MEDIUNIDADE DE EFEITOS FÍSICOS

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Mediunidade

Grupo Espírita Bezerra de Menezes
“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito derramarei sobre toda a carne; e os vossos filhos e as vossas filhas profetizarão, os vossos mancebos terão visão, e os vossos velhos sonharão sonhos;
E também do meu Espírito derramarei sobre os meus servos e minhas servas naqueles dias, e profetizarão;” – (Atos, cap. 2 – 17 e 18).

5.0 – O QUE É A MEDIUNIDADE

A mediunidade é uma sensibilidade existente nos seres vivos. É uma espécie de “janela” pela qual se recebem as influências do plano espiritual. Toda criatura viva possui mediunidade ou ao menos seus rudimentos. No homem, ela se apresenta mais complexa e pode, em alguns casos, ser utilizada de “ponte” entre os dois planos da vida.
Allan Kardec denominava “médiuns” somente as pessoas capazes de produzir fenômenos ostensivos com suas faculdades.
“Quem quer que seja apto a receber ou transmitir as comunicações dos Espíritos é, por isso mesmo, um médium, seja qual for o meio empregado e o grau de desenvolvimento da faculdade – desde a mais simples influência oculta até a produção dos mais insólitos fenômenos. Contudo, no uso corrente, o vocábulo tem uma acepção mais restrita e se diz geralmente das pessoas dotadas de um poder mediatriz muito grande, tanto para produzir efeitos físicos, como para transmitir o pensamento dos Espíritos pela escrita ou pela palavra” – (Allan Kardec, Revista Espírita, Fevereiro, 1859).
A mediunidade independe das condições morais do indivíduo. Às vezes, criaturas de moral duvidosa possuem belíssimas faculdades, enquanto outras, probas, cultas, dedicadas às coisas de Deus, não conseguem produzir nem mesmo pequenos efeitos. A mediunidade, conforme a define Allan Kardec, depende de uma organização física mais ou menos apropriada para manifestar-se. É proveniente de uma disposição orgânica existente entre as ligações do corpo carnal com o perispírito.
Existem dois obstáculos que dificultam a prática da mediunidade de modo racional e produtivo. O primeiro deles é o uso que se pode dar à faculdade. Há médiuns que a utilizam de forma incorreta e prejudicial a quem deles se serve. Tornam-se adivinhadores ou meros ledores de sorte. O outro problema é a presença ostensiva de Espíritos inferiores junto dos médiuns, quando começam o exercício da faculdade. Tal fato constitui-se em verdadeiro estorvo ao progresso dos iniciantes, principalmente quando ainda estão envolvidos naturalmente pela insegurança.

5.1 – A MEDIUNIDADE E SEUS FINS

A mediunidade tem várias finalidades para o ser humano. No serviço de intercâmbio mediúnico, ela torna-se o elo entre os dois mundos, o físico e o espiritual, demonstrando através dos fenômenos, a existência das coisas invisíveis. Permite que os Espíritos desencarnados nos enviem mensagens esclarecedoras falando da vida e do Universo criado por Deus. Ajuda-nos a curar e aliviar as dores físicas e morais de enfermos e desajustados.
O canal mediúnico é a via de acesso que o Espírito encarnado mantém permanentemente aberta para o mundo invisível. Por ele, a criatura recebe influências positivas e negativas, que a excita ao progresso. Usando do seu livre-arbítrio, o Espírito poderá segui-las ou ignorá-las, colhendo com isso, os frutos da lei de plantio e colheita.
Através de milhares de encarnações, o Espírito segue o caminho do crescimento espiritual, até adquirir sabedoria e domínio sobre suas más inclinações. Os Espíritos encarnados exercem constante influência sobre os desencarnados e vice-versa. Esta interinfluenciação se dá através dos pensamentos e dos sentimentos individuais e coletivos.
Embora a faculdade propriamente dita seja orgânica, o uso bom ou mal que o médium pode dar a ela depende de sua qualidade moral. Por isso, o médium que não trabalha em sua própria edificação, torna-se presa fácil de maus Espíritos, dando finalidade imprópria para um dom que lhe foi dado por Deus para que servisse como instrumento de sua melhoria interior.
“Se o médium é de baixa moral, os Espíritos inferiores se agrupam em torno dele e estão sempre prontos a tomar o lugar dos bons Espíritos a que ele apelou. As qualidades que atraem de preferência os Espíritos bons são: a bondade, a benevolência, a simplicidade de coração, o amor ao próximo, o desprendimento das coisas materiais” – (Allan Kardec – O Livro dos Médiuns, questão 227).

5.2 – TIPOS DE MÉDIUNS

“Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um, para o que for útil.
Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência;
E a outro, pelo mesmo Espírito a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os Espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas” – (I Coríntios, cap. 12, 7-10).
Os médiuns podem ser divididos em duas grandes categorias: médiuns de efeitos físicos e médiuns de efeitos intelectuais. Cada uma delas tem uma finalidade específica frente à humanidade do nosso tempo.

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a) Médiuns de Efeitos Físicos

São os médiuns dotados de faculdade capaz de produzir efeitos materiais ostensivos. Seus trabalhos têm a finalidade de chamar a atenção da incredulidade humana para a existência dos Espíritos e do mundo invisível. Produzem fenômenos materiais, tais como: movimento de corpos inertes, ruídos, voz direta, curas fenomênicas, transportes etc.
Os médiuns de efeitos físicos podem ser divididos em dois grupos: os facultativos, que têm consciência dos fenômenos que produzem; e os involuntários, ou naturais, que não possuem consciência de suas faculdades e são usados pelos Espíritos para promoverem manifestações sem que o saibam. Certas comunicações dadas por Espíritos desencarnados através de aparelhos eletrônicos (TCI), onde alguns autores disseram não haver necessidade da presença da mediunidade, foram produzidas por ação de médiuns de efeitos físicos involuntários.
Esse tipo de médium era muito comum no advento do Espiritismo e foi muito útil na divulgação das idéias espíritas, chamando a atenção das pessoas para a realidade do fenômeno.

 

