PROGRESSO DA HUMANIDADE

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PROGRESSO DA HUMANIDADE

“Quando for erradicado da terra os vícios morais como:

o egoísmo, a ganância e o desrespeito

com o nosso próximo, entre outros mais  . . .

Todos nós vamos conquistar o amor verdadeiro

nos corações e seremos amados por todos.

Este é o diamante lapidado da liberdade de consciência,

uma consequência natural do progresso da humanidade.”

Vera Jacubowski

 

testemunho

CONFIANÇA RECIPROCA

Muitos companheiros na Terra se declaram indignos de trabalhar na Seara do bem, alegando que não merecem a confiança do Senhor, quando a lógica patenteia outra coisa.

 

Se o Senhor não te observasse o devotamento afetivo, não te entregarias a formação da família, em cuja intimidade, criaturas diversas te aguardam carinho e cooperação;

 

Se não te apreciasse o espirito de responsabilidade, não te permitiria desenvolver tarefas de inteligência, através da quais influências grande número de pessoas;

 

Se não acreditasse em tua nobreza de sentimentos, não te induzirias a sublimar princípios e atitudes, na realização das boas obras, com as quais aprendes a estender-lhe, no mundo, o reino do amor;

 

Se não te reconhecesse o senso de escolha, não te levarias a examinar teorias do bem e do mal, para que abraces livremente o próprio caminho; se não te aceitasse o discernimento, não tu e facultaria a obtenção desse ou daquele título de competência, com o qual consegues aliviar, melhorar, instruir ou elevar a vida dos semelhantes.

 

Se o Senhor não confiasse em ti, não te emprestarias o filho que educas, a afeição que abençoas, o solo que cultivas, a moeda que dás.

 

” Não cai uma folha de árvore sem que o Pai o queira “, ensinou-nos Jesus.

 

Toda a possibilidade da criatura, na edificação do bem, é concessão do criador. O crédito vem do Pai Supremo; a aplicação com as responsabilidades consequentes diz respeito a nós.

 

Sempre que te refiras aos problemas da fé, não te fixes tão-somente na fé que depositas em Deus. Recorda que Deus, igualmente confia em ti.

 

Emmanuel / Psicografia de Chico Xavier.

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Apesar dos Percalços

 

“Apesar dos percalços e das dificuldades de o indivíduo manter-se em equilíbrio num mundo em convulsão, dominado pela violência dos Espíritos primários, que estão tendo a oportunidade de renovar-se, reencarnando-se, durante esta grande transição moral do planeta, aquele que encontrou Jesus dispõe dos melhores recursos da coragem e da alegria para os enfrentamentos e, com a contribuição ímpar do Espiritismo, resolver todos os problemas com a mente lúcida e o sentimento pacificado.”

 

Joanna de Ângelis/ Divaldo Franco

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ALIANÇA DA CIÊNCIA COM A RELIGIÃO

Neste item, Kardec apresenta” o conhecimento das leis que regem o mundo espiritual e suas relações com o mundo corporal, leis tão imutáveis como as que regulam o movimento dos astros e a existência dos seres” como o traço de união entre a Ciência e a Religião.

Considera ele a Ciência e a Religião como sendo as duas alavancas da inteligência humana, ou seja instrumentos de seu desenvolvimento, reconhecendo que a primeira revela as leis do mundo material e a segunda as leis do mundo moral.

Como ambas têm o mesmo princípio, que é Deus, elas não deveriam se contradizer. Ambas deveriam andar juntas, facilitando o desenvolvimento do homem.” A incompatibilidade que se acredita existir entre ambas está em uma falha de observação e do excesso de exclusivismo de uma e de outra parte.” A Ciência definiu seu campo de ação em sendo apenas os fatos materiais. A Religião se manteve firme nos seus dogmas, ignorando as descobertas da Ciência.

Lembremo-nos que no século XIX, o desenvolvimento intelectual e científico teve um avanço muito expressivo, contrariando dogmas das religiões dominantes, gerando um desenvolvimento muito grande do materialismo, alargando o fosso existente entre religião e ciência.

Assim, compreendeu Kardec a importância dos ensinos espíritas na revelação do mundo espiritual, das suas leis, dos seus habitantes, da sua influência sobre o mundo material e os seres. Percebeu ele que com os estudos novos do espiritismo, a Ciência deixará um dia de ser exclusivamente material, levando em conta também o elemento espiritual do homem ; a Religião por sua vez, acompanhará as comprovações científicas, conhecendo-as, aceitando-as, porque a Ciência também tem origem divina. E escreve Kardec : ” Então a Religião não mais desmentida pela Ciência, adquirirá uma potência indestrutível, porque estará com a razão e não se lhe poderá opor a lógica irresistível dos fatos”.

Escreveu Kardec que o espiritismo, sendo uma doutrina também em evolução como tudo que existe, jamais será ultrapassado, visto que se a Ciência provar algo diferente do que diz, ele se modificará nesse ponto e acompanhará a Ciência.( A Gênese, cap. I item55)

Até hoje todavia, Kardec não foi desmentido em um único ponto. O contrário acontece : a Ciência caminha na direção da descoberta do Espírito imortal e seus princípios, como os da reencarnação, da influência do mundo espiritual sobre os encarnados, cada vez são mais aceitos por pessoas não espíritas.

Em O Livro dos Espíritos, questão 917, Fénelon prevê: ” O espiritismo, bem compreendido, quando estiver identificado com os costumes e as crenças, transformará os hábitos, as usanças e as relações sociais.”

