do teu ideal e a extensão de tua fé?
Pretendes apenas saciar a tua própria sede ou te transformares em fonte que dessedenta?
Prossegue na condição de boca sempre faminta, ou já aprendeste a te converteres em pão?
Almejas um Céu para além da Terra, com total esquecimento dos espíritos recalcitrantes, ou já compreendeste a necessidade de construires o Céu sobre a Terra?
Neste sentido, tens oferecido mãos e coração ao Senhor, para que, através de ti, Ele continue realizando a sua obra de amor?
Livro: Irmão José, pelo Espírito Irmão José/Psicografia Carlos A. Baccelli – Capítulo 70. Editora Didier.

COERÊNCIA E FIRMEZA

Comporta-te com a mesma firmeza e dignidade, quando a sós ou na multidão, no lar ou fora dele.
O homem de bem é sempre o mesmo, não possuindo duas faces morais.

Trabalhando-te interiormente, fixarás os ideais de enobrecimento nos atos, que se exteriorizarão, sempre iguais, nas mais variadas situações.

O homem consciente das suas responsabilidades tem uma só conduta, seja na vida privada ou na pública, caracterizando-se pela retidão, que lhe expressa a grandeza do ideal esposado.

Se adquires o hábito da dissimulação, em breve derraparás na hipocrisia e na pusilanimidade.

Exercitando-te na concentração dos pensamentos superiores, eles fluirão pelos teus atos no lar, no serviço e nas horas de recreio.

O lar é a sociedade miniaturizada nas fronteiras domésticas.

Aí se forjam os valores indispensáveis para o crescimento intelecto moral do indivíduo, preparando-o para o mundo.
*
Sê refratário à lisonja.
Prefere uma verdade ácida a uma mentira adocicada.
O lisonjeador é desonesto com aquele a quem elogia.

Interrompe-lhe a insinuação perturbadora, que te atribui valores que não possuis.

Sê, então, coerente, em todos os atos, não amparando o vício, nem passando recibo em favor da fraude, das posturas reprocháveis. Talvez não mudes o mundo. Se, no entanto, te tornares melhor, o mundo se terá renovado com disposições superiores para o fanal da fraternidade e da paz.
Joanna de Ângelis
Livro: Episódios Diários
Médium: Divaldo Pereira Franco

Saibamos ouvir e ver.

Há sempre respostas do Céu às nossas súplicas e jamais devemos interromper o culto da oração, fio divino e invisível de nossa comunhão com Deus.
Invariavelmente, fluem do Alto soluções diversas em nosso favor, à vista de nossas exigências, entretanto, é preciso acender a flama da fé no templo d’alma para ouvirmos a mensagem de Cima quando o Senhor nos diz “não”.
Decerto, se todos fôssemos afirmativamente atendidos em nossos requerimentos e petitórios, a perturbação arrasaria o senso da vida e acabaríamos desnorteados nas sombras da insensatez que nos é própria.
Muitas vezes, a ausência de braços queridos, em nossa equipe familiar é a bênção do Céu para que a responsabilidade nos enriqueça o destino.
Quase sempre, a moléstia do corpo é socorro às mazelas da alma.
Em muitas ocasiões, o pauperismo e a dificuldade, a provação e o sofrimento constituem o auxílio seguro da Eterna Providência para que o tempo nos favoreça com os tesouros da educação.
E, frequentemente, quando a morte nos visita o santuário doméstico no mundo, semelhante acontecimento vale por advertência do Céu para que estejamos acordados e valorosos na Terra.
Abramos o coração ao sol da prece e roguemos ao Pai nos conceda visão.
Em torno de nós, no campo físico e além dele, corre generoso e incansável o rio da Bondade Celeste. Basta haja em nós o amor pelo bem e a vocação de servir para que as bênçãos desse manancial nos felicitem a vida.
Não nos levantemos, porém, na área da experiência exclamando: “Ouve Senhor, que teu servo clama”!
Antes digamos, genuflexos, no altar do espírito: “Fala, Senhor, que teu servo escuta!”
Então a humildade será luz brilhante nos escaninhos do coração, fazendo-nos enxergar nossas próprias necessidades e nossos próprios enigmas e, revelando-nos a verdade, silenciosa, far-nos-á perceber que a oração não modifica o quadro de aflição e dor que criamos por nós mesmos, mas transformar-nos-á o modo de ser, sublimando-nos sentimentos e pensamentos, diretrizes e atitudes, palavras e atos, para que as nossas experiências se desdobrem, não conforme os nossos caprichos, mas segundo a Misericórdia e a Justiça da Lei.
EMMANUEL-CHICO XAVIER

