Entre o Céu e a Terra

Entre o Céu e a Terra

Entre o Céu e a Terra
entre o céu e a terra

Entre o Céu e a Terra

 

Para saber pedir com segurança, é imprescindível saber dar.
O homem não é somente o filho de Deus no mundo, é também o cooperador de Sua obra terrestre.
É por isso que, em toda parte vemo-lo em regime de sociedade com a Providência Divina, no qual o Senhor, na condição de proprietário da vida e o espírito humano na posição de usufrutuário dela, se reúnem na concessão e no concurso, na administração e na execução, oferecendo ao trabalho quotas expressivas de recurso e de esforço, de suprimento e proveito.
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O Todo Misericordioso concede ao lavrador a gleba indicada à produção do alimento, mas se o homem do campo, pretende a colheita justa retribuir-lhe-á com o próprio suor; cede ao arquiteto o material de construção, mas a casa não se levanta sem braços que a sustentem; confere ao homem e à mulher a alegria do templo familiar, enriquecendo-os de esperança e de amor, entretanto, se os detentores de semelhante ventura esperam no lar a edificação da felicidade, cabe-lhes empenhar o próprio coração ao apoio recíproco, de modo a garantirem a benção conquistada.
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Não bastará converter a confiança em rogativas ao Céu, para que o Céu nos responda com simpatia e favor.
É necessário consultar a nossa própria atitude junto aos valores em mão, a fim de que não estejamos reformando debalde os empréstimos contraídos.
Muitos esperam que o fracasso lhes reacenda a vigilância, no entanto, se cada um de nós permanece firme no trato de responsabilidades que a vida nos delegou, consoante as nossas próprias necessidades, sem deserções e sem dúvidas, nossa própria tarefa será uma oração contínua ao Céu, na permanente comunhão entre a nossa vida fragmentária e a Vida Total, transformando todas as nossas preces de exaltação ou de súplica em cânticos silenciosos e vivos de reconhecimento e louvor.

 

XAVIER, Francisco Cândido. Dinheiro. Pelo Espírito Emmanuel. IDE. Capítulo 18.

ENTRE O CÉU E A TERRA

Benção do Céu

 

Conta uma lenda antiga que o Senhor veio à terra formada, certo dia…
Com tamanhos recursos a dispor, o planeta sentia necessidade de instrução e amor.
Espíritos humanos, aos milhares, vagueavam sonâmbulos no solo; e embora sob a luz dos gênios tutelares, do campo imenso ao íntimo dos mares viviam em distúrbio, pólo a pólo.
Falta a ordem para os elementos, mas o Senhor agindo com presteza, fez a organização da natureza, a envolver toda a terra na grandeza dos seus altos e sábios pensamentos.
Coube ao sol a missão de sustentar a vida, atravessando alturas sem vencê-las; 
E, para refazer cada existência em lida, a noite recebeu a paz indefinida, asserenando o mundo ao clarão das estrelas.
Foi entregue o limite às linhas do horizonte, as árvores florindo em campo aberto deram-se à produção de valores em monte; 
Depois, encarregou-se a bondade da fonte de fecundar o chão e amparar o deserto.
A ovelha improvisou os fios do agasalho, reclamou-se da abelha o favo suculento, inventou-se a bigorna para o malho,
tudo era disciplina, harmonia e trabalho que o Senhor dirigia calmo e atento.
Mas os seres dotados de razão espalharam-se em grupos sobre a terra…
Inteligências sob o orgulho vão, separaram-se em muros de ambição e criaram a dor, a violência e a guerra.
Vendo o ódio crescer, de segundo a segundo, o Senhor os guiou à experiência nova;
Deu-lhes doce prisão em corpos sobre o mundo, para terem, por si, a paz do amor profundo pelas tribulações e lágrimas da prova.
Notando-lhes, porém, as blasfêmias e os brados de sofrimento e desesperação, viu que na condição de seres encarnados,
quase todos espíritos culpados, exigiam carinho e proteção.
Quem seria capaz de tamanha bravura?
Doar-se sem pedir? Amparar sem prender?
Quem seria, afinal? Onde a criatura, cuja afeição se erguesse, até mesmo à loucura, achando a luz no caos, a sorrir e a sofrer?
O Senhor meditou, meditou… Em seguida, separou certa jovem dentre os réus, revestiu-a do amor sem sombra e sem medida…
A primeira mulher se fez mãe para a vida e o homem se acalmou ante a bênção do Céu.

 

Maria Dolores

CÉU

A VIDA MAIS BELA

 

A vida fica mais leve quando aceitamos as pessoas como elas são sem nos preocupar em tentar convencê-las a pensar como pensamos.
Ser tolerante não é pactuar com o intolerável, mas entender que cada qual vive na faixa de entendimento que lhe apraz e colherá o fruto das próprias escolhas.
A mim, cabe fazer sempre o melhor ao meu alcance.

