Convite a Tranquilidade – Divaldo Franco

pessoas maravilhosas

Convite à Tranquilidade

“E procurai viver tranquilamente…”
(1 Tessalonicenses: capítulo 4º, versículo 11.)
Mais produz quem o faz com equilíbrio.
Melhor ajuda aquele que coopera com tranqüilidade.
Maior eficiência a que decorre da ação paciente, constante.
A tranquilidade, por essa razão, em todos os momentos da vida é de salutar necessidade.
Vivendo sob condicionamentos decorrentes da violência que se espraia por toda parte, o homem, convidado a decisões e atitudes, raramente age impulsionado pela tranqüilidade que reflexiona, inspirando diretrizes de segurança.
O impacto resultante da alta carga de informações de variada ordem que o assalta, através dos veículos de comunicação, leva-o a reagir, no que incide em precipitadas resoluções de conseqüências poucas vezes felizes.
Acoimado por necessidades imediatas, no imenso campo das competições, à revelia da vontade, exaspera-se por nonadas, intoxicando-se, em regime de demorado curso, até a exaustão ou o desequilíbrio total, na rampa da alucinação.
Diz-se que manter a tranquilidade ante a injustiça, face às
surpresas desagradáveis que nos assaltam, sob condições inesperadas é de todo impossível…
Não é verdade, porém. Mister, bem se depreende, facultar condições para que vicejem as expressões da paciência no coração e na mente, em perene tranqüilidade.
Divaldo Pereira Franco – Convites da Vida – Pelo Espírito : Joanna de Ângelis
Para esse desiderato, deve o homem confiar em Deus plenamente, entregando-Lhe a vida e deixando-se conduzir.
Consciente de que todo mal aparente redunda num bem real e que toda aflição faculta resgate de dívida passada, nenhuma conjuntura infeliz consegue alterar o ritmo da tranqüilidade interior.
Mesmo quando experimentando sofrimento, tal estado não conduz à rebeldia, à desesperação, à deserção.
O estudo das “leis de causalidade”, a que se refere a Doutrina Espírita, a pouco e pouco esclarece o entendimento humano, consolidando convicções em torno da Divina Justiça, que estabelece as linhas do destino e da vida de modo a felicitar o espírito na jornada evolutiva; o exercício da vontade bem dirigida, mediante pequenos esforços, constantes disciplinas, necessárias continências; a meditação como norma de elevação dos pensamentos e cultivo das idéias superiores; a oração que faculta o estabelecimento da ponte entre o “eu propínquo” dos homens e o “Tu longínquo”, porém próximo da Divindade são métodos excelentes para a aquisição da tranquilidade.
Em qualquer situação mantém a tranquilidade e não te desesperes.
Muitas vezes parece que o auxílio divino te chegará tardiamente. Logo após, fazendo revisão das ocorrências, constatarás que o socorro celeste sempre chega “dez minutos antes” da hora grave, resolvendo o problema.
Persevera, pois, em tua tranquilidade sempre.
Divaldo Pereira Franco – Convites da Vida – Pelo Espírito Joanna de Ângelis

