PEGADAS LUMINOSAS

pegadas luminosas
pegadas luminosas

Pegadas luminosas

 

“As pegadas de quem ama nem aparece no caminho percorrido, as do egoísta são profundas.”

 

Tadeu Luiz

educação

 

Pedi e recebereis 

 

 É bastante conhecida a passagem evangélica na qual Jesus afirma: Pedi e recebereis.Não é possível ver em tal afirmativa a negação da Lei do Trabalho.
Pedir não significa a mera formulação de cômodas e insensatas rogativas.
Quem pede precisa fazer a sua parte, a fim de merecer o auxílio Divino.
Não é viável acreditar que a fé e o pedir eximam o homem de seus deveres materiais.
Afinal, quem deseja seguir o Cristo necessita carregar a própria cruz.
As dificuldades inerentes ao viver burilam e fortalecem o caráter.
O estudo desenvolve a inteligência.
O trabalho bem desempenhado permite o amealhar de variadas virtudes, como disciplina e paciência.
Desde o princípio, os cristãos são chamados a dar o testemunho de sua fé.
Durante algum tempo, o ato de testemunhar implicou abrir mão da vida física.
O Cristianismo desviou o foco das expectativas religiosas, que deixaram de se cingir à vida terrena.
Não se tratava mais de cumprir preceitos para viver longo tempo ou triunfar em questões materiais.
Mediante as palavras do Cristo, começou a se disseminar a idéia de vida futura, após a morte física.
Em tempos de ignorância e crueldade, os cristãos demonstravam o vigor de sua fé no martírio.
Enfrentavam a morte no Circo das feras entoando cânticos de louvor.
Atestavam sua fé na vida futura com a disposição de abdicar da existência física por um ideal.
Esse corajoso proceder não deixou de produzir frutos.
Era impossível deixar de se impressionar com tais espetáculos de coragem.
Pouco a pouco, o Cristianismo ganhou o Mundo e o  testemunho mudou de forma.
Hoje não é mais necessário morrer pela fé.
O desafio atual é viver o ideal cristão.
Não se trata de dar a vida em um instante, em um espetáculo sangrento.
Cuida-se de viver com dignidade longos anos, sem se corromper, sem odiar, sem se agastar com a maldade alheia.
Ninguém cogita de menosprezar a coragem dos primeiros cristãos.
Mas a tarefa atual não é menos importante e difícil.
A todo instante, os convites do Mundo surgem sedutores.
Os exemplos de desonestidade campeiam.
Levar vantagem parece quase normal.
A vulgaridade no vestir e no falar torna-se um padrão.
A sexualidade desvairada e inconseqüente contamina e banaliza as relações.
Sob a justificativa de carência, as pessoas se permitem indignidades sem nome.
É preciso coragem e perseverança para ser diferente.
Para permanecer puro em meio à podridão.
Para ser honesto e não buscar vantagens indevidas.
Para não odiar quem semeia desgraças e violências.
Para cumprir o próprio dever sem titubear, independentemente do que fazem os outros.
É preciso muita fibra moral para seguir os exemplos do Cristo.
Em meio às dificuldades inerentes ao viver cristão, surgem consoladoras as palavras do Messias Divino: Pedi e recebereis.
A quem se esforçar com sinceridade para vencer as tentações mundanas, não faltará auxílio.
Ciente disso, faça a sua parte.
Esforce-se sinceramente em ser puro, trabalhador, honrado e generoso.
E conte com o auxílio Divino para vencer todas as tentações.

 

Redação do Momento Espírita.
Em 04.06.2008.

religião e fé

Aceitação

 