b) Médiuns de Efeitos Intelectuais

São os médiuns dotados de faculdades que produzem comunicações inteligentes, com as quais é possível aprender conceitos morais e filosóficos. Essas manifestações nos ajudam a entender o mundo invisível e o estilo de vida que levam os seus habitantes. Existe uma grande variedade de médiuns, que se ligam mais ou menos diretamente a uma ou a outra dessas duas categorias. Em estudos futuros, que realizaremos em O Livro dos Médiuns, serão tratados os pormenores sobre a classificação que Allan Kardec deu a cada tipo de médium e às manifestações mediúnicas. A título de instrução básica, faremos alguns comentários sobre os tipos de médiuns mais encontrados:
Médiuns Sensitivos ou Impressionáveis: São as pessoas que possuem sensibilidade capaz de sentir com facilidade a presença dos Espíritos. Essa mediunidade não é bem definida, pois os médiuns em geral são impressionáveis. Seria mais uma qualidade geral do que especial, ou seja, uma faculdade rudimentar, essencial ao desenvolvimento das outras.
Médiuns Audientes ou Auditivos: Os médiuns auditivos ou audientes são aqueles capazes de ouvirem a voz dos Espíritos de forma clara e inequívoca. Tais fenômenos ocorrem geralmente nas reuniões mediúnicas. Podem, assim, conversar com os desencarnados, ouvindo e transmitindo suas instruções para o plano material. Este tipo de mediunidade é agradável se o médium só ouve Espíritos bons. Mas, quando cai presa de um Espírito mau, pode caracterizar-se numa tenaz obsessão.
Médiuns Falantes ou de Psicofonia: São os médiuns que recebem comunicações dos Espíritos através da fala. O médium psicofônico pode não ter consciência do que diz, exprimindo idéias totalmente contrárias aos seus conhecimentos. Uns guardam lembranças claras do que transmitem; outros não.
Há médiuns que recebem as idéias dos Espíritos por meio do canal intuitivo, também denominado “mediunidade natural”, expondo com suas próprias palavras o que a entidade quer revelar.
Médiuns Videntes: Os médiuns videntes são aqueles com capacidade para captar imagens do mundo espiritual. Uns possuem esta faculdade em estado normal, perfeitamente acordados. Outros, têm-na em estado sonambúlico ou próximo do sonambulismo.
Os médiuns videntes não vêem com os olhos carnais, mas sim com os da alma. Por isso, independe de estarem de olhos abertos ou fechados para enxergarem os Espíritos.
É preciso saber separar a vidência propriamente dita, das aparições acidentais e espontâneas. A vidência, embora varie de intensidade, consiste na possibilidade mais ou menos freqüente de se ver os Espíritos. A interpretação das visões espirituais varia de um médium para outro, segundo sua condição evolutiva. Já as aparições podem acontecer para qualquer um, mesmo para as pessoas que não sejam videntes.
As aparições acidentais de Espíritos, são freqüentes na hora do desencarne de entes queridos, que se encontram distantes. Nesses casos, os Espíritos aparecem à parentela, como se quisessem dar testemunho de que estão vivos e que partem para uma nova vida. Diz-se, popularmente, que vieram avisar de sua morte.
As visões durante o sono do corpo físico também fazem parte da categoria das aparições.
Médiuns Sonâmbulos ou Sonambúlicos: Os médiuns sonâmbulos ou sonambúlicos são os que, durante o transe de desdobramento mediúnico, agem sob a influência do seu próprio Espírito. São eles mesmo que, desprendendo-se de seus corpos físicos, projetam-se no mundo espiritual e conversam com os desencarnados, vendo, ouvindo e percebendo o que vai à sua volta. Vivem, durante breves instantes, a liberdade dos Espíritos livres. Seus sentidos não sofrem as limitações provocadas pela matéria.
Este tipo de médium pode nos transmitir tudo o que lhe acontece durante o transe, inclusive falar dos conselhos que recebe dos bons Espíritos, quando no plano espiritual. Também são conhecidos como “sonâmbulos”, os médiuns que perdem a consciência durante as comunicações.
Médiuns Curadores: São médiuns curadores aquelas pessoas que possuem o poder magnético (ou dom) de curar as enfermidades orgânicas, ou aliviar dores pela imposição das mãos ou pela prece. A fé, aliada ao magnetismo do médium e auxílio dos bons Espíritos, realiza os fenômenos de curas. Jesus era um médium curador em potencial.
Os médiuns curadores, por produzirem efeitos materiais, também podem ser classificados como médiuns de “efeitos físicos”. O dom de curar é um dos mais belos que o médium pode adquirir, mas exige dele uma vida de exemplos e de sadia moral.
Médiuns Psicógrafos ou Escreventes: São os que transmitem as comunicações dos Espíritos através da escrita. Estes médiuns são muito comuns. Dividem-se em: mecânicos, semimecânicos e intuitivos.
Os mecânicos não têm consciência do que escrevem. A influência do pensamento do médium na comunicação é quase nula. A idéia do Espírito desencarnado se expressa com maior clareza, pois há grande domínio da entidade sobre a faculdade mediúnica.
Já nos semimecânicos, a comunicação sofre uma influência um pouco maior do pensamento do médium. A dominação do Espírito sobre suas faculdades não é tão profunda. São a maioria entre os médiuns psicógrafos.
Os médiuns intuitivos são os que recebem a ideia do comunicante e a interpretam de acordo com seu conhecimento pessoal. Existem outras variedades de médiuns que serão estudadas futuramente em O Livro dos Médiuns, no capítulo que trata de sua classificação.

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5.3 – CONSEQUÊNCIAS MORAIS DA PRÁTICA MEDIÚNICA

 

A prática da mediunidade no Espiritismo não tem como meta somente a produção de fenômenos físicos, destinados a despertar os incrédulos, ou curar enfermidades carnais e espirituais. As atividades curativas, além de demonstrarem a ação da Misericórdia Divina, servem ainda para alertar o ser humano de que ele é algo mais do que matéria. Deve despertá-lo para o real sentido da vida, provocando-lhe uma conseqüência de ordem moral.
Frente ao mundo terreno, repleto de interesses imediatistas, o homem busca sua felicidade afogando-se nas ilusões provocadas pela matéria. Perde-se em paixões transitórias, não atentando para o nobre ideal da vida, que é o aprendizado e o progresso do Espírito como criatura imortal. A mediunidade é um meio pelo qual os Espíritos superiores apresentam novos conceitos e horizontes mais amplos às pessoas. Isso lhes renova o ânimo e as esperanças em relação ao futuro.
O contato com o mundo espiritual, através da mediunidade, nos mostra que, pela ação da Lei de Causa e Efeito, colhemos tudo aquilo que plantamos. Que uma vida egoísta e orgulhosa só conduz ao sofrimento, ao passo que uma conduta pautada nas orientações do Evangelho encaminha-nos para um estado de equilíbrio e à verdadeira felicidade.
É pela mediunidade que somos esclarecidos que, ao morrermos, vivemos; que encarnaremos em outras ocasiões, ora numa condição social, ora noutra; que os princípios morais ensinados por Jesus, o Cristo, fazem nascer na intimidade dos homens o tão sonhado Reino de Deus.
Por fim, a pessoa que abraça tão nobre tarefa tem em mãos uma grande ferramenta de crescimento espiritual, uma vez que depende de sua condição moral o contato com as forças espirituais do Bem. Agindo como instrumento nesse intercâmbio, sabe que depende de seu esforço pessoal o bom ou mau uso que fizer do dom que Deus lhe deu.
“Todas as nossas faculdades são favores que devemos agradecer a Deus, pois há criaturas que não as possuem. Podias perguntar porque Deus concede boa visão a malfeitores, destreza aos larápios, eloquência aos que só a utilizam para o mal. Acontece o mesmo com a mediunidade. Criaturas indignas a possuem porque dela necessitam mais do que as outras, para se melhorarem”
– (Livro dos Médiuns – Questão 226, item 2).

