lindas histórias de chico xavier

LINDAS HISTÓRIAS DE CHICO XAVIER

julgar e não julgar

A GARGALHADA DO RIO…

por Romeu Leonilo Wagner
2 Maio, 2011

Passávamos os três sobre uma ponte. Nós, nossa esposa e o Chico.
Lá em baixo, um rio encachoeirado sorria e gargalhava.
Paramos para melhor sentir-Lhe a Mensagem.
Nossa companheira recorda-nos uma cena do livro “A CIDADE E AS SERRAS”, de Eça de Queiroz, em que Jacinto, o principal personagem, cansado da vida barulhenta das cidades, muda-se para a roça, a fim de gozar o silêncio das serras e medicar-se com o ar puro dos ambientes campestres.
Lá, na sua propriedade, providencia uma série de medidas higiênicas favoráveis a seus empregados.
Coloca banheiras nas casas dos roceiros, esta a primeira providência, por achar que a falta de banho concorria para multiplicar as enfermidades.
Seu companheiro de jornada ri-se desta preocupação. E, ambos, ao passarem sobre uma ponte, debaixo da qual corre um rio marulhante, reparam que ali passam muitos de seus assalariados com as vestes sujas e a pele encardida por falta de banhos..
— Veja, Jacinto, exclama o companheiro, vivem sujos porque querem.
Não parece que o rio está dando gargalhadas?…
E Chico concluindo a cena que a companheira memorara:
— Tem razão. O rio está, até hoje, dando gargalhadas, rindo-se ao ver-se com tanta água e apelando para nós, a fim de que não venhamos a mergulhar na sujeira de nosso próprio pretérito.

(Lindos Casos de Chico Xavier, por Ramiro Gama

tem um espírito

A morte do cão lorde

José e Chico Xavier possuíam um lindo cão. Chamava-se Lorde.
Era diferente de outros cães. Possuía até dons mediúnicos.
Conhecia, nas pessoas que visitavam seus donos, quais os bem intencionados, quais os curiosos e aproveitadores.
Dava logo sinal, latindo insistentemente ou mudamente balançando a cauda, à chegada de alguém, dizendo nesse sinal se a visita vinha para o bem ou para o mal…
Chico conta-nos casos lindos sobre seu saudoso cão.
Depois, tristemente, acrescenta:
— Senti-lhe, sobremodo, a morte. Fez-me grande falta. Era meu inseparável companheiro de oração. Toda manhã e à noite, em determinada hora, dirigia-me para o quarto para orar. Lorde chegava logo em seguida…
Punha as mãos sobre a cama, abaixava a cabeça e ficava assim em atitude de recolhimento, orando comigo.
Quando eu acabava, ele também acabava e ia deitar-se a um canto do quarto.
Em minhas preces mais sentidas, Lorde levantava a cabeça e enviava-me seus olhares meigos, compreensivos, às vezes cheios de lágrimas, como a dizer que me conhecia o íntimo, ligando-se a meu coração.
Desencarnou. Enterrei-o no quintal lá de casa.
Lembramos ao Chico o Sultão, inteligente cão do Padre Germano. Igual ao Lorde.
Falamos-lhe de um cão que possuímos e se chamava Sultão, em homenagem ao padre Germano.
Contou-nos casos do Lorde; contamos-lhe outros do Sultão.
E, em pouco, estávamos emocionados.
Ah! Sim, os animais também tem alma e valem pelos melhores amigos!

FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

perdão e odensor

Receita para melhorar

Em julho de 1948, o nosso confrade Jacques Aboad, de passagem por Pedro Leopoldo, conversava, ao lado de outros confrades, em companhia do Chico, sobre os trabalhos os trabalhos de aperfeiçoamento da alma.
A conversação deu lugar à prece em conjunto. E, manifestando-se, pelo médium, José Grosso, dedicado e alegre companheiro desencarnado, dedicou aos presentes os seguintes apontamentos:

RECEITA PARA MELHORAR

Dez gramas de juízo na cabeça.
Serenidade na mente.
Equilíbrio nos raciocínios.
Elevação nos sentimentos.
Pureza nos olhos.
Vigilância nos ouvidos.
Lubrificante na cerviz.
Interruptor na língua.
Amor no coração.
Serviço útil e incessante nos braços,
Simplicidade no estômago.
Boa direção nos pés.
Uso diário em temperatura de boa ­vontade.
José Grosso
Supomos descobrir, neste curioso receituário, excelentes motivos para sorriso e meditação.
Livro: Lindos casos de Chico Xavier por Ramiro Gama

dificuldades chico xavier

O valor da oração

Em 1931, quando o Chico passou a receber as primeiras poesias do PARNASO DE ALÉM TÚMULO, um cavalheiro de Pedro Leopoldo, muito impressionado com os versos, resolveu apresentar o médium e os poemas a certo escritos mineiro, de passagem pela cidade.
O filho de João Cândido vestiu a melhor roupa que possuía e, com a pasta de mensagens de baixo do braço, foi ao encontro marcado.
O conterrâneo do médium, embora católico romano, apresentou o Chico, entusiasmado:
— Este é o médium de quem lhe falei.
O escritor cumprimentou o rapaz e entregou-­se à leitura dos versos.
Sonetos de Augusto dos Anjos, poemetos de Casimiro Cunha, quadras de João de Deus…
Depois de rápida leitura, o literato sentenciou:
— Isso tudo é bobagem. E mirando o Chico, rematou: — Este rapaz é uma besta.
— Mas, doutor — disse, agastado, o conterrâneo do Chico —, o rapaz tem convicções e abraça o Espiritismo como Doutrina.
— Pois, então, deve ser uma besta espírita! —declarou o escritor. Bastante desapontado, o médium despediu­-se.
Em casa, durante a oração, a progenitora apareceu.
— A senhora viu como fui insultado? — perguntou o Chico.
E porque Dona Maria se revelasse alheia ao assunto, o filho contou-­lhe ocaso.
A entidade sorriu e disse:
— Não vejo insulto algum. Creio até que você foi muito honrado. Uma besta é um animal de trabalho…
— Mas o homem me apelidou por “besta espírita”.
— Isso não tem importância. — exclamou a mãezinha desencarnada
— Imagine-se como sendo uma besta em serviço do Espiritismo. Se a besta não dá coices, converte-­se num elemento valioso e útil. Porque o filho silenciasse, Dona Maria acrescentou:
— Você não acha que é bem assim?
Chico refletiu e respondeu:
— É… pensando bem, é isso mesmo.
E o assunto ficou sem alteração.
Livro: Lindos casos de Chico Xavier por Ramiro Gama

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PRIMEIRAS GRAÇAS RECEBIDAS

Em 4 de novembro de 1944, data de nossa primeira visita ao Chico, ele, depois de repletar-nos com os Lindos Casos, levou-nos ao interior de sua singela casinha, a participar de uma Sessão em que recebemos Mensagens tocantes de Emmanuel e de nossa cunhada Wanda, uma delicada ave do céu, muito cedo chamada à Pátria Espiritual, e as duas Poesias abaixo, que nos arrancaram lágrimas de emoção, tanto nos falaram ao coração, visto que navegávamos num mar de prantos ou observávamos cardos brotando em nossos caminhos com pretensão de ferir-nos.

DE IRMÃO PARA IRMÃO

No caminho que a treva encheu de horrores,
Passa a turba infeliz, exausta e cega,
— É a humanidade que se desagrega
No apodrecido ergástulo das dores!
Ouvem-se gritos escarnecedores.
É Caim que, de novo, se renega,
Transborda o mar de pranto onde navega
A esperança dos seres sofredores!
E neste abismo de miséria e ruínas,
Que estenderás, amigo, as mãos divinas,
Como estrelas brilhando sobre as cruzes.
Vai, cireneu da luz que santifica,
Que o Senhor abençoa e multiplica
O pão da caridade que produzes.

AUGUSTO DOS ANJOS
BILHETE A UM LUTADOR

II
Meu caro Ramiro Gama,
Os benfeitores do Além
Colaboram nas tarefas
De tua missão no bem.
Açoites surgem na estrada?
Jamais sofras, meu irmão!
O Senhor da Luz Divina
Ampara-te o coração.
Brotam cardos nos caminhos,
Com pretensões de ferir?
Tolera-os resignado
E espera o Sol do Porvir.
Há difíceis testemunhos?
Não temas perturbações,
Pois toda cruz é caminho
De santas renovações.
Ramiro, Deus te ilumine,
No esforço que te conduz
Da sombra espessa da Terra
A redenção com Jesus.
CASIMIRO CUNHA