Descuidos

“Frequentemente, ele se torna infeliz por culpa sua e por haver desatendido à voz que por intermédio da consciência o advertia. Nesses casos, Deus fá-lo sofrer as consequências, a fim de que lhe sirvam de lição para o futuro.”
O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO Capítulo 25º – Item 7.
Mesmo antes que a ulceração interna desse início ao processo enfermiço de desgaste orgânico, a ira foi comensal das tuas horas e a irritabilidade exagerada perturbou o equilíbrio da máquina fisio-psicológica, ensejando o desajuste, agora de complicada erradicação.
Até que a obsessão se transformasse numa distonia psíquica de gravidade compreensível, a intolerância caracterizou os atos da tua vida, dificultando o auxílio espiritual e equilibrante com que amigos encarnados e desencarnados desejaram libertar-te.
Mesmo quando a velhice prematura se apossou da tua organização celular, já permitias que os impulsos inferiores que te vergastavam interiormente, em choques emocionais que dilaceravam o aparelho nervoso em constantes desatinos, conseguissem o desarranjo das peças orgânicas de difícil reparo.
Tombaste no despenhadeiro do desânimo porque consideravas a fé como rotulagem desagradável e pouco te empenhaste no estudo e observância das questões do espírito, que redundaram em anarquia emocional e desestímulo nos centros vitais do mundo psico-físico.
Diante da aflição que assoma devastadora, acreditaste que paz de espírito é oásis de repouso ao revés de campo de trabalho e malbarataste a dádiva do repouso, enfrentando, sem forças, os dias de luta.
Ao maldizeres as horas de trabalho com os filhinhos bulhentos e sadios, pensa nas mães crucificadas na luta de sofrimentos inenarráveis de filhos paralíticos ou dementes, esperançadas e confiantes em Deus.
Antes de desatrelares o corcel da vindita recorda os heróis do silêncio nobre, os mártires da verdade, os anjos do sacrifício, os santos da paciência, todos incompreendidos e sofredores construindo as bases da tua e da felicidade de todos.
No ato da crítica mordaz e impiedosa contra alguém considera as próprias forças em luta contra as tuas fragilidades e examina os insucessos ante as tentações, concedendo aos outros as mesmas excusas em que te resguardas.
No momento de lamentação contempla os companheiros à tua volta e os problemas que deles conheces te dirão muito: medita, então, nos que possivelmente eles têm sem que o saibas, muito mais graves do que imaginas, e resiste à leviandade de queixar, reclamar, derramar azedume injustificado pelo roteiro de ascensão.
Desejando tranquilidade radiosa trabalha com humildade no bem, arrimado ao espírito de serviço desinteressado, anônimo e fiel, conservando as esperanças até à hora da frutescência que te enriquecerá a gleba do coração com as messes de luz.
Zela pela organização que te serve de veículo no caminho evolutivo antes da enfermidade.
Armazena equilíbrio íntimo no curso incessante das horas de atividade antes da desdita.
Oração e vigilância como curso preparatório na academia de aprendizagem reparadora antes do compromisso negativo.
Exercício de paciência e meditação acurada nos objetivos da vida antes do sofrimento que virá, inevitavelmente.
Ação salutar e descortinio de deveres positivos, antes da desencarnação, “enquanto é dia”, porque.
… Porque depois o quadro é diverso.
Tardia a hora do arrependimento, inadequada a contribuição do dito: “se eu soubesse!”
Todos sabemos o que devemos e o que não devemos fazer, após travados os primeiros contatos com a mensagem clarificante do Evangelho.
Educação, pois, antes.
Disciplina antes.
Antes Instrução.
Antes Amor.
Caridade e cuidados antes do erro, do crime, da queda.
Mesmo Jesus, o Incomparável Sábio, antes do Gólgota arregimentou amigos, disseminou misericórdia em forma de amor, saúde e alegria, renovou as concepções espirituais da vida nas mentes daqueles que O seguiam, distendeu a verdade a todas as gentes, porque à hora do testemunho, levaria consigo o que fez, em nome do Pai, como realmente aconteceu, e não o que desejou fazer no messianato de luz para que veio.
FRANCO, Divaldo Pereira. Espírito e Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 34.