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Efeitos físicos – o que são e como acontecem

Carlos César Barro
A questão sobre se os Espíritos podem ou não interferir no mundo material sempre levantou muita polêmica nos meios religiosos. Para opinar favorável a essa interferência, o Espiritismo reuniu em seus postulados uma série de estudos e comprovações que apoiam essa tese. Como demonstra a Doutrina Espírita, os Espíritos nada mais são do que pessoas como nós (chamadas de encarnadas, por estarem durante a encarnação), que, depois de passarem pela morte do corpo físico, continuam vivas no plano espiritual (passando a serem chamadas de desencarnadas, pois seus espíritos vivem agora sem o corpo físico). Encontram-se, então, na verdadeira vida, como disse Jesus. É um lugar muito parecido com o lado material, no entanto, com características próprias, que perfazem regiões piores ou muito melhores do que as existentes na Terra.
Embora vivam num mundo semelhante ao material, os Espíritos, encontrando-se no lado espiritual, não têm acesso direto na matéria. Falta-lhes a parte física. Sem ela, é impossível que os Espíritos consigam se manifestar visivelmente entre nós. Para que isso possa acontecer, é necessário haver uma ligação entre os dois planos. É então que aparece a figura do médium, ou seja, a pessoa que tem condições de sentir ostensivamente a presença dos Espíritos e transmiti-la. Ressalta-se que o bom médium é aquele que permite ou não a manifestação do Espírito através de sua faculdade mediúnica, tendo total controle sobre ela.
Existem vários tipos de médiuns. Entre eles, os escreventes ou psicógrafos, como é o caso do mineiro Chico Xavier. Podemos dizer que sob a influência mental dos Espíritos, o médium “empresta” sua mão para a entidade, que então passa a escrever mensagens, livros e outros. Há também os chamados médiuns falantes, como o orador espírita, Divaldo Pereira Franco. Influenciado pelos Bons Espíritos, empresta a sua condição de falar para que o mundo espiritual possa deixar sua mensagem de orientação, conforto e paz.
Outro tipo de mediunidade é a chamada de efeitos físicos. É a que mais diz respeito ao tema aqui tratado. São médiuns que, dotados de uma condição especial, doam um certo tipo de fluido aos Espíritos (denominado fluido magnético). Esse tipo de fluido somente as pessoas encarnadas possuem. Diferentemente das outras categorias de médiuns, que têm controle sobre suas faculdades, o médium de efeitos físicos não têm como controlar sua doação de fluidos para o mundo espiritual. A transmissão fluídica acontece instantaneamente e, na maioria das vezes, o médium não percebe que está doando o fluido magnético. Através deste fluido, que tem dupla natureza, ou seja, atua tanto no plano espiritual como no material, o Espírito tem condições de manifestar-se diretamente na matéria. Alguns cientistas chamam este fluido de ectoplasma.
Os espíritos só conseguem mover objetos, provocar ruídos ou ficarem visíveis aos encarnados quando estão de posse desse fluido magnético. Para tanto, é necessário que haja por perto da manifestação algum médium de efeitos físicos. Ele não precisa estar no local exato em que ocorra o fenômeno, mas precisamente estará nas redondezas. Os Espíritos podem perceber aqueles que têm essa condição de doadores, aproveitando-se disso. Porém, esses médiuns são raros, o que dificulta a ocorrência dos efeitos físicos.
Além dessa raridade, toda interferência espiritual no mundo físico é controlada pelos Espíritos Superiores. Geralmente, salvo casos excepcionais, são Espíritos atrasados que se utilizam dos efeitos físicos, visando assustar as pessoas que querem atormentar. A Espiritualidade Superior permite a atuação dessas entidades ignorantes somente até certo ponto. Nunca deixam que os efeitos físicos venham a atentar contra a vida de alguém. Se assim não o fosse, os Espíritos maus teriam livre acesso a substâncias venenosas, podendo prejudicar a todos. O mundo, na verdade, iria se transformar em uma verdadeira balburdia.
Baseando-se nisso, as manifestações físicas que se vêem na novela “A Viagem” devem ser encaradas com certa precaução. Há muita fantasia que jamais deve ser entendida como Espiritismo, ou Doutrina Espírita.
Já na sua vida diária, não pense que qualquer barulho ou ruído aparentemente inexplicável seja obra de Espíritos. O Espiritismo ensina que devemos primeiro procurar exaustivamente uma causa física, para só depois supormos que haja um fenômeno de ordem espiritual. Nunca deixe a ilusão tomar conta de você.

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FENÔMENOS DE EFEITOS FÍSICOS

Postado em Editora Vivência

O estudo da materialização dos espíritos é fundamental para o avanço da medicina e sua é mais um instrumento de cura e despertar para humanidade.
Helaine Ciqueto

O FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL

Nosso conhecimento a respeito do universo, do nosso mundo e de nós mesmos é extremamente limitado. Segundo André Luiz, conhecemos apenas a oitava parte do que acontece ao nosso redor. Se desconhecemos a essência, a finalidade e a causa da maioria daquilo que vemos, como conhecermos a respeito daquilo que não vemos?
As energias sutis do Espírito estão nesse rol imensurável e desconhecido para nós, seres humanos limitados.
Retomando um estudo de André Luiz, deparamos com sua afirmação de que tudo emana do Plasma Divino, que segundo os ensinos superiores, compilados por Alan Kardec, ele é o Fluido Cósmico Universal. Enfim, é o princípio elementar de tudo quanto existe.
Um único elemento material dando origem a tudo. O elemento básico da criação. É o que nos relata o Espírito Galileu, em “A Gênese – Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo”, Cap. VI, itens 8 a 19. O Fluido Cósmico Universal – é matéria cósmica primitiva que vai do incomensurável ao mensurável; da invisibilidade à visibilidade; do ponderável ao imponderável; dependendo da forma, do estado e da dimensão em que se encontra, sendo detectável ou não aos nossos sentidos humanos.

ENERGIAS SUTIS DO ESPÍRITO

As energias sutis são matéria quintessenciada, não detectáveis nesta nossa terceira dimensão, ou seja imperceptíveis aos nossos olhos, mas que causam impacto na estrutura de nosso organismo, tal qual o Raio X, por exemplo, que é constituído de partículas subatômicas, que penetram na intimidade de nosso corpo, “fotografando-o interiormente”, mas que não são percebidas pelos sensórios terrenos.

TEORIA DAS MANIFESTAÇÕES

Allan Kardec compilou no “O Livro dos Médiuns” algumas explicações do Espírito de São Luís, sobre a Teoria das Manifestações Físicas, no Cap. IV, da 2.a parte. Resumindo, ele explicou que, o que anima a matéria ou os objetos que se movem, e o que materializa os espíritos, é uma combinação de Fluido Cósmico Universal – FCU, com o fluido perispiritual do próprio médium e com o fluido do perispírito de espíritos mais ligados à matéria, ou seja, menos evoluídos. Essa composição fluídica “anima” a matéria, envolvendo os objetos entre o espaço molecular e penetra igualmente os corpos, como um oceano imenso. A vontade do Espírito Coordenador do fenômeno conduz o movimento dos objetos ou coordena o fenômeno. Assim, esse Espírito Coordenador (ou seja, a vontade desse Espírito inteligente) é a causa do fenômeno e a mescla de fluidos é o veículo condutor do fenômeno.
Imaginemos, por exemplo, um espírito materializado, escrevendo ou tocando piano: ele deita seus dedos sobre as teclas, mas o que as impulsiona não é a sua “força muscular”, mas sim o fluido que as anima, interpondo-se no espaço entre as moléculas da matéria de que é composto, obedecendo a vontade do espírito.
Com a “mesa girante” ocorre o mesmo; não é o espírito que a levanta e gira, mas a mesa que se anima de uma vida factícia (artificial) e se move pela vontade, impulso mental que lhe dá o espírito.