Ajudemos a Vida Mental

“E seguia-o uma grande multidão da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia e de além do Jordão.” – (Mateus, 4:25)

A multidão continua seguindo Jesus na ânsia de encontrá-lo, mobilizando todos os recursos ao seu alcance.
Procede de todos os lugares, sequiosa de conforto e revelação.
Inútil a interferência de quantos se interpõem entre ela e o Senhor, porque, de século a século, a busca e a esperança se intensificam.
Não nos esqueçamos, pois, de que abençoada será sempre toda colaboração que pudermos prestar ao povo, em nossa condição de aprendizes.
Ninguém precisa ser estadista ou administrador para ajudá-lo a engrandecer-se.
Boa-vontade e cooperação representam as duas colunas mestras no edifício da fraternidade humana. E contribuir para que a coletividade aprenda a pensar na extensão do bem é colaborar para que se efetive a sintonia da mente terrestre com a Mente Divina.
Descerra-se à nossa frente precioso programa nesse particular.
Alfabetização.
Leitura edificante.
Palestra educativa.

Exemplo contagiante na prática da bondade simples.
Divulgação de páginas consoladoras e instrutivas.
Exercício da meditação.
Seja a nossa tarefa primordial o despertar dos valores íntimos e pessoais.
Auxiliemos o companheiro a produzir quanto possa dar de melhor ao progresso comum, no plano, no ideal e na atividade em que se encontra.
Orientar o pensamento, esclarecê-lo e sublimá-lo é garantir a redenção do mundo, descortinando novos e ricos horizontes para nós mesmos.
Ajudemos a vida mental da multidão e o povo conosco encontrará Jesus, mais facilmente, para a vitória da Vida Eterna.
Livro: Fonte Viva, do espírito Emmanuel/Psicografia Chico Xavier – Capítulo 144.
Pois quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, e irmã, e mãe. – Marcos 3:35.

Familiares Parentela – Instituto primário da Caridade.

Fora do Lar, é possível o sossego na consciência, distribuindo as sobras de dinheiro ou do tempo, aliás, com o mérito de quem sabe entesourar a beneficência. Nada difícil suportar o agressor desconhecido que raramente conseguiremos rever.
Nenhum sacrifício em amparar o doente, largado na rua, a quem não nos vinculamos em compromisso direto.
Em casa porém, somos constrangidos ao exercício da assistência constante. É ai, no reduto doméstico, por trás das paredes que nos isolam do aplauso público, que a Providência Divina nos experimenta a madureza mental ou o proveito dos bons conselhos que ministramos.
Nós que de vez em vez, desembolsamos sorrindo pequena parcela de recursos amoedados, em benefício dos outros, estamos incessantemente convocados a sustentar familiares que precisam de nós, não apenas mobilizando possibilidades materiais, mas também apoio e compreensão, disciplina e exemplo, resguardando as forças que nos asseguram felicidade.
Anseias por encargos sublimes, queres a convivência das entidades superiores, sonhas com a posse de dons luminescentes, suspirar pela ascensão espiritual!…
Contempla, no entanto, o espaço estreito que te serve de moradia e lembra-te da criança na escola.
Em cada companheiro que partilha a consanguinidade, temos um livro de ações que, ás vezes, nos detém o passo por tempo enorme, no esforço da repetência. Cada um deles nos impele a desenvolver determinadas virtudes; num a paciência, noutro a lealdade, e ainda em outros, o equilíbrio e a abnegação, a firmeza e a brandura!
A pretexto de auxiliar a humanidade, não fujas do cadinho fervente de lutas em que a vida te colocou sob o telhado em que respiras.
Anda mesmo ao preço de todos os valores da existência física, refaze milhares de vezes, as tuas demonstrações de humildade e serviço, perante as criaturas que te cercam, ostentando os títulos de pai e mãe, esposo ou esposa, filhos ou irmãos, porque é de tua vitória moral junto deles que depende a tua admissão definitiva, entre os amados que te esperam, nas vanguardas de luz, em perpetuidade de regozijo na Família Maior.
Fonte: Livro da Esperança – Ed. Comunhão Cristã Espírita – Cap. 39
e Comentários Segundo Evangelho de Marcos – Livro o Evangelho por Emmanuel 

A Contra Pergunta



Quando o Amigo Espiritual se aproximou, a senhora lhe disse quase em pranto:

— Benfeitor querido, as nossas provações continuam grandes…

Dificuldades, tropeços, desilusões.

E o que me impressionou é que meu tio nos falou hoje, francamente, que o nosso grupo familiar chegou a tantos obstáculos porque nos preocupamos, excessivamente, com a religião e oramos demais…

O irmão, que diz a isso?

