A Luta é Clima Propício a Mudanças Constantes

PAISAGEM LINDA

 

A Luta é Clima

A luta é clima propício a mudanças constantes,
de heróis ou perdedores, conforme a Lei de causa e efeito.
A existência humana se encarrega no tempo certo
de fazer a rega, a poda, não descansando,
enquanto não se transformam em árvores capazes
de resistir às intempéries e as ameaças do tempo.
Caminhamos nós todas as criaturas rumos aos espaços.
do progresso que nos aguarda.

 

Vera Jacubowski

amizade ESPECIAIS

Desafios e dificuldades

W. A. Cuin

“Hoje, é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com a aflição ou ameaçando-te com a morte… Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia.”
(Meimei / Francisco Cândido Xavier)
Não há dúvida de que a vida é um roteiro repleto de intensos desafios e de muitas dificuldades. Aliás, nisso é que estão realmente as grandes oportunidades que nos impulsionam e nos fazem crescer.
Vivendo tranquilamente, sem quaisquer preocupações, temos nossa vida acomodada e, por consequência, a estagnação neutraliza os nossos sonhos de prosperidade.
Dificuldades e desafios são propostas de evolução. Superá-los significa movimentar iniciativas, boa vontade, ideal e determinação, abrindo novas perspectivas de sucessos e conquistas.
Assim, ao invés de reclamarmos dos obstáculos e barreiras que se levantam diante de nós, antes, aprendamos a agradecê-los, pois que sempre se caracterizam como lições vivas e caminhos de aprendizado.
Nossa família se apresenta recheada de problemas, que nos remetem a grandes e infindáveis preocupações. Não lamentemos os fatos, mas sim busquemos nas sábias leis superiores da vida um acréscimo de forças, pois cada etapa vencida nos conduz a um patamar mais sólido de confiança e credibilidade nos dias do futuro.
O campo profissional surge diante dos nossos olhos, trazendo consigo enigmas de difícil trato. Vasculhemos nossa potencialidade à caça de recursos de superação, que todos carregamos na intimidade, e, uma vez encontrando as soluções que os problemas exigem, nos tornaremos criaturas mais amadurecidas e aptas a enfrentar as lutas que sempre existirão.
A nossa situação financeira aparece crítica e precária, avolumando o rol dos nossos pesares. Aprendamos com a experiência que a Providência Divina a ninguém desampara e, de onde nem sequer esperamos, surgirão os recursos de que temos necessidade, desde que sigamos confiantes no cumprimento dos nossos deveres.
A nossa vida social, por enquanto, segue seu caminho carregada de preconceitos, injustiças e incompreensões. Tenhamos a consciência de que vivemos num mundo ainda repleto de dor e sofrimentos, onde a tolerância ainda é uma conquista a ser adquirida, e não desanimemos, pois que a nossa serenidade e coragem haverão de modificar, para melhor, o panorama que nos cerca.
Ninguém, em momento algum, conseguiu vencer realmente na vida, na aquisição de valores reais, sem muitas lutas, sacrifícios, perseverança e intensa dedicação.
A vida fácil, despreocupada, vazia, nunca conduziu criatura alguma ao sucesso verdadeiro, aquele que atesta o crescimento interior, que patenteia a maturidade, que registra a derrota dos defeitos e das viciações, colocando em seus lugares as virtudes e a sublimação dos sentimentos.
Portanto, se estamos em meio às dificuldades e frente a imensos desafios, em realidade seguimos nossa vida dentro do roteiro da normalidade, tendo conosco as grandes oportunidades de sairmos da animalidade, que ainda nos mantém presos às dores e sofrimentos, para galgarmos a angelitude, que nos proporcionará, em dias vindouros, a felicidade e a paz que há tanto tempo procuramos.
Desafios e dificuldades são alavancas de progresso… meditemos nisso.
Outubro de 2009 – Edição número 422

tema principal

 

