Os espíritos superiores usufruem duma felicidade incomum

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OS ESPÍRITOS SUPERIORES

Os espíritos superiores usufruem duma felicidade incomum.
São pelos méritos alcançados pelo esforço próprio, conquistados os créditos do labor que se denominam bônus hora que é o salário da justiça e pela recompensa da luta em favor do BEM e na colaboração da edificação da humanidade.
Não se pode compreender as alegrias eternas sem que, vejamos o empenho do espírito em crescer em direção à perfeição.
Na espiritualidade tudo funciona conforme os méritos adquiridos nas existências pregressas e ou mesmo na pátria espiritual.
Conquistas estas transferidas ao espírito, que realiza e idealiza seu destino em direção a sua grande jornada ao infinito.
Vera Jacubowski

estradas e caminhos

Quem são os espíritos superiores?

Tenho essa dúvida há muito tempo. Vemos nos centros espíritas os oradores falar sobre os espíritos superiores. Quem são eles afinal?
No livro dos espíritos eles estão catalogados como espíritos da ‘segunda ordem’:
A.K.: 107. CARACTERES GERAIS – Predominância do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de adiantamento que hajam alcançado; uns têm a ciência,outros a sabedoria e a bondade. Os mais reúnem o saber às qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, conforme a categoria que ocupem, os traços da existência corporal, assim na forma da linguagem, como nos hábitos, entre os quais se descobrem mesmo algumas de suas manias. De outro modo, seriam Espíritos perfeitos.
Compreendem Deus e o infinito e já gozam da felicidade dos bons. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem. O amor que os une lhes é fonte de inefável ventura, que não tem a perturbá-la nem a inveja, nem os remorsos, nem nenhuma das más paixões que constituem o tormento dos Espíritos imperfeitos. Todos, entretanto, ainda têm que passar por provas, até que atinjam a perfeição.
Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens da senda do mal, protegem na vida os que se lhes mostram dignos de proteção e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre aqueles a quem não é grato sofrê-la.
Quando encarnados, são bondosos e benevolentes com os seus semelhantes. Não os movem o orgulho, nem o egoísmo, ou a ambição. Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme e fazem o bem pelo bem.
A esta ordem pertencem os Espíritos designados, nas crenças vulgares, pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Em épocas de superstições e de ignorância, eles hão sido elevados à categoria de divindades benfazejas.
Vemos no texto destacado que os espíritos superiores ainda são espíritos apegados às idéias terrenas (“seus hábitos, suas manias”). São espíritos que ainda têm que passar por provações (assim com os espíritos inferiores), como fica claro nesta questão do livro dos espíritos:
98. Os Espíritos da segunda ordem, para os quais o bem constitui a preocupação dominante, têm o poder de praticá-lo?
“Cada um deles dispõe desse poder, de acordo com o grau de perfeição a que chegou. Assim, uns possuem a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Todos, porém, ainda têm que sofrer provas.”
Contudo, amigos, pelas minhas frequências ao centro espírita, e mesmo lendo os tópicos deste fórum, tenho visto que há um consenso entre oradores e estudiosos espíritas quanto à credulidade na infalibilidade dos tais espíritos superiores.
Também é consenso entre os espíritas que as Obras Básicas – incluindo o livro dos espíritos – foram escritas por “espíritos superiores”.
Mais ainda: o tal CUEE, seria formado pelos espíritos superiores.
A pergunta, a minha dúvida é bem simples:
Se os “espíritos superiores” são espíritos ainda materializados e que, todos, sem exceção de nenhum, ainda tem que sofrer provas, por qual motivo a vasta maioria dos espíritas – mesmo os mais conhecedores, como os grandes oradores – aceitam inquestionavelmente tudo o que esses espíritos escreveram?
E enfim, se os tais “espíritos superiores” são espíritos ainda materializados e que ainda todos têm provas a cumprir, por qual razão os seus ensinamentos são tidos como inquestionáveis no movimento espírita?
É sempre aquela coisa não é? De ficar citando as questões do livro dos espíritos, assim com os católicos citam a bíblia, para dizer: “veja como estou com a razão: está aí ó! no livro dos espíritos!”.
Com qual razão você está? Afinal, você está lendo um livro que foi escrito por espíritos materializados, cheios de “manias”, “hábitos mundanos”, que ainda têm, TODOS, que sofrer provas”, e você aceita tudo de maneira passiva e sem questionamentos? Aceitar como verdades aquilo que foi escrito por espíritos ainda materializados e que ainda têm provas para passar é ter razão, certeza de algo? ::)
É isso. A Doutrina Espírita foi escrita por espíritos materializados e que ainda têm provas a sofrer, mas os seus ensinamentos são tidos por todos os espíritas como algo absoluto e inquestionável.
Como é que ficamos? Poderiam-nos, os amigos, elucidar essa questão?
GRATOS.

a caridade

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