O ECTOPLASMA

André Luiz, no livro “Nos Domínios da Mediunidade”, cap. XXVIII, nos descreve um dos seus aprendizados sobre o assunto, quando realizou um trabalho de observação a uma sessão de materialização, ocorrida aqui na Terra. (há fortes indícios que tenha sido com o médium Francisco Peixoto Lins, o Peixotinho).
Conta-nos ele, que durante esse fenômeno especialíssimo, o médium é desdobrado e afastado do corpo, semelhante a um desencarne. Assim prostrado, sob o domínio dos “técnicos espirituais”, começa a expelir o ectoplasma, qual pasta flexível, à maneira de uma geléia viscosa e semi-líquida, através de todos os poros, com mais abundância pelos orifícios naturais, particularmente da boca, narinas, e ouvidos, além do tórax e das extremidades dos dedos. Esse fluido condensado, de alvura extraordinária, ligeiramente luminosa, comparável à clara de ovo, com um cheiro característico, indescritível. Dessa forma, o médium começa a desmaterializar-se.
O ectoplasma, por sua vez envolve o perispírito do espírito a ser materializado, semelhante a peças de tecido leves e finos, ou interpenetra os objetos, dando-lhes forma e movimento.
O fenômeno independe das qualidades morais e do caráter do médium, são emanações psicofísicas, das quais o citoplasma é uma das fontes de origem. Portanto o fato do médium fumar, beber, ingerir drogas ou abusar da alimentação inadequada, não o faz um médium mais ou menos apto, mas influenciam, devido as toxinas que contaminam o ectoplasma, a ponto de prejudicar o organismo do próprio médium.
Vemos, como exemplo, os ensinamentos dos espíritos, no caso do médium Francisco Peixoto Lins, que alertavam sempre sobre os vícios, classificando-os como uma escolha para a mediunidade, com conseqüências nefastas e tóxicas para o médium. Em muitas das reuniões realizadas pelo grupo dele, e que não tiveram êxito, a explicação era de que os resíduos decorrentes desses vícios e da alimentação inadequada, que impregnavam o organismo do médium, não propiciariam o efeito desejado sem atingir com gravidade o organismo do médium. Eles falavam e ensinavam com brandura, mas eram enérgicos e severos em relação à participação nas reuniões de pessoas com esses vícios e do próprio médium.
Até mesmo, o próprio toque nesse fluido condensado, por pessoa estranha ao fenômeno, e quando não planejado pelo espírito coordenador do fenômeno, poderá levar o médium à conseqüências gravíssimas, tal como ocorreu com o próprio Peixotinho, e até mesmo ao desencarne, tal a seriedade e complexidade do fenômeno. O termo “ectoplasma”, segundo o “Novo Dicionário da Língua Portuguesa”, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, na Biologia, refere-se à parte periférica do citoplasma celular. Na Parapsicologia, designa a substância visível que emana do corpo de certos médiuns.
“Uma pasta flexível, à maneira de uma geleia viscosa e semilíquida, que emana por todos os poros e orifícios naturais, particularmente da boca, narinas, ouvidos, além do tórax e extremidades dos dedos do médium.” (“Nos Domínios da Mediunidade”, André Luiz.)

MATERIALIZAÇÕES LUMINOSAS

Novamente, segundo o dicionário, o termo se refere à individualização de uma forma pela matéria, ou à atribuição de qualidades da matéria a algo, no caso ao espírito, ou fazer manifestar-se o espírito sob forma material, torná-lo corpóreo.
Refere-se também o termo, à um tipo especialíssimo de mediunidade, onde ocorre o fenômeno da corporificação de espíritos através do ectoplasma do médium. Em diversas obras sobre o assunto, em que os autores participaram e analisaram fria e racionalmente o fenômeno, por anos a fio, podemos concluir, que ele apresenta um tipo de ocorrência padrão, onde participam sempre, o médium que apresenta tal faculdade mediúnica, demais pessoas que assistem e auxiliam materialmente a realização do fato, um ou mais Espíritos evoluído que coordenam a elaboração espiritual do fenômeno e algumas entidades, de caráter menos evoluído, com mais ligações com a matéria e o mundo material.
Algumas dessas materializações chegam a ter uma intensa luminosidade, que chega a desafiar qualquer pensamento de incredulidade à respeito do fenômeno. Isso ocorre devido à grande quantidade de fosfato de lecitina, que o médium apresenta em seu organismo. Por isso que em certas ocasiões o famoso médium Peixotinho era orientado pelos Espíritos a ingerir muito peixe, alimento que possui essa substância.

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O FENÔMENO ATRAVÉS DOS TEMPOS

Caso fôssemos analisar a história da humanidade através do tempos, com certeza teríamos elencados muitos casos de manifestação da mediunidade de efeitos físicos, antes mesmo que ela assim fosse denominada e compreendida, pois antigamente, era considerada como fenômeno sobrenatural. Atualmente, à luz do Espiritismo, podemos compreendê-la melhor e explicá-la cientificamente.
Ernesto Bozzano nos ensina, em seu livro “Pensamento e Vontade”, que a substância ectoplásmica já era conhecida pelos alquimistas do século XVII, como Paracelso, que a denominou Mysterium Magnum, e Tomas Vaogan, que a definiu por Matéria Prima. Também Emmanuel Swedenborg, um dos precursores do Espiritismo, realizou experimentos de ectoplasmia.
Outros importantes pesquisadores podem ser citados, como Dr. Gustavo Geley, que descreveu essas manifestações em seu livro “Do Inconsciente ao Consciente, além de diversos investigadores científicos, tais como Hartmann, Aksakof, Du Prel, Cel. de Rochas, que baseou suas conclusões nas experiências realizadas com a também famosa médium de ectoplasmia, Eusápia Paladino.
Outro caso interessante de materialização de corpo humano, exercida por uma entidade inteligente e com o auxílio da posse temporária do corpo fluídico exteriorizado, foi observada e pesquisada exaustivamente pelo cientista químico-físico londrino, Dr. William Crookes, por volta de 1869, que estudou o fenômeno por mais de 30 anos. Através de uma médium chamada Florence Cook, se manifestava o espírito denominado Katie King. Ela apresentava diversos fenômenos, como levitação, escrita, materialização, mas apenas de um único espírito.
Mais recentemente, por volta da década de 40, Fábio Machado, um médium que morava em Belo Horizonte, produzia fenômenos de materializações, como conta Ranieri, em seu livro “Manifestações Luminosas”. Através dele ocorriam os mesmos fenômenos observados no médium Francisco Peixoto, no Rio de Janeiro, e com os mesmos espíritos, mesmo sem se conhecerem ou terem conhecimento da existência um de outro. A única diferença é que as materializações de Fábio eram opacas.

FRANCISCO PEIXOTO LINS

Dentre os casos relatados pela Literatura Espírita, um dos que mais impressionam pela total autenticidade e abundância do fenômeno, é o de Francisco Peixoto Lins, o qual, segundo profunda análise dos relatos, foi alvo das observações de André Luiz, em suas visitas de aprendizado em nosso meio. Não há registros, no Brasil, de médiuns que provocassem materializações como as de Peixotinho.
Muitos fenômenos foram observados, descritos e testados por centenas de pessoas de bem, cultas, estudiosos, além do acompanhamento criterioso de um delegado de policia da época, que publicou um livro a respeito, intitulado “Materializações luminosas”. (R. A. Ranieri)