Carlos Toledo Rizzini, no seu livro Fronteiras do Espiritismo e da Ciência, escreve que” Kardec sintetizou todos os conhecimentos numa só moldura, ao declarar que as leis da natureza fazem parte da lei de Deus e que as duas ciências se completam…”, sendo uma indispensável à compreensão e ao progresso da outra.

Diz também que o conhecimento que a Ciência propicia gera condições favoráveis ao desenvolvimento da fé, que precisa de conteúdo intelectual: para crer é preciso compreender e que o método científico da experimentação e da observação, se ajusta bem à finalidades religiosas, tendo provado a existência do espírito. Sendo a Ciência a maneira moderna de obter conhecimentos, e Religião um sentimento,” uma e outra se completam no processo de evolução de todas as almas para o Criador e para a perfeição de Sua obra.” ( Emmanuel ).

Afirma Kardec que com o conhecimento do mundo espiritual, das suas leis e suas relações com o mundo material, que o espiritismo constatou pela experiência,” uma nova luz se fez : a fé se dirigiu à razão; esta nada encontrou de ilógico na fé e o materialismo foi vencido.”

Toda idéia nova encontra barreiras na sua compreensão e na sua aceitação. Mas os princípios espíritas, sendo esclarecimentos de leis naturais, caminha , cada vez melhor compreendido, pois a Ciência, somente, não é capaz de satisfazer os anseios espirituais do homem, que precisam ser satisfeitos, juntamente, com a satisfação das necessidades físicas e biológicas, para ser feliz e viver em paz consigo e com os outros.
Com o conhecimento científico e com os ensinos espíritas tem o homem as duas alavancas que o auxiliarão na tarefa de seu próprio desenvolvimento.

Fica claro também que o espiritismo não veio como uma religião constituída como as demais, para competir no entendimento da verdade. É religião no sentido de levar seus adeptos a terem sentimento religioso de ligação a Deus, de elevarem-se acima das coisas materiais no desenvolvimento de sua espiritualidade, pelo uso da razão na aceitação das leis divinas, no esforço de melhorar-se a si próprio e de melhorar o mundo em que vive.

“A fé preconizada pelo espiritismo é a fé raciocinada, ou seja, dotada de conteúdo intelectual e submetida à luz da razão; os princípios aceitos são aqueles que são demonstrados com evidência ou os que ressaltam logicamente da observação.”

A Ciência pois, tem muito a ganhar com suas revelações, que lhe ampliam seu campo de ação no entendimento maior do mundo em que vivemos e dos seus habitantes.

Leda de Almeida Rezende Ebner

 

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Qual o sentido da palavra caridade

conforme a entendia Jesus?

*
Allan Kardec propõe, no item 886 de O livro dos Espíritos, uma das mais importantes reflexões de toda a Doutrina Espírita.

 

Mostrando mais uma vez, claramente, a raiz cristã do Espiritismo, busca em Jesus – o tipo mais perfeito que Deus deu ao homem para lhe servir de guia e modelo – a referência maior da caridade, para que possamos tê-la como base segura e definitiva.
A resposta dos Espíritos, clara e didática, terá consequências em todas as demais obras da Codificação:

 

Benevolência para com todos; indulgência com as imperfeições dos outros; perdão das ofensas.
Ser benevolente é agir de boa vontade para com quem quer que seja.
A benevolência está em nossa delicadeza, em nossos gestos de gentileza e de preocupação com as outras pessoas.
Ser benevolente é ser dócil e afável no trato, nas palavras, procurando sempre deixar o outro à vontade.

 

É pensar no próximo também, e não apenas em nós mesmos, nos nossos problemas, prioridades e urgências.
A benevolência tem o caráter da doação. Doar-se, em primeiro lugar.

 

Doar o nosso tempo para ouvir alguém, para prestar um favor, um auxílio mínimo que seja, até os grandes gestos de altruísmo que, por vezes, nos fazem dedicar toda uma parte de nossa vida a alguém especial.

 

A benevolência abrange ainda, em nuance importante, a filantropia, a esmola dada com sentimento de carinho e atenção.

 

Num mundo onde ainda tantos carecem do necessário para a sobrevivência material, a assistência social aos carentes faz-se urgente e indispensável.

 

Indulgência é misericórdia, compreensão, é tolerância para com as atitudes alheias.
É virtude que deve atuar no pensamento, toda vez que estivermos julgando, analisando e refletindo sobre o outro.

 

O indulgente não vê os defeitos de outrem, ou se os vê, evita falar deles, divulgá-los.
Ao contrário, oculta-os, a fim de que se não tornem conhecidos senão daquela pessoa, e, se a malevolência os descobre, tem sempre pronta uma escusa para eles, escusa plausível, séria.
O homem de bem é indulgente para com as fraquezas dos outros porque sabe que ele mesmo precisa de indulgência, e se recorda das palavras do Cristo: Aquele que estiver sem pecado lhe atire a primeira pedra.

 

Não se satisfaz em procurar defeitos nos outros, nem colocá-los em evidência. Se a necessidade o obriga a fazer isso, procura sempre o bem que possa atenuar o mal.
Finalmente, o perdão das ofensas nos coloca na posição de não mais odiar. É a virtude que triunfa sobre o ressentimento, sobre o ódio, o rancor, o desejo de vingança ou de punição.
Perdoar é dar o direito a cada um de ser como é, e nos dar o direito de ser como estamos – entendendo que nosso estado atual é provisório e devemos estar em constante melhoria.
Benevolência, indulgência e perdão – eis o caminho da caridade, da salvação, da felicidade do Espírito – tão sonhada por nós.

 

Redação do Momento Espírita, com base no item 886, de
O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.

BEZERRA111

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