A BONDADE É UM DOM E PRECISA SER CULTIVADA DIARIAMENTE

A BONDADE É UM DOM

A BONDADE

barra rosas vermelhas

A bondade é um dom
e precisa ser cultivada diariamente.

 

Beatriz Lopes Ropke

VASO DE ROSAS VERMELHAS LINDO

Quando a bondade se expressa

 

O rapaz estava desempregado. Fora despejado e dormia no carro. Carro, aliás, que ele não tinha, sequer, dinheiro para colocar combustível.
Chegou o dia em que estava com fome. Sem dinheiro para comprar alguma coisa, desesperou-se.
Noite fria, estômago reclamando, entrou numa lanchonete. Como não sabia quando seria sua próxima refeição, comeu a mais não poder.
Quando chegou a hora de pagar, fingiu que tinha perdido sua carteira.
Fez um barulho enorme e começou a procurá-la por todo lugar. Virou a lanchonete de cabeça para baixo.
De trás do balcão o cozinheiro, que era também o dono do lugar, saiu e foi até onde estava o rapaz.
Abaixou-se, fingindo que apanhava alguma coisa do chão, e entregou ao moço cem reais, dizendo-lhe: “acho que você deixou cair quando entrou.”
O rapaz ficou mais confuso ainda, mas pagou a conta e saiu rapidinho.
“E se o dono do dinheiro aparecer?” – ele se perguntava, andando pela rua.
Até que se deu conta que, na verdade, o dono da lanchonete fingira achar o dinheiro.
Colocou gasolina no carro e rodou para outra cidade. Enquanto dirigia, agradecia a Deus o gesto daquele piedoso desconhecido.
E prometeu que, se sua vida viesse a melhorar, faria aos outros o que aquele homem fizera por ele.
O tempo passou. Ele teve fracassos, reveses. Até que, afinal, as dores da pobreza passaram.
Foi então que decidiu que era hora de honrar a promessa e cumprir o voto feito naquela noite escura de inverno.
Pelos anos seguintes, ele iniciou sua jornada de doações. Queria dar, mas não queria que as pessoas o agradecessem.
Começou a identificar pessoas realmente necessitadas. Assim, a família de um garoto de 14 anos, que sofria de leucemia, encontrou uma boa soma de dinheiro em sua caixa de correio.
Uma viúva, com sete crianças e dois netos, foi surpreendida com várias notas, colocadas embaixo de sua porta.
Um jovem que precisava de um transplante de pulmão respirou aliviado, quando em sua conta apareceu a expressiva soma que precisava para a cirurgia.
Ele pagou aluguel, prestações de carro, contas de mercado, sempre sem aviso e sem ficar por perto para elogios.
A sua alegria era a expressão no rosto das pessoas beneficiadas.
Agora só faltava agradecer a quem o socorreu, quando precisou.
Procurou pelo dono da lanchonete, durante quase um ano. O local conhecido estava fechado.
Arranjou um encontro, dizendo-se historiador e que desejava fazer uma matéria sobre pessoas antigas daquela localidade.
Chegou carregado de presentes, além de avultada quantia em dinheiro. Ao se deparar com o seu benfeitor de outrora, disse-lhe: “eu sou aquele sujeito que você ajudou, 29 anos atrás. Você mudou a minha vida, naquela noite.”
O ex-dono da lanchonete, agora aposentado, com 81 anos de idade, chorou, tamanha emoção, ao lado da sua esposa, agora gravemente doente, lutando contra um câncer e o mal de Alzheimer.
Por causa da situação, estava atolado em contas hospitalares. O dinheiro fora mandado por Deus.
Para o antigo beneficiado era um simples gesto de gratidão. Para aquele idoso o dinheiro era o acenar de um novo tempo, sem provações.
***
Fomos criados para amar.
E importar-se com os outros é caminho para a felicidade.
Assim, sempre que possível espalhe bondade ao seu redor. O mundo em que vivemos depende dela.

 

Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. O princípio do altruísmo, do livro Muito além da coragem, de Chris Benghue, ed. Butterfly.

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Um bom sentimento no coração

barra de rosas rosas

Dois meninos caminhavam ao longo de uma estrada, que se estendia através de um campo.
À beira do caminho viram um casaco velho e um par de sapatos surrados.
Ao longe vislumbraram o dono que trabalhava naquele campo.
O rapaz mais novo sugeriu que eles escondessem os sapatos, se escondessem eles mesmos, e ficassem ali observando a expressão de surpresa do dono, quando retornasse.
O menino mais velho achou que isso não seria tão bom.
Ele disse que, pelo aspecto da roupa e dos sapatos, o dono deveria ser um homem muito pobre.
Então, depois de falarem sobre o assunto, por sua sugestão, concluíram que tentariam outra experiência: ao invés de esconder os sapatos, iriam colocar uma moeda de prata em cada um, e observar o que o dono faria quando descobrisse o dinheiro.
E foi o que fizeram.
Logo, o homem regressou do local onde trabalhava, colocou seu casaco, calçou um pé em um sapato, sentiu algo duro, levou-o para fora e encontrou um dólar de prata.
Maravilha e surpresa brilharam em seu rosto.
Ele olhou para a moeda uma vez e outra vez, virou-se e não conseguiu ver ninguém ali por perto.
Em seguida, calçou o outro sapato.
Para seu grande espanto, encontrou outra moeda de prata.
Ele começou a chorar, ali, sentado sobre o campo.
Em seguida ajoelhou-se, e ofereceu em voz alta uma oração de agradecimento, na qual falou de sua esposa que estava doente e sem esperança, e sobre seus filhos, indefesos, sem comida.
Fervorosamente, agradeceu a Deus por essa graça, vinda de mãos desconhecidas, e evocou as bênçãos dos céus sobre aqueles que lhe deram a ajuda de que precisava.
Os meninos permaneceram escondidos até ele ir embora. Haviam presenciado toda a cena.
Eles tinham sido tocados por sua oração, e sentiram um calor dentro de seus corações.
Enquanto saíam a pé pela estrada, disse um ao outro: Então, realmente, você não tem um bom sentimento no coração?
* * *
Haverá dia em que todos nós, sem exceção, entenderemos porque há apenas um caminho, o caminho do bem.
Haverá dia em que apenas esse tipo de felicidade interior irá nos saciar, em que não mais buscaremos preencher os vazios da alma de outras formas.
Haverá dia em que compreenderemos Jesus e Sua mensagem maior, resumida no amor, simplesmente no amor: a Deus, ao próximo e a nós mesmos.
Enquanto esse dia não chega cabe-nos realizar as pequenas conquistas, dar os primeiros passos, viver as primeiras felicidades autênticas possíveis na Terra.
Percebamos em nosso coração o sentimento que predomina quando podemos ser úteis a alguém, quando, de alguma forma, significamos algo na vida de outra pessoa.
Analisemos esse sentimento, tentemos compreender de onde ele vem, tentemos compreender de onde vem a alegria de ouvir um Você é muito importante para mim.
O amor já está na Terra há muito tempo. Não é segredo para ninguém. Não é propriedade dos sábios, dos doutos. Ele está aí, esperando por mim, esperando por você, esperando por nós.

 

Redação do Momento Espírita, com base em trecho
do discurso Lições que aprendi quando menino,
do Rev. Gordon Hinckley
Em 11.11.2014.

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