 

Adeilson Salles

JESUS O AMOR EMMANUEL

 

Reverenciando Kardec

 

Antes de Kardec, embora não nos faltasse a crença em Jesus, vivíamos na Terra atribulados por flagelos da mente, quais os que expomos:
o combate recíproco e incessante entre os discípulos do Evangelho;
o cárcere das interpretações literais;
o espírito de seita;
a intransigência delituosa;
a obsessão sem remédio;
o anátema nas áreas da filosofia e da ciência;
o cativeiro aos rituais;
a dependência quase absoluta dos templos de pedra para as tarefas da edificação íntima;
a preocupação de hegemonia religiosa;
a tirania do medo, ante as sombrias perspectivas do além-túmulo;
o pavor da morte, por suposto fim da vida.
Depois de Kardec, porém, com a fé raciocinada nos ensinamentos de Jesus, o mundo encontra no Espiritismo Evangélico benefícios incalculáveis, como sejam:
a libertação das consciências;
a luz para o caminho espiritual;
a dignificação do serviço ao próximo;
o discernimento;
o livre acesso ao estudo da lei de causa e efeito, com a reencarnação explicando as origens do sofrimento e as desigualdades sociais;
o esclarecimento da mediunidade e a cura dos processos obsessivos;
a certeza da vida após a morte;
o intercâmbio com os entes queridos domiciliados no Além;
a seara da esperança;
o clima da verdadeira compreensão humana;
o lar da fraternidade entre todas as criaturas;
a escola do Conhecimento Superior, desvendando as trilhas da evolução e a multiplicidade das “moradas” nos domínios do Universo.

Jesus – o amor.

Kardec – o raciocínio.

Jesus – o Mestre.

Kardec – o Apóstolo.

Seguir o Cristo de Deus, com a luz que Allan Kardec acende em nossos corações, é a norma renovadora que nos fará alcançar a sublimação do próprio espírito, em louvor da Vida Maior.
Xavier, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel. Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em reunião pública da Comunhão Espírita Cristã, na noite de 24-1-69, em Uberaba, Minas. Texto extraído da revista Reformador de Março de 2001.

deus é amor allan kardec
CARIDADE E JUSTIÇA ALLAN KARDEC

O Homem no Mundo

 

Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração dos que se reúnem sob as vistas do Senhor e imploram a assistência dos bons Espíritos. Purificai, pois, os vossos corações; não consintais que neles demore qualquer pensamento mundano ou fútil. Elevai o vosso espírito àqueles por quem chamais, a fim de que, encontrando em vós as necessárias disposições, possam lançar em profusão a semente que é preciso germine em vossas almas e dê frutos de caridade e justiça.
Não julgueis, todavia, que, exortando-vos incessantemente à prece e à evocação mental, pretendamos vivais uma vida mística, que vos conserve fora das leis da sociedade onde estais condenados a viver. Não; vivei com os homens da vossa época, como devem viver os homens. Sacrificai às necessidades, mesmo às frivolidades do dia, mas sacrificai com um sentimento de pureza que as possa santificar.
Sois chamados a estar em contacto com espíritos de naturezas diferentes, de caracteres opostos: não choqueis a nenhum daqueles com quem estiverdes. Sede joviais, sede ditosos, mas seja a vossa jovialidade a que provém de uma consciência limpa, seja a vossa ventura a do herdeiro do Céu que conta os dias que faltam para entrar na posse da sua herança.
Não consiste a virtude em assumirdes severo e lúgubre aspecto, em repelirdes os prazeres que as vossas condições humanas vos permitem. Basta reporteis todos os atos da vossa vida ao Criador que vo-la deu; basta que, quando começardes ou acabardes uma obra, eleveis o pensamento a esse Criador e lhe peçais, num arroubo d’alma, ou a sua proteção para que obtenhais êxito, ou a sua bênção para ela, se a concluístes. Em tudo o que fizerdes, remontai à Fonte de todas as coisas, para que nenhuma de vossas ações deixe de ser purificada e santificada pela lembrança de Deus.
A perfeição está toda, como disse o Cristo, na prática da caridade absoluta; mas, os deveres da caridade alcançam todas as posições sociais, desde o menor até o maior. Nenhuma caridade teria a praticar o homem que vivesse insulado. Unicamente no contacto com os seus semelhantes, nas lutas mais árduas é que ele encontra ensejo de praticá-la. Aquele, pois, que se isola priva-se voluntariamente do mais poderoso meio de aperfeiçoar-se; não tendo de pensar senão em si, sua vida é a de um egoísta. (E.S.E. Capítulo V, no. 26.)
Não imagineis, portanto, que, para viverdes em comunicação constante conosco, para viverdes sob as vistas do Senhor, seja preciso vos cilicieis e cubrais de cinzas. Não, não, ainda uma vez vos dizemos. Ditosos sede, segundo as necessidades da Humanidade; mas, que jamais na vossa felicidade entre um pensamento ou um ato que o possa ofender, ou fazer se vele o semblante dos que vos amam e dirigem. Deus é amor, e aqueles que amam santamente ele os abençoa.
Um Espírito Protetor. (Bordéus, 1863.)
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB.