O Amigo Espiritual meditou longamente e respondeu com outra pergunta:
— Filha, se lutamos tanto, mantendo-nos em prece, o que será de nós se não orarmos?
 André Luiz
Livro: Aulas da Vida/Espíritos Diversos
Psicografia Chico Xavier. Editora IDEAL.

Provação: luta que testa nossa fé e resistência.

Jesus por nós


Não basta a experimentação científica a estender-se, indefinidamente, em afirmações provisórias, não obstante a respeitabilidade com que nos preside a evolução para a Esfera Superior.
Não basta, igualmente, a definição filosófica, muita vez, limitando os voos do espírito no rumo da glória a que se destina.
É imprescindível que o coração se erga ao cérebro, sublimando-lhe as mais íntimas cogitações, para que o amor clareie os caminhos da vida.
A nós outros, companheiros de lutas e experiências de outras eras, cabe agora o privilégio de anunciar as verdades novas…
Outrora, incompreensivos e rebelados, hostilizávamos o Senhor na pessoa daqueles que no-lo traziam no próprio exemplo.
Encastelados na aristocracia do ouro e do poder ou petrificados nos dogmas das igrejas, separados pela vaidade e pela discórdia, em muitas ocasiões, malversávamos as concessões do Alto, quando não nos consagrávamos à ironia e à perseguição, cercando-lhe o pensamento divino, através das mais deploráveis manifestações de ignorância e de orgulho, de egoísmo e crueldade, descendo, desiludidos e inconsequentes, aos desfiladeiros da treva.
Outrora, convertíamos a existência corpórea em instrumento de preservação da animalidade e do crime, depredando as promessas da luz, cristalizados que nos achávamos na furna de nossa própria miséria!…
Hoje, porém, o Espiritismo é a nossa porta de trabalho para a benção do reajuste.
Exumados da aflição e do nevoeiro que nos paralisavam os braços nos precipícios da sombra, somos agora trazidos pela Misericórdia d’Ele, Nosso Mestre e Senhor, à construção da felicidade humana que expressa nossa própria felicidade.
É por isso que, convidados ao campo de abençoada luta, não podemos olvidar nossa responsabilidade maior…
Cristo em nós para que o mundo se renove nas excelsas realidades do Espírito…
Jesus
– em nosso pensamento para que saibamos entender e ajudar;
– em nossas palavras a fim de que aprendamos a soerguer e auxiliar, ao invés de reprovar e ferir;
– em nossos olhos e em nossos ouvidos para que venhamos a encontrar o bem com o esquecimento do mal;
– em nossas mãos a fim de que nos decidamos a converter as horas em cânticos de trabalho edificante a favor do progresso comum…
E sobretudo, amigos, Cristo em nosso coração para que a Boa Nova não seja um tema vazio em nossos lábios, mas sim a própria melodia do Céu a exprimir-se na Terra, onde estejamos, em nome da nossa fé, cultivando a fraternidade e a confiança, a paz e a beleza, em refulgente antecipação do Reino de Deus…
Assim, pois, reunidos na oração, não nos esqueçamos de Jesus nas linhas de ação, dentro das quais, sem dúvida alguma, o Evangelho por nós é a palavra viva em que o mundo desfalecente compreenderá a infinita bondade de Nosso Pai, a imortalidade da alma, a intangibilidade da justiça e a luz sublime do amor que nos assegurará, por fim, a eterna alegria na eterna ressurreição.
– Emmanuel/Chico Xavier

TRABALHANDO COM JESUS


Bezerra de Menezes
Filhos,
Silenciai a vossa fala sempre que não puderdes fazer o bem, sempre que vosso eu se manifeste antes que vossa vontade de progresso espiritual ou abafe o benefício alheio; deixai sempre que o vosso silêncio construa melhor por vós. Todavia, que este silêncio seja de segundos de reflexão, pois logo que consigais vencer a vós mesmos, voltai à carga, enfrentai os vossos erros e combatei-os, estendendo as mãos e o coração para socorrer aos que de vós necessitem.
Jesus não sentiu aversão por nós quando teve de lidar com nossa ignorância, a nossa incompreensão e os nossos preconceitos. Mesmo diante dos leprosos, sua expressão e o seu olhar não foram de repugnância, mas de meiguice, que se acentuava e deixava que a Ele se achegassem todos para receber, de acordo com o merecimento de cada um, as virtudes que de seu Espirito puríssimo continuamente partiam, a fim de curar a matéria pútrida.
Experimentai, de hoje em diante, sorrir diante dos necessitados e assim estareis assegurando algum alivio às suas dores. E com o vosso carinhoso amparo, se sentirão eles como que junto ao Mestre que vos indicou o caminho.
Contai a todos, então, aonde aprendestes, e com quem, a servir com todo amor e fazei que, através de vós, possa Jesus penetrar o coração dos que sofrem.
Vereis chuvas de bênçãos virem do Alto a vos ajudar e estareis, então, na estrada certa, pois, como nos disse o Cristo, “Ninguém vai ao Pai senão por mim”.
Paz e amor em Jesus.
Bezerra de Menezes-
(Mensagem recebida pelo fundador e Orientador-Geral de nossa CASA, Azamor Serrão, e publicada em O Cristão Espírita No. 17, Ed. de abril – maio de 1968)

Prece a Joanna de Ângelis

Amada mentora espiritual Joanna de Ângelis,

Que teu olhar de ternura e compaixão envolva hoje o meu coração.