Santo Agostinho, o “mau menino”: 5 escândalos da sua juventude

Michael Rennier | Jul 10, 2017

…e 5 provas de que nunca é tarde demais para mudar
Antes de se tornar santo, Agostinho de Hipona teve uma fase um tanto rebelde na juventude – “fase” que, na verdade, durou até bem entrada a sua vida adulta…
O “conteúdo” dessa fase foi tão abundante que, alguns anos depois de deixá-la para trás, Agostinho conseguiu encher um livro inteiro, as Confissões, relatando as suas aventuras e desventuras como ovelha desgarrada. As Confissões são como um relato sem tarjas feito por uma celebridade sobre os seus segredos mais sórdidos e sobre os aprendizados vitais que obteve depois de atingir vários fundos do poço.
No livro, um clássico da espiritualidade cristã e universal, Agostinho reflete que esperou demais para mudar de vida; que desperdiçou tempo demais e fez mal demais para poder compensá-lo de modo suficiente. No entanto, a esperança triunfa sobre os remorsos e a misericórdia é reconhecida como mais poderosa que o pecado, desde que haja autêntica mudança de vida baseada no amor.
Como Agostinho, todos nós temos histórias do passado (ou de hoje mesmo) das quais, para dizer o mínimo, não nos orgulhamos; episódios que, se pudéssemos, corrigiríamos com decisões mais sábias.
Às vezes, pensar no passado nos desanima a ponto de nos travar no presente e impedir um novo futuro, como se já tivéssemos chegado longe demais para mudar agora. É comum dar de ombros e tentar justificar: “Eu sou assim. Só estou sendo realista”.
Essa desculpa arrasta o nosso status quo e faz o passado limitar o nosso futuro.
Mas o honesto exame de consciência de Agostinho nos demonstra que nunca é tarde demais para mudar e começar a ser a pessoa que, no fundo, almejamos ser.
Hoje conhecemos Agostinho como santo e isso pode nos induzir a relativizar o seu passado. Mas é importante saber quem ele era antes de se decidir a mudar. Além de perceber que talvez houvesse muito em comum entre a vida dele e a nossa, pode ser surpreendente saber que, possivelmente, a vida dele era pior ainda do que a nossa.
Agostinho foi ladrão
Aos 16 anos, Agostinho e amigos roubaram todas as peras de um vizinho e as jogaram aos porcos. Para alguns, pode parecer um crime de pouca monta, mas, em sua consciência, a sombra desse ato era espessa: ele não comeu as peras nem as deu a quem tinha fome. Ele só as roubou pelo puro prazer de roubar. Ele próprio escreveria que aquele ato “nos deu muito mais prazer porque era proibido”. Foi, por trás da aparência de mera travessura adolescente, uma primeira degustação do lado escuro do homem; foi o começo de uma escalada de vícios que se tornariam cada vez mais graves e danosos para ele e para as pessoas atingidas por ele.
Agostinho foi um playboy mulherengo
O Agostinho adolescente levou a obsessão pelas meninas a um nível estratosférico. Já por volta dos seus 16 anos, “o frenesi tomou conta de mim e me rendi por completo à luxúria”, conta ele mesmo. A obsessão cresceu com a idade: Agostinho continuou lutando contra os descontroles do seu apetite sexual até bem depois dos 30 anos. Ainda como estudante, ele foi viver com uma amante com quem permaneceu durante quase uma década, sem nunca assumir com ela um relacionamento sério.
Agostinho teve um filho fora do matrimônio
Ele não quis se casar com sua amante, da qual jamais revela o nome, nem sequer quando ela se tornou a mãe do seu filho, Adeodato. No fim, foi ela quem teve de tomar a difícil decisão de abandoná-lo. “Ela era mais forte do que eu”, confessou Agostinho.
Agostinho teve outra amante
O impacto de ser abandonado pela mãe do seu filho fez Agostinho arrumar um casamento com outra jovem. O problema é que ela era tão jovem que eles precisavam esperar dois anos até que ela chegasse à idade de poder casar-se. Nesse meio-tempo, Agostinho perdeu as estribeiras, para variar, e arranjou outra amante. Ele relata que estava “impaciente” e admite que era “escravo da luxúria”. A essa altura, já estava desesperado, porque percebia que tinha perdido a capacidade de diferenciar o desejo físico do amor verdadeiro.
Agostinho foi um filho altamente problemático
O impetuoso e descontrolado jovem não feriu somente a si mesmo com uma vida de libertinagem, mas também machucou as pessoas que o rodeavam – inclusive sua mãe, Santa Mônica. A escolha de Agostinho de viver fora do Evangelho doía gravemente à pobre mulher, gerando grande tensão na relação entre mãe e filho. Incapaz de controlá-lo, Mônica lhe suplicou que, pelo menos, não seduzisse nenhuma mulher casada. O rapaz chegou ao ponto de pedir a ela, durante uma viagem de barco para Roma, que fosse rezar numa capela próxima; quando Santa Mônica terminou suas orações e voltou ao porto, viu o barco zarpando sem ela: o filho não tinha apenas fugido, mas abandonado a própria mãe.
Depois de tantos desafios e muita perseverança, Santa Mônica terminou “ganhando”: como fruto de suas persistentes orações, Agostinho finalmente se converteu, superou seus vícios, fez as pazes com ela e cuidou melhor do seu filho Adeodato.
A vida desregrada e até escandalosa de Santo Agostinho e a sua sinceridade ao reconhecer seus erros constituem um exemplo encorajador: apesar dos nossos erros, do nosso passado, das nossas falhas e fraquezas, da nossa personalidade, do que desejamos que fosse diferente em nós mesmos, nunca é tarde demais para redimir-se.
Uma vez tomada a decisão, Santo Agostinho descobriu que o Verdadeiro Bem não estava nas coisas ao seu redor, às quais ele se lançava com ímpeto selvagem procurando prazer e felicidade, mas sim dentro dele, enquanto ele próprio estava fora de si.
Entre os muitos frutos da sua conversão, herdamos uma das orações mais sublimes de todos os tempos, eternizada nas suas Confissões:

 

“Tarde Te amei!”