O APÓSTOLO allan kardec 4

Observai os Pássaros do Céu

 

Não acumuleis tesouros na Terra, onde a ferrugem e os vermes os comem e onde os ladrões os desenterram e roubam; – acumulai tesouros no céu, onde nem a ferrugem, nem os vermes os comem; – porquanto, onde está o vosso tesouro aí está também o vosso coração.
Eis por que vos digo: Não vos inquieteis por saber onde achareis o que comer para sustento da vossa vida, nem de onde tirareis vestes para cobrir o vosso corpo. Não é a vida mais do que o alimento e o corpo mais do que as vestes?
Observai os pássaros do céu: não semeiam, não ceifam, nada guardam em celeiros; mas, vosso Pai celestial os alimenta. Não sois muito mais do que eles? – e qual, dentre vós, o que pode, com todos os seus esforços, aumentar de um côvado a sua estatura?
Por que, também, vos inquietais pelo vestuário? Observai como crescem os lírios dos campos: não trabalham, nem fiam; – entretanto, eu vos declaro que nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. – Ora, se Deus tem o cuidado de vestir dessa maneira a erva dos campos, que existe hoje e amanhã será lançada na fornalha, quanto maior cuidado não terá em vos vestir, ó homens de pouca fé!
Não vos inquieteis, pois, dizendo: Que comeremos? ou: que beberemos? ou: de que nos vestiremos? – como fazem os pagãos, que andam à procura de todas essas coisas; porque vosso Pai sabe que tendes necessidades delas.
Buscai primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, que todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo. – Assim, pois, não vos ponhais inquietos pelo dia de amanhã, porquanto o amanhã cuidará de si. A cada dia basta o seu mal. (S. MATEUS, cap. VI, vv. 19 a 21 e 25 a 34.)
Interpretadas à letra, essas palavras seriam a negação de toda previdência, de todo trabalho e, conseguintemente, de todo progresso. Com semelhante princípio, o homem limitar-se-ia a esperar passivamente. Suas forças físicas e intelectuais conservar-se-iam inativas. Se tal fora a sua condição normal na Terra, jamais houvera ele saído do estado primitivo e, se dessa condição fizesse ele a sua lei para a atualidade, só lhe caberia viver sem fazer coisa alguma. Não pode ter sido esse o pensamento de Jesus, pois estaria em contradição com o que disse de outras vezes, com as próprias leis da Natureza. Deus criou o homem sem vestes e sem abrigo, mas deu-lhe a inteligência para fabricá-los. (Cap. XIV, no 6; cap. XXV, no 2.)
Não se deve, portanto, ver, nessas palavras, mais do que uma poética alegoria da Providência, que nunca deixa ao abandono os que nela confiam, querendo, todavia, que esses, por seu lado, trabalhem. Se ela nem sempre acode com um auxílio material, inspira as idéias com que se encontram os meios de sair da dificuldade. (Cap. XXVII, no 8.)
Deus conhece as nossas necessidades e a elas provê, como for necessário. O homem, porém, insaciável nos seus desejos, nem sempre sabe contentar-se com o que tem: o necessário não lhe basta; reclama o supérfluo. A Providência, então, o deixa entregue a si mesmo. Freqüentemente, ele se torna infeliz por culpa sua e por haver desatendido à voz que por intermédio da consciência o advertia. Nesses casos, Deus fá-lo sofrer as conseqüências, a fim de que lhe sirvam de lição para o futuro. (Cap. V, no 4.)
A Terra produzirá o suficiente para alimentar a todos os seus habitantes, quando os homens souberem administrar, segundo as leis de justiça, de caridade e de amor ao próximo, os bens que ela dá. Quando a fraternidade reinar entre os povos, como entre as províncias de um mesmo império, o momentâneo supérfluo de um suprirá a momentânea insuficiência do outro; e cada um terá o necessário. O rico, então, considerar-se-á como um que possui grande quantidade de sementes; se as espalhar, elas produzirão pelo cêntuplo para si e para os outros; se, entretanto, comer sozinho as sementes, se as desperdiçar e deixar se perca o excedente do que haja comido, nada produzirão, e não haverá o bastante para todos. Se as amontoar no seu celeiro, os vermes as devorarão. Daí o haver Jesus dito: “Não acumuleis tesouros na Terra, pois que são perecíveis; acumulai-os no céu, onde são eternos.” Em outros termos: não ligueis aos bens materiais mais importância do que aos espirituais e sabei sacrificar os primeiros aos segundos. (Cap. XVI, no 7 e seguintes.)
A caridade e a fraternidade não se decretam em leis. Se uma e outra não estiverem no coração, o egoísmo aí sempre imperará. Cabe ao Espiritismo fazê-las penetrar nele.

 

KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. Capítulo 25. Itens 6 a 8.

 

caridade e fraternidade allan kardec 3

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