Que tuas palavras de sabedoria e luz se façam ouvir em minha consciência.

Fortalece minha fé nos momentos de incerteza.

Renova minhas forças quando o cansaço me visitar.

Purifica meus pensamentos para que eu veja a verdade do caminho que devo trilhar.
Ajuda-me a compreender os propósitos maiores da minha existência,

E a aceitar com serenidade os desafios que fazem parte do meu crescimento espiritual.
Que eu saiba reconhecer os pequenos e grandes milagres que o Universo coloca em meu caminho.

E que, guiado(a) por tua presença amiga, eu cumpra com amor e coragem a missão que me foi confiada nesta vida.
Assim seja.

DOENÇAS

Qualquer equipamento de uso, sofre os efeitos do tempo, o desgaste dos serviços, os desajustamentos, caminhando para a superação, o abandono…

O que hoje é de relevante importância, amanhã encontra-se ultrapassado e, assim, sucessivamente.
O corpo humano, da mesma forma, não pode permanecer indene às injunções naturais da sua aplicação e das finalidades a que se destina.

Elaborado pelos atos pretéritos, é resistente ou frágil, conforme o material com que foi constituído em razão dos valores pertinentes a cada ser.

Muito justo, portanto, que enferme, se estropie, se desgaste e morra.
Transitório, em razão da própria junção, é, todavia, abençoado instrumento do progresso para o Espírito na sua marcha ascensional.
*
Chamado à reflexão, por esta ou aquela enfermidade, mantém-te sereno.

Vitimado por uma ou outra mutilação, aprofunda o exame dos teus valores íntimos e busca retirar da experiência as vantagens indispensáveis.

Surpreendido pelos distúrbios da roupagem física ou da tecelagem no sistema eletrônico do psiquismo, tenta controlá-los e, mesmo lutando pela recuperação, mantém-te confiante.
*
Não te deixes sucumbir sob as injunções das doenças.

Através da mente sã reconquistarás o equilíbrio da situação.

E se fores atingido na área da razão, desde hoje entrega-te a Deus e confia n’Ele.

A doença faz parte do processo normal da vida como parcela integrante do fenômeno da saúde.
Joanna de Ângelis
Livro: Episódios Diários
Médium: Divaldo Pereira Franco

DEUS SEMPRE


Por mais terrível que se te apresente a situação, segue adiante, sem desfalecimento.
O desânimo é inimigo sutil que inutiliza os mais belos empreendimentos da vida.
Se os amigos te abandonaram ante os insucessos econômicos ou afetivos que te chegaram; se os parentes e os afetos resolveram afastar-se por motivos que desconheces; se tudo te empurra ao limite estreito da solidão, recompõe-te intimamente e espera.
É provável que te sintas a sós, e que, aparentemente, estejas sem companhia. Isto, porém, não é uma realidade espiritual, mas o reflexo do momentâneo estado de alma que te assalta.
Nunca estás sozinho. Fazendo parte integrante da Criação, ela está em ti, quanto nela te encontras.
No lugar onde estejas, Deus está contigo: no lar, no trabalho, no espairecimento, no repouso, na doença, na saúde, n’Ele haurindo consolo e forças para prosseguires nos misteres a que te vinculas.
Somente te sentirás a sós, se deixares de preservar o vínculo consciente com o Seu amor. Mesmo assim, Ele permanecerá contigo.
Estás unido a toda Humanidade. Vão-se umas pessoas, outras chegam. Não te amargures com as que partem. Não te entusiasmes com as que chegam.
As criaturas passam como veículos vivos: têm um destino e não as podes deter.
Compreendendo esse impositivo, faze-te o amigo e irmão de quem encontres no caminho, não o retendo ao teu lado, nem te fixando no dele. Ajuda-o e segue.
Só Deus, porém, é sempre o constante companheiro. Por isso, nunca te permitas sentir solidão.

JOANNA DE ÂNGELIS
LIVRO: Filho de Deus
MÉDIUM: DIVALDO PEREIRA FRANCO

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