sonhos chico xavier

A GARGALHADA DO RIO

Passávamos os três sobre uma ponte. Nós, nossa esposa e o Chico.
Lá em baixo, um rio encachoeirado sorria e gargalhava.
Paramos para melhor sentir-Lhe a Mensagem.
Nossa companheira recorda-nos uma cena do livro “A CIDADE E AS SERRAS”, de Eça de Queiroz, em que Jacinto, o principal personagem, cansado da vida barulhenta das cidades, muda-se para a roça, a fim de gozar o silêncio das serras e medicar-se com o ar puro dos ambientes campestres.
Lá, na sua propriedade, providencia uma série de medidas higiênicas favoráveis a seus empregados.
Coloca banheiras nas casas dos roceiros, esta a primeira providência, por achar que a falta de banho concorria para multiplicar as enfermidades.
Seu companheiro de jornada ri-se desta preocupação. E, ambos, ao passarem sobre uma ponte, debaixo da qual corre um rio marulhante, reparam que ali passam muitos de seus assalariados com as vestes sujas e a pele encardida por falta de banhos.
— Veja, Jacinto, exclama o companheiro, vivem sujos porque querem.
Não parece que o rio está dando gargalhadas?…
E Chico concluindo a cena que a companheira memorara:
— Tem razão. O rio está, até hoje, dando gargalhadas, rindo-se ao ver-se com tanta água e apelando para nós, a fim de que não venhamos a mergulhar na sujeira de nosso próprio pretérito.

riso e amor chico xavier

ORGULHO OU DISTRAÇÃO

Defronte ao Hotel Diniz, de propriedade de D. Naná, achava-se um irmão alcoolizado.
Por ali, de manhã e na hora do almoço, passa o Médium a caminho do seu serviço.
O Chico, de longe, notou que o rapaz estava num de seus piores dias. Não se contentava em cantar e fazer os gares: provocava também, apelidando, com jocosos nomes, quantos lhe passavam à frente. De leve e bem ao longe, passou sem ser visto, pelo irmão embriagado, e já se achava distante, quando Emmanuel, delicadamente, lhe diz:
— Chico, nosso amigo viu-o passar e esconder-se dele. Está falando muito mal de você e admirado de seu gesto. Volte e retifique sua ação.
O Chico voltou:
— Como vai, meu irmão? Desculpe-me por não o ter visto, foi distração… 
— E… já estava admirado de você fazer isto, Chico. Que os outros façam pouco caso de mim, não me incomodo, mas você não. Estava dizendo bem alto: como o Chico está orgulhoso! Já nem se lembra dos pobres irmãos como eu. Pensa que estou embriagado e foge de mim como se eu tivesse moléstia contagiosa.
— Não, meu caro; foi apenas distração, desculpe-me.
— Pensava que era orgulho. Está desculpado. Vá com Deus. Que Deus ajude e lhe dê um dia feliz, pelo abraço consolador que você me deu.
E Chico partiu.
Ganhara uma lição e dava, aos que o observavam, outra bem mais expressiva.

espírito no além chico xavier

QUEM DERA QUE VOCÊ FOSSE O CHICO

Numa livraria de Belo Horizonte, servia um irmão que, pelo hábito de ouvir constantes elogios ao Chico Xavier, tomou-se de admiração pelo Médium.
Leu, pois, com interesse, todos os livros de Emmanuel, André Luiz, Néio Lúcio, Irmão 10º e desejou, insistentemente, conhecer o psicógrafo de Pedro Leopoldo.
E aos fregueses pedia, de quando em quando:
— Façam-me o grande favor de me apresentar o Chico, logo aqui apareça.
Numa tarde, quando o Aloísio, pois assim se chamava o empregado, reiterava a alguém o pedido, o Chico entra na Livraria.
Todos os presentes, menos o Aloísio, se surpreendem e se alegram.
Abraçam o Médium, indagam-lhe as novidades recebidas. E depois, um deles se dirige ao Aloísio:
— Você não desejava ansiosamente conhecer o nosso Chico?
— Sim, ando atrás desse momento de felicidade…
— Pois aqui o tem.
Aloísio o examina; vê-o tão sobriamente vestido, tão simples, tão decepcionante. E correspondendo ao abraço do admirado psicógrafo, com ar de quem falava uma verdade e não era nenhum tolo, para acreditar em tamanho absurdo:
— Quem dera que você fosse o Chico, quem dera!…
E Chico, compreendendo, que Aloísio não pudera acreditar que fosse ele o Chico pela maneira como se apresentava, responde-lhe, candidamente:
— É mesmo, quem me dera… E, despedindo-se, partiu com simplicidade e bonomia, deixando no ambiente uma lição, uma grande lição, que ia depois ser melhormente traduzida por todos, e, muito especialmente, pelo Aloísio…

