VIGIANDO SE ALGUMA VIRTUDE HÁ – PAULO

virtude

Vigiando…

“Se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento.”
Paulo.

Trabalhemos vigiando

Aquilo que nos ocupa o pensamento é a substância de que se nos constituirá a própria vida.
Retiremos, dessa forma, o coração de tudo o que não seja material de edificação do Reino Divino, em nós próprios.
Em verdade, muita sugestão criminosa buscará enevoar-nos a mente, muito lodo da estrada procurar-nos-á as mãos na jornada de cada dia e muito detrito do mundo tentará imobiliza-nos os pés.
É a nuvem da incompreensão conturbando-nos o ambiente doméstico…É a acusação indébita de permeio com a calúnia destruidora…É a maledicência convidando-nos à mentira e à leviandade…
É o amigo de ontem que se rende às requisições da treva, passando à condição de censor das nossas qualidades ainda em processo de melhoria…
Entretanto, à frente de todos os percalços, não te rendas às teias da perturbação e da sombra.
Em todas as situações e em todos os assuntos, guardemos a alma nos ângulos em que algo surja digno de louvor, fixando o bem e procurando realiza-lo com todas as energias ao nosso alcance.
Aos mais infelizes, mais amparo.
Aos mais doentes, mais socorro.
E, ocupando o nosso pensamento com os valores autênticos da vida, aprenderemos a sorrir para as dificuldades, quaisquer que sejam, construindo gradativamente, em nós mesmos, o templo vivo da luz para a comunhão constante com o nosso Mestre e Senhor.

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Emoções Perturbadoras

O homem que se candidata a uma existência feliz, tem a obrigação de vigiar as suas emoções perturbadoras, a fim de evitar-se desarmonias perfeitamente dispensáveis, na economia do seu processo de evolução.
As emoções perturbadoras decorrem do excesso de autoestima, do apego aos bens materiais e às pessoas, e do orgulho, entre outros fatores negativos.
O excesso de consideração que o indivíduo se concede, leva-o à irritação, ao ciúme, à agressividade, toda vez que os acontecimentos se dão diferentes do que ele espera e supõe merecer.
O apego responde-lhe pela instabilidade emocional, trabalhando-lhe a ganância, a soberba e a ilusão da posse, que concede a falsa impressão de situar-se acima do seu próximo.
O orgulho intoxica-o, levando-o à pressuposição de credenciado pela vida a ocupar uma situação privilegiada e ser alguém especial, merecedor de homenagens e honrarias, em detrimento dos demais.
Qualquer ocorrência que se apresente contraditória a esses engodos gerados pelo ego insano, e as emoções perturbadoras se lhe instalam, proporcionando desequilíbrios de largo porte, exceto se ele se resolve por digerir a situação e mudar de paisagem mental.
Superar tais emoções que têm raízes no seu passado espiritual, eis o grande desafio.
Assim, cumpre que ele envide todos os esforços para o autodescobrimento e a aplicação das energias em combater a inferioridade que predomina em a sua natureza.
*
“Não há nada a que o homem não se acostume com o tempo”, afirma um velho brocardo popular.
A liberação das emoções perturbadoras é resultado dos hábitos insalubres de entregar-se-lhe sem resistência.
Tão comum se faz ao indivíduo a liberação dos instintos perniciosos geradores deles, que este se não dá conta do desequilíbrio em que vive.
Adaptando-se ao autocontrole, eliminará, a pouco e pouco, a explosão dessas emoções perturbadoras.
Mediante pequeno código de conduta, torna-se fácil a assimilação de outros hábitos que são saudáveis e felicitam:
considera a própria fragilidade que te não faz diferente das demais pessoas;
observa o esforço do teu próximo e valoriza-o;
treina a paciência ante as ocorrências desagradáveis;
reflexiona quanto à transitoriedade da posse;
medita sobre a necessidade de ser solidário;
propõe-te a adaptação ao dever, por mais desagradável se te apresente;
aprende a repartir, mesmo quando a escassez caracterizar as tuas horas…
Um treinamento íntimo criará novos condicionamentos, que te ajudarão na formação de uma conduta ditosa e tranquila.
*
Foram as emoções perturbadoras que levaram Pedro, temeroso, a negar o Amigo, e Judas, o ambicioso, a vendê-lo aos inimigos da Verdade.
O controle delas, sob a luz da humildade e da fé, proporcionou à Humanidade o estoicismo de Estevão, a dedicação até o sacrifício de Paulo – que as venceram – e toda a saga de amor e grandeza do homem abnegado de todos os tempos.
FRANCO, Divaldo Pereira. Momentos de Felicidade. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. 4.ed. LEAL, 2011. Capítulo 18.

Perante Nós Mesmos


Vigiar as próprias manifestações, não se julgando indispensável e preferindo a autocrítica do auto-elogio, recordando que o exemplo da humildade é a maior força para a transformação das criaturas.
Toda presunção evidencia afastamento do Evangelho.
Agir de tal modo a não permitir, mesmo indiretamente, atos que signifiquem profissionalismo religioso, quer no campo da mediunidade, quer na direção de instituições, na redação de livros e periódicos, em traduções e revisões, excursões e visitas, pregações e outras quaisquer tarefas.
A exploração da fé anula os bons sentimentos.
Render culto à amizade e à gentileza, estendendo-as, quanto possível, aos companheiros e às organizações, mas sem escravizar-se ao ponto de contrariar a própria verdade, em matéria de Doutrina, para ser agradável aos outros.
O Espiritismo é caminho libertador.
Recusar várias funções simultâneas nos campos social e doutrinário, para não se ver na contingência de prejudicar a todas, compreendendo, ainda, que um pedido de demissão, em tarefa espírita, quase sempre equivale a ausência lamentável.
O afastamento do dever é deserção.
Efetuar compromissos apenas no limite das próprias possibilidades, buscando solver os encargos assumidos, inclusive os relacionados com as simples contribuições e os auxílios periódicos às instituições fraternais.
Palavra empenhada, lei no coração.
Libertar-se das cadeias mentais oriundas do uso de talismãs e votos, pactos e apostas, artifícios e jogos de qualquer natureza, enganosos e prescindíveis.
O espírita está informado de que o acaso não existe.
Esquivar-se do uso de armas homicidas, bem como do hábito de menosprezar o tempo com defesas pessoais, seja qual for o processo em que se exprimam.
O servidor fiel da Doutrina possui, na consciência tranqüila, a fortaleza inatacável.
Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé;
provai-vos a vós mesmos.”
– Paulo. (II CORÍNTIOS, 13:5.)
VIEIRA, Waldo. Conduta Espírita. Pelo Espírito André Luiz.

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