OS FENÔMENOS DE PEIXOTINHO

Eram flores naturais e orvalhadas que apareciam, em abundância, do nada; luvas de parafina; flores moldadas na parafina; moldes do rosto de espíritos; materializações completas e incompletas (apenas o busto) de entidades; aporte de pedras de diversos lugares do mundo; chuva de flores, de pétalas naturais; brisa suave; aragem fresca; perfumes deliciosos; voz direta (garganta ectoplásmica); escrita direta; biombos e cadeiras que levitavam; desmaterialização de uma viola; fabricação de remédios homeopáticos; aparecimento de água mineral da França (Vichy); letreiros luminosos com frases inteiras ditadas na hora pelos participantes; além das curas e tratamentos inacreditáveis que ocorriam todos os dias.
A cada sessão era um verdadeiro espetáculo. Em uma única reunião eles chegaram a moldar em parafina, cerca de 100 flores. Para distrair os participantes e evitar que suas mentes divagassem por outras paragens, as entidades utilizavam a música como recurso. Tocavam violão e espíritos dançavam. Enviavam, por escrita direta, ou eles mesmos sentavam à mesa, tomavam a caneta comum e escreviam letra e música de hinos.
Ouvia-se sempre com perfeição e nitidez, no ambiente, os sons produzidos pelos espíritos corporificados, seus movimentos de ir e vir da cabine, dirigindo-se ao balde de parafina fervente e o som característico do molhar das mãos em água fria para o resfriamento e endurecimento das moldagens.
O início dos trabalhos era marcado com um sinal: o aporte de uma ou várias pedras que surgiam do nada. E sempre ao final da reunião ouvia-se uma voz enunciar o êxito ao não da sessão. Muitas vezes, enunciavam através do recurso da voz direta (garganta ectoplásmica) que não haviam conseguido o objetivo esperado e ao acenderem as luzes encontravam botões de rosas, cravos, margaridas ou outras flores, ofertadas por espíritos aos presentes.
Os mentores explicavam que extraíam fluidos (energia ectoplasmática) dos médiuns para tratarem dos doentes. Explicavam também que as tarefas em torno da mediunidade são o resultado de um trabalho em conjunto, de equipe, baseado na unidade de propósitos, capaz de formar um campo psíquico ou, como se diz comumente, uma corrente de energias. Nesse campo movimentam-se os fluidos por força da mente, que plasma e cria, seguindo as determinações do espírito diretor ou controlador.

ENSINAMENTOS DOS ESPÍRITOS

Segundo as entidades orientadoras, o objetivo dos fenômenos mediúnicos é despertar, aprender e curar, no caso de Peixotinho. Dois fatores ficaram evidenciados: a necessidade de constante estudo das instruções contidas no “Livro dos Médiuns” e o aprendizado do trabalho em grupo, demonstrando que, a mediunidade a serviço de instruções espíritas, exige mentalidade de equipe, atenção, estudo, respeito e, em conseqüência, espírito de participação.
Constantemente orientavam os presentes para eliminarem a curiosidade, mentalizarem os doentes, ordenadamente, ajudando-os nos processos de tratamento. Explicavam que a base do fenômeno está na mente e que essas energias sutis são extremamente sensíveis ao pensamento, portanto a postura mental do grupo era fundamental.
Em certa ocasião sugeriram que utilizassem contos espiritualizados para ajudar a manter a vibração positiva do grupo. Além do canto de hinos leituras do Evangelho, etc. Outra sugestão foi a de organizar grupos pequenos, com número reduzido de pessoas, pois o excesso de componentes, em virtude da heterogeneidade de pensamentos e de propósitos, atrapalhava o êxito do trabalho. No início, os próprios espíritos enumeravam aqueles que estavam aptos para participarem das reuniões e os demais que iriam realizar as visitas, “para fazer ambiente”, na casa dos doentes que seriam tratados à distância.
Os espíritos insistiam nos ensinamentos, mas a maior parte dos participantes se aglomeravam em torno de Peixotinho porque aquilo lhes encantava os olhos ou lhes atendia os interesses mais imediatos, nem sempre procuravam a essência, as causas e as conseqüências.
De todo esse universo de pesquisas e experimentos científicos realizados, através do tempos, sobre a existência, a atuação e as conseqüências das energias sutis do espírito, concluímos que, como Kardec mesmo nos ensina, a maior ou menor incidência desses fenômenos físicos está diretamente relacionada à necessidade de despertamento da humanidade para o aspecto espiritual de sua existência.
Assim portanto, observamos que na atualidade, esses fenômenos se tornaram escassos devido à evolução do homem e sua condição no estágio seguinte após esse despertamento, que é o burilamento moral interior, em direção à escala ascendente da evolução da humanidade.
(Extraído da Revista Cristã de Espiritismo nº 03, páginas 06-10)

corpo-astral

Médiuns de efeitos físicos

 

Apresentamos nesta edição o tema no 104 do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, que está sendo aqui apresentado semanalmente, de acordo com programa elaborado pela Federação Espírita Brasileira, estruturado em seis módulos e 147 temas.
Se o leitor utilizar este programa para estudo em grupo, sugerimos que as questões propostas sejam debatidas livremente antes da leitura do texto que a elas se segue.
Se destinado somente a uso por parte do leitor, pedimos que o interessado tente inicialmente responder às questões e só depois leia o texto referido. As respostas correspondentes às questões apresentadas encontram-se no final do texto abaixo.
Questões para debate
1. Em quantos grupos podemos classificar a mediunidade?
2. A natureza das comunicações guarda relação com a aptidão do médium ou com a natureza do Espírito?
3. O que é indispensável para que ocorram os fenômenos de efeitos físicos?
4. Mencione cinco variedades de médiuns de efeitos físicos citadas por Kardec.
5. A escrita direta – que é produzida graças aos médiuns pneumatógrafos – é classificada como fenômeno de efeito físico ou fenômeno de efeito intelectual?
 