Quando precisamos aceitar uma circunstância que não foi planejada, o primeiro impulso que temos é o de ser resistente à nova situação.
É difícil aceitar as perdas materiais ou afetivas, a dificuldade financeira, a doença, a humilhação, as traições.
A nossa tendência natural é resistir e combater tudo o que nos contraria e que nos gera sofrimento.
Agindo assim, estaremos prolongando a situação. Resistir nos mantém presos ao problema, muitas vezes perpetuando-o e tornando tudo mais complicado e pesado.
Em outras ocasiões, nossa reação é a de negação do problema e, por vezes, nos entregamos a desequilíbrios emocionais como revolta, tristeza, culpa e indignação.
Todas essas reações são destrutivas e desagregadoras.
Quando não aceitamos, nos tornamos amargos e insatisfeitos. Esses padrões mentais e emocionais criam mais dificuldades e nos impedem de enxergar as soluções.
Pode parecer que quando nos resignamos diante de uma situação difícil, estamos desistindo de lutar e sendo fracos.
Mas não. Apenas significa que entendemos que a existência terrestre tem uma finalidade e que a vida é regida pela lei de ação e reação; que a luta deve ser encarada com serenidade e fé.
Na verdade, se tivermos a verdadeira intenção de enfrentar com equilíbrio e sensatez as grandes mudanças que a vida nos apresenta, devemos começar admitindo a nova situação.
A aceitação é um ato de força interior que desconhecemos. Ela vem acompanhada de sabedoria e humildade, e nos impulsiona para a luta.
É detentora de um poder transformador que só quem já experimentou pode avaliar.
Existem inúmeras situações na vida que não estão sob o nosso controle. Resta-nos então acatá-las.
É fundamental entender que esse posicionamento não significa desistir, mas sim manter-se lúcido e otimista no momento necessário.
No instante em que aceitamos, apaga-se a ilusão de situações que foram criadas por nós mesmos e as soluções surgem naturalmente.
Aceitar é exercitar a fé. É expandir a consciência para encontrar respostas, soluções e alívio. É manter uma atitude saudável diante da vida.
Énos entregarmos confiantes ao que a vida tem a nos oferecer.
* * *
Estamos nesta vida pela misericórdia de Deus, que nos concedeu nova oportunidade de renascimento no corpo físico.
Os sentimentos de amargura, desespero e revolta, que permeiam nossa existência, são frutos das próprias dificuldades em lidar com os problemas.
Lembremos que todas as dores são transitórias.
Quando elas nos alcançarem, as aceitemos com serenidade e resignação. Olhemos para elas como mecanismos da Lei Universal que o Pai utiliza para que possamos crescer em direção a Ele.
Busquemos, desse modo, as fontes profundas do amor a que se reporta Jesus que o viveu, e o amor nos dirá como nos devemos comportar perante a vida, no crescimento e avanço para Deus.

 

Redação do Momento Espírita, com base
no texto Aceitação, de autoria desconhecida e com parágrafo final do
cap. 20, do livro Terapêutica de emergência, por diversos Espíritos,
psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
Em 9.10.2012.

perdoar

Aceite a correção

 

Paulo, Apóstolo, em sua Epístola aos Hebreus, prescreve: Na verdade, toda correção, no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça naqueles exercitados por ela…
* * *
Como você tem lidado com as correções que recebe?
Você é daquelas pessoas que não admite ser corrigida? Que mesmo que o outro tenha razão nos apontamentos, não dá o braço a torcer e não assume que errou, na presença de alguém?
Ou já consegue absorver bem as críticas, sorvendo o que elas podem lhe trazer de bom?
Quanto é difícil para você dizer: Desculpe, você está certo?
Reflitamos com a mensagem do Espírito Emmanuel, do livro Fonte Viva:
A terra, sob a pressão do arado, rasga-se e dilacera-se, no entanto, a breve tempo, de seus sulcos retificados brotam flores e frutos deliciosos.
A árvore, em regime de poda, perde grandes reservas de seiva, desnutrindo-se e afeando-se, todavia, em semanas rápidas, cobre-se de nova robustez, habilitando-se à beleza e à fartura.
A água humilde abandona o aconchego da fonte, sofre os impositivos do movimento, alcança o grande rio e, depois, partilha a grandeza do mar.
Qual ocorre na esfera simples da natureza, acontece no reino complexo da alma.
A corrigenda é sempre rude, desagradável, amargurosa? mas, naqueles que lhe aceitam a luz, resulta em frutos abençoados de experiência, conhecimento, compreensão e justiça.
A terra, a árvore e a água suportam-na, através de constrangimento, mas o homem, campeão da inteligência no planeta, é livre para recebê-la e ambientá-la no próprio coração.
O problema da felicidade pessoal, por isso mesmo, nunca será resolvido pela fuga ao processo reparador.
Exterioriza-se a correção celeste em todos os ângulos da Terra.
Raros, contudo, lhe aceitam a bênção, porque semelhante dádiva, na maior parte das vezes, não chega envolvida em brancura, e, quando levada aos lábios, não se assemelha a saboroso confeito.
Surge, revestida de espinhos ou misturada de fel, como remédio curativo e salutar.
Não percamos, portanto, a preciosa oportunidade de aperfeiçoamento.
A dor e o obstáculo, o trabalho e a luta são recursos de sublimação que nos compete aproveitar.
* * *
Só não suporta críticas aquele que ainda é dominado pelo vício do orgulho.
Por mais duras que sejam e, por vezes, carregadas de veneno, precisamos aprender com elas, retirando apenas o remédio de que necessitamos para crescer.
Essa é a postura da humildade, é a postura daqueles que ganham a existência, que avançam sem cessar.
Os orgulhosos, os teimosos, os endurecidos, esses ficam para trás, estagnados.
Não tenha medo de ser criticado. Se você se enxerga muito suscetível, isto é, aquele que a qualquer sinal de correção se magoa, se retrai, é bom rever as atitudes, refazer os caminhos.
O mundo de provas e expiações é também o mundo da lapidação. Pedras brutas que somos vamos sendo esculpidas pela vida, e as críticas são poderoso cinzel, que não deve nos dar medo.
Aceitemos a correção.

 

Redação do Momento Espírita, com base no
cap. 6, do livro Fonte Viva, pelo Espírito
Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido
Xavier, ed. FEB.
Em 25.7.2014.

amor verdadeiro chico xavier

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