De Santo Agostinho, uma das mais arrebatadoras orações de todos os tempos

Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova… Tarde Te amei! Trinta anos estive longe de Deus. Mas, durante esse tempo, algo se movia dentro do meu coração… Eu era inquieto, alguém que buscava a felicidade, buscava algo que não achava… Mas Tu Te compadeceste de mim e tudo mudou, porque Tu me deixaste conhecer-Te. Entrei no meu íntimo sob a Tua Guia e consegui, porque Tu Te fizeste meu auxílio.
2. Tu estavas dentro de mim e eu fora… “Os homens saem para fazer passeios, a fim de admirar o alto dos montes, o ruído incessante dos mares, o belo e ininterrupto curso dos rios, os majestosos movimentos dos astros. E, no entanto, passam ao largo de si mesmos. Não se arriscam na aventura de um passeio interior”. Durante os anos de minha juventude, pus meu coração em coisas exteriores que só faziam me afastar cada vez mais d’Aquele a Quem meu coração, sem saber, desejava… Eis que estavas dentro e eu fora! Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Estavas comigo e não eu Contigo…
3. Mas Tu me chamaste, clamaste por mim e Teu grito rompeu a minha surdez… “Fizeste-me entrar em mim mesmo… Para não olhar para dentro de mim, eu tinha me escondido. Mas Tu me arrancaste do meu esconderijo e me puseste diante de mim mesmo, a fim de que eu enxergasse o indigno que era, o quão deformado, manchado e sujo eu estava”. Em meio à luta, recorri a meu grande amigo Alípio e lhe disse: “Os ignorantes nos arrebatam o céu e nós, com toda a nossa ciência, nos debatemos em nossa carne”. Assim me encontrava, chorando desconsolado, enquanto perguntava a mim mesmo quando deixaria de dizer “Amanhã, amanhã”… Foi então que escutei uma voz que vinha da casa vizinha… Uma voz que dizia: “Pega e lê. Pega e lê!”.
4. Brilhaste, resplandeceste sobre mim e afugentaste a minha cegueira. Então corri à Bíblia, abri-a e li o primeiro capítulo sobre o qual caiu o meu olhar. Pertencia à carta de São Paulo aos Romanos e dizia assim: “Não em orgias e bebedeiras, nem na devassidão e libertinagem, nem nas rixas e ciúmes. Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo” (Rm 13,13s). Aquelas Palavras ressoaram dentro de mim. Pareciam escritas por uma pessoa que me conhecia, que sabia da minha vida.
5. Exalaste Teu Perfume e respirei. Agora suspiro por Ti, anseio por Ti! Deus… de Quem separar-se é morrer, de Quem aproximar-se é ressuscitar, com Quem habitar é viver. Deus… de Quem fugir é cair, a Quem voltar é levantar-se, em Quem apoiar-se é estar seguro. Deus… a Quem esquecer é perecer, a Quem buscar é renascer, a Quem conhecer é possuir. Foi assim que descobri a Deus e me dei conta de que, no fundo, era a Ele, mesmo sem saber, a Quem buscava ardentemente o meu coração.
6. Provei-Te, e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me, e agora ardo por Tua Paz. “Deus começa a habitar em ti quando tu começas a amá-Lo”. Vi dentro de mim a Luz Imutável, Forte e Brilhante! Quem conhece a Verdade conhece esta Luz. Ó Eterna Verdade! Verdadeira Caridade! Tu és o meu Deus! Por Ti suspiro dia e noite desde que Te conheci. E mostraste-me então Quem eras. E irradiaste sobre mim a Tua Força dando-me o Teu Amor!
7. E agora, Senhor, só amo a Ti! Só sigo a Ti! Só busco a Ti! Só ardo por Ti!…
8. Tarde te amei! Tarde Te amei, ó Beleza tão antiga e tão nova! Tarde demais eu Te amei! Eis que estavas dentro, e eu, fora – e fora Te buscava, e me lançava, disforme e nada belo, perante a beleza de tudo e de todos que criaste. Estavas comigo, e eu não estava Contigo… Seguravam-me longe de Ti as coisas que não existiriam senão em Ti. Chamaste, clamaste por mim e rompeste a minha surdez. Brilhaste, resplandeceste, e a Tua Luz afugentou minha cegueira. Exalaste o Teu Perfume e, respirando-o, suspirei por Ti, Te desejei. Eu Te provei, Te saboreei e, agora, tenho fome e sede de Ti. Tocaste-me e agora ardo em desejos por Tua Paz!
Santo Agostinho, Confissões 10, 27-29

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