A mediunidade apresenta uma variedade infinita de matizes
1. Conforme já estudamos anteriormente, a mediunidade pode ser classificada em dois grandes grupos: mediunidade de efeitos físicos e mediunidade de efeitos intelectuais.
2. Os médiuns de efeitos físicos, tão comuns na época da Codificação do Espiritismo, são provavelmente menos numerosos nos dias atuais, em que mais comuns são os médiuns de efeitos intelectuais. Mas têm surgido, de tempos em tempos, variedades especiais, como os médiuns músicos, pintores, poetas, cirurgiões etc. Na época de Kardec predominavam, no tocante às variedades de efeitos intelectuais, a psicografia e a psicofonia.
3. A mediunidade apresenta, como vemos, uma variedade infinita de matizes, de que decorrem os chamados médiuns especiais, dotados de aptidões particulares que variam de indivíduo a indivíduo, independentemente das qualidades e conhecimentos dos Espíritos que se manifestam.
4. A natureza das comunicações guarda, no entanto, relação com a natureza do Espírito e traz o cunho de sua elevação ou inferioridade, de seu saber ou de sua ignorância. Há Espíritos que têm predileção para as manifestações físicas e, dentre os que dão comunicações de caráter inteligente, existem os poetas, os músicos, os desenhistas, os sábios etc. Obviamente, de par com a aptidão do Espírito, existe a aptidão do médium, que será para ele um instrumento mais ou menos cômodo, mais ou menos flexível.
5. Para que ocorram fenômenos de efeitos físicos é preciso que o médium esteja habilitado ao fornecimento do ectoplasma ou plasma exteriorizado de que se valem os Espíritos para a produção dos fenômenos que lhes atestam a sobrevivência.
Os médiuns de levitação conseguem elevar-se a si mesmos
6. Fenômenos físicos como pancadas, ruídos, deslocamento de móveis e objetos, de tão corriqueiros, não chegam a impressionar a criatura humana, que, com toda a certeza, se encantaria com determinados efeitos físicos belíssimos e surpreendentes, como as materializações e os transportes, infelizmente tão raros na época em que vivemos.
7. As variedades especiais de médiuns para efeitos físicos que Allan Kardec inseriu no cap. XVI d´O Livro dos Médiuns são estas:
Médiuns tiptólogos – aqueles sob cuja influência se produzem ruídos e golpes vibrados em móveis e paredes. Essa variedade é muito comum e o fenômeno se dá mesmo quando o médium não tenha vontade de produzi-lo. Foi com o concurso de médiuns tiptólogos – as célebres Kate e Margareth Fox – que nasceu o Espiritismo, cuja data se comemora no dia 31 de março, dia em que, no longínquo ano de 1848, ficaram assinalados na história os fenômenos de Hydesville.
Médiuns motores – os que produzem o movimento dos corpos inertes, o que também é muito comum.
Médiuns de translação e de suspensão – os que produzem a translação aérea e a suspensão de corpos inertes no espaço, sem ponto de apoio. Alguns dentre eles podem elevar-se a si mesmos e são assim chamados de médiuns de levitação, mas eles são, no entanto, muito raros.
Médiuns de efeitos musicais – os que provocam a execução de composições musicais em certos instrumentos, sem contacto com estes.
Médiuns de aparições – os que podem provocar aparições fluídicas ou tangíveis, visíveis para os assistentes. São muito raros.
Médiuns de transporte – os que podem servir de auxiliares aos Espíritos para o transporte de objetos materiais.
Médiuns noturnos – os que só obtêm certos efeitos físicos na obscuridade. Esse fenômeno é devido mais às condições do ambiente do que propriamente à natureza do médium ou dos Espíritos.
Médiuns pneumatógrafos – os que obtêm a escrita direta, um fenômeno muito raro e, sobretudo, fácil de ser imitado pelos trapaceiros. Neste tipo de fenômeno, dizem os Espíritos, a ação do médium é inteiramente material, ao passo que na psicografia, mesmo quando o médium é puramente mecânico, o cérebro representa um papel ativo.
Médiuns curadores – os que têm o poder de curar ou aliviar os doentes, pela imposição das mãos ou simplesmente pela prece. Esta faculdade, ensinam os Espíritos, não é essencialmente mediúnica; pertence a todos os verdadeiros crentes, sejam médiuns ou não. Na maioria das vezes, é apenas uma exaltação do poder magnético fortalecido, se preciso, pelo concurso dos bons Espíritos.
Médiuns excitadores – os que têm o poder de, por sua influência, desenvolver nos outros a faculdade de escrever. Este caso é, na verdade, mais um efeito magnético do que mediunidade propriamente dita.
Respostas às questões propostas
1. Em quantos grupos podemos classificar a mediunidade?
R.: Em dois grandes grupos: mediunidade de efeitos físicos e mediunidade de efeitos intelectuais.
2. A natureza das comunicações guarda relação com a aptidão do médium ou com a natureza do Espírito?
R.: A natureza das comunicações guarda relação com a natureza do Espírito e traz o cunho de sua elevação ou inferioridade, de seu saber ou de sua ignorância, mas, de par com a aptidão do Espírito, existe a aptidão do médium, que será para ele um instrumento mais ou menos cômodo, mais ou menos flexível.
3. O que é indispensável para que ocorram os fenômenos de efeitos físicos?
R.: Para que ocorram tais fenômenos é preciso que o médium esteja habilitado ao fornecimento do ectoplasma ou plasma exteriorizado de que se valem os Espíritos para a produção desses efeitos.
4. Mencione cinco variedades de médiuns de efeitos físicos citadas por Kardec.
R.: Médiuns de transporte, tiptólogos, excitadores, curadores e pneumatógrafos.
5. A escrita direta – que é produzida graças aos médiuns pneumatógrafos – é classificada como fenômeno de efeito físico ou fenômeno de efeito intelectual?
R.: Kardec considera-a fenômeno de efeito físico, visto que nele a ação do médium é inteiramente material, diferentemente do que ocorre na psicografia, em que o cérebro representa um papel ativo.

Bibliografia:

O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, itens 61, 74, 75, 80, 96, 97, 98, 100, 104, 160, 177, 185, 186, 187 e 189.
Mecanismos da Mediunidade, de André Luiz, psicografado por Chico Xavier, cap. XVII.

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FENÔMENOS DE EFEITOS FÍSICOS: ECTOPLASMA

O QUE É ECTOPLASMA?

 

a) Ectoplasma, para a ciência acadêmica, é a parte da célula que fica entre a membrana e o núcleo, ou a porção periférica do citoplasma.
b) Ectoplasma: Termo criado por Charles Richet. É uma substância que se acredita seja a força nervosa e tem propriedades químicas semelhantes as do corpo físico, donde provém. Apresenta-se viscoso, esbranquiçado (quase transparente, com reflexos leitosos) e é evanescente sob a luz. É considerado a base dos efeitos mediúnicos chamados “físicos”, pois através dele os espíritos podem atuar sobre a matéria.
c) Entretanto, para os espíritos o ectoplasma é geralmente conhecido como um plasma de origem psíquica, que se exsuda principalmente do médium de efeitos físicos, e algo dos outros médiuns.
Trata-se de substância delicadíssima que, situa-se entre o perispírito e o corpo físico. Embora seja algo disforme, é dotada de forte vitalidade, por cujo motivo serve de alavanca para interligar os planos físico e espiritual.
d) Historicamente o ectoplasma tem sido identificado como algo que é produzido pelo ser humano que, em determinadas condições, pode liberá-lo, produzindo fenômenos diversos.

CARACTERÍSTICAS DO ECTOPLASMA

O ectoplasma é de difícil manipulação, é pegajoso, não se molda facilmente, por isso exige treinamento e técnicas para que os espíritos se utilizem deste fluido.
Não é o espírito que se materializa e sim o ectoplasma que se adere a forma do perispírito do espírito.
O ectoplasma sofre muito a influência da luz do dia e da luz branca, ocorrendo interferências no fenômeno, o ideal é utilizar uma luz de tom avermelhado.
Pode ocorrer materialização sob o efeito da luz branca mas é necessário ter muito ectoplasma (em abundância), também é difícil tirar-se foto com flash de materialização, porque no momento do flash há interferência.
Não é o ectoplasma puro que exala do médium que é usado diretamente nas materializações, é necessário combiná-lo com outros fluidos (espirituais, físicos (kundalini-material, líquido nervoso + líquidos do corpo do médium e da natureza), ou seja, na materialização é utilizado ectoplasma elaborado.
A presença de apenas uma pessoa incrédula no ambiente dificulta ou até impede a aderência do ectoplasma no perispírito do espírito.
ECTOPLASMA É UMA COMBINAÇÃO DE FLUIDOS
A palavra ectoplasma dá ideia de que se trata de algo único, mas na verdade é um grande conjunto, formado pela combinação dos fluidos do espírito com o fluido animalizado do médium e com os fluidos ambientes.
Na obra “Nos Domínios da Mediunidade”, Áulus explica-nos o seguinte: “- Aí temos o material leve e plástico de que necessitamos para a materialização”.
Podemos dividi-lo em três elementos essenciais, em nossas rápidas noções de serviço, a saber:
FLUIDOS A – representando as forças superiores e sutis da esfera espiritual;
FLUIDOS B – definindo os recursos do médium e dos companheiros que o assistem;
FLUIDOS C – constituindo energias tomadas à natureza terrestres.
Os Fluidos A podem ser os mais puros e os Fluidos C podem ser os mais dóceis. No entanto os Fluidos B, nascidos da atuação dos companheiros encarnados e, muito notadamente, do médium, são capazes de estragar os mais nobres projetos.
Nos círculos em que os elementos A encontram segura colaboração de B, a materialização de ordem elevada assume a sublimidade dos fenômenos.