Ante o Sexo e o Amor

“À medida que progride moralmente, o Espírito se desmaterializa, isto é, depura-se, com o subtrair-se à influência da matéria; sua vida se espiritualiza, suas faculdades e percepções se ampliam; sua felicidade se torna proporcional ao progresso realizado. Entretanto, como atua em virtude do seu livre arbítrio, pode ele por negligência ou má vontade, retardar o seu avanço; prolongar, conseguintemente, a duração de suas encarnações materiais, que, então, se lhe tornam uma punição, pois que, por falta sua, ele permanece nas categorias inferiores, obrigado a recomeçar a mesma tarefa. Depende, pois, do Espírito abreviar, pelo trabalho de depreciação executado sobre si mesmo, a extensão do período das encarnações.”
A GÊNESE Capítulo 11º – Item 26.
Como o fogo que necessita ser disciplinado para ser útil, o sexo deve ser dirigido pelo amor a fim de preencher a sua finalidade santificante. A chama que a fornalha retém, aproveitando-lhe o calor, quando se movimenta a esmo alastra-se em incêndio destruidor.
O sexo, que perpetua a vida humana nos misteres procriativos quando bem conduzido, é o mesmo elemento que escraviza a alma quando transborda desgovernado.
Se te encontras em tormentos íntimos, açoitado pelo látego dos desejos infrenes, recorda o amor no seu roteiro disciplinante e corrige o desequilíbrio, imolando-o ao dever.
Não acredites que a emoção atendida nas fontes turbadas possa oferecer-te a tranquilidade que almejas. Amanhã, retomarás, voraz, novamente vencido. E enquanto não a submetas ao crivo rigoroso do teu comando, serás conduzido de forma impiedosa e aniquiladora.
Busca, assim, a linfa pura do amor, e, sacrificando o impulso momentâneo, lava as impurezas emocionais que te maculam.
Educa o pensamento por onde veiculam os primeiros gritos da emotividade desequilibrada.
Todo pensamento que se cultiva, transforma-se em ação que se aguarda.
Compreende que as exigências do desejo de agora nasceram ontem, no abuso da função sexual, quando o amor delinquiu contigo, favorecendo os excessos prejudiciais.
Enquanto te inclinas sedento sobre as largas faixas do gozo animalizante, procurando as facilidades que conduzem à lassidão e à morte, outros corações, marcados por sinais indefiníveis, arrastam os delitos do passado em alucinantes punições no presente, chorando em segredo, ao sorverem a taça de fel da correção expiatória.
Não convertas as sublimes experiências da continência sexual em favores degradantes que conduzem à loucura e ao crime.
Ausculta o coração dos favorecidos pelas concessões do impulso desgovernado e compreenderás o quanto são infelizes e insaciados.
Procura sondar a própria alma em rigorosa disciplina produtiva, fiel ao roteiro do dever mantenedor da vida, e, se encontrares ardência íntima, constatarás que ela prenuncia libertação consoladora que logo advirá. Por essa razão, a vitória sobre a carne não pode ser protelada com pretexto de “falta de forças”. Se na condição de amo não consegues dirigir, na posição subalterna mais difícil será a tua ordenação.
Os que atravessaram os portais do além-túmulo, vencidos pela lascívia e pelos desvios da função genésica, permanecem doentes pela emoção atormentada, transformados em párias sociais. Encontra-los-ás no caminho das criaturas, envergando roupagens masculinas e femininas, retidos em invólucros teratogênicos, quais presidiários em cárceres estreitos e disciplinantes, em longos processos de reeducação.
Ama, portanto, embora não recebas a retribuição.
Ama o dever idealista, inspirado pelas Forças Superiores, oferecendo tuas energias à produção do bem que libertará o homem de todos os males.
Desenvolve a fraternidade no coração, deixando-a espraiar-se como bênção lenificadora, consoante nos amou Jesus Cristo, corrigindo a inclinação da mente em relação àqueles com quem podes privar da intimidade, libertando o espírito e enriquecendo os sentimentos.
Trabalha em favor dos outros, mesmo que estejas transformado em brasa viva, e vencerás a aflição, recebendo as moedas de luz qual salário em forma de serenidade.
No entanto, se apesar dos melhores esforços não conseguires a desejada paz, continuando aflito, não creias que, sorvendo a taça embriagadora, amainarás a tempestade. Logo cessando o efeito entorpecente, a sede devoradora retornará, agravando o processo liberativo.
O problema do sexo é do espírito e não do corpo, e só pelo espírito será solucionado.
Procura, antes de novos débitos, o amantíssimo coração de nosso Pai, através da oração confiante, entregando-te a Ele, para que a sua inefável bondade, que nos criou e dirige, nos dê o indispensável vigor de conduzir o nosso sexo em direção do amor sublime que nos proporcionará a legítima felicidade.
FRANCO, Divaldo Pereira. Espírito e Vida. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL. Capítulo 57.

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