inúmeras forças chico xavier

A CRUZ DE OURO E A CRUZ DE PALHA

Alguns membros da Juventude Espírita do Distrito Federal e de Belo
Horizonte visitavam o Chico.
Antes de começar a Sessão do LUIZ GONZAGA, palestravam animadamente sobre assunto de Doutrina e a tarefa destinada aos moços espíritas.
Uma jovem inteligente, desejando orientação e estímulo, colocou o Chico a par das dificuldades encontradas para vencerem o pessimismo de uns, a quietude e a incompreensão de muitos.
Poucos queriam trabalho sacrificial, testemunhador do Roteiro evangélico, que estava a exigir dos jovens uma vida limpa, correta, vestida de abnegação e renúncia.
Desejavam colher sem semear.
O Chico ouviu e considerou:
— O trabalho das Juventudes, com Jesus, tem que ser mesmo diferente.
Sua missão será muito difícil e por isso gloriosa. E recebe de Emmanuel esta elucidação envolvida na roupagem pobre de nosso pensamento:
— Há a cruz de ouro e a cruz de palha, simbolizando nossas Tarefas.
A de ouro, a mais procurada, pertence aos que querem brilhar, ver seus nomes nos jornais, citados, apontados, elogiados, como beneméritos.
Querem simpatia e bom conceito. Se tomam parte em alguma Instituição, desejam, nela, os lugares de mando e de evidência. Querem cargos e não encargos.
A de palha, a menos procurada, no entanto, pertence aos que trabalham como as abelhas, escondidamente e em silêncio.
Lutam e caminham, com humildade, na certeza de que por muito que façam, mais poderiam fazer. Não se ensoberbecem dos triunfos, antes se estimulam e se defendem com oração e vigilância, sentindo a responsabilidade que assumiram como chamados, por Jesus, à Tarefa Diferente.
Entendem a serventia das mãos e dos pés, dos olhos e da mente, do coração, enfim, colocando amor e humildade em seus atos, nos serviços que realizam.
Por carregarem a cruz de palha, toleram o vômito de um, o insulto de mais outro, a incompreensão de muitos, testemunhando a caridade desconhecida, oferecendo, com o sofrimento e a renúncia, com o silêncio e o bom exemplo, remédios salvadores aos companheiros que os adversam, os ferem e desconhecem a vitória da “segunda milha”.
Os jovens presentes estavam satisfeitos. De seus olhos, órgãos musicais da alma, saíam notas gratulatórias exornando o ambiente feliz que viviam.
De mais não precisavam.
Entenderam o Trabalho que lhes cabia realizar nas Terras do Brasil, o Coração do Mundo e a Pátria do Evangelho.
Linda lição com vista também aos velhos, a todos que conseguem ouvir Jesus na hora em que poucos O ouvem.

portas do mundo espiritual chico xavier

VIAJANDO COM UM IRMÃO SACERDOTE

Sentado no ônibus que o levaria a Belo Horizonte, Chico notou que seu companheiro de banco era um Irmão Sacerdote.
Cumprimentou-o e entregou-se à leitura de um bom livro.
O Sacerdote, também, correspondeu-lhe o cumprimento, abrira um livro sagrado e ficara a lê-lo.
Em meio à viagem, passou o ônibus perto de um lugarejo embandeirado, que comemorava o dia de S. Pedro e S. Paulo.
O Sacerdote observou aquilo e, depois, virando-se para o Chico comentou:
— Vejo esta festividade em honra de dois grandes Santos, e neste livro, leio a história de S. Paulo, cujo autor lhe dá proeminência sobre S. Pedro. Não se pode concordar com isto. S. Paulo é o Príncipe dos Apóstolos, aquele que
recebeu de Jesus as chaves da Igreja.
O Chico, delicadamente, deu sua opinião, e o fez de forma tão simples, revelando grande cultura, que o Sacerdote, que não sabia com quem dialogava, surpreendeu-se e lhe perguntou.
— O Senhor é formado em Teologia, ou possui algum curso superior?
— Não. Apenas cursei até o quarto ano da instrução primária…
— Mas como sabe tanta coisa da vida dos santos, principalmente de S. Paulo, de S. Estevão, de S. Pedro, e de outros, realçando-lhes fatos que ignoro?.
— Sou médium…
— Então, o senhor é o Chico Xavier, de Pedro Leopoldo?
— Sim, para o servir.
— Então, permita-me que lhe escreva e prometa-me responder minhas cartas, pois tenho muita coisa para lhe perguntar. Faça-me este favor. Afinal, verifico que Deus nos pertence.
— Pode escrever; de bom grado responder-lhe-ei. Assim trabalharemos não apenas para que Deus nos pertença, mas para que pertençamos também a Deus, como nos ensina o nosso benfeitor Emmanuel.
E, até hoje, Chico recebe cartas de Irmãos de todas as crenças, particularmente de Sacerdotes bem intencionados, como o irmão com quem viajou e de quem se tornou amigo.
E, tanto quanto lhe permite o tempo, lhes responde e nas respostas vai distribuindo o Pão Espiritual a todos os famintos, ovelhas do grande redil, em busca do amoroso e Divino Pastor, que é Jesus.
ideia da reencarnação chico xavier

