A LUZ É A PRÓPRIA CONQUISTA E A CONSCIÊNCIA É A LEI

LEI DIVINA

Luz Própria

“A luz é a própria conquista.
A consciência é a Lei Divina vigente em nós.
E o céu e inferno é um estado individual do espírito imortal.”
Vera Jacubowski

 

A Dádiva de Viver

Por vezes, você caminha pela vida com o olhar voltado para o chão, pensamento em desalinho, como quem perdeu o contato com sua origem Divina.
Olha, mas não vê… Escuta, mas não ouve. Toca, mas não sente…
Perdido na névoa densa, que envolve os próprios passos, não percebe que o dia o saúda e convida a seguir com alegria, com disposição, com olhar voltado para o horizonte infinito, que lhe acena com o perfume da esperança.
Considere que seu caminhar não é solitário e suas dores e angústias não passam despercebidas diante dos olhos atentos do Criador, que lhe concede a dádiva de viver.
Sua vida na Terra tem um propósito único, um plano de felicidade elaborado especialmente para você.
Por isso, não deixe que as nuvens das ilusões e de revoltas infundadas contra as leis da vida tornem seu caminhar denso e lhe toldem a visão do que é belo e nobre.
Siga adiante refletindo na oportunidade milagrosa que é o seu viver.
Inspire profundamente e medite na alegria de estar vivo, coração pulsante, sangue correndo pelas veias e você, vivo, atuante, compartilhando deste momento do mundo, único, exclusivo. E você faz parte dele.
Sinta quão delicioso é o aroma do amanhecer, o cheiro da grama, da terra após a chuva, do calor do sol sobre a sua cabeça ou da chuva a rolar sobre sua face.
Sinta o imenso prazer de estar vivo, de respirar. Respire forte e intensamente, oxigenando as idéias, o corpo, a alma.
Sinta o gosto pela vida. Detenha-se a apreciar as pequeninas coisas que dão sentido à vida.
Aquela flor miúda que, em meio à urze sobrevive linda, perfumosa, a brilhar como se fosse grande.
Sinta-se vivo ao apreciar o voo da borboleta ou do pássaro à sua frente.
Escute os barulhos da natureza, a água a escorrer no riacho ou simplesmente aprecie o céu, com suas nuvens a formar desenhos engraçados, fazendo e desfazendo-se sob seus olhos.
Quão maravilhosa é a vida!
Mas, se o céu estiver escuro e você não puder olhá-lo, detenha-se no micro- universo, olhe o chão.
Quanta vida há no chão…
Minúsculos seres caminhando na terra, na grama…
A formiga na sua luta diária pela sobrevivência…
A aranha, a tecer sua teia caprichosamente e tantas coisas para ver, ouvir, sentir, cheirar, para fazer você sentir-se vivo.
Observar a natureza é pequeno exercício diário que fará você relaxar, esquecer por instantes as provas, ora rudes, ora amenas, que a vida nos impõe.
Somos caminhantes da estrada da reencarnação somando, a cada dia, virtudes às nossas vidas ainda medíocres mas que se tornarão luminosas e brilhantes.
Aprenda a dar valor à dádiva da vida. Isso fará o seu dia se tornar mais leve e, em silêncio, sem palavras, sem pensamentos de revolta, você terá tido um momento de louvor a Deus.
Aprenda a silenciar o íntimo agitado e a beneficiar-se das belezas do mundo que Deus lhe oferece.
A sabedoria hindu aprecia, na natureza, o que Deus desejou para ela: que fosse aliada do homem no seu progresso, oferecendo o alimento, dando-lhe os meios de defender-se das intempéries.
E, sobretudo, sendo o seu colírio diário suavizando as aflições da vida.
Pense nisso, e aprenda a dar graças pela dádiva de viver.
Redação do Momento Espírita, com base em mensagem
do Espírito Stephano, psicografia de Marie-Chantal Dufour Eisenbach,
na Sociedade Espírita Renovação, em junho de 2005. Em 31.01.2010.

CARDS2534

A BUSCA DO DIAMANTE SAGRADO

Há muitos séculos atrás, havia um homem que possuía um diamante extremamente precioso, que para ele era muito sagrado. Era um diamante belíssimo, de inestimável valor, que estava há várias gerações em sua família.
Certo dia, ele acordou e foi procurar o diamante, mas não o encontrou. Procurou em todos os cantos da casa, mas nada do diamante aparecer. Sua filha disse que alguém poderia ter entrado na casa à noite e roubado a pedra preciosa. O homem então decidiu sair e procurar o diamante em todos os lugares. Começou procurando em seu vilarejo, mas não encontrou. Saiu do vilarejo e foi buscar em outras regiões. Procurou muito, conversou com centenas de pessoas, ofereceu recompensas para quem o ajudasse, entrou na casa de alguns suspeitos, observou tudo e todos… mas não consegui encontrar.
Resolveu então que deveria viajar pelo mundo em busca do diamante. Viajou por vários dias, semanas, meses… Não encontrou. Percorreu regiões muito remotas da Terra, foi em países muito distantes, com diferentes línguas, outros costumes, conheceu milhões de pessoas diferentes, saboreou a comida dos recantos mais escondidos do mundo, mas não encontrou o seu diamante.
Deu a volta ao mundo e, sem sucesso, regressou a sua casa, desistindo de procurar o precioso diamante. Lá chegando, quis muito descansar. Tirou sua roupa… e para sua total surpresa, estarrecido percebeu que o diamante estava preso a um colar dentro de uma caixinha, que havia colocado em seu pescoço, mas esqueceu que ele mesmo o havia colocado lá.
O ser humano costuma perder sua vida buscando milhares de coisas, percorrendo o mundo para saciar seus desejos e sonhos, sem desconfiar que o diamante sagrado que ele tanto procura está nele mesmo. As pessoas buscam casar, ter filhos, ganhar dinheiro, ter saúde, ter os melhores cargos, boa reputação, elogios, prazer, conforto, estabilidade, tudo isso para encontrarem seu precioso diamante da paz e da felicidade. No entanto, a felicidade, a paz, o amor, a harmonia e todas as alegrias e bem-aventuranças que sonhamos e buscamos já estão aqui conosco, lá no fundo, escondidas em nosso interior… não estão fora de nós, mas estão dentro de nós… em todos os lugares e em lugar nenhum. Quanto tempo mais você vai perder percorrendo os quatro cantos do mundo procurando pelo “diamante” que já está com você?
O mesmo ocorre com a busca por Deus. Os homens buscam a Deus em todos os lugares, percorrem o mundo inteiro em busca do divino, mas não desconfiam que Deus está presente neles a todo momento. Não se pode buscar alguma coisa que já está conosco sempre, agora… e eternamente. Buscar algo pressupõe que haja algo fora que precisa ser encontrado. Mas se Deus está em todos os lugares e em nós mesmos a todo momento, qual o sentido da busca? O ponto de saída do início da busca é o mesmo ponto de chegada, o alfa e o ômega possuem a mesma essência. Quando desistimos de toda busca, não apenas por Deus, mas por qualquer coisa, só então encontramos o infinito e o eterno em nossa vida. Toda a riqueza inesgotável do divino está ao seu alcance, aqui e agora, nesse momento, na mais profunda simplicidade e naturalidade, para todo o sempre.
Basta abrir os olhos e se libertar desse sono da ilusão do mundo.
Hugo Lapa

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