SABEDORIA ESPÍRITA REFORMA ÍNTIMA EM MORALIDADE

REFORMA ÍNTIMA

Reforma Íntima em Moralidade

Que nossas pegadas neste planeta possam deixar marcas de amor, que é a mais bela expressão da verdade, que nos dignificam e sustentam, dando-nos estabilidade no seio da vitória do bem, rumo a paz, a fraternidade e a justiça.
Vera Jacubowski

boa ação

REFORMA ÍNTIMA

 

A principal missão do espiritismo na Terra é a transformação do homem. O período em que vivemos é fundamental que deixemos os paradigmas que nos aprisionam há muitos séculos, para que possamos vivenciar a moral que já conhecemos, mas pouco realizamos.
Assim o espiritismo traz a Reforma Íntima como o meio de transformar a informação em ação. A moral bela dos livros, na prática do dia a dia.
Para isso devemos realizar uma viagem ao nosso interior, conhecendo o que temos e o que podemos realizar. O auto conhecimento sincero nos mostrará o quanto ainda somos imperfeitos, mas também nos estimulará e nos guiará no caminho mais ponderado a seguir.
Não é uma tarefa fácil, dificilmente queremos ver e reconhecer quem realmente somos, portanto seguem algumas informações importantes para que não nos percamos no labirinto traiçoeiro e assustador que há em nós mesmos.

aprendiz espiritual

1. Organizar um quadro que indique o que deve ser eliminado e o que deve ser conquistado.

Colocar no papel de uma forma que possamos enxergar aquilo que é mais prioritário ser trabalhado é uma forma de utilizar de maneira mais aproveitável nossas energias. Se damos “pequenos tiros” aleatórios temos uma eficácia bem menor do que mirar num alvo específico. Assim nossos resultados serão mais precisos e evidentes.

2. Encarar as inferioridades frente a frente e sem nenhuma ideia de diminuição pessoal, todos somos imperfeitos.

Quando encaramos nossa inferioridade o desânimo parece tomar conta de nossas forças, mas devemos ter a noção necessária daquilo que realmente somos. As falhas serão grandes, o caminho é longo, mas se não dermos pequenos passos, nunca venceremos a longa estrada.

3. Assinalar as imperfeições que julgamos em condições de eliminar em primeiro lugar, começando naturalmente pelos mais simples.

Dar um passo “maior do que a perna” vai nos derrubar, e até levantarmos para seguir em frente perderemos muito mais tempo e energia do que seguir constante em passos pequenos, mas que podemos realizar com mais certeza.

4. Os vícios são simples hábitos e basta vontade firme para eliminá-las.

Os vícios são falhas adquiridas que podemos eliminar com mais facilidade, basta vontade firme para isso.

5. Os defeitos morais são erros que carregamos há muito tempo e são necessários encarnações inteiras e grandes esforços para serem eliminados ou diminuídos.

Os defeitos já são mais poderosos e não temos condição de eliminá-los por inteiro, mas sim diminuí-los o máximo que conseguirmos. Os esforços são maiores e as quedas mais constantes. Mas a luta não deve parar um dia sequer.

6. Empreendendo um treinamento importante e contínuo chegaremos a resultados seguros.

A luta diária começa com grande esforço, mas com o tempo, aquilo vai se tornando natural. Por isso a necessidade de regras e treinos constantes, a dificuldade vai diminuindo com o tempo.

7. O tempo depende da perseverança e do rigor empregado.

Quanto mais vontade e rigor empreendemos no processo da reforma íntima, mais rapidamente perceberemos os resultados em nossas vidas.

8. Não deixar para amanhã, prosseguir na rota traçada sem desistir ou olhar para trás.

A hora é sempre agora. Pois para cada oportunidade desperdiçada, teremos que responder através da Lei de ação e reação. Não temos mais tempo para pensar, temos que agir.

9. Para cada defeito o antídoto

Para defeitos mais graves como o orgulho (presunção, amor próprio, sentimento de separatividade, vaidade, ostentação); o egoísmo (avareza, apego materiais, insensibilidade aos sofrimentos alheios, frieza íntima) devemos desentocá-los das profundezas da alma e aplicá-los os sentimentos opostos: para orgulho, humildade, para o egoísmo, caridade.

10. Despreocupação com opiniões de terceiros e de preconceitos religiosos e sociais.

Quase sempre, aquele que busca a reforma interior, foge de costumes e manias naturais ainda aceitos e praticados pela sociedade, aquele que prefere o auxílio ao próximo ao invés do prazer pessoal, ainda é taxado de “bobo”. Aquele que não revida uma ofensa, ainda é taxado de fraco. Se tivermos esta preocupação, deixaremos de alcançar resultados mais profundos.

11. Reagir ao desânimo, os instrutores espirituais estão sempre ao nosso lado.

A espiritualidade inferior que nos acompanha não pretende permitir que sejamos melhores, pois terão menor influência sobre nós, portanto, tentarão nos desanimar da maneira que conseguirem nos influenciar. Quando isto ocorrer, a oração nos ajudará a perceber a influência benéfica da espiritualidade superior que também estão ao nosso lado, prontos para agir quando têm a oportunidade para isso, nos motivando a seguir sempre em frente.

12. Começar pelo lar, controlando palavras, gestos e ações, até que a conduta se torne natural.

Se não conseguimos ser melhores em nosso lar, não conseguiremos ser em lugar nenhum. Pois no lar mostramos quem realmente somos, já que os familiares nos conhecem do jeito que somos e não utilizamos as “máscaras” que nos colocam aptos à viver na sociedade.

13. Ser exemplo de boa conduta.

A única maneira de convencermos alguém que estamos no bom caminho é através dos exemplos, e não das palavras. Assim, nos melhorando e mostrando aos outros que é possível, incentivamos cada vez mais pessoas a se melhorarem, fazendo com que a sociedade se torne cada vez mais evoluída.

14. Nada vem do exterior, as conquistas são íntimas e deve vir de nosso esforço próprio.

Rituais, frequência em templos religiosos, trabalho sem amor, amor sem trabalho… Nada disso nos trará resultados, as conquistas são íntimas. Somente através do nosso próprio esforço é que podemos galgar melhores condições e felicidade, ou não seria justo, e não sendo justo, jamais seria perfeito, e se não for perfeito, não poderia ser divino.
Para encerrar, a sabedoria que Allan Kardec nos mostra no Livro dos Espíritos:

Pergunta 909 – O homem pode sempre vencer as suas más tendências pelos seus próprios esforços?

R. – Sim, e às vezes com pouco esforço, o que falta é a vontade. Ah, como são poucos os que se esforçam!

FAMS

ORAÇÃO da fé

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