OS ESPÍRITOS NÃO PRODUZEM ECTOPLASMA

Todos os estudos feitos, sobre as materializações de espíritos e os chamados “efeitos físicos”, demonstram que esses fenômenos ocorrem somente na presença de pessoas que podem fornecer ectoplasma.
Isto leva à óbvia conclusão de que os espíritos não “produzem” ectoplasma. Eles apenas podem manipulá-lo.
Uma observação mais cuidadosa leva, inclusive, à conclusão de que esta “manipulação” somente pode ocorrer com a conivência, consciente ou “inconsciente” dos encarnados que fornecem o ectoplasma.
 
Se assim, não fosse, esses fenômenos ocorreriam com tal frequência e intensidade, no cotidiano da humanidade, que os desencarnados passariam a participar diretamente do mundo dos encarnados.
Deste modo, pode-se deduzir que o ectoplasma é um atributo do corpo físico, portanto da matéria, uma vez que o corpo humano é material, embora seja controlado pelo espírito nele encarnado.
O que se pode admitir que aconteça é que, os espíritos encarnados, em contato com a matéria (corpo), durante a encarnação, manipulam-na (a matéria) de tal modo a produzirem o que chamamos de ectoplasma.
Essa produção se daria, de modo automático e inconsciente, desde a concepção até o desencarne.

OS TIPOS DE ECTOPLASMA

Ora, se o ectoplasma está relacionado com a matéria que constitui o corpo humano, ele deve existir, também, nos minerais, nas plantas e nos animais em geral.
Esse ectoplasma dos animais, dos vegetais e dos minerais não deve ser igual, em termos de “complexidade”, ao ectoplasma existente nos seres humanos.
O ectoplasma mineral é, em princípio, o mais simples. Nos vegetais, que se alimentam principalmente de materiais inorgânicos, ele se apresenta de modo relativamente mais complexo, isso pode ser admitido uma vez que ele foi “trabalhado” por elas a partir do material inicial.
Nos animais, que se alimentam de produtos minerais, vegetais e mesmo outros animais, o ectoplasma deve adquirir uma maior complexidade.
Certamente em função da espécie de vegetal ou animal, haverá qualidades diferentes de ectoplasma.
Esta dedução é fácil de ser feita, uma vez que, ao que se sabe, o ectoplasma não humano não é suficiente, ou adequado, para a realização de fenômenos físicos e de materialização.
Se fosse, esses fenômenos ocorreriam livremente pela manifestação de espíritos desencarnados.
Haveria interferência direta dos desencarnados no mundo dos encarnados, criando uma grande confusão.
Hernani Guimarães Andrade, no seu livro “Espírito, Perispírito e Alma”, propõe a existência dos seguintes tipos de ectoplasma:
1. Ectomineroplasma, originário dos materiais minerais;
2. Ectofitoplasma, quando extraído dos vegetais;
3. Ectozooplasma, quando produzido pelos animais;
4. Ectohumanoplasma, quando produzido pelos humanos.
Para efeito de simplificação de terminologia, no sentido de tornar o significado mais acessível às pessoas, podemos dizer apenas. Ectoplasma:

– mineral,

– vegetal,

– animal,

– humano.

O ECTOPLASMA É MATÉRIA?

PODEMOS DEFINIR MATÉRIA COMO:
– Tudo que é constituído pelos elementos químicos constantes da classificação periódica dos elementos químicos, além evidentemente dos próprios elementos e das partículas subatômicas.
– O que tem massa e energia, portanto o que estará sujeito à ação da gravidade, o que tem peso e, além disto, ocupa certo volume no espaço.
– O que pode interagir fisicamente com outras porções da matéria através das reações químicas.

ALGUMAS PROPRIEDADES DO ECTOPLASMA:

– Ele está sujeito à ação da gravidade terrestre e interage fisicamente com a matéria do corpo humano.
– Nas fotografias vemos o ectoplasma saindo da boca do médium, como se fosse panos.
– Os fatos de o ectoplasma cair na direção do solo e de o espírito materializado, a partir do ectoplasma, estar junto ao chão são evidências de que este fluido está sujeito à ação da gravidade terrestre.
– Alguns autores que já estudaram o ectoplasma, em trabalhos de materialização e de efeitos físicos, verificaram a ação da gravidade sobre o ectoplasma através do uso de balança.

PODEMOS CONCLUIR, PORTANTO,

QUE O ECTOPLASMA É MATÉRIA!

…PODEMOS?

Este raciocínio nos leva a uma conclusão muito interessante: Parece haver alguma coisa que se comporta como se fosse uma matéria paralela à matéria que a química descreve. Em outras palavras, é como se houvesse outro conjunto de elementos químicos coexistente com os conhecidos ou previstos pela química. É como se fosse possível estabelecer, pelo menos, mais outra Classificação Periódica.

O ECTOPLASMA É UM COMBINADO DE SUBSTÂNCIAS?

Quando os espíritos desencarnados podem dispor dele em bastante quantidade, então o utilizam para a produção de fenômenos mediúnicos de efeitos físicos, após combinarem-no com outras substâncias extraídas do reservatório oculto da natureza.

COMO SE APRESENTA O ECTOPLASMA?

O ectoplasma apresenta-se à visão dos desencarnados como uma massa de gelatina pegajosa, branquíssima e semilíquida, que se exsuda através de todos os poros do médium, mas em maior proporção pelas narinas, pela boca ou pelos ouvidos, pelas pontas dos dedos e ainda pelo tórax.
O ectoplasma, à feição do magnetismo, é energia disseminada e presente em toda a natureza que, por lei evolutiva, é mais apurada no homem do que no mineral, vegetal ou animal.

 

tipo de mediunidade

COMO É PRODUZIDO O ECTOPLASMA NO SER HUMANO?

 

Deduzindo que os espíritos encarnados, em contato com a matéria, durante a encarnação, produzem o ectoplasma, podemos, a partir daí, tecer algumas considerações:
a) Se admitimos a existência do ectoplasma nos minerais, nas plantas, nos animais, etc., podemos entender de que, um dos ingredientes que forma o ectoplasma é originário dos alimentos.
b) Outro ingrediente provem do oxigênio que respiramos.
c) Ainda há outro ingrediente que é produzido no interior das células do nosso corpo físico.
O que ocorre é uma “transformação” desses ectoplasmas primários em ectoplasma humano.
Podemos concluir que o ectoplasma encontra suas matérias primas nos fluidos resultantes da alimentação, da respiração e da atividade celular do nosso organismo físico.
Agora, vem a questão, onde e quando ocorre o processo metabólico das reações químicas, físicas e biológicas entre os fluidos resultantes da alimentação, da respiração e da atividade celular que resultam no ectoplasma?

ONDE SE FORMA O ECTOPLASMA NO SER HUMANO?

