O ADOECIMENTO NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

relacionamentos interpessoais

O AMOR E AS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

 

O amor certamente deverá ser um dia a mais bela conduta, o mais significativo sentimento nos relacionamentos entre almas, a mais excelente psicoterapêutica preventiva e curadora, tornando-se uma forma de religiosidade que fascinará a todas as criaturas.

Vera Jacubowski

ser feliz

O Adoecimento das (nas)

Relações Interpessoais

 

Em meio à vasta rede de relações que os sujeitos experimentam, em que vivenciam suas histórias de vida, a socialização é o caminho para a construção da convivência interpessoal.
Marca imperativa, dentre os primeiros lampejos de vida, ainda mesmo quando crianças, a socialização com os primeiros pares (pais e cuidadores) é de grande importância para o desenvolvimento físico e psíquico. Primeiros passos para o conhecimento do outro e de si mesmo. Primeiros passos para as primeiras manifestações das escolhas e, quem sabe, o ensaio para o respeito das diferenças e dos diferentes.
Assim, é no seio familiar em que as primeiras experiências significativas e primárias de socialização são vivenciadas e, com tais experiências, a possibilidade dos primeiros contornos de personalidade e de reconhecimento do Eu se tornarem possíveis. Sentimentos e emoções, autoconhecimento e os primeiros nós existenciais também podem ser encontrados nesse momento.
Aos nós existenciais chamo aquelas situações traumáticas e/ou repetitivas em que os sujeitos são inseridos e que, embora sirvam de ensejo para se desenvolver algum tipo de aprendizado no campo do sentimento, atuam também como um fenômeno paralisante em relação ao Outro, uma dificuldade para o estabelecimento de relações atuais e vindouras, o que impossibilita o ser vivente de enfrentar os desafios e as oportunidades de crescimentos de novas relações interpessoais.
Em outras palavras, o medo e a desconfiança se tornam companhia constante, em detrimento da possibilidade de crescimento que mudanças em relações aos Outros pode trazer. É o velho que esbarra no novo a todo o momento. E quanto incômodo pode ser sentido e traduzido por meio de um corpo falante, de uma mente pensante e sentimentos transformados em armaduras protetoras de si mesmo e do outro. Daí nascem os questionamentos, dentre os quais se destaca esta indagação: como vai sua vida de relações?
Ando por vários lugares a escutar murmúrios e o queixume da dor nascida dos conflitos. Dor que corta para além de lugares palpáveis. Corações que choram sem cessar. Sentimentos sem nomes, emoções silenciosas e barulhentas. A necessidade de compreender a dor que lateja. A que veio a dor? O que ela quer me contar?
Vejo o quanto se relacionar é um padecimento e a enfermidade atual é gostar. Padecem almas que não escutam a si mesmas, em meio a uma sinfonia interior, lastreada pelo grito que teima em sair. Quem as ouve? Quem se ouve? Quem ouve quem?
Deseja-se o sonho do amor impossível, aquele que calou a alma e a modelou, docilizando os sentimentos alheios, a responder a uma necessidade que talvez seja somente uma fantasia, uma crença sobre a forma mais bonita de ser amado e de ser correspondido nas próprias necessidades.
As necessidades sempre existirão, motivo por que se deve perguntar se a própria necessidade não violenta a possibilidade de receber o Outro, ou seja, de estar aberto para o que o mundo circundante tem a lhe oferecer. Se eu não quero, tenho de aprender a dizer a palavra mágica – “não” –, ser livre e sustentar a escolha de não querer. E, por falar em liberdade, parafraseando Sartre, estamos condenados a ser livres. Concordo com esse brilhante filósofo e reitero suas palavras, afirmando que estamos também condenados a nos relacionarmos. Que tal começar a pensar nisso?

Fernanda Leite Bião

alguém especial

Amor que não acaba

Até que ponto vai a capacidade de amar do ser humano? Quanto tempo dura o amor?
Um poeta da música disse, certa vez, que o amor é eterno enquanto dure.
E todos os desiludidos, os traídos e abandonados têm impressões muito próprias a respeito do amor, onde a tônica principal é de que amor eterno não existe.
Contradizendo tudo isso, alguns fatos, que a mídia televisiva ou impressa nos traz, afirmam que o amor verdadeiro é uma sinfonia inigualável.
Foi com esse sentimento que Chris Medina, um rapaz de vinte e sete anos, se apresentou em um programa de talentos, cantando uma música de sua autoria.
Os versos diziam mais ou menos assim:
Onde quer que você esteja, estou perto. Em qualquer lugar que você vá, eu estarei lá.
Toda vez que sussurrar meu nome, você verá como mantenho cada promessa. Que tipo de cara eu seria se fosse embora, quando você mais precisasse de mim?
O que são palavras se você realmente não acredita nelas quando as diz? Se são apenas para os bons momentos, então elas nada são.
Quando há amor, se diz em voz alta e as palavras não vão embora. Elas vivem mesmo quando partimos.
Eu sei que um anjo foi enviado apenas para mim. Sei que devo estar onde estou. E vou permanecer ao seu lado esta noite.
Nunca partiria quando você mais precisa de mim.
Vou manter meu anjo perto para sempre.
Ele não conseguiu vencer todas as etapas do concurso, sendo eliminado, em determinada fase, mas sua história levou às lágrimas os jurados e o público presente.
Porque a sua composição retrata exatamente o seu drama e sua decisão pessoal. É uma verdadeira declaração de amor.
Ele estava noivo e há dois anos pediu em casamento Juliana Ramos. A jovem bela, entusiasta. Formavam um casal primoroso.
Dois meses antes do casamento, no dia dois de outubro de 2009, o carro de Juliana foi atingido por um caminhão. Ela quase não sobreviveu.
Uma grave fratura no crânio desfigurou seu rosto e a transformou em uma mulher com muitas limitações físicas.
Foi-se a beleza, a agilidade, o sorriso fácil, as caminhadas, a dança, a alegria de todas as horas.
Ele permaneceu ao lado dela. Leva-a consigo para onde vá. E faz shows para arrecadar fundos para o tratamento de que ela necessita.
E isso ele externaliza cantando e agindo.
* * *
Quando se ama a beleza e ela se vai, o amor acaba. Quando se amam as formas perfeitas, a plástica, as linhas harmônicas do corpo e tudo isso se vai, o amor também se esvai.
Quando se amam aparências e outra realidade se apresenta, o amor acaba.
Quando se ama a transitoriedade, o amor fenece quando as situações se alteram.
Mas, quando se ama a essência, nada diminui o sentimento.
Esse amor é companheiro, solidário, se esmera para que o outro se sinta bem, seja feliz.
A sua é a preocupação de fazer a felicidade do outro.
Amor assim se perpetua no tempo, independente da soma dos anos, da multiplicação das rugas ou da diminuição da agilidade.
É o amor que sabe envelhecer junto e quanto mais passa o tempo, mais se solidifica.

Redação do Momento Espírita, com base em fato.
Em 19.11.2012.

amor é tudo

CIRCUNSTÂNCIAS ESPECIAIS

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