“NOSSOS CARICATURISTAS…”

Em casa de Dona Naná, proprietária do Hotel Diniz, o Chico chegou para consolá-la, em virtude de estar passando por provas dolorosas e para lhe dar o resultado auspicioso de uma Sessão que fizera na qual recebera um expressivo esclarecimento para aquela irmã.
O Chico, orientado pelos seus Amigos de mais Alto, à frente seu abnegado Guia, ajuda e passa, ampara em silêncio, colabora com todos, sem ferir, sem magoar.
Deixando com a cara irmã, mãe extremosa e leal servidora do Cristo, uma réstia de luz, uma palavra de bom ânimo, partiu conosco para a Fazenda.
No caminho, revelou-nos suas observações, suas inquietações pela hora que vivemos.
Na sessão feita, a benefício de irmãos desencarnados, aparecem-lhe espíritos turbulentos, insensíveis aos sofrimentos alheios e que, formando legiões, agem aqui e ali, neste e naquele lar, agravando-lhes as provas.
Precisamos orar por eles, — diz-nos o Chico — e, se possível, amá-los com sinceridade.
Quando em contacto conosco, precisamos auxiliá-los, oferecendo-lhes nossa ajuda. Não sabem o que fazem. Moços, na flor da idade, instrumentais mediúnicos incontroláveis, sem convicções sinceras em matéria de fé, vivem por aí, presos aos seus interesses, atarantados, atristando os corações maternos, tornando-se vítimas fáceis daqueles espíritos.
Lembramos ao Chico o caso dos “Caricaturistas”, retratados nesses espíritos, que nos experimentam e são como que nossos caricaturistas, pois que aumentam os nossos defeitos de forma tal, que, quando com e por eles falimos, ficamos de tal forma derrotados, sentindo nossos defeitos, que nos propomos a corrigir-nos incontinentemente…
Chico sorriu e objetou-nos: 
— Mas precisamos amar a esses caricaturistas, desejar-lhes todo o bem possível para neutralizar-lhes todo o mal e os encaminharmos ao bem. Um favor que fazemos a um seu parente encarnado constitui já um motivo para lhes fazer parar os golpes contra nós e despertar-lhes um pouco de carinho em nosso benefício.
Ajudemo-los com as nossas orações. Auxiliemo-los com nossos pensamentos de amor.
Ensinemo-los com nossas boas ações e Jesus finalizará o nosso começo.

necessidades chico xavier

MOIRÕES JUNTOS

Alguns confrades do Estado de S. Paulo visitaram o Chico e, por alguns dias, gozaram de sua convivência amável e instrutiva.
Um deles mais entusiasmado com os fenômenos a que assistira, admirando a vida simples dos habitantes de Pedro Leopoldo, em nome dos companheiros, disse ao Chico:
— Vamos voltar para S. Paulo, vender tudo que temos e, depois, com nossas famílias, viver definitivamente nesta bela cidade, em sua companhia.
Assim, acabaremos felizes os nossos dias e poderemos ser mais úteis ao próximo e desenvolver nossos dons mediúnicos.
O Chico ouviu-o com atenção e, amorosamente, lembrou-lhe:
— Talvez não dê certo, caro irmão. O melhor é ficarem onde estão.
Depois… Emmanuel está dizendo-me ao ouvido que muitos moirões juntos não fazem boa cerca…
E os moirões voltaram para S. Paulo e foram segurar suas cercas que sentiam suas ausências.

fé chico xavier

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