É difícil de afirmar com certeza, onde se forma o ectoplasma no ser humano.
A observação indica uma grande “movimentação fluídica” no abdome, na altura do umbigo.
Considerando-se, a observação acima, alguns pesquisadores admitem que se forma ectoplasma no aparelho digestivo através do metabolismo dos alimentos no corpo humano.
Outro lugar onde é comum se perceber que há uma quantidade grande de “movimentação fluídica” é no tórax. Para alguns estudiosos a produção de ectoplasma ocorre através da respiração (produzido no oxigênio).
Como a “Ciência Acadêmica” admite que esse fluido se forma no interior das células, muitos estudiosos concluem que o ectoplasma se forme por todo o corpo, a nível celular, embora em quantidades e qualidades diferentes.
O sangue pode carregar o ectoplasma até os pulmões, onde se libera para ser eliminado, da mesma forma que o carbono resultante do metabolismo.
Entretanto, para os espíritos o ectoplasma trata-se de substância delicadíssima, que se produz entre o perispírito e o corpo físico e que serve de alavanca para interligar os planos físico e espiritual.
Isto nos leva a deduzir que os fluidos resultantes da alimentação, da respiração e da atividade celular são carreados através dos chacras gástrico e esplênico e transformam-se em ectoplasma no interior do duplo etérico. Poderíamos chamar isso como uma espécie de “metabolismo do ectoplasma”.
Vamos relembrar, não é o ectoplasma humano que exala do médium que é usado diretamente nas materializações ou nos fenômenos de efeitos físicos, é necessário combiná-lo com outros dois tipos de fluidos (espirituais e da natureza), para que obtenhamos o ectoplasma elaborado.

sono corpo espírito

FENÔMENOS EFEITOS FÍSICOS – DUPLO ETÉRICO

O DUPLO ETÉRICO LIGA O ESPÍRITO AO CORPO FÍSICO

Todo ser possui um “espírito”, que é o princípio inteligente do ser. Ele não tem forma determinada.
Todo espírito é envolto num “corpo espiritual”, também conhecido com o nome de perispírito ou ‘corpo astral’.
O corpo de carne de uma pessoa é “cópia” desse perispírito.
No entanto, para promover a ligação entre os corpos de carne e o espiritual é necessário admitir-se a existência de outro corpo, que só os encarnados possuem, a esse corpo podemos chamar de duplo etérico.
http://www.espiritualismo.hostmach.com.br/imagens/ectoplasma/ectoplasma2.jpg

RELAÇÃO DUPLO ETÉRICO COM O ECTOPLASMA

O espírito é imaterial, no entanto, não é possível fazer essa admissão para o corpo espiritual, se ele possui forma, é porque é feito de algum tipo de matéria.
No entanto, não deve ser feito de ectoplasma, pois neste caso, os espíritos desencarnados não necessitariam dos encarnados para o obterem.
Assim, o duplo etérico, que existe apenas nos encarnados deve estar relacionado com o ectoplasma.

O DUPLO ETÉRICO SERIA FORMADO DE ECTOPLASMA?

A hipótese mais provável é que o duplo etérico também seja constituído de uma espécie de matéria ectoplasmática.
Deste modo, o ectoplasma acumulado pelas pessoas poderia ser aquele escretado pelo duplo etérico, isto é, aquele ectoplasma que não é necessário para sua constituição.

ONDE SE SITUA O ECTOPLASMA?

Segundo André Luiz, o ectoplasma está situado entre a matéria densa e a matéria perispirítica, assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo (duplo etérico), e é recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da Natureza.
Este tipo de raciocínio indica, novamente, a existência de outra matéria, “paralela” à que conhecemos e o ectoplasma seria constituído por esta matéria.
Esta matéria seria coexistente com a matéria conhecida, porém, de uma densidade muito menor.

O DUPLO ETÉRICO SERIA O RESPONSÁVEL

PELA ELABORAÇÃO DO ECTOPLASMA?

Em geral, nos trabalhos de efeitos físicos, o duplo etérico, ao se afastar do médium à sua esquerda, à altura do baço, torna-se um ponto de apoio para os espíritos desencarnados operarem com mais eficiência no limiar entre os mundos físico e o espiritual.
O duplo etérico é o responsável pela elaboração de ectoplasma e pela coordenação e transferência de fluidos nervosos do médium utilizados nos fenômenos de efeitos físicos.
É o mediador plástico e também o catalisador de energias mediúnicas, aglutinando-as de modo a servirem, ao mesmo tempo, entre o mundo físico e o plano oculto.

MATERIALIZAÇÕES PARCIAIS OU COMUNS

Nos fenômenos de materialização completa o médium entra em transe cataléptico e o duplo etérico se separa do perispírito e nas materializações parciais não é necessário o médium entrar em transe cataléptico.
Existem materializações que se apropriam somente do ectoplasma do médium, sem o envolvimento com o seu duplo etérico.
Neste caso se conseguem materializações comuns ou parciais, porque não existe ectoplasma suficiente para a materialização completa, apenas é materializado alguma parte do Espírito, como mão ou pé.

MATERIALIZAÇÕES COMPLETAS OU SUBLIMADAS

Existem materializações de espíritos que se apropriam do ectoplasma do médium através do envolvimento direto com o duplo etérico do médium.
Neste caso o médium sempre estará em estado cataléptico.
As materializações são sublimadas ou completas, porque aparece todo o Espírito.
Para as materializações completas, onde aparecerá todo o espírito materializado é necessário grande quantidade de ectoplasma, neste caso é utilizado o próprio duplo etérico do médium para revestir o espírito que irá se materializar.
A matéria ectoplasmática é metabolizada no interior duplo etérico do médium, passando em seguida ao aparelho digestivo do corpo físico do médium através dos chacras esplênico e gástrico. Depois sobe saindo pela sua boca nariz e ouvidos, então o duplo etérico do médium começa a atrair o ectoplasma que vai se aglutinando ao seu redor, igual a imã quando atrai limalha de ferro.
Este se aglutina em volta do duplo etérico do médium formando uma espécie de escafandro emborrachado. O espírito que irá se materializar penetra dentro do duplo etérico do médium ficam como que um dentro do outro, e o duplo etérico do médium se transfigura adquirindo a forma do Espírito materializado.

ECTOPLASMA CONTAMINADO É DISSOLVIDO

Acontece, às vezes, que os próprios técnicos e protetores do médium resolvem dissolver no meio do ambiente a porção fluídica que poderia enfermá-lo na sua reabsorção orgânica. Reduz-se assim a cota de líquidos orgânicos volatilizados e que se tornam nocivos a qualquer reaproveitamento, fazendo com que o médium, ao despertar sinta intensa sede e ingira certa quantidade de água para compensar a que é desperdiçada e que se faz necessária ao equilíbrio do seu corpo físico.

CUIDADOS PARA NÃO CONTAMINAR O ECTOPLASMA

Os trabalhos de efeitos físicos exigem um cuidadoso tratamento por parte dos espíritos operadores, pois o ectoplasma do médium é elemento fácil de ser contaminado pelos miasmas e certas tóxicos que invadem o ambiente devido à imprudência ou descaso de alguns frequentadores dos trabalhos mediúnicos. Essa matéria viva do próprio médium pode ser empregada para fins proveitosos quando, por sua vontade, este admite a intromissão dos espíritos amigos e benfeitores; no entanto, caso se trate de criatura desregrada, os espíritos inferiores e malévolos podem assenhorar-se dessa energia acionável pela vontade desencarnada, causando perturbações nos trabalhos de efeitos físicos, ou mesmo fora do ambiente mediúnico.

FONTE:

LIVRO: Espírito, Perispírito e Alma – HERNANI GUIMARÃES ANDRADE.
LIVRO: Nos Domínios da Mediunidade – ANDRÉ LUIZ.

Imagem abaixo Materialização do Espírito de Emmanuel por Peixotinho / Chico Xavier

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